segunda-feira, 19 de outubro de 2009

25. Panorâmica dos Sete Selos do Apocalipse

Aproximação ao Apocalipse (25)

PANORÂMICA DOS SETE SELOS DO APOCALIPSE




“eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos”. Ao. 5:5.


UMA REVELAÇÃO EM LINGUAGEM MÍSTICA

Vamos à palavra do Senhor, ao Livro do Apocalipse que estamos estudando, e chegamos àquela passagem gloriosa da apoteose do Cordeiro que vimos em no capítulo 5, com a abertura do livro dos selos; neste livro está resumido o programa do Senhor, estão as linhas mestras da maneira como Deus realiza seu programa para estabelecer definitivamente seu reino. Quando o Senhor Jesus veio à terra, Ele orou e nos ensinou a orar assim: Vós oreis assim: Pai nosso que está nos céus santificado seja Seu nome; não se está santificando seu nome, mas santificado seja, santifique-se daqui em diante, venha a nós seu reino, e já estava falando isso o rei, o rei estava estabelecendo o reino. Aqui neste Livro do Apocalipse, na apoteose do Cordeiro, subido à mão direita do Pai, recebendo o livro da mão direita do Pai, esse livro é o livro onde Deus revela a maneira como Ele tomará esse reino; como o Filho toma o reino com a guia do Pai e de uma vez o Filho sujeita o reino ao Pai. Não é um livro pequeno, é um livro que ninguém podia ler, nem olhar nos céus, nem na terra, nem debaixo da terra; não é uma coisa pequena; embora o Cordeiro abrisse os selos e aparece aqui uma série de coisas, essas coisas são mais profundas; que o que aparece a primeira vista. Deus abre o livro; recordem que o livro estava escrito por dentro e por fora. Esse livro onde está a economia divina, onde está o plano de Deus, podemos dizer que sintetiza todo o programa da Bíblia. A Bíblia tem um Antigo Testamento e um Novo Testamento, e assim o livro está escrito por dentro e por fora; o que se vê por fora é como a revelação que chega primeiro, é a revelação que nos introduz, correspondente com o Antigo Testamento; mas no Antigo Testamento estava escondido o Novo Testamento. O livro não só estava escrito por fora, mas também por dentro; ou seja, que há uma revelação interior que sai de parte do Senhor. Aqui quando o Senhor começa a abrir o livro, começa a abri-lo selo por selo e imediatamente vai saindo uma revelação da presença do Senhor; só que essa revelação vem em uma linguagem mística, uma linguagem simbólica; Deus está revelando, Deus está mostrando princípios chaves, Deus está dando as chaves da história do reino de Deus a partir da ascensão de Cristo até o estabelecimento definitivo do reino milenar e logo o céu novo e a terra nova. Hoje com a ajuda do Senhor, assim como fizemos uma introdução panorâmica às sete Igrejas, precisamos fazer também uma primeira introdução panorâmica à abertura dos selos; depois valerá a pena com mais tempo nos deter em cada um deles, o qual é necessário para poder entendê-los melhor, para tirar um melhor proveito, porque isto que parece de uma vez tão misterioso e de uma vez tão simples, está revelando coisas profundas, coisas que ninguém era digno de entender se Jesus Cristo não tivesse vindo; graças a Deus que Ele veio, abriu o livro, abriu os selos.


CADA SELO ENROLA UM MISTÉRIO

Quando o Apocalipse foi revelado foi dito ao João: Olhe, não sele o livro; em troca, a Daniel lhe disse: Olhe, Daniel, estas palavras estão seladas até o tempo do fim; os entendidos entenderão, mas nenhum dos ímpios entenderá (Dn. 12:3,4). O livro do Daniel é um livro de profecias, e está selado, e só começa a entender-se até o tempo do fim; enquanto as coisas não estejam cumprindo-se já, ou a ponto de cumprir-se; isso logicamente vai ser um pouco selado, mas Apocalipse não é um livro selado. Apocalipse diz: “Não sele as palavras da profecia deste livro” (22:10), e até esta parte aqui dos selos tão misteriosa e tão profunda está aberta pelo Cordeiro. Vemos aqui, pois, que o livro tem sete selos; cada selo enrola um mistério. O livro não é como um destes, um códice, a não ser um cilindro; e há um primeiro cilindro, dentro desse cilindro há outro cilindro, dentro desse outro cilindro há outro cilindro; e aparece uma ordem, uma ordem em número sete; o número sete é o número de completação na Bíblia; Deus completa suas coisas em sete. Sempre na Bíblia aparece o número sete. Sete taças, sete trombetas, sete candeeiros, os sete anjos, os sete selos; o sete, o sete, o sete, é o número com o qual Deus completa as coisas; quer dizer que quando o Cordeiro abre os sete selos, o programa de Deus se completa, conclui-se; claro que no último selo se iniciam as trombetas, e logo as últimas trombetas, ou seja a quinta, a sexta e a sétima correspondem com os três ais; e logo vemos também as taças.

Vamos ver como as coisas vão tendo um tintura cada vez mais forte à medida que o programa de Deus se vai desenvolvendo. Quando chegarmos a um dos selos, vemos que dá autoridade àquele último cavaleiro para que seja destruída a quarta parte da terra; mas já nas trombetas é a terceira parte; e quando você compara as trombetas com as taças, vê que as taças são o completo; as trombetas é como se fora um terço das águas, um terço das estrelas, um terço das árvores, mas as taças é tudo, já não é um terço; ou seja, vemos que os selos vão introduzindo uma linha de acontecimentos, segundo o guiar e o controle de Deus, e se vão acentuando mais nas trombetas e se consumam nas taças; ou seja, os selos abrem, iniciam a cavalgada dos acontecimentos; já as trombetas são o princípio de dores, e as taças são a consumação da ira. Deus removendo toda outra autoridade que se opõe ao reino de seu Filho para entregar a seu Filho todo o reino. Antes de que entremos em uma consideração detida e particularizada de cada um dos sete selos, seria bom que olhássemos de uma maneira panorâmica alguns assuntos, para que depois possamos entender melhor.

CAVALOS E CAVALEIROS NA REVELAÇÃO

Nos primeiros quatro selos aparecem quatro cavalos com seus respectivos cavaleiros, os quatros cavalgando, e terminam com a morte e o Hades. Começa um cavalo branco, um cavalo vermelho, um cavalo negro e um cavalo amarelo; que aqui diz amarelo, mas é pálido, é lívido no idioma grego; e logo acontece com a outra dimensão, à dimensão do Hades; assim termina: a morte e o Hades. Depois de que aparecem os quatro cavalos, vêm três selos; no quinto selo aparecem os mártires sob o altar, logo a grande tribulação em seu início, e logo aparece o sétimo selo que dá abertura às trombetas. Vemos, pois, um grupo de quatro primeiro e logo outro de três; logo assim vemos as trombetas da mesma maneira; primeiro há quatro iniciais, logo há três finais que se correspondem aos ais; e também as taças são sete taças. Então, damo-nos conta de que para poder entender melhor o que lemos devemos ter em conta tudo o que Deus revelou a respeito. Aqui vemos que aparecem inicialmente os famosos quatro cavaleiros do Apocalipse.

vamos nos deter primeiro nisso. Não é a primeira vez que Deus revela algo na figura do cavalgar de um cavaleiro em um cavalo; o cavaleiro tem umas características, seu respectivo cavalo tem umas características; não é a primeira vez que Deus revela algo com as figuras dos cavaleiros do Apocalipse. Apocalipse é o livro que coroa toda a Bíblia, que contém e que resume toda a revelação; portanto, para entender melhor este rodeio dos quatro cavaleiros do Apocalipse, devemos ir a outras utilizações do Senhor dessas figuras dos cavalos, que embora não sejam as mesmas, mas revelam algo, porque Apocalipse não é o primeiro livro, a não ser o último, e toda a revelação se contém nele; ou seja, que no Apocalipse está subsumida, subjacente, toda a revelação da Bíblia; e devemos ir a todo o resto da Bíblia para poder entender melhor o que lemos.

Eu lhes sugiro que vamos ao livro do Zacarias, porque o profeta Zacarias, um profeta messiânico, falou também de uns misteriosos cavalos; assim vamos inicialmente ao capítulo 1, depois vamos aos 6. Para que fazemos isto? Para que vamos interiorizando no estilo de relações de Deus. Zacarias 1:7, diz: “7 Aos vinte e quatro dias do décimo primeiro mês, que é o mês do Sebat, no segundo ano do Dario, veio palavra de Jeová”. Aqui não é qualquer ocorrência, não é um fenômeno onírico, não é somente uma questão do subconsciente, a não ser palavra de Deus; claro que utilizando ao ser humano em sua integridade, seu ser íntegro, mas é Deus o que está movendo-se aqui.

“Veio palavra de Jeová”; se não tivesse sido Deus, não haveria profecias cumpridas; eram simplesmente imagens do subconsciente na mente, mas isso não vai cumprir profecias como tal; é Deus que utiliza estes meios: tanto visões, como profecias, sonhos, etc. “veio à palavra do SENHOR ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido: 8 Tive de noite uma visão, e eis um homem montado num cavalo vermelho; estava parado entre as murteiras que havia num vale profundo; atrás dele se achavam cavalos vermelhos, baios e brancos.

9 Então, perguntei: meu senhor, quem são estes? ” Muito interessante pergunta! Nós devemos nos fazer uma pergunta parecida com a que fez Zacarias quando lemos em Apocalipse 6; isso foi o que se perguntou: o que são estes? “Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei quem são eles”. O céu revela visões embora sejam difíceis de compreender para que não fiquemos sem entender. Deus se reserva as coisas ocultas, mas as que Ele quer nos revelar, Ele as fala, Ele as insígnia, embora no princípio não as entendemos. “Eu te mostrarei quem são eles. 10 Então, respondeu o homem que estava entre as murteiras e disse: São os que o SENHOR tem enviado para percorrerem a terra”. Essa frase dá a explicação de uns cavalos cavalgando; são os que Deus enviou a percorrer a terra. Deus é o Soberano, é Ele o que sabe o que deve acontecer na terra; então Ele envia que na terra aconteçam certas coisas. Deus enviou estes cavalos a percorrer a terra; ou seja que na terra cavalgam estes cavalos e esse cavalgar se reflete nos acontecimentos na terra. O céu está intimamente interessado na terra; o céu não está por lá e a terra por para cá. Os sete olhos de Jeová olham para a terra, os anjos olham para a terra; eles querem aprender de Deus, do plano de Deus no que acontece na terra; de maneira que Deus manda que estes cavaleiros percorram a terra. Jeová os enviou a percorrer a terra. Na terra acontecem coisas, há correntes que circulam na terra, acontecimentos que se dão na terra; poderíamos dizer: os princípios que dirigem a história detrás dos bastidores, porque a parte Angélica, a parte espiritual, é a que está detrás da natural, é a que toma direção; o céu está interessado na terra. Vocês viram em outras profecias como aparecem uns príncipes, como o da Pérsia, como o da Grécia, entre os príncipes das regiões celestiais, e como isso tem uma repercussão nos acontecimentos na terra. Vocês recordam o caso de Daniel capítulo 10, onde revela ao profeta Daniel sobre que vai sair o príncipe da Pérsia, mas que vai vir o príncipe da Grécia; esse príncipe da Pérsia era um principado espiritual que era o que trabalhava na terra os acontecimentos do surgimento do império persa natural. Quando nessa luta espiritual, com a ajuda do anjo Miguel, aquele príncipe demoníaco da Pérsia que controlava a civilização persa foi jogado, então o império persa caiu, mas como tinha profetizado o anjo ao Daniel, viria o príncipe da Grécia; outro príncipe espiritual; um príncipe que sintetiza um tipo de civilização; e vemos que depois da civilização dos persas surgiu a civilização grega; ou seja que os acontecimentos no mundo espiritual têm uma repercussão no mundo material; quando Deus faz que cavalguem certos cavaleiros, então acontecem certas coisas; cada rodeio tem uma direção; os acontecimentos se desenvolvem em um sentido; por isso diz aqui: “Quem são estes? Eu te mostrarei quem são estes.... Estes são os que Jeová enviou a percorrer a terra, isto é o que a soberania de Deus determinou que aconteça na terra. Quando esses cavalos estão cavalgando, coisas relacionadas com o sentido desses cavalos estão acontecendo na terra.

“11 Eles responderam ao anjo do SENHOR, que estava entre as murteiras, e disseram: Nós já percorremos a terra, e eis que toda a terra está, agora, repousada e tranqüila”. Fixem-se na resposta destes personagens, digamos angélicos. Satanás também respondeu assim a Deus no livro do Jó. Deus disse a Satanás: De onde vem? Ele disse: De percorrer a terra e andar por ela; e lhe perguntou Deus: Não viu a meu servo Jó? Ah! e começou uma discussão nos céus a respeito das disposições dos homens na terra. Então, uma permissão de Deus a Satanás fez possível acontecimentos naturais, mas dirigidos sobrenaturalmente na vida de Jó; ou seja, que o que acontece nesse mundo espiritual, reflete-se no mundo natural. “Toda a terra está repousada e quieta”; isso é o que fazem estes seres celestiais.

“12 Então, o anjo do SENHOR respondeu: Ó SENHOR dos Exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás indignado faz já setenta anos”.

Recordem que Zacarias é quem profetiza em tempos de Zorobabel, em tempos de Josué filho de Josadaque, quando estavam desanimados, para animá-los à reconstrução da casa de Deus e depois da cidade de Deus. “13 E Jeová respondeu boas palavras, palavras consoladoras, ao anjo que falava comigo”. Notem, tudo isto aconteceu nos lugares celestiais, mas se refletiu logo na restauração do reino de Judá, no natural. “E este me disse: Clama: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião. 15 E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes; porque eu estava um pouco indignado, e elas agravaram o mal. 16 Portanto, assim diz o SENHOR: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada, diz o SENHOR dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém. 17 Clama outra vez, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: As minhas cidades ainda transbordarão de bens; o SENHOR ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalém". Isto, quando estava detida a reconstrução; e a partir daí começou a reconstrução da casa de Deus e depois da cidade de Deus.

QUATRO CARROS DO JUÍZO DIVINO

Passemos ao capítulo 6 de Zacarias, onde há outra visão diferente, mas em que também aparece este mesmo princípio de revelação: “1 Outra vez, levantei os olhos e vi, e eis que quatro carros saíam dentre dois montes, e estes montes eram de bronze. 2 No primeiro carro, os cavalos eram vermelhos, no segundo, pretos, 3 no terceiro, brancos e no quarto, baios; todos eram fortes. 4 Então, perguntei ao anjo que falava comigo: que é isto, meu senhor?” O que é isto? Uns carros com cavalos de distintas cores, indo por distintos lugares.

“O que é isto? 5 Respondeu-me o anjo: São os quatro ventos do céu, que saem donde estavam perante o Senhor de toda a terra”. Os quatro ventos dos céus. Vocês recordam essa expressão em outros profetas? Por exemplo, em Ezequiel quando Deus lhe disse: Ezequiel, profetiza aos quatro ventos do céu e dava ao espírito dos quatro ventos, vê e sopra sobre estes mortos, sobre este vale de ossos secos (Ez. 37:9); ou seja que nos acontecimentos espirituais, esses supostos ventos, não são somente ventos físicos. A palavra vento no grego é pneuma, que é o mesmo que a palavra espírito; ou seja que estes ventos representam o espírito dos acontecimentos. Por exemplo, vai dizer mais adiante que aqueles carros fizeram repousar o Espírito do Senhor na terra do norte; ou seja, uns carros levados por determinados cavalos representando os ventos do Senhor é a direção do Senhor; eles se apresentam diante do Deus da terra, recebem ordens do que devem influir do ponto de visita espiritual sobre os acontecimentos da terra; então aqueles tinham que apresentar-se diante de Deus como se apresentam todos os seres celestiais, como se apresentou Satanás, como se apresentaram estes do capítulo 1 do Zacarias, aqui também no capítulo 6; estes ventos se apresentam. “5 Respondeu-me o anjo: São os quatro ventos do céu, que saem donde estavam perante o Senhor de toda a terra. 6 O carro em que estão os cavalos pretos sai para a terra do Norte; o dos brancos, após eles; o dos baios, para a terra do Sul.

7 Saem, assim, os cavalos fortes, forcejando por andar avante, para percorrerem a terra. O SENHOR lhes disse: Ide, percorrei a terra. E percorriam a terra. 8 E me chamou e me disse: (notem que se refere esse percorrer a terra destes ventos, destes espíritos que movem as correntes sobre a terra) Eis que aqueles que saíram para a terra do Norte fazem repousar o meu Espírito na terra do Norte”. Notemos que não são somente ventos comuns, mas sim fizeram repousar o Espírito do Senhor na terra do norte; ou seja que Deus decide: Bom, na terra do norte vão acontecer determinadas coisas em sentido positivo; às vezes, alguns cavalgam em uma direção positiva, digamos, para restaurar, como no caso aqui de Zacarias, e às vezes cavalgam em sentido negativo para julgar. Nos selos que vamos ver aqui em Apocalipse, somente um, o primeiro, é em sentido positivo; os outros três são em sentido negativo; ou seja que Deus faz que quatro coisas cavalguem na terra.

VISÃO DOS SETE SELOS

Então, vamos fazer primeiro uma rápida leitura sobre estes quatro selos, depois, mediante Deus, necessitamos com mais tempo de nos voltar a cada selo, mas primeiro vamos ver o panorama, quer dizer, da ascensão de Cristo até o culminar do reino são estes sete selos, e começam nesta dimensão com quatro cavalos.

primeiro Leiamos rapidamente para ver estes cavalos, tendo o transfundo do que lemos em Zacarias para interpretar estes cavalos: “1 Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem!”; ou se não “Vai”. Na crítica textual os manuscritos mais antigos dizem somente a palavra “ercou" [ερχου], não diz nada mais; a outros manuscritos posteriores, alguns escribas posteriores adicionaram nos quatro selos, a palavra “e olhei”, mas não aparece nos manuscritos mais antigos, mas sim aparece somente a palavra “ercou” que se pode traduzir: vem ou que se pode traduzir: vai, no sentido de andar, de ir. Aqui estas palavras olhadas nos manuscritos mais antigos, onde não aparecem estas palavras adicionadas por alguns escribas posteriores “e olhei”, porque quando lhe adiciona as palavras “e olhei”, é como se essas palavras fossem dirigidas a João, que João tem que olhar; mas não, aqui o Cordeiro está abrindo os selos e quando o Cordeiro abre os selos, um dos animais, diz: vai, ou seja, ponha a funcionar um destes cavalos, um destes; a palavra ercou, aproxima-te, que quer dizer: “vem”, no sentido que faz vir a realidade esses cavalos; o que estava no plano de Deus oculto, agora se realiza; por isso em nenhuma parte dos manuscritos antigos diz outra coisa, a não ser somente “vem”, ou seja, somente “ercou”, aproxima-te. Às vezes se pode traduzir também “vem”, no sentido de “andar”; como dizer “começa a cavalgar”; ou seja, como aqueles ali em Zacarias 6 se apresentavam diante do Senhor e agora saíam a realizar sua função.

“2 Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer”. Dos quatro cavalos, o primeiro, o branco, é o único cavalo destinado a vencer.

“3 Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: (“ercou”, ou seja) Vem (ou vai, ou anda). 4 E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada”.

Estamos vendo as decisões divinas, dizendo o que tem que acontecer na terra a partir da ascensão de Cristo para submeter o globo ao reino de Deus.

“5 Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! (ercou). Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. 6 E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo:” Aqui esta tradução, irmãos, foi muito generosa, realmente não é fiel; e ainda é mais estreita a escassez da que aparece aqui nesta tradução. Nesta tradução de Reina Valera de 1960 aparece: “Duas libras de trigo por um denário”; mas a palavra é “koinix sitou dinariou” χονιξ σίτου δηναρίου], que quer dizer: koinix, no idioma grego é a medida que dava a um soldado, 450 gramas, ou seja uma libra; não são duas libras, é uma libra; essas são as três palavras gregas: koinix sitou dinariou. Koinix é a medida de uma libra, é uma medida antiga, uma medida de capacidade que aparece nos escritos gregos desde o Homero, Hesíodo, Herodoto; era no livro VII de Herodoto onde aparece quando lhe dava um koinix a cada soldado como uma ração diária equivalente a 450 gramas. Quando queria dizer que uns soldados estavam bem atendidos, lhes dava dois koinix, duas libras, que o normal era só uma libra: 450 gramas. A palavra “dois” não aparece no grego em nenhum manuscrito; esta é uma tradução muito generosa, diz “dois”, mas realmente não são dois; a palavra é “libra de trigo por um denário”, e a palavra “seis libras de cevada”, não diz seis, diz: “treis koinikes kritou dinariou” [τρες χοίνικες κριθων δηναρίου]; ou seja “três libras de cevada por um denário” Essa tradução terá que corrigi-la; é: uma libra de trigo por um denário e três libras de cevada por um denário; uma de trigo e três de cevada é o que diz no grego. Qualquer irmão que deseje conferi-lo depois, aí está disposto; “mas não danifique o azeite nem o vinho”.

“7 Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: (ercou) Vem. 8 E olhei, e eis um cavalo (que aqui se traduz amarelo; a palavra é cloros [χλωρός], que significa verde pálido o) amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte, e o Hades lhe seguia; e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra, (a quarta, ainda não é a terceira, a quarta; aí vamos vendo o processo) para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra”.

O MISTÉRIO DOS CAVALOS

Então, irmãos, aqui vemos quatro cavalos e quatro cavaleiros; é algo místico; aqui Deus está dando uma ordem, é o Cordeiro o que pode abrir o livro; no livro estava o plano de Deus para levar adiante seu propósito eterno, estabelecer seu reino e dar esse reino a seu Filho e que seu Filho o dará também a Ele quando tiver submetido todas as coisas sob seus pés; e esse programa estava oculto nesse livro escrito por dentro e por fora; ninguém o podia abrir, ninguém podia entender como Deus vai levar a cabo seu programa, nem sequer qual é seu programa, nem qual é o plano de Deus. Nas universidades e na ciência não se sabe qual é o sentido da vida; procura-se saber onde vamos, diz que através da evolução, mas para onde vamos, possivelmente para uma catástrofe nuclear; isso é o que se pensa no mundo. Não se sabe com que propósito somos o que somos, com que propósito somos criados, para onde se dirige a criação inteira e quem está controlando todos os acontecimentos.

Quando a gente não conhece Deus, a gente está como a mercê do caos, mas quando você conhece a Deus, você sabe que nenhuma folha de uma árvore se move sem sua vontade; que até nossos cabelos estão numerados e que nenhum deles se perderá, e que Deus tem absoluto controle de tudo o que acontece na história. Então, irmãos, cavaleiros daqueles cavalos saíam a percorrer a terra; ou seja, o céu está em relação com os acontecimentos da terra; o que acontece no céu se reflete na terra, e vemos que Deus faz que sobre a terra cavalguem quatro cavaleiros. Antes de que depois entremos mais detalhadamente em cada cavaleiro, devemos compreender algo aqui para não nos equivocar na interpretação.

Vocês vêem que os quatro cavaleiros representam o que poderíamos dizer a personificação de algum assunto. Por exemplo, vocês vêem o cavalo branco; há várias interpretações sobre o cavalo branco; uns dizem que é Cristo, outros dizem que é o anticristo, outros dizem que é o evangelho. Depois vem o cavalo vermelho; alguns dizem que é a guerra. Depois vem o cavalo negro, alguns dizem que é a fome. Vem o cavalo amarelo, pálido, e diz que o cavalgava a morte e o seguia o Hades; dêem-se conta de que aqui a morte e o Hades aparecem como uma personificação. A fome aparece como uma personificação; a guerra aparece como uma personificação. Se os três últimos cavalos forem personificações, também o primeiro cavalo é uma personificação. Temos que entender a que se refere este livro dos selos, aonde vai; é trazer para luz o desenvolvimento do plano de Deus. Então, a primeira coisa que Deus faz que cavalgue, o que vai adiante, é o cavalo branco; depois há uma ordem; não cavalgam todos ao mesmo tempo; primeiro cavalga o branco, depois cavalga o vermelho; quer dizer, primeiro Deus permite que se realizem uma série de coisas, como por exemplo, a evangelização; mas depois, se não se receber ao Senhor, e há oposição e há tensão, então vem outro cavalo detrás que é a guerra. Primeiro, antes de cavalgar a guerra, cavalga o evangelho. Primeiro veio Cristo, e rechaçaram a Cristo, crucificaram a Cristo, e depois veio o ano 70 do primeiro século, e os que crucificaram a Cristo foram eles crucificados, e a cidade de Jerusalém e o santuário foram destruídos. Depois da guerra vem a fome. Quando se rechaça o evangelho, rechaça-se a paz, rechaça-se a justiça, tudo o que está representado no cavalo branco; então não fica outra coisa a não ser a injustiça, a guerra, a destruição de uns aos outros; e quando há guerra, então a gente em vez de estar ocupada na agricultura, já tem que se fugir dos campos, tem que engrossar os exércitos; então como conseqüência da guerra vem a fome; e claro, depois da fome, então vem a morte e os que morrem vão para o Hades. Estamos vendo como Deus está mostrando as coisas que acontecem na terra. O primeiro é a história sagrada desenvolvendo-se; aí está o cavalo branco, mas também há outra história secular que a acompanha e que consiste de guerras, de fomes e de morte; essa é a realidade que Deus revela do que verdadeiramente é a história. Se não caminharem com Deus, caminham à guerra, caminham à fome, caminham à morte e caminham ao Hades.

Então, não só nestes quatro selos, mas também em todos os sete, nos mostra o panorama da ascensão até o estabelecimento definitivo do reino mostrado nestes acontecimentos que estão nos sete selos; ou seja, que a história da ascensão de Cristo até que Cristo volte outra vez em seu reino está sintetizada nestes selos que é o que acontece por intervenção do céu para salvar aos que recebem e para julgar aos que rechaçam.

O CURSO DESTA TERRA

Eu gostaria que fôssemos a Mateus capítulo 24, onde o Senhor Jesus Cristo, que é o Cordeiro de Deus, que é o que recebeu do Pai a dignidade de abrir esses selos, Ele revela os acontecimentos entre a primeira vinda e a segunda vinda; e vocês vão se dar conta em Mateus 24 que vem junto com o Marcos 13 e Lucas 21, e se tomarmos Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21, aí vamos ver as profecias do Senhor, o Senhor nos abrindo o futuro. Perguntaram ao Senhor que sinais teriam sua vinda e do fim do século. Vocês o podem ver no capítulo 24:3: “3 E estando ele sentado no monte das Oliveiras, (ao monte dos Oliveiras é que virá Jeová com todos os Santos) os discípulos lhe aproximaram à parte, dizendo: nos diga, quando serão estas coisas, e que sinais terá sua vinda, e do fim do século?” A palavra século não é uma centúria de cem anos; a palavra no grego é aion, ou seja eon, ou era, ou idade; então, notem que as perguntas que fazem ao Senhor é o que acontecerá quando já sua vinda estiver perto; então o Senhor começa a lhes contar o panorama das coisas que aconteceriam desde que Ele se vá; começam a acontecer coisas até que Ele volte de novo; ou seja que existe uma correspondência entre os sete selos e estas visões apocalípticas de Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21, porque se referem ao mesmo: o Cordeiro ascendido abre os selos mostrando o plano de Deus, a maneira como Deus submeterá todas as coisas aos pés de Cristo, como o Pai disse ao Filho: Sente-se à minha direita, até que ponha a todos seus inimigos por estrado de seus pés; e como diz o apóstolo Paulo: é necessário que todos os reino lhe sejam submetidos. Deus está trabalhando na terra; nenhum acontecimento político lhe escapa à soberania de Deus. Jesus disse: Toda potestade me é dada nos céus na terra. sentou-se e o que disse? Pôs-se a andar o cavalo branco. Vão e preguem a todo mundo o evangelho, façam discípulos, etc.; mas, bem, os que receberem, amém; os que não receberem já sabemos o que vem, já sabemos como tem que atuar Deus. Se você à seu filho fala com bom tom, se o filho entender ao bom tom não necessita nada mais; mas se não entender ao bom tom, então precisa apertar um pouquinho a porca com uma situação de instabilidade, e se ainda a instabilidade não faz que a gente se volte para Deus e se submeta a Deus, aperta um pouquinho mais a porca com uma situação de escassez, e se a gente ainda assim não se submete ao reino de Deus, então lhe toca acontecer ao outro lado, à morte e ao Hades.

Deus sabe o que está fazendo e nós devemos entender o que Deus está fazendo; e esses selos abrangem o programa de Deus para submeter a seu Filho Jesus Cristo todas as coisas; e Mateus 24, ou seja, este Apocalipse do Senhor Jesus em Mateus também recolhido em Marcos e Lucas, apresenta os mesmos feitos que vão acontecer até que o Senhor deva estabelecer em forma definitiva seu reino; porque agora já o introduziu e agora os valentes o arrebatam, mas quando Ele vier será plenamente manifestado e estabelecido.

Mas o que acontece entre a ascensão de Cristo e sua segunda vinda? Até sua segunda vinda acontece isto que diz aqui; então você vai dar-se conta de que este Apocalipse de Mateus corroborado por Marcos e Lucas se corresponde com os selos. Note, por exemplo, algumas coisas que diz o Senhor aqui em Mateus 24, por exemplo: “14 E será pregado este evangelho do reino em todo mundo, para testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. Aí vemos o cavalo branco; mas se você vir aqui o que dizem os versículos 6 e 7: “6 E ouvirão de guerras e rumores de guerras; olhem que não vos assusteis, porque é necessário que tudo isto aconteça; mas ainda não é o fim”.

É necessário que tudo isto aconteça. Note, o céu, Deus, considera necessário que aconteçam guerras na terra; uma sucessão de guerras, ou seja um rodeio do cavalo vermelho, como está cavalgando na Colômbia; aí vemos o cavalo vermelho: “7 Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá pestes e fomes, (aí vemos o outro cavalo, o negro) e terremotos em diferentes lugares.

8 E tudo isto será princípio de dores”. Mas logo vocês vêem no quinto selo que há as almas debaixo do altar esperando que o Senhor julgue a terra e lhe dizem: Senhor, por que não julga todavia nosso sangue, venha nosso sangue na terra? O Senhor responde: descansem um pouco porque ainda não se completou o número dos que devem morrer como vós; a perseguição vocês a vêem para cá. “9 Então lhes entregarão a tribulação, e lhes matarão, e serão aborrecidos de todas as gente por causa de meu nome. 10 Muitos tropeçarão então, e se entregarão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão”, etc. Aí vemos a perseguição dos Santos e também vemos os Santos esperando para ser trazidos com o Senhor, como se vê em Mateus 24:31: “E enviará seus anjos com grande voz de trombeta, e juntarão a seus escolhidos, dos quatro ventos, de um extremo do céu até o outro”, porque Deus trará com Jesus aos que dormiram em Jesus. Mas o sexto selo você o vê parecido aqui, como diz no verso 29: “E imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol se obscurecerá, e a lua não dará seu resplendor, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão comovidas”; ou seja que essa catástrofe dos cataclismos que acontecerão no cosmos afetando a terra: uns antes da tribulação e outros depois da tribulação, são dois. Vejamo-lo em Joel.

PROFECIAS PARALELAS

Vamos ao livro do profeta Joel 2:28-32; vocês vão ver aqui sintetizado em Joel, na profecia, os acontecimentos que profetizou o Senhor e que também estão nos sete selos; diz: “32 E depois disto derramarei meu Espírito sobre toda carne, e profetizarão seus filhos e suas filhas; seus anciões sonharão sonhos, e seus jovens terão visões. 29 E também sobre os servos e sobre as servas derramarei meu Espírito naqueles dias”. Aí está o cavalo branco. “30 E darei prodígios no céu e na terra, (aí está o que é o sexto selo) sangue, (aí está o segundo cavalo, aí estão certas trombetas, aí estão certas taças) e fogo, (aí estão outras trombetas, outras taças) e colunas de fumaça”; aí está a quinta trombeta, dão-se conta? Apocalipse sintetizado em poucas palavras aqui por Joel. “31 O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, (mas fixem-se, em Joel diz:) antes que venha o dia grande e espantoso de Jeová”; ou seja, que haverá um acontecimento antes do dia, mas logo diz aqui em Mateus: “E imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol se obscurecerá, e a lua não dará seu resplendor”. Joel diz destes acontecimentos: “Antes que venha o dia grande e espantoso do Jeová”; ou seja, no início, quer dizer, o sexto selo e as trombetas; mas logo Mateus diz que “imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol se obscurecerá”, etc., ou seja, já são as taças. Antes e depois. O início é com o sexto selo e as trombetas e o final é com as taças.

Então, vemos que aqui Joel sintetiza o Apocalipse; Jesus sintetiza o Apocalipse; e logo o mesmo Jesus, que foi o Espírito de Cristo o que falou em Joel, foi o que falou na terra; agora quando abre os selos, segue a mesma continuidade, porque essas profecias estavam no Antigo Testamento; é como a parte escrita por fora do livro, mas logo seu sentido neotestomentário é a parte escrita por dentro, é o cumprimento; mas as coisas começam por profecias, por tipologia, por predições e logo vem o cumprimento; e o que estava oculto no Antigo aparece depois no Novo. Havia profecias. Quem ia pensar que aqui nestas palavras de Joel, está profetizado Apocalipse? Mas você vê aí o sangue, você vê aí a fumaça, o fogo e vê também o Espírito e vê os acontecimentos nos céus.

Também Lucas fala destas mesmas coisas que fala Mateus, somente que em Lucas se podem perceber dois momentos destes acontecimentos nos céus. Vamos ali em Lucas 21:9: “9 E quando ouvirem de guerras e de rebeliões, (aí está o cavalo vermelho) não lhes alarmem; porque é necessário que estas coisas primeiro aconteçam, mas o fim não será imediatamente. 10 Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino; 11 e haverá grandes terremotos, e em diferentes lugares fomes e pestilências; e (notem, verso 11) haverá terror e grandes assinale do céu”. Aparece aqui os sinais nos céus no verso 11; mas logo mais adiante, do versículo 25 quando fala da vinda do Filho do Homem, diz:
“25 Então haverá sinais no sol, na lua e as estrelas”.

Vocês se dão conta de que há sinais antes e sinais depois; uns sinais que aparecem introduzidas no sexto selo e as trombetas, porque as trombetas são as que convocam, as que dão início ao julgamento; mas as taças são as que consumam. Então Joel fala de algo antes daquele dia e logo Mateus fala de depois daquele dia e Lucas fala dos dois. No verso 11, um e no 25, o outro. O inicial se refere às trombetas e o final se refere às taças. Então Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21, sintetizam os acontecimentos prévios à vinda do Senhor Jesus Cristo. É necessário que aconteçam certas coisas; é necessário, mas logo vem uma conclusão; então quando estão acontecendo certas guerras, claro, está cavalgando o cavalo vermelho, mas o cavalo vermelho não é o final; há outro que vem depois que é o negro e aí vemos que há fome; e depois vemos que vem o outro, o amarelo, e diz que haverá mortandade, pestes; olhemo-lo outra vez ali em Apocalipse, esse quarto cavalo. Dão-se, pois, conta do que diz do quarto.
Apocalipse 6:8: “E foi dada potestade sobre a quarta parte da terra, para matar com espada, (a guerra levada até suas últimas conseqüências) com fome, com mortandade, (algumas versões traduzem: “peste”, como aparece também em Mateus) e com as feras da terra”, que Deus utilizará para comer todo esse montão de cadáveres que ficarão. Qual é, pois, esse cavalo? A Morte, e o Hades lhe seguirá. No quarto selo fala da Morte e do Hades, mas quando entra no quinto selo, já fala de debaixo do altar, e no sexto selo fala de certos sinais: “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue”. O que dizia Joel e o que dizia Lucas 21:11, aqui está cumprindo-se no sexto selo. Logo logicamente que o sexto selo não é a terminação de tudo porque depois vem o sétimo, onde se desenvolve; e no sétimo é onde começam as trombetas, e depois das trombetas vêm as taças.

Primeiro há uma profecia: há um cavalo cavalgando, quer dizer, uma série de acontecimentos que vão desembocar nesses outros acontecimentos; um princípio de dores que levará às pessoas ao julgamento de Deus, porque não lhe chama de outra maneira, a não ser julgamento de Deus, taças da ira de Deus; não se submeteram ao reino do Senhor, tiveram a oportunidade de ouvir. É necessário que se pregue a todos, mas se não, então vem o julgamento.

Antes que tivéssemos entrado em mais minúcias em cada um dos cavalos e cavaleiros, era necessário que víssemos este panorama, digamos, para poder ter uma idéia melhor do que dizem esses selos; mas sim é necessário depois nos deter um pouquinho mais nesses selos, temos que vê-los mais devagar ainda; esta é a parte introdutória; como vimos a panorâmica das Igrejas, agora vemos a panorâmica dos selos, mas logo terá que entrar em cada selo de uma maneira mais minuciosa porque aqui Deus está falando coisas importantes, coisas que não aparecem tão fácil a primeira vista, mas que toda a Bíblia e toda a profecia está escondida nessas figuras; então não vamos ficar somente com a aparência exterior, porque estas são coisas de total importância, são revelações; aqui se sintetiza toda a Bíblia e todo o programa de Deus para levar adiante seu propósito eterno. Por hoje vamos parar nesta panorâmica da abertura dos selos.

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