sexta-feira, 30 de outubro de 2009

41. A Quinta Trombeta

Aproximação ao Apocalipse (41)

A QUINTA TROMBETA
O PRIMEIRO AI





“O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo”. Apocalipse 9:1.

CRÍTICA TEXTUAL

Vamos estudar a palavra do Senhor nesta noite, irmãos; vamos continuar estudando este precioso livro que Jesus Cristo, o Senhor, depois de ter morrido Paulo, apareceu a João e deu estas palavras para seus servos, e nos prometeu que seria bem-aventurado quem considerar este livro, e quem lhe tirar uma parte seria coisa séria, e mais séria seria tirá-la toda. Tenhamos este livro com a reverência que o Espírito tem nos concedido. Hoje estamos considerando, com a ajuda do Senhor, a quinta trombeta: o primeiro ai. O primeiro ai se corresponde à quinta trombeta. Isso está descrito por João no capítulo 9:1-12. Vou fazer uma primeira leitura inicial com o breve comentário de crítica textual para que nos aproximemos o máximo possível ao texto grego. Todos os versículos do 1 aos 10 começam com a palavra grega kai (kapa, alfa, iota), que quer dizer: “e”; todos os versos no grego começam com letra “e”, agora em espanhol, e no verso 11, onde nesta tradução aparece, realmente não aparece no grego. Então esse é um comentário. Vou ler apoiado em Reina-valera mas fazendo umas modificações para ajustá-lo mais ao texto grego: “1 O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
2 Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar.3 Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, 4 e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte. 5 Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém. 6 Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles. 7 O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; 8 tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; 9 tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho (foné) de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; 10 tinham ainda (Pretérito Imperfeito do Indicativo ) cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses;
11 e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em helênico, Apoliom (aqui o tradutor o fez muito simples, diz: “e em grego, Apoliom”; diz helênico, e diz outra vez: onoma eti, quer dizer: nome tem, Apoliom). 12 O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais”. Os detalhes de crítica textual são pois, a letra “e” ao começo de todos os versículos, do versículo 1 até o 10; ao começo do versículo 11 não aparece a palavra “kai” no grego; é “têm por rei”; o começo do verso 10 diz: “têm caudas como de escorpiões”; no verso 7 onde diz: “como coroas de ouro”, há alguns manuscritos que o dizem em singular e outros que o dizem em plural; ou seja uns dizem: “coroas douradas” em plural e outros dizem: “coroa de ouro”, singular; a maioria e os mais antigos dizem: “coroa de ouro”, singular. Na passagem do verso 12, os manuscritos mais antigos terminam assim, alguns: “O primeiro ai passou; eia aqui, vêm dois ais depois disto”. Recordem que os manuscritos mais antigos eram unciais; escreviam-se todos com palavras maiúsculas e de seguido; por isso há alguns manuscritos que o verso 12 o terminam depois da palavra ais: “12 O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais”; e dizem: “13 O sexto anjo tocou a trombeta...” Existem essas variedades, mas assim como aparece nesta tradução é a mais certa: “O primeiro ai passou, eis aqui vêm ainda dois ais depois disto”.

ESTRELAS ESPIRITUAIS

Comecemos a considerar agora passo a passo, verso a verso, esta revelação do Senhor a seus servos, que quis manifestar aos seus servos isto: “1 E (este “e” é sempre a continuidade) O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo”. Pelo que diz o contexto e todo o resto da passagem, damo-nos conta de que esta estrela não é uma estrela comum; aqui deu a esta estrela a capacidade de abrir o poço do abismo. Na Bíblia os poderes espirituais são comparados com estrelas; por exemplo, vocês podem ver aqui no capítulo 12 que o dragão aparece com uma quantidade de estrelas em sua cauda, referindo-se a seus anjos. Quando aparece a guerra do dragão, no verso 4 vocês o podem ver quando diz: “e sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, e as jogou sobre a terra”; mas no verso 7 diz: “Depois houve uma grande batalha no céu: Miguel e seus anjos lutavam contra o dragão; e lutavam o dragão e seus anjos”. Aqui os anjos são considerados como estrelas.

Também quando o Senhor viu satanás caindo do céu, em Lucas 10:18, ali o Senhor viu uma visão e as contou a seus discípulos, os setenta, quando retornaram de sua missão: “E lhes disse: Eu via satanás cair do céu como um raio”. Em Apocalipse 12:13 também se vê a queda de Satanás do céu. “E quando viu o dragão que tinha sido jogado à terra”. O verso 9 diz: “E foi jogado fora o grande dragão, a serpente antiga, que se chama diabo e Satanás, o qual engana ao mundo inteiro; foi jogado à terra, e seus anjos foram jogados com ele”; ou seja que estava profetizada uma queda de Satanás do céu à terra.

No livro do Jó vemos como Satanás se apresentava com os filhos de Deus e falava com Deus, e Deus lhe dizia: De onde vem? De percorrer a terra e andar por ela; e lhe diz: E viste a meu servo Jó? E há ali aquele diálogo. Satanás tem acesso à presença de Deus. Vemos no Antigo Testamento quando inclusive Deus dá permissão aos próprios espíritos de dar suas opiniões e pergunta Deus a todos esses espíritos diante dele: O que faremos? O poderia dizê-lo, mas o que faremos para que a palavra que disse meu servo Elias a respeito de Jezabel e Acabe se cumpra; e cada um dos espíritos, bons e maus, davam sua opinião; e um espírito do inferno deu sua opinião: Eu vou ser espírito de mentira na boca de seus profetas; você o conseguirá, respondeu-lhe o Senhor. Dão-se conta de que esses espíritos tinham acesso à presença do Senhor? Uns, antes do dilúvio, tinham sido postos nas prisões de escuridão, outros ficaram tendo acesso inclusive à presença do Senhor, como o caso de Satanás, como o caso daquele espírito de mentira; e diz a palavra do Senhor que o diabo é o príncipe da potestade do ar; ou seja, que eles estão nos ares, e em regiões celestes; mas há uma profecia de que Satanás cairia, seria jogado à terra. Vocês se deram conta de que a série das trombetas tem duas partes: a primeira parte se divide da segunda parte por meio do anúncio dos três ais; a águia anuncia os três ais, separando as quatro primeiras trombetas, que são o início de tribulação, os princípios de dores bem acentuados; mas a segunda parte das trombetas, os três ais: a quinta, sexta e sétima trombetas, já são tribulação pura; de maneira que a partir da quinta trombeta vocês vêem a queda de Satanás à terra; este anjo é Satanás; este é o que dá início a grande tribulação no sentido mais próprio; como se disséssemos a segunda metade da semana setenta da profecia de Daniel. Daniel profetizou setenta semanas; na metade da última semana aparece o desolador, e aí começa a grande tribulação no sentido mais próprio. Então estas três últimas trombetas, os três ais, dão-se no mais próprio e intenso da grande tribulação. Este anjo que cai, esta estrela que cai é Satanás.

Duas coisas acontecem: uma, Satanás cai do céu à terra; segundo, o poço do abismo é aberto para que subam uma série de criaturas diabólicas para fazer mal à terra; a besta também sobe do abismo. Em 11:7 diz: “Quando tiverem acabado seu testemunho, a besta que sobe do abismo...”; o mesmo diz no 17:8: “A besta que viu, era, e não é, e está para subir do abismo”. Por uma parte Satanás cai, por outra parte, a besta sobe do abismo, porque é aberto o poço do abismo nesta quinta trombeta.

SATANÁS CAI E SE ABRE O POÇO DO ABISMO

Vamos pôr cuidado do que diz aqui no capítulo 9:1: “E O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra; (esta é a queda de Satanás sabendo que fica pouco tempo, e deve fazer grande destruição) E foi-lhe dada a chave do poço do abismo”. Ele não a tem; quem tem as chaves do abismo e da morte é o Senhor Jesus; isto não poderia acontecer se Deus não o permitisse. Deus é o que dá permissão e põe uma barreira até onde tem limite essa permissão. Diz que deu autoridade a estes espíritos malignos, a estes gafanhotos diabólicos que saem da fumaça do poço do abismo, mas não lhes deu autoridade para matar, a não ser somente para atormentar. “5 Foi-lhes também dado”; notem, se não fora porque Deus permite, isto não aconteceria, mas Deus tem que permitir isto. Deus tem que permitir que para que a pessoa não vá ao inferno eternamente, vivam um pouco do inferno sem poder morrer na terra; mas as pessoas em vez de se arrependerem preferem morrer, preferem se matar; mas Deus não permite que a morte ajude ou livre essas pessoas, porque eles não se livrariam se morressem, mas sim iriam à tortura eterna e nunca teriam oportunidade; assim inclusive nesta terrível trombeta se vê a misericórdia de Deus. Deus permite que sejam atormentados mas não mortos. Deus quer que conheçam aonde vão, conheçam um pouquinho do inferno aqui na terra para que se arrependam a tempo e não irem parar ali definitivamente; até há misericórdia de Deus aqui nisto. “Foi-lhes também dado”. Esta palavra terá que considerá-la mais atentamente; a palavra em grego é “freatos”, de onde vêm os lençois freáticos da terra. Freatos é uma palavra que, melhor que poço, pode-se traduzir fenda ou greta; ou seja que para entender melhor o que quer dizer o abismo, temos que tomar todos os versículos da Bíblia, desde o primeiro até o último, para pôr em claro o assunto do abismo. O abismo tem, como dizer, duas partes: a parte de acima, que é o mar, os oceanos, e a parte inferior, que é o Abadom. O Abadom é a parte inferior, a parte mais baixa, é um aspecto espiritual, mas sua boca está coberta pelo mar, pelo oceano; por isso se fala de mortos no mar, e por isso o Senhor Jesus também baixou ao abismo, e não só ao Hades; o Senhor Jesus baixou ao abismo. Vejamo-lo em Romanos 10:7: “u: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos”. Significa que o Senhor descendeu ao abismo. A prisão dos anjos é no abismo em sua parte inferior, que é o Abadom.

Também chama-se abismo à parte do mar, e também chama-se abismo ao Abadom; as duas coisas são o abismo. Assim que o abismo tem um aspecto do mar e outro aspecto debaixo do mar, e uma comunicação do fundo do mar, por isso se chama aqui o poço ou a fenda ou a greta. Geralmente a palavra abismo está relacionada com as águas, mas em alguns poucos versículos está também relacionada com fogo, e está relacionado com a prisão de espíritos; ou seja que o abismo equivaleria ao Tártaro, o que se chama prisão dos anjos caídos. Isaías nos diz que o abismo está ao lado do Seol; o Seol sob a terra, e o abismo sob o mar.

REVELAÇÃO SOBRE O ABISMO

Vamos ver os versículos que nos falam do abismo para entender isto com maior clareza. Comecemos olhando desde Gênese; vamos seguir os versos que nos falam do abismo para que se dêem conta de que em parte se refere ao mar e em parte se refere ao Abadom; assim como, antes da vinda de Cristo, havia seções no Seol: o seio do Abraão, onde estavam descansando Abraão e os justos, e a seção de tortura, onde estava aquele rico, que a Bíblia chamou de lugar de tortura. O mesmo acontece com o abismo; uma parte corresponde ao mar, e outra parte, a parte maligna dos espíritos encarcerados corresponde ao Abadom. O rei do abismo, tem esse nome, Abadom, e também Apoliom. Façamos o seguimento para entender isto em todos os versos da Bíblia que nos falam do abismo.

Gêneses 1:2: “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. A segunda passagem que fala sobre o abismo é Gêneses 7:11: “No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram”. Vemos que o cataclismo do dilúvio não somente foi de cima para baixo, mas também de baixo para cima; fala das fontes do grande abismo; o grande abismo tem umas fontes inferiores; embora também, ao falar da face do abismo em Gêneses 1:2 implica as nebulosas de que se formou a terra e os astros; portanto as fontes do abismo podem ser também superiores, e não só inferiores. Passemos aos 8:2, já depois do dilúvio: “Fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus, e a copiosa chuva dos céus se deteve”. Aqui volta a falar das fontes do abismo.

Passemos aos 49:25; ali aparece uma profecia de Jacó, Jacó está abençoando a José e ao abençoar a José diz: “pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima, com bênçãos do abismo que está debaixo, com bênçãos dos peitos e da madre”. Aqui a palavra “abismo” se refere aos mares. As bênçãos do abismo abaixo é o aspecto dos mares.

Passemos a Êxodo 15:4-5,8. É o cântico de Moisés. Aí falando do mar, falando de quando os Egípcios foram enterrados no mar, diz Moisés: “4 Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus capitães afogaram-se no mar Vermelho.5 Os vagalhões os cobriram; desceram às profundezas como pedra”. Aqui os abismos se referem ao mar, especificamente ao Mar Vermelho. “8 Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; os vagalhões coalharam-se no coração do mar”. Este aspecto dos abismos aqui é o mar.

Deuteronômio 33:13. Aqui estão as bênçãos finais de Moisés, aquela despedida de Moisés; está abençoando às tribos, à tribo de José. Sempre é a José ao que lhe abençoa com os abismos, com o mar. “13 E de José disse: Bendita do SENHOR seja a sua terra, com o que há de mais excelente nos céus, com o orvalho e com o que há no abismo, que jaz abaixo”. Aqui a palavra abismo se refere ao mar.

Passemos agora ao livro do Jó. Recordem que Jó é um livro da época patriarcal entre Abraão e Moisés. É muito interessante ver como Jó se refere ao abismo com a linguagem da época patriarcal. Lemos Jó 28:14: “O abismo diz: Ela não está em mim; e o mar diz: Não está comigo”. Aí vemos que o abismo e o mar reconhecem que a sabedoria não está lá; vem falando de onde estará a inteligência, onde estará a sabedoria, qual é seu lugar; o mesmo abismo diz: aqui não está; se tivessem sido sábios não estariam lá. O mar diz que não está lá. Em Jó 38:16, Deus pergunta a Jó; notem estas são palavras de Deus. Deus falou em um redemoinho a Jó; Deus é que o usa esta linguagem, por isso devemos respeitar a linguagem porque é linguagem de Deus; inclusive Jó é anterior a Moisés, que escreveu a Gêneses. Deus fala com Jó de um redemoinho: “16 Acaso, entraste nos mananciais do mar, (notem, Deus fala das fontes do mar como falava ali em Gênese das fontes do abismo) ou percorreste o mais profundo do abismo?17 Porventura, te foram reveladas as portas (não uma, a não ser mínimo dois) da morte ou viste essas portas da região tenebrosa?” Está falando dessas dimensões profundas.

Passemos ao Jó 41:32, onde segue sendo Deus o que fala. Deus está falando aqui do leviatã e de behemot. “32 Após si, deixa um sulco luminoso; o abismo parece ter-se encanecido”. Está falando deste animal, ao que descreve como um dragão que saiu do fundo do mar, e diz que faz resplandecer o caminho, que parece que o abismo é grisalho; ou seja o fundo do mar está acostumado a ser escuro, mas se esclarece por este animal descrito aqui como um dragão.

Que parece que o abismo é grisalho; aqui este abismo é o profundo do mar.

Livro dos Salmos. Vamos aos 18:15; este é um Salmo de Davi, aqui é Davi o que está falando no contexto da liberação de parte de Deus. “Então apareceram os abismos das águas, (o abismo relacionado com o mar) e ficaram ao descoberto os alicerces do mundo, a sua repreensão, OH Jehová, pelo sopro do fôlego de seu nariz”. Salmo 33:7; este é um Salmo anônimo extremamente interessante; diz ali de Deus: “Ajunta como montão as águas do mar; ele põe em depósitos os abismos”. Aqui fala em plural, “em depósitos os abismos”; também está relacionado com os mares: “A junta como montão as águas do mar”. Salmos 36:6; este também é de Davi; aqui sim se vê o aspecto sério do abismo, já não somente o aspecto de águas, mas sim como o julgamento de Deus. Satanás vai ser jogado no abismo, ali estão encarcerados uns espíritos, e diz aqui Davi de Deus: “Sua justiça é como os Montes de Deus, seus julgamentos, abismo grande”. Os julgamentos de Deus são abismo grande; ali estará Satanás, ali estão espíritos que estão a ponto de sair temporalmente para voltar lá. Salmos 42:7; este é dos filhos de Corá: “Um abismo chama outro abismo ao ruído das tuas catadupas; Todas as tuas ondas e vagas passaram por cima de mim”. Sempre relaciona abismos, e fala de ondas e de ondas. O abismo tem esses dois aspectos: um aspecto físico do mar e um aspecto também da prisão de espíritos encarcerados. Salmo 69:2,15; este também é de Davi. “2 Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva”. Aqui ele toma a figura de uma inundação, de um afogamento físico para expressar um afogamento espiritual e emocional. “15 Não me leve a corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim”. Aí fala das águas do abismo e do poço do abismo. Salmo 71:20, este é anônimo, é de um ancião. “Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida e me tirarás dos abismos da terra”. Olhem a esperança de um ancião: “Me levantará dos abismos da terra”; o mar entregou os mortos que havia nele. Salmo 77:16; este é de Asafe. Asafe também fala e relaciona estas coisas dessa maneira: “As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram”, ante Deus. Salmo 78:15: “Fendeu as penhas no deserto e deu-lhes de beber como de grandes abismos”. No contexto, está falando quando Israel não tinha o que beber e o Senhor golpeou a rocha, e diz que essas águas provieram como de grandes abismos, quer dizer, do fundo da terra; estas não eram águas salgadas, a não ser doces.

O ABISMO E O MAR

Salmo 104:5-6: “5 Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum.6 Tu a cobriste com o abismo, como com uma veste; as águas estavam sobre os montes”. No princípio, ainda no segundo dia quando Deus reuniu as águas em um lugar e as chamou “mares”, ainda não tinha aparecido a terra, as águas estavam em cima; depois Deus disse: Se descubra o seco, e apareceu o seco que é o primeiro continente, pangea, como o chamam hoje os homens a um continente que depois se partiu e veio à deriva dos continentes do qual também fala a Bíblia. “Com o abismo, como com vestido, cobriu-a”; aqui lhe chamam abismo ao mar. Salmo 106:9; este é um aleluia anônimo: “Repreendeu ao Mar Vermelho e o secou, e lhes fez ir pelo abismo como por deserto” Esse é o Mar Vermelho; aqui o abismo é relacionado com o mar. Salmo 107:25-27; aqui está falando de como Deus livra da aflição, e está falando daqueles marinheiros que estão nessas terríveis tormentas, como nos conta Alexandre, ali em Cabo Hatteras. “25 Mudou o coração deles para que aborrecessem o seu povo, para que tratassem astutamente aos seus servos.
26 Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera.27 Fizeram entre eles os seus sinais e prodígios na terra de Cam”. Isso é quando no mar se está a ponto de naufragar, subindo, e dessa baixada diz: descem aos abismos; aqui abismos se refere ao mar. Seguimos nos Salmos fazendo o seguimento do conceito de abismo como progressivamente foi revelado, mas temos que ter todos os versos para ter a visão completa; se tomarmos um só verso dizemos que é só o mar; se tomarmos sozinho Apocalipse dizemos que é algo espiritual, mas aqui vemos que tem os dois aspectos. Salmo 135:6: “Tudo o que o SENHOR quis, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos”.

O ABISMO E O FOGO

Salmo 140. Salmo de Davi. Aqui pela primeira vez se relacionam os abismos com fogo. Até aqui tinha sido com as águas. Salmo 140:10: “Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem”. Aqui se refere a essa parte terrível das prisões. Agora, o normal é que seja prisões de anjos, mas também a Bíblia fala de mortos na morte, mortos no Hades e mortos no mar. Há pessoas que têm relações com os espíritos e vão parar a esses lugares. Deus não fez o lago de fogo para os homens a não ser para Satanás, mas os homens vão atrás de Satanás, aonde Satanás está, e aqui vemos que está falando dos rebeldes. E dos perseguidores e diz: “Cairão sobre eles brasas; serão jogados no fogo, (segue a mesma idéia) em abismos profundos de onde não saiam”. É a primeira vez que aparece o fogo também associado com os abismos. Salmo 148:7; aqui se refere outra vez aos mares: “Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos e abismos todos”.

Agora passemos ao conceito de Salomão; já vimos o de Jó, vimos o de Moisés, o de Davi, o de Asafe, o dos filhos de Corá, agora o de Salomão. Provérbios 1:12; aqui estão falando os perversos, e este é o conceito dos perversos que escreve Salomão: “traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova”. Provérbios 3:20; este é outro versículo extremamente interessante. Recordem que ao princípio disse: Reúnam-nas águas em um só lugar; logo: apareça a porção seca; logo a terra foi dividida nos tempos de Pelegue; então se a terra foi dividida, também os abismos dos mares foram divididos, e isto o diz este versículo: “Pelo seu conhecimento (com a de Deus) se fenderam os abismos, (estavam em um só lugar, mas foram divididos) E as nuvens destilam o orvalho”. Provérbios 8:24,27-28; aqui fala a sabedoria de Deus, aqui fala Cristo, Cristo falando como a sabedoria através de Salomão: “24 Quando ainda não havia abismos, fui dada à luz. 27 Quando ele preparava os céus, lá estava eu; Quando traçava um círculo sobre a face do abismo”. Diz Gêneses que o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas, mas diz que esse movimento era em círculo. “28 Quando estabelecia o firmamento lá em cima, Quando as fontes do abismo eram firmadas”. Volta a falar como em Gêneses das fontes do abismo; não só fala do abismo, mas também de fontes do abismo. Provérbios 23:27: “Porque cova profunda é a prostituta, e poço estreito, a estranha”.

Aqui aparece em forma figurativa, quer dizer, como alguém que te leva às profundezas da perdição. “Porque abismo profundo é a prostituta”.

Agora passemos ao ensino do Espírito pelos profetas. Vamos a Isaías 14:15, onde aparece o que lhes disse ao princípio. Aqui diz o Senhor a este rei da Babilônia possuído por Satanás: “Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos ( Seol), no mais profundo do abismo”. Vemos que o Seol e o abismo estão lado a lado; o Seol debaixo da terra e o abismo nos mares e debaixo dos mares. Vamos fazendo o seguimento deste conceito para o ter completo. Em Isaías 51:10, pergunta o profeta ao Senhor: “Não és tu aquele que secou o mar, as águas do grande abismo? Aquele que fez o caminho no fundo do mar, para que passassem os remidos?” Aqui se refere ao Mar Vermelho, ou seja, aos mares. Isaías 63:13: “...Aquele que os guiou pelos abismos, como o cavalo no deserto, de modo que nunca tropeçaram?” Aqui nos damos conta de que é outra vez o mar, quando Deus conduziu a Israel através do Mar Vermelho.

Passemos ao Ezequiel 26:19: “Porque assim diz o SENHOR Deus: (isto foi quando Tiro ia ser destruído) Quando eu te fizer cidade assolada, como as cidades que não se habitam, quando eu fizer vir sobre ti as ondas do mar e as muitas águas te cobrirem”. Este foi o maremoto que assolou a Tiro: “quando eu fizer vir sobre ti as ondas do mar ( o Abismo)”. Ezequiel 31:4,15; aqui fala agora do Egito: “As águas o fizeram crescer, o abismo o exalçou, as suas correntes corriam em torno da sua plantação, e ela enviava os regatos a todas as árvores do campo”. Embora claro está que o Egito como cabeça da besta se corresponde com uma das cabeças do dragão que são sete. “15 Assim diz o Senhor JEOVÁ: No dia em que ele desceu ao inferno (Seol), fiz eu que houvesse luto; fiz cobrir o abismo, por sua causa, e retive as suas correntes, e elas detiveram-se; e cobri o Líbano de preto por causa dele, e todas as árvores do campo por causa dele desfaleceram”.

Passemos a Amós 7:4; aqui está relacionado o abismo pela segunda vez com o fogo; já o vimos uma primeira vez, agora uma segunda vez, uma segunda testemunha da relação do abismo também com fogo: “Assim me mostrou o Senhor JEOVÁ: eis que o Senhor JEOVÁ clamava que queria contender por meio do fogo; e consumiu o grande abismo e também queria consumir a terra”. Aqui aparece o fogo em relação com o abismo, Jeová julgando com fogo e consumindo o abismo, os que estão no abismo com fogo, já não só com água; com fogo.

Passemos a Jonas 2:5, onde aqui o abismo se refere ao mar, quando Jonas foi jogado ao mar. “As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça”. Aqui aparece o abismo como o mar.

Habacuque 3:10; fala o profeta de Deus: “Os montes te viram e tremeram; a inundação das águas passou; deu o abismo a sua voz, levantou as suas mãos ao alto”. Aqui está falando do julgamento de Deus, “deu o abismo a sua voz”; é a gritaria dos réprobos no abismo.

O ABISMO: PRISÃO DE DEMÔNIOS

Agora passemos ao Novo Testamento. Recordem que a revelação se completa com o Novo Testamento; começa no Antigo mas se completa no Novo. Não podemos ter o Novo sem o Antigo, nem o Antigo sem o Novo, a integridade; é o Novo o que justifica o Antigo, e o Antigo o que prediz o Novo. No Novo passamos a Lucas, para que nos demos conta de que os abismos são prisões de demônios. Lucas 8:30, quando o Senhor estava repreendendo aos demônios daquele diabólico, daquela legião que possuía esse homem, verso 30: “Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios. 31 Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo”. Porque o abismo é onde os espíritos malignos são aprisionados, os demônios, aqueles anjos que pecaram, que diz Judas 6 que foram jogados nas prisões eternas. Já lemos como em Romanos aparece que o Senhor foi também ao abismo; diz: Quem fará subir a Cristo do abismo? Ele foi ao Hades e foi também ao abismo. Ele pregou aos espíritos encarcerados que pecaram nos dias do Noé, ou seja, aqueles anjos caídos, e também pregou aos mortos; diz Pedro que foi pregado o evangelho aos mortos. Quando o Senhor morreu, Ele pregou no Hades aos mortos porque esperavam ao Messias; agora conheceram quem era o Messias, e tomou cativo o cativeiro; mas não só foi o Senhor a pregar ao Hades, também foi e pregou no Tártaro, onde estavam os espíritos que pecaram antes de Noé, aqueles filhos de Deus que tomaram mulheres e geraram gigantes, que foram jogados no Tártaro, que se corresponde também com o abismo. Então o Senhor pregou também a estes espíritos; e por isso Romanos 10 fala de que Ele também foi ao abismo.

Então depois de ter visto o relativo ao abismo, voltemos para Apocalipse. Esses são todos os versos que falam do abismo, com exceção dos de Apocalipse que lemos ao princípio nos capítulos 9, 11, 17, e no capítulo 20 aparece o abismo como a prisão na qual Satanás estará durante o Milênio. Diz no 20:1: “1 VEntão, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. 2 Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; 3 lançou-o no abismo, (primeiro foi jogado do céu à terra, logo é jogado da terra ao abismo, logo depois do Milênio sai outra vez a enganar e é jogado ao lago de fogo; ou seja, ele vai caindo do céu à terra, da terra ao abismo e logo ao lago de fogo) fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos”. Vemos que o abismo é prisão de Satanás, prisão de anjos caídos, prisão de demônios; mas até lá há homens que o seguem. A Bíblia fala de mortos no mar, não só no Hades, e na morte, mas também no mar. O mar os entregará para ser julgados ante o julgamento do trono branco. E a besta sobe do abismo; quer dizer, como se fora possuída pelo próprio Apoliom.

DEMÔNIOS COMO GAFANHOTOS

Voltamos para Apocalipse 9. Era necessário todo esse transfundo para poder entender bem estas palavras; depois veremos as relativas ao Abadom quando chegarmos ao verso 11: “1 O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra; (esta é a queda de Satanás para o pior da grande tribulação) E foi-lhe dada (porque não a tem, é Deus o que lhe deu) chave do poço do abismo. (a fenda do abismo, aquilo que debaixo do mar conduz à prisão desses espíritos). 2 Ela abriu o poço (o freatos) do abismo, (a palavra abisal é dos abismos do mar) e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha; (aqui está o aspecto do fogo do fundo do mar; debaixo do fundo do mar também há fogo, debaixo da terra há fogo e debaixo do fundo do mar também há fogo; ou seja, da parte do fundo de mar, quer dizer, do Abadom, da prisão dos espíritos é que sobe esta fumaça) e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. (isto realmente é uma coisa terrível: grande tribulação). Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra”. Agora, estes gafanhotos não são os gafanhotos naturais; já a praga de gafanhotos naturais como a que houve no Egito, não haverá mais; tem que ser outro tipo de gafanhoto diabólicos. Vejamos que os gafanhotos da praga de gafanhotos era apenas uma figura pálida do que será a realidade da grande tribulação. Joel 2:30 menciona também a fumaça desta quinta trombeta; colunas de fumaça. Pedro o cita em Atos 2.

Em Êxodo 10:14 aparecem estes gafanhotos. “E subiram os gafanhotos por toda a terra do Egito e pousaram sobre todo o seu território; eram mui numerosos; antes destes, nunca houve tais gafanhotos, nem depois deles virão outros assim.”. O Senhor diz aqui pelo Espírito Santo através do Moisés que assim como a praga daqueles gafanhotos que comem erva, não a haverá depois como a houve no Egito; de maneira que esta praga de gafanhotos da quinta trombeta é outro tipo de gafanhotos; por isso diz que das de Êxodo não haverá mais depois; já houve e isso foi apenas uma figura.

Agora estes de onde vêm? Vêm de Abadom, do lado profundo das prisões do abismo; ou seja, estas são diabólicas, são espíritos malignos guiados pelo anjo do abismo, pelo destruidor. Nos demos conta da descrição, e vejamos que não são gafanhotos comuns.

OS HOMENS DESEJANDO A MORTE

Diz Apocalipse 9:3: “E Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra”. Os gafanhotos são uma espécie, e os escorpiões são outra. Somente na Babilônia, no Iraque e em Bagdá existe uma espécie de gafanhoto que tem cauda como de escorpião; somente lá existe, até hoje, uma espécie de gafanhotos com aguilhão na cauda, mas isso só existe lá, e aqui diz: “foi-lhes dado poder”. Fixem-se nestas palavras, porque estas palavras nos vão explicar os detalhes destes gafanhotos. Primeiro, deu a chave do abismo a esta estrela que caiu do céu, a Satanás; deu-lhe permissão de tirar da prisão a esses espíritos atados lá. E diz: “foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, 4 e foi-lhes dito (vemos que não são animais, são conscientes) que não machucassem à erva da terra, nem a coisa verde alguma, nem a nenhuma árvore, a não ser somente aos homens que não tivessem o selo de Deus em suas frentes”. O selo do Deus vivo é o Espírito Santo; o ter na mente é pensar com a mente de Cristo. Os que pensam segundo o mundo estão sob o governo do inimigo, o príncipe da potestade do ar que opera nos filhos da desobediência; só a pessoa que está em Cristo, sua mente é renovada, e quer dizer que está selada com o selo do Deus vivo, com o Espírito Santo. quem não pensa conforme ao Espírito é passível do ataque destes gafanhotos diabólicos. “5 Foi-lhes também dado, (sublinho essa frase; já o menciona várias vezes) não que os matassem, (Deus não permite que morram; os únicos que Deus permite que morram são os Santos. Diz: “Bem-aventurados daqui em diante os que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansarão de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem” (Ap. 14:13), ou seja, os servos de Deus. Deus permite que morram assim seja em martírio, mas morrem durante a tribulação, descansam de seus trabalhos, suas obras com eles seguem, ou seja que isso é uma bem-aventurança, dessa maneira escapam da hora da prova, em troca os que querem morrer não podem morrer) e sim que os atormentassem durante cinco meses; (vocês sabem que cinco meses duram os gafanhotos) E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém.6 Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles”.

Esta é a misericórdia de Deus. Aos Santos, Deus permite que sejam torturados, morram e descansem e seguem suas obras, mas aos homens não deixa morrer porque lhes está fazendo viver um pouquinho o inferno em vida como para que se arrependam e não vão pra lá definitivamente. Que loucos! Querer morrer! Se morrerem sem arrependerem-se, sem acreditar no Senhor, aonde vão? Mas o Senhor, por amor, permite-lhes conhecer um pouquinho do inferno na terra para que se arrependam; e mesmo assim não o fazem.

A VERDADEIRA INTENÇÃO DE DEUS

Em Jó 3:20,21, diz uma frase interessante. Perguntava Jó ao princípio, porque não entendia o que lhe passava: “20 Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo, 21 que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos” Jó ao princípio perguntava: por que lhes dá vida? mas logo o mesmo livro de Jó no capítulo 33 nos dá a resposta; ali diz que Deus está admoestando aos homens através destes sofrimentos. Jó 33:12: “12 Nisto não tens razão; (fala- aqui Eliú a Jó) eu te respondo; porque Deus é maior do que o homem.

13 Por que contendes com ele? (uma das lutas era a pergunta: mas por que dá vida ao que quer morrer?) afirmando que não te dá contas de nenhum dos seus atos? 14 Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de dois modos, mas o homem não atenta para isso. (Uma das maneiras pelas que fala Deus) 15 Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, quando adormecem na cama, 16 então, lhes abre os ouvidos e lhes sela a sua instrução,
17 para apartar o homem do seu desígnio e livrá-lo da soberba; 18 para guardar a sua alma da cova e a sua vida de passar pela espada” Essa é uma das maneiras pelas quais Deus fala; a outra maneira como Deus fala é como está falando na quinta trombeta: o primeiro ai. “19 Também (da outra maneira) Também no seu leito é castigado com dores, com incessante contenda nos seus ossos; 20 de modo que a sua vida abomina o pão, e a sua alma, a comida apetecível. 21 A sua carne, que se via, agora desaparece, e os seus ossos, que não se viam, agora se descobrem. 22 A sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida, aos portadores da morte. 23 Se com ele houver um anjo intercessor, (esse é Cristo) um dos milhares, para declarar ao homem o que lhe convém, 24 então, Deus terá misericórdia dele (notem em plena dor, em plena prova, em cama) e dirá ao anjo: Redime-o, para que não desça à cova; achei resgate. 25 Sua carne se robustecerá com o vigor da sua infância, e ele tornará aos dias da sua juventude. 26 Deveras orará a Deus, que lhe será propício; ele, com júbilo, verá a face de Deus, e este lhe restituirá a sua justiça. 27 Cantará diante dos homens e dirá: Pequei, perverti o direito e não fui punido segundo merecia. 28 Deus redimiu a minha alma de ir para a cova; e a minha vida verá a luz. 29 Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem, 30 para reconduzir da cova a sua alma, (aqui já está a causa desse tortura) e o alumiar com a luz dos viventes”. Então, irmãos, vemos por que Deus permite isto; é pura misericórdia, é amor; é terrível, porque o homem é terrível; então conforme ao terrível do homem tem que ser o trato.

DESCRIÇÃO DOS GAFANHOTOS

Voltemos a Apocalipse 9:7; ali descreve estes gafanhotos: “7 O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; (não são gafanhotos naturais) na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; (por que coroa de ouro? O ouro representa a autoridade que foi dada de parte de Deus. Deus lhes deu autoridade para atormentar cinco meses aos homens; por isso têm coroas de ouro, e porque os homens adoram aos demônios como se fossem deuses) e o seu rosto era como rosto de homem; 8 tinham também cabelos, como cabelos de mulher; (porque eles têm um anjo que os governa, ou seja, representa a sujeição ao anjo do abismo) os seus dentes, como dentes de leão; (Satanás mesmo é como leão rugente) 9 tinham couraças, como couraças de ferro; (os homens farão o possível para defender-se delas, mas Deus lhes deu autoridade) o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja;10 tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; 11 e tinham sobre eles, como seu rei, (por isso aparecem com cabelo como de mulher mostrando que seguem a autoridade deste espírito maligno) o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, (aqui Abadom é como dizer a personificação do lugar, porque Abadom é um lugar, mas é personificado por seu rei) em grego, Apoliom.”.

Vamos ver os versículos que nos falam do Abadom. O Abadom é aquela parte do abismo onde estão detentos aqueles espíritos que sairão na quinta trombeta. Comecemos a ver os versos que nos falam do Abadom. Comecemos por Isaías para ter um conceito claro do Abadom. Jó nos fala do Abadom. Jó 26:6 é a mais antiga menção do Abadom em época patriarcal da qual era Jó.

“6 O Seol está nu diante dele, (diante de Deus) E Abadom não tem o que lhe cubra” Isso quer dizer que Deus vê perfeitamente essas coisas. Jó 28:22; aqui, assim como tinha falado do abismo, fala de Abadom: “22 O abismo e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama”. No Abadom e na morte há seres que ouvem e que falam. Jó 31:9-12; aqui está falando que se Jó pecasse, o fogo do julgamento de Deus desceria até o Abadom; aqui vemos outra vez o fogo relacionado com o Abadom. Até aqui era sobre o abismo, mas estamos vendo que o abismo tem a parte da tampa de fora que é o mar e o que está debaixo que é o Abadom, prisão de espíritos. “9 Se o meu coração se deixou seduzir por causa de mulher, se andei à espreita à porta do meu próximo,
10 então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.
11 Pois seria isso um crime hediondo, delito à punição de juízes;
12 pois seria fogo que consome até à destruição ( abadom)”. Aqui vemos inclusive, fogo no Abadom, não só água, mas também fogo.

O SEOL E O ABADOM SÃO LUGARES DIFERENTES

Salmo 88:11; este salmo é escrito por um dos grandes sábios antigos; é escrito por Hemão ezraita; é um masquil “11 Será referida a tua bondade na sepultura?” Aparece mencionado o Abadom.

Provérbios 15:11. Diz Salomão: “O Seol e o Abadom (dão-se conta que são duas coisas? O Seol é prisão de mortos e o Abadom prisão de demônios, espíritos malignos, anjos caídos) estão diante de Jeová”. 27:20 volta a falar do mesmo: “O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem”. Esses são os versículos que nos falam do Abadom, e aqui aparece o poço do abismo, ou seja a gruta do abismo debaixo do mar, uma comunicação para mais abaixo onde estão esses espíritos encarcerados.

Voltamos para Apocalipse 9:11 que diz: “e tinham sobre eles, como seu rei (estes gafanhotos diabólicos, que são espíritos inteligentes com rostos humanos, são obedientes a seu demônio líder) sobre eles ao anjo do abismo, (e aqui relacionamos ao abismo com o Abadom, a parte do abismo que é o Abadom, que seria também o Tártaro) cujo nome em hebraico é Abadom, e em helênico nome tem Apoliom”. A palavra Apoliom vem do verbo grego apoluni, que quer dizer “destruir”; a palavra divórcio é também o mesmo verbo, apolumi, mostrando que destrói ou desfaz o matrimônio. Aqui se fala do Apoliom como destruidor. Deste destruidor, que é como dizer o anjo do abismo que sobe para expressar-se através da besta, através do desolador, do anticristo, aparece chamado como destruidor em vários versos.

Vamos ao Isaías 16:4, onde aparece o destruidor. Vocês recordam que Deus diz em Daniel 11 que haverá duas províncias que escaparão do anticristo, que são Edom e Moabe e a maioria dos filhos de Amón; o que hoje é a Jordânia. Aqui Isaías diz o mesmo: “Habitem entre ti os meus desterrados, ó Moabe; (fujam ali os israelitas perseguidos) erve-lhes de refúgio perante a face do destruidor”. Por isso em Daniel diz que escaparão do anticristo estas pessoas de Moabe. Vejamos em Daniel 11:31; aí vai descrevendo ao anticristo; desde esse versículo se fala da abominação desoladora, quer dizer, da grande tribulação, a segunda metade da semana setenta de Daniel. “31 Dele sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora”.

Daqui, da abominação desoladora começam os últimos três anos e meio da semana setenta da profecia de Daniel.

O ANTICRISTO É O ANJO DO ABISMO ENCARNADO

Daniel 11:33 fala dos sábios, fala do que acontecerá na queda deles; logo a 36 fala desse anticristo: “Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito; (consuma-se com as sete taças) porque o determinado se cumprirá”. E logo segue falando dele, e depois diz no verso 41: “Entrará também na terra gloriosa, (Israel) e muitas províncias cairão; mas estas escaparão de sua mão: (quais escaparão da mão do anticristo?) Edom e Moabe, e a maioria dos filhos de Amon”; o que hoje é a Jordânia e o sul de Israel. Isso mesmo que diz Daniel é o que está dizendo aqui Isaías 16:4: “Habitem entre ti os desterrados de Moabe, serve-lhes de esconderijo contra o destruidor; (esse é Apoliom, esse é o anticristo, ou seja o anjo do abismo encarnado neste personagem final) porque já teve seu fim o que pratica extorsão, terminada está a destruição, consumidos da terra estão os opressores”.

Em Jeremias 4 veremos alguns versos interessantes: “5 Anunciai em Judá, fazei ouvir em Jerusalém e dizei: Tocai a trombeta na terra!”, aqui está a quinta trombeta. “Tocai a trombeta na terra! Gritai em alta voz, dizendo: Ajuntai-vos, e entremos nas cidades fortificadas!”. O que diz o verso 6?: “6 Arvorai a bandeira rumo a Sião, fugi, (aí é quando foge a Moabe) e não vos detenhais; porque eu faço vir do Norte um mal, uma grande destruição.7 Já um leão subiu da sua ramada, um destruidor das nações, (esse é Apoliom no anticristo) ele já partiu, já deixou o seu lugar para fazer da tua terra uma desolação, a fim de que as tuas cidades sejam destruídas, e ninguém as habite”. O verso 19 diz: “porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta”; o 21: “Até quando terei de ver a bandeira, terei de ouvir a voz da trombeta?” Esta trombeta é a quinta trombeta, o primeiro ai, onde fala deste desolador. Jeremias 6:26: “Ó filha do meu povo, cinge-te de cilício e revolve-te na cinza; pranteia como por filho único, pranto de amarguras; (esta é a angústia final para Israel) porque, de súbito, virá o destruidor sobre nós”. Deste destruidor nos fala Daniel nos capítulos 8, 9 e 11.

Vamos outra vez a Daniel para ver o que nos fala deste destruidor, que é o que significa Apoliom em helênico. Daniel 8:24-25: “24 Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; (a não ser com a do dragão e o dragão lhe dará seu poder e autoridade) causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo (a Israel e aos cristãos que estejam ali). 25 Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, (por isso se chama anticristo) mas será quebrado sem esforço de mãos humanas”. No capítulo 9 de Daniel, falando da semana 70, dizem-nos os versos 26 e 27: “26 Depois das sessenta e duas semanas (as sete primeiras com as sessenta e duas segundas já são sessenta e nove) será morto o Ungido, (quando morreu Cristo na cruz) e já não estará; (mas sim por nossos pecados) e o povo de um príncipe que há de vir (esse é Roma, esse é o império romano dos césares, continuaram os papas, e coroará o anticristo, que surge de entre os dez chifres que saem a essa quarta besta, que é Roma) destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas (e semana final). 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana (os três anos e meio finais) fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares (como o tínhamos lido no capítulo 11). sobre a asa das abominações virá o assolador, (isso é quando a besta sobe do abismo, os três anos e meio da grande tribulação) até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”. Porque diz que sobe do abismo, mas volta outra vez ao lago de fogo; e no capítulo 11 ali se fala outra vez deste destruidor. Há vários versículos que os estivemos vendo agora, que é tudo o que dizia que destruirá: fará isto, fará aquilo, que já o lemos, de maneira que já não o vou ler mais, possivelmente só o verso 44: “Mas, pelos rumores do Oriente e do Norte, será perturbado e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos”. Por isso se chama o destruidor, ou seja, Apoliom no anticristo. A estrela caída, o dragão, libera o Apoliom para dar poder à besta.

Irmãos, vamos terminar fazendo uma leitura de toda a quinta trombeta e o primeiro ai, já sem interrupção: “O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo. 2 Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. 3 Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, 4 e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte. 5 Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém. 6 Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles. 7 O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; 8 tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; 9 tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; 10 tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses;
11 e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom. 12 O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais”. vamos orar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário