sexta-feira, 30 de outubro de 2009

38. A Terceira Trombeta

Aproximação ao Apocalipse (38)

A TERCEIRA TROMBETA




“O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha”. Ap. 8:10.

A QUEDA DE UM GRANDE ASTRO

Vamos continuar no Livro do Apocalipse que estamos estudando. Estamos na seção das trombetas, e hoje nos corresponde a terceira trombeta. A terceira trombeta está descrita no capítulo 8:10-11. Vamos fazer uma primeira leitura destes versos; realmente é muito pouco em relação ao que de crítica textual tem que dizer-se com relação a esta tradução de Reina Valera de 1960 que temos aqui; assim somente vou fazer uma leitura o mais próxima possível ao grego; por favor, sigam em suas Bíblias e notem as pequenas diferenças na tradução para que tenham um conceito de que no grego está mais explícito. Apocalipse 8:10-11: “10 E (esta “e” sempre falta, do verso da primeira trombeta, da segunda e da terceira, porque este “e” marca a continuidade) o terceiro anjo tocou a trombeta, (ou trombeteou (esalpisen); é uma só palavra no grego) e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha.11 O nome da estrela é …ximhor. (que se traduz Absinto) e a terça parte das águas se tornou em absinto; (ou absíntio), e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas”. Este é, pois, o texto da terceira trombeta, que estaremos com a ajuda do Senhor considerando em esta noite.

Em primeiro lugar vos lembro que esta terceira trombeta, como as que vimos e as que mediante Deus veremos depois, todas pertencem à abertura do sétimo selo; quer dizer, a abertura do sétimo selo são as sete trombetas; portanto, embora estejamos estudando a terceira trombeta, é uma parte do sétimo selo. Com o sétimo selo se termina de abrir todo o livro onde está contido o plano de Deus para colocar todas as coisas sob os pés de seu Filho. Portanto, as sete trombetas estão contidas no sétimo selo, como depois veremos que as sete taças estão contidas na sétima trombeta; portanto, o sétimo selo contém as sete trombetas e as sete taças.

Diz: “O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas um grande astro”. Aqui se traduz uma grande estrela. Devemos ter presente que na época quando o Apocalipse se escreveu não se faziam as distinções astronômicas atuais, porque a ciência da astronomia não estava desenvolvida nesse tempo, e todos os fenômenos celestes, seja de estrelas, seja de planetas, seja de aerólitos ou de meteoritos ou de asteróides, eram chamados em geral astros; de maneira que a palavra “astros” na Bíblia, abrange do mais pequeno meteorito, uma chamada estrela fugaz, ou se não, um aerólito, ou um asteróide, ou se não um planeta, ou se não as chamadas estrelas.

ALGUMAS ORIENTAÇÕES SOBRE OS ASTROS

Às vezes são estrelas binárias, as que a simples vista parecem uma, mas em realidade são duas; às vezes se vê um ponto de luz, e é uma galáxia; ou seja que não é somente uma estrela; tudo isso é chamado “astros”; ou seja que a palavra “astros” no idioma da Bíblia, abrange toda esta classe de corpos celestes, não só no sentido atual do século XXI, que estrelas são umas anãs brancas, outras azuis, outras vermelhas; e que os planetas giram ao redor de uma estrela que é o sol; esses são conceitos que não os havia no tempo em que se escreveu o Apocalipse; e a palavra “astros” na Bíblia, inclui todas estas coisas. De maneira que devemos interpretar neste versículo a palavra “astro” no sentido que essa palavra tinha no século I quando o apóstolo João escreveu estas palavras. Se for interpretar com o sentido do século XXI, você vai fazer diferença entre uma estrela e um planeta. Naquele tempo os planetas eram considerados estrelas que se moviam. Quando olhamos ao céu, muitos meninos não saberão que essas estrelas não são estrelas no sentido deste século, a não ser planetas; esse que parece vermelho é Marte; o primeiro que aparece mais forte é Vênus; outro que aparece bem forte é Júpiter e outro Saturno, que se vêem simples vista como se fossem estrelas. Aqui não sabemos nem sequer que espaço há entre uma e outra. Quando olhamos as chamadas “Três Marias” ou o cinturão do Orion, nos parece que estão uma ao lado da outra; realmente há quase a mesma distância entre a terra e uma dessas estrelas, que entre uma e a do lado; e não estão ao lado, mas sim uma está muito longe; o que ocorre é que para a vista da terra estão uma ao lado da outra. Essa é a maneira como vemos da terra; e realmente para iluminar sobre a terra foi que Deus as colocou, verdade? Para iluminar sobre a terra Deus sabe como as colocou. O que temos que entender é que quando o apóstolo João escreve o Apocalipse, a palavra “astro” que se traduz “estrela” no sentido do primeiro século, essa palavra inclui ainda àqueles corpos menores como asteróides. Nós lhe chamamos “asteróides”, como para não dizer “astros”, mas naquele tempo os asteróides cabiam dentro da palavra “astro”; os aerólitos, os meteoritos estavam dentro da palavra astro e também as grandes estrelas e os quasares, etc.

Então quando diz aqui em Apocalipse 8:10: “O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu um grande astro”, obviamente que não está se referindo a uma estrela média da via Láctea, que é como o sol; nosso sol é apenas uma estrela média entre as estrelas da Via Láctea; imagine cair uma estrela média da Via Láctea sobre a terra. Seria um pouco difícil de entender, verdade? Mas como naquele tempo até as chamadas estrelas cadentes eram chamadas astros, então se refere sim a uma espécie de asteróide. O que hoje chamamos asteróide cabe dentro da palavra “astro”; não podemos chamar meteorito, porque aqui diz “grande astro”; então se cair à terra quer dizer que é um asteróide específico que cai à terra; porque diz: “E o terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu...”. Quando na vez passada estudamos a segunda trombeta, diz que uma grande montanha ardendo em fogo foi precipitada ao mar; não diz a procedência, não diz que é do céu, mas aqui quanto a este asteróide, chamado Absinto, sim diz que provém do céu; ou seja que nós sabemos que existem muitos asteróides sobre a terra; entre Marte e Júpiter está o cinturão de asteróides; parece que foi um planeta antigo que não suportou a pressão da gravitação da parte de Júpiter e de Marte, e não se pôde formar, e está um círculo de asteróides onde deve ter sido a órbita de um planeta; de lá muitos caem em Marte. Marte está cheio de crateras; e também vêm para a terra. De fato, na vez passada Yajaira me deu uma folha de jornal onde diz que os cientistas estão esperando alguns que estão por cair; um como de dois quilômetros quadrados está vindo para a terra. Também sabemos que quando os cometas passam perto da terra, eles às vezes passam perto ao sol e às vezes se afastam; eles giram em uma elipse bem pronunciada; então as caudas deles têm pedras congeladas, e todas essas coisas e estes fenômenos acontecem.

Há um cientista chamado Emanuel Velikoski, que escreveu um livro que se chama “Mundos em colisão”, onde ele estuda todas as informações antigas de fenômenos cósmicos que afetaram a terra, e que vale a pena ter em conta. Parece que esta terceira trombeta é uma invasão de um asteróide à terra; cai à terra; essa é uma coisa grande, porque diz que um grande astro ardendo como tocha; quer dizer que é como se ao entrar, a fricção forma essa cauda. Por isso diz: “como uma tocha”, a palavra é “lâmpada” no grego, mas se pode traduzir “tocha”; e diz: “e caiu sobre o terço dos rios, e sobre as fontes das águas”.

UM ASTERÓIDE AMARGO

Sobre este aspecto do terço dos rios ou a terceira parte dos rios, que é uma só palavra em grego, “terço”, vamos estudar na parte final de hoje; mas antes vamos nos adiantar um pouco a respeito do nome da estrela e ao sentido dessa palavra. Diz: o nome do astro, que é Absinto, tem no grego, o artigo, é um nome próprio; deu um nome próprio a esse asteróide; o nome que lhe deu foi “o Absíntio”. …ximhor é a palavra que se traduz Absinto, e vocês sabem que o absinto é possivelmente a planta mais amarga que se conhece; chama absinto macho ou absinto maior; lhe chamam também absento ou absintio ou absenjo ou absinto; são distintos nomes; é uma planta muito amarga. Graças a Deus que Ele a criou, e é um remédio muito amargo; é um remédio, mas é muito amargo; é um remédio amargoso. Da antigüidade usavam o absinto para espantar os mosquitos porque a mesma amargura não permitia aos mosquitos aproximar-se; inclusive na Idade Média, quando escreviam os livros antigos, mesclavam absinto na tinta para que os ratos não comessem os livros; porque era tão amargo que os ratos não o podiam seguir comendo. Hoje em dia se usa o absinto em infusões para tratar, por exemplo, as constipações, a má digestão; inclusive as pessoas débeis são fortalecidas; expulsa as toxinas; ou seja, o amargo, embora seja um gole duro, entretanto é útil; é um remédio amargo mas é útil; afasta os mosquitos, afasta os ratos, afasta as toxinas, alivia as constipações, a má digestão e revitaliza as pessoas; é amargo, mas serve de algo. Vamos ver por que Deus escolheu que a essa estrela, esse astro, digamo-lo no sentido do século I, ou seja, a esse asteróide no sentido do século XXI, por que pôs esse nome Absinto? E o que significa absinto na Bíblia? …ximhor, que é a palavra grega que se traduz absinto, aparece várias vezes na Bíblia, e vamos fazer o seguimento das vezes em que essa palavra aparece na Bíblia, para que entendamos melhor o sentido em Apocalipse.

A RAIZ QUE PRODUZ FEL E ABSINTO

Vamos ver os versículos que na Bíblia falam de absinto; porque vocês sabem que Apocalipse é o livro onde estão todos os terminais da Bíblia. Você toma um versículo e esse versículo lhe traz todos outros que tratam disso na Bíblia. Vamos começar pela primeira vez que aparece a palavra “absinto” na Bíblia; está em Deuteronômio 29:18. Vamos, pois, a fazer esse seguimento. Diz o Senhor: “para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo cujo coração hoje se desvie do SENHOR, nosso Deus, e vá servir aos deuses destas nações; para que entre vós não haja raiz que dê fel e absinto,
19 e aconteça que, ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu coração, dizendo: Terei paz, ainda que ande conforme o bom parecer do meu coração; para acrescentar à sede a bebedice”. O Senhor diz aqui nesta palavra que é o pecado do homem a raiz que produz fel e absinto. O absinto é algo amargo, muito amargo, possivelmente a planta mais amarga que se conhece. Deus utiliza a amargura desta planta para simbolizar o que produz o pecado do homem; produz tristeza no coração de Deus e também amargura entre os homens. Aqui neste versículo fala primeiro da amargura em relação com Deus. Quando há idolatria, quando se serve a outras coisas e não ao Senhor, quando o homem insiste em pecar pensando que vai bem apesar de que Deus já deu advertências, Deus diz que essa é uma raiz que produz fel e absinto.

Esta mesma “raiz que produz fel e absinto” a utilizou Lucas na epístola aos Hebreus 12:15. Lucas tinha presente a expressão que acabamos de ler no Deuteronômio. “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. Olhem uma característica da amargura: A amargura polui, contamina.

Primeiro o não estar bem com Deus é a origem do fel de amargura, mas essa amargura não fica na pessoa; a pessoa que está amargurada vomita sua amargura e polui aos que o tocam; se a pessoa estiver com uma moléstia, essa moléstia se converte na moléstia de cinco, e a de cinco se converte na moléstia de vinte, e a de vinte se converte na moléstia de cinqüenta, porque a raiz de amargura polui; porque houve amargura na terra que polui, virá amargura do céu que polui as águas também.

O ABSINTO EM NOSSAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Vamos ver outras passagens que falam aqui do absinto em relação com a amargura. Vamos a Provérbios 5:3,4, onde aparece também o absinto em relação horizontal. Em Deuteronômio está o absinto em relação vertical: Deus e o homem; em Provérbios está o absinto em relação horizontal: entre homens. E diz assim o capítulo 5: “3 porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;4 mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes”. Aqui aparece já o absinto nas relações interpessoais indevidas.

Vamos ver outros versos onde aparece também a palavra “absinto”. Vamos ver Amós 5:7; olhem como fala Deus: “7 Vós que converteis o juízo em absinto, e lançais por terra a justiça,
8 buscai aquele que faz as pleíades e Órion”, etc. Notem que aqui aparece a palavra “absinto”, em relação à amargura que provoca a injustiça; a injustiça provoca amargura. Quando não dá a cada qual o que lhe corresponde, quando há parcialidade, quando há egoísmo, quando há interesses privados que torcem a justiça, isso produz absinto. Por isso diz aqui: “os que convertem em absinto o julgamento”; quando não se faz justiça como deve ser, isso também produz absinto. Aqui vemos o absinto no sentido horizontal, também nas relações interpessoais.

Passemos a Amós 6:12: “Acaso correrão cavalos pelo penhasco? lavrar-se-á ali com bois? visto que tendes convertido em fel o juízo, e em absinto o fruto da justiça” Olhem como diz Deus: “Correrão os cavalos pelo penhasco?” Não, os cavalos têm que andar pelo caminho, mas se andarem pelas penhas, ou como diz aqui mais adiante, ou “Ararão nelas com bois?” Acaso os bois vão arar nas penhas? Não, cada coisa tem seu lugar; o cavalo tem aonde correr, os bois têm onde arar; se não se fizerem as coisas como devem ser, então quer dizer que há injustiça; por isso diz: “visto que tendes convertido em fel o juízo, e em absinto o fruto da justiça?” Quer dizer que quando não se faz justiça é como fazer arar ao boi na pedra ou fazer cavalgar para cavalo por onde não há caminho. Assim é como Deus o considera; isso provoca amargura. Somente olhemos nossas experiências diárias; quando alguém não faz justiça conosco, verdade que nos amarga a vida? Igualmente nós amarguramos a vida de outros quando não fazemos justiça. Então o homem é o que produz amargura diante de Deus e para os outros homens; assim está em Deuteronômio no sentido vertical, e o vimos em Provérbios e aqui em Amós no sentido horizontal. Por isso Deus permite que haja também absinto para os homens. Quando o homem não é justo com Deus, quer dizer, produz raiz de fel e de absinto, e tampouco tem suas relações devidas no sentido horizontal, também converte a justiça em absinto, então Deus também castiga com absinto aos que convertem em absinto a justiça.

O CASTIGO COM ABSINTO

Vamos ver esse castigo com absinto, primeiro no livro de Lamentações 3:15,19. No 15 Jeremias está representando os gemidos da filha do Sião pela repreensão de Deus. Deus castigou Israel por não ter sido fiel nem a Deus nem entre eles mesmos, porque Israel converteu em absinto sua relação com Deus e sua relação com outros; então Deus o corrigiu e no tempo do castigo, Jeremias, aquele profeta chamado “chorão” porque lamentou muito, escreveu estas lamentações, e ele diz assim no versículo 15: “Fartou-me de amarguras, saciou-me de absinto”. Deus também chama absinto à correção. O verso 19 diz: “Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel”. Lembre-Te. Então estes versos nos falam do absinto.

Mas agora quero lhes chamar a atenção a uns versos nos quais Deus promete que julgaria com absinto; por isso não é estranho encontrar na terceira trombeta que Deus permite que caia uma estrela do céu às águas e essa estrela se chama “Absinto” e amarga as águas, de tal maneira que alguns homens morrem das águas amargas. Vamos ver que Deus castigaria com absinto. Comecemos por Oséias 10:4. Aqui Deus diz as razões pelas quais vem absinto sobre a terra; diz assim: “Falam palavras vãs, juram falso ao fazerem alianças”. Notem, este perjúrio é contra Deus e é um engano aos homens; aqui pecou contra Deus e pecou contra os homens; então diz: “falaram palavras jurando em vão ao fazer pacto; portanto, (olhem a razão de Deus; por isso, porque a gente diz: Senhor, por que vais permitir essa terceira trombeta? por que é que vai cair um asteróide como Absinto? Aqui diz por que) o juízo brota como absinto nos sulcos do campo”. O julgamento florescerá; quando diz “florescerá” quer dizer que a trombeta não é ainda a consumação; é apenas a infloração, é o início, “o julgamento florescerá como absinto nos sulcos do campo”; por quê? Porque os homens perjuraram e enganaram. Diz: “falaram palavras jurando em vão ao fazer pacto; portanto, o julgamento florescerá como absinto nos sulcos do campo”.

Passemos agora ao profeta Jeremias e vamos ver ali duas porções neste respeito. A primeira está no capítulo 9:13-15; olhemos aí as razões de Deus; sempre que estamos vendo estes julgamentos, vemos as razões de Deus. Ele não faz nada sem razão: “13 Respondeu o SENHOR: Porque deixaram a minha lei, que pus perante eles, e não deram ouvidos ao que eu disse, nem andaram nela.14 Antes, andaram na dureza do seu coração e seguiram os baalins, como lhes ensinaram os seus pais.15 Portanto, (aí estão as razões de Deus) assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que alimentarei este povo com absinto e lhe darei a beber água venenosa”.

Deus dá a razão; por que razão? Por apartar-se de Deus e seguir aos baalins, quer dizer ao Belzebu; por isso diz: “alimentarei este povo com absinto e lhe darei a beber água venenosa”.

ABSINTO PARA OS FALSOS PROFETAS

Sigamos em Jeremias 23:15; aqui o contexto é a falsa profecia, os falsos profetas; porque os falsos profetas cometem injustiça, fazem sofrer ao que é inocente e justificam ao que é culpado, porque em vez de falar palavra de Deus, falam o que ocorre a seus próprios corações e o atribuem a Deus, por isso vem absinto. Diz: “15 Por tanto, (é no contexto da denúncia dos falsos profetas no Jeremias 23) assim diz o SENHOR dos Exércitos acerca dos profetas: Eis que os alimentarei com absinto e lhes darei a beber água venenosa; porque (aí está a razão) dos profetas de Jerusalém se derramou a impiedade sobre toda a terra”. Quando há esses abusos mentirosos que não são fiéis ao Senhor, mas sim são manipulações, muito facilmente as pessoas são manipuladas atribuindo a Deus coisas que são do homem. Eu conheci casos onde por profecia diziam: Irmão fulano, você tem que entregar seu piano para a obra do Senhor; mas é que o piano não é meu, é de minha tia; então vinha outra profecia: diga a sua tia que entregue seu piano. Dão-se conta irmãos? São manipulações, somente um exemplo entre muitíssimos; então o que provoca isso? Absinto, dar-lhes-ei a comer absinto. Irmãos, vimos claramente o que é o absinto; o absinto é a injustiça do homem contra Deus e em suas relações interpessoais; essa é a raiz de todo fel e absinto; isso chama o absinto do céu. Como dizem: um prego tira outro prego; ou seja, o remédio para o absinto dos homens é o absinto que cai do céu; é um remédio amargo; mas a intenção de todas estas trombetas é conduzir ao arrependimento; é um remédio; o absinto é um remédio amargo, mas remédio; remédio, mas amargo.

OS RIOS AFETADOS POR ABSINTO

Voltemos para Apocalipse 8:10: “O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas”. Já viram aonde cai este astro. Diz: “caiu sobre a terceira parte dos rios, e sobre as fontes das águas”. Deus já tinha prometido que seu julgamento afetaria os rios. Vimos que na primeira trombeta, quando se falou do granizo, já Deus o tinha prometido; na segunda trombeta, quando se falou sobre converter as águas em sangue e julgar os peixes do mar, já o tinha prometido; e aqui na terceira trombeta que também é um julgamento sobre os rios, assim como a primeira praga no Egito foi sobre os rios também, assim a terceira trombeta afeta os rios como Deus já o tinha prometido; e vamos ver essa promessa do julgamento de Deus sobre os rios no Antigo Testamento, vendo seu cumprimento na terceira trombeta.

Vamos ao livro do Habacuque 3:3-8. Vocês sabem que essa passagem do Habacuque é uma passagem profética que fala de uma visão que teve Habacuque sobre a segunda vinda de Cristo. Habacuque capítulo 3 nos fala da segunda vinda de Cristo. Vamos ler o do versículo 3, embora vamos chegar ao verso 8; mas para que vejamos o contexto do julgamento de Deus sobre os rios no contexto da vinda de Cristo, diz assim: “Deus vem de Temã, e do monte Parã vem o Santo. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor.
4 O seu resplendor é como a luz, raios brilham da sua mão; e ali está velado o seu poder “ Essa foi a visão que teve Habacuque. “5 Adiante dele vai a peste, e a pestilência segue os seus passos.6 Ele pára e faz tremer a terra; olha e sacode as nações; (já depois estudaremos mais detalhadamente esse terremoto mundial) Esmigalham-se os montes primitivos; os outeiros eternos se abatem. Os caminhos de Deus são eternos.7 Vejo as tendas de Cusã em aflição; os acampamentos da terra de Midiã tremem”. Olhem como começa o verso 8 no contexto da vinda de Cristo visto por Habacuque: “8 Acaso, é contra os rios, SENHOR, que estás irado? (e volta e repete) É contra os ribeiros a tua ira?” Onde? A primeira é a terceira trombeta e a segunda é a terceira taça; na terceira trombeta e na terceira taça o julgamento de Deus é tocando os rios, e aqui diz claramente: “Acaso, é contra os rios, SENHOR, que estás irado?” ou seja que Habacuque viu o julgamento de Deus sobre os rios; diz de repente: “É contra os ribeiros a tua ira”, mas não somente viu o das trombetas, a não ser o das taças que também na terceira taça, que é a consumação do que inicia a terceira trombeta, é também sobre os rios; então diz duas vezes:

“Contra os rios te irou?” Vemos a ira do Senhor sobre os rios. Quando fala na terceira trombeta é somente uma terceira parte dos rios, mas na terceira taça é os rios em geral. Hoje estamos nos detendo na consideração da terceira trombeta; então vamos olhar aqui com mais detalhe este assunto dos rios; diz: “a terceira parte dos rios”.

Vou colocar aqui um mapa na parede para que vocês entendam melhor o que vou falar. Este é um mapa do sul da América. Por que aparece a América e por que vou mostrar-lhes o sul a América? Notem comigo no versículo 10; diz que este astro que pode ser um asteróide, que naquele tempo bem podiam chamar de astro, caiu sobre um terço dos rios e sobre as fontes das águas; o nome do astro é o Absinto, ou seja o Absinto; tem nome próprio com artigo. E diz: “E a terceira parte das águas se converteu em absinto, e muitos dos homens morreram das águas, porque se fizeram amargas”. Aqui diz a palavra do Senhor que aquela estrela, ou seja, aquele asteróide chamado Absinto, caiu sobre a terceira parte dos rios e sobre as fontes das águas.

AS BACIAS DO AMAZONAS E O RIO DA PRATA

Se fosse uma chuva de meteoritos, claro, poderíamos pensar: alguns meteoritos caem por para cá, outros meteoritos caem por lá, outros caem na China, outros caem na Rússia, outros caem a Austrália, outros caem na África, outros em Remará, outros no Norte a América, enfim; mas aqui não fala de meteoritos, mas sim de um grande astro; poderíamos lhe dizer um asteróide, e caiu sobre a terceira parte dos rios. Eu a princípio não entendia essa frase. Como um grande astro vai cair na terceira parte dos rios? Até que um dia pude entender: o maior sistema hidrográfico da Terra está no Sul da América, que tem duas grandes bacias: a bacia do Amazonas e a bacia do Rio da Prata, que aqui no chamado Pantanal Mato-grossense, na Chapada dois Parecis, ali é onde se separam as duas bacias: os rios vão para a bacia do Amazonas e os rios descem para a bacia do rio da Prata; e esta parte do Sul da América é a terceira parte dos rios da terra; não acontece com a Ásia, não acontece com a Europa, não acontece com a África, não acontece com a Antártida; acontece com a América do Sul. Tenho aqui uns dados; eu já tinha feito este cálculo antes, mas nestes dias o revisei de novo cuidadosamente para não lhes dizer mentira. Somei a quilometragem quadrada das bacias hidrográficas do mundo, e somei os dados dos rios maiores de 1.400 quilômetros, que são os que aparecem nas enciclopédias e nos mapas mundiais, e fiz um cálculo; e dá a terceira parte no Sul da América. Vou-lhes ler; aqui tenho os dados. Os dados mais extensos os tenho em casa porque aqui não haveria tempo de dizer o rio tal, o rio qual; mas o fiz; tomei o tempo para medir as coisas, somar. As bacias fluviais do resto do mundo, sem incluir a América do Sul, são 45.007.117 quilômetros quadrados; as bacias fluviais da América do Sul são: 13.030.290 quilômetros quadrados; ou seja, se você dividir os quarenta e cinco milhões em três, dá um terço; mas estamos falando somente das bacias hidrográficas; os treze milhões e pico é quase chegando aos quinze, um terço; mas agora contando a longitude dos rios, somei todos os rios, os da Europa, os da Ásia, os da África, os do Norte a América e os do Sul da América e olhem a conta: somando a longitude dos rios do resto do mundo sem incluir o Sul da América, dá 147.107 quilômetros de rios, contabilizando os maiores de 1.400 quilômetros por rio. Leio-vos os do resto do mundo para que recordem a cifra: a longitude dos rios maiores de 1.400 quilômetros do mundo inteiro sem incluir a América do Sul: 147.107; a longitude dos rios da América do Sul: 54.364 quilômetros, a terceira parte; ou seja que possivelmente somente na América do Sul se poderia cumprir esta palavra; não há outro lugar onde caia um asteróide e afete umas bacias hidrográficas como aconteceria se cair este asteróide na América do Sul. Embora também uma contaminação atmosférica poderia poluir as fontes das águas em muitos lugares.

UMA VIAGEM FLUVIAL DE CANOA

Irmão, você pode ir de lancha ou em canoa da Colômbia até Buenos Aires, Argentina, por rio, pelo interior da América do Sul; não digo pela costa, mas sim pelo interior. Você leva sua canoazinha, baixa aqui ao Villavicencio, vai a São José do Guaviare e chega ao Calamar; aí sobe em sua canoazinha no rio Vaupés. Desce por todo o rio Vaupés até sair da Colômbia e chegar ao rio Negro no Brasil; desce por todo o rio Negro no Brasil até chegar à altura de Manaus no rio Amazonas; segue pelo rio Amazonas, sobe pelo rio Madeira até chegar a Bolívia; sai do rio Madeira e toma o rio Mamoré, que separa limitando a Bolívia até onde toma o rio Guaporé; segue o rio Guaporé até chegar à Chapada dois Parecis, que é a que divide a bacia do Amazonas e a Bacia do rio da Prata; desse mesmo sítio nasce o rio o Paraguai que chega até o rio da Prata. Da Chapada dois Parecis saem as maiores afluentes do Amazonas; o Madeira vem e se junta com o Mamoré, que traz para o Guaporé da Chapada. Vários rios conformam o rio Tapajós e também o rio Xingú; aqui no mapa vocês o podem ver; aí nesse lugar está depois da baixada da Chapada dos Parecis, o pantanal Mato-grossense, porque esse é um lugar amplíssimo cheio de águas com ilhotas; quando é tempo de janeiro isso se alaga e abrange muitíssimo mais; ou seja que se você chegar em janeiro pode chegar pelo rio Guaporé, tomar o rio Barbados e a lagoa Rebeca até chegar aqui a uma parte que se chama Os Peitilhas, que é parte do extremo do pantanal que entra na Bolívia perto de São Matias; e aí chega até o rio Corixá Grande, que é o que divide aqui a Bolívia do Brasil; chega até a lagoa Uberaba e aí se junta com o rio o Paraguai; tudo isso é o Pantanal Mato-grossense; pelo rio o Paraguai segue baixando até chegar ao rio Paraná. O rio Paraná se junta com o rio o Uruguai e formam o rio da Prata, e chega você em Canoa até Buenos Aires, pelo interior.

Para que vos disse isto? Para que você veja a complexidade do sistema hidrográfico da América do Sul; nenhum continente tem tal quantidade.

O maior rio do mundo, não somente em volumel, a não ser em comprimento, é o rio Amazonas; antes pensavam que era o rio Nilo e em segundo lugar o Amazonas até que houve um investigador chamado Mckintire; aqui tenho o livro de que escreveu esta história; é uma história, não é uma novela; Pedro Popescu escreveu a história: O Amazonas nasce no Céu; este Mckintire investigou o nascimento do rio Amazonas lá nos Andes onde está cheio de neve e cheio de nuvens, e essa neve se derrete e forma a lagoa Mckintire até onde ele chegou; e aí vai baixando e começa o rio; o Amazonas mede 228 quilômetros mais que o Nilo; até o ano 1972 se pensava que o Nilo era mais largo, mas desde e 1972 para cá se soube que o Amazonas é 228 quilômetros mais comprido que o Nilo.

Irmãos, três milhões de toneladas de inundação diárias deposita o Amazonas quando chega ao Atlântico; isso é uma tremenda quantidade; rios da Colômbia como o Putumayo, como o Caquetá, como o Vaupés, e os afluentes deles, estendem-se ao Amazonas; e todos estes como o Madeira, o Tapajós, o Xingú, que são os que recolhem toda a água da Amazônia, vão dar ao Amazonas; e esses últimos rios descendem da Chapada dos Parecís, ao pé da qual está o Pantanal Mato-grossense de onde saem os outros rios.

NO CENTRO SUL A AMÉRICA

De maneira que um asteróide que caia neste lugar aqui no centro do Sul da América, nos limites do Brasil, Bolívia e Norte do Paraguai, a cidade de Porto Olimpo no norte de Paraguai, a cidade de Corumbá no Brasil, a cidade de São Matías na Bolívia, próximos ao redor deste Pantanal Mato-grossense, se o asteróide cair na Chapada dos Parecis e cai aqui no Pantanal Mato-grossense, polui toda a bacia hidrográfica do Amazonas e toda a bacia hidrográfica do rio da Prata. Este sistema hidrográfico da América do sul é a terceira parte dos rios do mundo; em nenhum outro lugar onde cair faria tanto dano porque não abrangeria a terceira parte; a terceira parte dos rios está somente na América do Sul; e se cair neste lugar da Chapada dos Parecis e do Pantanal Mato-grossense, polui a bacia do Amazonas e a bacia hidrográfica do Prata; ou seja que, irmãos, o mais provável é que esta estrela chamada Absíntio, Absinto, caia no Sul da América, porque de quê outra maneira poderia cumprir-se isto? Claro que Deus pode fazer explodir um asteróide e que caia justo nos rios, mas se cair este asteróide neste lugar da América do sul, neste coração que os disse: chapada dos Parecis e o Pantanal Mato-grossense, polui as duas bacias hidrográficas: a do Amazonas e a do rio da Prata, que equivalem à terceira parte dos rios do mundo.

Irmãos, esta é uma coisa bastante séria que eu as dizia; por isso trouxe o mapa para que pudessem ver. Olhando outra parte do mundo, você não encontra um sistema hidrográfico semelhante; somente a represa Itaipú é a maior do mundo, que produz mais energia hidrelétrica, e é entre o Paraguai e Brasil; logo há outra, a do Yasiretá entre a Argentina e Paraguai; logo outra, a do Corpus Christi na Argentina; são as três maiores; ou seja que um asteróide que caia neste lugar referido cumpre essa profecia. Não aconteceria o mesmo se cair em Centro a América, nem Norte a América, nem em nenhum outro continente; só aconteceria se cair na América do Sul e se cair lá nesse coração: chapada dos Parecis, que é a que divide as duas bacias. O Pantanal Mato-grossense. Este é o lugar onde cairiam, irmãos; poluiria a terceira parte dos rios da terra.

Então, irmãos, é bastante sério. Eu trouxe aqui a fotografia de satélite do lugar para que vocês o possam ver, embora seja difícil interpretá-lo; de todas maneiras vale a pena olhar. Esta é uma fotografia de satélite; esta parte verde que vocês vêem aqui é o Pantanal; entra na Bolívia; esta parte é a Chapada dos Parecis, ou seja, a parte que separa a bacia do Amazonas e a bacia do Rio da Prata; esta é a parte. Então muitos rios saem para lá e muitos rios saem para cá; se cair neste lugar, cumpre a profecia. Coisa tremendamente séria. Não sei de que outra maneira alguém poderia ver cumprida essa profecia: uma estrela poluindo a terceira parte dos rios. Como? Onde? Somente assim o vi; pode ser que outro depois descubra algo melhor; até agora é o que me parece mais provável e digo assim sem dogmatismos, digo-o assim. Há pessoas que estão pensando que a gente pode fugir ao Brasil; e digo: não necessariamente depois desta profecia.

Então diz: “E a terceira parte das águas se converteu em absinto”; a palavra “em” não está no grego, a não ser “eis”, ou seja, para absinto; quer dizer, em um processo gradual. Notem uma coisa: se cair essa estrela de absinto aqui no Pantanal e a Chapada, todos os rios que saem dali saem poluídos e vão poluindo os rios onde chegam. O rio Guaporé polui ao rio Mamoré; o rio Mamoré polui ao rio Madeiras; o rio Madeiras polui ao Amazonas; e o mesmo faz o rio o Paraguai: polui ao Paraná; o Paraná polui ao Uruguai e os dois poluem ao Rio da Prata. Simplesmente vejam isso, irmãos.

Então diz: “E a terceira parte das águas se converteu em absinto; e muitos homens morreram por causa dessas águas, porque se fizeram amargas”. Recordem em Mara, quando Israel vinha caminhando; não puderam beber dessas águas e Moisés colocou aquela árvore figura da cruz de Cristo e as águas foram adoçadas; mas aqui não se fala de que vão ser adoçadas. Lemos em Oséias e Jeremias que Deus castigaria com absinto o pecado do homem; e aqui na terceira trombeta vemos esse cumprimento. Então, irmãos, oremos que Deus nos guarde. Vamos terminar aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário