terça-feira, 8 de setembro de 2009

13. Panorama das Sete Igrejas

Aproximação ao Apocalipse (13)
PANORAMA DAS SETE IGREJAS

“O mistério das sete estrelas que viste em minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros que viste, são as sete igrejas”. Apocalipse 1:20.
TEMPO DE ARREPENDIMENTO
Vamos continuar estudando o Livro do Apocalipse. Hoje vamos ver só de forma panorâmica os capítulos 2 e 3, sem entrar de forma detalhada neles. No capítulo 1:19, o Senhor apresenta o livro de Apocalipse em três etapas João, o apóstolo. Diz: “Escreve as coisas que viste, e as que são, e as que têm de ser depois destas”. As coisas que viste, referem-se à visão do Cristo glorificado com tudo o que isso revela e que era que o que acaba de ver o apóstolo Juan. As coisas que são, como o diz o mesmo Senhor no verso 20: “As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros que viste, são as sete igrejas”; então as coisas que são, é o que corresponde aos sete anjos das sete igrejas e às sete igrejas; ou seja, as sete estrelas e os sete candeeiros. O mistério das sete estrelas na destra do Filho do Homem e dos sete candeeiros de ouro é as coisas que são. Depois diz: “As coisas que têm de ser depois destas”. Então no capítulo 4, diz: “Depois disto olhei”; aí corresponde às coisas que têm de ser depois. As coisas que viste, são, pois, de essência cristológica; as coisas que são, o que é agora, são de essência eclesiológica; e as coisas que têm de ser depois destas, são de essência escatológica. De maneira que nos capítulos 2 e 3 de Apocalipses, temos as coisas que são. Temos a vida e prova da Igreja no mundo, antes da vinda do Senhor e para a vinda do Senhor. Nestes dois capítulos, Deus nos mostra a vitória da Igreja, o discernimento que o Senhor tem dos problemas da Igreja; aí estão as advertências do Senhor à Igreja e o apelo ao arrependimento; é tempo de arrependimento. As coisas que são, são tempo de arrependimento. Essa palavra de arrepender-se aparece em todo o capítulo 2 e no capítulo 3; somente às igrejas em Esmirna e em Filadélfia, é que o Senhor não faz nenhuma repreensão, não lhes pede que se arrependam; mas o chamado de arrependimento do Senhor às igrejas durante toda a história da Igreja é constante. Nas coisas que são há uma demanda do Senhor permanente, que é arrependimento. Irmãos, estas são palavras diretas do Senhor Jesus às igrejas, palavras do Espírito às igrejas; e temos muito que aprender destes dois capítulos.O aspecto de arrepender-se quero que vocês o vejam comigo, por exemplo, no capítulo 2, quando Ele fala à igreja em Éfeso, no verso 5, diz: “Recorda, por tanto, de onde caíste, e arrepende-te, e faz as primeiras obras”. Vemos um chamado ao arrependimento feito à igreja em Éfeso, tanto no histórico como no profético, representando um período específico da história eclesiástica. Como falei a Esmirna o Senhor não faz reprovação em nada, então não lhe pede para arrepender-se; pelo contrário, como a igreja está em perseguição o Senhor a anima a ser fiel até a morte. Na carta a Pérgamo, em 2:16, depois de ter-lhe dito o que o Senhor tem na contramão da igreja em Pérgamo, diz-lhe: “Por tanto, arrepende-te, pois se não, virei a ti, cedo, e brigarei contra eles com a espada de minha boca”. O Senhor segue chamando ao arrependimento; ou seja, é tempo de arrependimento. Desde a história da Igreja é tempo de arrependimento. Na mensagem a Tiatira, vocês podem ver o mesmo, depois de falar de Jezabel, etc., diz em 2:21: “E lhe dei tempo para que se arrependa, (para que deu tempo? Para que se arrependa) mas não quer arrepender-se de sua fornicação. Tenho aqui, eu a lanço em cama, e em grande tribulação aos que com ela adulteram, se não se arrependem das obras dela”. Aqui estamos vendo ao Senhor fazendo questão de o arrependimento. No capítulo 3, quando Ele fala a Sardes, também diz: “Lembrar-te, pois, do que tens recebido e ouvido; e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás a que hora virei sobre ti”; ou seja, recorda o que tens recebido e ouvido; e guarda-o e arrepende-te. A Filadélfia o Senhor não faz reprovação, portanto, também não lhe pede que se arrependa. Mas a Laodicéia, que é a última destas sete igrejas e que representa a igreja moderna, o Senhor lhe diz no versículo 19: “Eu repreendo e castigo a todos os que amo; sê, pois, zeloso, e arrepende-te”; ou seja que a mensagem do apelo ao arrependimento da parte do Senhor é do inicio ao fim de toda a história da igreja.
CREDENCIAIS DO SENHOR
O Senhor com estes dois capítulos está retratando os problemas típicos da Igreja, seus pecados, suas quedas, e o Senhor lhe chama ao arrependimento e lhe dá a solução; também o Senhor, segundo o problema, apresenta-se à igreja com umas credenciais diferentes.No capítulo 1, as coisas que viste: a visão do Cristo glorificado, se nos apresenta a visão integrada do Senhor Jesus; mas quando o Senhor começa a falar às igrejas, como as condições de cada igreja são diferentes, então o Senhor se apresenta a cada igreja, digamos, com um rosto diferente; não que Ele tenha muitas caras; o que quero dizer é que se o problema é X, Ele tem que se apresentar à igreja com uma porção de Seu ser para enfrentar essa situação. A situação em Esmirna era diferente à de Éfeso; então Ele se apresenta de maneira diferente, ainda que é o mesmo Senhor. A cada igreja Ele se apresenta de maneira diferente porque cada igreja representa uma situação diferente; então o Senhor tem as diferentes credenciais para tratar os problemas da igreja.
Éfeso. Por exemplo, se vocês me acompanharem (hoje só estamos vendo de forma panorâmica), no capítulo 2, à igreja em Éfeso, que corria o perigo de que seu candeeiro fossa removido, o Senhor se apresenta a ela conforme à necessidade da igreja em Éfeso e lhe diz: “O que tem as sete estrelas em sua destra, o que anda no meio dos sete candeeiros de ouro, diz isto”; ou seja, o Senhor se apresenta como o que está entre os sete candeeiros, como o que vela para que cada candeeiro esteja em seu lugar; as estrelas estão em sua destra e Ele é o Sumo Sacerdote, e o Sumo Sacerdote tem o trabalho de manter os candeeiros em Seu templo. Éfeso tinha o problema de que o candeeiro podia ser tirado; por isso, é o Sumo Sacerdote o que tem que ter esses candeeiros adiante do Senhor; então, Ele fala a Éfeso o necessário e se apresenta nesse mesmo sentido, segundo sua necessidade.
Esmirna. Ao contrário, igreja em Esmirna estava com outro problema; a igreja em Esmirna estava passando por perseguição, estava passando por pobreza, por tribulação, e ia passar ainda mais da que já estava passando; então o Senhor se lhe apresenta com outra credencial. Diz-lhe à igreja em Esmirna: “O primeiro e o último, o que esteve morto e viveu, diz isto”. Ele vai pedir à igreja em Esmirna que seja fiel até a morte, mas a igreja como vai ser fiel até a morte, sem a ajuda do Senhor? Então o Senhor se apresenta como o que esteve morto: Eu estive morto primeiro, eu não estou dizendo que vocês percorrerão um caminho pelo qual eu não tenha passado; eu passei pela morte e eu sei o que estou fazendo; Eu vivo pelos séculos dos séculos; Eu sou não só o primeiro, sou também o último; mataram-me, mas fixem-se em que venci a morte; portanto, tenho autoridade para encorajar-te a que também sejas fiel até a morte, e eu, o que vivo, o que venci a morte, te darei a coroa da vida e não sofrerás dano da segunda morte; não te preocupes com a primeira morte; a segunda é a perigosa.
Pérgamo. O caso de Pérgamo era diferente; em Pérgamo tinha uma mistura do puro com o impuro: estavam os nicolaítas, estava a doutrina de Balaão, e o Senhor se lhe apresenta como o que tem a espada de dois fios. Dão-se conta? A situação de Pérgamo requeria que o Senhor se apresentasse de uma maneira diferente da forma como se apresentou a Esmirna. O Senhor a Pérgamo, que estava misturado, Pérgamo: muito casado com o mundo; o Senhor tinha que se apresentar como aquele que separa o santo do profano, o puro do vil, o celestial do terreno, o carnal do espiritual; o que tem a espada de dois fios, porque o caso de Pérgamo era de mistura.
Tiatira. No caso de Tiatira estava nada menos que Jezabel sendo tolerada pela igreja e ensinando a fornicação e ensinando a idolatria, e eles a estavam tolerando; então o Senhor não a tolera e se apresenta como o Filho de Deus que tem olhos como chama de fogo; ou seja que penetra até o fundo para julgar o pecado da igreja.
Sardes. Em Sardes, o que acontecia com Sardes era que tinha a tendência a deixar perder as coisas. O Senhor diz a Sardes: “não achei tuas obras perfeitas, que guarde as coisas que estão para morrer”; então a necessidade de Sardes é diferente e o Senhor se apresenta a Sardes como: “O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas”; o Senhor representa a plenitude como remédio a sua situação de parcialidade, de perda, de nominalismo; Sardes tem nome de que vive mas não tem realmente vida; ou seja, que aparece a resposta para a condição de Sardes.
Filadélfia. A Filadélfia, que é a quem o Senhor não lhe reprova nada e vai abrir uma porta, então se apresenta como: “o que tem a chave de Davi, o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”.
Laodicéia. Agora, a igreja de Laodicéia, que é a igreja do tempo do fim, é a igreja morna, então o Senhor se lhe apresenta como o Amém, como o último, como o que si cumpre e se apresenta como: “a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus”. Vemos, pois, que cada manifestação do Senhor, cada cara que o Senhor apresenta à igreja, corresponde-se com a necessidade da igreja.
DOIS GRANDES GRUPOS DE IGREJAS
Outra coisa que devemos ver nesta panorâmica, são as duas maneiras como estão agrupadas as igrejas aqui; ainda que no século XII, o arcebispo de Cantorbery Robert Landon dividiu a Bíblia em capítulos, e um século depois outro arcebispo, sucessor dele em Cantorbery a dividiu em versículos, originalmente quando a Bíblia foi escrita não tinha nem versículos nem capítulos; claro que são úteis porque rapidamente alguém encontra as coisas; mas as vezes as separações, nem sempre coincidem com as separações intrínsecas da Palavra. Aqui por exemplo, no capítulo 2, agruparam quatro igrejas, e no capítulo 3, agruparam três igrejas. No capítulo 2 agruparam: Éfeso, Esmirna, Pérgamo e Tiatira, e no 3 agruparam: Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Agora, se vocês fizerem um estudo detido e minucioso, irão dar-se conta de que o agrupamento mais correto seria: no capítulo 2 somente Éfeso, Esmirna e Pérgamo; e no capítulo 3: Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, pelo seguinte: Fixem-se em como as três primeiras igrejas têm umas características, e as quatro igrejas finais têm outras características. O Senhor se dirige de maneira diferente às três primeiras e às quatro últimas, e vamos ver essa diferença na maneira como o Senhor lhes fala. Fixem-se comigo em como Ele fala às três primeiras. No capítulo 2, no versículo 7, o mesmo no versículo 11 e o mesmo no versículo 17, o Senhor coloca algo primeiro e algo depois, mas depois muda a ordem nas outras quatro igrejas; isso tem sentido. Então fixem-se em como Ele fala às três primeiras; em 2:7 diz: “O que tem ouvido, (Ele diz à igreja) ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Depois diz: “Ao que vencer, lhe darei a comer da árvore da vida, o qual está no meio do paraíso de Deus”. Esta mesma ordem, primeiro: “o que tem ouvido, ouça” e segundo: “ao que vencer”, aparece nas três primeiras igrejas. A Esmirna Ele diz no verso 11: “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” E depois diz: “O que vencer, não sofrerá dano da segunda morte”. A mesma ordem aparece na terceira igreja, em Pérgamo, no versículo 17: “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. E depois diz: “Ao que vencer, darei a comer do maná escondido, e lhe darei uma pedrinha branca, e na pedrinha estará escrito um nome novo, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”. Desta maneira, chamando primeiro aos que têm ouvido para ouvir e depois prometendo recompensa aos vencedores, nessa ordem, O Senhor fala a estas três primeiras igrejas: A Éfeso, Esmirna e Pérgamo. Mas notem que a partir de Tiatira e seguindo com Sardes, Filadélfia e Laodicéia, o Senhor muda a ordem, o Espírito Santo muda a ordem. A Tiatira, Ele diz no capítulo 2, versículo 26, e começa dizendo primeiro o Senhor: “Ao que vencer e guardar minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e as regerá com vara de ferro, e serão quebradas como vaso do oleiro, como eu também a recebi de meu Pai; e lhe darei a estrela da manhã. O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Agora, a partir de Tiatira, primeiro o Senhor menciona o galardão aos vencedores e depois faz o apelo aos que têm ouvido para ouvir. O mesmo em Sardes nos versículos 5 e 6 do capítulo 3; diz: “O que vencer (e se fala primeiro do que vencer) será vestido de vestimentas brancas; e não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome adiante de meu Pai, e adiante de seus anjos. O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Primeiro mencionou agora ao que vencer. O mesmo em Filadélfia, no capítulo 3, versículos 12 e 13: “Ao que vencer, eu o farei coluna no templo de meu Deus, e nunca mais sairá de ali; e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, a qual desce do céu, vinda da parte de meu Deus, e meu novo nome. O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. O mesmo sucede na mensagem a Laodicéia, no versículo 21 do capítulo 3: “Ao que vencer, lhe darei que se sente comigo em meu trono, bem como eu venci, e me sentei com meu Pai em seu trono. O que tem ouvido ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Vemos, pois, que nas três primeiras igrejas, o Senhor fala primeiro às igrejas e depois aos vencedores; mas nas quatro últimas igrejas, o Senhor fala primeiro aos vencedores e depois às igrejas; isso é muito interessante, porque às quatro últimas igrejas desde Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, não somente se fala primeiro aos vencedores, senão que a estas igrejas se lhes menciona a vinda de Cristo; ou seja, que estas quatro igrejas, as condições reveladas nestas quatro igrejas, vão ser encontradas desta forma quando da Sua vinda; por isso o Senhor chama primeiro aos vencedores a vencer essas condições. Notemos que no primeiro capítulo, quando o Senhor fala a Éfeso, não menciona de maneira clara a segunda vinda do Senhor, ainda que o versículo 5 diz: “pois se não, virei cedo a ti, e tirarei o teu candeeiro de seu lugar, se não tiveres arrependido”, mas esse virei cedo a ti, e tirarei teu candeeiro, deve referir-se não precisamente à vinda do Senhor, senão ao juízo do Senhor a uma igreja local que não se arrependeu dos pecados que o Senhor lhe mostrou; então o Senhor removerá seu candeeiro; ou seja que não necessariamente ali se refere à vinda do Senhor; depois se você vê a mensagem a Esmirna ali não se menciona a segunda vinda do Senhor; se vê a mensagem a Pérgamo, aí sim no versículo 16, diz: “virei a ti cedo, e brigarei contra eles com a espada de minha boca”; claro que na segunda vinda de Cristo, Ele virá com a espada de sua boca; mas aqui no contexto de Pérgamo, é a visita ao pecado da igreja, no tempo da igreja; como também a Tiatira lhe diz: dei-lhe tempo a Jezabel que se arrependa; não quer arrepender-se, tenho aqui a arrojo em cama e aos que com ela adulteram; a seus filhos ferirei de morte; essa é uma visitação anterior à segunda vinda de Cristo. A Tiatira sim, Ele diz as coisas de uma maneira mais séria. Depois lhe diz no versículo 25: “mas o que tendes, retende-o até que eu venha”. Ou seja, que aqueles vencedores da condição caída de Tiatira, da que o Senhor diz: aos que estão entre vocês que não têm essa doutrina dos caídos de Tiatira, não lhes porei outro ônus; então lhes diz o Senhor que retenham isso até que o Senhor venha; ou seja, que terá vencedores da condição de Tiatira que estarão até a vinda do Senhor; de maneira que o que representa Tiatira na história da igreja é a condição católica romana; depois estaremos vendo com mais detalhes os versos; vai durar assim até a vinda do Senhor, mas o Senhor vai ter alguns vencedores aqui. Depois na mensagem a Sardes, também o Senhor menciona a segunda vinda de Cristo já com propriedade e diz no verso 3, do capítulo 3: “Lembrar-te, pois, do que recebeste e ouvistes; e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não velares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás que hora virei sobre ti”; ou seja, que desta igreja de Sardes, que no profético representa ao protestantismo, posterior ao catolicismo, muitos estarão nessa condição; serão surpresos nessa condição quando o Senhor vier, porque o Senhor fala à igreja de Sardes que representa o protestantismo dizendo-lhe: “virei sobre ti como ladrão”; ou seja, que o Senhor menciona a segunda vinda de Cristo a Sardes. Menciona-lhe a segunda vinda de Cristo a Tiatira; quer dizer que terá situações de cristianismo representadas por Tiatira quando o Senhor vier, nessa condição; ou mesmo pessoas representadas na condição de Sardes serão encontradas nessa condição quando o Senhor vier. Agora o mesmo diz a Filadélfia, no capítulo 3, diz o verso 11: “Tenho aqui, eu venho cedo; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa”; ou seja, que aqueles irmãos que estão na condição representada por Filadélfia, o Senhor quer que continuem assim, retendo o que têm; a Filadélfia o Senhor não lhe reprova nada, até que o Senhor vinha: “Tenho aqui, eu venho cedo; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa”. No caso de Laodicéia, que é a última, o Senhor menciona sua vinda, quando lhe diz no verso 20: “Tenho aqui, eu estou à porta e chamo”; entenda que estar à porta não é só agora na vida privada, senão também à porta da vinda do Senhor. Então, as quatro últimas igrejas, pela palavra do Senhor nos mostram que serão encontrados cristãos nestas diferentes condições: cristãos no estado de Tiatira, o que representa a igreja em Tiatira, cristãos no estado que representa a igreja em Sardes, cristãos no estado que representa a igreja em Filadélfia e cristãos no estado que representa a igreja em Laodicéia.

UM CHAMADO AOS VENCEDORES
Nas primeiras três igrejas, o Senhor primeiramente fala à igreja em geral e depois fala aos vencedores; representa aqueles períodos antigos da história da Igreja. Éfeso representando aquele período imediatamente subseqüente ao período apostólico, Esmirna representando o período das perseguições, Pérgamo representando aquele período desde Constantino em adiante, da igreja misturada já com o mundo. Depois Tiatira representando o estado já católico romano, absolutista, desde a época daqueles Papas como Julio II, Inocêncio III, Nicolaus I, mas no caso da igreja católica terá cristãos nesse estado quando o Senhor vier, mas o Senhor chama a vencer nesse estado; o que o Senhor repreende da condição de Tiatira, deve ser vencido por alguns; depois o mesmo sucede quando depois do período católico, vem a Reforma representada por Sardes; o Senhor também diz que virá como ladrão; ou seja que terá pessoas vivendo o protestantismo, alguns vivendo a situação que o Senhor repreende a Sardes; então serão surpresos; isto é, o Senhor espera que as pessoas que estão no catolicismo sejam vencedoras para receber ao Senhor, os que estão no protestantismo sejam vencedores, os que superaram o período protestante e entraram em Filadélfia, que quer dizer o amor fraternal, a ação da unidade do corpo de Cristo, cristocêntrica, baseada na Palavra, que guardou Seu nome, cristocêntrica, Sua palavra e a paciência, representa uma etapa superior ao protestantismo; o Senhor a ela não lhe pede que se arrependa, senão que retenha o que tem, que mantenha sua fidelidade porque Ele vem cedo; ou seja que muitos irmãos estarão nesta condição quando o Senhor vier. Isto é, que a cristandade vai ser surpreendida em muitas condições: na condição de Tiatira: catolicismo romano; a condição de Sardes: protestantismo; a condição de Filadélfia: a visão do corpo de Cristo; e a condição caída de Laodicéia que quer dizer: os direitos humanos, o laicismo, a teologia da prosperidade; muitos serão achados nessa condição sem vencer. O Senhor chama todos a vencer.
AS RECOMPENSAS AOS VENCEDORES
Da mesma maneira como as condições são diferentes e se têm que vencer às condições, então, segundo as mesmas condições a vencer, são também as recompensas; por isso o Senhor não se apresenta a todas as igrejas da mesma maneira, ainda que é o mesmo Senhor, senão que a cada uma se apresenta segundo o que precisa essa igreja; mas também a cada um o Senhor lhe oferece uma recompensa que se corresponde com o que tem que vencer a igreja. Por exemplo, se vocês vêem a recompensa a Éfeso, qual era o problema mais grave de Éfeso? Que tinha perdido o primeiro amor, isto é, tinha obras, esforços, mas já não estava na comunhão íntima com o Senhor, já não estava no fluir da vida no Espírito; então o que o Senhor diz aos que vencerem? Te darei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus. Em outra situação, qual era o problema que tinha a igreja em Esmirna? A igreja em Esmirna estava em perseguições, estava sofrendo, estava em pobreza, estava em aflição; então a recompensa tem que ver justamente com isso; eles vão morrer a primeira morte; o diabo vai matar a alguns de vocês, mas o Senhor lhes diz: ao que vencer não sofrerá dano da segunda morte. Vemos que a recompensa se corresponde com o que eles tiveram que vencer; eles tiveram que vencer o temor à morte, tiveram que passar pela perseguição e pela morte mesma, pelo martírio, então a recompensa deles é que não sofrerão dano da segunda morte. Muitos passarão pela primeira e depois pela segunda, mas os que venceram e puseram suas vidas à morte pelo Senhor não sofrerão dano da segunda morte, que é a que separa do Senhor. No caso da igreja em Pérgamo que era uma igreja misturada, a qual o Senhor se apresentou como o que tinha a espada de dois fios, o Senhor a esta igreja oferece outra recompensa; diz ali: “Ao que vencer, darei a comer do maná escondido”; o que é escondido é o que é reservado, do qual não podem comer todos; somente quem está separado pode comer do escondido; os que estão misturados não podem comer do escondido. Segundo, diz que lhe daria uma pedrinha branca e nela um nome escrito que ninguém conhece. Quando a igreja se misturou com a política, a política da época tinha o costume de votar por bolas que eram pedrinhas brancas, justamente; mas aqueles que forem vencedores dessa condição de mistura, o Senhor vota por eles. Dão-se conta? Darei-lhe uma branca, lhe darei meu voto; te escolherei , és um vencedor, então teu nome estará ali. Depois entraremos em mais detalhes, hoje somente estamos vendo de forma panorâmica. No caso de Tiatira, vocês vêem qual era a condição terrível de Tiatira; então era o período nada menos que do absolutismo papal quando os papas coroavam os imperadores, e se os imperadores não se submetiam ao Papa, então os Papas liberavam aos súbditos da obediência ao imperador, e por isso todos tinham que se submeter; e esse era o tempo desse governo, essa mulher dominante, Jezabel, que ensinava a idolatria, ensinava a fornicação espiritual, como a grande prostituta que fornica com os reis da terra. Ao que vencer isto, o Senhor lhe diz o seguinte: “Eu lhe darei autoridade sobre as nações”, porque lá nessa época todos queriam estar-se condoendo com o conde tal, com o príncipe tal; foi a época não só do feudalismo dos reis, duques e arquiduques, senão dos bispos e arcebispos; mas aos que vencerem isso, o Senhor sim, lhes dará verdadeira autoridade no milênio para reinar sobre as nações, “e as regerá com vara de ferro, .... e lhe darei a estrela da manhã”, que é o Senhor mesmo; Ele é a estrela da manhã. No caso de Sardes, que estava como perdendo o que tinha recebido o Senhor lhe diz: “O que vencer será vestido de vestimentas brancas; e não apagarei seu nome do livro da vida”. Sobre isto vamos ter todo um ensino longo porque isto precisa muito cuidado; e diz: “Será vestido de vestimentas brancas; e não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome adiante de meu Pai”. Fixem-se no que o Senhor reprova em Sardes: é que tem nome de que vive, mas está morto; isto é, tem nome que não é; Se vencer, o Senhor vai dar o nome que sim é verdadeiro, e vai o vestir de vestimentas brancas, mostrando que realmente está separado e vive para Deus, e que não deixou perder o que o Senhor reprova que perderam. Agora vejamos o caso da igreja em Filadélfia. Filadélfia quer dizer amor fraternal, que é a comunhão do corpo de Cristo. Filadélfia é cristocêntrica e bíblica, e com paciência; então os outros, os que tinham menosprezado a estes, dizendo: nós somos judeus, nós temos algo que vocês não têm; a sinagoga de Satanás que diziam ser judeus e não o eram, que tinham pretensões quanto a eles, menosprezando-os, o Senhor diz que fará que aqueles venham e reconheçam aos que tinham menosprezado; e a estes que realmente viveram a realidade do corpo de Cristo, os fará coluna no templo do Deus vivo e nunca sairão dali; e porá sobre ele, o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém; ou seja, os reconhecerá como a esposa do Cordeiro. Por isso é muito importante realmente, irmãos, entender isto de Filadélfia; porque a igreja em Esmirna, a das perseguições daquela época dos césares, já passou; o Senhor não lhe reprovou nada, mas também não lhes abriu uma porta. À única igreja à qual o Senhor não reprova nada e o Senhor lhe abre a porta, é a Filadélfia; ou seja que o Senhor no contexto de todos estes capítulos está mostrando o que Ele não quer que seja a igreja e o que Ele sim quer que seja a igreja; o que Ele aprova; é como o sacerdote colocando azeite no candeeiro, nos lustres; e o que Ele reprova, é como o sacerdote com a espevitadeira tirando as partes secas do estopim para que não fumegue, nem enfumace o ambiente, verdade? Então a Laodicéia, que representa as pessoas da última época, que é quiçá a igreja mais acusada, onde o Senhor diz que aos mornos, que não se arrependerem, os vomitaria de sua boca; o que vencer a condição de Laodicéia tem uma recompensa altíssima; diz: “Ao que vencer, se sentará comigo em meu trono, bem como eu venci e me sentei com meu Pai em seu trono”; isto é, vencer a indiferença, vencer essa vida somente de comodidades e de dizeres, mas sem realidade espiritual, vencer isso, tem uma recompensa altíssima; o Senhor oferece a recompensa segundo a condição que os vencedores vençam. Cada época tem suas coisas más que têm que ser vencidas pela igreja em nome de Cristo.
JESUS CRISTO É O VENCEDOR
Cristo é a vitória sobre todos os problemas do diabo, sobre todos os problemas do mundo; e a luta do diabo e do mundo contra a Igreja se dá na história da Igreja; e Cristo é o que tem as credenciais para vencer qualquer situação da Igreja no mundo; portanto, o Senhor deixou espaço para que a Igreja viva Sua vida, defronte ao mundo e ao príncipe deste mundo em todas as situações, mas Cristo é a resposta e Cristo é a suficiência da Igreja para vencer qualquer situação. Cada época tem seu espírito, cada época tem seus males e Cristo venceu ao mundo e o demonstra através dos vencedores da igreja em todas as época. Uns vencedores foram escolhidos para mostrar a vitória de Cristo numas condições; depois o Senhor permitiu que o diabo mudasse as condições. Primeiro, as condições foram de perseguição e o diabo quis demonstrar que iria vencer ao Senhor e trouxe perseguição, como ele falou a respeito de Jó: “Deixa-me que toque sua carne e vais ver como blasfema adiante de Ti”; e assim mesmo o diabo pediu permissão, porque não vai poder tocar à igreja em Esmirna sem permissão, para tentar demonstrar a Deus que com perseguição não há igreja; e o Senhor, que é o vencedor, que esteve morto e viveu, concedeu vida aos vencedores, para vencer ao diabo. O diabo disse: como com perseguição não funcionou bem a coisa, então agora vou tentar com a política, vou-lhes dar os templos dos pagãos, agora vão ser encarregados da tesouraria do Estado, vão ser os juízes e os provou por outro lado, pelo lado de Pérgamo e de Tiatira; então o Senhor que é também o vencedor, que se apresentou com essa credencial específica para essa necessidade específica, demonstrou Sua vitória sobre esse outro aspecto contra o diabo e o mundo através dos vencedores dessa época.

COMODIDADE OU REVOLUÇÃO
Mas o diabo cada vez sai com coisas novas e Deus deixa que venha com esse conto à igreja, e a igreja têm que vencer o diabo com todos os seus contos. A igreja passou por muitas situações. Agora a igreja dos tempos finais, a que vive em outras condições, agora o diabo deu prosperidade a muitos e revolução a outros: Laodicéia. Laodicéia são os direitos humanos, os direitos do povo, dos laicos (política separada de Deus); por um lado é revolução e por outro lado é prosperidade; somos ricos, enriquecidos e não temos necessidade de nada. A gente vive pensando na comodidade ou na revolução; e essa condição também tem que ser vencida pela igreja. O Senhor é o Amém, é a testemunha fiel; o Senhor não se tende para a esquerda nem para a direita. O Senhor venceu ao mundo, e diz à Sua igreja: “Confiai em mim, eu venci ao mundo”. João diz: “e esta é a vitória que vence ao mundo, nossa fé”; e essa vitória de Cristo sobre o mundo e da igreja em Cristo sobre o mundo, é demonstrada pelos vencedores em todo esse leque de situações mundiais com que o diabo resiste a Deus e à Igreja. O Senhor deixa ao diabo fazer das suas. O que vencer. Então, irmãos, devemos entender com respeito a nossa época que também a nós nos correspondeu, em união com a vida de Cristo todo suficiente, vencer as condições que o diabo nos pôs nesta época. Hoje não estamos na época da igreja primitiva, na época da Reforma, na época medieval; hoje estamos nestes últimos tempos, nessa igreja bem como a de Laodicéia e temos que vencer, temos que entender a que somos chamados a vencer. Uns foram postos por Deus para vencer uns aspectos, outros, para vencer outros e outros, outros; uns tiveram que vencer o temor à morte, ao martírio, mas outros têm que vencer a prosperidade, a comodidade que leva à indiferença. São coisas diferentes; tudo é a riqueza de Cristo, que Sua plenitude se expresse no corpo de Cristo, e o Corpo de Cristo está representado nestes sete candeeiros; mas estes sete candeeiros têm ao Filho do Homem entre eles; portanto, é a riqueza do Filho do Homem no corpo de Cristo em toda classe de situações tidas e por vir que o diabo possam trazer. O Senhor deixa que o diabo faça sua proposta, deixa-lhe que tente a Jó, dá-lhe permissão para que tentar a Pedro. Simão, Satanás te pediu para joeirar; e o Senhor diz: é necessário que através de muitas tribulações entremos no reino. Às vezes as provas vêm por onde um não se imagina; está alguém preparado para estas e lhe vêm por outro lado, e o Senhor quer à Igreja preparada em tudo para vencer qualquer condição, qualquer situação. O Senhor é suficiente; Ele tem todas as credenciais para isso, para aquilo, para o outro, e então nós, em união com Cristo, devemos vencer tudo para receber os galardões que Ele tem; Ele é o melhor galardão, a estrela da manhã é um galardão; estar com Ele sentado perto dele em seu trono é um grande galardão; não tanto coisas exteriores que também são adicionadas. O importante é o Senhor mesmo, a plenitude de Deus, poder ser um com Ele, poder ser como Ele, poder representá-lo fielmente; mas para isso, para sermos capacitados para isso, temos que passar por todos estes fornos. Digamos que cada uma destas etapas é como um forno; aqui somos provados nesta situação, ali em outra, ali em outra; são sete situações, representando a plenitude das situações que o diabo puder apresentar. A igreja tem que vencer; então, mediante Deus, entraremos uma por uma às sete igrejas, mas era importante antes ver esta panorâmica das igrejas.

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