sexta-feira, 30 de outubro de 2009

45. A Sétima Trombeta

Aproximação ao Apocalipse (45)

A SÉTIMA TROMBETA

CONTÉM O TERCEIRO AI

( FIM DO TOMO I)




“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 11:15.

CONSIDERAÇÕES DE CRÍTICA TEXTUAL

Vamos estudar a palavra do Senhor; vamos continuar com esta aproximação ao livro do Apocalipse. Hoje chegamos à sétima trombeta. A sétima trombeta a estudamos em Apocalipse 11:15-19. Ao abrir a Bíblia, primeiro vamos fazer, como acostumamos, uma consideração de crítica textual, examinando esta tradução de Reina-valera de 1960 que temos aqui a maioria, à luz dos manuscritos mais antigos. Vamos fazer primeiro uma leitura neste sentido e depois voltamos normalmente sobre nossos passos para a exegese.

Apocalipse 11:15-19: “15 O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. 16 E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus (alguns poucos manuscritos dizem diante do trono de Deus, mas a maioria o diz como está aqui) sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, 17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar”. Viram, meus irmãos, que acabo de saltar uma frase do versículo que diz: “e que há de vir”; todos os manuscritos mais antigos nesta passagem dizem: “que é e que foi”; somente a partir do século X um códice uncial chamado o 052, que está no monte Atos, acrescentou-lhe essa frase “e que há de vir” para igualá-lo com as ocasiões passadas em que era dito assim. Vocês recordam que antes no capítulo 1 e no capítulo 4 o havia dito dessa maneira. No capítulo1 tinha aparecido o que é, que era e que há que vir. No 1:4 diz: “Graça e paz a vós, de que é e que era e que há de vir,” e no versículo 8 também diz: “que é e que era e que há de vir,” verdade? E logo quando adora ao Senhor no capítulo 4:8, diz: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-poderoso, que era, que é, e o que há de vir”. No capítulo 1 e no capítulo 4 essas três expressões dizem assim, mas no capítulo 11, onde se fala da sétima trombeta e onde na sétima trombeta se cumpre o que diz: que tem que vir; então já não se diz que tem que vir, não o dizem os manuscritos mais antigos, simplesmente porque já veio; mas então um dos escribas, um escriba a partir do século X, que copiou o códice uncial número 052 no monte Atos, ele tratou de igualar o que dizia nos capítulos 1 e 4, e lhe acrescentou essa frase a este versículo para tratar de igualá-lo; mas os manuscritos anteriores não o dizem assim; só o diz o códice 052 e 16 manuscritos posteriores. Dos 300 que há do Apocalipse, só 16 posteriores seguiram a onda deste escriba que lhe acrescentou e igualou a expressão; mas não é correto acrescentar esse pedaço porque aqui na sétima trombeta é já Sua vinda; a sétima trombeta inclui Sua vinda.

“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo” (v.15); então já não se pode dizer o que há de vir; assim não diz no grego; então esse é o comentário a respeito desta tradução comparando-a com os originais, amém?

Voltamos para 17: “17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. 18 Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes”; ali aparece a palavra “a”, aos pequenos e aos grandes. Existem entre os manuscritos uns que dizem a palavra no caso que se está acostumado a chamar no grego, um caso nominativo, ou um caso acusativo, anakoluto se diz em grego; e quando se diz: “aos” é dativo, então alguns manuscritos o dizem em acusativo, “os pequenos e os grandes”, tois microis kai tois megalois; tois microis, quer dizer, os pequenos; e kai tois megalois, e os grandes; mas outros manuscritos não dizem tois, a não ser tous microis kai tous megalois, quer dizer, uns manuscritos dizem ous, outros ois; a terminação “ois” é um dativo, ou seja, “a” é o caso dativo, “aos pequenos e aos grandes”; e quando diz “ous” é um caso acusativo, “os pequenos e os grandes”. Os eruditos não sabem qual das duas versões é a mais parecida, mas se inclinam pelo chamado acusativo anakoluto, quer dizer, “os pequenos e os grandes”; então lhes tenho que comentar isto; “e para destruíres os que destroem a terra. 19 Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada”. Até aqui o texto do correspondente à sétima trombeta.

IMPLICAÇÕES DA SÉTIMA TROMBETA

Meus irmãos; já sabemos que o livro que o Cordeiro abriu tinha sete selos, e o sétimo selo inclui a sétima trombeta; a abertura do sétimo selo é o toque das sete trombetas; quer dizer que o livro completo se termina com o sétimo selo, e o sétimo selo se termina com a sétima trombeta. A sétima trombeta abrange a revelação completa do livro dos sete selos, que mostra o plano da economia divina, de que maneira o Pai que sentou a Seu Filho à Sua destra, disse-lhe que esperasse até pôr sob Seus pés todas as coisas; então o Filho se sentou, e Deus começou a pôr todas as coisas sob Seus pés; começou a acontecer o primeiro selo, o segundo selo, o terceiro selo, até o sétimo selo.

Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo começam as trombetas, a sétima trombeta termina o sétimo selo e portanto termina a revelação de todo o Apocalipse. O que descreve do capítulo 12 até o 22 é que João profetiza os mesmos acontecimentos mas com novos detalhes e revelações.

COM A SÉTIMA TROMBETA SE CONSUMA O MISTÉRIO DE DEUS

Vocês recordam que Apocalipse 10:11 diz: “Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”. Vemos, pois, que a primeira vez da profecia vai do capítulo 1 até o capítulo 11; essa é a profecia de uma só vez; por isso o sétimo selo termina com a sétima trombeta; e se vocês lerem com cuidado o que acabamos de ler da sétima trombeta, inclui, como vamos vendo agora com mais detalhe, inclui inclusive até o novo céu e a nova terra. A sétima trombeta tem a parte positiva e uma parte negativa. A parte negativa porque é o terceiro ai, e é onde o Senhor introduz a consumação da ira com as sete taças; mas tem a parte positiva, que é que o Senhor toma o reino; significa que a vinda do Senhor, o tribunal de Cristo, o julgamento das nações, o Milênio e logo o julgamento final, a nova terra, o novo céu e a Nova Jerusalém, tudo isso está incluído na sétima trombeta. A sétima trombeta abrange até a terminação final da economia divina. Tínhamos visto no capítulo 10 que dizia no versículo 7: “mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas”. Estou fazendo-o conforme a uma tradução mais ajustada ao grego.

Aqui vemos, pois, duas coisas: primeiro, que a sétima trombeta não é uma questão foto instantânea, mas sim que dura vários dias; por isso diz: nos dias, a sétima trombeta abrange vários dias, uma pluralidade de dias; “mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus”. Então o mistério de Deus se consuma, termina-se com a sétima trombeta; por isso a sétima trombeta abrange, como acabamos de ler agora, muitas coisas que vamos ver com mais detalhe para perceber tudo o que abrange; mas como a João, quando estava anunciando a sétima trombeta, lhe havia dito: Olhe, João, é necessário que profetize outra vez, então João profetiza outra vez desde a sétima trombeta em adiante; quer dizer, desde o capítulo 12 até o capítulo 22; é a segunda vez que João profetiza. A segunda parte da profecia é para enriquecer com mais detalhe o que já foi profetizado de maneira geral na primeira parte de Apocalipse. A primeira parte do 1 aos 11 abrange de eternidade a eternidade, o mistério de Deus consumado na sétima trombeta, mas agora João tinha que profetizar outra vez. Isso é comum na maneira didática de Deus.

A FORMA DIDÁTICA DA PROFECIA

Da Gênese se vê esse estilo de Deus. Por exemplo, primeiro diz: E criou Deus ao homem, a sua imagem e semelhança, varão e fêmea os criou; quer dizer, diz em forma resumida o fato; mas logo no capítulo 2 conta com detalhes o que havia dito resumidamente no capítulo 1. No capítulo 2 começa a dizer como tomou o barro em suas mãos e fez um homem, soprou-lhe e o pôs no jardim do Éden; e logo lhe tirou uma costela. Vemos que o que havia dito de maneira resumida em Gênese 1, volta-o a dizer com detalhe em Gênese 2.

Vocês recordam que sempre mencionamos as profecias do Daniel. Primeiro Daniel apresenta um esqueleto básico: o sonho do Nabucodonosor, a cabeça de ouro, os braços de prata, as coxas e ventre de bronze, as pernas de ferro e os pés de ferro misturado com barro; aí apresenta a história universal, suas principais seções históricas, os principais impérios e civilizações; quando volta a lhe mostrar no capítulo 7 uma visão, então entra em mostrar com mais detalhe as coisas. Mostra-lhe o leão com duas asas, no que antes era uma cabeça de ouro, Babilônia; apresenta aos medos e aos persas como um urso que se eleva mais de um lado que do outro, com umas costelas na boca, no que no capítulo 2 era só o peito e os braços de prata; ou seja que volta a contar o mesmo, mas com mais detalhe; logo ao leopardo, o que primeiro era só bronze, agora diz que era um leopardo com quatro asas; quer dizer, entrou em dar mais detalhes; logo no capítulo 8 dá ainda mais detalhe sobre aquele esqueleto e lhe pinta mais coisas. Quando se vê a última visão de Daniel, que abrange os capítulos 10, 11 e 12, está cheio de detalhes; quer dizer que o Senhor trata primeiro na profecia as linhas básicas e logo volta outra vez a falar do mesmo, mas acrescentando os detalhes, assim como fez em Gêneses, como fez em Daniel, como faz em muitas profecias sobre o qual Deus volta a falar e acrescenta detalhes.

O mesmo faz com Apocalipse. Primeiro profetiza uma vez, que vai do 1 até o 11; no 11 aparece a sétima trombeta, e com a sétima trombeta o mistério se consuma; entretanto, quando estava a ponto de introduzir a sétima trombeta, já lhe anunciou: Olhe, João, é necessário que profetize outra vez; então João depois de que profetiza a primeira parte, começa outra vez a profetizar coisas que já havia dito antes, mas começa a lhe dar mais detalhe. Por exemplo, na primeira parte tinha falado da Nova Jerusalém quando diz aos vencedores da Filadélfia: “12 Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome”. Bom, qual é a cidade do meu Deus? Então a explica na segunda parte.

A SÉTIMA TROMBETA ABRANGE ATÉ A NOVA JERUSALÉM

Já no capítulo 11 tinha mencionado a besta, mas qual é essa besta? Então o explica nos capítulos 13 e 17. Então vemos que na segunda parte João profetiza outra vez sobre o que ele tinha profetizado antes, mas agora lhe acrescenta mais detalhes, conforme é o costume normal de Deus. Então se entendermos isto, podemos ver que a economia divina termina na sétima trombeta; as outras coisas que vão se dizer do 12 até o 22 já estão incluídas na primeira parte; quer dizer, vamos voltar a profetizar outra vez; o que se tinha profetizado primeiro agora vai se voltar a profetizar. Vai se falar da besta, vai se falar da mulher, vai se falar dos vencedores, das primícias, da colheita, das taças da ira, etc.; isso é detalhar mais o que tinha sido introduzido de maneira mais essencial ou fundamental na primeira parte da profecia.

Com essa precaução vamos analisar estes versos de Apocalipse 11:15-19, agora com mais detalhe: “15 O sétimo anjo tocou a trombeta, (esta trombeta não é como dizia, foto instantânea, mas sim abrange muitíssimo, vários dias, quantos são esses dias? Podemo-lo receber pelo que vem a seguir) e houve no céu grandes vozes, dizendo:”; quase sempre que aparecem estas vozes do céu, aparece uma ordem; menciona-se aos seres viventes e se menciona aos anciões; aqui os anciões aparecem no verso 16: “E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus”; ou seja que ao não fazer menção explícita dos quatro seres viventes, o mais provável é que estas grandes vozes do céu sejam a dos quatros seres viventes; o que era o que diziam? Qual era a proclamação da sétima trombeta? O que é a sétima trombeta? “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. Ou seja que a sétima trombeta abrange até a Nova Jerusalém porque esta expressão, “reinará pelos séculos dos séculos”, vai mais à frente do Milênio; abrange a Nova Jerusalém; de fato quando se descreve a Nova Jerusalém aparece esta expressão. Vamos olhar em Apocalipse 22:5, onde se descreve a Nova Jerusalém: “Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”. Quando se fala essa expressão, “os séculos dos séculos”, está-se referindo já ao novo céu e à nova terra e à Nova Jerusalém; portanto, se aqui na sétima trombeta diz: “os reino do mundo vieram a ser de nosso Senhor”, o que abrange aí? A vinda do Senhor para concluir o Armagedom, abrange o tribunal de Cristo, abrange o julgamento das nações, abrange o Milênio, abrange a rebelião ao final do Milênio, abrange o julgamento do trono branco, já não o tribunal de Cristo para julgar aos crentes, a não ser o trono branco para julgar a todos, e abrange ao novo céu e à nova terra, e a Nova Jerusalém; porque essa frase: “os reino do mundo vieram a ser de nosso Senhor e de seu Cristo; e ele reinará pelos séculos dos séculos”, aí nessa expressão “pelos séculos dos séculos”, está a Nova Jerusalém; não podia ser de outra maneira, porque o sétimo selo é o que completa a economia divina. A economia divina conclui com a Nova Jerusalém; e se a sétima trombeta consuma o mistério de Deus, e a sétima trombeta é a que termina o sétimo selo, então não pode ser algo distinto que a consumação até a Nova Jerusalém.

A sétima trombeta, pois, abrange muitos dias, tem um grande alcance. O terceiro ai, que é o mais terrível, é quando se juntam as taças da ira para castigar definitivamente aos que se rebelam contra o Senhor, que vêm contra Jerusalém, que se juntam contra Cristo; inclusive os que se vão ao lago de fogo, porque o julgamento do trono branco está incluído dentro da sétima trombeta; então o terceiro ai na sétima trombeta é a parte negativa da sétima trombeta; a parte positiva é o reino de Deus e de Seu Cristo.

DEUS TOMA SEU GRANDE PODER NA TERRA

“16 E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, 17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, (já João, conforme aos manuscritos mais antigos, todos os manuscritos anteriores ao século X, não dizem aqui: “que tem há de vir”, porque já veio; a sétima trombeta é a consumação, já não tem mais que vir, já veio, e por isso não o dizem os manuscritos antigos) porque assumiste o teu grande poder”; essa frase: “assumiste o teu grande poder”, inclui muitas coisas; de que maneira Deus tomou seu grande poder? Filho: sente-se à minha direita até que ponha a todos seus inimigos por estrado de seus pés; e ao Cordeiro lhe foi dado o livro e começou a abrir o livro, e o livro começou a mostrar o plano de Deus para submeter todas as coisas à Cristo. Ao terminar o sétimo selo, a sétima trombeta, todas as coisas estão sob Seus pés, e o mistério de Deus é consumado, amém? Por isso diz: “porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar”. E agora, por que teve que tomar Seu grande poder? Aqui diz: “18 Na verdade, as nações se enfureceram, (quer dizer, a sétima trombeta inclui o julgamento do Armagedom) chegou, porém, a tua ira”. Esta frase, “chegou, porém, a tua ira”, é a consumação da ira.

Vocês recordam essa passagem, essa expressão tão importante do Senhor, em Daniel 9:27: “por uma semana (a última semana das setenta, ou seja, o último septenário) na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares. (Esse é o anticristo) sobre a asa das abominações virá o assolador, (esse é o anticristo) até que a destruição, (que há uma consumação, mas diz) que está determinada, se derrame sobre ele”. Então isto, o que se derramará sobre o desolador, são as taças da ira; a ira se derrama sobre o reino do anticristo; então aqui fala de uma consumação e de algo que está determinado sobre o desolador.

AS NAÇÕES IRADAS CONTRA CRISTO

Voltando ali para Apocalipse 11:18, onde diz: “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira”, notamos que no capítulo 15, diz no verso 1: “Vi no céu outro sinal grande e admirável: sete anjos tendo os sete últimos flagelos, pois com estes (nas sete últimos flagelos; com estes) se consumou (notem a palavra “consumar” que dizia em Daniel) a cólera de Deus”; então quando diz aqui na sétima trombeta, “chegou, porém, a tua ira”, essa ira se consuma com as sete taças; portanto, as sete taças estão incluídas na sétima trombeta, assim como as sete trombetas estão incluídas no sétimo selo. O sétimo selo inclui as sete trombetas, a sétima trombeta inclui as sete taças da ira, onde se consuma a ira; por isso essa expressão “sua ira veio”, refere-se às sete taças da ira onde o determinado se derramará sobre o reinado final do anticristo; mas quando diz aqui: “as nações se enfureceram”, isso quer dizer que o Armagedom conduziu aos exércitos da terra a unir-se contra Cristo.

O RECHAÇO DO MESSIAS

Vamos olhar o Salmo 2 para entender parte do que está dizendo aqui: “as nações se enfureceram”; por isso é que haverá um Armagedom, porque as nações se iraram. Diz o Salmo 2 da seguinte maneira: “1 Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? 2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, (seu Cristo, seu Messias, seu Ungido) 2 dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas (essa é a apostasia, os reis unidos contra Cristo). 4 Ri-se aquele que habita nos céus; (é como um menino fazendo biquinho, te dá vontade de rir) o Senhor zomba deles.5 Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá (essas são as sete taças). 6 Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. 7 Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. 8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, (por isso diz: os reino do mundo vieram a ser de Deus e de Seu Cristo) e as extremidades da terra por tua possessão. 9 Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. 10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. 11 Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. 12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam”. Este Salmo mostra aos reis da terra consultando-se unidos, dizendo: tiremos suas ligaduras, queremos um reino humanista, nada de cristianismo, nada de Cristo, joguemos de nós suas cordas; mas o Senhor rirá deles.

Vamos ao Salmo 83, que também nos apresenta um quadro parecido. “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira” . Aqui vocês recordam quando vimos o início do Armagedom na sexta trombeta, que as nações vêm contra Israel; ao início do capítulo 11 vemos também como Jerusalém é entregue aos gentios. E diz o Salmo 83: “1 Ó Deus, não te cales; não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus! 2 Os teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça”. Sabem uma coisa? Eu li um livro luciferiano publicado aqui na Colômbia, que se chama “O cordão dourado”, escrito por um militar maçom chileno chamado Miguel Serrano, que mostra a linha do satanismo ao longo da história, e nesse livro eles confessam abertamente que o plano luciferiano é receber a segunda vinda de Cristo com bombas de nêutrons. Eles pensam que vão destruir ao Senhor com bombas de nêutrons; isso é como um palito de fósforo para o Senhor. Se o Senhor fez o sol, agora o que vai fazer uma bombinha de nêutrons? é como uma bolhinha diante do Senhor; mas eles estão tão loucos que falam disso nesse livro publicado aqui na Colômbia.

Imaginem; diretamente o falam como se fosse o plano deles; e isso é o que diz aqui, tiremos suas ligaduras, nos desfaçamos dele.

CONFABULAÇÃO CONTRA ISRAEL

Segue dizendo o Salmo 83: “3 Tramam astutamente contra o teu povo e conspiram contra os teus protegidos. 4 Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel. 5 Pois tramam concordemente e firmam aliança contra ti 6 as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos, 7 Gebal, Amom e Amaleque, a Filístia como os habitantes de Tiro (com razão são hoje muçulmanos e não cristãos). 8 também a Assíria (Iraque) se alia com eles, e se constituem braço forte aos filhos de Ló (hoje é a Jordânia). 9 Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom; 10 os quais pereceram em En-Dor; tornaram-se adubo para a terra. 11 Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Zalmuna, 12 que disseram: Apoderemo-nos das habitações de Deus. 13 Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um remoinho, como a palha ao léu do vento. 14 Como o fogo devora um bosque e a chama abrasa os montes, 15 assim, persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval. 16 Enche-lhes o rosto de ignomínia, para que busquem o teu nome, SENHOR. 17 Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente; perturbem-se e pereçam. 18 E reconhecerão que só tu, cujo nome é SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra”. Profecia de Asafe, Salmo de Asafe. Isso é o que? A consumação do Armagedom.

Vamos ver outras passagens onde isto aparece. Vamos ver isso de que se iraram as nações; o que está profetizado a respeito disso. Joel capítulo 3:9: “9 Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. 10 Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte. 11 Apressai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos; para ali, ó SENHOR, faze descer os teus valentes. 12 Levantem-se as nações e sigam para o vale de Josafá; porque ali me assentarei para julgar todas as nações em redor. 13 Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lagar está cheio, os seus compartimentos transbordam, porquanto a sua malícia é grande”. Essa passagem de Joel nos mostra como se unem as nações lá no Vale de Josafá, que se chama o Vale da Decisão ou o vale do Megido, para brigar não só contra Israel; a Bíblia diz que é contra Senhor.

Vamos ver esses versículos um pouco mais adiante. Olhemos em Zacarias 14:2: “Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade”. Depois estudaremos mais atentamente isso. Por agora, estamos vendo as nações reunindo-se contra Jerusalém. Na verdade, as nações se enfureceram.

EUROPA ENTRONIZANDO AO ANTICRISTO

Agora sim passemos a Apocalipse 17:14, e olhem contra quem querem alistar aos nossos filhos: “Pelejarão eles contra o Cordeiro”; quem? O reino do anticristo. Diz do verso 12: “12 Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. 13 Têm estes um só pensamento, (qual é o propósito hoje da Europa?) e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem (esse é o anticristo). 14 Pelejarão (não é só contra Israel) eles contra o Cordeiro”.

Na verdade, as nações se enfureceram. “14 Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, (apagará esse palito de fósforo de bomba de nêutrons) pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também (graças a Deus que tem alguns com ele) os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele”.

Então aqui fala do reino do anticristo unindo às nações contra o Cordeiro.

Também passamos a Apocalipse 19:19: “E vi a besta (por isso é delicado deixar se alistar nossos filhos) e os reis da terra, com os seus exércitos, (os exércitos dos reis da terra) congregados (ah! aí estão as Nações Unidas) para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército.” É, contra Cristo, o Verbo de Deus, e contra os cristãos; então o que diz aqui? iraram-se as nações. Isto é Armagedom; não só contra Israel, mas também contra Deus, contra Cristo, contra os judeus e contra os cristãos; isso é direto.

Voltando ali para a sétima trombeta, no capítulo 11, por isso diz: “18 Y Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira”. Por quê? Iraram-se as nações, reuniram-se contra Jerusalém, reuniram-se contra os cristãos, reuniram-se contra o Cristo de Deus e se reuniram contra Deus. Tiremos suas cordas, joguemos suas ligaduras. Por isso diz: O Senhor rirá, e logo falará com eles com furor. Sua ira veio.

Diz o Salmista: Turva-os com sua ira. Essas são as sete taças da ira; as sete trombetas introduzem a tribulação, mas as sete taças consumam a tribulação; então as sete taças que consumam a ira que será derramada contra o reino do anticristo, o desolador, pertencem à sétima trombeta. Vocês se dão conta de como a sétima trombeta abrange o final da grande tribulação, o reino do anticristo, o Armagedom, o final do Armagedom, as trombetas, a vinda de Cristo, o tribunal de Cristo, o reino do Milênio, o julgamento sobre as nações, o dar o galardão. Por uma parte o galardão para os crentes no tribunal de Cristo, por outra parte, o galardão das nações, os temerosos de Deus, no julgamento das nações para o Milênio; tudo isso está incluído na sétima trombeta. Deram-se conta, irmãos?

TEMPO DE JULGAR AOS MORTOS

Então diz algo mais que inclui a sétima trombeta. “chegou, porém, a tua ira, (isso se refere às taças da ira) e o tempo determinado para serem julgados os mortos”. Os quais qualificam para a primeira ressurreição? Quais ficam esperando a segunda ressurreição depois do Milênio para julgamento? Tudo está incluído na sétima trombeta. “O tempo de julgar aos mortos, (também o tribunal de Cristo: que galardão ou correção terão os filhos de Deus? Não somente eles, diz) para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos, (os profetas é como se fossem os vencedores; os Santos a generalidade dos crentes) e aos que temem o teu nome”. Olhemos esta frase: “os que temem o seu nome”; são aqueles que ouvem o evangelho eterno. Temei a Deus que criou os céus e a terra. Os temerosos de Deus são os que formarão aquelas nações que sobreviverão ao Armagedom, entrarão no Milênio e sobre eles reinarão com vara de ferro os vencedores cristãos; tudo isso está incluído na sétima trombeta. E diz: “tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra”. Significa que Deus aqui faz responsáveis aos homens, especialmente a alguns, de destruir a terra. Quantas coisas agora ecológicas, verdade? E não somente o aspecto ecológico, a não ser incluída a terra e seus moradores, incluída a grande prostituta que embebeda às pessoas, todo o julgamento, a destruição dos que destroem a terra; a consumação, digamos, da grande tribulação, também aonde vão parar os que no juízo saem mau, os que vão ao lago de fogo no julgamento do trono branco; todo isso é uma destruição não só do corpo, mas também definitiva e total no lago de fogo. Tudo isso está incluído na sétima trombeta. Detenhamos-nos um pouquinho mais no verso 18 e olhemos isto que diz: “o tempo determinado para serem julgados os mortos”. Aqui esta é a sétima trombeta.

Vemos que 1 Coríntios 15 nos fala do mesmo. Lemos 1 Coríntios 15:51 e seguintes: “51 Eis que vos digo um mistério: (dentro do catálogo dos mistérios de Deus, existe este mistério da última trombeta, a final é a sétima) nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta; (não à primeira trombeta, não à segunda trombeta, não à terceira trombeta, não à quarta trombeta, não à quinta trombeta, a não ser a última trombeta, à sétima trombeta) A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. Por isso diz: na última trombeta, a que consuma o mistério de Deus; não é a primeira, não é antes da tribulação; já passou a primeira, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta; a sétima trombeta é o tempo de julgar aos mortos e dar o galardão, não antes. A final trombeta é quando ressuscitam os mortos e os crentes vivos são transformados; por isso diz: “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta”; a final, não antes da primeira; na sétima; esse é o tempo; “ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. Nos damos conta de que aqui a palavra diz que a ressurreição dos mortos e a transformação dos crentes para ser arrebatados é a última trombeta; por isso diz 1ª aos Tessalonicenses que “de modo algum precederemos os que dormem. 16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus”... (Essa trombeta está incluída na sétima); “e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares”; ou seja, isso é para a última trombeta, a sétima trombeta. Não falavam nem Jesus nem Paulo de um arrebatamento antes; a última trombeta é a sétima; quando já aconteceram os julgamentos das seis primeiras.

GALARDÃO PARA OS SERVOS DE CRISTO

Então diz outra vez a sétima trombeta em Apocalipse 11:18: “e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão”. Quando é que o Senhor dá o galardão? Vamos em Mateus 16, primeiro, e logo a Apocalipse ao final. Mateus 16:27 diz: “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então (não é antes, é então quando virá; não em segredo, na glória de seu Pai com seus anjos) retribuirá a cada um conforme as suas obras”. Significa que o Senhor galardoa em Sua vinda, em Sua vinda gloriosa. Vocês recordam que isso também diz assim em Apocalipse 22:12: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”. Vemos que o Senhor vai recompensar a seus filhos, por meio do tribunal de Cristo.
Em relação ao tribunal de Cristo, diz 2ª aos Coríntios que todos compareceremos ante o tribunal de Cristo para dar conta do que tenhamos feito enquanto estávamos no corpo, seja bom ou seja mau. Leiamos 2ª aos Coríntios 5:10: “Porque importa que todos nós (aqui já não se refere ao mundo inteiro a não ser aos crentes cristãos, nós) compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. Se alguém fizer o bem, recebe algo bom; mas se fizer algo mau, o que vai receber no tribunal de Cristo? Seu galardão não vai ser completo, vai sofrer perda, como diz: “13 manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.
14 Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; 15 se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano, (fala do verbo sofrer e fala de perda, mas não da salvação) mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo”. “Sofrerá” é sofrimento, perda é perda do completo galardão, embora o mesmo será salvo assim como por fogo; é salvo por fogo, mas sofre perda no tribunal de Cristo o crente cujas obras se queimem; é delicado, verdade?

JULGAMENTO DOS SOBREVIVENTES DO ARMAGEDOM

A sétima trombeta inclui o galardão aos profetas, aos Santos e aos que temem Seu nome. O galardão aos profetas e aos Santos é no tribunal de Cristo. No tribunal de Cristo é que se dará o galardão; mas logo o Senhor vem em Sua glória, e diz em Mateus 25 que quando o Senhor Jesus vier em Sua glória se sentará a julgar às nações; as nações são as que temem o nome de Deus, são as pessoas que ajudaram aos pequeninos do Senhor, deram-lhes água para beber, pão para comer, vestiram-nos, estavam doentes e os curaram; estas são as nações. Mateus 25:31: “31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 32 e todas as nações serão reunidas em sua presença”. Já não se refere ao tribunal de Cristo para premiar ou corrigir aos servos cristãos, mas sim agora se refere julgar às nações. Os que sobrevivem ao Armagedom são submetidos a julgamento no início do Milênio. O Senhor reinará do início e também durante o Milênio, inclusive os vencedores. Ao que vencer lhe será dada autoridade sobre as nações e as regerá com vara de ferro. E aos que se sentem a reinar lhes deu faculdade de julgar; ou seja, esse julgamento é também durante o Milênio por parte dos vencedores cristãos da Igreja; mas sobre quem reinarão? Sobre as nações, ou seja, os temerosos de Deus; então o galardão para a igreja é no tribunal de Cristo, mas o galardão para os temerosos de Deus, para as nações, é quando o Senhor vier e estabelecer seu trono para reinar no Milênio. Por isso diz ali: “31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade, (quando vier e já puser aqui seus pés) e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 32 e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; 33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; 34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino (ou seja que eles entram em Milênio, mas quem reinará sobre eles? Os vencedores da Igreja) que vos está preparado desde a fundação do mundo.
35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; 36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. 37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? 40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, (são sua Igreja, vêem? Os vencedores) a mim o fizestes”. Por que? porque são o corpo de Cristo; o que fizeram com o corpo de Cristo, fizeram-no com Cristo. Quando Paulo perseguia os cristãos, o Senhor lhe disse: por que me persegue? E o que fazemos aqui a alguém do corpo de Cristo, o Senhor o considera como que o fazemos a Ele.

Quanta delicadeza temos que ter com nossas palavras, com nossas reações, com nossas atitudes, porque o Senhor toma como feito a Ele, o que faz a um membro onde Ele está incorporado. “41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno (ui! Aqui os das nações que não tenham tratado bem ao corpo de Cristo, vão ao lago de fogo) preparado para o diabo e seus anjos. 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. 44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46 E irão estes para o castigo eterno, (ao lago de fogo) e os justos à vida eterna”. Então este é o momento de dar o galardão aos que temem seu nome, os temerosos de Deus, as pessoas que sobreviverão ao Armagedom e constituirão as nações sobre as que reinarão os vencedores da Igreja.

O TEMPO, POIS, DE JULGAR AOS MORTOS

Voltando ali para Apocalipse 11:18, diz: “18 Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira”. Já sabemos que essa frase, “as nações se enfureceram,” refere-se à reunião contra Jerusalém, contra os judeus, contra os cristãos, contra o Cordeiro, contra Deus; “chegou, porém, a tua ira”, refere-se às taças da ira; “e o tempo determinado para serem julgados os mortos”, tudo isto é a sétima trombeta. “O tempo de julgar aos mortos”. Quais mortos vão para a primeira ressurreição? Bom, tais. Agora, no tribunal de Cristo, o que herda cada um? Logo que segue? O reino para julgar as nações. Quais são os que herdam o reino para que sobre eles reinem os vencedores da Igreja? Quais vão ao lago de fogo dos que ficam ao tempo final? Mas depois vem o julgamento final e todos os mortos, não já os que estavam no Milênio, a não ser todos outros, os que estavam no Hades, no mar, na morte, serão apresentados no trono branco, e os que não estejam no livro da vida, vão ao lago de fogo, também Satanás; a besta e o falso profeta vão ao lago de fogo quando o Senhor vier; quer dizer, os que estréiam o lago de fogo são a besta e o falso profeta, e depois os das nações perversas também, e depois todos outros das demais épocas que vão ser julgados. Então diz. “chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra”.

O TEMPLO DE DEUS ABERTO NO CÉU

“19 Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu”. Lembremos-Nos de que quando Moisés fez o tabernáculo, a ele lhe disse: Olhe, Moisés, faz conforme ao modelo que foi mostrado no monte. O Senhor deu a Moisés uma revelação no monte, do real, e Moisés então em figura do que ele viu no monte, desenhou o tabernáculo terrestre, cujo desenho passou depois ao templo com mais detalhe. O templo natural e o tabernáculo natural são um modelo do celestial; existe um templo celestial. Vamos ver isso em Hebreus 9:24, que diz: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, (na figura que fez Moisés e logo Salomão, e logo Herodes) figura do verdadeiro, (notem que há um templo que é figura, que é o natural, e um verdadeiro que é onde entrou Cristo) porém no mesmo céu (é o templo do céu ao que se refere aqui Apocalipse) para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”.

Este santuário do céu que diz Hebreus 9:24 é o mesmo que diz aqui Apocalipse 11:19: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu”. Dele também se fala em Apocalipse 15:5: “5 Depois destas coisas, olhei, e abriu-se no céu o santuário do tabernáculo do Testemunho; (este é o do céu) 6 e os sete anjos que tinham os sete flagelos saíram do santuário”. Significa que este templo do céu foi o que mostrou ao Moisés, e conforme a esse modelo, ele fez o tabernáculo; depois se fez o templo, amém? Então esse é o templo do céu; não estamos falando da Nova Jerusalém, onde nela não haverá templo; ela estará na nova terra; a Nova Jerusalém não tem templo porque o templo é o próprio Deus e o Cordeiro, e nós também somos Seu templo; mas aqui não está falando da Nova Jerusalém na nova terra, mas sim do atual templo de Deus no céu que viu Moisés, e do que ele fez o modelo no tabernáculo; então esse é do que fala Apocalipse 11:19 e 15:5, e Hebreus 9:24.

“19 Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário”. A que serve de modelo a Moisés para fazer o tabernáculo, via-se no templo; quer dizer, estas coisas celestiais nos falam da consumação da formação de Cristo na Igreja.

A ARCA DO PACTO: ANALOGIA DE CRISTO FORMADO NA IGREJA

O arca do pacto no templo é uma analogia de Cristo formado na Igreja. Por isso diz: ao que vencer, eu lhe farei coluna no templo de meu Deus e nunca mais sairá dali; ou seja que o Senhor une o céu com a terra. Isso foi o que disse ao Jacó a respeito de Betel, e no tabernáculo de Moisés, o tabernáculo da congregação e a arca da aliança; o céu com a terra, o celestial no terrestre; o terrestre no celestial. O templo de Deus, o arca do pacto, mas também Cristo formado na igreja, a Nova Jerusalém, a esposa do Cordeiro tendo a glória de Deus; tudo isso é análogo um ao outro.

ANUNCIA O TERREMOTO DA SÉTIMA TAÇA

A glória de Deus na Nova Jerusalém é análogo à arca do pacto no templo, mas agora à vista; até aqui isto estava oculto, mas já é a sétima trombeta. O que estava no coração de Deus é aberto, então diz: “19 Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram (não diz em que momento, mas é na sétima trombeta) relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada”. Claro, este terremoto não é na Nova Jerusalém, não é no novo céu, nem na nova terra.

Quando é este terremoto e este grande granizo da sétima trombeta? Na sétima taça; a sétima taça que consuma a ira de Deus é com um terremoto qual nunca o houve, e grandes e tremendos granizos com o peso de um talento cada um.

Vamos ver como termina a sétima taça em Apocalipse 16:17: “17 Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, (aqui está o templo do céu) do lado do trono, dizendo: Feito está!
18 E sobrevieram relâmpagos (é o que dizia também ali na sétima trombeta) vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande. 19 E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira. 20 Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados (esse é o terremoto da sétima trombeta, que é o mesmo da sétima taça). 21 ambém desabou do céu sobre os homens grande saraivada (aí está o granizo da sétima trombeta que se cumpre na sétima taça) com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande”. Vemos que a sétima taça está incluída na sétima trombeta; a sétima trombeta consuma o mistério de Deus, e portanto resumindo, abrange: Armagedom, vinda de Cristo, tribunal de Cristo, julgamento das nações, Milênio, a rebelião de Satanás depois do Milênio com as nações, o julgamento do trono branco, céu novo, terra nova e Nova Jerusalém; aí se consuma o mistério de Deus nos dias da voz do sétimo anjo, anjo das trombetas, anjo celestial.

Aqui termina, pois, a primeira parte de Apocalipse; já daqui em diante é quando volta a profetizar outra vez sobre as coisas anteriores, mas aqui se consuma o mistério.

Vamos terminar por aqui. Demos graças ao Senhor.

FIM DO TOMO I

44. As Duas Testemunhas

Aproximação ao Apocalipse (44)

AS DUAS TESTEMUNHAS




“Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco”. Apocalipse 11:3.

O ANJO DE JESUS CRISTO

Vamos avançar um Pouquinho no estudo deste precioso livro do Apocalipse. Tínhamos chegado então ao capítulo 11; entretanto antes de passar a esse capítulo, algo que não pude dizer por que o tempo se fez muito curto na vez passada, relativo a este anjo do capítulo 10. É necessário deixar uma porta aberta à exegética e hermenêutica, ou seja, de interpretação a respeito de quem pudesse ser este anjo. Como vimos, tem todos os traços característicos de ser o Anjo da Aliança, e assim se chama cristo, mas também Cristo tem Seu próprio anjo; e este livro do Apocalipse é meio pelo anjo de Cristo; desse anjo de Cristo se fala no próprio Apocalipse, no capítulo 1. Como vocês recordarão, diz: “A revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu, para manifestar a seus servos as coisas que devem acontecer logo; e a declarou enviando-a por meio de seu anjo”. Aqui fala de um anjo de Cristo, que certamente tem a mensagem de Cristo, e as mensagens espirituais, como dizia Cecilita, não são meramente palavras ou coisas mentais, são representações espirituais; significa que este anjo de Jesus Cristo certamente tem que ter a autoridade que representa ser, anjo de quem é, verdade? Então este anjo de Cristo é o mediador do Apocalipse; como diz: “A revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu e a declarou enviando-a por meio de seu anjo”. De maneira que este anjo de Jesus Cristo sim seria um anjo criado.

Dele se fala também em Apocalipse 22:16. Depois de que deu todo o Apocalipse, diz: “Eu Jesus enviei meu anjo para dar testemunho destas coisas nas Igrejas”. Vêem que o Senhor enviou a Seu anjo para dar testemunho destas coisas; estas coisas é a profecia do Apocalipse. Na primeira parte do Apocalipse aparece este anjo de Jesus Cristo; no capítulo 10 também aparece como se fora descrito como o anjo de sua face, como o anjo do pacto, com o livro aberto, que é o que virtualmente traz a revelação; ou seja que o mesmo princípio do 1:1 que diz que a revelação é declarada por meio do anjo, no 10 também aparece a revelação de Jesus Cristo declarada por este anjo que parece ser o anjo do pacto, mas que de todas maneiras terá que deixar aberta essa exegese, essa possibilidade de ser o anjo de Jesus Cristo.

Também há uma passagem interessante do apóstolo João, já no capítulo 19. Vocês recordam quando João ia adorar esse anjo; recordam em Apocalipse 19:9-10: “9 Então, me falou o anjo: (é o anjo de Jesus Cristo o que está revelando estas coisas) Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus. 10 Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo (o mesmo João se confundiu a respeito deste anjo; podia ser o próprio anjo da Aliança expresso aqui; ou seja, Jesus Cristo mesmo, e João como que se confundiu e o ia adorar). Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”. Então queria completar esta parte, que pelo tempo não o pude dizer na vez passada, mas agora o completo para que deixemos essa porta aberta quanto à identificação do anjo de Apocalipse 10, amém? Se o mesmo Filho de Deus é o servo por excelência de Deus, quanto mais qualquer anjo por mais alto e elevado que seja; o mesmo anjo do Senhor.

COMENTÁRIO DE CRÍTICA TEXTUAL

Bom, irmãos, chegamos ao capítulo 11. Esta é a terceira parte do segundo ai, que é a sexta trombeta. A sexta trombeta é o segundo ai, e o segundo ai é uma perícopa completa, é uma unidade de revelação que começa no 9:13 e termina no 11:14; então o segundo ai é uma perícopa completa que inclui três partes: O início do Armagedom, que vimos na primeira parte; logo este anúncio em meio de tribulação de que quando o sétimo anjo comece a tocar a trombeta o mistério será consumado, e logo segue outra vez aqui nos descrevendo o ambiente da grande tribulação com a besta exercendo e com os dois profetas de Deus dando testemunho.

Primeiro, como estamos acostumados a fazer, vamos fazer o comentário de crítica textual para examinar a tradução de Reina-valera de 1960 que temos a maioria aqui; e o fazemos à luz dos manuscritos gregos mais antigos e também majoritários. Então vou fazer a leitura de Apocalipse 11:1-14, somente parando nos comentários textuais: “1 Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram”. Neste primeiro versículo, alguns poucos manuscritos posteriores acrescentaram uma frase, onde diz: “me disse”; alguns manuscritos dizem: “E o anjo ficou em pé e me disse.” Em alguns poucos manuscritos posteriores, possivelmente algum escriba quis explicar quem era o que dizia, e ser um pouco mais explícito, e se tomou a liberdade de acrescentar essa frase: “e o anjo ficou em pé e me disse”; mas são posteriores esses manuscritos, e muito poucos, os que dependem dele; mas todos os mais antigos e a maioria dizem como se traduz aqui em Reina Valera. “2 mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, (traduz-se muito mais exato, que “deixa-o à parte”; os verbos que se usam e o advérbio é “deixa-o fora”) porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa”. Também aqui Reina Valera deixa muito correto, embora seja preciso reconhecer que existem diferenças nos manuscritos; a maioria e os mais antigos o dizem como diz aqui: “o pátio que está fora do templo”; outros manuscritos dizem: “o pátio que está dentro”; uns dizem: exoten e outros esoten. Esotén é de onde vem a palavra esotérico, o que está dentro, pois exotérico é o que está fora. Este pátio não é o pátio interior, a não ser o pátio exterior. Alguns manuscritos dizem: esoten, interior, mas a maioria e os mais antigos dizem: exoten, ou seja que se refere ao pátio exterior, ao pátio de fora, ou seja, ao pátio exterior ao átrio de fora, quer dizer, o que se chamava “o átrio dos gentios”; porque quando vocês vêem, tanto o desenho que se pode fazer seguindo a visão do templo tanto de Ezequiel, como o do Salomão, vocês vêem que havia o pátio que se chama dos sacerdotes, verdade? E havia um átrio exterior que era onde podiam chegar os gentios, que não podiam passar daí para adiante; também as mulheres podiam chegar até um certo lugar; então o que é entregue fora é o pátio exterior, exoten; dizem-no os mais antigos manuscritos e também a maioria. Terei que informar aos irmãos que existem essas discrepâncias entre alguns manuscritos, amém?

“2 mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa. 3Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco. 4 São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra”. Não é a palavra “Deus” (como aparece em Reina-valera), a não ser a palavra “Kuryos”, “Senhor”. No códice 1, que é tardio e foi o que usou Erasmo para sua edição crítica do Novo Testamento, base do Textus Receptus, diz: “Deus”, mas é como se tivesse sido uma liberdade que tomou o escriba de inverter Kuryos por Theos; mas realmente a palavra, como o diz a maioria dos manuscritos é: Senhor; então a palavra mais exata é “se acham em pé diante do Senhor da terra. 5 Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer. 6 Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem. 7 Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, 8 e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. 9 Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam (aqui o verbo mais exato que ver é “contemplar”) os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados. 10 Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, (aqui o diz em presente; vocês sabem que João escreveu em um grego sui géneris) realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram (diz assim, em um passado perfeito ou pretérito perfeito) os que moram sobre a terra.
11 Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; 12 e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes (gerúndio): Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram. 13 Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu. 14 Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai”. Por esse verso 14 nos damos conta de que o segundo ai abrange inclusive o período em que está a besta, a grande tribulação: o testemunho dos profetas, a matança dos profetas, sua ressurreição, seu arrebatamento e o terremoto na cidade de Jerusalém; aí logo termina o segundo ai; ou seja que o segundo ai pertence a grande tribulação.

MEDINDO O TEMPLO DE DEUS

Voltemos sobre nossos passos. Vamos fazer uns pequenos comentários; queria também lhes dar alguns versos, que por causa do tempo não vamos alcançar a ler todos, mas os vou citar para que cada um o possa revisar na Bíblia. “1 Então (essa palavra, “então”, é a palavra grega “kai”, e, também) Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito:” Quando se faz o seguimento na Bíblia de medir alguma coisa, pôr uma medida, na Bíblia aparece medir em dois sentidos: às vezes se mede para separar para cuidado, e às vezes se mede para separar para julgamento; toda medida tem dessas finalidades; porque Deus é um Deus que não passa os limites que Ele estabelece. Quando tem que fazer alguma coisa, Ele a faz dentro dos limites; não é que vai a matar um, e mata cinqüenta, não; Ele faz as coisas como têm que ser feitas. Deus não se equivoca; nem sequer um cabelo de nossa cabeça perecerá, ou seja que Deus é exato. Aqui quando se diz: medir, medir algo é separá-lo para um objetivo; na Bíblia esse objetivo às vezes é uma separação para cuidado, para amparo; outras vezes é uma separação para julgamento. Pelo contexto teríamos então que determinar que classe de separação é esta.

“1 Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, (recordam que assim foi em Ezequiel, verdade?) e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram”.

Alguns intérpretes dizem que este é o templo no céu e que o pátio pertence à terra. Watchman Nee, por exemplo, diz isso, posto que ele aceitou a influência dE John Nelson Darby, o arrebatamento antes da tribulação; e Witness Lee seguiu a interpretação de Watcham Nee; então eles dividem este templo em duas partes: um terrestre e outro celestial. Outros intérpretes não podem dizer: ou é terrestre tudo, ou é celestial tudo; mas como vai ser uma parte terrestre e uma parte celestial? Deixemos, pois, assim esta palavra: o templo como templo e o altar como altar. Se este templo for o templo terrestre, então esta é outra profecia que mostra que o terceiro templo de Jerusalém tem que ser restaurado para a grande tribulação.

Lembrem-se de que em Daniel 9, nas setenta semanas diz que será tirado o contínuo sacrifício; pois para que o contínuo sacrifício esteja funcionando, o templo tem que ser restaurado.

Já Israel voltou a ser uma nação em 1948, já Jerusalém foi recuperada em 1967, já foi declarada capital eterna de Israel em 1980, mas ainda não pode restabelecer o exercício do culto porque não há o templo; assim se Daniel disser que o contínuo sacrifício seria tirado e estabelecida a abominação desoladora, quer dizer que o templo teria que ser restaurado. De fato, as informações que temos é que virtualmente está já pré-construído; têm todos os elementos, e o que estão esperando é o momento de armá-lo. Não só têm os elementos materiais, mas também há escolas sacerdotais onde há pessoas já treinadas para exercer outra vez o ministério aarônico; de modo que esta passagem de Apocalipse 11 nos dá a entender também que esse templo foi restaurado para que pudesse ser profanado pelo anticristo.

RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE JERUSALÉM

“1 Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram;
2 mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; (este “não o meças” quer dizer que a primeira medida era de proteção; entretanto, há um questionamento que fazer. Jesus disse: “Quando virem no lugar santo a abominação desoladora de que falou o profeta Daniel, posta onde não deve estar [que lê, entenda], então os que estejam na Judéia fujam aos Montes”. Ele não disse: Lugar Santíssimo, mas disse: Lugar Santo; ou seja que haveria uma abominação posta ali, de maneira que aqui a parte que é entregue para ser pisada, é o átrio de fora, ou seja, o átrio dos gentios) e eles pisarão a cidade Santa quarenta e dois meses”.

Em Lucas 21:24 o Senhor Jesus disse umas palavras que Lucas registrou da seguinte maneira: “Cairão a fio de espada, (vem falando de Israel, que recusou ao Messias) e serão levados cativos para todas as nações; (é o que aconteceu com o Israel, mas agora havia dito o Senhor em outras profecias que voltaria a trazê-los para sua terra; já os trouxe, mas diz mais) e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles”. Já foi pisada no tempo de Tito, mas aqui não diz que seria uma só vez; porque às vezes, quando o Senhor profetiza, dizendo: E estabelecerá a abominação desoladora, destruirão a cidade e o santuário, a gente diz: Bom, como o disse uma vez, acontece uma só vez; mas aconteceram várias vezes; assim quando Ele diz: “Jerusalém será pisada”, não está necessariamente dizendo que será uma só vez; Jerusalém será pisada, pode ser duas vezes, pode ser três vezes, pode ser cinco vezes. Foi com o Antíoco Epífanes, foi com o Pompeu, foi com o Tito, foi na revolução de Bar Cobcha, foi com Saladino, durante as Cruzadas várias vezes, foi ante os turcos, e foi com as próprias Nações Unidas quando a pôs como protetorado da Inglaterra; de modo que quando diz: Jerusalém será pisada, isso se cumpriu muitas vezes; claro que esta frase se diz uma vez, mas não está restringida a ser cumprida uma só vez; pode cumprir-se várias vezes. Diz ali Lucas: “e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se cumpram”; isso é quando o Senhor estabeleça seu reino, verdade?

HUMILHAÇÃO DOS JUDEUS DESCUIDADOS

Voltemos para Apocalipse 11:2; ali diz: “eles pisarão a cidade Santa”; Jerusalém será pisada pelos gentios. Em Isaías capítulo 29, há uma profecia também a respeito disto; ali aparece o nome de Ariel, porque a palavra Ariel significa: Leão de Deus. Se vocês virem o escudo de Jerusalém, tem um leão e duas oliveiras; é o leão da tribo de Judá, a cidade de Davi. Então por isso a Jerusalém lhe chamava Ariel, a cidade do leão de Deus. Então diz Isaías capítulo 29: “1 Ai de Ariel, da cidade de Ariel, em que Davi assentou o seu arraial! Acrescentai ano a ano, e sucedam-se as festas. 2 Contudo, porei a Ariel em aperto, e haverá pranto e tristeza; e ela será para mim como Ariel. 3 Porque te cercarei com o meu arraial, e te sitiarei com baluartes, e levantarei trincheiras contra ti. 4 Então, serás abatida, falarás de debaixo da terra, e a tua fala desde o pó sairá fraca, e será a tua voz debaixo da terra como a de um feiticeiro, e a tua fala assobiará desde o pó. 5 E a multidão dos teus inimigos será como o pó miúdo, e a multidão dos tiranos, como a pragana que passa; em um momento repentino, isso acontecerá. 6 Do SENHOR dos Exércitos serás visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído, e com tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor”. Assim que o Senhor profetizou realmente um assédio; não um, profetizou assédio terrível contra Jerusalém. É o mesmo que diz Daniel no capítulo 12.

A GRANDE TRIBULAÇÃO EM DANIEL

No capítulo 12, Daniel, já terminando sua profecia no 12, revela-nos algo em relação a isto. Leiamos do 11:31, que é onde se descreve em Daniel a grande tribulação. Em Daniel, a grande tribulação é descrita desde 11:31 até terminar Daniel 12; tudo isso descreve a grande tribulação; e como esse é o contexto do que estamos lendo aqui, diz: “31 Dele sairão forças (do anticristo; deste rei maligno que se vinha descrevendo antes) que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora”. “Profanarão o santuário”; quer dizer que o santuário estaria restaurado; “e a fortaleza”, e o contínuo sacrifício que se celebrava estaria funcionando. Então isso, diz, será profanado. Logo segue falando em todos esses versos deste anticristo, e retomamos a exegese no verso 36: “36 Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus”.

Aqui continua falando do anticristo; segue falando de como vão se juntar os exércitos; porque recordem que estamos na sexta trombeta. Ali na primeira parte da sexta trombeta, vimos essas nações, vimos esses exércitos, verdade? Isto continua neste ambiente aqui.

EXÉRCITOS GENTIOS CONTRA JERUSALÉM

Então diz aqui no versículo 39, falando desse anticristo: “39 Com o auxílio de um deus estranho (este deus estranho é Lúcifer, porque é o dragão o que dá poder à besta; esse é o deus estranho deste reino soberbo, que é o anticristo) agirá contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem, multiplicar-lhes-á a honra, e fá-los-á reinar sobre muitos, e lhes repartirá a terra por prêmio.40 No tempo do fim, o rei do Sul lutará com ele; (é o mundo muçulmano que se levanta contra o Ocidente chamado cristão, mas que realmente é anticristão) e o rei do Norte (é a Rússia e seus aliados) arremeterá contra ele com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará”. Aí é quando começam a confluir os exércitos; já confluem os exércitos ocidentais do anticristo, confluem para Jerusalém os exércitos muçulmanos, confluem os exércitos da Rússia e os aliados, e também menciona os do oriente, ou seja, os que víamos na sexta trombeta, que aparecem mencionados um Pouquinho mais adiante; e vamos ver também a confluência dos exércitos do oriente; ou seja, todos vêm para o Israel; começarão a vir contra Israel e Jerusalém será destruída; quer dizer, haverá terríveis coisas ali.

Então diz o verso 41: “41 Entrará também na terra gloriosa, (aí está, onde era que estavam os dois profetas? Estavam em Jerusalém; ou seja, que este personagem entrará na terra gloriosa) e muitos sucumbirão; (e diz quais escaparão de sua mão) mas do seu poder escaparão estes: Edom, e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom. (O que corresponde a Jordânia, a parte da Transjordânia, o que hoje é o país da Jordânia) 42 Estenderá a mão também contra as terras, e a terra do Egito não escapará. 43 Apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; os líbios e os etíopes o seguirão. 44 Mas, pelos rumores do Oriente e do Norte (aí está, essa é a invasão dos exércitos dos reis do oriente que diz aquela sexta taça, verdade?) será perturbado e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos. 45 Armará as suas tendas palacianas entre os mares contra o glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. Onde armará as tendas de seu palácio? Entre os mares; um é o Mar Grande chamado hoje Mediterrâneo, e o Mar Morto; também está o Mar de Tiberíades; ou seja no puro Israel. Ali Armará as tendas de seu palácio, “entre os mares e o monte glorioso e santo”; não no monte, mas aí perto; “mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra. 1 Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, (isso é a grande tribulação, tempo de angústia para Israel, ao redor de Jerusalém, em Jerusalém e em toda a terra) qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo”. Significa que tudo isso é a descrição da dor de parto máximo para que por fim Israel receba ao Messias, com o terremoto que acontece quando são arrebatados os profetas ressuscitados; aí começam já a dar glória, aí começa a conversão de vários dos israelitas para receberem ao Senhor. Então diz aqui em Daniel 12:1: “mas, naquele tempo, será salvo o teu povo”. Fixem-se em que a liberdade é precedida por uma tremenda angústia.

A DURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Voltemos para Apocalipse 11:2, onde diz que a cidade Santa será pisada. Essa é já a parte final, esta é já a sexta trombeta; não se refere aos cumprimentos tipológicos anteriores, a não ser ao cumprimento final; a cidade Santa será pisada quarenta e dois meses, e no verso seguinte diz: “3 Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco” é o mesmo que quarenta e dois meses.

Há sete versículos que expressam isto com palavras semelhantes ou
diferentes, mas se referem ao mesmo. Vamos à primeira menção deste período de quarenta e dois meses; é o mesmo que mil duzentos e sessenta dias; é o mesmo que tempo, que é um ano, tempos, dois anos, e a metade de um tempo, três anos e meio; é o mesmo que a segunda metade da semana setenta de Daniel; referem-se ao mesmo período.

Então vamos ver em Daniel 7:25, quando aparece pela primeira vez este período mencionado. “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo”. Em Daniel 9, onde está a profecia das setenta semanas, essa palavra semanas não se refere a semanas de dias; a palavra em hebraico é shabua, que se traduz em português septenário: não são sete dias, a não ser sete anos, é um septenário.

Então diz Daniel 9:26: “26 Depois das sessenta e duas semanas (já levavam as sete primeiras, logo essas sessenta e duas, já são sessenta e nove semanas das setenta profetizadas para Israel e Jerusalém) será morto o Ungido e já não estará; (porque ele morreu foi por nós) e o povo de um príncipe que há de vir (Roma) destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim (significa que Roma continua) será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas (aqui temos a série de guerras que houve desde Cristo até hoje). 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana...” É já a última, porque eram setenta, já vão sete primeiras, sessenta e duas depois, já são 69; falta uma, mas essa semana é depois do parêntese do versículo 26, porque a semana 69 termina com a morte do Messias.

Depois das 62 semanas com 7 que levava, são 69. “26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido”. Aí morre o Messias; o Messias morre quando se completa a semana 69; as sete primeiras e estas sessenta e duas depois; e logo o versículo 27 descreve a semana 70; mas o versículo 26 nos diz o que acontece a morte do Messias e o começo da semana número 70; esse período é a história do tempo dos gentios com predomínio de Roma. “e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana (esta é a semana setenta) na metade da semana, fará cessar (é uma semana de anos, é um septenário, não são sete dias, a não ser sete anos; a palavra é shabúa, traduz-se septenario) o sacrifício e a oferta de manjares”. Significa que o sacrifício e a oferenda estavam oferecendo-se, mas é feito cessar na metade da semana. Até aí Israel tinha sido admitido em sua religião, em sua particularidade, mas a partir daqui este anticristo quer ser o governante, e quer ser o deus de to’das as religiões; então já não permite mais que o Israel mantenha sua particularidade, nem os cristãos a sua.

SINAL DO INÍCIO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Então diz que o anticristo “fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares (durante a segunda metade da semana setenta, no último septenário, ou seja, três anos e meio; a metade da semana de sete, é três e meio) sobre a asa das abominações virá o assolador, (já é o período do anticristo mesmo em sua ferocidade) até que a destruição, que está determinada, (quando se derramarem as sete taças da ira) se derrame sobre ele”. As taças da ira são as que concluem a grande tribulação para julgar ao anticristo. Essa é a segunda menção desse período da metade de um septenário, três anos e meio.

É mencionado também em Daniel 12:7, quando aquele anjo que mencionamos na vez passada jurou que já não seria mais o tempo; quer dizer, no tempo do fim, pois o fim chega com esses três anos e meio da grande tribulação. “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, (um tempo é um ano) dois tempos, (já é plural, são dois) e metade de um tempo (três anos e meio). E quando se acabar a dispersão do poder do povo santo, (por isso os israelitas têm que voltar para sua terra e os cristãos têm que estar na unidade do corpo de Cristo) todas estas coisas serão cumpridas”. Cumprir-se-ão quando? Nos três anos e meio finais; será por tempo, tempos e a metade de um tempo; aí está em outra linguagem a mesma coisa que a metade final do septenário da profecia de Daniel.

De maneira, pois, que é este mesmo tempo o que aparece aqui em Apocalipse 11:2-3: “por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa. 3 Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco”. Em Apocalipse 12:14 também se fala do mesmo. “e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”.

Significa que este remanescente será guardado durante estes 42 meses, que é tempo, tempos e a metade de um tempo. Em Apocalipse 13:5 diz que a este anticristo lhe deu boca e falava grandes coisas e blasfêmias, e lhe deu autoridade para atuar quarenta e dois meses.

Então temos a citação de Daniel 7, Daniel 9, Daniel 12, as duas de Apocalipse 11, a de Apocalipse 12 e a de Apocalipse 13; sete menções; no 11 há duas menções; ou seja, são realmente sete menções deste período da grande tribulação.

IDENTIFICAMOS AS DUAS TESTEMUNHAS

Voltemos para Apocalipse 11:3: Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco”. O pano de saco na Bíblia tem um significado; há muitos versos que nos falam do pano de saco, mas que agora não teríamos tempo de ler; assim somente os vou ditar; os que os puderem copiar depois revisem para que façam o seguimento do que significa o pano de saco; significa luto, significa humilhação, significa tribulação. Tomem nota dos seguintes versículos: Jó 16:15; Gênese 37:34; 2 Samuel 3:31; 21:10; 2 Reis 6:30; Jeremias 4:8; 48:37; 49:3, Jonas 3:5; Mateus 11:21, e uma série de Salmos: Salmo 30:11; 35:13; Amós 8:10; Isaías 3:24; 15:3. Isto para resumir os versículos onde se fala do pano de saco de cilício. Se você tomar todos esses versos, entenderá o que significa o pano de saco; então estes dois profetas estarão vestidos de pano de saco. O pano de saco era o luto; ou seja, estarão vestidos de negro, quer dizer, estarão mostrando que Deus tinha razão e que esse é o tempo do julgamento.

Notem que aqui lhes chama “minhas duas testemunhas”. Deus havia dito que por boca de duas ou três testemunhas tem que constar toda palavra. Agora ao final Deus vai estabelecer estas duas testemunhas; estas duas testemunhas vão fazer os milagres que se diz na Bíblia que foram feitos por outros profetas. Por exemplo, Moisés castigou com pragas; eles vão realizar as mesmas pragas que fez Moisés. Elias também fez certos milagres, fechou o céu por três anos e meio; eles também fecharão o céu durante os dias de sua profecia; quer dizer que a pessoa incrédula que não acreditava nos milagres estará vendo estes profetas que falam as mesmas palavras do Antigo e do Novo Testamento, as mesmas palavra da Bíblia, os mesmos milagres acontecendo, inclusive quando os matarem. O Senhor ressuscitou ao terceiro dia e Lázaro já estava podre ao quarto dia; o Senhor disse que eles não o fariam ao terceiro, nem ao quarto, a não ser aos três e meio; ou seja, quando estavam a ponto de começar a apodrecer, quando já os outros haviam dito: olhem já são três dias, diz que Jesus ressuscitou ao terceiro dia, e eles não ressuscitaram; e aos três dias e meio ressuscitam às vistas de todos; como quem diz: vocês não acreditam na ressurreição, pois olhem; e isso até por televisão; porque aqui está profetizada a televisão; porque diz que em todas as nações o verão. Logo não acreditavam na ascensão? Pois vejam; foram arrebatados diante de todo mundo e o viram todas as pessoas. Antes de destruir realmente com as pragas finais, Deus dá testemunho muito claro. Olhem os mesmos milagres que fizeram antes; vocês que não acreditam em milagres, pois os estão vendo; que não acreditavam na ressurreição, estão vendo; que não acreditavam na ascensão nem no arrebatamento, estão vendo, Com isso Deus está dando todo o testemunho necessário para que ninguém fique sem desculpa. É uma coisa do amor de Deus. Graças a Deus, porque alguns depois disso deram glória a Deus.

AS DUAS OLIVEIRAS

Agora diz no verso 4: “São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra”. É interessante que aqui estas duas testemunhas são descritas como duas oliveiras e como dois candeeiros; ou seja que o testemunho deles é o mesmo testemunho da Bíblia, é o testemunho do Antigo e do Novo Testamento. As duas oliveiras aparecem mencionadas pela primeira vez em Zacarias capítulo 4; ali se refere naquela ocasião ao reino e ao sacerdócio; o reino representado em Zorobabel, e o sacerdócio representado em Josué filho do Josadaque, que eram as duas testemunhas.

Em Zacarias capítulo 4 há uma visão daquele candeeiro, que nesse tempo representa a incorporação do Senhor em Seu povo Israel; naquele tempo o candeeiro era Israel. Hoje em dia o candeeiro é a Igreja; ou seja, a Igreja representada na terra, em cada localidade. Em Zacarias capítulo 4, vocês vêem a visão. Diz no versículo 3 que junto ao candeeiro estavam as duas oliveiras. “3 Junto a este, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda”. Logo quando perguntou ao anjo o que é isto? respondeu-lhe: Não sabe o que isto? Então começou a lhe explicar: “6 Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, que diz: Não com exército, nem com força, a não ser com meu Espírito, há dito Senhor dos exércitos”.

Deus vai estabelecer Sua casa, que era o trabalho de Zorobabel, e por isso aparece o candeeiro, e junto a ele as duas oliveiras. Saltamo-nos um Pouquinho relativo a Zorobabel, e mais adiante, no verso 11 diz: “11 Prossegui e lhe perguntei: que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do candelabro?12 Tornando a falar-lhe, perguntei:...” Notem que primeiro perguntou pelas oliveiras em geral, mas logo precisou a pergunta aos ramos de oliveiras, ou filhos de oliveiras, que se pode traduzir também. “12 Tornando a falar-lhe, perguntei: que são aqueles dois raminhos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite dourado?” Este é o testemunho de Deus; o azeite como ouro é o Espírito, verdade? “13 Ele me respondeu: Não sabes que é isto? Eu disse: não, meu senhor. 14 Então, ele disse: São os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra”.

AS DUAS TESTEMUNHAS DE DEUS

Também em Apocalipse diz do Senhor, que são pessoas que vivem na presença de Deus. Naquele tempo a figura era Zorobabel, que era o ungido para o reino, e Josué filho do Josadaque o ungido para o sacerdócio; mas agora resulta que em Romanos 11 aparece uma oliveira representando a Israel, que é a oliveira natural, e a oliveira enxertada na oliveira natural, que é a Igreja. Então vemos que essas oliveiras representam também a essas duas testemunhas no sentido geral que tem o Senhor, que foram Seu povo Israel, testemunha de Deus, e a Igreja cristã, também testemunha de Deus; quer dizer que os dois profetas homens terão o testemunho que deu Israel, e que deu a Igreja.

O testemunho da Bíblia, do Antigo e do Novo Testamento, que sustentou em parte o Israel e em parte a Igreja; será o testemunho destes dois profetas finais. Por isso o Senhor não disse que somente eram profetas, mas sim os comparou com duas oliveiras, e os comparou com os dois candeeiros. Significa que o Senhor diz a Israel: vocês são minhas testemunhas. As demais nações eram politeístas, animistas; mas Israel é a nação testemunha de que Deus é Deus, que há um só Deus; e agora Deus diz a Sua Igreja: vós também dareis testemunho; agora a Igreja também é testemunho de Deus.

Na terra Deus deu testemunho por Israel e pela Igreja, e esse testemunho vai ser confirmado por estes dois profetas; não será um testemunho distinto, não será outra Bíblia; é a mesma palavra de Deus, mas então confirmada, fazendo os mesmos milagres e anunciando as coisas finais. Em Romanos 11 aparece a menção destas duas oliveiras; a respeito disso lemos em Romanos 11:16: “16 E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão. 17 Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, (estas oliveiras bravas se referem a que os gentios receberam a Cristo) foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira,, (esta outra oliveira é Israel, verdade?) 18 não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti.19 Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. 20 Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme. 21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará. 22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
23 Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo. 24 Pois, se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava, (ou seja os gentio) e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira, (esse era Israel, porque nesse tempo Israel era o que tinha o monoteísmo; as nações eram completamente pagãs) quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!” Significa que Israel ao fim receberá ao Senhor.

Então aqui estas duas oliveiras se referem a Israel e à Igreja; por isso quando diz em Apocalipse 11:4: “São estas as duas oliveiras, (o reino sacerdotal) e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra”, quer dizer que o testemunho destes dois profetas, porque são duas pessoas, será o testemunho da Igreja e de Israel; ou seja, o testemunho da Bíblia.

COM O PODER DE MOISÉS E DE ELIAS

Contínua o verso 5: “Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca”. Este fogo, que tipo de fogo é? Vamos ver em Jeremias 5:14, onde nos dá uma expressão para poder entender esta daqui de Apocalipse; ali diz da seguinte maneira: “Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus dos Exércitos: Visto que proferiram eles tais palavras, (qual foi a palavra que disseram? que Deus não fará nenhum mal, que não há palavra de Deus nos profetas, a não ser) eis que converterei em fogo as minhas palavras na tua boca (na de Jeremias) e a este povo, em lenha, e eles serão consumidos”. Este fogo é, pois, o fogo santo do Espírito, o fogo da palavra de Deus.

Apocalipse 11:5: “Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos (quer dizer que durante o tempo que estão dando seu testemunho, enquanto não terminem seu testemunho, ninguém pode tocá-los nem lhes fazer dano) sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer”.

Por exemplo, estão eles pregando na praça e há um franco-atirador que vai disparar neles, pois disparam ao franco-atirador; se alguém preparou a forca para eles, enforcam-no a esse alguém; se alguém lhes puser uma bomba, explodirá por bomba; ou seja, o que quiserem lhe fazer a eles, acontece-lhe a mesma coisa que queira fazê-lo; algo que as pessoas tentem fazer contra estas duas testemunhas, lhes vai acontecer o mesmo. “e se alguém lhes quiser fazer dano, é assim que ele deve ser morto.6 Estes têm o poder de fechar o céu, para que não caia chuva, (o mesmo que fez Elias, mas estes são os dois, já não é somente um) durante os dias da sua profecia; e têm poder de converter as águas em sangue, e de ferir a terra com toda a sorte de pragas todas as vezes que o quiserem”. O mesmo que fez Moisés. Por isso algumas pessoas dizem que será o próprio Elias e o próprio Moisés; outros dizem que serão Elias e Enoque, mas aqui não está dizendo que seja Elias.

Quando se profetizou a respeito de Elias em Malaquias, que o recolhe também o Eclesiástico, entretanto, não foi à própria pessoa de Elias, mas sim foi João o Batista; ou seja que João o Batista veio no espírito e poder de Elias; quer dizer, um ministério semelhante ao de Elias. João o Batista foi realmente Elias quanto ao ministério, mas não quanto à pessoa. Quando disseram a ele: Você é Elias? Ele respondeu: Não sou; porque ele era a pessoa de João, não a pessoa de Elias o tesbita; mas sim veio no poder de Elias.

TERÃO MINISTÉRIO SEMELHANTE AOS DE MOISÉS E ELIAS

Jesus disse: “Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram”. Assim é que estes dois profetas terão os dois juntos o ministério que tiveram Elias e Moisés; não que sejam Elias e Moisés. Aqui não diz que sejam Elias e Moisés; porque Elias fechou o céu, mas aqui os dois o fecharão; Moisés converteu a água em sangue, aqui os dois farão os milagres que fizeram estes dois grandes profetas do Antigo Testamento: Moisés, que representa a lei, e Elias, que representa os profetas; estes dois homens farão estas coisas. Eu não digo que seja o mesmo Elias, nem digo que esse é o mesmo Moisés, porque aqui não o diz; mas seu ministério é semelhante, como o ministério do João o Batista foi semelhante ao ministério de Elias. Agora, se forem, bons, podem sê-lo também, mas não necessariamente o restringe o texto; isso o deixa aberto; podem ser quaisquer dois homens de Deus que cumpram estes requisitos.

“Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem; (o que fez Elias, mas agora são os dois) e têm poder (os dois) também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem.
7 Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar...”, ao final dos três anos e meio; por isso a besta tem 1290 dias, como o diz em Daniel. Até quando durará a abominação desoladora? 1290 dias; mas quando terminarem 1260 dias, ou seja, quando estes terminarem seu testemunho, a besta os mata, e ficam 30 dias à besta, e depois 45 dias; como o diz Daniel, para um total de 1335 dias. Então termina a grande tribulação, logo vem a destruição da besta e o estabelecimento do reino dos céus; são três anos e meio, mas depois há um mês mais e logo 45 dias, quer dizer: 1335; 1260, 1290, mais 45; então quando terminam seu testemunho é quando os mata a besta.

“7 Quando tiverem, então, concluído o testemunho, (quanto profetizarão?, 1260 dias, três anos e meio) que devem dar, a besta que surge do abismo (o anticristo) pelejará contra elas, e as vencerá, e matará”. Não diz só que os matará, mas sim os vencerá; parece que tal será a classe de mentira deste personagem que pretende fazer-se Deus, utilizando toda a alta crítica contra a Bíblia certamente, usando religiões comparadas, usando parapsicologia, que deixará às pessoas calada; como quem diz: não haverá nada mais que dizer.

PODE SER QUE SEJAM CRUCIFICADOS

Também diz em Apocalipse 13:7 que o anticristo vencerá aos Santos. Os Santos já testificaram e creram no Senhor, mas para esse então os argumentos dos outros serão tão poderosos, que as pessoas crerão neles e não no Senhor; os outros simplesmente morrem.

O anticristo “pelejará contra elas, e as vencerá, e matará”. Não são a mesma coisa; são duas coisas “8 e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado”. Onde foi crucificado o Senhor? Em Jerusalém. Agora, o irmão Watchman Nee põe atenção a esta palavra “também”; não diz somente: onde nosso Senhor foi crucificado, a não ser “onde também nosso Senhor foi crucificado”. Nee diz que possivelmente estes dois profetas serão também crucificados, porque não diz somente onde nosso Senhor foi crucificado, a não ser “onde também nosso Senhor foi crucificado”; de maneira que ele entende que possivelmente crucifiquem a eles em Jerusalém. Jesus disse que não há profeta que não morra em Jerusalém.

“9 Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações (aqui está a profecia da televisão; porque não diz os de Jerusalém, os que estão na praça, a não ser os dos povos, tribos, línguas e nações) contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados”. A qualquer homem que morra dá Santa sepultura, mas a estes não; com estes querem gozar-se vendo seus cadáveres, três dias e meio.

“10 Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a terra”; porque eles diziam uma palavra e se cumpria; então imaginem.

Arrependam-se, ou se não, terremoto; arrependam-se, ou se não, gafanhoto; ou seja, estavam atormentados. “11 Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés”. Diz a Palavra que os vivos não precederão aos mortos na vinda do Senhor, e essa é a primeira ressurreição, a ressurreição para incorrupção que é o arrebatamento da Igreja; mas aqui pode ser como Elias foi arrebatado ao céu em seu corpo natural, Enoque foi arrebatado em seu corpo natural, Lázaro também ressuscitou, muitos ressuscitaram; isso quer dizer que esta ressurreição e arrebatamento destes profetas não anula a qualidade de primeira ressurreição já para glória dos Santos; podem ter ressuscitado e Deus pode fazer o que for. Fez-se com o Enoque, se o fez com Elias, pode-o fazer com estes dois; de fato isso diz: “depois de três dias e meio entrou neles o espírito de vida enviado Por Deus, e se levantaram sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram”. Os que estavam vendo o programa ao vivo e direto, assim como quando há uma guerra, todo o dia é anunciado; imaginem, todo mundo pendente.

“as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui.(não diz que só os dois profetas ouviram, não; a gente também) E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram”. O que este dizia, que Jesus Cristo tinha subido em uma nuvem, também estes; que ressuscitou, também estes; ou seja que, irmãos, Deus dá um testemunho tão claro que se já depois disto não acreditam, fica a última trombeta; aqui se acaba o segundo ai; depois já não há nada que fazer.

“13 Naquela hora, houve grande terremoto, (esse terremoto é local; refere-se à cidade de Jerusalém) e ruiu a décima parte da cidade, (tem que ter sido um terremoto muito grande; a metade da cidade da Armênia se derrubou) e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas; (o original grego diz: nomes de homens; não diz só em número, diz pessoas com nome; quer dizer, que os sete mil que morreram, é como dizer, os grandes; aqui diz homens; o grego diz: nomes de homens ou homens com nomes; ou seja, personagens importantes; imaginem se aqui o anticristo faz isto em Jerusalém, e diz que transladaria a tenda de seus palácios até lá, então quantos estarão da classe alta com o anticristo? Todos seus comparsas, verdade?) ao passo que as outras (aleluia!) ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu”. Possivelmente aqui começa a conversão dos judeus, aqui começa, porque estão em Jerusalém. “Deram glória ao Deus do céu”; aqui começam já a acreditar. Aleluia! Glorifica ao Senhor! Já começam a reagir.

“14 Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai.” Essa é já a sétima trombeta. Então vamos parar aqui, irmãos.

43. O Anjo do Pacto e o Livro Aberto

Aproximação ao Apocalipse (43)

O ANJO DO PACTO E O LIVRO ABERTO



“E Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo”. Apocalipse 10:1.

LOCALIZAÇÃO DAS PERÍCOPAS

Vamos continuar estudando o livro do Apocalipse. A sexta trombeta, que é o segundo ai, vai do capítulo 9 versículo 13 até o capítulo 11 versículo 14; ou seja que a perícopa é o segundo ai. O segundo ai abrange do versículo 13 aos 21 do capítulo 9, abrange todo o capítulo 10 e o capítulo 11 do versículo 1 até o 14. No verso 14 diz: “Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai”. O primeiro ai vai do 9:1 aos 9:12, aí está uma perícopa; o primeiro ai é uma perícopa, é uma numeração natural, é uma divisão natural; a segunda divisão é o segundo ai. O segundo ai vai do 9:13 até o 11:14 onde diz: “Passou o segundo ai”. Este capítulo 10 que vamos considerar hoje está localizado no contexto do segundo ai, que é o contexto da sexta trombeta. A sexta trombeta é o início do Armagedom; a culminação do Armagedom se dá na sétima trombeta, mas o início já se dá na sexta, portanto, esta profecia que vamos estudar hoje se dá no contexto da grande tribulação, no contexto da sexta trombeta, no contexto do segundo ai. É nesse contexto quando aparece uma promessa juramentada de parte do Senhor a respeito de que o tempo não seria mais; como quem diz, estamos na sexta trombeta e os anúncios que o próximo passo é a terminação de tudo. Quando o sétimo anjo começar a tocar a trombeta, o mistério se consumará; não havia lugar mais apropriado para fazer essa proclamação que aqui na sexta trombeta anunciando precisamente o fim na sétima trombeta. Então queria dizer isto para que nos localizemos no contexto desta passagem. Alguns irmãos o chamaram parêntese porque põem muita atenção à numeração externa à Bíblia que são os capítulos e os versículos; mas a divisão natural é as perícopas. O primeiro ai é uma perícopa, o segundo ai é outra perícopa; cada trombeta é uma perícopa, então esta perícopa do segundo ai inclui o capítulo 10 que vamos considerar agora.

COMENTÁRIO DE CRÍTICA TEXTUAL

Primeiro vamos fazer uma leitura da passagem, fazendo como estamos acostumados a fazer o comentário de crítica textual; ou seja, revisamos cuidadosamente esta tradução comparada com os manuscritos mais antigos, com as edições críticas, e queremos aproximar dos irmãos à versão mais próxima ao original; por isso faço sempre antes da exegese este comentário de crítica textual. Comecemos do 10:1 de Apocalipse; ali começa outra vez com a palavra grega “kai”, ou seja com a letra “e” que aqui faz falta: “1E vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo”. Esta tradução está realmente próxima ao original; há alguns manuscritos, poucos e tardios, que omitem a palavra “outro” onde diz “outro anjo”; alguns manuscritos não têm a palavra “outro”, nem a palavra “o”, “com o arco íris”; a palavra “outro” e a palavra “o” é omitida em alguns poucos manuscritos, quase todos tardios; mas na maioria dos manuscritos está como está nesta tradução. Quando diz “o arco íris”, realmente no grego é somente “a íris”, mas incluíram a palavra “arco” no entendimento.

O verso 2 começa também com a “e”: “2 e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra,
3 e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os, (aqui aparece de maneira definida o artigo “os”) sete trovões as suas próprias vozes”. Não diz somente: “sete trovões”. O códice 1, que é tardio, no qual se apóia o Textus Receptus, de onde se traduziu Reina-valera, não tem este artigo; mas outros códices, os mais antigos, a maioria o têm. Então quando diz: “quando bradou, desferiram”, terá que lhe acrescentar o artigo “os”; quer dizer, são sete trovões que João os tinha bem definidos, não são qualquer trovão, são aqueles específicos, “os sete trovões as suas próprias vozes”. ( Nas versões RA e RC existe o artigo “ os”)

O verso 4 começa também com a “e” que falta nesta tradução de Reina-valera de 1960: “4 E Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas 5 Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita...”; a palavra “direita” aparece na maioria dos manuscritos; aí falta a palavra “direita” nesta tradução; “levantou a mão direita para o céu 6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora”. A alguns manuscritos os falta a frase “e o mar e as coisas que estão nele”; a maioria e os mais antigos contêm essa frase, mas como a terminação é muito semelhante, pode ser que alguns escribas ao dizer: “a terra e as coisas que estão nela, e o mar e as coisas que estão nele,” pensassem que já tinham escrito a frase, e por isso a alguns manuscritos os falta essa frase: “e o mar e as coisas que estão nele”; não é a todos os manuscritos nem aos mais antigos; ou seja, esta versão inclui esse versículo que devemos incluir.

“7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver...”; aqui a palavra “estiver” se traduz mais exatamente: “quando ele vá tocar a trombeta, o mistério de Deus se consumou, como ele anunciou a seus próprios servos os profetas”. Aqui não é simplesmente “seus servos”, mas sim está enfatizado: “seus próprios servos os profetas.” Alguns manuscritos dizem: “seus servos e os profetas”, mas os mais antigos e a maioria também o dizem como diz aqui: “seus próprios servos os profetas”; são as mesmas pessoas; não uns os servos e outros os profetas, a não ser seus “próprios servos os profetas”; são as mesmas pessoas.

“8 A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro”; no grego já não o diz em diminutivo, bibliariyon, livrinho, a não ser normal: biblion, livro. Aqui no verso 8 nos diz o grego: “livro”: “Vai e tomada o livro”; mas claro, os tradutores, como nas outras partes dizia: “livrinho”, puseram aqui um livrinho também, mas o grego diz “livro”. Em Apocalipse temos que ser muito suscetíveis com isto porque diz que o que lhe tirar ou lhe adicionar, terá problemas, por isso temos que ir minuciosamente ao original grego: “8 Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.9 Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. (Agora sim “livrinho”, bibliariyon) Ele, então, me falou: Toma isso” não somente “come-o”, porque a palavra “comer” é uma palavra mais suave que a palavra “comer inteiro” ou seja “tragar”: “Toma, e coma isso devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. 10 Tomei o livrinho”. Aqui os manuscritos diferem; uns dizem: “livrinho” e outros dizem: “livro”, mas a maioria diz: “livrinho”, então deixemos o “livrinho”. “10 Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo”.

No versículo 11, à primeira frase terá que lhe fazer uma modificação, porque aqui aparece em singular, mas em grego o verbo está em plural; não diz: “ ele me disse”, a não ser “me disseram”; ou seja, quem fala é a voz do céu com o anjo que está falando; não fala em singular, o verbo é plural: “11 Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”. Aqui em vez de dizer: tribos, disse: reis. Quase sempre diz: povos, nações, línguas e tribos; aqui disse: povos, nações, línguas e reis, porque as profecias próximas incluem reis como as anteriores. Então, irmãos, este é o comentário de crítica textual; agora sim vamos à exegese dos versos e voltemos sobre nossos passos.

EXEGESE DA PALAVRA ANJO

Neste contexto da sexta trombeta e o segundo ai diz: “E vi outro anjo forte descendo do céu”; aqui há algo a se aprender, aqui aparece a palavra “anjo”; temos que ter em conta que a palavra “anjo” é um substantivo não de natureza, mas sim de ofício; ou seja “anjo” significa o oficio de mensageiro; não se refere à natureza Angélica dos anjos celestiais, a não ser ao ofício de mensageiro. A palavra anjo pode se aplicar à pessoa divina do Verbo de Deus, porque Ele é mensageiro, embora Ele não é um anjo criado; o Senhor Jesus não é criado, o verbo de Deus não é criado, mas na Bíblia lhe chama “o anjo de sua face” como vamos ver em uns versos. Então a palavra “anjo” é uma palavra que designa um ofício; às vezes aplica-se aos homens. Se você for ao original grego, quando o Senhor mandou aos apóstolos, diz: “E enviou mensageiros (anjos) diante dele... (aos samaritanos)”, esses apóstolos enviados são chamados anjos também na Bíblia; ou seja que a palavra “anjo” não se refere somente a pessoas celestiais, a não ser a mensageiros; é um nome que denota o ofício de mensageiro. Pode aplicar-se a homens, ou pode aplicar-se a anjos, arcanjos, a serafins, a querubins; pode aplicar-se ao próprio Filho de Deus; de fato se aplica ao Filho de Deus. Temos que ter em conta estas amplas aplicações à palavra “anjo” para poder interpretar um pouquinho este versículo. Anjos se aplica a homens em Jó 1:14; 1 Sm. 11:3; Ag. 1:13; Ml. 2:7; 3:1; MT. 11:10; Mc. 1:2; Lc. 7:24; 9:52; Gl. 4:14.

O ANJO DE YAHVEH

Vamos ver uns versículos onde aparece a palavra “anjo” referida ao próprio Deus, ou seja ao Filho de Deus, ao Verbo de Deus, que não é um anjo criado, mas sim é o Criador. O Pai criou por meio do Filho, entretanto, lhe chama “anjo”. Vamos ver uns versículos, por exemplo, no livro de Êxodo. Vamos ao livro do Êxodo; no capítulo 3 de Êxodo é onde aparece com uma conotação muito clara que a palavra “anjo” não se restringe a criaturas celestiais; aplica-se a criaturas materiais e se aplica ao próprio Filho de Deus. Êxodo 3:1: “1 Apacentando Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. 2 Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. 3 Então, disse consigo mesmo: (aqui aparece tudo o que vinham dizendo Moisés e Deus, então Deus disse) 5 Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai”. Notem como fala o Anjo do Senhor; este não é um anjo criado, se dão conta? Esta é uma teofania de Deus, uma manifestação visível de Deus nas aparições do Antigo Testamento; isso é o que quer dizer “teofania”, uma aparição de Deus; sempre que Deus aparecia não se aparecia em toda sua glória, mas sim de maneira limitada; mas o que apareceu a Moisés era seu Verbo, seu Filho; por isso diz aqui: “Eu sou o Deus de seu pai, Deus do Abraão”. Um anjo criado não pode dizer: “Eu sou Deus”, mas o Anjo do Senhor, que apareceu na sarça, como é o Filho, o Verbo antes da encarnação, Ele sim pode dizer: “Eu sou o Deus de seu pai, Deus de Abraão, Deus do Isaque, e Deus de Jacó”.

O ANJO DO SENHOR É O PRÓPRIO VERBO DE DEUS

“7 Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; 8 por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios”. Este desci, logicamente que é no aspecto econômico; no aspecto essencial Deus é onipresente, está em todas partes; mas no aspecto administrativo há um mover especial de Deus. No verso 14 diz: “14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros”; então vemos que este Eu sou se refere ao Anjo do Senhor, e deste modo diz ser o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó. Aqui diz três vezes a palavra Deus; quem o diz? O Anjo do Senhor; ou seja aqui a palavra “anjo” não é uma palavra que se restrinja a uma natureza de anjos criados, a não ser ao ofício de mensageiro que tem o Filho de Deus; o Filho é o mensageiro do Pai.

Podemos ver outros versículos também aqui em Êxodo 23:20. Deus o Pai está falando aqui com Israel por Moisés, e lhe diz: “20 Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado.21 Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não te rebeles contra ele, porque não perdoará a vossa transgressão; pois nele está o meu nome”. Vemos que o nome do Pai está no Filho; se dão conta? Meu nome está no Anjo que eu envio. Diz Paulo em 1 Coríntios 10 que este anjo se refere a Cristo. Podem ver em 1 Coríntios 10:4: “e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”; esse era o anjo que enviarei para te introduzir; “uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”. Cristo é a expressão de Deus. Deus o Pai é invisível mas o unigênito Filho, que está no seio do Pai, lhe deu a conhecer. Todas as revelações de Deus, toda vez que apareceu Deus, que apareceu a Abraão, que apareceu a Jacó, que apareceu a Jó, que apareceu a Agar, que apareceu a Moisés, e Moisés falava cara a cara com ele, era o Anjo do Senhor, ou seja, o Verbo de Deus, o Filho de Deus, não criado, gerado pelo Pai mas não criado, sem princípio; porque Deus não tem princípio. Como o Pai é Deus é também o Filho e é também o Espírito.

Vamos ver outros versículos no Malaquias; para ver a palavra “anjo” aplicada ao Senhor Jesus. Malaquias 3:1. Lembrem-se de que esta é uma profecia a respeito de João o Batista, que seria precursor do Senhor; e olhem como diz a profecia: “Eis que eu envio o meu mensageiro”; esse mensageiro é João o Batista; assim o diz: Mateus 11:10, Marcos 1:2, Lucas 1:76 e 7:27. “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim: (Quem viria atrás de João o Batista? O próprio Deus) de repente, virá ao seu templo o Senhor (por isso Ele chegou e inclusive teve que limpar o templo com açoites, verdade?) a quem vós buscais, o Anjo da Aliança”. Notem essa expressão com que se refere ao Senhor. Quem viria atrás de João? O Senhor, e quem mais? Quem é a não ser o Senhor mesmo? Outro nome Dele? O anjo do pacto; porque temos que ter em conta que o Senhor é cabeça sobre todas as coisas; cabeça da Igreja, cabeça de todo varão, mas também como diz Colossenses, cabeça de todo principado e potestade.

Por isso a Ele também se lhe dá o nome de Anjo, embora não é um anjo criado, é um mensageiro; inclusive se lhe dá o nome de arcanjo, embora não é um arcanjo criado. Quando lhe chamam arcanjo? Quando 1Tessalonicenses diz da segunda vinda do Senhor, que Ele vem com voz de comando, com voz de arcanjo e com trombeta de Deus. Por que diz que ele vem com voz de arcanjo? Porque Ele é chefe de anjos. Se houver arcanjos que são criados, quanto mais o Criador dos anjos é chefe de anjos; então ele é cabeça de todo varão, cabeça de todo principado e potestade; Ele não é somente cabeça dos homens, Ele é cabeça dos principados e potestades; Ele também governa aos anjos e também é cabeça sobre todas as coisas; Ele é Senhor em todas as famílias da terra, em todas as espécies de criaturas, amém? Estamos vendo que em Malaquias 3:1 lhe chama: “o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”.

O FILHO DÁ A CONHECER O PAI

Em Isaías 63:9 há também uma profecia similar; vamos ali; diz assim o Senhor por Isaías: “Em toda angústia deles ele foi angustiado, e o Anjo de sua face os salvou”. Assim lhe chama, “o Anjo de sua face”. Diz João 1:18 que Deus é invisível, mas que se faz conhecido através do Filho. “A Deus ninguém viu jamais; o unigênito Filho, que está no seio do Pai, lhe deu a conhecer”. E em Miquéias diz que suas saídas, ou seja, as aparições teofânicas de Deus, são as saídas do Filho antes da encarnação; suas saídas são desde o começo. Cada vez que se diz que se aparecia Deus, era uma manifestação teofânica limitada, não era Deus em toda Sua glória; a Deus ninguém viu jamais; entretanto, Moisés falava cara a cara com Ele; não que o tenha visto na plenitude de Sua glória, a não ser na revelação até onde podia suportar Moisés; ele queria ver toda a glória, e Deus diz: Moisés, “não poderá ver meu rosto; porque não me verá homem, e viverá”. Cada um que pensou ver um pouquinho, ficava como morto; e assim entenderam os pais de Sansão o assunto: agora morreremos porque vimos a Deus cara a cara. O mesmo dizia Agar: o Vivente que me vê, que lhe apareceu no poço.

O ANJO DA FACE DE DEUS

Essas aparições de Deus eram aparições teofânica, esse era o Anjo do Senhor, O Senhor mesmo revelando-se em forma limitada até onde podiam compreendê-lo; mas em Sua glória, glória plena, ninguém o viu nem o pode ver; somente quando Ele vier em Sua glória, aí se manifestará Sua glória, como diz Paulo a Tito: “Aguardando a esperança bem-aventurada e a manifestação gloriosa do grande Deus e Salvador Jesus Cristo”. Mas as aparições de Deus através de Seu Anjo como na sarça ardente a Moisés, como no tabernáculo, como nos patriarcas, como aos profetas, era uma aparição limitada, até a capacidade que os homens podiam receber. Era realmente Deus, mas oculto; por isso diz aqui: “Em toda angústia deles ele foi angustiado, e o anjo de sua face os salvou; (quem foi que salvou? O Anjo da face de Deus; ou seja, que mostra a Deus de maneira teofânica segundo as necessidades) em seu amor e em sua clemência os redimiu”. Quem os redimiu, quem é o que redimiu? O Anjo de Sua face. Estamos vendo quem se refere essa palavra “anjo de sua face”; não a uma criatura criada, a não ser a uma expressão teofânica de Deus: “e os trouxe, e os levantou todos os dias da antigüidade”. Vimos em Malaquias e em Isaías a expressão: “o Anjo de Sua face”.

Voltemos para Apocalipse 10. Estamos nos detendo na identificação deste anjo. Agora fixem-se na humildade do Senhor, o Senhor sendo em forma de Deus, diz Filipenses capítulo 2, não estimou o ser igual a Deus como coisa a que aferrar-se, mas sim tomou forma de servo, humilhou-se, tomou forma de homem, e fixem-se em que quanto a nós, o Senhor se fez homem, quanto a Seus anjos Ele é também chamado um Anjo forte, como um anjo; não é a única vez que aparece esta frase: “anjo forte”; temos que ver as outras vezes que aparece no próprio Apocalipse a frase: “anjo forte”.

Diz aqui no verso 1 de Apocalipse 10: “Vi descender do céu a outro anjo forte”; ou seja que há vários anjos fortes; entre eles, a gente é este de Apocalipse 10 que aparece como o Anjo de Sua face, mas há outros a quem lhes chama também “anjo forte”, e aqui este anjo aparece como um deles, assim como entre nós é Seu nome entre os homens, então de outro anjo forte podemos ler em outros versículos.

Vamos a Apocalipse 5:2, quando se vai abrir o livro dos sete selos. “E vi um anjo forte que apregoava a grande voz: Quem é digno de abrir o livro e desatar seus selos?” Não é Cristo; por isso diz: “outro anjo forte”; este era um anjo forte que apregoava a grande voz, ou seja, um mensageiro forte. Qual é o mais forte de todos? Cristo. “Um anjo forte que apregoava a grande voz: Quem é digno de abrir o livro e desatar seus selos?”

O ANJO FORTE

Outra expressão semelhante está em Apocalipse 18:21; ali diz: “E um anjo poderoso tomou uma pedra”; a palavra que aqui se traduz: “poderoso”, é a mesma palavra grega que nos outros versos do capítulo 5 e do capítulo 10 se traduziu “forte”, e que aqui se traduziu “poderoso”; mas é “iskhuros”, a mesma palavra grega para poderoso e forte. Este é o anjo que ata a Satanás; diz 18:21: “E um anjo forte tomou uma pedra, como uma grande pedra de moinho, e a jogou no mar, dizendo: Com o mesmo ímpeto será derrubada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada”. Irmãos, temos que ser sinceros; a mesma expressão “anjo forte” aparece aplicada àquele anjo que apregoa na abertura dos selos em Apocalipse 5:2, e aqui, no capítulo 18, aparece lançando a Babilônia; e aqui no contexto do capítulo 10, vamos ver pelo resto de coisas, que este anjo forte expressa ao Anjo mesmo do Pacto, ao Anjo de Sua face; porque olham os detalhes que diz ali no capítulo 10:1: “envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça”. O arco íris tem o significado do pacto. A primeira vez que apareceu o arco íris foi quando Deus fez pacto com toda a humanidade, dizendo: nunca mais vou trazer um dilúvio sobre a terra; cada vez que verem esse arco do pacto se lembram de minha promessa. Deus é um Deus fiel, Ele é um Deus que cumpre sua palavra; e aqui este anjo forte aparece como um anjo forte entre outros anjos fortes, porque é outro entre vários; entretanto, esta é a diferença dos outros, tem o arco íris sobre sua cabeça. No trono, o arco íris estava ao redor Dele, mas agora esse arco íris que fala da fidelidade de Deus ao pacto, aparece sobre a cabeça deste anjo como dizendo, este anjo é o Anjo do Pacto; e tem outras coisas que o assemelham a ele.

“E seu rosto era como o sol”. Quando se descreveu ao Filho do Homem glorificado aqui mesmo no capítulo 1 de Apocalipse, aparecia Seu rosto como o sol, recordam? No capítulo 1 aparece que Seu rosto era como o sol, onde estava o Senhor em meio dos candeeiros, recordam? No versículo 16 diz: “Tinha em sua mão direita sete estrelas; de sua boca saía uma espada aguda de dois fios; e seu rosto era como o sol quando resplandece em sua força”. O sol da justiça é o Senhor, e agora aparece este Anjo do Pacto, o anjo que mostra o pacto, o anjo que está coroado pelo pacto, aparece aqui no capítulo 10:1: “e seu rosto era como o sol, e seus pés como colunas de fogo”. Aqui volta a aparecer o Senhor com os pés como bronze brunido; a palavra que aqui se traduz “pés”, pode-se traduzir também “pernas”, e de fato se traduz assim “pernas” em algumas das escrituras dos poetas antigos como em Homero, como em Hesíodo; a mesma palavra que se traduz pés, pode se traduzir em sentido analógico “pernas”. Vamos ver que mais adiante aparece fazendo um juramento similarmente como no Apocalipse do Antigo Testamento que é Daniel, aparece também fazendo um juramento para o tempo do fim. Como o Antigo Testamento tem um juramento angélico, tem-no também o Novo Testamento.

UM LIVRO ABERTO

“2Y tinha em sua mão um livrinho aberto”. Agora este livro está aberto. Quando o Cordeiro começou a abrir os selos, o livro estava fechado; mas o livro fechado começou a ser aberto pelo Cordeiro a partir da ascensão; Ele ascendeu, e diz que o Filho do Homem foi levado sobre as nuvens, não vindo sobre as nuvens. Em Daniel 7 o Filho do Homem sobe sobre as nuvens; não vem sobre a terra, a não ser nas nuvens sobe e é apresentado ao trono; refere-se à ascensão; o Senhor ascendeu e foi levado por uma nuvem à presença de Deus, ao Trono; ali é onde Ele recebe toda autoridade, toda potestade lhe é dada nos céus e na terra, e ali começa a abrir o livro, ou seja, a revelar o plano de Deus para submeter todas as coisas sob a planta de Seus pés; aí começa o primeiro selo, o segundo selo, o terceiro selo, o quarto selo, o quinto selo, o sexto selo; e agora que estamos na sexta trombeta estamos no sétimo selo, porque o sétimo selo é o que termina todo o livro; mas resulta que o sétimo selo corresponde às sete trombetas e a sétima trombeta abrange as sete taças; de maneira que no sétimo selo termina toda a Bíblia. Todo o programa de Deus se termina com o sétimo selo, mas esse mesmo selo inclui as trombetas. Agora estamos na sexta trombeta, a ponto de ser tocada a sétima trombeta, que é a que consuma tudo.

Quando se toca a sétima trombeta diz: Os reinos do mundo vieram a ser do Senhor e de seu Cristo, só que a sétima trombeta dura vários dias. Por isso diz aqui no verso 7: “nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele tocar a trombeta, o mistério de Deus será consumado”. Significa que o sétimo anjo abrange vários dias e inclui várias coisas; mas com a sétima trombeta se culmina o que dizia o sétimo selo; só que a sétima trombeta diz: Sua ira chegou; e essa ira são sete taças; ou seja, as sete taças estão na sétima trombeta, e as sete trombetas estão no sétimo selo. Por isso quando vai começar a abrir o livro aparece fechado, mas agora vai proclamar que as coisas serão cumpridas; quando começar a tocar a sétima trombeta o anjo, o mistério será consumado; então o livro já não pode estar fechado, agora o livro é aberto; esse livro é o livro que completa a profecia; esse livrinho é o que diz ao João que o coma para que profetize, assim como a Ezequiel lhe disse que o coma para que profetize, e a Jeremias; ele tomou o livro, o comeu e profetizou; agora diz ao João. Agora, João, tem que comer este livrinho aberto; esse livrinho aberto é a consumação da palavra de Deus, é o resto de Apocalipse. É quando ele volta a profetizar, e então essa é a profecia que ele comeu. Para ele poder profetizar tinha que comer a revelação que culmina toda a Bíblia.

DEVE TOMAR POSSE

A Bíblia, se não tivesse Apocalipse, ficaria sem conclusão. A conclusão da Bíblia está em Apocalipse, e a conclusão de Apocalipse está neste livrinho, porque este livrinho que João come é o que ele vai profetizar daí em diante. Significa que este livrinho se refere à sétima trombeta, que inclui as sete taças, que inclui toda a conclusão do plano de Deus. Este livrinho é a revelação final. João, já tinha profetizado antes, mas tem que profetizar outra vez, e para poder profetizar tem que comer este livrinho; assim como quando Ezequiel ia profetizar se tinha que comer o livro; como quando Jeremias comeu o livro foi que profetizou; assim também João para profetizar o resto de Apocalipse tinha que comer o livrinho. Então o que é este livrinho? É o resto de Apocalipse que culmina a revelação total da Bíblia. Chama-lhe livrinho porque o livro abrange todos os selos, mas aqui é sozinho, uma parte; então tem que designar-se que não é o tudo; é o mesmo livro, por isso lhe chama também livro, mas lhe chama livrinho, porque é a última parte.

“e tinha na mão um livrinho aberto”. Agora sim é aberto, porque isto é para terminar, isto é para introduzir a sétima trombeta, que é a última, é a final. Na final trombeta é que há a ressurreição, é que há a transformação, é que há o arrebatamento; terá que receber ao Senhor, começa o Milênio, começa o dia do Senhor; então a sétima trombeta é a que culmina. Como estamos na sexta trombeta, o segundo ai, nesse contexto, Deus diz: Bom, não é mais que comece o outro e tudo é consumado; então por isso o livrinho já não está fechado; estava fechado quando ele ia começar a pregar, mas agora já estamos a ponto de concluir; portanto, é o Senhor trazendo a revelação final para introduzir o fim. Contínua dizendo: “e pôs seu pé direito sobre o mar; e o esquerdo sobre a terra”. Claro, porque a sétima trombeta o que vai dizer?: Os reinos do mundo vieram a ser do Senhor. Até antes da sétima trombeta o diabo estava sobre a terra, não tinha sido jogado ao fogo; os homens do anticristo faziam o que lhes dava a vontade; ainda durante a tribulação, durante o Armagedom haverá guerra, o anticristo estará; mas quando vier o Senhor, Ele deverá tomar posse.

Por isso aparece aqui o anjo forte pondo seus pés sobre o mar e sobre a terra; isso quer dizer, o Senhor anunciando que Ele vai tomar posse, que já Ele não vai tolerar mais; já estamos no Armagedom, bom, já não vai haver dois, três, cinqüenta Armagedons, não; este é o último, o próximo é a tomada de posse definitiva. Por isso Ele baixa para pôr os pés: um sobre o mar e outro sobre a terra. O que disse o Senhor? Todo lugar que pisar a planta de seus pés, será seu; então onde nós pomos os pés é onde tomamos posse. Agora Ele deve tomar posse. Quando anuncia que vai tomar posse? Quando vai iniciar a final trombeta, é a tomada de posse; essa é a sétima trombeta; mas claro, tem que ser anunciado primeiro. Antes que as coisas aconteçam no natural, têm que ser decretadas no espiritual. Por exemplo, em Daniel 10, tinha que cair o príncipe da Pérsia no espiritual para que caísse o príncipe da Pérsia no natural; tinha que cair o príncipe da Grécia no espiritual para que caísse o príncipe do Império Grego; assim também o Senhor tem que tomar posse espiritualmente para que então aconteça naturalmente. Aparece aqui: “pôs seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra”; como quem diz: eu devo tomar posse.

O REI RUGE COMO LEÃO

“3 e bradou em grande voz”. Antes, diz o Senhor: estive calado, mas clamarei como a que está de parto; ou seja, ao final será o clamor do Senhor, e agora isto é para o final. “3 e bradou em grande voz, como ruge um leão”. A Bíblia diz que o rugido do leão é quando toma a presa.

Vamos ver isso. Vamos olhar algumas passagens em Provérbios. Provérbios 19:12: “Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei, (ali vai introduzir a culminação do Armagedom) mas seu favor é como o orvalho sobre a erva”. Aí vão as duas coisas: para uns é favor e para outros é ira. Para os crentes é favor, para os ímpios é a ira. “Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei”. Provérbios 20:2: “Como o bramido do leão, é o terror do rei; o que lhe provoca a ira peca contra a sua própria vida”; e agora diz aqui em Apocalipse 10 versículo 3: “e clamou a grande voz, como ruge um leão”. Que leão é este? Este não é o diabo que anda como leão; ele anda como leão, mas não é leão. O verdadeiro leão é o leão da tribo do Judá, é o Senhor Jesus. Então diz: “e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram (não os outros trovões, a não ser os específicos, os finais, ou seja, os que consumam o plano de Deus) os sete trovões as suas próprias vozes”. Irmãos, a palavra do Senhor nos fala que os trovões se referem à voz de Deus; os trovões falam da voz de Deus. Vamos comprovar em vários versos.

Vamos primeiro a 1 Samuel 12:17. Diz Samuel ao Israel: “17 Não é, agora, o tempo da sega do trigo?” Durante a ceifa não troveja, porque se chover durante a ceifa se danifica a ceifa; não é normal que chova na ceifa. Então diz Samuel a Israel: “17 Não é, agora, o tempo da sega do trigo? Clamarei, pois, ao SENHOR, e dará trovões e chuva; e sabereis (para que são estes trovões e chuvas?) e vereis que é grande a vossa maldade, que tendes praticado perante o SENHOR, pedindo para vós outros um rei.” Vejamos também no capítulo 2:10. Ali está o cântico da Ana: “Os que contendem com o SENHOR são quebrantados; dos céus troveja contra eles. O SENHOR julga as extremidades da terra, dá força ao seu rei e exalta o poder do seu ungido”. Fixem-se em que quando o Senhor está a ponto de tomar o reino é que aparecem os trovões.

A VOZ DE TROVÃO DE DEUS

Vejamos outras passagens também em 1 Samuel 7:10: “Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel. (Não é isso o que vai passar ao final, quando todas as nações vierem contra Israel? o que acontecerá?) mas trovejou o SENHOR aquele dia com grande estampido sobre os filisteus e os aterrou de tal modo, que foram derrotados diante dos filhos de Israel” Estas são como figuras, como pré-anúncios, como analogias. Vejamos outra passagem também em 2 Samuel 22:14: “Trovejou o SENHOR desde os céus; o Altíssimo levantou a sua voz”. Aqui nos damos conta de que os trovões se referem à própria palavra do Senhor.

Passemos ao livro de Jó 26:14. Diz ali: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele! Mas o trovão do seu poder, quem o entenderá?” Por isso não permite a João escrever. “o trovão dos seus grandes feitos, quem o poderá entender?” Está além da compreensão humana, verdade? O Senhor tem Suas razões para que não se escreva.

Passemos a Jó 36:33: “O fragor da tempestade dá notícias a respeito dele, dele que é zeloso na sua ira contra a injustiça”. Estamos em plena tribulação ali neste capítulo da sexta trombeta, o segundo ai; aí está o iníquo, o homem de iniqüidade. Então, “O trovão declara sua indignação, e a tempestade proclama sua ira contra a iniqüidade”.

Vamos a Jó 37:4-5: “4 Depois deste (depois da luz) ruge a sua voz, troveja com o estrondo da sua majestade, e já ele não retém o relâmpago quando lhe ouvem a voz. 5 Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não compreendemos”. Está além do que podemos compreender. Jó 40:9: “Ou tens braço como Deus ou podes trovejar com a voz como ele o faz?” Então nos damos conta do que significam os trovões, verdade, irmãos?

Passemos a outras passagens. Vamos a João 12:29, quando o Senhor Jesus disse a seu Pai: Pai, glorifica seu nome, e então o Pai lhe respondeu: glorifiquei-o e o glorificarei outra vez; a primeira vez o glorificou com Cristo, a segunda vez é com a Igreja, amém?

Leiamos do 27: “27 Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. 28 Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei, (o Pai foi glorificado pelo Senhor Jesus, mas diz:) e ainda o glorificarei”. Agora é necessário que pela Igreja seja glorificado. “29 A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou”. Então vemos em que contexto é que aparecem os trovões.

O PODER DE DEUS NA TEMPESTADE

Vamos ver o Salmo 29. Todo este Salmo tem que ver com isto; podemos ler tudo de maneira rápida, porque é curto: “1 Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. 2 Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade. 3 Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas. 4 A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade. 5 A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR despedaça os cedros do Líbano. 6 Ele os faz saltar como um bezerro; o Líbano (que eram dois tremendos Montes) e o Siriom, como bois selvagens. 7 A voz do SENHOR despede chamas de fogo. 8 A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades. 9 A voz do SENHOR faz dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória!”. Por isso é que em Apocalipse 19, nas bodas do Cordeiro, diz que foi com grandes trovões, aleluia! Porque o Senhor Todo-poderoso reina.

Então diz aqui: “10 O SENHOR preside aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre. 11 O SENHOR dá força ao seu povo, o SENHOR abençoa com paz ao seu povo”.

Agora olhemos as passagens de Apocalipse onde aparecem os trovões. No capítulo 4:5, diz: “Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões”. No 6:1, diz: “Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem”. Logo no 8:5 diz: “E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto”. Trovões, e vozes, e relâmpagos, e um terremoto. E o último versículo é o que acabamos de ver ali no capítulo 10, verso 3.

TROVÕES DA SÉTIMA TAÇA

Vamos ver outros Salmos. Salmo 18:13: “Trovejou, então, o SENHOR, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo” essa é a sétima taça. O mesmo diz o Salmo 29:3, que é o que acabamos de ver acima: “Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas”. Salmo 77:17: “17 Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.18 O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza”. E por último Salmo 81:7, diz assim: “Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi”.

Lembremos-nos de que o livro dos selos estava selado por dentro e por fora também. Os selos de dentro é o conteúdo que se revela, os selos de fora é o que João selou que não escreveu: João, sela o que os sete trovões disseram; ou seja, o que está por fora; o que está por dentro é o que está revelado, mas o que está selado por fora é o que não está dentro. O que é o que está fora? Os sete trovões, porque olhem o que diz em Apocalipse 10:3: “e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes” São os trovões finais; ou seja, estes trovões é como a voz final de Deus, a revelação final, com o que se termina toda a Bíblia; ou seja, o livro aberto; mas está selado, o livro estava selado por dentro. No capítulo 5 estava selado também por fora; o que está dentro é o que está revelado, mas o que está fora é o que não está revelado.

HÁ SEGREDOS QUE O SENHOR RESERVA

Recordem que Deuteronômio 29:29 diz: as coisas reveladas são para nós; isso é o que está escrito por dentro, mas as secretas são só para o Senhor. Então aqui o Senhor não quis que João escrevesse; claro que João ouviu, Deus o revelou em particular a João, mas não permitiu que outros soubessem; assim como quando estavam na mesa do Senhor antes de morrer, a última noite, e João estava perto Dele, e o Senhor revelou algo a João que não revelou a outros.

O que foi o que perguntou João? Senhor, quem é o que vai trair-te? Isso outros não o ouviram, só João. O Senhor lhe disse: Aquele a quem eu o der o pão molhado, esse é; como a João, que era muito próximo ao Senhor, lhe revelou algo que os outros não souberam. Possivelmente o Senhor não quis nos dizer quem ia ser o anticristo, tampouco sabemos quando tem que vir o Senhor. Há segredos que o Senhor se reserva, há coisas que pertencem só a Deus. Diz a Palavra que seus julgamentos são inescrutáveis, quer dizer, que não os podemos esquadrinhar até o fundo, são insondáveis, não os podemos sondar; Sua luz é inacessível, não se pode acessar; Seu nome novo ninguém o conhecia, a não ser Ele mesmo. Há coisas que Deus reserva para si e que às vezes revela em parte para alguns de seus servos, mas lhes proíbe que digam essas coisas. Às vezes Deus atua assim, revela um pouquinho mas manda calar; há coisas que pode dizer e coisas que não pode dizer; as reveladas são para nós, as secretas são para Deus; às vezes essas secretas são reveladas um pouquinho a seus servos, mas não torna público a não ser somente privado.

Voltemos para Apocalipse 10:4: “Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever;” quer dizer que João estava escrevendo porque desde o começo Deus lhe disse: João escreve as coisas que viste, as que são e as que têm que ser depois. As coisas que viste, é a visão de Cristo glorificado; as que são, são as sete Igrejas, e as que têm que ser depois destas é toda esta revelação do futuro, verdade? Então João desde o começo recebeu várias vezes a ordem. Quando ia escrever às sete Igrejas, disse-lhe: João, escreve ao anjo da igreja em Éfeso, escreve, escreve. João escreveu; muitas vezes manda João a escrever. João escreve: Bem-aventurado daqui em diante os que morrem no Senhor; ou seja que João estava vendo e escrevendo. Agora ele ia escrever, mas não lhe permitiu escrever esta parte. Há coisas que Deus mostrou a João, somente a João. João sim ouviu e ia escrever, mas não foi permitido; assim como quando o Senhor lhe revelou quem era o traidor, só soube João, outros não souberam. Só João soube.

Aqui também o Senhor sabe quem é o traidor, o anticristo, etc. Ele sabe tudo. Contínua dizendo o verso 4: “Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas”. Por isso o livro está selado por dentro, que foi o que se abriu, e selado por fora, que é os trovões que foram selados e que ninguém sabe o que disseram; pôr-nos a especular é tolice. Se Deus selou, está selado, amém?

O TEMPO SE ACABOU

“5 Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu 6 e jurou (Ele sim pode jurar porque Ele sim pode fazer brancos ou negros os cabelos; nós não podemos jurar porque não podemos fazer branco nem negro nossos cabelos; não jurem, mas Ele sim pode jurar; O Senhor pode jurar por si mesmo) por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora”. Esta palavra tempo ( demora), é cronos, não é kairos; ou seja, é o tempo normal da história humana comum; outros traduzem: já não haverá mais demora. Estamos em pleno Armagedom, estamos em plena grande tribulação aqui no segundo ai, então o Senhor diz: quando estivermos nisto, já o próximo é o final, não haverá mais tempo.

“7 mas que nos dias (notem-se nesse plural “dias”; ou seja que a sétima trombeta não dura um instante, dura vários dias. Quando virmos a sétima trombeta veremos quantas coisas estão incluídas nas trombetas; inclusive as taças estão incluídas na sétima trombeta) da voz do sétimo anjo”; este anjo se refere aos sete anjos das sete trombetas, ou seja ao anjo da sétima trombeta. O irmão Branham e os branhamistas disseram que este sétimo anjo se referia ao mensageiro da igreja em Laodicéia, e ele (Branham) disse que ele era este anjo; mas este anjo é da série dos sete anjos das sete trombetas, anjos celestiais. “Nos dias da voz do sétimo anjo”; a palavra voz sempre aparece referida a trovões, a revelações, a trombetas; à voz da trombeta lhe chama “voz” foné. “Nos dias da voz do sétimo anjo”; este anjo toca a trombeta durante uns dias; é algo que não é instantâneo, mas sim abrange dias; por isso diz: “Nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele vá tocar a trombeta, o mistério de Deus se consumou, como ele o anunciou a seus servos os profetas”. Este juramento, como o disse faz um momento, é semelhante ao do Apocalipse do Antigo Testamento, que é Daniel.

Vamos a Daniel capítulo 12 e vocês verão ali um fenômeno similar. Lembrem-se de que a visão final do Daniel abrange os capítulos 10, 11 e 12. Para entender o capítulo 12 terá que começar a ler do 10; no 10, a Daniel apareceu um personagem celestial, amém?

VISÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Diz Daniel 10:5: “5 levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; 6 o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente. 7 Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. 8 Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma. 9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra. 10 Eis que certa mão me tocou”. Aqui já não se sabe se for dele ou é de outro, porque havia ali outros anjos com este principal; então aí começam a falar com Daniel; e no capítulo 11 continua esta visão, e no 12.

Quando chegamos ao capítulo 12, diz no verso 4: “4 Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim”. Como quem diz, Daniel, as coisas do fim não vão se entender a não ser quando estiverem nesse tempo; a pessoa vai ler sobre isto, aquilo e não vai entender; mas quando estas coisas se cumprirem no final a pessoa ao final vai entender: “encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos correrão de uma parte para outra”; como agora, há até foguetes, aviões, carros; no século XIX eram só cavalos; Simón Bolívar teve que andar em cavalo até a Bolívia. “Muitos correrão daqui para lá, e a ciência se aumentará. (isso é para o fim, sinal que estamos no fim) 5 E eu, Daniel, olhei, e eis que estavam outros dois (por que outro? Porque estava aquele varão que vem do capítulo 10, mas junto com ele havia outros dois) um desta banda, à beira do rio, e o outro da outra banda, à beira do rio.6 E ele disse ao homem vestido de linho, (aquele que descreveu no capítulo 10) que estava sobre as águas do rio: Que tempo haverá até ao fim das maravilhas?”

Notem que quando vai haver um fim, Deus dá um juramento, há juramento do céu; quando uma coisa vai se terminar se termina porque Deus diz: Juro que isto se acaba; e diz aqui: “Quando será o fim destas maravilhas?” Aqui lhe mostrou a visão; mostra-lhe toda a história até o anticristo e a vinda do Senhor. “Quando será o fim destas maravilhas? 7 E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a sua mão direita e a sua mão esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que depois de um tempo, (esse é um ano) tempos, (dois anos, já vão três) e metade de um tempo”. Ou seja, três anos e meio, porque a grande tribulação é de três anos e meio; aí se termina tudo. Quando será o fim? Jurou, será por tempo, tempos e a metade de um tempo; e notem por que é tão importante que Israel esteja em sua terra e que a Igreja esteja unida: “E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão”.

PROFECIA SELADA ATÉ O TEMPO DO FIM

Que está esperando o Senhor? Que o povo santo deixe de estar disperso, esteja unido, que Israel esteja outra vez em sua terra e que a Igreja esteja esperando ao Senhor como uma Igreja Santa e gloriosa; pura, Santa e gloriosa; porque Ele receberá uma Igreja Santa e gloriosa.

“E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, (o povo santo é Israel e é a Igreja) estas coisas todas se cumprirão. 8 Eu ouvi, porém não entendi; então, eu disse: meu senhor, qual será o fim destas coisas?” Ele não entendeu; por isso Pedro diz que eles administravam para nós estas coisas, não para eles. “9 Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim”. Mas no tempo do fim, que é Apocalipse 10, agora o livro está aberto; quando Daniel profetizou o livro estava fechado, mas agora diz Apocalipse: Não sele as palavras da profecia deste livro. No tempo do fim Apocalipse não está selado, somente os sete trovões, os selos de fora é o que está selado, mas não tudo o que está dentro, a profecia já é revelada em Apocalipse. Daniel está fechado; em Apocalipse é a promessa diferente. O Senhor diz ao Daniel: sela; diz ao João: não sele; por que? porque o tempo do fim é ao abrir, por isso o livro está aberto nas mãos do Anjo do Pacto.

Continua Daniel 12:10: “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”. Para quem é o Apocalipse? Para meus servos, para lhes mostrar as coisas que devem acontecer logo; para os servos; nós estamos nisto agora, os outros estão em outra coisa, o Senhor está mostrando a seus servos as coisas que devem acontecer logo. “11 Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, (a grande tribulação) haverá mil duzentos e noventa dias”. Três anos e meio, e um mês mais, porque não são mil duzentos e sessenta, a não ser mil duzentos e noventa; por que? Porque nesse mês seguinte já Satanás é julgado.

“11 do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias.

12 Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”. Aí já entra no Milênio, aleluia! “13 Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança”. Se deram conta de que uma cena similar é a que acabamos de ler em Apocalipse 10?

Retornemos a Apocalipse 10:5: “5 Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu
6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora,
7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á”; o que é o que se cumprirá? O mistério de Deus. No que consiste a coisa? Na revelação de Deus; é o mistério de Deus.

CONSUMAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

Há muitos mistérios que formam parte do mistério de Deus; os mistérios de Deus são muitos: há o mistério de Deus o Pai: Cristo; há o mistério da piedade, o mistério da vontade divina, o mistério da economia divina, o mistério do evangelho, o mistério da fé, o mistério de Cristo: a Igreja, o mistério do matrimônio, o mistério dos sete candeeiros, o mistério das sete estrelas, o mistério de Babilônia, o mistério da mulher e a besta que a traz, o mistério da última trombeta, o mistério de iniqüidade, o mistério do reino dos céus, mas todos esses mistérios se referem ao mistério de Deus. Os mistérios de Deus são os capítulos do mistério de Deus. Tudo o que acontece é para revelar e dar a Deus.

Quando soar a sétima trombeta, quando se consuma o plano, quem será revelado será Deus; por isso diz: Em vão trabalharam em excesso as nações, diz Habacuque, e para o fogo trabalharam, porque a terra será cheia do conhecimento da glória de Deus; ou seja, quem será revelado e será por fim entendido, vindicado e toda boca se calará e só Ele rugirá, será Deus. Até agora calei, mas depois vou falar eu; como sempre falamos de Jó; 38 capítulos falando Jó e seus amigos, e Deus calado; quando falou Deus se calaram todos; quando ruge o leão se calam até os grilos; enquanto isso todos estão fazendo alvoroço; então o mistério é de Deus; ou seja, se revelará tudo, tudo o que mostre a Deus em plenitude.

Diz ao final de Apocalipse 10:7: “segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas”. Do que era que falavam os profetas? Qual era o tema dos profetas? O tema dos profetas era em relação ao mistério de Deus. Tudo o que os profetas falavam era em relação a isto; e Apocalipse é o que nos mostra a consumação, a última trombeta. Logo diz no verso 8: “A voz que ouvi, vinda do céu”; ou seja a mesma que falou no versículo 4: “ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas”; essa mesma voz do céu fala outra vez; a primeira vez quando lhe disse: sela o que os trovões falaram, mas qual é a segunda vez que fala essa mesma voz? “8 A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro”; agora já não é só o livrinho, é o livro, por quê? Porque a profecia final está em relação com todas as demais: “Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.9 Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o” isso já não é só come-o; o verbo é mais forte que comer, acrescenta-lhe uma raiz que é de tragá-lo inteiro; “traga-o, devora-o”, ou seja, a coisa terá que ser digerida completamente. “devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago”.

Quando o comeu Ezequiel, ao Ezequiel não amargurou o ventre, mas ao João sim, porque são coisas terríveis; falar é muito bonito, mas passar por isso é bem difícil; então diz: “será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. 10 Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo”.

O LIVRO QUE AMARGA O VENTRE

Vamos então ao Ezequiel 2:8; diz Deus a Ezequiel: “8 Tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não te insurjas como a casa rebelde; abre a boca e come o que eu te dou”. Notem, não é que João está copiando literariamente ao Ezequiel, não; sua experiência foi similar, não é uma cópia literária, não; é uma identidade de experiência; são experiências semelhantes, porque alguns dizem que João copiou do estilo de um e outro; não é o estilo, mas sim lhe aconteceu um pouco parecido: “abre sua boca, e come o que eu te dou. 9 Então, vi, e eis que certa mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo de um livro.10 Estendeu-o diante de mim, e estava escrito por dentro e por fora; (o outro estava selado por dentro, mas este estava escrito por dentro e por fora, porque é um cilindro) e tinha escritas nele lamentos e lamentações e ais. 1 Ainda me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, vai e fala à casa de Israel. 2 Então, abri a boca, e ele me deu a comer o rolo. 3 E me disse: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Eu o comi, e na boca me era doce como o mel.4 Disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel e dize-lhe as minhas palavras”.

O cilindro que dá a comer ao João é para capacitá-lo para profetizar; então aqui agora está falando do anjo forte, de que este é virtualmente o fim; jurou que para ouvir a voz do sétimo anjo o mistério será consumado; mas o Senhor sabia que ainda tinha que profetizar os capítulos 11, 12, 13, 14, 15, até o 22; ainda não estava concluída a palavra de Deus. Então João tinha que concluir; por isso lhe deu este livrinho aberto; o livrinho aberto é a revelação completa, a parte que completa a revelação de Deus.

Então por isso diz aqui no capítulo 10:11: “Então, me disseram (isso é plural, fala-lhe a voz do céu e o anjo que tinha que lhe dar o livrinho) É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis;” até aqui foi uma vez; do capítulo 1 até o capítulo 10, é uma vez, mas se termina na sétima trombeta. A sétima trombeta tem as sete taças, tem a culminação total da história. É necessário, João, que volte a profetizar. É como quando Daniel viu uma visão, mas tinha que lhe acrescentar detalhes e voltou a ver outra sobre o mesmo mas com mais detalhe. Depois lhe mostrou outra sobre o mesmo mas com muitos mais detalhes. Agora João já profetizou, está no sétimo selo, está a ponto de tocar a sétima trombeta, então o livro está aberto, mas Deus sabe que João tem que profetizar; então lhe dá a parte final deste livrinho que se come João, que é o resto do Apocalipse até o capítulo 22; assim como o livrinho que comeu Ezequiel são as profecias de Ezequiel. Primeiro ele comeu o cilindro e logo começou a falar as palavras e se completou o livro do Ezequiel; agora João come este livro aberto, a culminação, e começa a profetizar outra vez, ou seja, o resto do Apocalipse. A sétima trombeta culmina tudo, mas já está incluído do 12 até o 22. “É necessário que profetize outra vez sobre muitos povos, nações, línguas e reis”.

Essa profecia é então a que culmina toda a Bíblia e todo o Apocalipse, que é a culminação da Bíblia.

Então, irmãos, isto se dá no contexto da sexta trombeta, em meio das preparações avançadas do Armagedom, durante o segundo ai, para nos preparar para o fim. Obrigado irmãos. Vamos parar aqui.