segunda-feira, 19 de outubro de 2009

27. A Abertura do Segundo Selo

Aproximação ao Apocalipse (27)

A ABERTURA DO SEGUNDO SELO





“Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem!4 E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada:”. Apocalipse 6:3-4.




UM CAVALO VERMELHO

Vamos ao livro do Apocalipse capítulo 6. Com a ajuda do Senhor estaremos considerando nesta noite os versículos 3 e 4, que correspondem à abertura do segundo selo por parte do Cordeiro de Deus. Leiamos inicialmente os dois versículos rapidamente e logo nos detemos pouco a pouco sobre eles para meditar, com a ajuda do Senhor, o que Ele nos queira falar. Apocalipse 6:3-4: “Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem (erkou, em grego). E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.” Hoje vamos considerar juntos este segundo selo, este segundo cavalo, este segundo cavaleiro. Em primeiro lugar chamo a atenção sobre quem é o que abre o selo; embora aqui esteja tácito, obviamente que ninguém podia abrir os selos a não ser o Cordeiro; então, se o fôssemos explicitar, poderia dizer: quando o Cordeiro abriu o segundo selo. Este livro dos selos é o livro onde está o programa de Deus para levar adiante seu propósito eterno. Deus tem em seu coração um plano eterno e Ele desenvolve esse programa, embora tenha havido uma rebelião; entretanto Deus decidiu que seu Filho seja o primogênito entre muitos irmãos, que Ele seja o Rei dos reis e Senhor dos senhores; que assim como no céu, também os reino da terra devam ser do Senhor e de seu Cristo; e logo o Filho, quando todas as coisas lhe tenham sido sujeitas, também Ele se sujeitará ao que sujeitou a Ele todas as coisas. Logo o Cordeiro morre por nós, ressuscita, ascende, recebe toda autoridade e começa a abrir os selos; quer dizer, começa a mostrar o que estava no coração de Deus para submeter todas as coisas sob os estrados dos pés do Senhor Jesus. Como o diz no Salmo 110:1: Filho, “sente-se à minha direita, até que ponha a seus inimigos por estrado de seus pés”.

Na vez passada nos detivemos no primeiro cavalo, no primeiro cavaleiro, no cavalo branco, mostrando o que é a primeira coisa que Deus faz para levar adiante seu propósito e submeter todas as coisas sob os pés de seu Filho, e logicamente sob os próprios pés do Pai. Agora aparece aqui um segundo selo, um segundo ser vivente. Quero chamar a atenção primeiro ao fato de que é “segundo”; a segunda palavra quer dizer que há outra coisa que foi anterior, há outra coisa que é a primeira. Segundo quer dizer que isto é o que vem imediatamente depois do primeiro. No primeiro, o Senhor subiu sobre todos os céus para encher tudo; enviou seu Espírito Santo, enviou sua palavra, constituiu apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, pôs-se a cavalgar o evangelho, para que todos nós que éramos inimigos de Deus fôssemos reconciliados com Deus; isso é a primeira coisa que Deus faz; mas como está escrito no Novo Testamento, não é de todos a fé; quer dizer, que nem todos receberiam a fé. “11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (Jo. 1:11,12); aos que lhe receberam; mas e os que não lhe receberam? O que fariam, como trataria o Senhor com aqueles que não o receberam?

GRAÇA ANTES QUE JUÍZO

No primeiro selo podemos entender como trata o Senhor com a humanidade; Ele morreu, de tal maneira que deu a seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê, não se perca e tenha vida eterna; enviou seu Espírito, enviou sua palavra, enviou sua Igreja; mas e os que não recebem, como vão ser submetidos ao poder de Deus? Se não nos submetemos a Deus pelas boas novas, se não nos reconciliarmos pelas boas novas, então vem outro cavalo depois. Depois do cavalo branco vem o cavalo vermelho, o cavalo vermelho. Chamo a atenção a que é o segundo selo; isto não acontece primeiro, isto acontece depois; não há julgamento sem primeiro ter havido rechaço da misericórdia e da graça; primeiro é graça; agora, se a graça for recusada, se o Senhor não é recebido, então vem julgamento. Recordemos aquela parábola quando o Senhor se foi longe a receber um reino e deixou a seus servos com algumas munições que Ele lhes deu; já sejam talentos, já sejam minas, para negociar e trabalhar para o Senhor; e quando Ele voltou, em relação aos servos, então Ele tomou conta deles, segundo o que lhe tinha servido cada um, e recompensou a cada um segundo sua obra; mas Ele acrescentou uma frase mais: e todos aqueles que não queriam que Eu reinasse, decapitem diante de mim. Deus é o que tem o direito legítimo, inerente, de governar, de estabelecer o reino. Se as pessoas não se submeterem ao reino reconhecendo a graça do Senhor, não fica outra possibilidade, outra saída, depois da longanimidade de Deus, depois dessa larga cavalgada do cavalo branco que sai vencendo e para vencer; não fica outra possibilidade que submeter às pessoas ao julgamento de Deus.

Claro que Deus, na administração de seu julgamento, também exerce uma espécie de progressão; Deus não entra em um julgamento forte, não. Você não encontra as taças ao princípio, a não ser ao final. Primeiro você vê os selos, depois vê as trombetas e depois vê as taças. Nas taças é quando se consome a ira de Deus, mas com as trombetas apenas se inicia esse julgamento definitivo de Deus; mas se consuma pelas taças; por isso, se Deus nos concede vê-lo depois, quando estudarmos as trombetas e as taças, vamos ver como as taças são o desenvolvimento das trombetas. As trombetas iniciam o julgamento e com as taças se consuma; mas essa consumação será ao final; quer dizer, nos tempos escatológicos; já quando a segunda vinda do Senhor estiver a ponto de vir em glória, é quando estas taças da ira se consumam; mas assim como a Bíblia fala dessas dores do último dia, também fala de uns princípios de dores; ou seja, que há coisas que começam a acontecer de uma maneira mais leve, julgamentos, que têm a intenção de que os homens recebam a graça. Quero lhes chamar a atenção primeiro a isso, porque às vezes nós vemos esses julgamentos e não entendemos por que esses julgamentos, e não entendemos as razões de Deus. Há muitos versículos na Bíblia aonde você vê que Ele diz, depois de nos narrar vários julgamentos, que ainda assim não se arrependeram de suas obras, nem deixaram de adorar aos demônios.

Então, o que estava procurando Deus com esses julgamentos? Estava procurando conduzir aos homens ao arrependimento. Primeiro veio a graça, mas Deus deixa que assim como vai cavalgando o cavalo branco tem que vir cavalgando também outro vermelho, e veremos que vem também outro negro, e por fim o último é um amarelo, baio, pálido, que leva as pessoas à morte e ao Hades; mas primeiro, por isso pus atenção no segundo, primeiro, segundo, terceiro, aí vemos uma progressão no tratamento de Deus. Primeiro Deus vem com graça, vem com misericórdia; Ele toma sobre si o pecado de todos os homens, Ele está disposto a perdoar qualquer pecado, porque Ele pagou o preço de todos os pecados, não nos cobrou nada; oferece-nos isso, como dizia o irmão ao princípio lendo esse versículo, a justificação só pela fé; oferece-nos isso só pela fé; só terá que se acreditar e se depois de tudo isso que a Ele tanto lhe custou, que não nos custa nada a não ser acreditar e receber, mas que a Ele se custou muitíssimo, o que acontece? Porque Lhe custou humilhar-se ao máximo, suportar toda contradição de pecadores, ser feito pecado por nós, ser abandonado na cruz como se fosse um pecador; nós nunca entenderemos o que Ele teve que acontecer; Custou-lhe muito. Agora, se depois disso o homem não recebe, vem julgamento; bom, o Senhor não manda as taças de uma vez, a sétima taça. Ele permite que cavalgue um cavalo; quando começa a cavalgar ainda não tem espada, não; notem que a espada lhe dá depois. Ele diz: “E saiu outro cavalo, vermelho; (aí saiu o cavalo) e ao que o montava foi dado poder”; e logo: “e lhe foi dado uma grande espada”; ou seja que as coisas não saíram de uma vez terríveis, mas sim se foram pondo cor de formiga cada vez mais; entendem o processo? Depois de que cavalgou o cavalo branco, depois que permitiu às pessoas conhecer a verdade, então agora sim Deus permite que cavalgue outro.

CAVALO BRANCO CAVALGANDO

Olhemos agora a uns versículos na segunda carta de Paulo aos Tessalonicenses, do começo para se ter mais claro. 2 Tessalonicenses 1:1. Verão vocês como começa o Senhor já a anunciar primeiro uma coisa boa, e logo outra coisa mais difícil.

Lemos do começo para que comecemos a vê-lo do cavalo branco: “1 Paulo, Silvano e Timóteo, (três apóstolos) à igreja dos tessalonicenses em Deus nosso Pai e no Senhor Jesus Cristo: 2 Graça e paz a vós, de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”. Vocês vêem aí cavalgando para cavalo branco.

“3 Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, (aí se vê o cavalo branco cavalgando) e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando; (aí está o cavalo branco cavalgando) 4 a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, (aí está o cavalo branco cavalgando) à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais”. Ah! a palavra paciência implica que há uma resistência a este cavalo branco; a palavra paciência indica que têm que suportar o rechaço e às vezes não só um rechaço débil; às vezes perseguições, e às vezes não só perseguições de palavras, mas também às vezes até a morte.

Então nos damos conta de que quando o Senhor envia sua palavra, o cavalo branco começa a cavalgar; os que o recebem entram na corrente do Espírito, mas os que não o recebem começam primeiro a zombar, logo a resistir, logo a perseguir e até matar. Diz o Senhor Jesus: “Vem a hora quando qualquer que vos mate, pensará que rende serviço a Deus” (Jo. 16:2); começa uma perseguição.

Notem que o vermelho é a cor do sangue, é a cor da morte. O ser vivente que dá a ordem ao segundo cavaleiro, ao segundo cavalo cavalgar, é o segundo ser vivente; o segundo ser vivente era semelhante a um bezerro, como vocês o podem ver ali em Apocalipse 4:7: “O segundo era semelhante a um bezerro”. O bezerro é um animal de sacrifício; notem que primeiro o Senhor faz que apareça um leão; o leão ruge com voz de trovão, representando a voz de Deus; sai a palavra de Deus; ou seja que primeiro Deus envia sua palavra, mas depois vem outro que já não é o leão, mas sim é o bezerro. O bezerro, que é um animal de sacrifício, mostra-nos o aspecto da igreja em perseguição, em tribulação; a igreja sofre perseguição, a igreja é entregue à morte como ovelhas de matadouro por causa do Senhor.

JUSTA RETRIBUIÇÃO

“Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente; (diz ao Senhor) somos considerados como ovelhas para o matadouro” (Sal. 44:22); então por causa disso, vejam o que diz ali: O segundo ser vivente, ou seja o que era como bezerro, animal de sacrifício, dizia: Erkou, ou seja, vem; o que aqui se traduz: vem ou vai; porque alguns manuscritos à palavra erkou acrescentaram kai IDE, ou seja, “e olhe”; outros lhe acrescentaram “kai blepe”, ou seja, “e olhe”; um “vai” e outro “olhe”; ou seja que são como acertos apliques de alguns escribas em alguns manuscritos; mas os outros manuscritos, os mais antigos, dizem simplesmente “Erkou”; não dizem “Erkou kai IDE” nem “Erkou kai blepe”. Não haveria nenhuma razão para tirar o “vai” ou o “olhe” aos outros versículos; por que alguém ia tirar? Mas é possível que alguém adicionasse; então adicionaram; alguns adicionam de uma maneira, outros de outra maneira, e a prova é que os que acrescentam não concordam no que acrescentam; por isso, o mais provável, é que a razão a tenham os manuscritos mais antigos onde somente diz: “Erkou”. Aqui este ser vivente que era animal de sacrifício diante de Deus, ele, o segundo ser vivente, é por causa da perseguição à Igreja; é por causa da perseguição aos servos de Deus que Deus permite cavalgar ao cavalo vermelho e lhe dá potestade para que os homens se matem uns aos outros; é por causa do rechaço à Igreja, ao evangelho e a perseguição contra o Senhor e contra sua Igreja. Ah, sim, o primeiro Senhor o anunciou, como disse: “28 Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos. 31Porque, se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco?” (Lc. 23:28,31), porque virão dias de retribuição. Por favor, quando vocês verem este cavalo vermelho cavalgando, não vão se assustar e pensar: Que Deus tão terrível que põe às pessoas em guerra! Lembre do significado desta palavra “retribuição”. Deus é justo; recordem o que mais adiante vai dizer um anjo: “Por quanto derramaram o sangue dos Santos e dos profetas, também você lhes deste a beber sangue” (Ap. 16:6).

Quando nós vemos às pessoas bebendo sangue nos parece terrível, mas eles disseram: Justo é, Senhor, porque eles derramaram o sangue de seus servos, de seu Santos; portanto, por isso, deu-lhe a beber sangue. Então a conseqüência de não receber o evangelho, rechaçar ao povo do Senhor, pô-lo como animal de sacrifício, é eles chamando sobre si mesmos a retribuição; por isso é o segundo ser vivente que diz: “Erkou”, anda, põe-se a andar este cavalo vermelho.

DEPOIS DO CAVALO BRANCO VEM O VERMELHO

Voltemos para 2 Tessalonicenses 1; estávamos vendo como o cavalo branco se começa a tingir de vermelho; começa a cavalgar um branco, mas lhe segue outro que já não é branco, a não ser vermelho. Tínhamos visto essa mudança, o momento de que alguém dá lugar a outro, quando começa a palavra “paciência”. Estávamos no versículo 4: “Nós mesmos nos glorificamos de vós nas Igrejas de Deus, por sua paciência e fé em todas suas perseguições e tribulações que suportam”. A primeira guerra é do diabo contra Deus; aí nasceu a guerra. A guerra nasceu quando o diabo se rebelou contra Deus; e quando se rebelou agora contra as criaturas de Deus; como o diabo não pode fazer nada a Deus, então ele trata de destruir às criaturas de Deus. Agora, a Igreja não vai cavalgando sozinha, a não ser em meio de uma perseguição contra ela; “em todas suas perseguições e tribulações que suportam”. Agora fixem aqui no versículo 5, porque aqui está o porquê depois do branco cavalga o vermelho: “5 sinal evidente do reto juízo de Deus”. Quando nós estamos sendo perseguidos, Deus nos está dando a graça de nos purificar e de nos negar a nós mesmos, julgar nossos próprios pecados reconhecendo e nos submetendo à disciplina do Senhor. Somos perdoados por seu sangue; seu sangue é o que nos limpa dos pecados, mas é sua disciplina a que nos trata o caráter. Mas então primeiro, Deus diz que sua casa vai ser purificada primeiro; o julgamento começa pela casa. A igreja prega, mas a igreja também peca, mas o que diz a Bíblia daqueles Santos em Daniel 7 e 11? Diz que para ser purificados, limpos e embranquecidos, permite-se que aconteçam essa perseguição; por fome, por espada, por fogo, por despojo. Recordam isso? Essa é a razão pela qual depois de julgar à Igreja, julga ao mundo.

No Antigo Testamento tratou primeiro com o Israel; e muitos, como estava tratando com o Israel, levantavam-se; os edomitas tratavam de caçar aos israelitas que fugiam do julgamento para devolvê-los ao julgamento. Por isso, depois que tocou o turno ao Israel, tocou- o turno ao Edom e tocou o turno a Gaza e aos filisteus ou palestinos, e depois lhe toca ao mundo inteiro, a Babilônia, etc.; mas primeiro Deus corrige a seu povo. 2 Tessalonicenses 1:5: “5 sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo; 6 se, de fato (aqui está a razão pela que vem o cavalo vermelho depois do branco) é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam”. Vêem? por que Deus vai afligir ao mundo? Porque o mundo afligiu aos filhos de Deus. “É justo diante de Deus pagar com tribulação aos que lhes afligem, 7 e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, 8 em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus”. Sublinho essa palavra: “retribuição”. Quando virmos esses cavalos cavalgando, primeiro o vermelho, depois outro pior, o negro, e depois outro pior, o pálido, recordem essa palavra “retribuição” que vai vindo de pouquinho; primeiro com um cavalo que começa a cavalgar para as dores finais, depois são as trombetas que convocam ao julgamento; depois já é uma taça que consuma o julgamento; mas não começa assim.

DEUS DÁ OPORTUNIDADE PARA ARREPENDIMENTO

Começa a pessoa sendo procurada Por Deus, uma e outra vez tratando de lhe salvar, lhe apresentar a oportunidade de ser salvo; mas a pessoa insiste em ir ao inferno, em rechaçar ao Senhor, e vai trazendo problemas sobre si; primeiro são problemas suaves para ver se entende com algo suave. Quando você vê lá em Deuteronômio o capítulo das bênçãos e as maldições, você vê que as maldições piores chegam ao final; primeiro as maldições que vemos não são tão terríveis, mas à medida que vão avançando as maldições e a gente não entende que essas maldições são uma chamada de atenção, essas taças, essas trombetas, esses selos, são para que as pessoas se arrependam. Deus nos dá oportunidade de arrependimento. “Dei-lhe tempo para que se arrependa, mas não quer arrepender-se de sua fornicação” (Ap. 2:21); e como não quis arrepender-se, então a joga em tribulação. Isso diz o Senhor a Jezabel em Tiatira. Recordam isso? O julgamento vai pintando-se cada vez mais de cor de formiga como dizemos nós, mais difícil, as coisas se vão voltando mais peludas, como também se diz, verdade? Vocês entendem o que lhes quero dizer. Então viram para cá, primeiro vem aqui o cavalo branco cavalgando, mas começaram a rechaçá-lo; eles tiveram que ter paciência e logo ser perseguidos e até morrer, derramaram seu sangue. Quando virmos ali o quinto selo, o que diziam? Senhor, quando vingarás nosso sangue? Esperem um pouco de tempo até que se complete o número dos que têm que ser mortos como vós.

Isso significa que Deus espera acumulando brasas de fogo sobre os inimigos do povo de Deus. Quando chegarem ao cúmulo, a ira se consuma; antes que a ira se consuma começam uns pequenos sinais; assim como nós se não somos sóbrios em nossa vida, de repente temos uma dorzinha por ali, que é como uma luz vermelhinha que te está dizendo: Como que está exagerando nisto, como que está descuidando isto; se a gente não puser atenção a esse pequena dorzinha como que vem outra mais forte para nos chamar a atenção de uma maneira mais forte; assim atua Deus. Primeiro nos chama a atenção de uma maneira mais suave, e se não nos demonstramos aptos para ouvir a voz suave, Ele levanta um pouco mais a voz; se ainda levantando a voz nos fazemos de surdos, tem que falar mais sério; não começa assim, mas assim vai ser se não prestamos a atenção. Estamos entendendo isso, irmãos? Então, por isso vemos aqui: “E saiu outro cavalo vermelho e ao que o montava foi dado poder de tirar da terra a paz”. Foi dado poder. Ninguém pode tirar da terra a paz se Deus não lhe dá poder; mas Deus permitiu que viesse a guerra; este cavalo vermelho personifica a guerra; a guerra como instrumento de julgamento, mas não ainda um julgamento definitivo, não; é necessário que venham guerras.

CAVALO DA GUERRA

vamos ver esses versículos aqui em Mateus 24:6-7, junto com Marcos 13:7-8 e Lucas 21:10. São versículos muito conhecidos. O primeiro, Mateus 24:6-7. Quando vimos a panorâmica destes selos, sem entrar nos detalhes, vimos como as profecias de Mateus 24, que é um Apocalipse do Senhor Jesus ali, relaciona-se com os selos; víamos o evangelho pregado como testemunho a todas as nações. Aqui está o cavalo branco cavalgando; mas os versículos 6 e 7, dizem: “6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis”. Os filhos não têm que se assustarem; o mundo é o que está sendo chamado; se não houver a situação de violência que há na Colômbia, possivelmente não haveria tantas congregações cheias em Remará e em outras cidades. Por causa de que têm prata, agora os seqüestram ou os matam; então agora não podem exibir sua prata, não podem fazer o que antes faziam, porque de repente o seqüestram para lhe roubar a prata; parece desagradável o ambiente, mas graças a isso, algumas pessoas deixam de ser imprudentes e começam a dar-se conta de que o dinheiro não é tudo e que o material não é tudo, que é necessário ter em fé em Deus; porque nem sequer o Estado sabe como cuidá-lo, pois em vão vela o guarda se Jeová não guardar a cidade; e que é graças a Deus que descobrem toda essa dinamite que foram explodir e não a explodiram, porque o Senhor guardou a cidade, não o guarda. A situação difícil faz que a gente comece a voltar os olhos a Deus. Contavam-me uma vez que em internet se fez uma pesquisa de qual era o país mais crente na América Latina; pois resultou ser a Colômbia; Colômbia resultou ser o país mais crente; isto faz como meio ano. Claro, é que Deus sabe como está fazendo as coisas. Dão-se conta? Deus sabe como está fazendo as coisas.

Voltemos para Mateus 24:6-7: “6E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, (e aqui sublinho isto) porque é necessário (ou se não Deus não ia fazer isto, se não fora necessário; Deus não faz coisas desnecessárias, Deus é muito econômico, Deus não faz coisas de balde) assim acontecer, mas ainda não é o fim”.

PORQUE HÁ TANTA GUERRA?

Essa guerra após guerra, rumor de guerra após de rumor de guerra, reino contra reino, nação contra nação; essa é a cavalgada do cavalo vermelho. Mas quando começa a cavalgar? Já começou a cavalgar, e não terminou de cavalgar; ainda não é o fim; depois das cavalgadas vêm as trombetas; isso sim é o começo do fim; e depois vêm as taças; esse é o fim do fim. Mas enquanto isso Deus tem que fazer uso da guerra, Deus. O Senhor disse: Toda potestade me é dada nos céus e na terra; Ele é o que governa todos os acontecimentos do mundo. Por que há guerra? Porque a pessoas são injusta com Deus e as pessoas são injusta com os homens, porque não se submetem ao reino de Deus e está na linha do diabo, a seu favor; então há guerra. Deus tem que permitir a guerra; são injustos com o povo de Deus, então Deus permite que outros sejam injustos com eles. Ah sim, aqui a oligarquia se levantou grande; Deus permitiu aos comunistas e à guerrilha; mas a guerrilha fez suas injustiças, então Deus permitiu aos paramilitares; agora os paramilitares fazem das suas, então Deus vai permitir a ONU, os cascos azuis ou qualquer outra coisa; uma coisa vem depois de outra. Ninguém se põe a rodar; se não se corrigir, isso é como uma avalanche que vai crescendo, crescendo cada vez pior; enquanto não se arrependam segue crescendo; a única maneira que pode salvar as coisas é que haja arrependimento, recebam ao Senhor e endireitem seu caminho; se não, vai cavalgar este cavalo por cima e depois vem outro pior, logo outro pior, mas por agora é este. “É necessário que tudo isto aconteça”; é necessário que haja guerras, rumores de guerras.

“Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino”; aí está o cavalo vermelho cavalgando.

PRESEGUIÇÃO AOS PREGADORES

Leiamos como diz Marcos 13:7-8, porque o Senhor permitiu que as palavras que Ele disse fossem recordadas por distintas testemunhas, e alguns recordam um detalhe, outro acrescenta outro detalhe, e por isso é bom que as três testemunhas sejam lidas. Marcos 13:7-8: “7 Quando, porém, ouvirdes falar de guerras (Jesus sabia que viriam guerras, Jesus sabia que o cavalo vermelho cavalgaria) e rumores de guerras, não vos assusteis; é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”. Se não fosse necessário, Deus não teria dito: anda, cavalga, cavalo vermelho. “mas ainda não é o fim.8 Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino”. Lucas 21:10 também o diz de maneira similar; aqui em Lucas vocês vão ver mais a razão pela qual cavalga o cavalo vermelho; como o vimos em 2 Tessalonicenses capítulo 1, o vamos ver aqui em Lucas 21; vamos ler o verso 10: “Então lhes disse: Levantar-se-ão nação contra nação, e reino contra reino” Esse é o cavalo vermelho. Logo no versículo 11 fala de outras coisas, mas no 12 diz: “12Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome;13 e isto vos acontecerá para que deis testemunho”.

Deram-se conta dessa frase? Antes de que aconteçam estas coisas cavalga o cavalo branco, e depois sim começa a cavalgar o vermelho, depois o negro e depois o amarelo; mas não cavalga o vermelho primeiro; primeiro cavalga o branco. Antes de todas estas coisas Deus dará ocasião a que testemunhem Seu Nome e, claro, os vão levar presos, os vão perseguir; então, depois do branco cavalga o vermelho; amém? “Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino”.

A SEQUÊNCIA EM EZEQUIEL

Notemos nessa mesma seqüência aqui no livro de Ezequiel, no capítulo 9. Seqüência de que? Do segundo cavalo depois do primeiro, de por que o vermelho depois do branco, a mesma seqüência; sempre essa é a seqüência de Deus. Leiamos todo o capítulo 9: “1 Então, ouvi que gritava em alta voz, dizendo: (esta é uma revelação que dá) Chegai-vos, vós executores da cidade”. Notem, chamam-se “executores da cidade”; estes executores são seres espirituais, que colocarão à cidade em uma situação tal, preparada para o julgamento de Deus. Antes que viesse Nabucodonosor, que foi o executor físico e seu exército, vieram estes verdugos espirituais primeiro; as coisas acontecem no espiritual, depois no natural. “Chegai-vos, vós executores da cidade, cada um com a sua arma destruidora na mão.2 Eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, cada um com a sua arma esmagadora na mão, e entre eles, certo homem (outro distinto) vestido de linho, (este é o branco) com um estojo de escrevedor à cintura; entraram e se puseram junto ao altar de bronze”. O altar de bronze é onde se faz o julgamento. Primeiro foi o julgamento do Cordeiro, mas se a gente não aceita o julgamento do Cordeiro, então fica o julgamento para nós mesmo, amém? Onde é que se toma a decisão? Junto ao altar de bronze. “3A glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, indo até à entrada da casa; e o SENHOR clamou (primeiro, antes que aos executores, antes que o cavalo vermelho, é o branco) ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor à cintura,4 e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela”. A quem ele falou primeiro? Ao varão vestido de linho, para pôr um sinal naqueles que não estavam de acordo com o que se vivia nessa cidade; eles gemiam, eles oravam, eles intercediam, eles aborreciam o pecado da cidade; eles lutavam, não concordavam com isso, e o primeiro Senhor decidiu dar a ordem com essas pessoas: lhes ponha a eles um sinal.

O JULGAMENTO COMEÇA PELA CASA DE DEUS

Mas depois disso aí vem o julgamento: “5 Aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, (aí está o segundo cavalo vermelho, é depois do primeiro, do branco) e, sem que os vossos olhos poupem e sem que vos compadeçais, matai;6 matai a velhos, a moços e a virgens, a crianças e a mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis; começai pelo meu santuário (o julgamento começa pela casa de Deus). Então, começaram pelos anciãos (porque não se pode começar com os meninos, a não ser com os anciões) que estavam diante da casa. E ele lhes disse: Contaminai a casa, enchei de mortos os átrios; (ali está essa espada) e saí. Saíram e mataram na cidade.8 Havendo-os eles matado, e ficando eu de resto, (parece que só Ezequiel era o que intercedia e orava, pelo menos ele não viu nenhum outro) caí com o rosto em terra, clamei e disse: ah! SENHOR Deus! Dar-se-á o caso que destruas todo o restante de Israel, derramando o teu furor sobre Jerusalém?
9 Então, me respondeu: A iniqüidade...”.

Notem irmãos, não há um cavalo vermelho se não houver primeiro iniqüidade; terá que entender por que Deus diz ao cavalo vermelho: “Erkou”, vai e anda, porque há iniqüidade, maldade. “9A iniqüidade da casa de Israel e de Judá é excessivamente grande, a terra se encheu de sangue, (então vem mais sangue; o primeiro sangue era de injustiça cometida por injustos contra inocentes; a outra que vem é de justiça, de retribuição, a de Deus) e a cidade, de injustiça; e eles ainda dizem: O SENHOR abandonou a terra, o SENHOR não nos vê.” Ah, Jeová não vê. “Também quanto a mim, os meus olhos (que sim vê tudo) não pouparão, nem me compadecerei; (e fixem-se na segunda parte do versículo 10; aqui está a chave, a palavra retribuição) porém sobre a cabeça deles farei recair as suas obras.” Há guerra porque o caminho dos homens voltou sobre suas próprias cabeças; essa frase é importante; retribuição: “porém sobre a cabeça deles farei recair as suas obras” Primeiro eles caminharam, e agora Deus diz: isso que você escolheu, comerás isso inteiro, com conseqüências e tudo; “porém sobre a cabeça deles farei recair as suas obras”. O cavalo vermelho é conseqüência do pecado de recusar ao Senhor e seguir no pecado; e não só o vermelho, depois vem o negro, mas isso é depois; enquanto isso estamos no vermelho. “11 Eis que o homem que estava vestido de linho, a cuja cintura estava o estojo de escrevedor, relatou, dizendo: Fiz como me mandaste.”. Embora aqui puseram o capítulo 10, a cena continua corrida no capítulo 10 e no capítulo 11. Quando você o lê com cuidado em sua casa se dá conta de que esses números de capítulos os puseram depois. O acontecimento continua nos capítulos 10 e 11. No capítulo 10 fala de que Deus abandona o santuário, e o 11 de que os governantes ímpios da nação serão castigados; e no verso 7 diz: “portanto, (notem que não há guerra, mas sim portanto, por isso, é necessário que seja isto, por causa do que aconteceu e o que Deus deve fazer para intervir) assim diz o SENHOR Deus: Os que vós matastes e largastes no meio dela, (a cidade) são a carne, e ela, a panela; (diziam eles) a vós outros, porém, vos tirarei do meio dela.8 Temestes a espada (aí vem a espada do cavalo vermelho) , mas a espada trarei sobre vós, diz o SENHOR Deus.
9 Tirar-vos-ei do meio dela, e vos entregarei nas mãos de estrangeiros, e executarei juízos entre vós.10 Caireis à espada; nos confins de Israel, vos julgarei, e sabereis que eu sou o SENHOR”. Então, irmãos, notemos essa palavra “a espada cairão”.

A ESPADA AFIADA

Vamos ver, já que estamos em Ezequiel, o capítulo 21; vamos ler do versículo 8 aos 17: “8 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:9 Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: A espada, (aí está a do cavalo vermelho) a espada está afiada e polida;10 afiada para matança, polida para reluzir como relâmpago. Israel diz: Alegremo-nos! O cetro do meu filho despreza qualquer outra madeira.11 Mas Deus responde: Deu-se a espada a polir, para ser manejada; ela está afiada e polida, para ser posta na mão do matador”. Deu-lhe uma espada para que se matassem uns aos outros; “ela está afiada e polida, para ser posta na mão do matador”; aí está o cavaleiro do cavalo vermelho. “12 Grita e geme, ó filho do homem, porque ela será contra o meu povo (a espada) contra todos os príncipes de Israel. Estes, juntamente com o meu povo, estão entregues à espada; dá, pois, pancadas na tua coxa.13 Pois haverá uma prova; e que haverá, se o próprio cetro que desprezou a todos não vier a subsistir? diz o SENHOR Deus”; ou seja, o rei caiu. “Tu, pois, ó filho do homem, profetiza e bate com as palmas uma na outra; duplique a espada o seu golpe, triplique-o (notem: primeiro um, logo se duplique. Primeiro um, estão os selos; dupliquem-se, estão as trombetas; tripliquem-se, estão as taças) a espada da matança, da grande matança, que os rodeia;15 para que desmaie o seu coração, e se multiplique o seu tropeçar junto a todas as portas. Faço reluzir a espada. Ah! Ela foi feita para ser raio e está afiada para matar.

16 Ó espada, vira-te, com toda a força, para a direita, vira-te para a esquerda, para onde quer que o teu rosto se dirigir.17 Também eu baterei as minhas palmas uma na outra e desafogarei o meu furor; eu, o SENHOR, é que falei”. Palavra séria; não pensem que as coisas que acontecem são por acaso. Jesus tem toda autoridade nos céus e na terra. Não há nenhuma folha de uma árvore que caia sem sua vontade.

Vamos um pouquinho mais a olhar outro versículo aqui, irmãos; vamos a Daniel capítulo 11, porque acabamos de ver o que dizia ali o Senhor Jesus: Ouvirão de guerra e rumores de guerra; é necessário que tudo isto aconteça e então virá o fim. Quando o Senhor disse essas palavras Ele estava resumindo os detalhes chave dessas guerras que já Deus tinha revelado no livro do profeta Daniel.

RESUMO HISTÓRICO DAS GUERRAS

Recordem que quando Ele estava falando isso, Ele disse: quem lê entenda, e isso é em relação ao que disse o profeta Daniel que aparece nesse contexto do Apocalipse de Jesus Cristo em Mateus 24, em Marcos 13 e em Lucas 21; aí está Daniel. Como disse o profeta Daniel; que lê entenda. O Senhor conhecia Daniel, o Senhor tinha lido ao profeta Daniel, por isso Ele disse: É necessário que nação se levante contra nação: reino contra reino; ouvirão de guerras, rumores de guerra; quer dizer, uma série de guerras. Irmãos, a história da humanidade é uma história de guerras cada vez mais terríveis: a primeira guerra mundial, a segunda guerra mundial, vem o Armagedom, uma terceira guerra mundial e outras guerras que houve no passado e estão acontecendo no presente. Pus-me a ler, para estudar isto, a história das guerras; não vou lhes contar tudo o que li; isso foi para mim mesmo. Terrível! A história é história de guerras, esse cavalo cavalgando; não é o fim ainda, mas está cada vez mais perto. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino; ouvirão de guerras, rumores de guerra; é necessário que isto aconteça, mas ainda não é o fim, é apenas a cavalgada; o fim é ao final da cavalgada. Depois dos selos, quando terminar o sétimo selo aí saem as trombetas; quando se estiver na sétima trombeta aí saem as taças, amém? Mas com os selos já é o rodeio. Então, primeiro vejamos no capítulo 9 de Daniel, a profecia das setenta semanas; vamos ler da morte do Messias, versículo 26. No 9 está resumido, assim como está resumida a visão do cavalo vermelho; aí está a síntese do que cavalga, depois de que recusam o evangelho, amém? Aqui no 9 está resumido, e no 11 está detalhado; e Jesus também o resumiu; as muitas palavras com detalhes de Daniel 11 aparecem resumidas em Jesus: Haverá guerras, rumores de guerra; já sabem que isto tem que acontecer assim; é necessário que assim seja. Ele conhecia que assim devia ser. Primeiro porque Ele é o Messias, segundo porque Ele é a palavra e terceiro a palavra pelo profeta Daniel que falou pelo Espírito de Cristo, já havia dito isso.

CUMPRIMENTO TIPOLÓGICO DA PROFECIA

Em Daniel 9:26 diz: “E depois das sessenta e duas semanas (não vou ler todas as profecias de Daniel porque vocês já estudaram “Roma na profecia de Daniel”) tirarão a vida ao Messias, mas não por si; (claro, mataram ao Messias, mas Ele ressuscitou e ascendeu. O que acontece depois? Bom, se o Messias morreu, terá que pregar a justificação; mas o que passa se não se recebe, que vem depois? Aqui está) e o povo de um príncipe que tem que vir (mataram ao Messias, rechaçaram o evangelho; ah! se o cavalo branco não foi recebido, então vem o vermelho) destruirá a cidade e o santuário; e seu fim será com inundação, e até o fim da guerra durarão as devastações”.
Toda uma série de devastações até o fim da guerra é a cavalgada do cavalo vermelho depois de que mataram ao Messias; mas Ele ressuscitou, ascendeu, recebeu todo poder, abriu os selos e enviou o Espírito, enviou a Igreja, a Palavra, mas também lhe disse à espada: vê detrás, mas vê; está cavalgando.

Passemos agora ao capítulo 11 de Daniel. É uma visão que começa do 10 e continua até o 12; ali há uma série de guerras. É um primeiro cumprimento tipológico desde Alexandre Magno até o Antíoco Epífanes; houve um primeiro cumprimento. Quando você lê a historia, por exemplo, o livro dos Macabeus, e quando lê a historia de Herodoto, ou quando lês a outros historiadores antigos, você se dá conta de que o que se profetizou aqui em Daniel teve um primeiro cumprimento típico com o Antíoco Epífanes; ele foi como um protótipo ou símbolo do anticristo e essas guerras se cumpriram com estes princípios; mas logo o Senhor Jesus, referindo-se ao mesmo profeta Daniel, à mesma profecia que já tinha sido cumprida tipologicamente com as guerras até o Antíoco Epífanes, o Senhor ainda a pôs para o futuro. Quando falou da abominação desoladora, disse a seus discípulos para o futuro; já Antíoco Epífanes tinha sacrificado um porco no altar, no templo de Deus; já tinha havido abominações; fez-se o Deus manifesto, assim se chamou ele, um perfeito tipo do anticristo; entretanto, Deus não considerou que esse cumprimento seja o definitivo, mas sim o pôs para o futuro. Disse: “Quando virem no lugar santo a abominação desoladora de que falou o profeta Daniel (que lê, entenda)...” (MT. 24:15); ou seja, como quem diz: isso que passou com o Antíoco Epífanes, que certamente cumpriu a profecia tipologicamente, não é ainda o definitivo.

Por isso é que Apocalipse diz: “A besta que viste, era, e não é; e está para subir do abismo” (Ap. 17:8). Sim era, era um cumprimento típico, não era ainda o definitivo; o definitivo está por vir. Era, não é, e será. Então, logo veio o general romano Vespasiano e mandou ao general Tito, seu filho, e destruíram outra vez Jerusalém e crucificaram a todo esse montão de pessoas que haviam dito a Pilatos em relação ao Senhor Jesus: crucifiquem-no; eles mesmos foram crucificados depois pelos romanos. As mulheres tinham que comer seus próprios filhos; os soldados cheiravam carne queimada em qualquer parte, e encontraram a uma senhora rindo como louca, comendo-se a seu próprio filho; e dizia à outra: hoje comemos a meu filho, amanhã nos comeremos ao teu; isso aconteceu. Isso dizia Deuteronômio nas maldições que aconteceriam se não ouviam a Deus, se não cumpriam sua palavra; as maldições foram cada vez piores até chegar a comer seus próprios filhos; e entretanto, esse novo cumprimento que se deu no tempo do João, depois aparece outra vez o Senhor glorificado no ano 86, 16 anos depois do segundo cumprimento, e não o segundo, a não ser o terceiro, porque no tempo do Pompeu também. No Antíoco Epífanes se cumpriu; em tempo de Pompeu, 63 A. C. se cumpriu; no tempo do ano 70 com o Tito se cumpriu; com Bar Cobcha no ano 135 se cumpriu no reinado do Adriano. São vários cumprimentos. Agora, passou já o do 70; cumpriu-se essa parte da profecia e volta outra vez o Senhor em Apocalipse a dizer ao João: Olha, João, mede o templo outra vez, e mede aos que adoram nele, porque daqui para fora será entregue aos gentios e pisarão a cidade Santa; volta outra vez a profecia da cidade Santa a cumprir-se novamente. Quando vocês estudam a história das cruzadas também era em relação a Jerusalém. Vinha Saladino tomava Jerusalém; vinha Ricardo coração de leão e tratava de recuperar o santo sepulcro, como eles diziam; incursionavam no Egito; o rei do sul, o norte, e vão e vêm; estas profecias que estão no Daniel 11 tiveram cumprimentos repetidos. Assim quando as lemos uma só vez temos que ver que o Senhor volta a anunciar para o futuro. cumpriu-se com o Antíoco Epífanes, volta-se a cumprir com o Pompeu, volta-se a cumprir com o Tito, volta-se a cumprir com o Adriano e Bar Cobcha, volta-se a cumprir nas cruzadas e se vai cumprindo para o final. Guerras e rumores de guerra; é necessário que assim seja; é como um espiral. Volta e gira, volta e gira, volta e gira.

A ÚLTIMA SEMANA DE DANIEL

Então, irmãos, tenhamos em conta que Daniel 11:31 é um versículo chave; este versículo nos fala do momento em que o anticristo estabelece a abominação desoladora no templo de Jerusalém. Diz assim: “E se levantarão de sua parte tropas que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício, e porão a abominação desoladora”. Vocês recordam a última semana das setenta semanas (Daniel 9:27); na última semana se diz que na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferenda; ali aparece a última semana e o que ocorre na metade desta semana: “E por outra semana confirmará o pacto com muitos; (notem essa palavra “um pacto”, uma aliança para o fim) na metade da semana (quando começarem os três anos e meio a grande tribulação) fará cessar o sacrifício e a oferenda. Depois nas asas das abominações virá o desolador, (esse é o anticristo final, que já teve seus tipos antes, mas este é o final) até que venha a consumação, (as iras, as sete taças da ira que são as que consumam isto) e o que está determinado se derrame sobre o desolador”. Este é o anticristo; mas fixem-se em que há uma semana final; a semana começa com um pacto e na metade da semana se quebra o pacto e vem o desolador.

SURGE O IMPÉRIO ROMANO

Agora, quando você vem a Daniel 11, então do versículo 23 até o versículo 30, aparece o que acontece na primeira parte da semana última; e do 31 em adiante até terminar Daniel 12, está a segunda parte da semana. Se vocês se fixarem no versículo 18 do Daniel 11, a primeira interpretação tinha que ver com o cumprimento típico do Antíoco Epífanes; diz: “Voltará depois seu rosto às costas; e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar sua afronta; e até fará voltar sobre ele seu opróbio” Este príncipe, quando vem o cumprimento típico, é quando mataram a Antíoco Epífanes; e sabem quem foi que se levantou aí? Roma; foi o império romano na batalha das Termópilas e na batalha de Magnésio; eles venceram aos gregos e aí surgiu o império romano. Daqui em diante começa a desenvolver o império romano; logo aparece o império romano desenvolvendo-se até chegar à época de Cristo. No versículo 22, chegamos à época de Cristo: “As forças inundantes serão arrasadas de diante dele; serão quebrantadas, como também o príncipe da aliança”. O príncipe do pacto é o Senhor Jesus; a tipologia era o sumo sacerdote Onías III, na época de Antíoco Epífanes, que foi destruído; mas logo foi no tempo do Tibério César, imperador romano, quando mataram ao Senhor Jesus. Amém?

Então fixem-se, matam ao Senhor Jesus, e agora chega a conclusão: “23 Apesar da aliança com ele”; aqui aparece um pacto final, porque Jesus disse: Ouvirão de guerra, rumores de guerra; nação se levantará contra nação; reino contra reino; é necessário que estas coisas aconteçam. Ele disse isto, porque Ele está resumindo o que aconteceria desde que mataram a Ele até o final; está resumindo os cumprimentos típicos que prefiguram o cumprimento final. Agora vamos ler para cá, não só já os típicos, mas também no sentido final; ou seja, o da semana final, o da grande tribulação. A primeira parte da semana do pacto, que começa no versículo 23, até a segunda metade da semana que começa no verso 31; e olhemos que tudo é como disse Jesus: guerra, guerra, guerra.

Então vamos lendo isso: “23 Apesar da aliança com ele, usará de engano; subirá e se tornará forte com pouca gente.24 Virá também caladamente aos lugares mais férteis da província e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais: repartirá entre eles a presa, os despojos e os bens; e maquinará os seus projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo.” Isso é como dizer, o primeiro ano. “25 Suscitará a sua força e o seu ânimo contra o rei do Sul”; notem, já no tempo final, não olhando os cumprimentos típicos a não ser o final, o rei do sul corresponde ao mundo muçulmano e ao terceiro mundo; notem que as nações da Europa que representa a besta final, e da América que representa a outra besta com chifres de cordeiro que fala como dragão, eles querem estabelecer um governo mundial e sua luta é contra o sul. O mundo muçulmano é o rei do sul. Ao sul de Israel está o Egito, Líbia, Tunísia, Arábia: quer dizer, o mundo muçulmano como cabeça do terceiro mundo e dos países não alinhados.

Venezuela está unido com o mundo muçulmano por meio do petróleo.
Então fixem-se nessas guerras que vêm. “25 Suscitará a sua força e o seu ânimo contra o rei do Sul, à frente de grande exército; o rei do Sul sairá à batalha com grande e mui poderoso exército, mas não prevalecerá, porque maquinarão projetos contra ele.26 Os que comerem os seus manjares o destruirão, e o exército dele será arrasado, e muitos cairão traspassados.27 Também estes dois reis (o poder do hemisfério norte e do sul) se empenharão em fazer o mal e a uma só mesa falarão mentiras; porém isso não prosperará, porque o fim virá no tempo determinado”. Aí está o segundo ano. Terceiro ano: “Então, o homem vil tornará para a sua terra com grande riqueza, e o seu coração será contra a santa aliança; (contra Israel e contra os cristãos) ele fará o que lhe aprouver e tornará para a sua terra.29 No tempo determinado, tornará a avançar contra o Sul; mas não será nesta última vez como foi na primeira, 30 porque virão contra ele navios de Quitim, (Quitim é Chipre, ou seja que a guerra será no mediterrâneo) que lhe causarão tristeza; voltará, e se indignará contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver; e, tendo voltado, atenderá aos que tiverem desamparado a santa aliança”; quer dizer, com os apóstatas, com os que não acreditam a palavra, os que se deixam enganchar no banquete do Baal-peor, do ecumenismo, da globalização, e vão servir a este anticristo final.

A GRANDE TRIBULAÇÃO

No verso 31 começa já o anticristo aberto, começa já a segunda metade da semana 70. A semana começa com um pacto, mas na metade da semana se quebra o pacto. No verso 31 começa a segunda metade da semana 70 de Daniel; os três anos e meio finais do governo do anticristo. Deram-se conta de tudo o que havia? Guerra, guerra, guerra, o cavalo vermelho cavalgando. “Dele sairão forças (outra vez forças,tropas) que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora”. Jesus disse: quando virem no lugar santo a abominação desoladora posta onde não deve estar, da que falou o profeta Daniel, (que lê, entenda), então, irmãos, é porque chegaram os tempos de retribuição final. E diz: “32 Aos violadores da aliança, ele, com lisonjas (o anticristo não começa só com guerra) perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo”. Esse cavalo branco tem que seguir cavalgando. “Os sábios entre o povo ensinarão a muitos; todavia, cairão pela espada e pelo fogo, pelo cativeiro e pelo roubo, por algum tempo

“Ao caírem eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas.35 Alguns dos sábios cairão para serem provados (aí está a razão da perseguição, para ser purificado) purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado”. E agora sim, aqui está o anticristo no verso 36: “Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a ira, (onde se consuma a ira? Nas sete taças) porque aquilo que está determinado será feito”.

E segue descrevendo a este anticristo. “Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao desejo de mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá.38 Mas, em lugar dos deuses, honrará o deus das fortalezas; a um deus que seus pais não conheceram, honrará com ouro, com prata, com pedras preciosas e coisas agradáveis.39 Com o auxílio de um deus estranho (com o diabo, porque se diz que o dragão dará seu poder à besta; essa é a religião das elites, o luciferianismo) agirá contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem, multiplicar-lhes-á a honra, e fá-los-á reinar sobre muitos, e lhes repartirá a terra por prêmio”. Deus quer que a terra se distribua equitativamente e grátis entre a população, mas este é por preço. “40 No tempo do fim (notem, haverá resistência contra esse governo ditatorial? claro que sim) ao cabo do tempo o rei do sul (o mundo muçulmano e o terceiro mundo) o rei do Sul lutará com ele, e o rei do Norte arremeterá contra ele (Rússia) com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará”.

Vocês vêem: guerra, guerra, guerra, guerra; esse é o cavalo vermelho cavalgando; mas chegando já a culminação, “Entrará também na terra gloriosa, (essa é Israel) e muitos sucumbirão, mas do seu poder escaparão estes: Edom, e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom (Jordânia). Estenderá a mão também contra as terras, e a terra do Egito não escapará.43 Apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; os líbios (que é Fut, Kadaffy) e os etíopes o seguirão.44 Mas, pelos rumores do Oriente (China) e do norte (Rússia; aí está Armagedom, cavalgando todos, aí está o mundo ocidental com o anticristo e seu falso profeta juntos, o rei do norte e o rei do sul, e agora o oriente) e do Norte, será perturbado e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos.45 Armará as suas tendas palacianas entre os mares contra o glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra.1 Nesse tempo, se levantará Miguel, (é o arcanjo Miguel) o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, (essa é a grande tribulação) qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro.2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”. Aí vemos, pois, como esse cavalo cavalga. Este cavalo cavalga, mas vocês se dão conta de que não só no cavalo vermelho aparece a espada.

SÃO COMEÇOS DE RETRIBUIÇÃO

Voltemos para Apocalipse. Não só no cavalo vermelho aparece a espada; claro, este cavalo vermelho personifica a guerra. É toda esta cavalgada de guerra após guerra, guerra após guerra que vai acompanhando a história, inclusive do cristianismo. Diz o versículo 4: “E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada”; mas olhem que no quarto cavalo diz na metade do verso 8: “e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, (ou seja que a espada continua não só no segundo cavalo, mas também no quarto) com fome, com mortandade, e com as bestas da terra”. Irmãos, o que Jesus disse do cavalo vermelho, são essas guerras que disse que aconteceriam; mas esse cavalo cavalga, essa espada vem destruindo; e quando avança o sétimo selo aparecem as trombetas. E as trombetas iniciam o julgamento final; mas quando avança a sétima trombeta aparecem as taças, e as taças são a consumação da ira. Irmãos, devemos saber que o céu governa e que o céu deu uma ordem através desse segundo ser vivente com semelhança de bezerro, animal de sacrifício; disse ao cavalo vermelho: Vem; ou seja, põe-se a andar, anda, e começa a andar.

A história é isto. Você toma um livro de história a ver o que é a história do homem. Primeiro está a história sagrada, a história do povo de Deus; a história da Igreja, que é como dizer a parte central da história, a alma da história; o resto é guerra após guerra, guerra após guerra, cada vez piores. O que está fazendo Deus através destas guerras? Chamando ao arrependimento. Deus quer que se arrependam, antes de que venham fomes; e se tiverem fome, que se arrependam antes de que morram e se vão ao Seol, ao Hades.

Irmãos, eu acredito que o que disse Jesus, apoiado no que disse Daniel, com o que diz este cavalo, é tudo uma mesma coisa, é uma figura perfeita que sintetiza a história. O Senhor subiu à destra, recebeu o poder, pôs a cavalgar ao evangelho e atrás vem a guerra para afligir aos que afligem à Igreja e rechaçam o reino e chamá-los ao arrependimento. vamos parar aqui e vamos orar.

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