segunda-feira, 19 de outubro de 2009

28. A Abertura do Terceiro Selo

Aproximação ao Apocalipse ( 28 )

A ABERTURA DO TERCEIRO SELO




“5 Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão.
6 E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho”. Apocalipse 6:5-6.

UM CAVALO NEGRO

Vamos abrir nossas Bíblias no livro do Apocalipse que estamos seguindo; estamos nos aproximando dele e vamos ao capítulo 6, à porção dos sete selos. Com a ajuda do Senhor vamos considerar hoje a abertura do terceiro selo; isso está no capítulo 6:5-6. Leiamos inicialmente os dois versos, rapidamente e logo então voltamos sobre eles mais lentamente. Apocalipse 6:5-6: “5 Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão.6 E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho”. A palavra “coinix” em grego se traduz em português, medida; uma medida de trigo por um denário e três medidas de cevada por um denário. Os que estão lendo a versão Reina-valera, ali diz: duas libras de trigo por um denário, e seis libras de cevada por um denário; e no versículo 5 onde diz: “vem e olhei”; no grego é como em todas as passagens, “erkou”, que se pode traduzir: vê; ou se pode traduzir: vai, no sentido de anda ou põe-se a andar; a palavra ali “erkou” se refere à ordem a esse cavalo de pôr-se a andar; esta palavra não vai dirigida ao João, a não ser vai dirigida ao cavalo; não é ao João ao que lhe chama a ver, a não ser ao cavalo ao que lhe chamam a andar, assim como no primeiro, assim no segundo, também no terceiro.

A PERSONIFICAÇÃO DA FOME

“5 Quando abriu (esse é o Cordeiro de Deus) o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente que dizia: erkou”. Aqui a ênfase está na palavra “terceiro”; todos estes cavalos cavalgam juntos: o evangelho, a guerra, a fome, a mortandade; cavalgam juntos; entretanto, há um que prevalece sobre o outro. O primeiro é o branco, que já o vimos, referido a uma personificação do evangelho de Deus; já o estudamos, e portanto agora passamos rapidamente. O dois é uma personificação da guerra, que já nos detivemos nisso na vez passada; e este terceiro é uma personificação também; o que poderíamos dizer o espectro da fome, a personificação da fome. Então, há muitas coisas que ver aqui. Quando aparece o terceiro cavalo, quer dizer que segue ao segundo; o segundo é a guerra, a terceira é a fome; quer dizer, a fome segue à guerra. Quando há guerra as pessoas se dedicam a destruir, as pessoas não se dedicam a plantar; o que se planta se volta escasso, volta-se custoso, é usado, mais tudo o que se produz é para a guerra; então, uma conseqüência natural da guerra é a fome. Agora, nada aconteceria na terra se Deus não lhe desse permissão; mas Deus vê razões na terra para dar permissão ao espectro da fome cavalgar sobre a terra. É terrível, mas a palavra de Deus nos mostra que em várias ocasiões como julgamento Deus permite cavalgar o espectro da fome. Aqui a cor do cavalo é negro; na Bíblia a cor negra, essa cor de luto, é uma cor escura por causa da fome.

FOME EM JUDÁ

Vamos ver uns versos que nos mostram isso; vamos ali em Jeremias capítulo 14, para identificar esta cor negra com a fome: “1 Palavra do Senhor que veio ao Jeremias, com motivo da seca”. Quando há seca faltam os produtos da terra e a fome vem, então nesse contexto diz: “2 Anda chorando Judá”; vocês vêem a relação de seca ou escassez ou fome com o luto; a cor do luto é o negro. “2 Anda chorando Judá, as suas portas estão abandonadas e, de luto, se curvam até ao chão; e o clamor de Jerusalém vai subindo”. No verso 4 diz: “Por não ter havido chuva sobre a terra, esta se acha deprimida; e, por isso, os lavradores, decepcionados, cobrem a cabeça”. Vamos ver também duas porções de Jeremias em Lamentações; vamos inicialmente ao capítulo 4:4-11. Ponham atenção a quão sério é este texto. Diz assim: “4 A língua da criança que mama fica pegada, pela sede, ao céu da boca; os meninos pedem pão, e ninguém há que lho dê 5 Os que se alimentavam de comidas finas...”. Ai, ai! Em uma etapa da vida um está comendo comidas finas; eu não gosto disto, eu não gosto daquilo, só quero isto. “5 Os que se alimentavam de comidas finas desfalecem nas ruas; (a comer dos lixos) os que se criaram entre escarlata se apegam aos monturos”. por que? “6 Porque maior é a maldade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma, que foi subvertida como num momento, sem o emprego de mãos nenhumas. 7 Os seus príncipes eram mais alvos do que a neve, mais brancos do que o leite; eram mais ruivos de corpo do que os corais e tinham a formosura da safira.8 Mas, agora, escureceu-se-lhes o aspecto mais do que a fuligem; não são conhecidos nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos ossos, secou-se como uma madeira”.

No que ficaram os ricos; agora diz aqui “o aspecto mais do que a fuligem”. Vocês vêem aqui a cor negra relacionada com sua pele pegando-se a seus ossos. Agora, notem-se em como o cavalo negro é mais terrível que o cavalo vermelho; está no verso 9: “Mais felizes foram as vítimas da espada (que é o cavalo vermelho) do que as vítimas da fome”: que é o cavalo negro. “9 Mais felizes foram as vítimas da espada (que é o cavalo vermelho, e por isso é apenas o segundo) do que as vítimas da fome; (que é o terceiro cavalo, o negro, o da fome, que vem depois da guerra; e diz por que são mais felizes os que morrem pela espada que pela fome; a continuidade do verso o diz) porque estes (os que morrem por fome, os do cavalo negro) definham atingidas mortalmente pela falta do produto dos campos”. Por isso são mais ditosos os que morrem a espada, que morrem de uma vez; os outros morrem pouco a pouco.

“10 As mãos das mulheres outrora compassivas (ouçam) cozeram seus próprios filhos; estes lhes serviram de alimento na destruição da filha do meu povo. 11 Deu o SENHOR cumprimento à sua indignação, derramou o ardor da sua ira; acendeu fogo em Sião, que consumiu os seus fundamentos”.

Então vemos o que é esse cavalo negro: fome; e é tão terrível que é o terceiro; quer dizer, se a guerra for uma praga, a fome é uma praga duplamente mais acentuada. Primeiro Deus permite as coisas até um ponto para que a gente aprenda o que tem feito e se arrependa e se volte para Deus; mas se não o faz, então se aperta mais a porca e vem o terceiro cavalo; ou seja, vem a fome, que é mais terrível que a própria guerra.

Também aqui em Lamentações 5:9-10 nos diz algo interessante: “9 Con perigo de nossas vidas (notem, estava a guerra; aí está o cavalo vermelho) providenciamos o nosso pão, por causa da espada do deserto.

10 Nossa pele se esbraseia como um forno (outra vez o cavalo negro) a causa do ardor da fome”. Irmãos, se Deus sabia que tinha que permitir a este cavalo cavalgar, Ele o tem feito; e lhe seguirá permitindo cavalgar, de maneira que nós devemos estar preparados para isso. Primeiro, sendo sóbrios, e segundo sendo generosos; Deus nos ajude. “e quem dá a beber será dessedentado” (Pv. 11:25), diz a Palavra.

RAZÕES DE DEUS PARA QUE VENHA A FOME

Vamos ver ali em Deuteronômio uma passagem bastante séria que está no capítulo 28, que é o capítulo das maldições; Vamos ver os versos 47 e 48; estes dois versos estão no capítulo das maldições. Primeiro Deus envia a bênção; envia o evangelho, está o cavalo branco cavalgando; as pessoas não o receberam e começaram a perseguir os filhos de Deus, e por afligi-los, Deus lhes traz tribulação . Como diz lá em Apocalipse: “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso” (Ap. 16:6). Mas depois da guerra vem a fome, que é a conseqüência que segue à guerra; e então aqui aparecem as maldições aos que se separam da palavra do Senhor, e os que não recebem sua palavra; então lhe vêm estas maldições que se vão agravando à medida que passam os versículos até que chegamos aos versículos 47 e 48, onde Deus explica a razão da fome, que é muito importante. Por que Deus permite a fome? Ele não faz coisas sem razão, e ali começa o verso 47: “47 Porquanto não (aí está a razão) serviste ao SENHOR, teu Deus, com alegria e bondade de coração, não obstante a abundância de tudo”. Deus nos dá abundância; temos café da manhã, temos almoço, temos comida, podemos escolher esta coisa, podemos trocar todos os dias de comida, não nos toca todos os dias repolho; como na guerra lá no Paraguai, onde a um irmão tocou comer repolho todos os dias; tomo o café da manhã repolho, almoço repolho, janta repolho; ele não queria ver o repolho em sua casa, mas depois não havia a não ser repolho. Agora diz: Por não servir a Deus com alegria no tempo da abundância; quer dizer, quando era tempo das vacas gordas; então chegou o tempo das vacas magras; as vacas gordas vêm primeiro, depois vêm às vacas magras. A gente mesmo chama as vacas magras quando não agradece nas vacas gordas, quando não recebe as coisas com gratidão, quando não faz uso das coisas com boa vontade, com generosidade. Olhem o que diz aqui: “47 Porquanto não serviste ao SENHOR, teu Deus, com alegria e bondade de coração, (quer dizer, do profundo) não obstante a abundância de tudo. 48 Assim, com fome, com sede, com nudez e com falta de tudo, servirás, (aí estão as razões de Deus) aos inimigos que o SENHOR enviará contra ti; sobre o teu pescoço porá um jugo de ferro, até que te haja destruído”. Deus explica as razões. Quando temos abundância não sabemos agradecer a Deus nem servir a Deus com a abundância que temos, então Deus permite o problema, permite a fome.

PROFECIAS APOCALÍPTICAS DO SENHOR

Voltemos ali para Apocalipse; ali este cavalo é definitivamente a fome. Vocês recordam quando vimos a panorâmica e associávamos a abertura dos selos com as profecias apocalípticas do Senhor Jesus, antes de ser crucificado, em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21. Vamos vê-las de novo. Mateus 24; ali nesse contexto aparece claramente a fome entre as outras coisas; é algo bem conhecido pelos irmãos, mas é necessário o ter claro, especialmente para outros irmãos mais novos ou para pessoas que depois considerem isto quando já aparecer escrito. Mateus 24:7; o Senhor, depois de dizer: “7 Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino; (esse é o cavalo vermelho, a guerra, então diz) e haverá pestes, e fomes, (aí aparece também o cavalo negro) e terremotos em diferentes lugares”.

O mesmo nos diz Marcos 13:8, porque estas são passagens paralelas onde cada uma destas testemunhas menciona as coisas; mas ao as ler todas juntas podemos ver como se enriquece a um com o outro.

Marcos 13:8, depois de dizer: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá terremotos em muitos lugares, (então diz) e haverá fomes (aqui o diz em plural: várias fomes, fome) e alvoroços; princípios de dores são estes”.

Tenha-se em conta que a fome não é ainda as taças, nem sequer as trombetas; é princípio de dores, é um cavalo que vai cavalgando com o objetivo de tocar a porta do coração das pessoas; que as pessoas se voltem para Deus, volte-se reta, não sejam idólatras, sirva a Deus com o que Deus lhe deu.

Lucas 21:11 também nos diz as mesmas coisas; diz-lo também muito simplesmente, quase da mesma maneira: “11 haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu.” Aqui está resumindo o Senhor as distintas coisas, e entre essas aparece esta que estamos hoje sublinhando, que é a da fome.

ESPADA, FOME E PESTILÊNCIA

Qualquer pessoa que leia um pouco as notícias e os informe das FARC se dá conta que isto está cavalgando; aqui na Colômbia já está cavalgando o cavalo vermelho da guerra; os preços começam a subir, as coisas se têm que importar porque já não se podem produzir por causa da guerra. Estas três coisas irmãos, vamos ver na palavra: espada, fome e pestilência que representam esse cavalo vermelho, esse cavalo negro e esse cavalo amarelo, sempre são mencionadas pelo Senhor juntas; sempre ao longo de toda a Bíblia estas coisas estão juntas. Primeiro Deus fala com Israel, porque o Senhor tomou ao Israel como seu primogênito; e se a seu próprio povo primogênito, Israel, teve que corrigi-lo com estes três cavalos, o da espada, o da fome e o da pestilência, há outras profecias que já não se referem ao Israel, mas também às nações, onde estes mesmos três cavalos, essas três pragas: da guerra, da fome e da peste aparecem. Vamos ver alguns versículos; há muitos, mas não podemos vê-los todos, mas vamos ver pelo menos alguns, para que vocês vejam como Deus sempre corrige com estas três coisas os pecados de seu povo, os pecados das nações.

Vamos ver isso em Isaías. Vamos primeiro a Isaías para ver alguns versos. Vamos ver os em Isaías, em Jeremias e em Ezequiel, pelo menos. Isaías capítulo 5:13: “portanto”; este “portanto” o que quer dizer? Pelo do verso 12: “Harpas, e alaúdes, (fala de banquetes com harpas) e tamboris e pífanos, e vinho”; ou seja, as pessoas estão na abundância gozando-se, divertindo-se sem ter em conta a Deus. Terá que ter em conta por que Deus permite fome.

Então diz: “12 Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos.13 Portanto, (aí está a razão: por isso) meu povo foi levado cativo, (era meu povo, tinha glória, aí estava o que Deus lhe tinha dado, o cavalo branco, não teve conhecimento, foi levado cativo, aí está o cavalo vermelho) o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede”. Por que? Por dedicar-se a gozar do mundo sem ter em conta a Deus.

Olhemos também no capítulo 29:8; aqui falou primeiro com seu povo o Israel, mas agora vamos ver que não fala somente com Israel. Isaías 29:8: “Será também como o faminto que sonha que está comendo, mas, acordando, sente a sua alma vazia; ou como o sequioso que sonha que está bebendo, mas, acordando, eis que ainda desfalecido se acha, e a sua alma, com sede; assim (notem, aqui Deus está profetizando essa cavalgada do cavalo negro) será toda a multidão das nações que pelejarem contra o monte Sião”. Vocês sabem que a profecia fala que com fim todas as nações se voltarão contra Israel, e então o que lhes acontecerá? “Assim será com a multidão de todas as nações que brigarão contra o monte do Sião”; ou seja, a fome é uma das pestes que virão.

Passemos a Jeremias; vamos ver vários versos importantes em Jeremias. Comecemos pelo capítulo 14:11-12: “Disse-me ainda o SENHOR: Não rogues por este povo para o bem dele. 12 Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor e, quando trouxerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes, eu os consumirei pela (aqui estão os três cavalos) espada, com fome e com pestilência”. Diz Jeremias no versículo18: “Se eu saio ao campo, eis aí os mortos à espada; se entro na cidade, estão ali os debilitados pela fome; até os profetas e os sacerdotes vagueiam pela terra e não sabem para onde vão”. Vemos no campo espada e na cidade fome. Passemos agora ao capítulo 16:4: “Morrerão vitimados de enfermidades e não serão pranteados, nem sepultados; servirão de esterco para a terra. A espada e a fome (aí estão o segundo e o terceiro cavalo) os consumirão, e o seu cadáver servirá de pasto às aves do céu e aos animais da terra”; o quarto cavalo.

Passemos a Jeremias 24:10, para ver alguns destes versos; aqui estão os três cavalos: “Enviarei contra eles a espada, a fome e a peste, até que se consumam de sobre a terra que lhes dei, a eles e a seus pais”. Aqui o aplicou ao Israel; as nações ficaram tranqüilas. Agora vamos ao Jeremias 27:8,13: “8 Se alguma nação e reino não servirem o mesmo Nabucodonosor, rei da Babilônia, e não puserem o pescoço debaixo do jugo do rei da Babilônia, (está falando do castigo para Israel) a essa nação castigarei com (ali estão as típicas pragas) espada (cavalo vermelho) e com fome (cavalo negro) e com pestilência, (cavalo amarelo) diz Senhor, até que o eu acabe por sua mão. (Por sua mão) 13 Por que morrerias tu e o teu povo, à espada, à fome e de peste, como o SENHOR disse com respeito à nação que não servir ao rei da Babilônia?”

Sempre, Deus mencionando essas três coisas: espada, fome e pestilência, constantemente, por muitos versículos; olhemos outros. Jeremias 29:17-18: “17 assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que enviarei contra eles (aí está, “eu envio”, quer dizer: erkou, sai, começa a cavalgar) a espada, a fome e a peste e fá-los-ei como a figos ruins, que, de ruins que são, não se podem comer. 18 Persegui-los-ei com a espada, a fome e a peste; fá-los-ei um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra; e os porei por objeto de espanto, e de assobio, e de opróbrio entre todas as nações para onde os tiver arrojado”.Essas são as pragas que Deus utiliza como castigo. Por toda a Bíblia aparecem sempre esses três cavalos: o vermelho, o negro e o amarelo.

Jeremias 32:24: “Eis aqui as trincheiras já atingem a cidade, para ser tomada; já está a cidade entregue nas mãos dos caldeus, que pelejam contra ela, pela espada, pela fome e pela peste. O que disseste aconteceu; e tu mesmo o vês”. Essas três coisas sempre. Versículo 36 do mesmo capítulo: “36 Agora, pois, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca desta cidade, da qual vós dizeis: Já está entregue nas mãos do rei da Babilônia, pela espada, pela fome e pela peste. 37 Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os lancei na minha ira, no meu furor e na minha grande indignação; tornarei a trazê-los a este lugar e farei que nele habitem seguramente”; quer dizer, Deus, depois de castigar a Israel, Traz-lo para sua terra, mas agora estamos vendo como Deus está castigando com esses três cavalos, permite cavalgar, o vermelho, o negro e o pálido para com o Israel; mas depois vem também para com as nações. Sigamos vendo outros versículos.

ESTES CAVALOS SÃO INSTRUMENTOS DE DEUS

Jeremias 34:17; este é muito importante porque aqui também Deus dá as razões. Por que analisamos todos estes versos? Porque neles vemos como Deus julga, com que instrumentos julga; e segundo, porque Deus dá as razões pelas quais Permite a esse cavalo negro (e aos outros) cavalgar. “17 Portanto, assim diz o SENHOR: Vós não me obedecestes, para apregoardes a liberdade, cada um a seu irmão”; ou seja, a gente escravizando com escravidão; já seja ao estilo antigo, feudal, ou ao estilo moderno, pagando às pessoas somente para sobreviver e mantê-la viva. “Vós não me ouvistes para promulgar cada um liberdade a seu irmão, e cada um a seu companheiro; hei aqui (as razões é que o homem não promove liberdade; então Deus sim vai proclamar liberdade, mas aqui nestes três cavalos) que eu promulgo liberdade, diz Senhor, à espada e à pestilência e à fome; e lhes porei por afronta ante todos os reino da terra”. Deus explica por que permite cavalgar para esses três cavaleiros, amém? Porque o homem mesmo é mau contra o homem.

Olhemos outros versos; passemos agora a Jeremias 42:17,22: “17 Assim será com todos os homens que tiverem o propósito de entrar no Egito para morar...”; notem, Israel voltou para o Egito, mas isso é figura de nós nos voltarmos para mundo, confiar no mundo; ouçam isto, por confiar no mundo: “17 Assim será com todos os homens que tiverem o propósito de entrar no Egito para morar: morrerão à espada, à fome e de peste; não restará deles nem um, nem escapará do mal que farei vir sobre eles”. Por que? Por voltar-se para o Egito; e no versículo 22 do mesmo capítulo diz: “Agora, pois, sabei por certo que morrereis à espada, à fome e de peste no mesmo lugar aonde desejastes ir para morar”. Quando a gente põe o mundo como ídolo, o que faz é lhe permitir a Deus que mande a cavalgar esses cavalos; por isso o Senhor diz: eu trarei, trarei a fome, trarei a espada; ou seja, é o Senhor o que abre o livro, que diz: Vê, cavalo, anda, cavalga; é Deus quem permite que estas coisas sigam.

Jeremias 44:12-13,27: “12 Tomarei o resto de Judá que se obstinou em entrar na terra do Egito para morar, onde será ele de todo consumido; cairá à espada e à fome (aí estão os cavalos vermelho e negro) desde o menor até ao maior perecerão; morrerão à espada e à fome; e serão objeto de maldição, espanto, desprezo e opróbrio.13 Porque castigarei os que habitam na terra do Egito, como o fiz a Jerusalém, com a espada, a fome e a peste.” O mesmo o versículo 27: “Eis que velarei sobre eles para mal e não para bem; todos os homens de Judá que estão na terra do Egito serão consumidos à espada e à fome, até que se acabem de todo.”

RESULTADO DO PECADO DE IDOLATRIA

Passemos agora ao profeta Ezequiel e vejamos uns poucos versos, para que nos demos conta de que estas coisas sempre estão associadas, e por isso aparecem cavalgando na história nesse livro dos selos.

Ezequiel 5:17: “Enviarei, pois, sobre vós fome, e bestas ferozes que lhe destruam; e pestilência e sangue passarão por em meio de ti, e enviarei sobre ti espada. Eu Senhor falei”. Eu falei, eu enviarei; aí está: erkou, vêem, cavalo, cavalga, passa sobre a terra e realiza isto pelas razões que Ele deu, amém?
Ezequiel 7:15. Já não se refere ao Israel, refere-se a todas as nações.

“15 De fora espada, (por isso as gente não podem sair aos imóveis) de dentro pestilência e fome; que esteja no campo morrerá a espada, e o que esteja na cidade o consumirá a fome e a pestilência”. Irmãos, esses três cavalos, como vocês se podem dar conta, aparecem constantemente, verdade? Um último verso aqui.

Ezequiel 12:16: “E farei que uns poucos deles escapem da espada, da fome e da peste, para que contem todas suas abominações entre as nações aonde chegarem; e saberão que eu sou Senhor”.

Por que houve espada, por que houve fome, por que houve peste? Porque antes houve abominações quando havia abundância.

Então, irmãos, aqui Deus mostra as razões e vemos que esses três cavalos sempre estão associados.

O JUGO DA FOME

Voltemos para Apocalipse capítulo 6 para considerar outros detalhes. vamos ver ali umas coisas. Chegamos ao versículo 5. Primeiro dizia que o cavalo era negro, que é a cor do luto; enegrecidos, obscurecidos pelo homem; “tinha uma balança na mão”. A palavra “balança” no grego é zugos [ζυγός], e a palavra zugos significa também “jugo”; mas vocês se dão conta também de que o jugo tem a forma de balança; então esta balança é um jugo, é o jugo da fome.

A VOZ DO SENHOR

Então diz o versículo 6: “E ouvi uma voz de em meio dos quatro seres viventes, que dizia”. Agora a voz já não é a do terceiro vivente. Qual era o terceiro ser vivente? Que tinha rosto como de homem. No capítulo 4:7, na terceira frase diz: “o terceiro tinha rosto como de homem;” ou seja, que anuncia a fome é o homem; então aquele ser vivente do terceiro selo e do cavalo negro é o que tem figura de homem, porque os animais não plantam nem segam, eles não precisam preocupar-se dessas coisas, verdade? E Deus diz ao homem que confie no Senhor, mas Deus disse ao homem que seja o homem o que plante; o homem é o que tem que administrar, que tem que cultivar, o homem é o que tem a economia em suas mãos, o homem é o que administra, o homem é o que organiza; e agora, pelos pecados do homem, olhem o que vem; é o terceiro ser vivente o que anuncia este cavalo que é o da fome; mas agora, em meio dos seres viventes já não é um desses cavalos, mas sim agora é Deus, porque o que estava em meio dos seres viventes era o Senhor. Que estava em meio deles, descreve-o no capítulo 4:6. Vocês o podem ver; diz: “6 Há diante do trono (está o trono) um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás”, que vêem tudo, entendem-no; por isso estão anunciando isto; mas quem está em meio deles? O trono.

Então quem é o que havia no verso 6? Deus, Deus é o que diz as medidas das coisas, Deus é o que diz até onde tem que chegar. Que lindo é que isto o estabelece Deus; ou seja que quando Deus diz até aqui, não pode ultrapassar nem tampouco pode ficar curto. Deus sabe até onde vai permitir que as coisas cheguem. Se Ele disser tão portanto, não vai ser menos, nem vai ser mais, vai ser isso. Já aconteceu em outras ocasiões. vamos ver um exemplo agora, depois de ler este verso 6 de Apocalipse 6: “E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes, (e o único que estava em meio deles era o próprio Senhor) que dizia: dizendo: Uma medida de trigo por um denário” (em grego, coinix sitou denariou, e também três criton denarium, três coinixes criton denarium; ou seja, três medidas de cevada por denário). Esta tradução aqui em Reina-valera não é a exata. A palavra duas libras não aparece no grego; a palavra seis tampouco; aparece: celemín de trigo por denario e três celemines de cevada por denario.

DEUS CONTROLA TUDO

Vamos ver um exemplo destas coisas, como quando Deus controla a situação. Irmãos, é a palavra de Deus, é o soberano Deus o que permite até onde chegar; como quando disse a Satanás: Olhe, pode tocar o corpo de Jó, ou seus bens, mas a ele não; bom, pode tocá-lo a ele também, mas sua vida não. Deus é o que põe limites; ao mar lhe pôs limites; até aqui chegará e daí não passará; ou seja, às vezes estamos vendo algo, mas não nos damos conta de quem é o que tem o controle e até onde lhe permite chegar e até onde não lhe permite passar; e até em meio dessa estreiteza tem misericórdia: não faça mal nem ao vinho nem ao azeite.

Olhemos um exemplo no segundo livro de Reis para entender isso melhor; e vamos ver ali um exemplo interessante. 2 Reis 7:1. Em uma época também difícil, Deus moveu ao profeta Eliseu pelo Espírito de Cristo a dizer uma profecia; e olhem a profecia: “1 Então, disse Eliseu: Ouvi a palavra do SENHOR; assim diz o SENHOR: Amanhã, a estas horas mais ou menos, dar-se-á um alqueire de flor de farinha por um siclo”; mas amanhã a estas horas em que tempo estavam? Olhem, o versículo 25 do capítulo 6: “Houve grande fome em Samaria; eis que a sitiaram, a ponto de se vender a cabeça de um jumento (para comer cabeça de asno) por oitenta siclos de prata, (quando há fome do que serve a prata, sem com oitenta peças de prata só pode comer uma cabeça de asno, de burro? Oitenta peças de prata pagavam para comer uma cabeça de burro) e um pouco de esterco de pombas por cinco siclos de prata”. Valia mais a caca de pomba que a prata.

Quando Deus permite apertar o cinturão, as coisas são sérias. Então nesse contexto dessa tremenda escassez, dessa situação tão terrível onde pagavam por uma cabeça de burro e por caca de pomba, nesse contexto diz o profeta Eliseu, capítulo 7:1: “Então, disse Eliseu: Ouvi a palavra do SENHOR; assim diz o SENHOR: Amanhã, a estas horas mais ou menos, dar-se-á um alqueire de flor de farinha (seah) por um siclo, e dois de cevada, por um siclo, à porta de Samaria”. “Seha”; se vocês passarem aqui atrás nas Bíblias vocês têm ali as medidas e vão ver o que é um seah. Vamos ali para entender melhor isto: um seah é um terço de efa, ou seja, 12.3 litros. 12 litros e um terço se podiam comprar de farinha quando antes tinham que pagar todo esse montão de prata por uma cabeça de asno, e todo esse montão de prata por caca de pomba, para comer caca de pomba, fazer sopa disso; como tinham que fazer no Paraguai na guerra do Paraguai; tinham que pôr esterco em um pano branco e cozinhá-lo, e tomar sopa de esterco de vaca; isso é a fome; por isso irmãos, terá que se viver sabiamente para que o Senhor nos livre disto, amém? Mas isto virá e veio muitas vezes, e isto seguirá cavalgando, amém?

A PROVISÃO DE DEUS

Então um seah equivale a 12.3 litros; é bastante quantidade.

“Amanhã”, quando estavam em tremenda fome. Isto para que o lemos? Para entender o controle de Deus. “Amanhã a estas horas valerá o seah de flor de farinha um siclo”. Um siclo são 11.4 gramas de prata; ou seja, uma moeda pequena; antes tinham que dar montões de prata por caca de pomba e agora por uma moedinha de prata, dão-lhe 12.3. “Amanhã a estas horas”; hoje estão em plena fome e amanhã vão ter abundância; como? Deus tem o controle absoluto, Ele é o que tem o livro na mão, Ele é o que manda a abrir os selos, Ele é que lhe diz: cavalga, e lhe diz até onde deve cavalgar, e o que põe as medidas, e é o que diz quanto têm que medir as medidas; é Deus o que tem controle absoluto.

Então diz: “e dois seahs de cevada um siclo, à porta da Samaria”.

Agora, o que foi o que aconteceu ao outro dia? Vieram os sírios; quantidade de sírios deviam atacar a Israel e Deus permitiu que de noite sentissem como uns espíritos cavalgando, como às vezes a gente por lá no monte ouve que brigam, pois isso aconteceu com eles; ouviram esses espíritos e saíram correndo e deixaram todas as provisões; e uns leprosos que estavam com fome disseram: de todas maneiras nos vamos morrer de fome, vamos onde os sírios; se nos matarem morremos e se nos deixarem a vida, comemos com eles. E quando chegaram ao acampamento, encontraram tudo vazio; foram-se todos os sírios e tinham deixado todas as provisões; assim se cumpriu a palavra; e ao outro dia estavam vendendo as coisas trocas; e a aquele que não acreditou, Eliseu disse: você o verá, mas não comerá; e justamente, quando ele viu que todos saíam a recolher, pisoteou-o a multidão; viu a abundância, mas morreu. Agora, para que vemos este exemplo? Para ver o controle de Deus; a palavra de Deus controla tudo.

UMA MEDIDA, A RAÇÃO DE UM SOLDADO AO DIA

Voltamos para Apocalipse 6:6: “E ouvi uma voz de em meio dos seres viventes, (a de Deus) que dizia: Uma medida de trigo por um denário e três medidas de cevada por um denário; mas não danifique o azeite nem o vinho”. Irmãos, por um denário; o que quer dizer isto? Vamos a Mateus 20:2 para entender a que equivale um denário; ali nos diz o seguinte: “E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha”. Aqui o Pai está tipificado como aquele que tem uma vinha e envia aos operários a trabalhar em sua vinha, e o salário de um dia com o qual vivia ele, vivia sua família e lhe alcançava para economizar, é um denário. O denário é o salário do trabalho de um dia com o qual alcançava a viver a pessoa, viver sua família, podia economizar e tudo; entretanto, aqui em Apocalipse diz: “medida de trigo por um denário”.

Essa palavra “coinix” que quer dizer “medida”, é assim usada pelos escritores gregos antigos, os historiadores como Herodoto e seus 9 livros de história; no livro 7 da história de Herodoto ele menciona esta medida, e diz que equivale à ração de um soldado ao dia.

Champlin em seu comentário diz que mais ou menos um celemín era 450 gramas; quer dizer, mais ou menos uma libra. Também Tucídides em sua “História da guerra do Peloponeso”; também Diógenes Laércio, em suas Vidas e opiniões dos filósofos, dos sofistas; ele também menciona esta medida; é uma medida grega; e aqui Apocalipse se escreveu em grego; ou seja que é algo menor que um litro; isso por um denário. Isso quer dizer que a gente vai trabalhar todo o dia somente para comer uma ração para ele; não vai ficar nada para sua família; sua família terá que trabalhar também para sua própria comida. Isso é sério! Até onde pode chegar? Aqui disse Deus, até este ponto vai chegar; a gente trabalha todo o dia somente para ter uma ração ao dia para ele. Claro que a cevada era mais barata e se pode conseguir três medidas de cevada por um denário; então a gente vai comer mais cevada que trigo. Irmãos, aqui Deus está medindo; na Bíblia, quando há abundância, não se mede; quando há escassez por castigo do Senhor, mede-se. Vamos ver essa diferença.

TEMPOS DE VACAS GORDAS E VACAS MAGRAS

Vamos a Gênese para ver quando há abundância. Gênese capítulo 41:49: “Assim, ajuntou José muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas”. Assim é quando há abundância; não se pode contar porque há abundância; isso foi no tempo das vacas gordas quando José; essas vacas gordas que depois serão comidas por vacas magras; e no tempo das vacas gordas o trigo não se podia contar, não se podia levar a contabilidade; isso é quando há abundância, quando há bênção do Senhor; mas quando há repreensão do Senhor, quando não é o dia do bem, a não ser o dia da adversidade para considerar, é diferente.

Vamos ao outro; vamos ao Levítico capítulo 26:26: “Quando eu vos quebrante o sustento do pão”. Nós vemos que há abundância e não nos damos conta de que é Deus que nos está dando; pensamos que é somente o trabalho dos homens; mas e acaso não trabalhavam no tempo do Ezequias, ou quando trabalham, e vinha o rio e se levava tudo o que plantavam? Trabalhavam também mas não houve bênção, porque o que enriquece é a bênção e o que empobrece é a maldição de Deus; não é o trabalho do homem, é a bênção ou a maldição, é a palavra de Deus a que faz a diferença. Então diz aqui no Levítico 26:26: “26 Quando eu vos tirar o sustento do pão, dez mulheres cozerão o vosso pão num só forno e vo-lo entregarão por peso; comereis, porém não vos fartareis. 27 Se ainda com isto me não ouvirdes...”; o que quer dizer isto? que Deus está apertando a porca porque não lhe ouvem; então aperta mais a porca. “27 Se ainda com isto me não ouvirdes e andardes contrariamente comigo,28 eu também, com furor, serei contrário a vós, (aqui vêm as taças da ira) outros e vos castigarei (aqui está, com ira, aí estão as trombetas) sete vezes por seus pecados”. Aí estão as sete taças da ira; dão-se conta? Voltemos a lê-lo juntos: “27 Se ainda com isto me não ouvirdes e andardes contrariamente comigo, (é por causa da oposição a Deus que Deus aperta a porca) 28 eu também, com furor, serei contrário a vós”; ou seja, já o cavalo negro estava cavalgando no verso 26; não se saciavam, havia fome, já cavalgava o cavalo negro, mas não lhe ouvem, então diz: “27 Se ainda com isto me não ouvirdes, (se até com o cavalo negro não me ouvem) mas sim procederem comigo em oposição, 28 também, com furor, serei contrário a vós outros, (aí vêm as trombetas que anunciam a ira) e vos castigarei sete vezes mais (depois das trombetas as taças) por seus pecados”; ou seja, as sete taças da ira. É coisa séria, verdade?

COMER O PÃO POR PESO

Vamos a outro verso onde também trata disto. Ezequiel 4:16: “16 Disse-me ainda: Filho do homem, eis que eu tirarei o sustento de pão em Jerusalém; (Eu, diz o Senhor) comerão o pão por peso e, com ansiedade, beberão a água por medida e com espanto, (para que?) 17 porque lhes faltará o pão e a água, espantar-se-ão uns com os outros e se consumirão nas suas iniqüidades”. Que se descubram o que são; ou seja, se Deus não permitir isto, a gente não se dá conta; mas quando os falta tudo, o descobrem à verdade que ocultavam; antes diziam: Ah! Isto eu não gosto; atira-o por lá, mas depois tem que partir o pão para vinte pessoas, e isso uma só vez ao dia.

Irmãos, se o Senhor já permitiu que isto acontecesse com o Israel e outras nações, e Ele diz que isto cavalgará sobre o mundo, temos que saber que estas coisas se vêm em cima. Se pensarmos que estamos no tempo do fim, com muita mais razão estas coisas se vêm em cima: que saciar, ele também será satisfeito; ao que dar, também se lhe dará. Com a medida com que medirdes serás medido; estejamos preparados, irmãos, para esta cavalgada terrível, verdade?

NÃO DANIFIQUE O AZEITE E O VINHO

Uma última consideração. Ali, depois de ter lido o que dizia a voz em meio dos seres viventes: Coinix, ou seja medida de trigo por um denário e três medidas de cevada por um denário, agora a mesma voz, ou seja o mesmo Deus, é misericordioso e diz, em Apocalipse 6:6: “Mas não danifique o azeite nem o vinho”. O azeite tem seu sentido natural, azeite natural; e também o vinho tem seu sentido natural; mas igualmente têm seu sentido espiritual. O azeite representando o Espírito; o vinho representando o fruto da vide, ou seja, o gozo da salvação, a obra da salvação. Deus, daquilo que o representa, diz que não o danifiquem; quer dizer, é tempo de escassez, e a misericórdia de Deus manda que não se danifique. A quem o diz? A esse cavalo negro; a fome tem um freio que Deus lhe diz: não destrua, não danifique o vinho e não danifique o azeite; quer dizer, assim como Deus aprecia a vida de seu Filho no Espírito, aquilo que o representa também é apreciado Por Deus, e Deus diz: Não o danifique, porque é tempo de dificuldade, é tempo de escassez, então a misericórdia de Deus está no vinho e o azeite; estas duas coisas representam o gozo do homem.

Vamos ver isso em Salmo 104:15: “e o vinho que alegra o seu coração; ele faz reluzir o seu rosto com o azeite e o pão, que fortalece o seu coração”. Aqui está falando do cuidado de Deus com a criação; isso é o que trata o Salmo; Deus está benzendo; o 14, diz: “Ele faz crescer a erva para os animais, (Ele, dão-se conta? Ele. As pessoas vivem ocupadas sem ver Deus, mas é Ele o que faz produzir o feno para as bestas) e a erva para o serviço do homem, tirando o pão da terra”. É Ele, como temos lido; as pessoas se ocupam na abundância sem alegria, egoísmo, sem generosidade, com abominação; então Deus tem que dizer a este cavalo: tem permissão para cavalgar. O espectro da fome estendendo-se sobre a terra.

O que é o vinho? Alegra o coração do homem. O que é o azeite? Faz brilhar o rosto. Aqui aparecem juntos o vinho e o azeite; e ao terminar o selo, diz: “E ouvi uma voz em meio dos quatro seres vivente, (ou seja, Deus) que dizia: Não danifique o vinho nem o azeite.

Irmãos, eu penso que em torno deste cavalo negro que Deus está revelando aqui está seu plano para estabelecer seu reino; Ele sabe como corrigir as nações; envia sua palavra, o cavalo branco; a gente rechaça; então vem o vermelho, a guerra, e como conseqüência da guerra vem a fome; depois da fome vem o outro que depois consideraremos, mas ao que já nos adiantamos um pouco; e logo vêm as medidas; até aqui chegarão, esta será a balança. A balança é o mesmo que o jugo; a forma da balança é a forma do jugo; a palavra é a mesma no grego: Zugos; aqui se traduziu balança porque está pesando, mas é também um jugo. Se for dizer jugo diz: zugos; se for dizer balança diz: zugos. A balança é para medir. Agora, se nós ficarmos faltos, Deus nos tem que apertar a porca para que nos voltemos para Deus.

Todas estas coisas que vimos com essa frase que diz: “Se ainda com isto não me ouvirem...”; o que está revelando essa frase? Que Deus, quando administra a fome, Ele está procurando a conversão do homem.

QUE O ÚLTIMO FIM DO HOMEM SEJA DEUS

Termino com um versículo que está em Eclesiastes 7:14; é um versículo sumamente importante. “14 No dia da prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera. (Aí está, quando está cavalgando o cavalo vermelho, ou o negro, ou o pálido, ou os três juntos, esse é o dia da adversidade) em que Deus fez (quem? Deus) tanto este como aquele, para que (qual é o objetivo de Deus quando tem que administrar os dias bons e os dias maus de nossa vida? Qual é o objetivo?) para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele”; quer dizer, para que Deus seja o último fim do homem, para que Deus seja o significado final do homem, para que o homem viva para Deus; para isso Deus administra os dias bons e os dias maus. Se nos dias bons glorificam ao Senhor não precisamos chamar os dias maus, mas se não glorificarmos ao Senhor quando as vacas são gordas, temos que ser chamados a glorificá-lo quando chegarem às vacas magras.

Então aqui diz que as duas coisas as fizeram Deus. Quem foi o que disse ao cavalo que ande? Foi da parte de Deus aquele ser vivente que tinha rosto como de homem, e quem foi o que deu as medidas às coisas, como lhe pôs medidas ao diabo para com o Jó? Agora, quem lhe põe medidas à humanidade através desta escassez? É Deus, verdade? Vocês recordam o que diz Ageu. Em Ageu também explica Deus estas mesmas coisas. Em Ageu Deus explica as razões da fome, da estreiteza, vamos ler o ali; Ageu 1:5 em diante: “5 Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: (notem, irmãos, como a palavra Deus nos fala; Deus nos explica por que há guerra, Deus nos explica por que há fome, Deus nos explica por que há estas coisas, amém?) Considerai o vosso passado. 6 Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado.7 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado.8 Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; (ou seja, vocês estão ocupados no seu próprio; ocupem-se de minha casa, ocupem-se do meu) dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR.9 Esperastes o muito, e eis que veio a ser pouco, e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu (quem? Deus, é como quando nós agarramos um porquinho da índia e fazemos experimentos com ele; assim também Deus é soberano em nossas vidas e Ele sabe que nos põe e que nos tira, dão-se conta?) com um assopro o dissipei”.

Agora, Senhor, você mesmo me está incomodando; não ganho o suficiente, Senhor, por quê? Então Ele diz por que: “por causa da minha casa, que permanece em ruínas, ao passo que cada um de vós corre por causa de sua própria casa”. Quer dizer, vocês se ocuparam que sua vida egoísta, de sua vida cômoda, mas não pensam no meu; mas aí estão as razões de Deus: por isso, eu dissipo as coisas. Ah! Mas me roubaram, me acabou, me rompeu.

Irmãos, a cada vez que nos aconteça isto, Deus está nos fazendo uma chamada de atenção. E diz: “10 Por isso, os céus sobre vós retêm o seu orvalho, e a terra, os seus frutos. Fiz vir (vem, erkou) a seca sobre a terra e sobre os montes; sobre o cereal, sobre o vinho, sobre o azeite e sobre o que a terra produz, como também sobre os homens, sobre os animais e sobre todo trabalho das mãos”. Chamei a seca sobre o trabalho das mãos. Irmãos, o que está passando em nosso país? Que estamos sendo egoístas para com Deus, e por isso Deus tem que nos chamá-la atenção; por isso se deteve a chuva, por isso chamei a seca, por isso vão procurar 50 e não encontram a não ser 30; aí está a razão da escassez, a razão da fome. Deus tem controle soberano sobre todas essas coisas; estas coisas não acontecem porque Deus se descuidou da humanidade; ao contrário, está cuidando a humanidade, chamando-a o arrependimento, ao serviço a Deus.

Agora sim termino com um versículo que está em Romanos, que é dirigido aos cristãos. Romanos 8:35; com isto terminamos; que seja isto o que levemos no coração: “35 Quem nos separará do amor de Cristo? (O Senhor nos ama, então quem nos separará?) Tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” Nada destas coisas, nem sequer a fome, o cavalo negro, nem sequer a espada, o cavalo vermelho, nada nos separará do amor de Cristo. Não importa o que esteja acontecendo na terra, não importa como tenha Deus que corrigir as nações, não importa como tenha Deus que chamar a seu próprio povo ao arrependimento, à reflexão; de todas maneiras o amor de Cristo é fiel conosco e nada nos separará. Nem sequer a fome; até na fome Deus ama a seu povo e Cristo ama a seu povo. “37Antes, em todas estas coisas (incluindo a fome) somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou”. OH, Senhor! nos abençoe e nos ajude.

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