terça-feira, 8 de setembro de 2009

21. Livros Celestes

Aproximação ao Apocalipse (21)
LIVROS CELESTES


“o que vencer será vestido de vestimentas brancas; e não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome diante de meu Pai, e diante de seus anjos”. Apocalipse 3:5.

VARIEDADE DE LIVROS

Irmãos, nesta série do Apocalipse que estamos tendo, terminamos o capítulo 3 do livro do Apocalipse, terminamos a consideração da mensagem do Senhor às sete Igrejas na Ásia Menor, que é uma mensagem profética do Espírito Santo a toda a história da Igreja, a todas as Igrejas da terra; mas antes de entrar em capítulo 4, na noite de hoje queria fazer um apêndice; ou seja, tratar um tema do que se tratou nas idades da Igreja mas que não se pôde tratar mais a fundo; então o deixamos para tratá-lo ao final, posto que no tratamento de cada período da Igreja não houve o tempo para tratá-lo a fundo. Vocês recordam que mencionamos, quando tratávamos a mensagem à igreja em Sardes, que há um verso misterioso, sério, que diz o Senhor ali; então o apêndice é para aprofundar um pouquinho mais na consideração do que o resto da palavra do Senhor diz a respeito, que quando tratamos de Sardes não pudemos tratar a fundo. Se vocês se fixarem no capítulo 3, no versículo 5 do Apocalipse, ali dizia e diz o Senhor Jesus: “o que vencer será vestido de vestimentas brancas; e não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome diante de meu Pai, e diante de seus anjos.” Aqui há uma frase bastante séria; embora aqui o diga como uma promessa, o que é sério é o que alguém se pergunta e implica. O que diz é que ao que vencer, não apagará seu nome do livro da vida; isso está claro, mas a pergunta que as pessoas se fazem é: E se um crente nascido de novo não vencer, o que acontece? Seu nome é apagado do livro da vida? Ou será que um crente nascido de novo, como diz a Escritura, vence o mundo? Porque diz São João: “Todo o que é nascido de Deus vence ao mundo”; então aí é onde alguém se pergunta não pelo que está escrito, mas sim pelo que não está escrito; e se não vencerem, será apagado seu nome do livro da vida? Lógico que é uma pergunta séria que merece uma consideração mais detida.

Eu estive tomando algumas notas que queria compartilhar com meus irmãos neste apêndice, e ter mais em conta alguns detalhes.

A primeira vez que aparece este assunto de um livro onde estão nossos nomes, e não só um livro, mas também muitos livros onde também estão nossas obras, aparecem pela primeira vez no livro de Êxodo; é a primeira vez em que se menciona este assunto; logo se volta a mencionar de uma maneira um pouco mais complexa; então quisera que fôssemos a Êxodo 32:32-33; ali está Moisés, movido pelo Espírito de Cristo, intercedendo pelo povo de Israel que tinha pecado com idolatria e desenfreio enquanto Moisés estava recebendo as tábuas da lei. Quando baixou Moisés encontrou o desastre, rompeu as tábuas; houve aquele julgamento de parte dos levitas que ficaram do lado de Jeová, ao lado de Moisés, e Moisés se voltou a interceder profundamente, e nessa intercessão Moisés disse umas palavras ao Senhor que não sabemos de onde tomou o conhecimento disso, porque de Gênese até esta passagem não aparece ensino sobre o assunto, e a primeira vez que Moisés o menciona já o dá como um fato; ou seja, que é uma revelação que teve Moisés e Deus lhe respondeu como que é assim, como Moisés estava dizendo, que sim realmente existia um livro, e não só um, porque vamos ver que há outros; mas é aqui quando aparece pela primeira vez.

Diz Êxodo 32:32-33 assim: “Que perdoes agora seu pecado, e se não, me risque agora de seu livro que tem escrito”. Aqui Moisés tem um conhecimento na presença de Deus, de um livro escrito Por Deus onde Moisés está inscrito. Vemos que Moisés escreve que se não perdoar a Israel seu pecado, que o apague do livro: “me risque agora de seu livro que tem escrito”; aqui, pelas palavras de Moisés, ainda não vemos a resposta de Deus. Pela palavra de Moisés parece que este livro já tinha coisas escritas, e é o que vamos estudar, porque o livro da vida não é uma coisa simples; parece que é uma coisa complexa; ali vamos encontrar versículos que nos falam de vários livros e versículos que nos falam de coisas que já estavam escritas, de coisas que estão se escrevendo agora e de coisas que vão se escrever depois e também de coisas que se apagam; então é interessante ver todas estas coisas. Quais são as que a Bíblia ensina que já vinham escritas, quais são as que se vão escrevendo e quais as que vão se escrever a partir de um momento futuro; assim não é um livro assim simples. Há passagens onde se fala do livro dos viventes onde pelo contexto parece que estão escritos inclusive os ímpios que recusaram a Cristo e que são apagados por havê-lo recusado; mas já estavam escritos no livro dos viventes e por recusar a Cristo são apagados. Vamos ver os versos agora.

UM LIVRO ESCRITO POR DEUS

Nos fala também do livro da vida, assim simplesmente, o livro da vida; em outra parte diz que estão escritos no livro, simplesmente o livro; em outro diz o livro da vida; outros versos dizem o livro da vida do Cordeiro; então não é uma coisa simples, é uma coisa complexa. Algo que tem já do passado, algo que se está escrevendo agora, algo que se pode apagar, algo que vai se escrever depois.

Então vamos ver esses distintos versos. Este primeiro mostra ao Moisés ter, já na presença de Deus, uma revelação do livro. Moisés não tinha falado nunca disto, mas agora Moisés diz: “seu livro que tem escrito”; ou seja, que Deus tem escrito um livro no qual figurava Moisés; não sabemos se este era o livro da vida onde estava o nome sozinho, ou o que em outras passagens diz os livros onde se escrevem nossas obras; aqui ele o menciona como um só livro.

Parece que Moisés não faz diferença entre um livro de nomes e um livro de obras, mas ele o chama livro. Bom, então nos toca ficar ainda com a pergunta, que livro era este? o dos nomes, o da vida, ou o das obras? Há também outras menções que vamos ver, onde se fala do livro da verdade onde está escrita de antemão a história que vai acontecer depois; isso está em Daniel, e está também o livro das memórias onde se escreve o que nós fazemos a favor da causa do Senhor e por amor a Ele; isso se escreve e se está escrevendo; esse se chama o livro das memórias; o vamos ver também. Por agora fiquemos aqui com a resposta do Senhor que é uma resposta séria: “33 E Jeová respondeu a Moisés: Ao que pecar contra mim, a este riscarei eu de meu livro”; ou seja que Deus sabia, porque Ele é onisciente, que no futuro alguns nomes seriam tirados desse livro; entretanto estavam escritos porque o Senhor disse: “Ao que pecar contra mim, a este riscarei eu de meu livro”; coloca o riscarei como no futuro; ou seja que enquanto não tenha pecado contra Ele, não foi tirado, mas se peca vai ser tirado, e diz o Senhor mesmo. “Ao que pecar contra mim, a este riscarei eu de meu livro”.

O LIVRO DOS VIVENTES

Então, a respeito, eu quisera que vocês me acompanhásseis ao Salmo 69, onde há umas palavras de Davi pelo Espírito de Cristo, porque este é um Salmo messiânico, onde se refere a essas pessoas que estavam no livro dos viventes e que são tiradas por recusar a Cristo. Vamos ao Salmo 69, vamos ler do versículo 28 onde está a frase chave do que estamos tratando; mas quisera eu que para entender melhor essa frase tenhamos em conta o contexto do Salmo. Em primeiro lugar diz: “Ao músico principal; sobre Lírios. Salmo de Davi”; aqui neste Salmo há umas frases que são messiânicas, proféticas, onde Davi fala, mas é o Espírito de Cristo em Davi; porque, por exemplo, diz o versículo 19 (parecesse que fora Cristo na cruz): “19 Tu sabes minha afronta, minha confusão e meu opróbrio; diante de ti estão todos meus adversários. 20 O escárnio quebrantou meu coração, e estou triste. Esperei quem se compadecesse por mim, e não o houve; e consoladores, e nenhum achei.

21 De alimento me deram fel, e em minha sede me deram a beber vinagre”. Todos sabemos que este é um Salmo messiânico; embora o falou Davi, era o Espírito de Cristo em Davi, prefigurando o que ia passar Cristo na cruz. “Deram-me a beber vinagre”, disse o Senhor; e isso se cumpriu; mas o curioso é o que contínua dizendo Davi pelo Espírito no verso 22; ou seja, o castigo que vem aos recusadores de Cristo; diz: “22 Seja seu convite diante deles por laço, e o que é para bem, por tropeço.

23 Sejam obscurecidos seus olhos para que não vejam, e faz tremer continuamente seus lombos. 24Derrama sobre eles sua ira, e o furor de sua irritação os alcance. 25Seja seu palácio assolado; em suas lojas não haja morador”. por que? por que esse castigo? “26 Porque perseguiram ao que tu feriste, e contam da dor dos que você ulcerou. 27 Põe maldade sobre sua maldade, e não entrem em sua justiça. 28 Sejam riscados do livro dos viventes, e não sejam escritos entre os justos”. Esta é uma frase séria; aqui se fala de um livro dos viventes onde já estavam escritos os que foram recusar a Cristo; porque se não como vão ser riscados? Mas por quanto recusaram a Cristo, sejam riscados do livro dos viventes; e a outra frase é com respeito ao futuro: “não sejam escritos entre os justos”, como se não somente os justos viessem escritos, mas sim como se fora a haver uma escritura futura dos justos; e agora diz quanto ao livro dos viventes: sejam riscados; quer dizer que estavam; e quando os justos vão ser escritos depois, outra vez, então não sejam escritos lá; ou seja que nos damos conta de que o assunto do livro é uma coisa complexa, não é simples. Aqui fala de coisas que se escreveriam no futuro. Aqui fala dos justos; não é que não vá haver conhecimento a respeito dos ímpios.

ESCRITOS NO PÓ

Quisera eu que vocês acompanhassem outro versículo que está em Jeremias 17:13; vamos ler esse misterioso verso ali. “OH Senhor, esperança de Israel! todos os que te deixam serão envergonhados e os que se separam de mim serão escritos no pó, porque deixaram ao Senhor, manancial de águas vivas”. Coisa curiosa! Sim são escritos, mas não nos céus; a congregação dos primogênitos está inscrita nos céus, mas estes que deixam ao Senhor, diz, “serão escritos no pó”; e sabemos o que significa o pó na Bíblia. Quando o homem pecou, Ele disse: “Pó és, e ao pó tem que voltar”; ou seja, voltar para pó é a morte. Ser escritos no pó quer dizer que são condenados à morte, não só à primeira morte, porque quase todos os justos morrerão, mas a segunda morte é mais grave, e aqui se fala do pó; pode ser a primeira morte, mas implicará também a segunda? Perguntamo-nos. Deus sabe.

NOMES ESCRITOS NOS CÉUS

Agora vamos ver outros versos neste contexto, onde se fala da inscrição nos céus. Está em Lucas 10:20; é para que os irmãos tenham os versos e depois repassar por você mesmo este assunto: Diz que quando vieram os setenta regozijando-se, diziam: Senhor, até os demônios nos sujeitam em seu nome; e o Senhor lhes diz: “20 Mas não se regozijem de que os espíritos vos sujeitam”.

Por que não? Porque haverá alguns ateliês de iniqüidade a quem também às vezes se sujeitaram os demônios; então, não se alegrem por expulsar demônios; porque alguns vão dizer naquele dia: Senhor, acaso não expulsamos demônios em seu nome? e o Senhor lhes dirá: praticantes de iniqüidade; ou seja que por expulsar demônios, por sanar doentes e por profetizar não terá que alegrar-se. “20 Mas não vos regozijem de que os espíritos vos sujeitam, a não ser (disto é do que terá que regozijar-se) vos regozijeis de que seus nomes estão escritos nos céus”; não no pó, a não ser nos céus. Essas são palavras do Senhor Jesus e que somente registra Lucas e em Hebreus. Vocês sabem que eu pessoalmente acredito que Hebreus o escreveu Lucas também. Leiamos Hebreus 12:23; vamos ver o contexto dessa expressão da seguinte maneira. Leio do 22: “22 Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia 23e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados
”. O mesmo que dizia Jesus, registrado por Lucas: “ regozijai-vos de que seus nomes estejam escritos nos céus”, e aqui fala da congregação dos primogênitos, cujos nomes estão inscritos nos céus. Agora, o curioso é que aqueles do Salmo 69 que recusavam ao Messias, foram riscados do livro dos viventes e não escritos com os justos; fala-se de uns nomes que estavam e que seriam apagados; mas esses não eram salvos porque foram os que recusaram a Cristo; ou seja que quando Deus fez ao homem não o fez para o inferno. Deus fez o inferno para o diabo e seus anjos. A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, mas havia pessoas que estavam nesta seção chamada “o livro dos viventes”, que foram recusar a Cristo e seu nome ia ser riscado e não estava no livro por ter aceito a Cristo, estavam porque foram pessoas criadas para Deus; mas ao recusar a Cristo, foram riscados, e aquele que diz o Senhor: Aquele que pecar contra mim, a esse riscarei eu de meu livro; quer dizer que já estava no livro.

O CENSO DE TODA HUMANIDADE

Então há uma seção do livro, do livro dos viventes, onde estavam escritos os nomes das pessoas que depois foram pecar e foram recusar a Cristo, e foram ser apagados; esses viventes não eram viventes com a vida de Cristo, nem com a vida do Cordeiro, a não ser viventes com a vida natural; mas Deus, certamente, tem contados até nossos cabelos, não terá contadas todas as criaturas que Ele criou? Certamente que sim também. Notem que até a Israel mandou fazer um censo terrestre, e houve um censo no Sinai, e logo, quando se trocou a geração, Deus mandou a fazer outro censo em Moabe e houve outro censo; então se existirem aqui na terra censos nos registros terrestres, não haverá registros celestiais de todas as criaturas também? Então eu me pergunto: Atendendo essa seção do Salmo 69:28 que fala do livro dos viventes, onde há nomes de pessoas que recusariam a Cristo e que por isso seriam riscadas do livro, não quer dizer que os nomes de todos os seres humanos estavam escritos para receber ao Messias e ficariam se o recebessem, e seriam apagados se o recusassem? Então, vemos que essa é uma seção que não se refere aos que receberam a Cristo; dão-se conta? É uma seção diferente. Agora, temos lido que existem uns nomes escritos nos céus pelo qual terão que se regozijar; certamente que não é a mesma seção do livro dos viventes; por quê? Porque aqui se refere aos que já são salvos. Agora, a Bíblia fala de nomes escritos no livro da vida e da vida do Cordeiro; vamos ver esses versículos.

O LIVRO DA VIDA DO CORDEIRO

Vamos a Apocalipse 13:8, e vamos comparar o com Apocalipse 17:8. vamos ter os dois juntos à mão, porque é necessário interpretar um com o outro, porque se não possivelmente o vamos interpretar mau; essa é uma regra de sã hermenêutica. Uma regra para interpretar sadiamente é que quando há uma passagem conflitiva, onde não se sabe como interpretá-la se assim ou assado, precisa-se procurar outras passagens complementares paralelas, que tratem do mesmo assunto para podê-las interpretar com a ajuda do outro versículo. Se lermos só o 13:8 e o tratamos de interpretar sozinho, sem o 17, podemo-lo interpretar equivocadamente. Diz Apocalipse 13:7,8 assim: “7 E foi permitido (essa é a besta, o anticristo final) fazer guerra contra os Santos, e vencê-los. Também lhe deu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação. 8 E adoraram (à besta) todos os moradores da terra cujos nomes não estavam escritos no livro da vida do Cordeiro que foi imolado, desde o começo do mundo”. Não sei se deram conta do tom como li isto. Volto e leio: “E a adoraram todos os moradores da terra cujos nomes não estavam escritos no livro da vida do Cordeiro que foi imolado, desde o começo do mundo”. Por que faço esta pausa em imolado? Se não tivesse lido o 17, possivelmente o tivesse lido de outra maneira; tivesse-o lido assim: “não estavam escritos no livro da vida do Cordeiro que foi imolado desde o começo do mundo”. A quem se refere este desde o começo do mundo? Ao Cordeiro, ou aos que estavam escritos no livro da vida? Essa é a pergunta. Pode-se interpretar que este desde o começo do mundo, refere-se ao Cordeiro que foi imolado; ou se pode interpretar aos nomes escritos no livro da vida; olhem duas maneira como se pode ler.

Se só olharmos o capítulo 13, pode-se ler de duas maneiras; uma, cujos nomes não estavam escritos no livro da vida do Cordeiro que foi imolado desde o começo do mundo; ou seja, que aqui desde o começo do mundo se refere ao Cordeiro imolado desde o começo do mundo; ou se pode ler também assim: escritos no livro da vida do Cordeiro que foi imolado, desde o começo do mundo; ou seja, escritos desde o começo do mundo, ou imolado desde o começo do mundo. Então qual dos dois vamos escolher? E se é imolado desde o começo do mundo, ou escritos desde o começo do mundo. Se interpretarmos isto com a ajuda do 17, damo-nos conta de que se refere aos nomes escritos desde o começo do mundo; não ao Cordeiro, a não ser aos nomes. Por isso, quando há uma passagem difícil, terá que tomar outro paralelo que fala do mesmo e se interpreta.

Então, vamos a Apocalipse 17:8, onde fala do mesmo, fala da besta, do anticristo. Diz: “A besta que viu, era, e não é; e está para subir do abismo e ir a perdição; (esse é o anticristo do outro lado) e os moradores da terra, aqueles cujos nomes não estão escritos da fundação do mundo no livro da vida, assombrar-se-ão vendo a besta que era e não é, e será”. Então, pelo capítulo 17 nos damos conta de que são os nomes que não estavam escritos desde o começo do mundo no livro da vida, os que vão adorar à besta; os que não estavam. Então, com o 17 nos esclarece em qual sentido interpretar o 13:8. Com o 17:8 nos ajudamos a ver qual escolhemos na balança: Se for o Cordeiro imolado desde o começo do mundo, ou os nomes escritos no livro da vida do Cordeiro imolado, escritos desde o começo do mundo. Qual escolher? Com a ajuda do 17, somos inclinados a escolher aos nomes que não estavam escritos desde o começo do mundo no livro da vida. No 13 diz “no livro da vida do Cordeiro”, e aqui diz só “o livro da vida”, e se refere aos mesmos; quer dizer que o livro da vida do Cordeiro está no livro da vida. Não sabemos se o Livro da Vida seja mais extenso que o Livro da Vida do Cordeiro, ou o Livro da Vida tem uma seção que é a do Cordeiro e outra a dos viventes, que estavam antes e que foram apagados; por isso a palavra o livro da vida, é algo amplo; dão-se conta? O livro da vida, o livro da vida do Cordeiro, o livro dos viventes; mas o contexto do Salmo 69:28 do livro dos viventes, refere-se a pessoas que estavam escritas, seres humanos que foram rechaçar a Cristo e por isso foram ser apagados; ou como dizia o Senhor a Moisés: Ao que pecar contra mim, a este riscarei de meu livro; mas vemos que aqui está falando desses que se separam do Senhor que serão inscritos no pó; mas fala de outros que estão inscritos nos céus e cujos nomes estão no livro da vida, e da vida do Cordeiro.

DESDE O PRINCÍPIO DO MUNDO

Olhemos outro detalhe: Quando foram escritos estes nomes no livro da vida, ou da vida do Cordeiro? Certamente que se vermos a gramática do verso, dá a impressão de que estivessem sendo escritos ao longo da história. Veja-o outra vez; leiamos o 17:8; diz: “.... os moradores da terra, aqueles cujos nomes não estão escritos da fundação do mundo no livro da vida, assombrar-se-ão vendo a besta que era e não é, e será”; não diz aqui desde antes da fundação do mundo; isso sim seria diferente; claro, em Efésios fala de escolhidos desde antes da fundação do mundo; certamente Deus sabe; “teus eram, e me destes isso”; claro, Deus sabe. Se souber quantos são os cabelos de cada ser humano, se souber quantas são as folhas de cada árvore, como não vai saber os nomes dos seus? Se Ele souber inclusive os que têm que morrer. Quando consolou àqueles sob o altar; eles diziam: “Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, não julga e vinga nosso sangue dos que moram na terra?” E lhes disse: esperem até que se complete o número dos que têm que ser mortos assim como vós; ou seja que o Senhor, já desde antes, sabia um número exato das pessoas que foram morrer. Certamente que o Senhor conhece os seus desde antes. Por isso diz: “29 Porque aos que antes conheceu, também os predestinou para que fossem feitos conforme à imagem de seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou”. Isso já sabe Deus da eternidade. Não estamos negando o aspecto da presciência de Deus, e da eleição de Deus, e da predestinação de Deus, e da ordenação de Deus. Acreditaram os que estavam ordenados para vida eterna; e o Senhor acrescentava cada dia à igreja os que tinham que ser salvos; não estamos negando esse aspecto; mas aqui, pela maneira como está escrito, não diz que é antes da fundação do mundo, a não ser desde; no 13 também o diz assim. No 13:8 diz da mesma maneira: “desde o princípio do mundo”; não antes da fundação do mundo, a não ser desde; ou seja que a partir do princípio do mundo, os nomes foram escritos. Possivelmente foram sendo escritos na medida que as pessoas recebiam ao Senhor ou acreditavam nele. Não quero negar isso, que Deus conheça, que tenha eleito, destinado; o que estamos vendo é a gramática; não fala de antes, a não ser desde; nomes escritos desde; ou seja que desde que se fundou o mundo, os nomes foram escritos, da fundação do mundo. Mas poderia entender-se também que à fundação do mundo já estavam os nomes, e portanto estão escritos desde a fundação do mundo.

O LIVRO DA VIDA

Agora, olhemos outros versículos que nos ajudam a entender isto um pouquinho. Vamos a Filipenses 4:3 onde Paulo, assim como Jesus, tinha a certeza de que os nomeie de seus apóstolos, aqueles 70 e outros como eles, estavam escritos nos céus. São Paulo aqui na terra já tinha essa fé em relação a seus companheiros. Olhem o que diz Filipenses 4:3; ali fala Paulo aos Filipenses: “Deste modo rogo a ti, (este é Lucas) companheiro fiel”. Paulo diz a isto Lucas: “Deste modo rogo a ti, companheiro fiel, que ajude a estas (a Evódia e Síntique, estas amadas irmãs que tinham problemas) que combateram junto comigo no evangelho, (e tinham problemas) com Clemente também e outros meus colaboradores, cujos nomes (e esse “cujos”, eu acredito que inclui a Síntique e a Evódia, junto com o Lucas e Clemente e outros companheiros) estão no livro da vida”. Vemos que Paulo tinha a certeza de que os nomes desses irmãos já estavam no livro da vida; assim como também Jesus disse: não vos regozijem de que os demônios vos sujeitam, mas sim seus nomes estão escritos nos céus. Coisa interessante essa, verdade, irmãos? Mas agora vamos ver uns versos onde se fala de um momento no futuro, pelo contexto parece ser no momento da vinda do Senhor, quando se escrevem outra vez os nomes. Há uns que estavam escritos e foram apagados por rechaçar ao Senhor ou pecar contra Ele. Outros que são ou estão escritos desde o começo do mundo no livro da vida e da vida do Cordeiro, dos quais Jesus reconheceu aos 70 e a outros com eles, e o mesmo Paulo reconheceu a seus companheiros no livro da vida. Mas há uns versos que nos falam de uma escritura futura, como se o que foi escrito tivesse que ser confirmado depois de todo o caminho até a vinda do Senhor.

LIVROS DINÂMICOS

Em primeiro lugar, recordemos o que já lemos no Salmo 69 onde não só diz que os riscasse do livro dos viventes, mas também não fossem escritos entre os justos; ou seja, que no futuro, Deus escreverá os nomes dos justos; quer dizer, é como uma escritura definitiva.

Digamos que esses livros são livros móveis, inclusive o das obras; ou seja, os anjos escrevem suas obras: se pecou, ali estão escritos seus pecados; se te arrependeu e creste no sangue de Cristo é apagado, já Deus não se lembra de seus pecados; mas volta e pecas, volta e se escreve; arrepende-te e crê, volta e se apaga; ou seja, que esses livros não são imóveis; são muito dinâmicos. Diz a Escritura que os mortos serão julgados conforme ao escrito nos livros. Quando vem o julgamento de cada um no trono branco, segundo o escrito no livro por suas obras, são julgados. Agora, são condenados não por suas obras, mas sim por não estar no livro da vida; por isso são condenados; mas em apóio a que são julgados? Em suas obras; sua incredulidade e suas obras fizeram que seu nome não estivesse no livro da vida; é como se houvesse uma relação nessas duas coisas, porque são julgados pelas obras, mas se vão ao lago de fogo por não estar no livro da vida; ou seja que tem que haver uma relação.

O LIVRO DA CASA DE ISRAEL. UMA INSCRIÇÃO FUTURA

Então, vamos a um versículo onde o Senhor vê o que está escrito e diz o seguinte em Ezequiel; e depois veremos a escritura futura. No contexto dos falsos profetas, em Ezequiel 13:9 o Senhor está falando dos falsos profetas, de que quando chegar o momento de ser escritos os nomes, eles não vão estar ali.

Lemos Ezequiel 13:8,9, para ter o contexto imediato: “8 Por tanto, assim há dito Jeová o Senhor: Por quanto vós (esses vós, são os falsos profetas) falastes vaidade, e viram mentira, portanto, eis aqui eu estou contra vós, diz Jeová o Senhor. 9 Estará minha mão contra os profetas que vêem vaidade e adivinham mentira; não estarão (note o futuro do verbo) na congregação de meu povo, nem serão inscritos (futuro) no livro da casa do Israel, nem à terra de Israel voltarão; e saberão que eu sou Jeová o Senhor”. Então esta expressão do Senhor: “nem serão inscritos no livro da casa do Israel”, significa que haverá no futuro, quando o Israel voltar para sua terra para começar a receber ao Messias e o reino messiânico, o milênio, haverá uma inscrição, mas os falsos profetas que mentiram em Israel, não estarão na congregação, nem serão inscritos. Aqui está falando de uma inscrição futura. Por isso lhes dizia, parece que há coisas que já estavam escritas, nomes que estavam escritos, coisas que se estão escrevendo e coisas que se escreverão no futuro; não é algo simples; é algo em etapas. Aqui diz em futuro: “nem serão escritos no livro da casa de Israel”. O Senhor escreverá por etnias, porque diz a Escritura que de toda etnia, tribo, povo, língua e nação, Ele tem gente. Aqui se referiu à inscrição dos da etnia de Israel, mas há outras passagens onde se refere à inscrição das outras etnias; uma inscrição futura.

Então vamos ver isso também em Salmo 87, neste contexto da inscrição futura. Salmo 87:6. Vamos ler todo o Salmo que é curto: “1A os filhos do Coré. Salmo. Cântico. Seu alicerce (vem falando da cidade de Deus) está no monte santo. 2 Ama Jeová as portas de Sião mais que todas as moradas de Jacó. 3 Coisas gloriosas se hão dito de ti, cidade de Deus.” Notem, está falando para o futuro, para a cidade de Deus; podemos dizer, à Nova Jerusalém. “4 Eu me lembrarei de Raabe (olhem esta frase do Senhor; está falando da cidade de Deus, mas se lembra de outros) e de Babilônia entre os que me conhecem; (haverá gente de Raabe e de Babilônia que chegará a conhecer senhor, dos quais o Senhor se lembrará) eis aqui Filistéia (Palestina) e Tiro, (Fenícia, Líbano) com Etiópia; este nasceu lá. 5E de Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela, e o Altíssimo mesmo o estabelecerá. 6Jeová contará ao inscrever aos povos. Este nasceu ali”. Fixem-se em que há uma inscrição futura não só de Israel; Israel é, como dizer, o primogênito; Sião é a capital; mas não só estará escrita gente da capital, mas também de Raabe, da Babilônia, da Filistéia, de Tiro, de Etiópia e dos povos. No mesmo contexto da inscrição dos povos põe no meio de Sião.

Havia dito: “Eu me lembrarei do Raabe e da Babilônia entre os que me conhecem; eis aqui Filistéia e Tiro, com Etiópia; este nasceu lá”; ou seja, Deus está dizendo: este é da Filistéia; porque quem fez a Filistéia a não ser o Senhor? quem fez a Babilônia? Estes são os da Babilônia, estes são os de Tiro, estes são os de Sião, estes são os da Colômbia, estes são os do Equador, e não só nações mas também etnias; estes são os zulus, estes os bantúes, estes os paisas, estes os costeiros, etc., porque diz: etnias; a palavra nação no sentido bíblico é a etnia. De toda tribo, povo, língua e etnia o Senhor tem gente escolhida; mas o curioso é que aqui aparecem sendo inscritos no futuro. Os falsos profetas não serão inscritos no livro da casa de Israel, como sim os inscritos para o Israel e a cidade Santa estão em uma seção do livro que corresponde a Israel; mas há outra seção que corresponde a Tiro, outra seção que corresponde a Babilônia, outra que corresponde a Filistéia, outra que corresponde a cada um dos povos, a cada uma das línguas, etc. Então nos damos conta de que este livro não é algo simples. Desde o começo do mundo se está escrevendo e vem escrito, mas se escreverá algo específico a partir da vinda do Senhor para o reino do milênio e a Nova Jerusalém; outros já vinham escritos, mas ao chegar o julgamento final, não apareceram escritos, foram riscados. Há duas causas pelas quais o Senhor menciona que os riscasse do livro: porque rechaçaram ao Senhor e porque pecaram contra Jeová. Então, irmãos, esses versículos são interessantes, verdade?

O LIVRO DAS OBRAS

vamos tomar uns minutos para ver outros versos que se referem aos outros livros; porque quando falamos destes, é necessário também falar dos outros para não fazer a confusão; amém? Então, vamos ver primeiro em Daniel, capítulo 7, onde pela primeira vez se mencionam esses livros das obras pelos quais vai se julgar às pessoas. Daniel 7:10. É o capítulo que trata da profecia das bestas e ao final do reino do Senhor. depois de descrever todas as bestas, apresenta a vinda do Senhor, no verso 9, quando o Ancião de dias põe os tronos e se estabelece o julgamento para o milênio e chega no versículo 10, no contexto do julgamento, e diz: “Um rio de fogo procedia e saía diante dele; milhares de milhares lhe serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; o Juiz se sentou, e os livros foram abertos”. Aqui fala não de um só livro, mas sim de vários livros no dia do julgamento; amém? Este verso é desenvolvido em Apocalipse. Então, vamos a Apocalipse 20:12,15.

Apocalipse 20, faz referência com Daniel 7. No contexto do julgamento do trono branco, depois do milênio, lemos Apocalipse 20:11,12: “11 E vi um grande trono branco e ao que estava sentado nele, de diante do qual fugiram a terra e o céu, e nenhum lugar se encontrou para eles.

12E vi os mortos, grandes e pequenos, de pé ante Deus, e os livros foram abertos, e outro livro foi aberto”; ou seja que este outro, que é o da vida, é distinto a outros; e isso das obras não é um sozinho, a não ser são vários. Há várias coisas registradas no livro, e não é um só livro, a não ser muitos livros; mínimo cada pessoa tem um livro ou uma biblioteca. Todos nossas intenções, palavras, pensamentos; diz-se que cada palavra que dizemos será julgada; isso está em um livro; ou seja que há anjos que estão tomando nota todo o dia; há umas bibliotecas imensas nos céus para cada um dos milhões e milhões de pessoas que existimos.

E do julgamento diz: “os livros foram abertos, e outro livro foi aberto, o qual é o livro da vida; e foram julgados os mortos pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo suas obras”. Todas nossas obras estão escritas em livros. “13 E o mar entregou os mortos que havia nele; e a morte e o Hades entregaram os mortos que havia neles; e foram julgados cada um segundo suas obras. 14E a morte e o Hades foram lançados ao lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15 E o que não se achou inscrito no livro da vida foi arrojado ao lago de fogo”. Agora, isto me faz pensar em umas perguntas que as deixo pra vocês. Aqui no julgamento do trono branco todo mundo vai ser julgado por suas obras, mas os que não se acharem no livro da vida vão ao lago de fogo; mas minha pergunta é: já que não vai se julgar somente pelo livro da vida, mas sim pelos livros das obras, e o que não se achar vai ao lago de fogo; e o que se achar, é minha pergunta, será que haverá alguns que não qualificaram pelo tribunal de Cristo, mas que depois do milênio são julgados no trono branco e seus nomes estão no livro da vida? Só faço a pergunta, porque não podemos doutrinar com silêncios; qualificará no trono branco? Ou será que nenhum dos que vão ao trono branco, estará no livro da vida? Essa é a pergunta que os deixo; porque aqui diz assim: “que não se achou inscrito no livro da vida...”; mas será que ao dizer: “que não se achou”, está implicando que alguns sim se acharam no trono branco? Por isso não podemos dogmatizar apoiados no silêncio, mas sim podemos perguntar, por isso o deixo a nível de pergunta, só a nível de pergunta.

O LIVRO DA VERDADE

Voltemos agora para Daniel, para ver outros livros onde havia coisas escritas antes de que acontecessem, esse livro onde a história está escrita de antemão; a esse livro lhe chamam o livro da verdade.

Que coisa misteriosa! A história que tem que acontecer no futuro já escrita no livro da verdade, antes de que aconteça. Que coisa misteriosa são estes livros, verdade? Mas estamos falando desses livros; terá que lê-lo, terá que o ter em conta e não confundi-lo com outros; por isso o lemos. Daniel capítulo 10:21. Aqui lhe aparece o anjo para lhe revelar toda a profecia dos capítulos 11 e 12; mas antes de lhe revelar toda a história que está profetizada nos capítulos 11 e 12; olhem esta declaração do anjo, Daniel 10:21: diz o anjo ao Daniel: “21 Mas eu te declararei o que está escrito no livro da verdade; e ninguém me ajuda contra eles, a não ser Miguel seu príncipe. 1 E eu mesmo, no primeiro ano de Dario o medo, estive para animá-lo e fortalecê-lo. 2E agora eu te mostrarei a verdade. Eis aqui que ainda haverá três reis na Pérsia, e o quarto se fará de grandes riquezas mais que todos eles; e ao fazer-se forte com suas riquezas, levantará todos contra o reino da Grécia. 3Se levantará logo um rei...”; e logo tal e logo, e segue todo o capítulo 11 descrevendo a história até a vinda de Cristo. Já estava escrita a história no livro da verdade e o anjo lhe diz: Vem Daniel, eu te mostrarei o que está escrito no livro da verdade; ou seja que há coisas que se estão escrevendo, coisas que vão se escrever e coisas que já estavam escritas.

Agora, não só disto da história se diz que já estava escrita; não somente a história, digamos social, política ou religiosa; a história biológica de suas células estava escrita. Vamos ler isso em Salmo 139:16; vamos ler do 13 para entender o contexto; olhem o que diz do 13, onde está falando David pelo Espírito Santo a Deus: “13Porque você formou minhas vísceras; você me fez no ventre de minha mãe. 14Te louvarei; porque formidáveis, maravilhosas são suas obras; estou maravilhado, e minha alma sabe muito bem. 15 Não foi encoberto de ti meu corpo, bem que em oculto fui formado, e entretecido no mais profundo da terra. 16 Meu embrião viram seus olhos, e em seu livro estavam escritas todas aquelas coisas que foram logo formadas, sem faltar uma delas. 17Quão preciosos me são, OH Deus, seus pensamentos! Quão grande é a soma deles!” Aqui pelo Espírito Santo, Davi está dizendo que todas suas células em embrião, sua formação no ventre de sua mãe desde que se uniu virtualmente o esperma com o óvulo, começou a multiplicação das células e a formação do pequeno feto, tudo já estava escrito no livro de Deus. Em seu livro estavam escritas todas estas coisas; é como se Deus notificasse que conhece o DNA; e como não, de todos os seres humanos, e se desenvolve segundo um plano de Deus escrito. Em seu livro estavam escritas todas estas coisas; ou seja que havia coisas que estavam escritas no livro de Deus, toda nossa formação, a de cada um de nós; mas Jó diz uma coisa misteriosa. Vamos ao livro de Jó, ao capítulo 13:26; penso que não vou ler a não ser esse verso para não confundir aos irmãos. Diz Jó de Deus no capítulo 13:26: “por que escreve contra mim amarguras, e me faz cargo dos pecados de minha juventude?” Olhem essa frase de Jó: “por que escreve?”; e agora o diz em presente, escreve contra mim amarguras; ou seja que Jó sofria coisas, mas ele considerava que o que ele estava sofrendo era que Deus o estava escrevendo ou que o tinha escrito; ou seja, que o que Deus escrevia a Jó acontecia. Então, há coisas que vão ser escritas no futuro, outras que se estão escrevendo, outras que estavam escritas; havia nomes escritos, viventes escritos, a história estava escrita; a formação, o desenvolvimento da vida de cada um no ventre de sua mãe estava escrito; e há coisas que se estão escrevendo desde o começo do mundo e que se estão escrevendo agora, e coisas que vão se escrever no futuro; ou seja que estes são livros bem profundos.

O REMANESCENTE DE ISRAEL

Agora, olhemos outra vez Daniel, mas vamos a outro verso. Daniel 12:1: “Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que está de parte dos filhos de seu povo; e será tempo de angústia, qual nunca foi desde que houve gente até então; mas naquele tempo será libertado seu povo, todos os que se achem escritos no livro”. Aqui fala de gente que será libertada no futuro de Israel; digamos os 144.000 selados das tribos de Israel, os que serão libertados à vinda do Senhor, quando se levantar Miguel como em Apocalipse 12; mas diz que esses estavam já no livro, e que inclusive, quando João ouviu o número dos selados, eram 144.000 das tribos de Israel; 12.000 de tal tribo, 12.000 de tal tribo, 12.000 de tal tribo; quer dizer que eram escolhidos, porque se tivesse sido deixado somente ao livre-arbítrio sem a eleição, poderiam ser 25 lá, 37 lá, 58 lá, 1500 para cá; mas não, são 12.000, 12.000, 12.000, 12.000. É o que diz Paulo: um remanescente escolhido por graça; ou seja, que isso também está escrito no livro. Diz aqui, “todos os que se achem escritos no livro”; ou seja, que esses que vão ser libertados já estavam escritos; como os que vão ser salvos já estão ordenados para vida eterna e tinham que ser salvos; “teus eram e me destes esses, e guardaram sua palavra, e acreditaram que eu saí de Ti, de Deus eram e me destes esses. Que misterioso! Deus sabe tudo e entretanto está escrevendo. Há coisas escritas da eternidade e coisas escritas segundo nossas obras e coisas que têm que ser escritas; ou seja que há uma combinação da eternidade com o tempo, da eleição divina com a responsabilidade humana; tudo isso está escrito junto; é um livro complexo, verdade? São livros complexos.

O LIVRO MEMORIAL

vamos ver outro aspecto do que está sendo escrito. Vamos a Malaquias 3:16. Isto é muito precioso, isto também está escrito.

Leiamos Malaquias 3:13-16, para ter o contexto: “13Vossas palavras contra mim foram violentas, diz Jeová. (Alguns israelitas, muitos) E disseram: O que falamos contra ti? 14Haveis dito: Muito é servir a Deus. O que aproveita que guardemos sua lei, e que andemos afligidos na presença de Jeová dos exércitos? 15 Dizemos, pois, agora: Bem-aventurados são os soberbos, e os que fazem impiedade não só são prósperos, mas também tentaram a Deus e escaparam. (Ele sabe o que muitos dizem) 16Então (enquanto uns diziam isso, outros diziam o seguinte) os que temiam a Jeová falaram cada um com seu companheiro; e Jeová escutou e ouviu, e foi escrito um livro memorial diante dele para os que temem a Jeová e para os que pensam em seu nome. 17 E serão para mim especial tesouro, há dito Jeová dos exércitos, no dia em que eu atue; e os perdoarei como o homem que perdoa a seu filho que lhe serve. 18Então voltarão, e discernirão a diferença entre o justo e o mau, entre o que serve a Deus e o que não lhe serve”. Aqui se chama livro memorial. Quando você fala com um irmão de querer seguir ao Senhor, de lutar embora o mundo esteja atirando a toalha e rebelde contra o Senhor. Não, sigamos ao Senhor; Deus ouviu e foi escrito livro memorial. “Serão para mim especial tesouro”. Que precioso, verdade?

TUDO ESTA ESCRITO

Agora, olhemos outras coisas que também Deus ouve. Isaías 65:6; não somente Deus ouve e se escreve o bom e o ânimo que se dão uns aos outros os fiéis, mas também se escreve o que os infiéis se animam para o mal; isso também se escreve. Isaías 65:6; ali em toda essa passagem fala do castigo aos rebeldes, e olhe dos quais fala aqui do verso 3: “povo que de contínuo me irrita abertamente, sacrificando em jardins e queimando incenso sobre altares de tijolos; 4que mora entre as sepulturas e passa as noites em lugares misteriosos; come carne de porco e tem no seu prato ensopado de carne abominável; 5povo que diz: Fica onde estás, não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu. És no meu nariz como fumaça de fogo que arde o dia todo. 6Eis que está escrito diante de mim, e não me calarei; mas eu pagarei, vingar-me-ei, totalmente.” Aqui outra vez se vê a relação do galardão e as obras, e o escrito nos livros das obras, o galardão negativo, verdade? Ou seja, o castigo: eis aqui está escrito diante de mim; ou seja que o bom está escrito, o mau está escrito. Agora, se nos arrependermos com fé em Cristo, diz Deus, que jogará ao mar do esquecimento nossos pecados e nunca mais me lembrarei deles; mas se nós não confessamos nossos pecados, seguem escritos e nos encontraremos com eles no julgamento; no tribunal de Cristo, uns, e no julgamento do trono branco, outros. O fato é que tudo está escrito.

Olhemos outros versos mais para terminar aqui, do Senhor Jesus, o que Ele faria. Também estava escrito, não só as profecias, mas também como diz aqui o Salmo 40:6-8: “6Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres. 7Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; 8agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei”. O mesmo diz Hebreus 10:5-7, referidos precisamente a esta profecia; essa é uma profecia onde se troca o Antigo Pacto pelo Novo Pacto. Hebreus 10:5-7: “5Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste. 6não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado (o que era segundo o Antigo Pacto). 7Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade”. Isto também estava escrito em livros; a glória de Deus está escrita, não só em livros, está escrita nos astros, está escrita na noite. Diz: olhe as estrelas, elas lhe contarão, o céu anuncia a obra de suas mãos e uma noite envia mensagem a outra noite; há uma mensagem escrita também nos céus de parte do Senhor; ou seja que, irmãos, Deus é soberano, Deus conhece todas as coisas; todas nossas células estão dirigidas Por Deus, o que se desenvolve está escrito; até a história está escrita; e entretanto, não quer dizer que haja determinismo; há pré-conhecimento, mas há responsabilidade e liberdade; mas Deus não tem que esperar para saber; Ele sabia o que é o que faria Judas; já estava escrito o que faria Judas; e entretanto, Deus não obrigou ao Judas; Judas foi livre e o fez, mas já Deus sabia e por isso estava escrito. Nisso se conhece que Deus é Deus, que conhece totalmente o futuro; e, entretanto, o fato de que haja coisas que se estejam escrevendo e que vão se escrever, quer dizer que o pré-conhecimento de Deus não implica determinismo; quer dizer, que cada um tem que fazer o que está escrito, não; está escrito porque Deus sabia que ia se fazer, mas cada qual é responsável e por isso Deus faz responsável às pessoas e as julga; e por isso se estão escrevendo coisas, estão-se apagando coisas, estão-se escrevendo novas e vão se escrever nomes no futuro.

Outra coisa que está escrita nos livros. Salmo 56:8; vão se alegrar que isto está escrito nos livros de Deus. Olhem o que diz aqui Davi: “Minhas suas fugas contaste; (quando foge, Deus conta) ponha minhas lágrimas em sua redoma; não estão elas em seu livro?” Até suas lágrimas estão escritas, aleluia! Que beleza! Até suas lágrimas estão escritas, graças ao Senhor, amém? Há coisas que não devemos deixar apagar desses livros, mas há coisas que devemos apagar rápido, nos arrependendo com fé em Cristo de nossos pecados, amém, graças ao Senhor.

UM POUCO DE CRÍTICA TEXTUAL

Bom, irmãos, vimos já os versos chave; somente vou a um último verso onde a tradução Reina Valera diz livro da vida, mas somente aparece na Vulgata e nas traduções latinas; em nenhum manuscrito grego aparece isto; e terminamos ali.

Apocalipse 22:19: “E se alguém tirar das palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte da árvore da vida”. Assim dizem todos os manuscritos gregos e todas as versões, exceto a Vulgata latina e alguns manuscritos latinos; quer dizer, o texto grego, todos os que existem, todas as demais versões em outros idiomas, em copto, boharico, sahídico, brasmúrico, no siríaco; todos esses são idiomas antigos; em nenhum manuscrito, diz, exceto no latino, “livro da vida” neste contexto. Esta é uma última cotação de crítica textual, onde diz: “Deus tirará sua parte da árvore da vida e da Santa cidade e das coisas que estão escritas neste livro”; ou seja, que tirar das palavras da profecia do Apocalipse, Deus tirará sua parte da árvore da vida. Agora, isso é diferente do livro da vida, porque o livro da vida, que não esteja no livro da vida, aonde vai? ao lago de fogo; mas os vencedores que entrarem na Nova Jerusalém, eles terão acesso à árvore da vida; mas as nações terão acesso às folhas, mas não estarão no inferno, terão acesso às folhas, não ao fruto, aos doze frutos, a não ser somente às folhas. Agora, claro que aqui diz, parece que não é só ao fruto, a não ser incluídas as folhas, porque diz a árvore. Diz: “Se alguém tirar das palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte da árvore da vida, e da Santa cidade e das coisas que estão escritas neste livro”. Todos os manuscritos gregos (o Apocalipse se escreveu em grego) dizem: “Árvore da vida”. Todas as versões que se fizeram antigas, dizem: “Árvore da vida”; somente a Vulgata Latina que traduziu Jerônimo e alguns manuscritos latinos dizem: “Livro da vida”; mas temos que escolher. Vamos escolher a tradução do Jerônimo que é apenas uma tradução tardia do século IV, ou vamos escolher os manuscritos antigos gregos, que o livro do Apocalipse se escreveu em grego, e todos dizem: “árvore da vida”? há outras traduções em espanhol que dizem: “Árvore da vida”, mas esta tradução Reina-valera apoiou o Apocalipse em um manuscrito tardio do século XV, o códice 1, que não era a não ser um só que usou Erasmo para traduzir o Apocalipse, e não completo; estes versos, inclusive, acrescentaram-se depois por Erasmo.

Então, por isso, pessoalmente, escolho a tradução “árvore da vida”; deixo que vocês façam sua própria decisão. Vamos parar aqui irmãos.

20. Mensagem à Igreja em Laodicéia

Aproximação ao Apocalipse (20)
MENSAGEM À IGREJA EM LAODICÉIA

“E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia: Tenho aqui o amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus, diz isto”. Apocalipse 3:14.

LAODICÉIA É O ESCORREGAMENTO DE FILADÉLFIA
Vamos durante este tempo, estudar um pouco a palavra do Senhor. Hoje estamos chegando à sétima igreja, das sete desta profecia de Apocalipse 2 e 3. Hoje estamos chegando à consideração da igreja em Laodicéia. Apocalipse capítulo 3 desde o versículo 14. Se esta é a última das sete igrejas pelas quais o Senhor profetiza, quer dizer que esta igreja representa à igreja dos últimos tempos e é uma mensagem bastante séria. Eu não sei qual seja mais sério, se a de Tiatira ou a de Laodicéia; de qualquer jeito, a de Tiatira, que é tão grave, não foi lhe dito que poderia ser vomitada de Sua boca, mas a Laodicéia sim, se não se arrepender; ou seja, que esta última mensagem dada às igrejas, representando à igreja contemporânea, é uma mensagem séria; não há outra igreja depois desta; esta representa a última, a igreja dos tempos finais. A igreja de Éfeso representa aquele período apostólico imediatamente depois do apostolado original; a igreja em Esmirna representa o período das perseguições; a igreja de Pérgamo representa aquele período depois das perseguições, a partir de Constantino, quando a igreja e o Estado começaram a juntar-se e o cristianismo adotou parte do paganismo e o paganismo se cristianizou por fora, mas sem uma verdadeira conversão; depois a igreja em Tiatira representa aquela da idade média, aquelas épocas escuras da chamada “Pornocracia”, que não vamos falar dela; depois a igreja de Sardes representa à igreja da Reforma que saiu daquele período de escuridão, mas que não completou as coisas que deviam ser restauradas.Por fim, a igreja em Filadélfia representa aquela visão no corpo de Cristo que supera as divisões denominacionais; uma igreja missionária, uma igreja cristocêntrica, uma igreja bíblica, uma igreja à qual o Senhor abre a porta. Mas encontramos que o Senhor nesta passagem que vamos ler, dizer à igreja em Filadélfia (3:11): “Eis que cedo venho; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa”; isto é, que era necessário que, o que o Senhor revelou a Filadélfia para superar a condição de Sardes, deve ser retido. Os vencedores o retêm, mas os que não o retêm caem numa situação que depois é expressada em Laodicéia. Laodicéia representa o escorregamento de Filadélfia porque Laodicéia já não é outra vez o protestantismo clássico que está representado ali em Sardes. Aqui, Laodicéia vem depois das revelações claras da centralidade de Cristo, da palavra de Deus, da unidade do corpo de Cristo, guardar a palavra da paciência, levar a cruz do Senhor; isto foi já revelado no período de Filadélfia e os vencedores chegarão até o fim: “Eis que cedo venho, retém o que tens”; isto é, os vencedores na posição de Filadélfia serão assim achados na vinda do Senhor; terão na vinda do Senhor pessoas que estarão na posição de Filadélfia espiritualmente falando, bem como terão pessoas que estarão na posição de Tiatira; a Tiatira é menciona a segunda vinda do Senhor, portanto, terão pessoas que serão achadas na situação católico-romana que é expressada por Tiatira, outros achados na situação de Sardes, do protestantismo; outros achados na situação de Filadélfia. Mas alguns deslizaram, não reteram o que o Espírito já deu à igreja e entraram numa questão que está aqui descrita como vamos ler em toda esta mensagem do Senhor a Laodicéia, que retrata de maneira profética estes tempos. Eu creio que, o que o Senhor diz aqui à igreja em Laodicéia é bastante sério. Então vamos fazer o seguimento desta mensagem a Laodicéia. Primeiro lhes digo que quanto à crítica textual não existem variações nos manuscritos; todos os manuscritos dizem bem como aparece nesta tradução, de maneira que não é necessário fazer aclarações a respeito.

TRANSFUNDO HISTÓRICO DE LAODICÉIA
Façamos a primeira aclaração quanto à cidade de Laodicéia. A cidade de Laodicéia foi fundada no século III antes de Cristo, por volta do ano 250 a.C., por um rei chamado Antíoco II, Seleuco Antíoco II, da dinastia dos antíocos; no caso dele, dos seléucidas de Antíocos, antes que se dividissem. Ele teve uma esposa que ele amou muito, que se chamou Laodicé; então ele fundou a cidade de Laodicéia em honra de sua esposa Laodicé. Há seis cidades chamadas Laodicéia, fundadas em honra a Laodicé, mas que são distintas uma das outras, porque esta é Laodicéia de Lico; há um rio chamado Lico e esta cidade fica ao sul do rio Lico, na Ásia Menor; esta de apocalipse, portanto, é conhecida como Laodicéia de Lico; ou seja que as outras Laodicéias não têm nada a ver com esta; esta é a cidade que foi fundada por Antíoco II no século III antes de Cristo. Esta cidade chegou a ser uma cidade muito forte durante o império romano, que foi o império que surgiu depois da era dos Antíocos. Digamos que os Romanos, como diz Daniel 11, tiraram a hegemonia dos Antíocos e estabeleceram a hegemonia romana. A cidade de Laodicéia fica num cruzamento de importantes vias, de maneira que chegou a ser uma capital muito grande; Laodicéia chegou a ser uma cidade rica, uma cidade comercial, uma cidade bancária, uma cidade onde tinha muitas indústrias, uma cidade onde se produzia muita roupa; era uma cidade rica, era uma cidade próspera; todas as principais estradas passavam por Laodicéia, tanto as que vinham do norte, como as do oriente, como as de ocidente, juntavam-se ali e todo o comércio se centralizava, de tal maneira que Laodicéia com o tempo chegou a ser como uma espécie de metrópoles que tinha 20 aldeias dependendo dela e se lhe chama nos documentos antigos: “Metrópoles de Laodicéia”. Exteriormente Laodicéia era uma cidade próspera, uma cidade rica, uma cidade de banca, de muitos estabelecimentos bancários, comerciais, industriais, e as pessoas seguramente estavam muito felizes; ali tinha trabalho, tinha dinheiro, tinha uma vida fácil na parte econômica.

UM GRANDE TERREMOTO
O curioso é que esta cidade foi várias vezes sacudida por contínuos terremotos até que foi destruída completamente; hoje em dia não existe a cidade de Laodicéia; Laodicéia foi varrida por um terremoto, a única coisa que ficou, foi umas ruínas, que ficam na Turquia, e os muçulmanos lhe puseram um nome muçulmano, que quer dizer “Castelo antigo”, na palavra muçulmana traduzida; ou seja, os restos de um grande castelo que tinha existido; isso é a única coisa que sobrou, isto é, foi totalmente destruída por sucessivos terremotos até que teve um que a derrubou de tal maneira, que nunca mais a voltaram a reedificar. É curioso porque a Bíblia, que fala do juízo do Senhor sobre Babilônia no tempo final, também diz que o Senhor se lembrou de Babilônia, e se elevou a ira no cálice e derramou o cálice, a sétima taça sobre Babilônia; diz que veio um terremoto a nível mundial, que arrasou com a grande cidade que era Roma, Babilônia, e com as outras cidades; inclusive mudou a geografia; muitas ilhas desapareceram, muitos morros mudaram de lugar. Isso é o que está profetizado ao final sobre Babilônia, sobre o que é a Laodicéia final, o que chegará a ser o ecumenismo final, com uma mistura de cristianismo com ocultismo e com outras coisas. Laodicéia antiga foi destruída por um terremoto, e a igreja final, o cristianismo infiel do tempo do fim, será destruído também por um terremoto mundial. Então, vejamos como a história qualifica a profecia.

DIREITOS DO POVO
Agora sim, vamos ler a mensagem. Como não tem comentários textuais ou variantes textuais, vamos seguir lendo e comentando; primeiro o leremos e depois seguiremos comentando. Apocalipse 3:14 a 22. Faremos a leitura primeiro, de uma só vez, para que o Espírito fale a cada um de nós, e depois voltaremos e comentaremos, com a ajuda do Senhor: “E”; se dão conta, que não tinha dito até aqui “E”? Sempre era vírgula: Escreve ao anjo da igreja em Éfeso; escreve a Esmirna; escreve a Pérgamo, mas agora diz: “E”, como quem diz, depois de tantas vírgulas, esta é a última conjunção, então é a final: “E”. Esta palavra “E” é a palavra grega kai, que pode ser traduzida por: também ou finalmente ou por fim. “14E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”; quer dizer que existe um espírito tipicamente laodizaico dentro da cristandade, que está representado logicamente nas lideranças; mas o Senhor se dirige precisamente a esse espírito que caracteriza o que se pode chamar a época de Laodicéia. “14E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”. O que significa a palavra Laodicéia? A palavra Laodicéia vem de duas palavras gregas que são: laos e dikesis, que significam: Laos, o povo, os laicos; a palavra laicos vem de laos que é a palavra que significa o povo, e dikesis, que é a palavra que significa justiça ou direito. Se você escuta a palavra “teodicéia”, quer dizer: o direito divino; mas a palavra Laodicéia, são os direitos humanos, os direitos do povo; quer dizer que a palavra Laodicéia está representando a época final; e é curioso que o nome da palavra nomeia o espírito da época e é o espírito dos chamados “direitos humanos”. Quando foi que se tivemos notícia de que se tenha insistido tanto nos assuntos dos direitos humanos como nos últimos tempos? Digamos, desde a revolução francesa e da revolução americana pra cá, digamos assim, que começou a ser introduzido o espírito dos direitos humanos. Não é que tenha um pouco de mau nos direitos humanos, só que as vezes os direitos humanos pretendem ir além do direito divino, como se tivesse direito de negar a Deus, como se tivesse direito de negar a autoridade de Deus, como se tivesse direito de negar a palavra de Deus. Chegou a época em que as pessoas pretendem ter mais direitos legítimos.

A ÚLTIMA PALAVRA ÀS IGREJAS
Quando dizemos que o espírito de Laodicéia é um espírito que o Senhor repreende, não queremos dizer que o Senhor não quer os direitos humanos. O que Ele não quer é que exista uma anarquia onde não seja reconhecida a autoridade da palavra do Senhor, Amém? Mas fixem-se em que só na palavra “Laodicéia”, se nos está mostrando o espírito tumultuoso, o espírito anárquico, o espírito competitivo do tempo do fim. Não foi assim em Tiatira. Tiatira foi terrível, mas Tiatira foi ditatorial; teve uma ditadura césaro-papista na Idade Média; também compare com essa época e você se dará conta de que Laodicéia e Tiatira são completamente diferentes, Amém? Como fala o Senhor então a Laodicéia? Ele está dando aqui a última palavra às igrejas; é a última palavra do Senhor às igrejas; depois vai falar dos selos, das trombetas, das taças da ira, mas aqui Ele está falando às igrejas, e é a última palavra do Senhor às igrejas, e por isso a nenhuma outra igreja Ele se apresenta como o Amém; mas aqui Ele está terminando; então olhem como se apresenta à igreja: “Isto diz o Amém...”; ou seja, a última palavra, assim é, assim seja, o Senhor é o Amém. Nos profetas, Deus é chamado de o Deus do Amém; é como dizer, o Ômega. Bem, como o Alfa é o princípio, a Ômega é o fim; o Senhor é o princípio e o fim; então sempre ao final se diz amém. Mas o Senhor diz que Ele é o Amém; ou seja, que Ele tem a última palavra; e esta é a última palavra à igreja em sua história universal.

O PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO DE DEUS
Então diz o Senhor: “Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus, diz isto.” Esta expressão do Senhor também como o princípio tem criado dificuldades de entendimento a alguns; porque tinha dito o Amém e agora diz: o Princípio; em outras partes tinha dito o Primeiro e o Último, o Alfa e a Omega, o Princípio e o Fim; agora, como está ao final, diz primeiro o Amém, mas depois diz: o Princípio; porque Ele não é somente uma coisa, senão a outra, o que é o final é o que é o princípio. “O princípio da criação de Deus.” Esta expressão deu lugar a alguns maus entendidos, porque se interpretou de maneira isolada do resto da revelação. Que o Senhor Jesus Cristo se apresenta como o princípio da criação de Deus, não quer dizer que Ele seja a primeira criatura de Deus, porque Ele é Deus mesmo. No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. A expressão “o princípio da criação de Deus” quer dizer que por meio dele todas as coisas foram criadas, que nada tem origem sem Ele. “Todas as coisas por ele foram feitas, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo. 1:3). Isso quer dizer que o Senhor, que é o Amém, é também o princípio da criação de Deus. Se tomamos a criação de Deus no sentido antigo, desde o nada até a existência, à nova criação, nos dois sentidos Ele é princípio da criação de Deus; tanto da velha como da nova; as duas são a criação de Deus; Ele é a origem de todas as coisas; sem Ele nada tem existência; agora este é o que fala; ou seja, este é o diagnóstico do Senhor à cristandade dos últimos tempos, a última palavra de Deus à Igreja.

VOMITAR-TE-EI DA MINHA BOCA
“15Eu conheço tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem deras fosses frio ou quente! 16Mas porquanto és morno, e não frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”. Palavra seríssima do Senhor; nunca o Senhor tinha falado palavras tão fortes. Que coisa mais desagradável é o vômito! Mas ser considerados como algo que lhe produz ao Senhor vômito, quer dizer que é algo que o Senhor considera asqueroso.O que é o que o Senhor considera tão asqueroso? A indiferença, que não é nem água e nem limonada, nem fu nem fa; o Senhor quer que seja bem definido; Ele prefere que seja frio a que seja morno. Agora, que quer dizer frio? Frio quer dizer que não tem força, que não tem ânimo; Ele prefere que uma pessoa lhe diga: Senhor, não tenho forças, não sei nada; se tu não me ajudas, não posso nada; ou que esteja fervente, quente, em espírito, servindo-lhe, em verdadeiro espírito e verdade. Ele prefere que estejamos servindo do todo coração ou que estejamos reconhecendo nossa total impossibilidade, nossa total frieza e que estejamos a seus pés reconhecendo que não somos nada; mas o pretender ser e não ser; pretender que sejamos quentes, quando não somos tão quentes, somos mornos, isso ao Senhor lhe resulta em algo difícil. Sempre as coisas mornas são usadas para provocar vômitos; sempre se associou o água morna para produzir vômito. “16Mas porquanto és morno, e não és frio nem quente, te vomitarei de minha boca”; isto é, não posso engolir-te, não posso suportar-te nesta situação; como quem diz: se não vences isto..., graças a Deus que há vencedores da situação de Laodicéia, mas se não vences, que galardão vais ter? O galardão é para os que vencem; se não venceres, vomitar-te-ei de minha boca, não posso engolir-te, não posso aceitar-te nessa situação de indiferença. Que o Senhor nos ajude. A nenhuma outra igreja se chamou de morna, mas só a Laodicéia; quer dizer que o cristianismo dos últimos tempos não é um cristianismo consagrado; as pessoas se dizem cristãs sem serem verdadeiramente cristãs. Fixem-se no que o Senhor explica o que é a indiferença: “Porque (essa palavra “porque” aí está explicando a indiferença) tu dizes...” Ai, ai, ai! Aqui o Senhor está profetizando qual seria a confissão positiva da cristandade dos últimos tempos. Fixem-se: “tu dizes”; essa é uma confissão positiva; não está dizendo: sou magro, sou débil, preciso tua ajuda, não; sem ser verdadeiramente forte, está confessando coisas que não são. Quando em outra época se tinha ouvido falar tanto dos direitos humanos, da confissão positiva e da teologia da prosperidade como nesta época? Nenhuma outra época teve esta ênfase, mas por todas as partes que você for, você liga um televisor em programas de evangélicos e escuta uma quantidade de pregações de todas partes e esse é sua ênfase: confissão positiva, riqueza, propriedades, prosperidade, esse é a ênfase atual; e o Senhor já o tinha dito: “tu dizes”; essa é tua confissão; parece confissão positiva, mas o Senhor não ensina essa confissão; Ele diz que essa não é a realidade: “17Porque tu dizes: Eu sou rico, e me enriqueci”. Que outra época teve tanta riqueza, facilidades, geladeiras, aparelhos, tecnologia? “Tu dizes: Eu sou rico, e me enriqueci, e de nenhuma coisa tenho necessidade”. Se fosses frio, reconhecerias tua necessidade, mas não reconheces tua necessidade; está enganado, está enganando-se com sua própria auto-imagem que não é aprovada por Deus. “Dizes: Eu sou rico, e me enriqueci, e de nenhuma coisa tenho necessidade.” Que terrível é esta frase! O sentir-se satisfeito sem Deus, o sentir-se satisfeito com a riqueza material e não com Deus, isso é terrível. Dizes que não tens necessidade de nada, sentes-te satisfeito, estás feliz. Quantos parques há hoje em dia? Quando é que teve tantos parques como agora: como Disneylândia, Disneyworld, etc., televisão, novelas, distração? Ninguém tem que ter necessidade de Deus; “e não sabes”; isso quer dizer ignorância da realidade espiritual, uma época caracterizada pela ignorância espiritual. Pode ter cultura secular, cultura exterior, pode ser intelectual, mas não espiritual.

RIQUEZA MATERIAL, POBREZA ESPIRITUAL
“Não sabes que tu és um desventurado”; um desventurado que diz ser rico, é melhor ser frio e dizer-lhe: Senhor, sou um desventurado; e saber que é um desventurado; então podes pedir-lhe ajuda, mas como diz que não é, sendo; sendo desventurado diz que é rico; Ele diz: “não sabes que tu és”; o Senhor diz: tu és um desventurado; ou seja, tua riqueza não é a verdadeira bem-aventurança; tua satisfação, tua comodidade, não é a verdadeira bem-aventurança. “Não sabes que tu és um desventurado, miserável, pobre”. À igreja em Esmirna que passava perseguições, o Senhor diz: conheço tua pobreza; mas entre parêntese lhe diz: mas tu és rico; ainda que tinha pobreza material, era rico espiritualmente; do contrário, este era rico materialmente mas pobre espiritualmente. Dizes que és rico, mas não sabes que és pobre; ou seja, estás enganado; o que tu consideras de valor, o que tu estimas, é um engano. Paulo dizia: o que eu estimava como ganho, agora o considero uma perda com o objetivo de ganhar a Cristo. Paulo viu, mas Laodicéia não viu.Que coisa séria é não ver! “Pobre, cego e nu”. Não vê; qualquer um vê sua vergonha, sua vergonha é pública. “18Por tanto, (aleluia! As últimas palavras do Senhor às igrejas) eu te aconselho que de mim (porque as riquezas que tens não são de mim, meu conselho é que de mim; tu dizes que és rico, mas essa não é verdadeira riqueza; verdadeiramente espiritualmente tu és pobre) compres ouro refinado em fogo”. Aqui o Senhor usa a palavra “compres”; quer dizer: paga o preço para ter a verdadeira riqueza espiritual.

COMPRAR É PAGAR O PREÇO
Muita gente quer direitos humanos, quer riquezas, quer prosperidade; as palavras que sempre dizemos: saúde, dinheiro, amor, casa, carroça, bolsa, tudo fácil na terra, mas não quer a cruz, não quer o caminho estreito, não quer pagar o preço, e o Senhor a esta igreja lhe diz: “compres”; quer dizer: paga o preço, compra ouro; o ouro representa o metal mais valioso, que representa a natureza divina, o que é legítimo de Deus, o que é verdadeira riqueza espiritual. “Compres ouro refinado em fogo”; ou seja, o de Deus, que é capaz de passar a prova; o fogo é a prova; essa é a verdadeira riqueza, o que não se queima quando passa pelo fogo, essa é riqueza; mas o que se desfaz no fogo, o que quando vem a prova não permanece, é pura palha; mas o que passando a prova sobrevive, essa é verdadeira riqueza e essa se obtém com o pagar o preço; para obter do Senhor o que é o Senhor em nós e não nós somente.“De mim”, isto é, eu sou o que tenho este ouro, que passa a prova do fogo. Eu passei pela prova, passei pela morte, mas veja que Eu vivo; compra, paga o preço para ter o meu e não te enganes com o teu; compra de meu ouro refinado em fogo, para que sejas rico.Não é que o Senhor esteja no meio de uma teologia da prosperidade promovendo uma teologia da miséria, não; a alternativa da prosperidade não é a teologia da miséria, é a teologia da riqueza espiritual, essa é a alternativa, a riqueza da cruz; essa é a alternativa à teologia da prosperidade.“Para que sejas rico”. O Senhor quer que sejas rico, mas verdadeiramente rico, como Ele disse: “19Não tenhais tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde ladrões minam e furtam; 20senão ajuntai tesouros no céu, onde nem traça e nem a ferrugem corroem, e onde ladrões não minam nem furtam” (Mt.6:19-20). Essa é a verdadeira riqueza, Amém? Compra, paga o preço, para que não estejas satisfeito com o teu nem com o do mundo, senão com o que Eu te dê; o Meu é tua verdadeira riqueza; aí sim, serás verdadeiramente rico.“E vestimentas brancas para vestir-te”. Veja que roupa o Senhor queira dar: vestimentas brancas! O que Ele está dizendo à igreja? Parece que nem sequer se lembra de estar justificada, parece que no meio de sua prosperidade, no meio de sua alegria do mundo, no meio de seu desfrute dos benefícios da terra, esquece-se de cuidar ou estar em paz com Deus; porque se o Senhor está dizendo que precisa comprar-lhe vestimentas brancas para que não vejam sua vergonha, quer dizer que seus pecados estão sendo vistos pelos anjos de Deus, pelos demônios, não só por Deus, e até pelos homens também, que ainda que somos cegos, mas as vezes vemos.
O PREÇO DAS VESTIMENTAS
Então quando o Senhor diz: compres vestimentas brancas, é porque uma parte da cristandade está em pecado, está vivendo em pecado, não confessou seus pecados, não acertou suas contas com Deus, acostumou-se a viver com contas acumuladas em sua consciência, adormecido, narcotizado pela prosperidade do mundo. Ai, Senhor Jesus, que terrível! “Compres ouro refinado em fogo, para que sejas rico, e vestimentas brancas para vestires”. Há que pagar o preço para andar em vestimentas brancas; é por graça. Por isso o irmão Dietrich Bonhoeffer, que foi um mártir do Senhor na Alemanha, (foi morto durante o tempo de Hitler; o mataram por ser fiel a sua consciência cristã. Ele disse uma frase que foi colocada como título de um livro que ele escreveu, muito bom livro: “O preço da graça”. Alguém pensa que a graça é grátis, mas ele falava do preço da graça, o que custou ao Senhor para dar-nos a graça e o que custa a nós viver na graça e não no ego, nem no natural, o preço da graça; por isso lhe diz: compra ouro refinado em fogo, e vestimentas brancas para vestir-te. Não estou dizendo que o sacrifício de Cristo não nos perdoa gratuitamente, mas para viver na graça, há que negar a si mesmo; podemos viver em Cristo por graça. O que quiser, venha e beba gratuitamente da água da vida, mas as vezes preferimos viver no humano, no natural, na carne e não no Espírito. Então para receber essa graça temos que negar a nós mesmo, primeiro crer, mas estar disposto a viver na fé, no novo homem.Então diz: “e que não se descubra a vergonha de tua nudez”. Esta palavra me parece tão misericordiosa, porque as vezes nós, quando somos um pouco legalistas, queremos que o Senhor envergonhe em público aos outros: Esse tem um pecado, como muito me agradaria que o Senhor lhe descobrisse a falta diante de todos. As vezes essa é nossa atitude e nos alegramos muito mais quando alguém é descoberto e envergonhado do que quando é guardado; alegro-me que o pilharam; mas o Senhor não é assim: O Senhor diz: “que não se descubra a vergonha de tua nudez”.Deve ocorrer somente quando é já necessário envergonhar às pessoas, como aconteceu com Davi que fez as coisas escondidinhas e não queria se arrepender; o Senhor teve que trazer a Natan, para lhe dizer: Tu o fizeste em segredo, agora em público tuas mulheres vão ser violadas; por que? Porque o tinha feito em segredo; mas a intenção do Senhor é cobrir-nos; compra de mim vestimentas brancas para vestir-te, e estarás justificado e limpo; confessa teus pecados e arrepende-te, ponto, para que não se descubra a vergonha de tua nudez, não deixes tuas coisas escondidas, confessa-as ao Senhor; se falhaste com alguém, pede perdão e arruma e pronto, acabou-se; o sangue me limpou; nunca mais o Senhor se lembrará, nem quer que você se lembre também; esquece. Mas enquanto estivermos guardado, a palavra é: estás nu, estás com umas vergonhas visíveis, paga o preço para que andes com vestimentas brancas e não se descubra; essa é a misericórdia de Deus que não quer envergonhar-nos, quer cobrir-nos: “que não se descubra a vergonha de tua nudez, e unge teus olhos com colírio, para que vejas”. Quer dizer que com nossos olhos naturais não vemos a realidade; pensamos que vemos e o Senhor diz: não sabes que és cego. Uma pessoa que não sabe que é cega, é uma pessoa que pensa que vê, mas não está vendo a realidade, está vendo alucinações, está obcecado com alguma coisa, mas não conhece a realidade, por isso não sabe que é cega. Uma pessoa que sabe que é cega, diz: Sou cego, não entendo Senhor, não entendo. Mas porque dizes que sabes... Ai Senhor! É melhor dizer como Jó: não entendo, eu falava o que não entendia; então Deus poderá abrir os olhos a alguém; mas se alguém pensa que já entendeu tudo, não sabe que está cego.

O COLÍRIO DE DEUS
Tenha o Senhor misericórdia de nós, de mim e de todos nós. “Unge teus olhos com colírio”; isto é, aplica a teus olhos algo que te faça ver. Você pensa que está vendo, mas o que está vendo não é a realidade, está enganado com tuas imaginações; o colírio é algo diferente do natural, o colírio é algo que opera na vista, que não está na pessoa. Nós precisamos que o Senhor abra nossos olhos, unja nossos olhos; mas o Senhor diz que nós devemos ungir nossos olhos; ou seja, que temos que ir ao Senhor para que o Senhor nos abra os olhos. Quando alguém pensa que está vendo, irmãos, é tão terrível, porque esse alguém nunca tem a oportunidade de reconhecer seus erros. Eu recordo quando estava sob a influência do branhamismo, durante os anos 73 ao 75; eu pensava que estava correto; eu lia, parecia-me correto o que lia, parecia-me bíblico; e enquanto eu pensei isso, nunca me dei conta do erro. Um dia se me ocorreu uma dúvida que foi do Espírito Santo; fui e me apartei a um lugar para orar, e lhe disse: Senhor, a mim, isto parece correto, mas quem sabe eu possa estar equivocado e não me dei conta; tu és o que sabes; eu quero seguir-te, ensina-me a verdade. Se isto que me parece a verdade, é a verdade, confirma-me; mas se estou equivocado e eu não consigo me dar conta, mostra-me. Quando fiz essa oração com sinceridade ao Senhor, aí, pouco a pouco, o Senhor começou a mostrar-me os erros que eu estava metido, e pouco a pouco fui tendo luz, porque era terrível suportar tantos erros inesperadamente. Eu ia no ônibus e me vinha à mente: mas este versículo diz tal coisa e o irmão aqui, que eu tenho respeito, diz outra coisa; e começou esse conflito; mas se ele é um profeta de Deus e eu quem sou, mas a Bíblia segue dizendo isto; tinha que escolher entre o que diz a palavra de Deus e o que diz outra pessoa. E quando aceitei isso e tive que ser dissidente por honrar ao Senhor e à verdade, aí se me mostrou um outro pouquinho; se és fiel no pouco, se te dará mais. Outra coisa, aqui há outro erro, aqui neste assunto de casal, divórcio e poligamia, aqui há um erro; aqui neste assunto que nega a Trindade, aqui há outro erro; aqui neste assunto da segunda vinda de Cristo há outro erro; e me começou a mostrar erro depois de erro, um depois de outro; se fores fiel num pouquinho e dependeres dele, e só confiares Nele e não em sua própria prudência, Ele te poderá ungir os olhos com colírio. É o que diz Provérbios: “5Confia no Senhor de todo teu coração, e não te apóies em tua própria prudência. 6Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará tuas veredas” (Prov. 3:5-6). Mas se alguém confia em sua própria prudência, que tudo está bem, sinto-me satisfeito; não tenho necessidade de nada, aqui estou contente, não vai ter mais. Que nunca fiquemos contentes com menos do que a plenitude de Cristo; que sempre procuremos mais de Cristo; que sempre tentemos ir mais adiante; ame mais ao Senhor que ao próprio ambiente, inclusive mais do que à Igreja; ame ao Senhor, avance em direção ao Senhor, siga ao Senhor, procure o Senhor. Senhor, preciso da tua luz; então Ele irá confirmar o que é Dele. Não há problema. Que perigo há? Nenhum; o que é Dele, Ele vai confirmar, mas o que não é dele, Ele vai mostrar e vai livrar-te. Temos que pô-lo em primeiro lugar em tudo; não temas ser dissidente se é por amor ao Senhor e sua Palavra, porque você não é nosso antes de ser do Senhor; você é do Senhor, amém? Primeiro o Senhor. Então quando eu digo ao Senhor: “faça o que o Senhor quiser”. Eu penso que está correto, mas pode ser que esteja equivocado e não me dou conta; aí Ele me mostra aos poucos; se for fiel a esse pouquinho, Ele me mostra outro pouquinho, depois outro pouquinho e outro pouquinho, e assim vai me mostrando e me corrigindo. Somos passiveis de erros e a pessoa fanática é a que pensam que vê e nunca duvida de que poderia estar equivocada; por isso é que temos que colocar o Senhor antes da nossa auto-complacência. Senhor, se estou enganado, desengana-me Senhor. Amém? Unge meus olhos com colírio para que veja, não aconteça que pense que estou vendo e sou cego, espiritualmente cego. Recomendo-lhes muito esse livro do irmão Austin Spark, “Ver - Visão espiritual, homens cujos olhos viram o rei”. Tremendo livro!

DEUS CASTIGA AOS QUE AMA
Agora, depois dessa palavra de que és cego, miserável, nu, morno, vomitar-te-ei, alguém pensaria, mas será que o Senhor está chateado comigo? Olhem o que diz: “19Eu repreendo e castigo a todos os que amo”. Quando uma pessoa é amada pelo Senhor passa por provas difíceis, não porque Deus não o ame, senão precisamente porque Ele o ama: “Eu repreendo”, e não só repreendo, “castigo”. Alguns dizem que Deus não castiga, mas aqui diz o Senhor que Ele castiga aos que ama: “repreendo e castigo a todos os que amo”. Há graus diferentes nas duas palavras. Repreender é admoestar, chamar a atenção, mas ainda não te acontece nada; mas se te chamou a atenção e não queres seguir ao Senhor, então tem que passar da repreensão ao castigo e o castigo pode ser uma coisa difícil que nos acontece, mas por que? Porque Ele nos ama, quer-nos livrar dos enganos; isto é, aos que amo, Eu os repreendo e os castigo. E diz mais: “Sê pois, zeloso”. Aqui zeloso é o contrário de morno. Morno é o que está satisfeito, não zeloso; o Senhor é zeloso e quer que nós sejamos zelosos. Uma pessoa zelosa é uma pessoa que quer as coisas puras e não misturadas nem mornas; o contrário de morno aqui é zeloso: “Sê pois zeloso, e arrepende-te”. O Senhor dá tempo à igreja em Laodicéia, à cristandade dos últimos tempos para arrepender-se e ser zelosa; isto é, ser uma pessoa que ama ao Senhor com cuidado: “20Eis que estou à porta e chamo”. Esta é uma das frases mais tremendas.

O SENHOR DO LADO DE FORA DA IGREJA
O Senhor não diz que está dentro, senão fora; está querendo entrar mas nós estamos aqui com nossa festa, dizendo coisas, estando embriagados em nossas cobiças e o Senhor está batendo à porta. Ele não diz: estou dentro, não, estou à porta e chamo.Que coisa terrível! Às vezes ter programas, estruturas, ter de tudo e não ao Senhor mesmo; mas isso o diz o Senhor à igreja em Laodicéia; Ele quer entrar. Agora, neste apelo, Ele chama à igreja, mas como Ele sabe que não toda a igreja vai ser vencedora, então fala aos indivíduos. Diz assim: “Eu estou à porta e chamo; se algum ouve minha voz”. Se alguém distingue o que é o que verdadeiramente o Senhor diz e o que Ele quer, estará disposto a abrir-lhe a porta ao Senhor em vez de estar enganado pensando que vê e não vê. “Se alguém ouve minha voz”; porque é que alguns não ouvem; se tem ouvido, ouve, mas se alguém ouve, abrirá a porta ao Senhor. Ele fala a toda a igreja: “Escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”, fala ao espírito da igreja do tempo final. Se no meio desse espírito, alguém ouve minha voz, minha voz, porque as vezes ouvimos muitas vozes e especialmente nos tempos finais está profetizado que se ouviriam muitas vozes, muitos falsos profetas e até milagres e sinais, mas não é a voz do Senhor; mas se no meio dessa batalha do engano final, alguém, um ou outro por aí, ouvir minha voz e depois de ouvir abrir a porta e não deixar ao Senhor de fora, senão que chamar ao Senhor para dentro, então o Senhor diz: “entrarei em sua casa”.A cristandade de nome, sem o Senhor dentro, mas se me abrir a porta “entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo”. Sempre o comer juntos era uma forma de como o Senhor representava a comunhão; a comunhão é comer juntos. “cearei com ele, e ele comigo”, cear juntos: “21Ao que vencer”. Isto sim é tremendo, terá vencedores nas condições de Laodicéia; e se você compara os galardões, a nenhuma igreja se lhe oferece um galardão tão grande como à igreja em Laodicéia; compare todos os galardões. A Éfeso, lhe darei a comer da árvore da vida. A Esmirna, não sofrerá dano da segunda morte. A Pérgamo, uma pedrinha branca. A Tiatira, lhe darei autoridade sobre as nações. A Filadélfia, o farei coluna no templo de meu Deus e nunca mais sairá de ali, mas aos vencedores do fim se lhes promete o maior galardão; olhem o que diz: “Ao que vencer, lhe darei que se sente comigo em Meu trono, (que coisa tremenda!) bem como eu venci, (ao que vencer como eu venci) e me sentei com meu Pai em Seu trono”. O Pai quer delegar ao Filho tudo, e o Filho quer delegar aos vencedores finais, tudo. “Ao que vencer, lhe darei que se sente comigo em Meu trono, bem como eu venci, e me sentei com Meu Pai em seu trono”. Esta sim é a verdadeira riqueza, esta se é a verdadeira glória. “22O que tem ouvido (para ouvir Sua voz) ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Que o Senhor nos encontre despertos, conceda-nos arrepender da indiferença e nos conceda pagar o preço para ter ouro verdadeiramente espiritual, vestir-nos verdadeiramente com vestimentas brancas e ter os olhos ungidos para ver verdadeiramente. Que Deus nos ajude. A paz do Senhor Jesus seja com os irmãos.

19. Mensagem à Igreja em Filadélfia

Aproximação ao Apocalipse (19)
A MENSAGEM À IGREJA EM FILADÉLFIA

“E escreve ao anjo da igreja em Filadélfia: Isto diz o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”. Apocalipse 3:7
CRÍTICA TEXTUAL
Irmãos, vamos dar continuidade com a ajuda do Senhor, ao estudo que estamos fazendo paulatinamente do livro do Apocalipse. Estamos no capítulo 3 e hoje corresponde-nos uma porção super especial, uma porção com a qual Deus nos quer ensinar; é a mensagem à igreja em Filadélfia. Está em Apocalipse 3:7 a 13. Vou ler todo o texto de uma só vez; enquanto estiver lendo, vou fazer uma pequena observação quanto a crítica textual; neste caso não é muito amplo; depois voltaremos sobre nossos passos a considerar os versos um por um. Diz assim o Senhor Jesus a João, o apóstolo:“7Escreve ao anjo da igreja em Filadélfia: Isto diz o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre. 8Eu conheço tuas obras; tenho aqui, pus adiante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar; porque ainda que tens pouca força, guardaste minha palavra, e não negaste Meu nome. 9Eis que Eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem ser judeus, e não o são, senão que mentem; eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e reconheçam que eu te amo. 10Porquanto guardaste a palavra de minha paciência, eu também te guardarei da hora da prova que tem de vir sobre o mundo inteiro, para provar aos que moram sobre a terra. 11Eis que, eu venho cedo; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa. 12Ao que vencer, eu o farei coluna no templo de meu Deus, e nunca mais sairá dali; e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, a qual desce do céu da parte de meu Deus, e meu nome novo. 13O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.Quanto a crítica textual, somente ali no primeiro verso desta mensagem, o 7, ali onde diz: “o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi”; nesta tradução, colocou-se a tradução mais correta: “a chave de Davi”. Há alguns manuscritos posteriores, manuscritos chamados minúsculos dos últimos séculos, que mudam neste lugar e dizem: “a chave do Hades”; outros dizem: “a chave do inferno, da morte e do Hades”. Há um só que diz por aí: “a chave do paraíso”; mas a maioria dos manuscritos e os mais antigos dizem como esta tradução o diz: “a chave de Davi”. Todo o restante concorda nos demais manuscritos; a única divergência na crítica textual é nesse pontinho, mas aqui a versão em espanhol, Reina Valera do 60 tem a tradução mais acertada; isto é, é mais fiel à maioria dos textos e aos textos mais antigos. Isso então somente quanto a crítica textual.
A CIDADE DE FILADÉLFIA
Ao olhar a mensagem à igreja em Filadélfia, começamos a pensar um pouquinho na cidade de Filadélfia; é importante ver o sentido da história da cidade, porque Deus utilizou estas cidades no sentido profético; todo o Apocalipse é uma profecia; portanto, aquela cidade não era somente uma cidade histórica, ainda que fosse uma cidade histórica; mas a igreja nessa cidade tinha umas condições com as quais o Senhor queria projetar profeticamente. É interessante ver o nome de Filadélfia, de onde vem a palavra Filadélfia, etc. Esta cidade de Filadélfia, não a igreja, senão a cidade foi fundada dois séculos antes de Cristo por um rei, Eumenes de Pérgamo; ele tinha um irmão que se chamava Atalo, o qual era muito fiel a Eumenes, era um irmão que o apoiava em tudo no governo, no qual Eumenes podia confiar. Eumenes trocou o nome de Atalo para Filadelfo; isto é, um irmão fraternal, um irmão no qual se pode confiar. Por isso essa cidade foi fundada por Eumenes em homenagem a Atalo, seu irmão e o nome dado foi Filadélfia, já que era um irmão muito fiel para ele, e por isso essa cidade foi chamada de Filadélfia. Mas Deus sabia o que ia fazer quando usasse esse nome para projetar profeticamente. Aqui o Senhor fala a uma igreja histórica. Filadélfia fica mais ou menos a uns 120 quilômetros ao sudeste de Sardes. Aqui temos o círculo das sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, ao sudeste de Sardes, e Laodicéia; esse é mais ou menos o círculo das sete igrejas, de maneira que Filadélfia é uma cidade que está a 120 quilômetros ao sudeste de Sardes. Esta cidade é uma cidade que está numa região muito fértil; é tão fértil que realmente é uma cidade muito bendita; e o curioso, como lhes dizia, é que das sete cidades, somente duas cidades sobrevivem até o dia de hoje, que são: Esmirna, à qual o Senhor não reprova nada, e Filadélfia, à qual o Senhor também não reprova nada.
COLUNA E BALUARTE DA VERDADE
Hoje em dia, essa cidade está sob o governo dos turcos; foi tomada por eles na época em que os muçulmanos se estenderam; foi onde o cristianismo durou mais tempo depois da invasão dos muçulmanos; e até o dia de hoje existe um depoimento cristão em Filadélfia; claro que no lugar onde se reuniam os cristãos em Filadélfia, os muçulmanos fizeram uma mesquita e mudaram o nome da cidade e a chamaram Alá Seher, ou seja, cidade de Deus; isto é, mesmos os muçulmanos a chamam de Filadélfia: Cidade de Deus. Agora, há uma questão curiosa nessa cidade; até o dia de hoje existe uma coluna grandíssima, muito antiga; desde a antigüidade se construiu uma coluna grandíssima em Filadélfia; e Filadélfia está numa zona sísmica, onde têm constantes tremores e até terremotos, mas essa coluna que simboliza a cidade de Filadélfia, bem como a torre Eiffel simboliza Paris e o Big Ben simboliza Londres, assim essa coluna simboliza Filadélfia; não caiu essa coluna que é tão antiga, apesar dos terremotos que teve. Laodicéia, que está um pouquinho depois de Filadélfia, foi totalmente arrasada e não sobrevive; mas Filadélfia sobrevive até hoje com um nome muçulmano, Alá Seher, cidade de Deus, e no entanto, essa coluna está em pé, esse é um símbolo. O Senhor disse que ao vencedor faria coluna do templo de Deus e nunca sairia dali; a igreja é chamada coluna e baluarte da verdade. De todas as igrejas, Esmirna e Filadélfia são as igrejas que o Senhor não repreende, mas é somente a Filadélfia que Ele abre uma porta. Esmirna está em prova, mas Filadélfia passou a prova e por isso se abre a porta. Então eu creio que todas as igrejas, porque isto o Espírito o diz às igrejas, todas as igrejas tem que aprender da mensagem do Senhor a Filadélfia. Primeiro, porque não a repreende; segundo, porque Ele abre uma porta; quer dizer que esta igreja, a da cidade de Filadélfia, na Ásia Menor, é uma igreja conforme ao coração de Deus, uma igreja onde o Senhor respalda, onde o Senhor abençoa; o abrir uma porta quer dizer: eu estou contigo, não importa que tenhas pouca força, não importa que sejam poucos, não importa que sejam débeis, eu lhes abro uma porta que ninguém pode fechar; o que eu fecho ninguém pode abrir, e assim também a que eu abro ninguém pode fechar. A única igreja que o Senhor abre uma porta é para Filadélfia e não lhe reprova nada; portanto, todos nós temos que aprender, todas as igrejas têm que aprender de Filadélfia, quais são as coisas que o Senhor aprova em Filadélfia, porque o Senhor revela Seu coração e o que é que se percebe que Ele quer da igreja, na maneira como Ele fala a Filadélfia?
CREDENCIAIS DO SANTO E VERDADEIRO
Vamos começar a repassar estes versos um por um. Vamos ao primeiro. Como aos demais, diz-lhes: “Escreve ao anjo da igreja em Filadélfia”. Agora olhem como se apresenta o Senhor à igreja. A cada igreja se apresenta com uma credencial diferente. Por que? porque a igreja X ou Y está numa situação X ou Y; então o Senhor, segundo a situação, apresenta-se à igreja. Ele não se apresenta a todas com as mesmas credenciais, senão que a cada uma se apresenta segundo o que a igreja precisa dele. Agora a Filadélfia se apresenta desta maneira: “Isto diz o Santo”; é interessante isto.Precisamente na história da Igreja, olhando profeticamente esta mensagem, vocês recordam quando tínhamos visto aquela passagem de Joel que diz que o que ficou da lagarta comeu o gafanhoto, o que ficou do gafanhoto comeu o devorador; e o destruidor comeu o que do devorador tinha ficado, mostrando como a planta do Senhor foi comida; mas depois o Senhor diz: Vos restituirei o que comeu a lagarta, o gafanhoto, o devorador, o destruidor. Na história da Igreja vemos que desde a Reforma existe uma recuperação; essa recuperação começou desde Sardes, a época do protestantismo com a justificativa pela fé; mas não basta só justificativa; não é somente ser justificados, senão ser santificados; vocês recordam que depois da época protestante, da época luterana, da época do primeiro protestantismo, começou com Wesley e com outros irmãos essa ênfase na santidade de Deus; e aqui justamente, o Senhor a essa igreja, a de Filadélfia, se apresenta como “o Santo e o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi”, e explica o que isso quer dizer, com a seguinte frase: “o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”. Esta expressão, “a chave de Davi”, aparece pelo Espírito Santo no livro de Isaías 22:22.
A CHAVE DE DAVI
Os convido a que leiamos essa passagem ali para que entendamos o contexto no qual o Senhor estreou esta expressão na Bíblia. “Profecia sobre o vale da visão”; está na parte onde diz: O corrupto Sebna será substituído por Eliaquim. Sebna era um sacerdote que se tinham encarregado dos tesouros, mas por ser infiel, foi substituído por outro sacerdote que se chama Eliaquim. Leiamos essa passagem de Isaías 22:15 a 25 para ter o contexto onde aparece esta expressão inicial, que só aparece nestes dois lugares, uma no Antigo, que é esta, e outra no Novo, que é a que lemos em Filadélfia. “15Jeová dos exércitos diz assim: Vê, entra a este tesoureiro”. Fixem-se na palavra “tesoureiro”, porque os sacerdotes eram os tesoureiros, e eles guardavam os tesouros e tinham uma chave, e essa chave era colocada nos ombros; essa função sacerdotal de tesoureiros foi instituída por Davi. Davi foi o que encarregou aos sacerdotes o cuidado dos tesouros da casa de Deus, inclusive os tesouros reais. Por isso se chamava “a chave de Davi”, porque eram os tesouros da casa de Deus com os que ia construir o templo e eram os tesouros do rei Davi. O sacerdote, pois, tinha essa chave e ele a guardava no ombro; por isso se diz: a chave sobre seu ombro, diz a Escritura; eles tinham a chave no ombro e ninguém podia entrar nesses tesouros, senão o que tinha a chave, que era o sacerdote encarregado. O Senhor é o que tem a chave de Davi; isto é, Ele é o que tem os tesouros de Deus, o encarregado dos tesouros de Deus, o que abre e ninguém fecha e o que fecha e ninguém abre; ou seja, o depositário da parte de Deus, das riquezas; por isso essa palavra “tesoureiro” aqui é. Diz: “vá a este tesoureiro, a Sebna (mas este tesoureiro se mostrou indigno) o mordomo, e diz: 16Que tens teu aqui, ou a quem tens aqui, que lavraste aqui sepulcro para ti, como o que em lugar alto lavra sua sepultura, ou o que esculpe para sim morada numa penha?” Ele começou a fazer para si as coisas, começou a utilizar para si mesmo o que era do Senhor, começou a construir sua casa, construiu até um sepulcro, um sepulcro luxuoso; até o sepulcro de Sebna já estava preparado por Sebna.“17Tenho aqui que Jeová te transportará em forte cativeiro, e de verdade te cobrirá o rosto”. Como quem diz: nem o sepulcro irás utilizar.“18Te jogará com impulso, como a bola por terra extensa; lá morrerás, e lá estarão as carroças de tua glória, oh vergonha da casa de teu senhor”. Ele não era o Senhor, ele era o mordomo, mas estava trabalhando para si. É como disse o Senhor na parábola àquele mordomo: Dá conta de tua mordomia; que fizeste com o que pus em tuas mãos? Ele o estava usando para si mesmo, estava malversando os bens que o Senhor lhe tinha dado. “19Te arrojarei de teu lugar, e de teu posto te empurrarei. 20Naquele dia chamarei a meu servo Eliaquim filho de Hilquias”. Este era irmão do profeta Jeremias; Hilquias é aquele que descobriu os rolos no tempo de Jeremias; aqui está profetizado em Isaías. “21E o vestirei de tuas vestimentas, e o cingirei com teu cinto, e entregarei em suas mãos o teu domínio; (essa era a chave) e será pai ao morador de Jerusalém e à casa de Judá”. Que tinha que fazer o mordomo com a chave? Tinha que usar esses bens para benefício do povo de Deus. “Será pai ao morador de Jerusalém, e à casa de Judá. 22E porei a chave da casa de Davi sobre seu ombro; e abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá”.

O TESOUREIRO DA CASA DE DEUS
Por aquela função que se lhes tinha delegado a estes sacerdotes como mordomos e tesoureiros da casa de Davi para o povo de Deus, estes eram figura do verdadeiro Sumo Sacerdote, verdadeiro mordomo, verdadeiro ungido, ecônomo de Deus, que é Cristo, que é o que tem a autoridade de abrir e ninguém fechar; fechar de forma que ninguém a abra. “E porei a chave da casa de Davi sobre seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá. 23E o fincarei como prego em lugar firme; e será por assento de honra à casa de seu pai”. Um prego firme é onde se podem pendurar as coisas; num prego frouxo não se pode pendurar nada; o outro sacerdote, que era como um prego frouxo não se pode confiar nada porque cai. Se nos podem confiar coisas e se mantêm penduradas ou se caem; é importante isto.“24Pendurarão dele toda a honra da casa de seu pai, (o que tinha que pendurar? A honra da casa do Pai) os filhos, e os netos, todos os copos menores, desde as xícaras até toda classe de jarros.25Naquele dia, diz Jeová dos exércitos, o prego fincado em lugar firme será tirado; (esse era Sebna) será quebrado e cairá, e o ônus que sobre ele se pôs se jogará a perder; porque Jeová falou”.Sebna era alguém no qual não se podia confiar; tinham entregado os tesouros a ele, porém ele era corrupto, usou-os para si mesmo; de outro modo Eliaquim viria depois de Sebna, e ele sim seria digno de confiança, se penduraria nesse prego firme a honra da casa. Este capítulo nos aclara o que significa essa expressão de Apocalipse aqui no verso 7 onde diz “o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi”; essas palavras as falou Isaías por inspiração do Espírito Santo, sabendo que aqueles sacerdotes eram figura do verdadeiro Sumo Sacerdote, o verdadeiro tesoureiro da casa de Deus em quem Deus pôs sua confiança, pendurou Sua própria honra, a testemunha fiel e verdadeira, o Santo; por isso, com esse capítulo de fundo, esta frase tem muito significado. Quiçá se não tivéssemos lido Isaías não teríamos compreendido o significado da chave de Davi; agora entendemos o que se quer dizer do Senhor Jesus, que é quem tem a chave de Davi.Em outra passagem diz que a tem sobre Seu ombro. “O que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”. Por que o Senhor começa a apresentar-se assim à igreja em Filadélfia? Porque vai dizer daqui a pouco, que Ele vai abrir uma porta. Ah! Não importa as portas que abram os homens, essas, os homem ou o diabo pode voltar a fechar. Agora, importa não só as portas que fecham os homens, mas também se é Deus quem as abre. Aqui também é o Senhor que vai abrir a porta, apresenta-se como o que tem a chave e que abre e ninguém fecha. Irmãos, isto é tão importante para nós, pois temos que ver quais foram as causas que moveram ao Senhor para que Ele esteja disposto a abrir e não deixar que ninguém feche, porque se nós entendemos o coração do Senhor e nos pormos na mesma linha do Senhor, no Espírito, a mesma palavra será também para nós, porque essa igreja nos representará se formos iguais, se cumprimos como quem diz estas expectativas do Senhor; mas para que nós possamos dizer que somos Filadélfia, temos que encher estas expectativas; porque, irmãos, as vezes as portas se nos fecham porque não fazemos as coisas da forma correta. O que abre e ninguém fecha, é o Senhor; o mesmo que se fechar, ninguém abrirá. Quando Esaú chorou pela primogenitura, pôde prantear tudo o que queira, mas não se lhe abriu a porta; a primogenitura era de Jacó. Ainda Moisés, vocês recordam, quando quis que se lhe perdoasse e pudesse entrar na terra, Deus lhe disse: Basta! Não me fales mais disto. Irmãos, quando Deus nos fecha a porta, é terrível; há que preencher os requisitos do Senhor para que Ele nos abra a porta.

UMA PORTA ABERTA
Agora, o que abre a porta, é o Santo, o separado, não só do imundo, senão do comum. O comum às vezes também destrói as coisas e não só o imundo, o pecado. “8Eu conheço tuas obras; (nesse momento não disse quais eram suas obras, mas as aprovou, pelo que prossegue) tenho aqui, pus diante de ti uma porta aberta, (por isso se apresentou como o que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fecha e fecha e ninguém abre) a qual ninguém pode fechar”. Quer dizer que a partir da igreja de Filadélfia, primeiro no histórico, depois no profético, há uma continuidade.Quando vocês vêem a história de todas as sete igrejas históricas do Ásia Menor, a que mais perdurou foi Filadélfia; ainda no tempo dos muçulmanos, aí esteve essa comunidade; depois os muçulmanos tomaram à força o lugar, estabeleceram uma mesquita onde os irmãos se reuniam, mas a comunidade sobrevive até o dia de hoje. Até o dia de hoje há cristãos na cidade de Filadélfia, até o dia de hoje há uma comunidade cristã, onde em outras cidades tudo é islamismo. Mas falando no sentido profético, já vimos o período primitivo, o período das perseguições, o período da igreja católica antiga, o período medieval, o período da Reforma; Filadélfia é algo além da Reforma, algo mais avançado do que o protestantismo comum e corrente que está representado por Sardes. Filadélfia representa, como o nome o diz, o amor fraternal, a verdadeira comunhão do corpo de Cristo; fileo, adelfo, isso é o que quer dizer Filadélfia. Fileo é o amor fraternal, o afeto fraternal; adelfo quer dizer, irmão. Filadélfia é o afeto fraternal, a comunhão dos irmãos, a ação e prática do corpo de Cristo. O protestantismo era nominalismo; tens nome de que vives, mas estás morto; por outro lado, Filadélfia é amor fraternal; a ênfase agora não é somente sair de Babilônia, sair do catolicismo romano, senão que é viver a realidade cristocêntrica, espiritual e bíblica do corpo de Cristo, vivê-la em espírito e em verdade; essa é Filadélfia.O Senhor fala a um período da igreja onde o Espírito Santo começa a restaurar a visão da realidade do corpo de Cristo, a verdadeira comunhão do corpo de Cristo no Senhor; a igreja em Filadélfia; e lhe abriu uma porta. Quando isso começou a ser restaurado no século XIX, através de muitos irmãos, essa mesma época coincidiu com o período das missões. O período das missões coincide com o período quando o Espírito Santo começou a mostrar pouco a pouco o corpo único de Cristo; e assim começaram as grandes missões, os grandes missionários na Índia, na África, na China. Quando foi essa época? Esta mesma época que supera o protestantismo clássico e o denominacionalismo e trabalha no plano do corpo de Cristo; esses são os irmãos que mais trabalharam, na Nova Zelândia, por lá, nesses lugares longínquos. “Pus adiante de, ti uma porta aberta”. Essa é para quem? Para ela, para que ela passe, para que a igreja saia e atue; o Senhor lhe abre a porta, que saia de suas quatro paredes, que vá por todas as partes levando o que o Senhor aprova. Ele quer que o que Ele aprova, flua. Porque pôs uma porta aberta o que tem a autoridade, o que tem a chave de Davi? Qual é a razão? Por que razão o Senhor lhe abriu uma porta? Nós queremos que se nos abra também uma porta? Olhemos as razões do Senhor: “ainda que tens pouca força...”.Isso não incomodou ao Senhor para que Ele fechasse a porta; o Senhor não se engana com as aparências. Parece que o papado é grande, tem multidões, tem vidros de cores, tem mosteiros e um montão de nomes raros, tem muitas coisas, mas o que o Senhor diz de Roma na Bíblia? Que é Babilônia. Diz a João: Vêem, eu te mostrarei a queda, o juízo sobre a grande prostituta. O Senhor tem juízo para a grande prostituta, mas para Filadélfia tem uma porta aberta. O que diz o Senhor? Por que te abri uma porta? “Porque ainda que tens pouca força...”. Não importa a aparência, não importa que sejam poucos, ao Senhor o que lhe importa é que sejam achados fiéis, que sejam verdadeiros; claro, isso não é para justificar que sejamos poucos, não; devemos ser muitos, para isso se abre a porta, mas o que importa ao Senhor é a fidelidade; diz aqui que isso é o que importa ao Senhor. Por que razão Ele abre a porta a Filadélfia? “Porque ainda que tens pouca força, guardaste minha palavra e não negaste meu nome”. Duas coisas que são chaves: Guardaste minha palavra e não negaste meu nome; duas coisas que para o Senhor são importantes; se guardamos Sua palavra, se somos fiéis a Sua palavra. Ele disse: minha palavra não sai de mim vazia; antes voltará e fará aquilo para o qual foi enviada; então o Senhor abre a porta à Sua palavra através de Filadélfia. Como tu, Filadélfia, guardaste minha palavra, eu te abri uma porta; para que? Para que leves minha palavra. Agora, se nós começamos a acomodar-nos ao século, à época, ao costume, ao mundo, à religião, então somos desonestos para com a Palavra. Eu sei que se nós nos adaptássemos ao comum, teríamos muita aceitação; mas se somos fiéis à Palavra, aqueles que não estão na Palavra vão molestar. Filadélfia é o depoimento conservador (conservando as coisas do Senhor) contra o liberalismo modernista.

FILADÉLFIA É CRISTOCÊNTRICA
Sempre os remanescentes que aprenderam um pouco da Palavra, foram perseguidos na história da Igreja; mas o Senhor aprova que sejamos fiéis a Sua palavra; o que Lhe importa é Sua palavra; guardaste minha palavra e não negaste meu nome; somos cristocêntricos, não temos outro nome, não deixamos que outro nome desloque o único nome. Somos cristãos, não precisamos ser luteranos ou calvinistas ou ginistas ou witneslistas, ou qualquer coisa dessas; que Deus nos guarde. A vocês e a mim; guarde a todo mundo; nós somos cristãos. Sempre que se começa a falar às igrejas diz: Em Cristo Jesus; Paulo, apóstolo de Jesus Cristo; Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo; à igreja de Deus que está em Cristo. Ao Senhor, o que lhe interessa é ser o centro, ser a vida, ser o tudo, ser o ambiente e o que devemos procurar; não devemos ser identificados porque sejamos pré-tribulacionistas ou pós-tribulacionistas ou porque falamos em outras línguas (não das nações), ou anti-carismáticos; nenhuma outra coisa tem que identificar; ou porque batizamos assim ou assim; é o nome do Senhor, somos cristãos, para nós o que importante é Cristo, a quem queremos é a Cristo, o que nos importa é procurar andar em Cristo, o que valorizamos é o que é Cristo; não queremos pôr sobre nós outros nomes, não queremos ter nome de vivos e estar mortos, queremos guardar Seu nome, guardar o Nome não só no exterior, senão no interior. O nome representa à pessoa, representa a vida; ou seja, tentar andar em Cristo, ser cristocêntrico; valorizar o que é Cristo e a Palavra; essas duas coisas para o Senhor são importantes; ao Senhor não lhe impressionam as outras coisas; estas são as coisas que Ele mostra que lhe impressionam; por isto te abri uma porta, porque guardaste minha palavra e não negaste o meu nome; essas duas coisas guardemos. Sejamos cristocêntricos, que nosso tudo seja Cristo, nosso centro seja Cristo e nossa diretriz seja Sua palavra; e sejamos fiéis a Sua Palavra ainda que ninguém mais esteja de acordo, ainda que seja difícil, ainda que nos custe, sejamos fiéis à Palavra e ao Seu nome; e essa é a base pela qual Ele nos abrirá uma porta. Agora, quer dizer que isso é fácil? Não, claro que não é fácil; olhem o que teve que enfrentar Filadélfia; está no verso seguinte: “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás”. Oh! Aqui aparece outra vez a sinagoga de Satanás; as duas únicas igrejas que o Senhor não repreende que são Esmirna e Filadélfia, as duas têm que lutar com a sinagoga de Satanás; em nenhuma outra parte se menciona a sinagoga de Satanás, senão em Esmirna e em Filadélfia; parece que quando a igreja quer ser fiel, o diabo tem seu substituto que se engrandece e que pretende ser algo; o que dizia esta sinagoga de Satanás? Diz: “da sinagoga de Satanás, aos que se dizem ser judeus e não o são”. Ah! Desde o princípio da igreja teve esse sentimento de semitismo; não o contrário de anti-semitismo; não estou propagando o anti-semitismo, mas também não um judaizamento da igreja. Gálatas nos mostra que tinha pessoas que queriam judaizar a igreja; guardar outra vez as festas; e é curioso que ao mesmo tempo que o Espírito Santo está guiando pela Palavra e cristocêntricamente, o diabo está querendo judaizar a igreja, gente dizendo ser judeu, ser messiânico, sem sê-lo; por que? Porque então se são, consideram-se superiores; consideram que os gentis são inferiores e o Senhor está dizendo que não é assim.

OS PRETENDIDOS MESSIÂNICOS
Há pessoas que dizem ser algo para pretender ter autoridade sobre os demais; como Paulo dizia: eu mesmo antes tinha como grande estima o ser hebreu de hebreus, fariseu de fariseus; ele era como dizer da linhagem de Abraão, da tribo de Benjamin; ele pretendia ser algo. Hoje em dia as pessoas dão um grande valor a essas coisas; como se coloca o candelabro? À direita ou à esquerda; à direita; e estão pondo kippá (cobertura sobre a cabeça dos homens), e um montão de coisas, judaizando outra vez, dizendo que as pessoas têm que guardar outra vez a lei de Moisés; esse foi o problema que teve a igreja primitiva. É necessário, diziam aqueles fariseus, obrigar aos gentis a guardar a lei de Moisés, a circuncidar-se; isto é, voltar a judaizar. É curioso que o Senhor, paralelamente à igreja em sua normalidade, à igreja na aprovação do Senhor, ao corpo de Cristo segundo o coração de Deus, mostra como o Seu povo é molestado, resistido, menosprezado como se Deus não o amasse, porque o povo amado, dizem, somos nós os judeus, ainda sem sê-lo, dizendo que são; no entanto o Senhor diz uma coisa séria a estes que pretende ser judeus e não o são; diz: “Eu...” Isso sim é terrível; o Senhor mesmo, nem sequer mandou um anjo, Ele mesmo defende a honra de Sua igreja que é fiel a Ele e a Sua palavra. “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás aos que se dizem ser judeus e não o são, se não que mentem; tenho aqui, eu...” Isto é terrível! Porque alguém pode escapar da mão dos homens, alguém pode esconder-se, mas da mão de Deus quem se esconde? Quando Deus nos põe a mão no nosso pescoço, é terrível. Irmãos, quando não vemos a mão de Deus obrigando a uma pessoa a se humilhar e confessar seus pecados, não vimos ainda a autoridade de Deus direta atuando, mas quando Deus diz: “eu farei que venham e se prostrem a teus pés, e reconheçam que eu te amei”. Terrível! Porque eles diziam ser judeus, o povo amado, os outros eram gentis, imundos, cachorros; e agora o Senhor mostra a estes que pretendem ser messiânicos, que Ele amava a igreja em Filadélfia, à que não nega Seu nome e guarda Sua palavra, não deixa cair por terra Sua palavra, como se diz a Samuel. Irmãos, delicado, não é verdade? “Eu farei que venham e se prostrem a teus pés, e reconheçam que eu te amei”. O Senhor jurou: diante de mim se dobrará toda joelho. Muitos podem blasfemar o que quiserem enquanto aqui vivemos, mas quando chegar o tempo de se cumprir esta palavra, toda língua confessará Seu nome e toda joelho se dobrará; mas não só o Senhor fará isso relativo si mesmo, senão que tomará a sinagoga de Satanás e a obrigará a reconhecer aos que Ele amou, que eles menosprezaram, como fizeram com Amam. Amam molestou a Mardoqueu e planejou a forca para Mardoqueu; tinha-a já pronta, e o rei lhe perguntou: Que há que fazer a um homem a quem o rei quer honrar? E pensando Amam que era ele, disse: Pois, ponham-no no cavalo do rei e o primeiro ministro o leve dizendo: Assim se fará com o homem a quem o rei quer honrar; pois, faça Amam com Mardoqueu, disse-lhe o rei; Amam teve que levar àquele a quem ele humilhava, e depois foi enforcado na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu (Ester 6). Irmãos, Deus sabe o que faz, Deus tenha misericórdia, e nos ajude a ser humildes, fiéis e singelos; e aqui Deus explica as razões quando vai humilhar diante de ti àqueles que se fazem gracejos contigo, que te menosprezam. Aqui diz por que. “Porquanto guardaste a palavra de minha paciência”; e a razão também pela que o Senhor guardará da hora da prova aos fiéis de Filadélfia: “Porquanto guardaste a palavra de minha paciência, eu também te guardarei da hora da prova que tem de vir sobre o mundo inteiro para provar aos que moram sobre a terra”.

TE GUARDAREI DA HORA
Quando eu estudava as posições escatológicas, o verso mais forte do pré-tribulacionismo para mim era este; não encontrava outro verso tão forte. Te guardarei, não só da prova; porque podemos estar numa prova e ser guardados da prova, ainda passando a prova, como diz um versículo: povo meu, entra em teus aposentos, entre até que passe a indignação; porque o Senhor sai a percorrer a terra em juízo; por isso diz a Seu povo que se esconda em seu aposento enquanto passa a turvação; quer dizer que Seu povo estaria na terra enquanto passa a turvação, mas estaria guardado em seus aposentos. Mas aqui o Senhor diz não somente te guardarei da prova, senão da hora da prova, quer dizer que é provável que os irmãos fiéis, no momento mais difícil não estejam cá. Agora, significa isso necessária e biblicamente o rapto ou o arrebatamento, que o Senhor vai arrebatar a alguns? Significa somente isso, é a única possibilidade para entender isto? Não há outro versículo onde isto possa ser cumprido, que não seja necessariamente um arrebatamento antes da tribulação? Eu encontrei um versículo, e os quero mostrar. Apocalipse 14:12 e 13, para que vocês vejam a relação da paciência da Igreja; diz o Senhor, que pela paciência, porque guardaste a palavra de minha paciência, isto é, porque foram fiéis, estiveram dispostos a suportar, a levar a cruz, então por isso os guardará da hora; e aqui há uma maneira como no contexto da paciência, Deus guarda da hora, não necessariamente com o arrebatamento, mas sim guarda da hora pela paciência; e está aqui em Apocalipse 14:12 e 13, que diz: “12Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Guardaste minha palavra e não negaste meu nome. “13Ouvi uma voz que desde o céu me dizia: Escreve: Bem-aventurados daqui em adiante”. Qual é este “aqui”? Refere-se ao período da marca da besta. Vejamos o contexto desde o versículo 9: “9E o terceiro anjo os seguiu, dizendo a grande voz: Se alguém adora à besta e a sua imagem, e recebe a marca em sua fronte ou em sua mão, 10ele também beberá do vinho da ira de Deus, que foi esvaziado, não misturado, no cálice de sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e do Cordeiro; 11e a fumaça de seu tormento sobe pelos séculos dos séculos. E não têm repouso de dia nem de noite os que adoram à besta e a sua imagem, nem ninguém que receba a marca de seu nome”. Está falando de plena tribulação. “12Aqui está a paciência”. Essa é a paciência, nesse contexto. “Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”. E nesse contexto diz: “Ouvi uma voz que desde o céu me dizia: Escreve: Bem-aventurados de aqui...”. Qual é este “aqui”? É o momento em que começa a exigir-se a marca da besta e tudo isso: “Bem-aventurado de aqui em adiante (o tempo do terceiro anjo) os mortos que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansarão de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”. Se alguns morrerem no Senhor, descansarão de seus trabalhos, suas obras com o seguem e serão guardados da hora da prova”.Há uma maneira de ser guardados da hora da prova: Morrer no Senhor. Nos últimos tempos é uma bem-aventurança morrer, porque diz daqueles na quinta trombeta, vocês recordam que sairão aqueles espíritos demoníacos do abismo, e os homens procurarão a morte e não a acharão; durante cinco meses serão atormentados e buscarão morrer e não poderão morrer, ainda querendo; e, no entanto, aqui a bem-aventurança é morrer. Os ímpios não podem morrer e têm que tomar o cálice da ira; beberão e não poderão recusar-se; de outra forma, estes bem-aventurados, quando os outros não podem morrer, estes sim podem morrer. “Bem-aventurados de aqui em adiante os mortos que morrem no Senhor”. Nesse contexto do terceiro anjo, da besta, a marca da besta, nesse tempo difícil: Bem-aventurados de aqui em diante os que morrem no Senhor; os outros não podem morrer, mas estes morrerão no Senhor. Descansam de seus trabalhos e suas obras com eles seguem. Em que contexto será bem-aventurado morrer e escapar da hora da prova? No contexto quando os outros não podem morrer, quando está o assunto da besta, da imagem. Aqui está a paciência, e que diz a Filadélfia? Diz justamente isso: “Porquanto guardaste a palavra de minha paciência”.

O GALARDÃO DOS VENCEDORES
Vamos a outros detalhes em Apocalipses 3. “10Porquanto guardaste a palavra de minha paciência, eu também te guardarei da hora da prova que tem de vir sobre o mundo inteiro, para provar aos que moram sobre a terra”. Enquanto o mundo inteiro está sendo provado numa hora da prova, na grande tribulação, os vencedores que guardaram a palavra de Sua paciência, são guardados da hora da prova. Bem-aventurados os que morrem no Senhor, porque suas obras com eles seguem e descansam de seus trabalhos: “11Tenho aqui, eu venho cedo; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa”; essa é uma frase séria, aqui não está falando da salvação, senão da coroa. A coroa é um lugar no reino, a coroa é o galardão dos vencedores. “Que nenhum tome tua coroa”. Por isso mais adiante diz: “Ao que vencer”. Que sucede se eu não sou fiel? Não está dizendo que um salvo vá ser perdido; o que está dizendo é que outro pode tirar sua coroa. Esperava-se que fosse você o que ocuparia esse trono, mas você não foi fiel, outro foi mais fiel do que você. Eu esperava que fosse você, mas não foi, então outro; mas o Senhor diz que não quer que ninguém tome nossa coroa. “Eis que cedo venho, retém o que tens”. Pode-se cair do nível de Filadélfia e deslizar-se à condição de Laodicéia, que é o que vem depois de Filadélfia. Esse estado de Filadélfia pode perdurar até a vinda do Senhor porque diz: “Eu venho cedo”. Se retiveres o que tens, te acharei no estado de Filadélfia que eu aprovo, mas se não guardares o que tens, estarás deslizando à condição de Laodicéia e outro tomará tua coroa: “Ao que vencer, eu lhe farei coluna no templo de meu Deus”. A igreja é coluna e baluarte da verdade, e justo nessa cidade de Filadélfia há uma coluna até o dia de hoje, e os turistas vão vê-la; antiga, não é nova, não é uma coisa que alguém a fez agora; vem da antigüidade. Teve tremores, terremotos e aí está essa coluna. Senhor Jesus! “O farei coluna no templo de meu Deus”. Esse é o corpo de Cristo. O princípio do corpo aparece desde o começo. Filadélfia: amor fraternal, guardando a palavra, guardando o Nome, guardando a palavra da paciência. “O farei coluna no templo de meu Deus, e nunca mais sairá dali”. É uma recompensa eterna, é uma recompensa do reino no templo. “Coluna no templo”. Estes são os vencedores.Agora, hoje ninguém pode entrar no templo antes que se cumpram as 7 pragas das sete taças da ira de Deus. Por isso me inclino mais ao pós-tribulacionismo que ao pré-tribulacionismo.“E escreverei sobre ele o nome de meu Deus”; esse pertence à Yahveh; o nome do Senhor está sobre os vencedores; “e o nome da cidade de meu Deus, a Nova Jerusalém”; este pertencerá à Nova Jerusalém, está escrito sobre ele; há uns que não estarão perdidos, mas que estarão fora, inclusive reinando fora da Nova Jerusalém. Diz Apocalipse 21 e 22 que aqueles reis das nações trarão sua glória e sua honra à Nova Jerusalém e nenhum imundo pode entrar, mas esses reis são de fora e vêm honrar ao Senhor na Nova Jerusalém, mas estes não estarão fora, senão na Nova Jerusalém; eles são a Nova Jerusalém; o nome estará neles. Os vencedores de Filadélfia asseguram lugar na Nova Jerusalém; eles são a Nova Jerusalém; o nome da Nova Jerusalém está neles. Agora esta outra frase misteriosa: “e meu nome novo”. O Senhor tem um nome novo, além de Seu nome conhecido; esse nome novo está aqui em Apocalipse 19; não diz qual é só diz que tem, além de Seu nome, um nome novo; e diz Apocalipse 19:11 o contexto: “11Então vi o céu aberto, e tenho aqui um cavalo branco, e o que o montava se chamava Fiel e Verdadeiro, e com justiça julga e briga. 12Seus olhos eram como chama de fogo, e tinha em sua cabeça muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém conhecia senão ele mesmo”. Na recompensa a Pérgamo o Senhor diz que ao vencedor daria uma pedrinha branca com um nome novo escrito que ninguém conhece, senão o que a recebe; isso se refere ao nome teu, ao nome definitivo. No Oriente é muito comum que as pessoas, segundo a etapa de sua vida, tenham um nome; quando ocorre um acontecimento grande em sua vida e há uma mudança, eles adotam um nome de acordo a essa mudança; depois acontece outra coisa, casaram-se e tomaram outro nome; isso é normal no Oriente. Jacó foi chamado Israel quando venceu. Já não te chamarás mais Sarai, senão Sara; isto é, o nome representa à pessoa em seu estado. Agora, nós temos um nome que é o nome provisório, não é nosso nome definitivo. Apocalipse 19:12 fala do nome do Senhor que ninguém conhece; não é Jesus, porque Jesus todos os que somos salvos o conhecemos; mas falando do que é um novo nome, primeiro em nosso sentido e depois no do Senhor, em nosso sentido diz, que ao que vencer, será dado um nome novo; o que você chegará a ser ao final como Deus te conheceu; Deus conhece o que você vai ser; agora você estás em processo, ainda que não chegaste a tua posição definitiva.Quando chegares a vencer e for o que Ele esperava que tu fosses, então teu nome representará o que chegaste a ser para o Senhor e que Ele já sabia; então te dará como recompensa, esse nome. Esse nome quer dizer que o Senhor sabe quem és tu para Ele e te nomeia com esse nome; mas o Senhor mesmo, veio, fez-se homem, morreu por nossos pecados, ascendeu e foi feito Senhor e Cristo; e como diz aqui, recebeu um nome sobre todo nome, e novo; um nome que ninguém conhece senão Ele mesmo; por isso diz: “e tinha em sua cabeça muitas diademas; e tinha um nome escrito que ninguém conhecia senão ele mesmo”. Só Ele sabe quem é Ele. Diz em 1 Coríntios 2, que o espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém, que o homem natural não discerne as coisas que são do Espírito.Que quer dizer? Que há uma hierarquia no discernimento; o espiritual julga para abaixo ao natural e o discerne, mas o natural não pode julgar para acima, não conhece ao espiritual, não o discerne; assim nós podemos conhecer aos que são como nós, mas aos que estão num nível superior a nós, não os distinguimos bem; quanto mais o Senhor Jesus está numa posição que ninguém conhece o que Ele conhece; por isso Ele tem um nome que expressa para Ele o que Ele é, mas ninguém conhece isso; no entanto, ao vencedor diz que o Senhor escreverá sobre ele Seu nome novo; isso é como se o Senhor se fosse revelando cada vez mais profunda e mais profundamente à pessoa. Revelar-te Seu nome, isto é: eu me chamo Garavito, não, não é isso, nem me chamo tal, senão o que significa esse nome; isso é algo muito profundo, porque, irmãos, diz que a vida eterna é que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo. Cada vez há que o conhecer mais; não bastará a eternidade para conhecê-lo, mas prosseguiremos conhecendo-o e os vencedores receberão esse nome novo, como quem diz conhecerão mais profundamente e mais de perto ao Senhor. O Senhor conhece tudo e por isso ninguém conhece Seu nome, senão Ele mesmo; só sabe Ele quem é Ele, de acima para baixo; mas ao vencedor, escreverá sobre ele Seu nome novo. Agora, amamos ao Senhor Jesus e é o mesmo Senhor Jesus; somos cristãos, mas quem é o Senhor Jesus agora? É o mesmo Senhor Jesus, mas está numa posição glorificada, uma posição exaltada; mas Ele quer revelar-se e se revela a seus vencedores. Ao que vencer, sobre ele escreverei meu nome novo. Que mistério! “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Isto no contexto dos vencedores. Penso que isto que lemos e comentamos, que mastigamos em nosso interior, possa falar a nós. Deus conceda que sejamos achados entre estes e que venhamos a reter o que recebemos