segunda-feira, 19 de outubro de 2009

33. A Abertura do Sexto Selo

Aproximação ao Apocalipse (33)
A ABERTURA DO SEXTO SELO



“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue”. Apocalipse 6:12.

INAUGURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Vamos continuar com a ajuda do Senhor o estudo do livro do Apocalipse, nesta aproximação que estamos fazendo, e estamos na abertura do livro dos selos. Estamos no capítulo 6 do versículo 12, onde se inicia a descrição da abertura do sexto selo. Se os irmãos tiverem muito em conta os números dos capítulos possivelmente possam confundir-se um pouco, mas recorde-se que o apóstolo João não escreveu capítulos nem versículos; ele escreveu o texto e foi depois nos séculos XII, XIII e XIV que se subdividiu o primeiro texto em capítulos e logo em versículos; assim que isso às vezes temos que passá-lo por alto para poder seguir a íntegra. O sexto selo aparece do capítulo 6, versículo 12, e vai até o capítulo 7, versículo 17; pessoalmente não encontro nenhuma razão para falar aqui de alguma espécie de parêntese posto que tudo coincide e tudo se complementa. Então este selo, de todos os que vimos, é por agora o mais largo; tem 23 versículos: 6 no final do capítulo 6; 12-17, e todos os outros 17 do capítulo 7; todo isso é o sexto selo; de maneira que possivelmente não vamos poder vê-lo com detalhes hoje, mas pelo menos vamos olhar algumas coisas. Por este selo vamos ver que as coisas continuam depois nas trombetas; no sexto selo, como vamos ver, inaugura-se a grande tribulação; e digo a propósito, inaugura-se, porque o sexto selo não contém toda a grande tribulação mas sim esta se consuma no sétimo selo, incluindo as trombetas e as taças; por isso digo que o sexto selo não é a totalidade da grande tribulação, mas inaugura a grande tribulação.

Eu vou sugerir que inicialmente façamos uma leitura corrida de todo o correspondente ao sexto selo; somente vou fazer as interrupções para os comentários mínimos de crítica textual, para que os irmãos que tomam nota disso possam o ter presente, e logo sim estaremos voltando sobre nossos passos. Então vamos receber a primeira impressão da leitura do sexto selo completo, somente interrompido pelos comentários textuais. Apocalipse 6:12; todos os que tiverem sua Bíblia, por favor leiam-no em sua Bíblia, e os que queiram tomar nota desses comentários textuais, façam-no por favor:

CRÍTICA TEXTUAL

“12 E Vi (a palavra kai eidon aparece no grego; não diz somente “Vi”, mas sim diz: “E Vi”, quer dizer, seguiu olhando, olhando e olhando. A palavra “e” falta aqui nesta tradução) quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto; (entre os acontecimentos este misterioso terremoto é o que inaugura o sexto selo) O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue,
13 as estrelas (a palavra aqui “estrela” no original grego é “asteres”, que significa também astros, incluindo não somente aos grandes, mas também aos meteoritos e aos aerólitos e todas essas coisas) do céu caíram pela terra, (a palavra é eis, não “epi”, sobre, nem “hiper”, a não ser “eis”, a, para) como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes (aqui esta tradução só traduziu “figos”, mas fala de figos imaturos, figos verdes) 14e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar.15 Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes16 e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro,17 porque chegou o grande Dia da ira deles (esse “deles” é plural, não é só do Cordeiro mas sim de Deus que está no trono e do Cordeiro; assim está no grego) e quem é que pode suster-se?
1 Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.2 Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar,3 dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.4 Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel: 5 da tribo de Judá foram selados doze mil; da tribo de Rúben, doze mil, (a palavra “selados” não aparece a não ser no primeiro, Judá, e no último, Benjamim; em nenhum dos intermediários aparece no original grego; em nenhum manuscrito nem tardio, nem antigo, a palavra “selados”; somente respeito de Judá ao princípio e de Benjamim ao final; o resto diz somente “da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; 6 da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; 7 da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; 8 da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim foram selados doze mil. 9 Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; 10 e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. 11 Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, 12 dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”, diz outra vez. Este segundo amém não aparece em uma mínima quantidade de manuscritos, mas a generalidade, tão antigos como novos, contêm este segundo “Amém”; então naqueles que falta é por algum engano do copista ou algo.

“13 Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? 14 Respondi-lhe: (com minúscula) meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, 15 razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. 16 Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, 17 pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”.

UM GRANDE TERREMOTO

Bom, esse é o texto correspondente ao sexto selo; no 8:1 já começa o sétimo, quando abriu o sétimo. Então todo este texto lido pertence ao sexto selo. Quando abre o selo, aqui aparece um terremoto gigantesco, porque pelo que diz um pouquinho mais adiante no versículo 14: “e todo monte e toda ilha se removeu de seu lugar”, quer dizer que é um terremoto de nível geral, não é somente um pequeno terremoto, a não ser um grande terremoto. Alguém se pergunta: este terremoto que aparece aqui no sexto selo em um contexto tão cataclísmico, é o mesmo terremoto que aparece também mais adiante nas trombetas? Por exemplo, se vocês virem na sétima trombeta, ali no capítulo 11:19 que diz: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada”; mas aqui nos damos conta de que este terremoto da sétima trombeta corresponde ao sétimo selo, porque o sétimo selo é o que abre lugar para as sete trombetas; portanto, o terremoto de Apocalipse 11:19 corresponde à sétima trombeta e portanto ao sétimo selo. Aqui mesmo se pode ver em Apocalipse quando fala da sétima trombeta em Apocalipse 11:18 diz: “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira”; mas notem que já está na sétima trombeta, já aconteceu a primeira trombeta, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta, e agora já está na sétima, e agora diz que a ira veio; quer dizer que o que tinha vindo até aqui é o início do julgamento, sua proclamação, sua introdução, mas não sua consumação. Sua consumação é com as sete taças da ira; por isso diz que nessas sete taças se consuma a ira. Nas trombetas se introduz, convoca-se o julgamento, mas com as taças se consuma. Por isso esta sétima trombeta onde diz: “iraram-se as nações, e sua ira veio”, essa frase “e sua ira veio”, inclui a consumação dessa ira que são as sete taças; portanto, as sete taças estão incluídas na sétima trombeta, assim como as sete trombetas estão incluídas no sétimo selo.

Então por isso o terremoto que aparece no capítulo 16, um dia nos deteremos mais nele, ali aparece também um tremendo terremoto quase com palavras semelhantes às do terremoto do sexto selo. Sobre o terremoto respectivo da sétima taça, diz no capítulo 16:18: “18 E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, (como aparecia na sétima trombeta) e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande. 19 E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira. 20 Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados”. No capítulo 6:14 diz: “todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar”. Aqui no sexto selo os Montes e as ilhas se removem de seu lugar, mas no terremoto da sétima taça não só se removem mas também não foram achados. Então se pergunta alguém: é este terremoto do sexto selo o mesmo terremoto da sétima taça? Parece que não, posto que aqui aparece no sexto selo, em troca o terremoto da sétima trombeta é no sétimo selo; o terremoto da sétima taça é na sétima trombeta e no sétimo selo; portanto se vê que é outro maior terremoto. devido a isso comecei dizendo que é a inauguração da grande tribulação; é como se inaugurasse o sexto selo com um tremendo terremoto e com algumas questões cataclísmicas também nas órbitas dos astros próximos à terra; mas depois isso se repete.

CARACTERÍSTICAS DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Vou lhes recordar uma menção que já fiz na vez passada, mas que neste momento é necessário tê-la muito clara para que nos demos conta de que este dia final tem um início e tem uma consumação.

Então primeiro vamos comparar duas passagens: uma em Joel e outra em Mateus, e logo vamos ver como uma se refere ao início da tribulação e outra se refere a esses desastres depois da tribulação; ou seja que os desastres se repetem; a tribulação começa com eles e logo se repetem para o final da tribulação. Então vamos ver esses dois aspectos, e vamos ver como Lucas os menciona aos dois.

Vejamos em Joel 2:30-31, onde diz Deus: “30 Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.31 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes (sublinho a palavra “antes”) que venha o grande e terrível Dia do SENHOR”. No dia grande e espantoso, isso se repete; mas aqui ele está falando de antes, ou seja quando começa, a inauguração; acontecem fenômenos celestiais horrorosos que aqui lhes chama “prodígios no céu e na terra, sangue, e fogo, e colunas de fumaça”; aqui nestas três expressões está resumindo virtualmente o início das trombetas: sangue, fogo e fumaça; e agora diz: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o dia grande e espantoso do Senhor.” Então aqui Joel está falando destes fenômenos antes do dia grande e espantoso do Senhor; ou seja, é como se esses fenômenos apenas o inaugurassem, não o consumassem.

Agora vamos em Mateus 24:29; aí está falando dos últimos tempos, dos sinais de sua vinda; e está falando como os cristãos vão ser afligidos, e tudo o que se apresentaria; e logo diz: “29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias”; fala de uma tribulação tremenda que ocorrerá quando se efetuar a abominação desoladora, quando os cristãos serão perseguidos e mortos, quando ocorrerão guerras, pestes, terremotos, etc.; mas aqui diz: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas (os astros) cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. Temos, pois, que a vinda do Filho do Homem em poder e grande gloria, esse é já o dia final; a tribulação consuma as taças da ira, mas as trombetas iniciam a ira; as taças a consumam. Então aqui aparece o sol escurecido, a lua não dando seu resplendor, as estrelas caindo; isso aparece imediatamente depois da tribulação daqueles dias. Em Joel diz: antes que venha o dia grande e espantoso.

SINAIS EM LUCAS

Agora vamos ao Lucas e vemos como Lucas menciona os dois tempos das coisas. Lucas 21:10-11: “Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino;11 haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu”. Aqui Lucas menciona grandes sinais do céu, menciona as guerras, os terremotos grandes, as pestilências, a fome e terror e grandes sinais no céu. Quando eles estão dizendo: escondam-se nas covas, isso é terror; mas aparecem grandes sinais no céu uma vez mencionados; logo ele segue falando, segue passando vários versículos, e ao chegar ao versículo 25, depois de ter dado todos os sinais do 1 aos 24, diz:

“25 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas;26 haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.27 Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória”.

Então, irmãos, aqui Lucas no verso 25 menciona o relativo à consumação da tribulação, vêem? Mas Joel menciona o início da tribulação.


A RAZÃO DOS SELADOS

Voltando para Apocalipse, ao sexto selo, aqui está falando de um terremoto que não é ainda do sétimo selo, mas sim do sexto; no sexto se inicia e se inaugura a tribulação, mas não se consuma porque as taças e as trombetas são a partir do sétimo selo; entretanto, aqui no sexto já vemos uma preparação, certos anjos que são detidos para que os escolhidos de Deus sejam selados antes de danificar a terra, antes que as trombetas soem. Vocês podem notar o que diz o capítulo 7:3: “Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus”. Agora, o dano à terra, ao mar, às árvores, acontece inicialmente em uma terceira parte nas trombetas e se consuma em sua totalidade nas taças; então se olharmos as trombetas, ali aparecem esses começos; por exemplo olhemos no capítulo 8 o relativo às trombetas; ali aparece fogo arrojado à terra, e a terceira parte das árvores se queimou; ou seja que antes de que a primeira trombeta soe, têm que ser selados estes 144.000. A segunda trombeta fala do mar; a terceira parte do mar se converteu em sangue; antes de ferir o mar têm que ser selados os 144.000.

O terceiro anjo fala sobre os rios, o segundo fala ao mar; se fala com a terra, se fala com as árvores. O que dizia no capítulo 7. No capítulo 7 disse àqueles quatro anjos que detinham os ventos do mar: Não façam mal à terra, nem ao mar, nem às árvores; quer dizer, não toquem ainda as primeiras trombetas até que tenhamos selado em suas frentes aos servos de nosso Deus. Por isso, embora o que inicia descrevendo este sexto selo é tão terrível, entretanto, não é completo; é apenas uma inauguração da grande tribulação; mas ainda não se iniciaram as trombetas que se iniciam no sétimo selo, e entretanto, aqui os 144.000 selados das doze tribos do Israel já são separados, para que não sofram estas conseqüências das trombetas; para isso som selados. Na quinta trombeta, que é o primeiro ai!, Diz a esses espíritos que saem do abismo que não lhe façam mal aos homens que têm o selo de Deus em suas frentes. Por isso antes de que a tribulação esteja em pleno, tem que haver um selamento, e esse selamento é no sexto selo; ou seja é o início apenas da tribulação.

Voltemos outra vez ao Apocalipse 6:12, e vamos começar um pouquinho desde o começo com mais cuidado: “12 Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, (este é o Cordeiro) e sobreveio grande terremoto”. Este terremoto realmente será um terremoto gigantesco para remover as ilhas e remover os Montes; não tem que ser uma coisa simples, esse é um terremoto grande. Algum desequilíbrio no planeta por causa de um desequilíbrio maior que também pode ocorrer no sistema solar ou inclusive na galáxia, pelo seguinte que vamos ler para cá: “O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue”. Isso sempre se relacionou com terremoto também.

Vejamos no 11:13, do que já fizemos uma menção agora mas em um contexto; aqui há outro contexto. No 11:13 aparece um terremoto quando os dois profetas são levantados. “Naquela hora houve um grande terremoto”; este terremoto é o da ressurreição dos dois profetas de Apocalipse 11; o da taça é o 16:18, e é o outro terremoto que é o da sétima taça, verdade? Ali fala de “um terremoto tão grande, qual não o houve jamais desde que os homens estiveram sobre a terra” Este é outro terremoto anterior, porque é no sexto selo, não o das trombetas nem das taças.

OS ASTROS CAEM DO CÉU

Então diz no capítulo 6:13: “as estrelas do céu...”. Na antigüidade, os antigos a todas as coisas que flutuavam nos ares eles os chamavam os astros; eles não tinham nem idéia da diferença que há entre uma estrela que pode ser maior que nosso sol, e um meteorito, que pode ser do tamanho de uma pedra; para eles todos esses são astros, aerólitos, meteoritos, ou cometas, ou caudas de cometas ou estrelas ou galáxias; para eles tudo isto cabe dentro da palavra “astros”; então quando diz aqui: “e as estrelas,” ou seja, “os astros do céu caíram para a terra, (é a tradução exata) como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes”. É interessante; os figos amadurecem porque permanecem em seu devido lugar, mas os que ainda não amadureceram então são facilmente removidos e se saem de seu lugar. No sistema planetário, no sistema galáctico, todos têm um determinado lugar, mas há alguns que não amadurecem, ou seja, alguns que se saem e começam a ser pedras que voam, algumas como do tamanho desta casa ou menor, ou se não pedras de granizo como as que descreve a Bíblia; as caudas dos cometas são dessa classe, como pedras de gelo. Então aqui aparece uma questão totalmente cósmica, não só da terra; porque olhem o que diz o verso 14: “e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola”; ou seja quando há um movimento brusco da terra; digamos que há uma mudança dos pólos magnéticos do planeta, o que acontece quando se trocam os pólos? A terra faz um movimento brusco; o que acontece com as estrelas? Parece que se correm todas, verdade? E o que passa com as ilhas, com os Montes? Há um terremoto gigantesco, então a palavra diz: “e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola”.

A LEI DA ENTROPIA

Esta palavra me lembra da segunda lei da termodinâmica, que é a lei da entropia, de entropos, que quer dizer: atropelamento; e fixem-se em que a compara com a folha da figueira e com a folha da videira em outros profetas que vamos ler aqui. A folha, quando cai no outono, faz como uma queda em espiral, vai caindo até que se deposita no piso; esse tipo de queda é o que descreve a segunda lei da termodinâmica, que é a da entropia; quer dizer que se todas as coisas tiverem uma força inicial, essa força lhe obriga a continuar em movimento até parar. Eu agarro uma bola, chuto uma bola com toda a força, essa é a força inicial com que se iniciou o movimento da bola; a bola começa a saltar, a ricochetear, a ricochetear e cada vez vai mais devagar, lá, lá, lá, lá, até que termina e, pára. Então o universo está sujeito à segunda lei, da entropia; quer dizer que os cientistas falam da morte térmica do universo; quer dizer que as coisas tiveram no início, no momento da criação, um impulso energético; alguns lhe chamam o big Bang; eu lhe chamo o frat; no momento da criação saíram com uma energia, e esse movimento é mantido Por Deus, mas Deus sujeitou à vaidade a criação, diz a Escritura.

Vamos ler isso em Romanos, porque é necessário ter esse versículo em relação à criação. Romanos 8:20: “Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou”. A nova criação é esperança; a atual criação é vaidade; então quer dizer que a criação se está morrendo; digamos que a corda ao relógio vai acabando e há um momento em que as coisas vão esfriando-se, vão baixando; é como algo que se não lhe mantém a energia de fora, se Deus não a sustentar, se Deus a deixa terminar para começar uma nova, então é o que os cientistas chamam a morte térmica do universo, é o que é a segunda lei da termodinâmica, a entropia. Notem-se em que todas as coisas caem assim como em espiral; primeiro saem com uma força grande, fazem um círculo grande, mas logo perde força e perde altura, o círculo é mais pequeno e vai baixando, vai baixando; diz que como a parreira deixa cair a folha e como a figueira deixa cair a folha, as duas: a parreira e a figueira são mencionadas pelos profetas; vai caindo em espiral até que cai.

A entropia é uma lei universal, que a energia é igual, somente que se volta inútil; mas a energia não se aumenta nem se diminui; é a primeira lei; e a da entropia em que essa energia igual se vai fazendo cada vez mais inútil. Então se relaciona aqui com esta frase: “E o céu se desvaneceu como um pergaminho que se enrola”; como o que havia dito aqui: “como a figueira deixa cair seus figos”; mas em Isaías diz: “Todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um pergaminho; todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e a folha da figueira” (Is. 34:4).

Então vai caindo; ou seja é um movimento de vaidade; a criação foi sujeita em vaidade.

UMA FRASE MISTERIOSA

Em Apocalipse 21 nos damos conta também de qual é o destino deste universo. Em Apocalipse 21 aparece um céu novo e uma terra nova, verdade? Há um versículo também que diz: e não se achou lugar para eles no céu. Isso está no capítulo 20:11: “E vi um grande trono branco e ao que estava sentado nele, de diante do qual fugiram a terra e o céu, e nenhum lugar se encontrou para eles”. vai haver como um recolhimento dessa dimensão material, e vai prevalecer a dimensão de Deus, e logo um céu novo e uma terra nova; ou seja, esta criação foi sujeita a vaidade mas Deus também a sujeitou em esperança; haverá um céu novo e uma terra nova.

Voltemos Apocalipse 6:14: “E o céu se desvaneceu como um pergaminho que se enrola”. Essa é uma frase misteriosa. Alguma coisa viu João quando contemplou toda essa corrida; foi um cataclismo tremendo, mas é apenas o sexto selo; por isso eu digo que o mais provável, se a interpretação for correta, é que isto se repete também na sétima taça; tanto no sexto selo como na sétima taça; não são a mesma coisa porque a sexta taça é do sétimo selo e não do sexto; portanto, duas vezes se diz que isto acontece. Isto acontece para iniciar a grande tribulação; como quem diz, a grande tribulação se inicia com uma sacudida do planeta, e continuam essas sacudidas que diz: grandes prodígios no céu; vamos ver que inclusive as estrelas são feridas nas trombetas; depois veremos as trombetas, mas aqui se inicia realmente algo cósmico; depois já estudaremos com detalhe os versículos desse terremoto gigantesco, que é necessário estudá-lo porque vai ser algo terrível, mas podem ser dois; o mais provável que haja um primeiro e outro depois; um antes e outro imediatamente depois.

Para conectar estes versículos vamos ao Isaías a ver dois versos sobre isto. Isaías 13:9-11: “9 Eis que vem o Dia do SENHOR, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores.10 Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz.11 Castigarei o mundo por causa da sua maldade e os perversos, por causa da sua iniqüidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos”. Sigam aqui em outra passagem, em Isaías 34:4-5: “Todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um pergaminho; todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e a folha da figueira.5 Porque a minha espada se embriagou nos céus”. Aqui está falando realmente de uma coisa tremenda, e aqui se falou da folha da parreira e da figueira como o tínhamos mencionado.

AS CATÁSTROFES QUE SOBREVIRÃO

Vamos olhar outros textos. Ezequiel 32:7-8; aqui fala quando Deus está julgando definitivamente a Faraó e a todos os reino do mundo. “7 Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz.8 Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o SENHOR Deus”. No julgamento Deus obscurece. Quando o Senhor Jesus morreu na cruz houve trevas por várias horas, não era um eclipse normal; alguns quiseram dizer que foi um eclipse, mas um eclipse não dura três horas; houve densas trevas sobre a terra. Em Apocalipse 16:20 se repete o de que todo monte e ilha se removeu de seu lugar.

Passemos agora a Mateus 24, como lhes havia dito. Já o lemos, mas repetiremos para ter presente agora tudo junto. Mateus 24:29: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, (notem, diz Isaías, diz Ezequiel, já o tínhamos lido em Joel, e agora o diz Mateus aqui) a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados”. O diz também Marcos 13:24; vamos ter o tudo junto para que assim seja mais completa a visão:

“24 Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, 25 as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. 26 Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória”. Lucas 21:25, diz da seguinte maneira: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas”. Lemos estes versos para os ter juntos com os que acabamos de ver.

TODAS AS CLASSES SOCIAIS SÃO AFETADAS

Agora segue dizendo Apocalipse 6:15: “15 Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre, (notem, aqui menciona sete classes: 1. os reis da terra; 2. os grandes, a palavra é os magnatas que aqui se traduz grandes; 3. os ricos; 4. aqui se traduz, os capitães, são o quiliarcas, ou sejam os tribunos, os capitães; 5. os poderosos; 6. todo escrevo, e 7. todo livre; todas as classes: os reis da terra, os grandes, os ricos, os capitães, os poderosos e todo escrevo e todo livre) se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes16 e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, (esse é Deus o Pai) e da ira do Cordeiro; (esse é o Filho, por isso diz) 17 porque chegou o grande Dia da ira deles; (aí é apenas a inauguração) e quem é que pode suster-se?” Em relação ao que diz aqui, os reis da terra se esconderam nas covas, vamos olhar as outras passagens onde isto se confirma e se complementa. Em Isaías 2:10-12, olhem o que diz Deus: “10 Vai, entra nas rochas e esconde-te no pó, ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade. 11 Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia. 12 Porque o Dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido”. Deus mesmo manda que se meta na rocha e se escondam no pó.

Olhemos outros versos aqui. Oséias 10:8 fala também completando isto; ao final, na última frase do versículo 8, ou seja a parte c: “e aos montes se dirá: Cobri-nos! E aos outeiros: Caí sobre nós!”. Lucas 23:30 também o diz; todos estes versos vão juntos; diz assim:

“Nesses dias, dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!”. Agora são palavras do Senhor Jesus; ou seja, primeiro disse o Senhor lá em Isaías, logo disse o Senhor por Oséias; o Espírito de Cristo em Isaías, logo em Oséias; logo o disse o próprio Senhor Jesus, e logo o disse a João em Apocalipse. Todos estes versos estão juntos. É um quadro terrível! O ser humano, quando tem um pouco de vergonha, quer esconder sua cara. Como será sua vergonha; se sentir vergonha diante de outros homens que são pecadores como ele, imaginem-se na presença do Senhor; vão querer esconder-se. Os demônios por isso estão em escuridão; eles sofrem mais na luz que na escuridão; eles na escuridão não vêem o que são, mas na luz de Deus ninguém suporta. Muitos nem sequer suportam sua consciência e se suicidam; agora, imaginem-se, se não suportar sua vergonha ante outros seres humanos; outros não suportam sua consciência, os demônios procuram a escuridão; e aqui a Escritura registra toda classe de seres humanos; aqui mencionou sete estratos, todos querendo esconder-se debaixo das rochas e nas covas, nas cavernas; isso é terrível; logo a pergunta é esta: “porque o grande dia de sua ira chegou; e quem poderá sustentar-se em pé?” Esta pergunta é muito importante: “e quem poderá sustentar-se em pé?”
Vamos ver os versos relativos a esta frase. Olhem o que diz o Senhor em Lucas 21:36: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem”. Os do mundo perguntam: Quem poderá sustentar-se em pé? O Senhor sim diz que alguns podem sustentar-se em pé e o responde no capítulo 7, e já o havia dito aqui o Senhor e o registrou Lucas em 21:36: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem”.

QUEM PODERÁ SUPORTÁ-LO?

Em 1 João 2:28 diz assim o apóstolo João pelo Espírito Santo: “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda”. Então sim haverá alguns que pela graça de Deus poderão manter-se em pé e receber ao Senhor, inclusive no ar, e em vez de fugir, alegrar-se. “erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima”. Em vez de fugir, há alguns que podem viver; e também em 1 João 4:17: “Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo” Isto significa que se nós vivermos sua vida aqui na terra, na hora de sua vinda e na hora do julgamento vamos ter confiança e não vamos nos afastar envergonhados, mas sim o Senhor dirá: Bem Aventurado servo, entra no gozo de seu Senhor; mas o mundo, que para nada tem em conta ao Senhor, mas sim só se ocupa de si mesmo, de suas ambições, de seus prazeres, aí vai querer enterrar-se nas pedras. Também diz 1 Tessalonicenses 5:2-11: “2 pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite.
3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. 4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; 5 porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. 6 Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Ora, os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam é de noite que se embriagam. 8 Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação; 9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, 10 que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele. 11Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo”.

Quando o Senhor remover um pouquinho o planeta, que não cairão só os edifícios mas também os Montes, aí sim os homens saberão que eles não são deuses na terra; porque o homem hoje acredita que ele é Deus. Hegel dizia que tudo é Deus que está evoluindo, e que o estado atual da evolução de Deus é o estado prusiano; isso dizia Hegel. Isso é o panteísmo dizendo que tudo é Deus. Quando tudo começar a sacudir-se saberemos que Deus é outro e que nós somente somos criaturas, verdade, irmãos?
Olhemos outros versos. Joel 2:11, diz assim: “O SENHOR levanta a voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque é poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o Dia do SENHOR e mui terrível! Quem o poderá suportar?” Notem essa pergunta, quem poderá suportá-lo? O mesmo declara Malaquias 3:2: “Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros”. Ninguém suporta sua presença.

Então o capítulo 6 de Apocalipse termina com essa pergunta: “Quem poderá sustentar-se em pé?” E a resposta se dá no seguinte capítulo, porque é a continuação, estamos ainda no contexto do sexto selo; ali aparecem 144.000 selados com o selo de Deus, de entre as tribos do Israel, e logo aparece toda uma imensa multidão de gentios de todas as tribos, línguas, povos, etnias ou nações; aparecem diante do trono do Senhor, porque lavaram suas roupas no sangue do Cordeiro; estes são os que podem estar em pé diante Dele. A resposta da pergunta final de Apocalipse 6:17 é todo o capítulo 7.

São 9:15; não sei se pararmos aqui ou adiantamos. O que dizem vocês? Porque não sabemos se vamos tratar todo o capítulo 7; melhor tratá-lo como um todo, com mais detalhe; então vamos parar aqui.

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