segunda-feira, 19 de outubro de 2009

32. A Abertura do Quinto Selo

Aproximação ao Apocalipse (32)

A ABERTURA DO QUINTO SELO


“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam”. Apocalipse 6:9.

OS MÁRTIRES

Vamos continuar estudando com a ajuda do Senhor, o livro do Apocalipse. Hoje no capítulo 6 chegamos à abertura do quinto selo; os que puderem nos seguir em suas Bíblias, rogo-vos, por favor, siga com atenção. Então, irmãos; estamos em Apocalipse capítulo 6 e a abertura do quinto selo está entre o versículo 9 e o 11. Primeiro leiamos rapidamente e logo voltamos sobre nossos passos:

“9 Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam.10 Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?11 Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram”.

Nestes três versos aparece então a abertura do quinto selo. Quanto à crítica textual, esta versão que estamos lendo de Reina Valera é completamente fiel. No versículo 11 existem alguns manuscritos tardios que modificam um pouco o verbo completar, dizem-no em infinitivo; até que se completasse, outros dizem até completar; pequenas variações, mas esta tradução é bastante fiel, assim não temos que fazer nenhum outro comentário de crítica textual; podemos então entrar de uma vez ali. Aqui aparece outra vez o Cordeiro; porque o único que pode abrir os selos, o único que pode mostrar o que acontece a história e o que passa não só nesta dimensão mas também na outra, é o Senhor. Quando o Cordeiro abriu o quinto selo, o que aconteceu? Este quinto selo é depois do quarto e no quarto o último que se havia dito era que o Hades seguia à Morte, verdade? E à morte “8 e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra”; e nos detivemos na consideração do Hades, porque diz que a morte foi seguida pelo Hades; e tivemos três reuniões considerando este quarto selo; e agora se continua no quinto selo uma descrição também do que acontece ao outro lado, digamos no mundo do além-túmulo; só que aqui a palavra que se utilizou não foi Hades.

Eu sei que há distintas escolas e vou mencionar alguns irmãos a quem eu respeito muito, que são bastante sérios e que pensam distinto do que eu penso; tenho que ser honesto e mencionar esses nomes para que vocês possam ouvir também o ponto de vista deles. O irmão G. H. Lang, um irmão bastante sério, ele não entende que tenha havido uma ascensão dos que estavam no seio de Abraão ao Paraíso, ao terceiro céu; outro irmão muito sério, muito importante, é o irmão Oscar Culman; ele tampouco vê isso nas escrituras; outro irmão muito sério e além disso muito lido, o irmão Witness lee tampouco o vê; e nosso querido irmão Délcio Meireles, com quem temos comunhão, que é um mestre bastante sério, também concorda com o Witness lee em não ver nenhuma ascensão da cativeiro ao Paraíso no terceiro céu; e eles se apóiam, principalmente os dois últimos que mencionei, em um versículo que vou mencionar aqui hoje, mas que como vocês se podem dar conta, um versículo se pode interpretar de maneira absoluta ou de maneira relativa segundo o contexto. Então se uma pessoa o interpreta de maneira absoluta, fora do contexto, tem uma interpretação; se o interpretar de maneira relativa segundo o contexto, pode ter outra interpretação; e por isso terá que ser honestos, ter em conta todas as interpretações, deixá-lo aberto de tal maneira que todos os irmãos o possam examinar e de uma vez ser sinceros e apresentar de maneira responsável o melhor que entendemos, quanto à responsabilidade que nos deu o Senhor de ensinar esta palavra.

SOB O ALTAR

Aqui a discussão começa com a expressão “sob o altar”; aí é do mesmo início onde está a dificuldade. “Quando abriu o quinto selo, vi sob o altar”. Primeiro quero lhes chamar a atenção a que quando no versículo passado falou do Hades, chamou-o de Hades e o falou no contexto da morte, junto com a morte, e no contexto do juízo de Deus; deu poder à morte de matar com espada, com as bestas da terra, etc; aí usou a palavra morte e a palavra Hades de uma maneira muito especial; mas aqui no quinto selo não volta a utilizar a palavra morte, nem Hades, embora se refira aos mortos, mas os mortos em Cristo realmente dormem. Que dormem não quer dizer que não estejam conscientes; são conscientes, somente que não são considerados separados do Senhor, mas sim estão na presença do Senhor. Paulo quando ia morrer disse: Prefiro morrer e estar com Cristo; e o mesmo Estevão, quando estava a ponto de morrer, viu o Senhor à destra do Pai em pé para recebê-lo e disse: Senhor Jesus, recebe meu espírito, e o Senhor estava no céu, à destra do Pai. Isso é outro dos motivos pelos quais acredito que sim há uma ascensão ao Paraíso, agora depois da morte, ressurreição e ascensão de Cristo ao terceiro céu. Os irmãos que consideram que não houve tal ascensão, eles separam 2 Coríntios 12:2,4, onde o diz, e ao Paraíso e o terceiro céu o põem à parte; outros o interpretamos como uma explicação uma coisa da outra; então para interpretar esta palavra “sob o altar”, não a podemos interpretar isolada, mas sim a devemos interpretar com os outros versículos que falam do altar e do juízo de Deus que estas almas sob o altar estão solicitando; só se interpretarmos esta frase no contexto das demais frases vão entender a que tipo de altar se refere; porque vocês sabem que Moisés, quando viu no monte Sinai a glória do Senhor, Deus lhe mandou que fizesse o tabernáculo conforme o modelo que viu no monte; de maneira que ele fez na terra um tabernáculo segundo o modelo que ele viu; então João já não viu o modelo mas sim viu a realidade; e vemos como corresponde a realidade que viu João com o modelo que fez Moisés.

OS DOIS ALTARES

Vemos, por exemplo, o trono, e vemos no modelo a arca. Vemos, por exemplo, as sete lâmpadas, vemos o candeeiro; vemos, por exemplo, o mar de cristal, vemos a bacia de bronze; e há muitas outras correspondências entre o céu e o modelo feito por Moisés na terra; e no modelo que fez Moisés na terra havia dois altares: um altar era o altar de bronze que estava no átrio, onde se sacrificavam as vítimas expiatórias, propiciatórias; e o outro altar era o altar de ouro, que estava no Lugar Santo, frente ao Lugar Santíssimo onde se iniciava o ministério do incensário e se passava ao Lugar Santíssimo. Por isso às vezes parece que é considerado este altar no Lugar Santíssimo em Hebreus, embora em Êxodo é considerado no Lugar Santo; porque realmente, como estudamos no acampamento, o altar de ouro do incenso começa o ministério, a liturgia, no Lugar Santo, e logo passa ao Lugar Santíssimo; ou seja, que pode considerar-se como pertencendo aos dois: do Lugar Santo ao Lugar Santíssimo. A oração de fato se translada do eu, da alma, ao espírito na presença do Senhor. Então há dois altares:

a) o altar de bronze, que representa o sacrifício de Cristo; Cristo morreu fora do acampamento, no monte Calvário, e realmente o altar de bronze tem sua correspondência na terra com a cruz de Cristo no Calvário; o Senhor Jesus morreu no Calvário, e isso estava tipificado pelo sacrifício dos animais expiatórios no altar de bronze; mas sobre a base desse sacrifício, o sacerdote podia balançar o incensário e entrar no Lugar Santíssimo.

b) o altar de ouro; no altar de ouro não se derramava sangue, somente o sangue que tinha sido derramado no altar de bronze com ele se ungia, se purificava o altar de ouro, os chifres do altar; são dois altares. A qual destes dois altares se refere no modelo e logo do modelo passar à realidade celestial? Precisamos tomar outros versos que falam do altar.

Então temos o altar no contexto do juízo que pedem as almas que estão sob o altar; as almas que estão sob o altar estão fazendo uma oração para que o Senhor faça justiça, para que o Senhor vindique o testemunho deles, porque certamente, o Senhor Jesus quando morreu na cruz disse: “Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem”, mas também o Salmo dizia que haveria juízo para os que o recusassem. Estevão também orou dizendo: Senhor, não lhes impute este pecado, mostrando o aspecto da misericórdia de Deus; mas que haja misericórdia não significa que não haja juízo.

Quando não recebo a Cristo, digamos que o propiciatório é recusado, então o trono de graça se converte em um trono de juízo. Quem recebe a graça recebe o perdão, quem recusa a Cristo, não o recebem, pois não têm graça e há juízo; de maneira que os Santos oram por misericórdia, como o Senhor Jesus: Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem; como Estevão: Senhor, não lhes impute pecado; mas isso não quer dizer que se as pessoas recusarem a Cristo, os Santos não vão estar de acordo com a justiça de Deus. Deus é justo e Deus vai demonstrar que os Santos tinham razão. Se os Santos não são vindicados, o testemunho deles não é respaldado Por Deus; então os Santos têm que ser justificados Por Deus, usando a palavra “justificados” não no sentido de ser justificados de seus pecados, mas sim seu testemunho era verdadeiro.

MÁRTIRES SOB O ALTAR DE OURO DO CÉU

Nero decapitou a Paulo, mas logo será Paulo o que julgará ao Nero; e haverá um momento em que todo mundo e eles mesmos saberão que o que tinha razão era Paulo e não Nero; enquanto os perseguidores perseguiam os cristãos, eles pensavam que tinham razão, e Jesus disse: “E até vem a hora quando qualquer que vos mate, pensará com isso que rende serviço a Deus”; mas chegará o momento em que os Santos estarão esperando, estarão desejando e estarão orando para que Deus vindique o testemunho dos Santos; os Santos foram testemunho da palavra de Deus com sua própria morte, mas se Deus não os vindica pareceria que tivessem sido uns iludidos que foram enganados; então os Santos estão orando para que o testemunho de Deus, não só o aspecto da misericórdia, mas também o da justiça seja manifestado naqueles que não recebem ao Senhor.

Então qual é este altar? O de bronze ou o de ouro? Essa é a pergunta para saber onde estão os Santos. O altar de bronze é a cruz, mas o de ouro é de onde se levantam as orações; as orações se levantam do altar de ouro; então vamos ver a concordância desta passagem do quinto selo de Apocalipse 6 com as outras passagens onde se menciona o altar; e pelas outras passagens vamos dar conta de que se refere ao altar de ouro; e o altar de ouro está no céu; portanto, essas almas debaixo do altar estão na presença de Deus, no terceiro céu, no Paraíso, e não como outros irmãos a quem respeito muito, dizem que consideram que estão debaixo da terra. Alguns interpretam «sob o altar» como estando debaixo da terra; mas temos que interpretar este verso com outros versos; então o altar de ouro de onde se elevam as orações para que Deus faça justiça e de onde se ordena fazer justiça por ouvir Deus as orações, o altar de ouro aparece mencionado em meio das trombetas, em meio da vindima e em meio das taças. Olhem onde aparece o altar de ouro mencionado em meio das trombetas; o altar de ouro relacionado com o desenvolvimento das trombetas; o altar de ouro relacionado com o desenvolvimento da vindima, da ceifa e a vindima e o altar de ouro relacionado com as taças da ira; quer dizer, Deus ouviu essas orações que os Santos fizeram ali durante o quinto selo e então respondeu com as trombetas, com a vindima e com as taças. Aí identificamos que classe de altar é este; é o altar de ouro; este altar está no céu; portanto estas almas estão sob o altar de ouro, onde o altar de ouro está nos céus.

UM ALTAR DE OURO DIANTE DO TRONO CELESTIAL

Para ver isso, vamos primeiro a Apocalipse capítulo 8, só para relacionar isto. Depois voltaremos para isso quando iniciarmos as trombetas; mas agora o fazemos para considerar a menção do altar no contexto das trombetas. As trombetas são o anúncio do juízo de Deus, ou seja, o que eles estavam orando. Senhor, até quando não julgas e vingas nosso sangue dos que moram na terra? Então do altar de ouro subiu essa oração e a resposta foi as trombetas, a vindima e as taças. Vamos ali a Apocalipse 8:

“Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.2 Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas.3 Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, (que altar é este? o de bronze ou o de ouro? Por isso que se segue é o de ouro) com um incensário de ouro; (ou seja, era o altar de ouro) e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; 4 e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos”. Então notem, os Santos estão sob o altar, logo sua oração sobe pelo altar até a presença de Deus; então o anjo toma o incensário, apresenta-o a Deus e logo vem a resposta que é o juízo, pelo qual oram os Santos. Então diz: “4 e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.5 E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto”.

Vemos que a resposta às orações dos Santos é o juízo de Deus contra o que se opõe ao reino de Deus, contra o que não vindica a justiça de Deus.

Então aí começam a desenvolver as trombetas no capítulo 8 e no capítulo 9; aí estão as sete trombetas até o capítulo 11; no 11 está a sétima; as primeiras estão no capítulo 8 e no capítulo 9. Em meio dessas trombetas, vemos um pouquinho o contexto no capítulo 9, versículos 13 e 14: “13 O sexto anjo tocou a trombeta, (vocês sabem que as trombetas são a introdução do juízo de Deus) e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus”. Vemos que o altar tinha quatro chifres; recordam que o estudamos lá no acampamento? Quatro chifres; daí desses quatro chifres era onde se agarravam os intercessores, agarravam-se a orar a Deus até que Deus lhes respondia; agora as almas estão orando debaixo do altar, verdade? E Deus ouve as orações. Olhem o que aconteceu: “13 O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus, (desde onde surge a resposta de Deus para fazer juízo? Do no meio do altar de ouro, porque ali é onde chegam as orações) 14 dizendo (essa voz, onde estava a voz? Porque aparece no altar de ouro, porque é ali onde se respondem as orações que dali se apresentam) ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates. 15 Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens. 16 O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu número.

17 Assim, nesta visão, contemplei que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre. 18 Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens; 19 pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano. 20 Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos”; que era o que Deus procurava com o juízo, que se arrependessem. O início do juízo não é com as taças, é lhes anunciar o juízo para que se arrependam até que cheguem as taças. “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar;21 nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos”. Aqui nos damos conta de que do altar de ouro vem a ordem para aplicar o juízo, vêem? No contexto das trombetas, a ordem para que o juízo ponha-se a andar se dá do altar de ouro; diz: uma voz de entre os quatro chifres do altar de ouro que estava diante de Deus, ali é onde se dá a ordem.

A CEIFA E A VINDIMA

Passemos à vindima; no capítulo 14 de Apocalipse aparecem a ceifa e a vindima. Isso tem que ver com os filhos de Deus e o resto com outros, porque a história tanto da Igreja como da humanidade é comparada com uma semeadura, e essa semeadura se vai desenvolvendo até que chega o tempo da ceifa ou da vindima, verdade? Ou também com uma pesca. Recordem as palavras do Senhor: “O reino dos céus é semelhante A...”, então o Senhor falou das duas coisas, falou da ceifa e da vindima; a ceifa é para com o trigo, a vindima é para com as uvas que são pisoteadas até encher o lagar de sangue. Vamos ler o contexto em Apocalipse capítulo 14, do versículo 14, para voltar a ver no contexto da vindima, a relação ao altar de ouro; diz: “14 Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante ao filho do homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada”. Aqui está mostrando a vinda do Senhor para culminar isto, quer dizer, colher, para segar, verdade? O Filho do Homem nas nuvens vindo com esta foice para segar, é a vinda de Cristo. “15 Outro anjo saiu do santuário (este é o templo do céu), gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem:

Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!”. Quando é a hora da ceifa? Quando a colheita está amadurecida, como disse Jesus em Mateus 13, na parábola do trigo e o joio. Quando a colheita está amadurecida, o grão está amadurecido, mete-se a foice porque a ceifa chegou. Quando estão amadurecidos, tanto os filhos de Deus como o mundo da iniqüidade, é a hora da ceifa e a vindima. “16 E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.”. Então é quando o Senhor vem e toma os seus; mas e outros? “17 Então, saiu do santuário (porque não só os seus são recolhidos, mas também outros são castigados) que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. 18 Saiu ainda do altar outro anjo, (aqui aparece outra vez o altar e não podia ser de outro lugar, porque é no altar onde se respondem as orações) aquele que tem autoridade sobre o fogo, (porque o juízo de Deus é com fogo, dão-se conta?) e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: (aqui não se refere ao Filho do Homem, a não ser ao outro anjo) Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!19 Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. (Ou seja, as taças da ira) 20 E o lagar foi pisado fora da cidade, (porque ali foi onde Jesus foi crucificado) e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios”. Então nos damos conta de que o juízo, a ira de Deus, é resposta do altar. “18 Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra”.

Desde onde sai a ordem para a vindima? Do altar.

O ALTAR NO CONTEXTO DAS TAÇAS

Passamos agora ao contexto das taças e vemos o altar no contexto das taças da ira. Vimo-lo no contexto das trombetas, no contexto da vindima, e no contexto das taças está muito mais clara a relação com o quinto selo pelas palavras que vocês vão ouvir. Então chegamos ali a Apocalipse 16:4 em diante. Agora já não são trombetas, agora são taças; nas trombetas somente é uma terceira parte, nas taças é a consumação: “4 Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. 5 Então, ouvi o anjo das águas dizendo:, (há um do fogo; este é o das águas) Tu és justo, ( o que era que oravam as almas debaixo do altar? Senhor, até quando julgas e vingas nosso sangue dos que moram na terra?) tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas;6 porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso. 7 Ouvi do altar que se dizia: (outra vez do altar) Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos”. Então aqui é quando o Senhor está respondendo as orações no quinto selo.

Voltemos para quinto selo, no capítulo 6, porque antes de que essas orações fossem respondidas eram feitas. Aí nos damos conta por essas passagens, de que o altar que se refere ao altar de ouro, não é o altar de bronze referindo-se aos mortos no Hades, na parte boa do Hades, no seio do Abraão que alguns chamam paraíso, mas sim é o altar de ouro que está no céu, diante do trono de Deus; ali é onde sobem as orações e de ali é onde se responde; então por isso não quis que interpretássemos este verso sem outros. Agora voltemos para o quinto selo: “9 Quando ele abriu o quinto selo”; agora segue mostrando a cena do além-túmulo; no Hades se mostrava a parte negativa do além-túmulo, aqui mostra o outro lado do além-túmulo; tinha que mostrá-lo também porque no cilindro está a revelação integra. Bom, sabemos que os que estão sob juízo vão à morte e daí passam ao Hades; e os que morreram por causa do Senhor o que? Ah! então o Senhor completa a revelação com o quinto selo; o número 5 é o número de graça.

Jesus como um Cordeiro foi sacrificado na cruz, como no altar de bronze; o altar de bronze era de graça. “9 Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam”. Esta expressão no Novo Testamento, quando você a segue em uma concordância, vê que se refere ao evangelho. Alguns interpretaram, entre eles William Marrion Branham, que já que diz assim: a palavra de Deus e não menciona o evangelho nem menciona a palavra cristão, referia-se possivelmente aos judeus e assim o interpretou Branham, que estas almas sob o altar foram os judeus que foram perseguidos por Hitler e outras perseguições que tiveram; mas a palavra de Deus, implica o evangelho; essa é a palavra de Deus cumprida como diz Colossenses. Então diz aqui, que estes mortos tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e pelo testemunho que tinham. Alguns poucos manuscritos tardios dizem pelo testemunho do Cordeiro que tinham; possivelmente para que parecesse mais cristão, algum escriba o acrescentou; mas não são todos os manuscritos dos mais antigos, a não ser algum que outro por aí que lhe adicionaram a palavra “Cordeiro”, testemunho do Cordeiro; mas realmente não é a maioria nem os mais antigos manuscritos. “as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam.10 Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”

CLAMOR POR JUÍZO

Este clamor é o que acontece debaixo do altar, diante de Deus antes das trombetas e antes das taças, porque logo é no sétimo selo quando se iniciam as trombetas, e depois na sétima trompetista quando se iniciam as taças; portanto, o que acabamos de ver já no contexto das trombetas, da vindima e das taças, refere-se à resposta desta oração que aqui apenas se está dando sob o altar. Muitas coisas acontecem sob o altar, mas Deus não nos revelou a não ser estas; certamente que eles cantam, eles adoram, mas há algo que está passando; se Deus os levou a descansar e estão descansando, têm que descansar mais, mas ainda a justiça de Deus não esteja satisfeita, nem eles estão satisfeitos porque seu testemunho não foi vindicado, então dizem: “Até quando, Senhor, santo e verdadeiro...?” por que não diz: Senhor misericordioso? Porque aqui estão dizendo: Senhor, e a parte da justiça, sua cara da justiça onde está? Por isso o contexto diz Santo e verdadeiro. Senhor, sabemos que é misericordioso e ainda não está julgando, mas você não é só misericordioso, Senhor, você é santo e nos revela o pecado; eles desprezaram o evangelho e por nosso testemunho nos destruíram e a terra segue como se nada fosse verdade, e você, Senhor, que é verdadeiro, apesar de que não é mentiroso, é santo e verdadeiro, por que não julgas? Notem, eles não se vingam, mas não quer dizer que não exista vingança. O Senhor diz: Não se vinguem por vós mesmos, me deixem dar o pagamento; e eles não se vingaram. Senhor, você disse que não nos vingássemos, cortaram-nos a cabeça, queimaram-nos vivos, jogaram-nos aos leões, puseram-nos como tochas nos jardins de Nero, etc. etc., verdade? Nós deixamos a eles fazer porque o que disse? Tua é a vingança, Senhor. “Minha é a vingança, eu darei o pagamento, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará a seu povo”. “Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, não julga e vingas nosso sangue nos que moram na terra? 11 Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca”.

VESTIMENTAS BRANCAS

Neste contexto as vestimentas brancas não são as da justificação, porque há outro contexto das vestimentas brancas. Vamos ver isso em Apocalipse 3; quando já vimos isto na mensagem a Sardes, ali o Senhor se refere às vestimentas brancas como uma recompensa do futuro; claro que se estamos embranquecidos pelo sangue do Cordeiro então o Senhor nos faz dignos de nos vestir de vestimentas brancas; mas Ele fala das vestimentas brancas não no contexto da justificação, mas sim de um galardão. Vamos ver isso em Apocalipse 3, onde o Senhor está falando no verso 4: “4 Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras; (ou seja, sendo justificados não vivem em pecado) e andarão (não diz “andam”, ou seja que sim são justificados e se mantêm justos e justificados) de branco junto comigo (aqui fala em futuro), pois são dignas.
5 O vencedor será assim vestido ( diz no futuro) de vestiduras brancas”. Então agora estes Santos de Apocalipse 5:9 venceram, morreram, acreditaram no Senhor, já estão justificados; mas, Senhor, ainda o mundo não sabe que nós temos a razão, ainda estão pensando que fomos uns iludidos, então até quando não vingas e julgas nossa causa e vingas nosso sangue? Mas vemos que lhes deram vestimentas brancas. Estas não são as da justificação, porque eles eram Santos que têm o testemunho de Deus, vêem? Então essas vestimentas brancas se referem ao reconhecimento do Senhor, primeiro lá sob o altar; depois, em sua vinda, será um reconhecimento público; mas eles estão clamando lá, então lhes reconhece sua justiça lá, são vindicados lá primeiro e logo para cá; por isso diz: “Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo” ainda quer dizer que já estavam descansando, amém? Só lhes pede que descansem ainda um pouco de tempo. Agora, como para o Senhor um dia é como mil anos, um pouco de tempo podem ser uns quantos dias, como podem ser também uns quantos anos; não sabemos. Isso depende do Senhor.

COMPLETAR O NÚMERO DOS MÁRTIRES

O fato é que o Senhor nos está mostrando que Ele quer que sigam descansando, mas houve algo que aconteceu ali. Antes estavam descansando e não lhes tinha vindicado com vestimentas brancas; depois o Senhor ouviu seu clamor e lhes pediu que tivessem ainda um pouco mais de descanso e lhes deu já vestimentas brancas; como quem diz: Reconheço que vocês são os que têm a razão, mas descansem ainda, porque é que há um número que Deus tem predestinado de pessoas que têm que ser mortas; por isso diz para cá:

“e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram”; ou seja que Deus pôs um cúmulo; enquanto isso não julgo como disse a Abraão dos amorreus: ainda não chegou ao cúmulo a maldade dos amorreus, por isso ainda seu povo, sua descendência vai ficar como escravo lá no Egito.

Quando já chegar o cúmulo da maldade desses amorreus é a hora de julgá-los, e eu vou tirar o Israel do Egito e os vou julgar em Canaã; mas não os vai julgar antes a não ser quando chegar o cúmulo; então Deus estabeleceu um cúmulo para julgar e esse cúmulo foi um determinado número de mártires; ou seja que Deus disse: vou dar tal número de testemunhas, porque quantos mártires houve e ainda não se completou o número? Não sabemos se algum de nós está dentro desse número ou nossos filhos ou netos, se Deus nos conceder; não sabemos ainda; a questão é que Deus estabeleceu um número. Quando se completar este número; possivelmente a gente falte, dois, cinco, não sabemos. Quando se completar esse número então a ira de Deus é já, quer dizer: até aqui não mais; ou seja que Deus estabelece uma medida, como vocês recordam que diz ali em Daniel, recordam? Vamos ler no contexto essa passagem em Daniel 11:35, que diz: “Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado”. A palavra “tempo” está acostumado a se traduzir no grego por duas palavras, de cronos [χρόνος], que se refere ao tempo cronológico, tempo astronômico, e a palavra kairos [καιρός] que se refere ao tempo da oportunidade. Quando diz que a colheita está amadurecida, chegou o tempo, não se refere a um tempo cronológico, a não ser a um tempo de oportunidade. Quando a colheita está amadurecida chegou o tempo; o tempo cronológico é exato, mas o tempo kairos, não o cronos, é quando chegar à maturidade espiritual, esse é o tempo real: “se dará ainda no tempo determinado”; então fique aí, “se dará ainda no tempo determinado”; ou seja que há um tempo kairos.

A PACIÊNCIA DE DEUS

Deus diz: até este cúmulo vou esperar; e diz que Deus é paciente, como o diz ali Pedro: esperando que se arrependam, e alguns têm por tardia porque se atrasa muito, mas o Senhor é paciente, não querendo que nenhum pereça mas sim todos procedam ao arrependimento. Por isso quando vemos essas trombetas soando e logo ao final, como o descreve o Apocalipse, nem ainda assim se arrependeram, ou seja que o que Deus procurava era o arrependimento, como o diz também Pedro, Deus procura o arrependimento; mas chega um ponto em que fazem tais iniqüidades e matam a tal número de testemunhas, que só o número está oculto; porque certamente depois fala de 144.000, mas não se refere a este número daqui, a não ser aos escolhidos de Israel; ou seja que não terá que confundir esses dois números. Este número é um número indefinido que nós não conhecemos, que Deus não o revelou na Bíblia, portanto não terá que especular; mas sim sabemos que há um número, uma incógnita, que quando se alcançar esse número x, o último mártir, vem o fim. Mas também este! Já não, Já não suporto mais! Aí sim, então o altar de ouro diz: bom, agora sim coloca sua foice e toca a trombeta para a hora, dia, mês e ano, pragas, fogo e todas estas coisas; e logo, como o diz mais adiante depois a sexta taça, porque derramaram o sangue dos Santos, por isso lhes deu a beber sangue. Desde onde se disse isso? Do altar; então por isso diz aqui em Apocalipse 6:11: “até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram”.

Irmãos, esta frase, e termino com isto, é outra frase que mostra que realmente existe uma predestinação positiva, ou seja que Deus conhece o número de mortos que haverá. Por isso Ele anuncia: até que se complete o número dos que tinham que ser mortos como eles, até que se complete o número de seus conservos e irmãos; ou seja que Deus predestinou um número de mártires que teriam que glorificá-lo com seu martírio, com sua morte; e quando chegar esse cúmulo, esse número, então esse juízo vem; enquanto isso as almas estão orando a Deus sob o altar.

UMA INTERPRETAÇÃO ABSOLUTA

Agora para terminar, vou ao versículo que utilizam os irmãos que pensam que não houve ascensão, e que lhes disse ao princípio que se pode interpretar em sentido absoluto ou em sentido relativo. Vamos a Atos dos Apóstolos e no capítulo 2 aparece o discurso de São Pedro. Vou ler o contexto para entendê-lo melhor. No capítulo 2 está o discurso no dia do Pentecostes; então vou ler do versículo 25: “25 Porque a respeito dele diz Davi: (de Jesus) Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença” Essa era a profecia de David nos Salmos a respeito da ressurreição de Cristo. Agora diz São Pedro: “29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje”.

Então aqui aparece David falando um Salmo na época de sua vida e esse Salmo não se referia a ele, mas sim se referia ao Cristo; então São Pedro, para mostrar que se referia ao Cristo, mostra que ele morreu, foi sepultado, e o sepulcro de Davi está com eles até o dia de hoje. Isto o digo e o sublinho para ter em conta o contexto da interpretação de outro verso que está chegando: “30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, (notem-se nisto, sublinho a palavra “prevendo”, ou seja que estas palavras as disse antes, em uma época para referir-se a Cristo e não a ele, porque ele morreu e foi sepultado) que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção.32 A este Jesus (o filho de Davi, de que falava Davi) Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.
33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”. Este é o verso chave que usam os irmãos: “34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés”. Por esta frase: “Porque Davi não subiu aos céus”, caso se interprete esta frase isolada: “Davi não subiu aos céus”, em forma absoluta, sem o contexto da época em que o estava profetizando, alguns dizem, então não houve tal ascensão de pessoas do seio do Abraão ao paraíso no terceiro céu. Esse é o verso que usam os irmãos Witness lee e Délcio Meireles, e eles o interpretam de maneira absoluta; mas o que é interpretar de maneira relativa um versículo? Vou dizer uma frase para que se possa entender o que quer dizer uma frase interpretada absolutamente ou em relativo; por exemplo, entre os cavalinhos marinhos, os machos dão à luz. O cavalo marinhos é a única espécie onde os machos ficam grávidos das fêmeas; a fêmea semeia o óvulo no cavalo marinho macho, então o cavalo marinho começa a puxar até que sai o outro cavalo marinho e são muito fiéis; é o único caso na natureza em que o macho fica grávido e dá a luz; no resto da natureza é a fêmea a que fica grávida e dá a luz, exceto nos cavalos marinhos; então se eu puser esta frase: os machos ficam grávidos, e o interpreto assim na forma absoluta, estou dizendo um engano; mas se a interpreto segundo a seguinte frase da frase do contexto: Entre os cavalos marinhos, ah! então já não podemos interpretar os machos de maneira geral, mas sim de maneira relativa referindo-se só aos machos dos cavalos marinhos; então por isso essa frase: os machos ficam grávidos não pode interpretar-se de maneira absoluta, a não ser segundo o contexto; no contexto diz: entre os cavalos marinhos; e assim podemos citar muitos exemplos, mas acredito que com esse é suficiente.

Então se nós tomarmos esta frase: Davi não subiu aos céus, e a interpretamos de maneira absoluta, certamente podemos dizer, então o Senhor não levou cativo o cativeiro, e Paulo como ia esperar ir com Cristo, e como Estevão ia esperar ser recebido, e como o Senhor quando vier vai tomar seus escolhidos dos extremos do céu para trazê-los com Ele em sua vinda. Não se poderia interpretar assim, mas esta frase foi dita a respeito do Davi no contexto relativo ao tempo de sua profecia a respeito de Cristo; então ele esta dizendo que Cristo cumpriu essa profecia porque Davi morreu, e foi sepultado; ou seja que Davi não subiu aos céus se interpreta no sentido relativo; no contexto que diz: Sente-se à minha destra, não é Davi, a não ser o filho de Davi; então se interpretarmos esta frase de maneira absoluta poderíamos estar de acordo com os irmãos que interpretam assim, embora como acomodar outros versos? Mas é a única maneira, de interpretar de maneira absoluta; ou se pode interpretar de maneira relativa ao contexto da época da profecia e que a menção da morte e a sepultura do Davi é somente para dizer que não é ele de quem ele está falando em sua época antiga antes, mas sim fala do Messias, de Cristo. Então, irmãos, de todas maneiras eu por honestidade tenho que lhes dizer isto para que vocês conheçam as escolas, os irmãos que são sérios, respeitáveis e vocês também examinem e cada um veja como o entende melhor. Vamos orar e dar graças ao Senhor.

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