sexta-feira, 30 de outubro de 2009

37. A Segunda Trombeta

Aproximação ao Apocalipse (37)

A SEGUNDA TROMBETA




“O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue”. Apocalipse 8:8.

JUÍZO DE DEUS NO MAR

Vamos dar continuação a esta aproximação ao Apocalipse, e estamos agora na série das trombetas. Hoje nos corresponde considerar o relativo à segunda trombeta. Vamos pôr muita atenção. Apocalipse 8:8-9: “8E (nesta tradução falta a palavra “E”, que está no grego) O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue,9 e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações”. Nestes dois versos, o 8 e o 9, está descrita de maneira sucinta esta segunda trombeta. De detalhes de crítica textual, somente esse “e” que falta ao começo do verso 8, e também aqui nesta palavra onde diz: “uma grande montanha ardendo em chamas”; esta tradução que estamos lendo é correta; a maioria dos manuscritos e os manuscritos mais antigos o dizem assim; entretanto, há alguns poucos manuscritos que a palavra “em chamas” não o dizem, possivelmente consideraram que dizer “ardendo em chamas” era uma redundância, então alguns manuscritos não contêm essa expressão “em chamas”; mas os mais antigos e a maioria a contêm, e esta tradução também a contém; assim que o deixamos assim como está, porque realmente é sério o que diz aqui: “E o segundo anjo tocou a trombeta, e como uma grande montanha ardendo em fogo foi precipitada no mar; e a terceira parte do mar se converteu em sangue. E morreu a terceira parte dos seres viventes que estavam no mar, e a terceira parte das embarcações foi destruída”. Aqui a ênfase é o início do julgamento de Deus no mar. A primeira trombeta foi na terra: granizo e fogo; aqui é no mar.

Vocês recordam no capítulo 7 o que dizia no versículo 3: “Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus”.

Quando já os cento e quarenta e quatro mil das tribos de Israel forem selados, então agora sim Deus permite que se faça mal à terra, às árvores e ao mar. Já na trombeta passada se fez mal à terra, fez-se mal à terceira parte da terra, à terceira parte das árvores e às plantas. Agora, nesta segunda trombeta, Deus permite que se faça mal ao mar; não a todo o mar, a não ser a uma terceira parte; já quando chegarmos às taças verão que já é o mar em geral; as taças consumam a ira e já o mar em geral é convertido em sangue como de morto, mas aqui logo que é a trombeta, aqui se está iniciando o julgamento. Como havemos dito, as trombetas iniciam o julgamento e as taças da ira o consumam. Aqui estamos vendo o julgamento do Senhor sobre o mar. “O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar.” Esta palavra é bastante interessante: “como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar”. Alguém se pergunta: é literal? Ou é simbólico? Quando vimos a primeira trombeta vimos que era literal, vimos que as taças são literais, as pragas que viveu o Egito foram literais; esse granizo com relâmpagos foi literal; e agora vemos que aqui se fala de converter a terceira parte do mar em sangue, e estamos vendo que Deus utilizaria outra vez no tempo final esta classe de prodígios.

A ÁGUA SE CONVERTE EM SANGUE

Vamos ver como já uma vez em Êxodo aconteceu; vamos ao capítulo 7; ali vemos como de uma maneira literal a praga de converter as águas em sangue se cumpriu já no início. Em Êxodo 7:14 aparece a praga de sangue: “14 Disse o SENHOR a Moisés: O coração de Faraó está obstinado; recusa deixar ir o povo.
15 Vai ter com Faraó pela manhã; ele sairá às águas; estarás à espera dele na beira do rio, tomarás na mão o bordão que se tornou em serpente
16 e lhe dirás: O SENHOR, o Deus dos hebreus, me enviou a ti para te dizer: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; e, até agora, não tens ouvido. 17 Assim diz o SENHOR: Nisto saberás que eu sou o SENHOR: com este bordão que tenho na mão ferirei as águas do rio, e se tornarão em sangue.
18 Os peixes que estão no rio morrerão, o rio cheirará mal, e os egípcios terão nojo de beber água do rio. 19 Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: toma o teu bordão e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que se tornem em sangue; haja sangue em toda a terra do Egito, tanto nos vasos de madeira como nos de pedra. 20 Fizeram Moisés e Arão como o SENHOR lhes havia ordenado: Arão, levantando o bordão, feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus oficiais; e toda a água do rio se tornou em sangue. 21 De sorte que os peixes que estavam no rio morreram, o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. 22 Porém os magos do Egito fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas; de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito. 23 Virou-se Faraó e foi para casa; nem ainda isso considerou o seu coração. 24 Todos os egípcios cavaram junto ao rio para encontrar água que beber, pois das águas do rio não podiam beber. 25 Assim se passaram sete dias, depois que o SENHOR feriu o rio”. Aqui nos descreve um julgamento de Deus sobre o Egito, que representa o mundo, para que deixe livre ao povo do Senhor, para que o propósito de Deus avance. Como o inimigo se opõe, Deus utiliza a dureza, a obstinação do inimigo para mostrar seu poder. Diz: Levantei-te para isto, para mostrar em ti meu poder. Não só a praga do granizo e esta do sangue, a não ser outras que aconteceram no Egito, repetem-se outra vez ao final, porque Deus tinha prometido que faria sinais semelhantes e mais abundantes.

MARAVILHA AO FINAL DOS TEMPOS

Vamos ver isso em outros versículos. Vamos por exemplo em Miquéias, para ver ali umas promessas que nos explicam por que aparecem outra vez estas pragas, estas maravilhas para o fim. Lembremos-nos de que estamos em tempo de início da grande tribulação, que os cento e quarenta e quatro mil selados já estão em pé, ou se não, não se tocariam estas trombetas; não se faria mal à terra e ao mar se ainda não tivessem sido selado os israelitas; este é o tempo de angústia, e o tempo de angústia é principalmente para Israel e também para os cristãos, ou seja para o povo de Deus; por isso Deus tem que voltar a castigar com pragas ao mundo como ao princípio, e isso estava prometido que seria dessa maneira. Vamos ver isso em Miquéias 7; vamos ver ali na Bíblia essas promessas que Deus já as tinha feito, e por isso se cumprem aqui. Miquéias 7:15,16; diz Deus assim: “15 Eu lhe mostrarei maravilhas, como nos dias da tua saída da terra do Egito”. No Egito Deus mostrou maravilhas quando decretou essas pragas; mas diz que Deus voltaria a fazer outra vez; e por isso é que aqui em Apocalipse está acontecendo de novo: “Eu lhe mostrarei maravilhas, como nos dias ( se repetirão outra vez as pragas no final como houve no princípio) que saiu do Egito. 16 As nações verão isso, (já não é somente o Egito, a não ser as nações) e se envergonharão de todo o seu poder; porão a mão sobre a boca, e os seus ouvidos ficarão surdos”.

Claro, este é um toque forte de trombeta. A terceira parte do mar convertido em sangue, assim como o Nilo foi convertido em sangue. Não somente aqui aparece a promessa.

Olhemos em Isaías 11:15-16, onde também promessas semelhantes foram feitas pelo Senhor. “15 O SENHOR destruirá totalmente o braço do mar do Egito, e com a força do seu vento moverá a mão contra o Eufrates, e, ferindo-o, dividi-lo-á em sete canais, de sorte que qualquer o atravessará de sandálias. 16 Haverá caminho plano para o restante do seu povo, que for deixado, da Assíria, como o houve para Israel no dia em que subiu da terra do Egito”. Fixem-se nessa frase: “como o houve”; ou seja, Deus trará de novo, juntará a seu remanescente outra vez, e fará maravilhas como o fez ao princípio; o que dizia Miquéias, diz aqui outra vez Isaías: “Haverá caminho plano para o restante do seu povo, que for deixado, da Assíria, (hoje é o Iraque; como haverá caminho?) como o houve para Israel no dia em que subiu da terra do Egito”. Significa que Deus estará julgando as nações nesta segunda trombeta, especificamente com a praga deste grande monte que cai ao mar, uma montanha ardendo em fogo que cai ao mar, e a terceira parte do mar se converte em sangue; como no princípio Deus converteu as águas em sangue, isso se repetirá na segunda trombeta e se repetirá de novo na segunda taça; a segunda trombeta é um terço e a segunda taça é o tudo. Deus não faz tudo de repente, mas sim aos pouquinho para dar oportunidade às pessoas de se arrependerem. Ele somente vai apertando quando a gente se endurece.

Em outra passagem, Êxodo 34:10, também podemos ver isto. Vejamo-lo comparando com Miquéias e com o Isaías. Olhem o que disse Deus: “Então, disse: Eis que faço uma aliança; diante de todo o teu povo; (quando está fazendo isto? depois de que tinha saído do Egito, depois de que já tinham sido libertos das dez pragas) farei maravilhas (outra vez, Deus está prometendo a Israel que Ele voltaria a fazer maravilhas; não somente fez com as dez pragas, fá-lo-ia de novo) que nunca se fizeram em toda a terra, nem entre nação alguma, de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do SENHOR; porque coisa terrível é o que faço contigo”. Já fez coisas tremendas quando os tirou do Egito, mas agora, diz o Senhor, que já vai haver tempos em que não vão dizer: Olhe, Senhor que tirou seu povo do Egito, não; vão dizer que o trouxe da terra do norte e de todas as partes onde estavam espalhados, mas Deus os trazem. Quando há impedimento, há pragas; terá que se entender que estas trombetas são em relação com todo o plano e o propósito de Deus.

Olhemos algo no Jeremias 23:7,8, que não é tão exato, nem tão parecido, mas que tem algum ponto de relação; o que lhes estava dizendo está aqui: “7 Portanto, eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que nunca mais dirão: Tão certo como vive o SENHOR, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito; 8 mas: Tão certo como vive o SENHOR, que fez subir, que trouxe a descendência da casa de Israel da terra do Norte e de todas as terras para onde os tinha arrojado; e habitarão na sua terra”. Aí está a profecia que lhes tinha mencionado, mostrando que o Senhor faria obras maravilhosas outra vez para o final; fez no começo com seu povo e o fará outra vez no final, literalmente.

INTERPRETAÇÃO LITERAL E ESPIRITUAL


Então irmãos, estamos nos fixando aqui em algo curioso; aqui fala de uma grande montanha ardendo, mas aparece uma palavra misteriosa que nos permite interpretar esta coisa nos dois sentidos: no literal e no simbólico; porque olhem o que diz: “E o segundo anjo tocou a trombeta”; se dissesse: e uma grande montanha ardendo em chamas foi precipitada no mar, só poderíamos interpretar de uma maneira literal, e de fato temos que interpretar de uma maneira literal, mas o literal tipifica o espiritual, pois também se subentende uma similitude dizendo: “e como uma grande montanha”; a palavra no grego é: hos, que se traduz: como se; ou seja, esta palavra “como” está mostrando como o literal reflete algo espiritual; uma montanha ardendo em fogo caindo ao mar, revela algo espiritual; por isso diz: “E o segundo anjo tocou a trombeta, e como uma grande montanha...”; esse “como” é a palavra de semelhança, é a palavra de analogia, e por isso temos que ter em conta os dois aspectos: o aspecto físico e o aspecto espiritual que o físico representa; porque isso é o que é uma analogia, uma semelhança, “como uma grande montanha ardendo em fogo foi precipitada no mar”. Sim, há várias passagens na Bíblia onde se fala de montanhas literais sendo tocadas pelo Senhor e ardendo em fogo. Por essa expressão: uma grande montanha ardendo em fogo, aqui parecesse que fora como a explosão de um grande vulcão, verdade? Na seguinte trombeta fala de uma espécie de meteorito, de aerólito, de asteróide que vem na terceira, e diz que caiu do céu; mas aqui não diz que caiu do céu; possivelmente seja uma tremenda montanha que está perto do mar. Irmãos, não estou sendo dogmático no que vou lhes dizer, mas qual é a montanha maior que existe perto do mar? Porque existem montanhas maiores, mas no interior do continente; por exemplo, o Himalaia, o Everest e outras montanhas que são muito altas mas não estão ao lado do mar; estão no interior do continente.

MONTANHA PRECIPITADA AO MAR

Vocês sabem qual é a maior montanha do mundo, a mais alta do mundo, que está perto do mar? A Serra Nevada de Santa Marta; tem mais de 5.700 metros de altura e está ao lado do mar; nenhuma outra montanha do mundo é uma montanha tão grande que esteja ao lado do mar; eu já estudei, tenho lido, e disso se gloria a Colômbia, de ter a montanha mais alta ao lado do mar; a única que é assim tão grande é a Serra Nevada da Santa Marta; uma montanha muito alta ao lado do mar. O que aconteceria se nestas convulsões do planeta chega isso a converter-se em realidade? Porque as montanhas têm por dentro fogo; podem ser vulcões, e aqui aparece uma grande montanha ardendo em fogo precipitando-se ao mar; ou seja, é uma explosão da natureza fora do comum, é uma trombeta de julgamento, é uma coisa imensa; de todas as maneiras João viu uma montanha imensa ardendo em fogo que foi arremessada ao mar; poderia ser também um vulcão, uma explosão, não sabemos o que possa ter provocado isto; de todas maneira foi o toque de Deus; deu a permissão para que algo acontecesse e algo passasse. Eu não estou dizendo que é a Serra Nevada da Santa Marta, mas também lhes digo: por que não pode ser? Não sou dogmático, mas em toda a terra não há uma cordilheira tão alta ao lado do mar como a Serra Nevada de Santa Marta. Agora, a Bíblia fala de montanhas sendo tocadas pelo julgamento de Deus e acesas em fogo. Vamos ver vários desses versos.

Vamos por exemplo a Isaías 64, que é uma passagem extremamente interessante; do verso 1 para nos dispor de todo o contexto. “1Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença,
2 como quando o fogo inflama os gravetos (fogo dos Montes ardendo) como quando faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que as nações tremessem da tua presença! 3 Quando fizeste coisas terríveis, que não esperávamos, desceste, e os montes tremeram à tua presença. 4 Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera”. Agora, vocês pensam, se esta oração inspirada pelo Espírito Santo feita por Isaías, teria resposta? Claro, esta é uma oração que é inspirada pelo Espírito Santo, e esta oração é parte da Bíblia, esta é uma oração que terá resposta; e aqui o que é o que está orando pelo Espírito? que classe de julgamento está pedindo Isaías aqui? Ele diz: “Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença, 2 como quando o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas”; e diz qual é a intenção dessa oração de Isaías: “para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que as nações tremessem da tua presença!”. Não parece que precisamente esta segunda trombeta é a resposta a esta oração de Isaías? Uma montanha ardendo em fogo caindo ao mar, como diz aqui: “o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas”; porque assim se fez notório o nome do Senhor com Israel; com Faraó do Egito fez notório seu nome; e essa mesma frase utiliza Isaías já para o futuro, fazendo notório seu nome; agora estamos no tempo de julgamento onde Deus faz notório seu nome fazendo estas maravilhas que Ele prometeu que faria de novo ao fim, como fez com o Israel no princípio em uma escala menor.
Vamos a outra passagem muito interessante. Vamos em Isaías 54:10. Esta profecia está no contexto do consolo do Senhor a Israel. titula-se “O amor eterno do Senhor por Israel”; já sofreu muito, então o Senhor o consola, e no meio do consolo a Israel, diz Deus: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o SENHOR, que se compadece de ti”. Vemos que em meio da convulsão, no meio do desastre inclusive dos Montes, esta montanha ardendo em fogo caindo ao mar, Deus segue mantendo fidelidade a seu povo.

DEUS, NOSSO AMPARO E FORTALEZA

Isto aparece mais claro ali no Salmo 46, onde com toda clareza se vê este aspecto. Vou ler, já que é curto, em um contexto mais amplo: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.2 Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne, (então a terra será transtornada, removida) e os montes se abalem no seio dos mares”. Aqui o espírito de profecia nos filhos de Corá estava já adiantando o cumprimento da segunda trombeta; Montes sendo transpassados ao coração do mar. “e os montes se abalem no seio dos mares;3 ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam”. Então depois de mostrar essa situação caótica, diz: “4 Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, (como dizia em Isaías: no meio do julgamento, Deus guarda a seu povo, como diz: não fará mal até selar meus escolhidos) o santuário das moradas do Altíssimo. 5 Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã. 6 Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. 7 O SENHOR dos Exércitos está conosco; (olhem essas duas caras da moeda: o terrível e de uma vez a misericórdia de Deus) o Deus de Jacó é o nosso refúgio. 8 Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra. 9 Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. 10 Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. 11 O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.

Este Salmo 46 fala dos Montes sendo jogados no mar, e entretanto o Senhor guardando nesse mesmo contexto a seu povo. Não lhes parece que esse Salmo 46 tem relação muito clara com a segunda trombeta? Em que outra parte se fala dos Montes jogados ao mar, a não ser precisamente na segunda trombeta?

Agora passemos à seguinte parte: Habacuque 3:10 fala no contexto da vinda do Senhor. Ele diz no verso 4: “4 O seu resplendor é como a luz, raios brilham da sua mão; e ali está velado o seu poder.5 Adiante dele vai a peste, e a pestilência segue os seus passos”. E logo do 8, para ter o contexto, diz: “8 Acaso, é contra os rios, SENHOR, que estás irado? (isso é na terceira trombeta) É contra os ribeiros a tua ira ou contra o mar, o teu furor (essa é a segunda trombeta) para que andasses montado sobre os teus cavalos, sobre os teus carros de salvação?
9 Descoberto se fez o teu arco; os juramentos feitos às tribos (e acabamos de ler esses juramentos em Miquéias, em Êxodo e em Isaías) foram uma palavra segura. (Selá) Tu fendeste a terra com rios”. “10 Os montes te viram e tremeram; a inundação das águas passou; deu o abismo a sua voz, levantou as suas mãos ao alto, (e aí está o contexto) 11 O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança.
12 Com indignação marchaste pela terra, com ira trilhaste as nações.
13 Tu saíste para salvamento do teu povo, para salvamento do teu ungido; tu feriste a cabeça da casa do ímpio, (este é o anticristo) descobrindo os fundamentos até ao pescoço”. Então, irmãos, aí nos damos conta de que ali fala também desses Montes e de inundação de águas. Até aqui vemos o aspecto literal, e logo vamos mencionar porquê terá que ter em conta um aspecto simbólico; não só simbólico, nem só literal; os dois; mas então sigamos na outra parte que diz lá em Apocalipse: “cuja terça parte se tornou em sangue, 9 e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar”. Notem que Deus está julgando também aos seres do mar.

SERÁ AFETADO O OCEANO ATLÂNTICO

Vamos ver isso em Sofonias 1:3; diz Deus assim: “Destruirei os homens e as bestas; destruirei as aves do céu e os peixes do mar”. Deus disse que destruiria os peixes do mar. Na segunda taça todo ser vivo no mar perece, mas começa com a segunda trombeta. Com a segunda trombeta a terceira parte dos seres vivos que estavam no mar, ou seja os que estavam nessa parte do mar, pereceram; e isso já havia dito Deus aqui por Sofonias: destruirei os peixes do mar, e cortarei aos ímpios; e rasparei aos homens de sobre a face da terra, diz Senhor. Isto de Sofonias começa a cumprir-se com a segunda trombeta, onde diz: e morreu a terceira parte dos seres viventes que estavam no mar; e agora diz em Apocalipse 8:9: “e a terceira parte das embarcações foi destruída”; claro, se houve esse tremendo cataclismo no mar, imagine nas tremendas ondas, esse terrível maremoto que se forma de uma situação assim; isto produz uns tremendos maremotos, que os navios já sejam submarinos ou que estejam acima, sejam transatlânticos, navios de pescadores, navios de turismo, a terceira parte dos navios será destruída. Alguém se pergunta: Bom, aqui fala da terceira parte do mar e a terceira parte dos navios; claro, são os navios que estão nessa terceira parte. Qual seria esse mar? Que versículos falam para dar uma pista sobre que parte do mar provavelmente cairia? Aquela montanha ardendo que provocaria este desastre; porque na vez passada olhamos, e o granizo onde cairia? E vimos que é na Ásia, já seja na Assíria, já seja em Gogue e Magogue; ou seja, ali está claramente dito que cairia granizo lá; bom, então essa é possivelmente a parte onde vai cair o granizo, mas qual será a parte dos mares; porque há vários oceanos; está o Atlântico, está o Pacífico, está o Índico e estão os mares do norte, o da Antártida? Em qual desses mares? Irmãos, por um versículo que vou ler, parece que se refere ao Atlântico, e vou dizer por que.

JUÍZO CONTRA OS NAVIOS DE TARSO

Vamos ao Isaías 2:11-17. Nestas coisas não quero ser dogmático, mas sim ir à Escritura e dizer o que ela diz. Isaías ali está falando no contexto do fim; fala do reino universal do Senhor, e diz assim: “Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia.12 Porque o Dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido; 13 contra todos os cedros do Líbano, altos, mui elevados; e contra todos os carvalhos de Basã; 14 contra todos os montes altos e contra todos os outeiros elevados; 15 contra toda torre alta, (claro, começou apenas pelas do World Trade Center, mas é só o começo) e contra toda muralha firme; 16 contra todos os navios de Társis e contra tudo o que é belo à vista. 17 A arrogância do homem será abatida, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia”.

Aqui Deus dá uma chave, fala dos navios de Tarso; Tarso era na linguagem bíblica antiga o que corresponde ao ocidente; estavam os fenícios, que eram os principais navegantes daquela época antiga; eles tinham uma colônia no extremo ocidente que se chamava Tartessenses; daí vem a palavra Tarso; hoje em dia é o que é a Espanha; Tarso abrange também Portugal e Inglaterra; esse é o Ocidente. Quando Jonas fugiu de Nínive, ele foi a Tarso; isso é ao extremo Ocidente. Por isso é que as nações da órbita ocidental capitalista são chamadas os mercados de Tarso ou os príncipes de Tarso. Notem que a América foi colonizada por quem? Pelos espanhóis, pelos portugueses e pelos ingleses; significa que Tarso colonizou a América; quer dizer, América são os príncipes de Tarso, e a cabeça de Tarso está na Europa Ocidental, na península Ibérica; isso é o que era Tarso, o que hoje é a Espanha, o que é Portugal, o que é a Inglaterra; é o ocidente do mundo conhecido naquela época; e Deus diz que Ele faria este julgamento com as navios de Tarso. Aí está falando que uma terceira parte dos navios seria destruída.

Bom, e quais navios? Os do Tarso; aqui Deus revela que são os de Tarso; ou seja, está incluída a América; quer dizer, provavelmente seja o Oceano Atlântico o que vai ser afetado pela segunda trombeta, e aí é onde mais estão os navios do Caribe; os da Europa vêm às ilhas Açores, vêm às Canárias, logo vão entrando um pouco mais à Espanhola, às ilhas do Caribe, as Antilhas maiores, as menores; aí é onde devem fazer seu descanso, verdade? Há ilhas também no Pacífico Sul, mas ali não se mencionou o Pacífico Sul; pode ser, mas não o mencionou. Em troca, Tarso foi mencionado especificamente. Então se Deus diz que com a segunda trombeta a terceira parte dos navios foi destruída, quer dizer que essa parte do mar que foi afetada, é ali onde esses navios serão destruídos; mas a outra profecia diz que Deus fará julgamento com os navios de Tarso, e os navios de Tarso, são precisamente os do Atlântico; então o mais provável, sem ser dogmático, é que essa segunda trombeta vai soar pelos lados do Atlântico; diz que é uma terceira parte, ou seja, tem que ser algum desses oceanos; pode ser o Atlântico, pode ser o Pacífico, pode ser o Índico, mas quando fala de julgamento sobre os navios de Tarso, e aqui fala sobre a terceira parte dos navios, essa Tarso é o Ocidente, ou seja o Oceano Atlântico. Também a Serra Nevada de Santa Marta está à beira do Atlântico, nas latitudes centrais para afetá-lo todo mediante as correntes marítimas. A serra Nevada da Santa Marta foi o monte mágico dos ocultistas gnósticos, e sede de terríveis matanças e narcotráfico mundial.

O SENTIDO SIMBÓLICO E ESPIRITUAL

Irmãos, vamos ver um pouquinho mais outra vez, e veremos o aspecto simbólico. “8 O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, 9 e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações”. Isso no sentido literal; mas como os disse, quando diz aqui: “e como uma grande montanha ardendo...”, esse “como” é a palavra de semelhança; quer dizer, há uma queda literal de uma grande montanha ao mar, mas quando diz: como uma, esse “como” está dando o espaço para uma interpretação simbólica; quer dizer, que assim como os Montes físicos são afetados pelo julgamento de Deus, na Bíblia também se chama Montes aos reinos, então provavelmente isto implique a queda de um grande império; vamos ver isso em algumas passagens.

Vamos a Zacarias; ali vocês vão ver como essa palavra “Montes”, não se refere somente aos Montes físicos, mas sim os Montes físicos são figura dos reino, principados que se expressam em civilizações, em reino naturais, reino humanos. Então vamos a Zacarias 4:7: “Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma campina; porque ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!”. Aqui Zorobabel figura como o reino. O sacerdote era Josué filho do Josadaque e o reino estava com Zorobabel edificando a casa de Deus; mas para que a casa de Deus seja edificada, a oposição, o reino que se opõe, deve ser ruído. “Quem é, você, OH grande monte? diante de Zorobabel será reduzida a nada”.

Primeiro, Babilônia é representada na Bíblia como um grande monte destruidor; mas Deus destruiu a Babilônia e nomeou ao Ciro para que Ciro viesse e varresse a Babilônia e deixasse Israel edificar sua casa, a casa de Deus; então esse monte representa não somente o monte físico, a não ser um reino espiritual; ou seja, um principado que expressa sua natureza em um reino, um tipo de civilização. Os Montes representam reino.

Vamos ver sobre Babilônia aqui em Jeremias 51:24-25: “24 E pagarei à Babilônia e a todos os moradores da Caldéia toda a maldade que fizeram em Sião, à vossa vista, diz o SENHOR.25 Diz o SENHOR: Eis-me aqui contra ti, ó monte destruidor”; ou seja, aqui Babilônia é comparada com um monte que destrói; assim como aquele monte físico ardendo em fogo destrói a vida no mar, assim este império destrói as nações que são representadas pelo mar. Como diz Apocalipse 17. “25 Eis que sou contra ti, ó monte que destróis, diz o SENHOR, que destróis toda a terra; estenderei a mão contra ti, e te revolverei das rochas, e farei de ti um monte em chamas”. Vemos que este é um monte ardendo, queimado. Quem era este monte? Babilônia.

Em Apocalipse 17 também vemos os Montes representando reino. Está falando no contexto da Babilônia espiritual, que é Roma; depois estudaremos isso com mais detalhe. Apocalipse 17:9: “9 Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis”

Notem que aparecem sete cabeças, ou seja, sete príncipes naturais, sete reis.

A MANIFESTAÇÃO DO MUNDO ESPIRITUAL NO MATERIAL

Lembrem-se de que o dragão tinha sete cabeças e que a besta também tinha sete cabeças; ou seja, as cabeças do dragão são os principados demoníacos que se expressam nas civilizações. Por exemplo, em Daniel 10 apareceu o império Persa, e há um príncipe demoníaco chamado o príncipe da Pérsia que se expressava na civilização Persa. Revela que quando foi tirado o Império Persa, veio o príncipe da Grécia, um príncipe demoníaco que se chamava o príncipe da Grécia, e por isso surgiu a civilização grega; ou seja que há principados, potestades, governadores das trevas deste século; os governadores das trevas são essas cabeças que se expressam nos reino da terra. Então o príncipe da Pérsia se expressa no império Persa, o príncipe demoníaco da Grécia se expressa no império Grego; e agora diz aqui que a mulher, esta grande prostituta que é Babilônia a misteriosa, ou seja a atual Babilônia que é Roma, senta-se sobre uma besta de sete cabeças. Recomendo-lhes ler o livro “As Duas Babilônias” de Alexander Hislop, onde mostra tudo sobre a Babilônia antiga, e como passou ao romanismo; o paganismo da Babilônia antiga como se mesclou com o cristianismo, tergiversou-o e chegou a ser o catolicismo. Hoje em dia aparece a Babilônia misteriosa do Novo Testamento, que diz São João que é a cidade que reina sobre os reino da terra, e quem reinava nos tempos de João? Roma; ou seja que João chama Roma, Babilônia, vestida de púrpura, de escarlate, com um cálice de ouro. Depois o estudaremos com mais detalhe; mas o que diz aqui em Apocalipse 17:9? “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes”.

A QUEDA DO PRÍNCIPE DE ROMA

Notem que os Montes são cabeças da besta e do dragão; dão-se conta? No livro do Enoque, livro I, capítulo 18, fala da grande montanha em fogo caindo ao mar; ali o fala também, e diz que é um anjo caído, que é um dos anjos; não é ainda Satanás, que isso é na quinta trombeta, mas antes aparece um anjo caído; porque antes de que suba o anticristo tem que cair Roma. Aqui vemos que Babilônia é chamada monte, e também essa mulher no Novo Testamento, Babilônia, é Roma. Diz ali: “são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis”; ou seja que esses Montes representam também reino. Assim como um monte físico, uma explosão vulcânica, terrível, como nunca a tinha havido, caindo por volta do mar, destruindo a terceira parte do mar, convertendo as águas em sangue como na primeira praga do Egito, é como um sinal físico de uma queda de um império; assim também, antes que venha o anticristo tem que cair Roma, porque Roma é a que impede que venha o anticristo. Isso diz 2ª aos Tessalonicenses, e vamos ler para que vocês possam compreender ali.

Em 2 Tessalonicenses 2, diz o apóstolo Paulo falando virtualmente de maneira crítica, porque esta carta circulava pelo império romano; porque se o dissesse claramente lhe cortavam a cabeça; embora depois a cortaram de qualquer maneira. Lemos do verso 1 para ter o contexto geral: “1 Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, (é quando a igreja vai se reunir com o Senhor no alto, esta palavra reunião é: episinagogia, significa, reunião no alto) nós vos exortamos 2 a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. 3 Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, 4 o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” Este é o Anticristo

A ORDEM DE QUEDA DOS IMPÉRIOS MUNDIAIS

Disto falava Daniel capítulo 11; e Paulo, de maneira oral ensinava à igreja em Tessalônica que teria que vir o anticristo, e lhes mostrava as profecias de Daniel 11 e as de Daniel 7. O que há em Daniel 7? Os impérios mundiais. Aparece primeiro a Babilônia, logo aparece Média e Pérsia, logo aparece a Grécia, logo aparece Roma, e a Roma saem dez chifres, e entre esses dez chifres sai o chifre blasfemo que é o anticristo; mas enquanto está Babilônia não pode chegar Pérsia. Quando for tirada Babilônia chega Pérsia, quando for tirada Pérsia vem a Grécia, quando for tirada a Grécia vem Roma; e Paulo está em Roma, mas Paulo sabia o que dizia Daniel, e ele ensinava à igreja: Este não é o fim; de Roma têm que sair dez chifres que vão dar autoridade à besta, que é o anticristo; só que estamos no tempo de Roma, mas depois de Roma vem o anticristo. Retomamos, pois 2 Tessalonicenses 2:5: “5 Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? (o que ensinava Daniel) 6 E, agora, sabeis o que o detém, (aqui Paulo fala em forma crítica; ele está falando em Roma, mas o dá a entender) para que ele seja revelado somente em ocasião própria”. O anticristo vai se manifestar depois, mas agora está Roma, agora é o tempo de Roma, ainda não é o tempo do anticristo; mas a esta quarta besta saem dez chifres que dão seu poder a esse outro chifre blasfemo que é o anticristo. Então, ao seu devido tempo, mas ainda não pode vir o anticristo porque agora está Roma, dão-se conta? “Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém, (enquanto está Roma, não está o anticristo) que seja afastado aquele que agora o detém”. Como vai dizer Paulo: Roma vai cair? Mas a igreja sabia; lembram-se o que eu lhes dizia? Quando este for tirado do meio. “8 então, será, de fato, revelado o iníquo”; ou seja, para que o anticristo se manifeste, tem que cair Roma.

Agora, notem que essa mulher está sentada sobre sete Montes; esses são sete reis, ou seja, sete impérios; cinco têm caído, diz João em Apocalipse 17, ou seja, os impérios que foram antes do João, quer dizer: Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia; esses são os cinco que tinham sido antes; um é, diz João, esse é Roma; e o outro ainda não veio; o outro é o reino dividido onde tem que sair o oitavo que é de entre os sete, que é o anticristo, ou seja que Paulo sabia que antes de vir o anticristo, e João também diz, tem que cair Roma. Por isso em Apocalipse 17:15 diz: “15 Falou-me ainda: As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas.”. Aqui o mar, que é físico, representa as multidões. “16 Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, (que é a cidade que reina sobre os reis da terra; era Roma nos tempos de João; ou seja, Roma é esta grande prostituta, vestida de púrpura, o colégio episcopal, e de escarlate, o colégio cardinalício; isso está bem descrito ali que é Roma) e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo.17 Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, (os dez chifres) e dar seu reino à besta, (este é o anticristo) até que se cumpram as palavras de Deus. 18 A mulher que viste é a grande cidade que domina (nos tempos do João, Roma) sobre os reis da terra”. A grande prostituta é Roma; e aqui vemos que antes que estes dez chifres dêem seu poder à besta tem que ser destruída Roma com fogo. Aqui diz que será queimada com fogo e também cairá no mar. Vemos que Babilônia cai como uma grande pedra de moinho ao fundo do mar. Não diz isso Apocalipse 18? Ou seja que o mais provável é que esse espetáculo, digamos, terrível que acontece literalmente no mar com esses maremotos, com essas destruições, representa também ao espiritual, que é a queda de um desses Montes, e o monte que tem que cair antes que o anticristo reine, é Roma. Então este monte pode ter esse significado espiritual também, porque diz aqui: “como uma grande montanha”, ou seja, que a grande montanha física, a queda do fato físico é uma figura, uma semelhança de algo espiritual, porque diz: “como”, “hös”, essa palavra aqui em Apocalipse 8:8: “E como uma grande montanha ardendo em fogo foi precipitada no mar”; ou seja que o físico é a montanha ardendo, mas o “como a montanha”, é a analogia, é a semelhança; por isso há irmãos que interpretam isto em sentido totalmente literal; outros que o interpretem só em sentido espiritual. Eu acredito que sim há razões para interpretação simbólica espiritual, posto que as montanhas representam reino; mas também terá que interpretá-lo literalmente, porque as pragas se cumpriram literalmente lá no Egito; portanto, Deus disse que faria novamente isso como o lemos em Miquéias, em Isaías, em Êxodo 34; portanto, possivelmente acontecerá de novo.

Terminemos, irmãos, esta consideração da segunda trombeta, lendo de novo os dois versos de Apocalipse 8: “8 O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue,9 e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações”. Isto é para que o tenhamos presente e estejamos alerta a tudo o que está passando. Vamos orar


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