sexta-feira, 30 de outubro de 2009

42. A Sexta Trombeta

Aproximação ao Apocalipse (42)

A SEXTA TROMBETA

O SEGUNDO AI: INÍCIO DO ARMAGEDOM




“O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus”. Apocalipse 9:13.


CONSIDERAÇÕES DE CRÍTICA TEXTUAL

Vamos Abrir a palavra do Senhor no livro do Apocalipse no capítulo 9. Hoje vamos estudar com a ajuda do Senhor, pelo menos uma parte, o relativo à sexta trombeta: o segundo ai. A sexta trombeta e o segundo ai abrangem desde Apocalipse 9:13 até 11:14, onde diz: “Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai; ou seja que o verso 14 do capítulo 11 nos diz onde passa o segundo ai; quer dizer, passa depois de todos os acontecimentos da segunda parte do capítulo 9, todo o capítulo 10 e a primeira parte do capítulo 11; tudo isso é o segundo ai, e portanto também, a sexta trombeta.

Hoje estaremos estudando somente uma primeira parte deste segundo ai, que é a sexta trombeta. Vamos estar estudando hoje, mediante Deus, do versículo 13 até o 21 do capítulo 9. Primeiro como estamos acostumados a fazê-lo, vou fazer a leitura do texto comparando esta tradução de Reina-valera 1960 com os manuscritos mais antigos. Como os disse na vez passada, o final do verso 12, por alguns manuscritos tardios, é unido ao verso 13; ou seja que alguns dizem: “depois disto, o sexto anjo tocou a trombeta”; mas não dizem assim a maioria dos manuscritos antigos; além de que entre o ponto final do verso 12 e o começo do verso 13, há a letra “E” a palavra grega “kai”, que quer dizer: também, ou igualmente, ou além disso; então começa assim: “13E o sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz de entre os [quatro] chifres do altar de ouro que estava diante de Deus”. Ali onde esta palavra “quatro” antes de chifres, na maioria das edições críticas aparece entre parêntese quadrados. Quando uma palavra no texto original aparece entre parêntese quadrados significa que os críticos não puderam decidir se essa palavra pertencia ao texto ou não pertencia, porque uma grande quantidade de manuscritos a incluem e outra parte de manuscritos não a incluem; manuscritos igualmente importantes; então os críticos não sabem se é que foi adicionada a palavra ou que foi esquecida, de maneira que se coloca entre parêntese quadrados; por isso eu o coloquei aqui entre parêntese quadrados, porque alguns manuscritos a têm e outros não; e é muito difícil decidir se foi que se adicionou ou que se tirou; portanto, quando há essa duvida quanto à comparação dos manuscritos antigos, coloca-se um parêntese quadrado ao redor da frase. Não se tira porque pode ter sido original, mas se coloca entre parêntese porque pôde haver se agregado, mas não há segurança, até que não haja novas aparições de outros manuscritos. Isso é por agora como está o assunto de crítica textual nesta passagem.

“E O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus,14 dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates”. Aqui a palavra quatro sim é normal. “15E Foram, então, soltos palavra que disse “atados” pode traduzir-se também “detidos”. “15E Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens. 16 O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu número.

17 Assim, nesta visão, contemplei que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre.

18 Por meio destes três flagelos (esta palavra “flagelos” falta em alguns manuscritos tardios, mas está na maioria dos manuscritos mais antigos; ou seja que pode ser que se esqueceu por alguns dos copistas; de modo que alguns dizem: “por estas três foi morta”, mas a maioria e os mais antigos dizem:) “18 Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens; 19 pois a força dos cavalos (esta palavra “dos cavalos” aparece explícita; alguns manuscritos o deixam implícito) estava na sua boca” (dizem alguns manuscritos, mas a maioria e mais antigos dizem:) “19 pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano.

20 E Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, (essa palavra “não”, quer dizer: oudé, alguns manuscritos dizem outé; uns dizem: “não”, outros dizem: “nem”; ou seja que há variações nos manuscritos em se “oudé” ou “outé”; os mais antigos e a maioria dizem: “oudé”; ou seja o que aqui diz: “nem”) deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; 21 nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, (os manuscritos mais antigos o dizem em singular: pharmacón; outros o dizem pharmakeyon; ou seja, uns o dizem em plural; quando Paulo cita em Gálatas 5, quando aparece outra vez na lista de Apocalipse 21 dos do lago de fogo, aparece em plural; por isso, pois, possivelmente algum copista quis fazê-lo igual aos outros, mas realmente os manuscritos mais antigos e a maioria diz em singular: pharmacon; ou seja, “nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos”. Como pudemos ver, esta tradução de Reina-valera está bem perto do original, com essas pequenas cotações que acabamos de fazer.

VOZ DEBAIXO DO ALTAR DE OURO

Então, irmãos; olhemos outra vez desde o começo e vejamos o verso 13: “O sexto anjo tocou a trombeta”; quando o sexto anjo tocou a trombeta, olhem o que diz: “e ouvi (porque João não somente via mas sim também ouvia) uma voz procedente (não diz: nos, senão) das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus”. Este altar de ouro era de onde se recebiam as orações dos Santos que estavam debaixo do altar. Vocês recordam isso?, Que o estivemos vendo no quinto selo. Vamos ao quinto selo no capítulo 6 verso 9, para que possamos entender isto: “9 Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. 10 Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” Eles estavam dizendo: Senhor, por que ainda não julgas? Eles nos mataram e tudo segue igual; parece que não vão acreditar que você tinha a razão; tem que vindicar nossa causa, Senhor. “11 Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram”. Vemos que as almas sob o altar estavam clamando para que o testemunho deles fora vindicado, para que a verdade fora respaldada, para que o julgamento que eles anunciaram tivesse cumprimento; mas o Senhor estava esperando que se completasse um número; mas agora vemos que quando é a sexta trombeta, que é já em plena grande tribulação, na segunda metade da semana setenta da profecia das setenta semanas do Daniel, aí sim aparece respondida a oração que se fazia debaixo do altar.

OS ESPÍRITOS OBEDECEM A VONTADE DE DEUS

Por isso diz no verso 13 do capítulo 9: “13 e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus, (ali onde se ouvia, agora já chegou o momento do julgamento; estas trombetas são as que introduzem o julgamento, e as taças são as que o consumam; então aqui está) 14 dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os quatro anjos que se encontram atados (ou detidos) junto ao grande rio Eufrates”.

Pelo que fizeram estes anjos nos damos conta de que eram anjos caídos, espíritos malignos de grande poder, que por vontade de Deus estavam atados e não podiam fazer o que queriam, porque o Senhor é o que tem toda autoridade; Ele é o que sabe até onde permite e até onde não. Quando disse ao Pedro: Pedro, Satanás te pediu para te cirandar, significa que Satanás teve que pedir permissão para cirandar a Pedro; e o mesmo foi o caso do Jó, quando Satanás teve que lhe pedir permissão a Deus para poder tocar ao Jó, e Deus lhe deu medidas, e lhe disse: Pode tocar seus bens, mas a ele não; logo lhe disse: Pode tocar seu corpo, sua saúde, mas não sua vida; então aqui vemos que Deus tem estes quatro anjos que são personagens certamente malignos, que uma vez que se tivessem liberdade atuariam, como vamos ver para introduzir o Armagedom; e isto é esta sexta trombeta, este segundo ai; é a introdução do Armagedom; logo quando já se completa com a sexta taça, já é o Armagedom completo. Mas o Armagedom tem uma introdução e uma culminação. A introdução é a sexta trombeta, o segundo ai; a culminação é a sexta taça. Agora estamos vendo a introdução do Armagedom: a sexta trombeta, o segundo ai.

DESATAM OS QUATRO ANJOS

Diz Apocalipse 9:15: “Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens”. Com que objetivo foram soltos? Notem que na quinta trombeta, os primeiros cinco meses dessa grande tribulação desses três anos e meio; porque quando cai Satanás à terra e sobe o anjo do abismo e aparece a besta que sobe do abismo, começa a grande tribulação, o desolador, o destruidor, o anticristo.

Nos cinco primeiros meses aos homens não lhes é permitido morrer, somente são atormentados por estes gafanhotos misteriosos, das quais um pouco parecido fala também Joel; que na vez passada não pudemos mencionar: Joel 1, Joel 2, fala também desses personagens malignos que atacam; Joel se referia em uma primeira instância às invasões de Nabucodonosor, logo a outras futuras tipificadas pela primeira, mas aqui em Apocalipse 9:5 sim se fala desses gafanhotos malignos, que não são gafanhotos naturais, a não ser diabólicos, que vêm do abismo, do Abadom; e entretanto, somente têm permissão de Deus de atormentar aos humanos cinco meses, mas não de matá-los; esses cinco meses de tortura era porque Deus os queria livrar da morte, mas as pessoas não se arrependeram, verdade? Então agora Deus permitiu a estes quatro anjos que estavam atados junto ao grande rio Eufrates, agora sim sair a matar. Agora, notem que curioso, onde estão detidos esses anjos que estão a ponto de ser desatados, como um cãozinho que está preso, quando lhe soltam a correia, sai disparado a fazer desastres? Estão no Eufrates; onde fica o Eufrates? Onde hoje é o Iraque; isso quer dizer que do Iraque, ou seja a partir do Iraque, o problema é com o Iraque, a partir do Iraque sairão estes quatro anjos a destruir.

PREPARANDO O ARMAGEDOM

Damo-nos conta de que por uma parte está o exército do anticristo, por outra parte está o exército dos reis do norte, por outra parte está o exército dos reis do sul, por outra parte está o exército dos reis do oriente; ou seja que os quatro ângulos da terra estão envoltos no Armagedom; estes quatro anjos vão produzir o que podemos chamar uma terceira guerra mundial, onde haverá mais mortos que nas anteriores.

Por isso diz aqui: “para que matassem a terça parte dos homens”. Quando estavam vendo os selos, um dos selos falava somente da quarta parte, recordam? A quarta parte da terra; mas agora fala da terça parte da terra; ou seja, um terço dos habitantes da terra. Quantos são os habitantes da terra que há hoje? Seis bilhões; ou seja, um bilhão e quinhentos milhões de pessoas, porque já tinha morrido a quarta parte; quer dizer, que vão morrer durante a sexta trombeta na grande tribulação um bilhão e quinhentos milhões de pessoas pelas pragas que diz ali: fogo, fumaça e enxofre; quer dizer, guerra; essas são as pragas da guerra.

DUZENTOS MILHÕES DE SOLDADOS

Logo diz o verso 16: “O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu número”. Duas miríades de miríades, quer dizer, dois e dez milhares de dez e milhares, diz o original grego; que ao traduzir uma miríade são dez mil, então são duzentos milhões de cavaleiros. Nunca tinha havido tanto número de pessoas em um exército; o único exército que tem na atualidade duzentos milhões, é o exército da China.

Se nos damos conta mais adiante quando virmos a sexta taça, voltaremos para isto para completá-lo, mas vamos adiantar um pouquinho lá no capítulo 16; a sexta trombeta se corresponde com a sexta taça, porque a trombeta é a que introduz o Armagedom, e a taça é a que o consuma; podemos chegar ali ao sexto anjo da sexta taça, capítulo 16:12: “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol”. Quer dizer que é do Oriente que vem um número de cavaleiros para introduzir virtualmente Armagedom, e começar uma matança qual nunca a houve. Em outro lugar diz que o sangue chegou até os freios dos cavalos por uns trezentos quilômetros. Imaginem que porque tal quantidade de sangue, porque Deus vai reunir os exércitos ali.

IRAQUE, PONTO CHAVE DO ARMAGEDOM

Quando chegarmos à sexta taça completaremos isto, mas hoje estamos introduzindo-o porque a trombeta introduz o Armagedom, a sexta taça o consuma. Então diz Apocalipse 9:16: “O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu número”. Vemos, pois, que a terceira guerra mundial, a do Armagedom, começa no Iraque, porque dali é de onde se desatam estes anjos; ou seja, Iraque. Notem como as coisas estão de perto agora, porque do primeiro Bush Presidente dos Estados Unidos começou a haver problemas com o Iraque; agora este segundo Bush fala de voltar; ou seja que realmente a situação vai chegar a ser tão complexa que vai desatar já uma terceira guerra mundial, que é o Armagedom.

MALDIÇÕES PELA DESOBEDIÊNCIA

Agora, vamos ler no livro do Deuteronômio 28:49-57. por que vou ler Deuteronômio? Em Deuteronômio se descrevem as bênçãos e as maldições: Entre as maldições ao povo do Israel por sua infidelidade, está que Deus traria esse exército terrível e numeroso sobre eles; recordem que eles vêm para a chamada “Terra Santa”; essa terra Santa é Israel. Vamos a Deuteronômio 28:15-57: O contexto, como vos disse, está no verso 15: Conseqüências da desobediência; e já vem declarando essa desobediência com castigos mais suaves ao princípio e mais fortes para o final. Já para o final do verso 49 diz: “49 O SENHOR levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra virá, como o vôo impetuoso da águia, nação cuja língua não entenderás; 50 nação feroz de rosto, que não respeitará ao velho, nem se apiedará do moço. 51 Ela comerá o fruto dos teus animais e o fruto da tua terra, até que sejas destruído; e não te deixará cereal, mosto, nem azeite, nem as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, até que te haja consumido. 52 Sitiar-te-á em todas as tuas cidades, até que venham a cair, em toda a tua terra, os altos e fortes muros em que confiavas; e te sitiará em todas as tuas cidades, em toda a terra que o SENHOR, teu Deus, te deu. 53 Comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der o SENHOR, teu Deus, na angústia e no aperto com que os teus inimigos te apertarão”. Agora fixem-se, se isso já aconteceu com Tito, o general romano, em Jerusalém, e o que vem é tempo de angústia para o Jacó, tribulação como nunca mais a houve nem a haverá, ou seja, se já aconteceu no ano 70 do primeiro século em Jerusalém, que não se espera aconteça agora nesta sexta trombeta? Será pior.

TEMPO DE ANGÚSTIA PARA ISRAEL

Contínua dizendo o verso 54, em Deuteronômio 28: “54 O mais mimoso dos homens e o mais delicado do teu meio será mesquinho para com seu irmão, e para com a mulher do seu amor, e para com os demais de seus filhos que ainda lhe restarem; 55 de sorte que não dará a nenhum deles da carne de seus filhos, que ele comer; porquanto nada lhe ficou de resto na angústia e no aperto com que o teu inimigo te apertará em todas as tuas cidades. 56 A mais mimosa das mulheres e a mais delicada do teu meio, que de mimo e delicadeza não tentaria pôr a planta do pé sobre a terra, será mesquinha para com o marido de seu amor, e para com seu filho, e para com sua filha; 57 mesquinha da placenta que lhe saiu dentre os pés e dos filhos que tiver, porque os comerá às escondidas pela falta de tudo, na angústia e no aperto com que o teu inimigo te apertará nas tuas cidades”. Vemos, pois, que se com o recusar do Messias houve a retribuição, quanto mais no tempo de angústia, que fará que eles se voltem para o Messias em sua segunda vinda. Então aqui nos fala dessa nação do extremo da terra que tem que vir, e aqui fala de um exército de duzentos milhões. Atualmente a única nação que tem um exército de duzentos milhões de soldados é a China, que é justamente no extremo da terra, no longínquo oriente; e como diz a sexta taça que vêm os reis do oriente, aonde? A batalhar no vale do Megido, no Armagedom, onde virá o exército do anticristo, os do norte, ou seja a Confederação da Rússia e os aliados deles, o rei do sul, ou seja, os muçulmanos, e estes que vêm do oriente.

Irmãos, esta sexta trombeta, este segundo ai, é o início do Armagedom já.

CAVALOS COM CAUDAS SERPENTINAS

Voltemos para Apocalipse 9, onde João começa a descrever desde sua época. Ele estava vendo uma visão, e claro, ele estava em uma época muito antiga, onde ainda não havia certas máquinas de guerra como há hoje; mas olhem como ele as descreve no verso 17: “Assim, nesta visão, contemplei (muito poucas vezes ele diz esta palavra, “nesta visão, contemplei”; Daniel sim o diz, mas João muito poucas vezes; aqui o disse) que os cavalos e os seus cavaleiros, (digo-lhes uma coisa: o país que mais produz cavalos em todo mundo é Mongólia, no extremo oriente; João teve a visão dos duzentos milhões de cavalos e a seus cavaleiros) tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre (essas couraças eram como armas defensivas; quer dizer, com as mesmas se defendiam, inclusive atacando com fogo; aqui a palavra que diz “safira”, realmente no original grego é “jacinto”; o jacinto é um pouco mais escuro; aqui se traduziu “safira”; a palavra no grego mais exata é “jacinto”; “couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre”. É curioso que o enxofre é um dos principais componentes da pólvora, que tem um aroma fedido, e é o componente do lago de fogo; o enxofre aparece no lago de fogo). A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão; (aqui está falando de algo diferente aos cavalos normais; possivelmente sejam outros animais, ou possivelmente seja que foram disfarçados, ou foram adornados assim, ou se está referindo também a máquinas como cavalos; de todas maneiras o poder das máquinas se mede em poder de cavalos de força, verdade?) e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre” Isso é o que se vê em uma guerra convencional; graças a Deus que esta por agora é convencional; a parte atômica e nuclear aparece em Zacarias 14, ao final; mas por agora é guerra de tipo convencional.

“18 Por meio destes três flagelos (a palavra se pode traduzir também “pragas”; é a mesma raiz grega para pragas e flagelos) a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens; (a fim de matar foi que foram libertos, e o fizeram; foram libertos para fazer isso, e por essas três pragas foram mortas a terceira parte dos homens. Que coisa tremenda! Se fosse nesta época, seriam um bilhão e quinhentos milhões de pessoas; muitos mortos, mais dos que houve na guerra mundial) 19 pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda; (para diante e para trás) porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, (significa que se moviam, podiam-se mover, eram móveis) tinham cabeças, e com elas danificavam”. Coisa terrível!

OS HOMENS NÃO SE ARREPENDERAM

“20 Os outros homens (aqui está o que Deus esperava ao permitir que um terço morresse. Primeiro que não morressem; só que sofressem cinco meses, mas não se arrependeram sofrendo, então bom, a terça parte vai morrer, para que? Para que as duas terceiras partes se arrependam, e entretanto diz aqui). “Os outros homens (as duas terceiras partes que ficaram) aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos”; quer dizer, é como se Deus dissesse: o que eu procurava era que se arrependessem, mas nem sequer assim, depois dessa tremenda mortandade, dessa terrível guerra; quer dizer, que o que Deus procurava era o arrependimento; “nem mesmo assim se arrependeram das obras de suas mãos”; quer dizer, que o que os homens fazem com as mãos, é mau; Deus nos deu as mãos para fazer o bem, para trabalhar o bem, mas se aqui Deus está pedindo que se arrependam das obras de suas mãos, quer dizer que a maioria dos homens estão usando suas mãos no trabalho para o mal; ou seja que cada vez os homens vão trabalhar mais para o mal que para o bem; por isso fala assim: “nem ainda assim se arrependeram das obras de suas mãos, nem deixaram de adorar aos demônios, (ou seja, que haverá no tempo do fim adoração demoníaca; sempre a houve, mas para o tempo do fim se aumentaria a adoração aos demônios; e fixem-se, nem sequer com isto deixaram de adorar aos demônios, nem a idolatria) e às imagens de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, (quer dizer, o Senhor não deixou exceção; o normal das estátuas são estes materiais, e os homens seguiram adorando estas estátuas, estas imagens) as quais não podem ver, nem ouvir, nem andar”. Agora, notem que estas frases são frases parecidas com a que aparece em Salmo 115, verdade? Mas há uma diferença. vamos comparar o Salmo 115 para ver a diferença.

O INÚTIL DOS ÍDOLOS

Vamos ver qual é a diferença. Salmo 115:4-7, diz assim: “4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. 5 Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; 6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. 7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta”.

Aqui em Apocalipse 9:20 diz: “deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar;” mas não disse que não podem falar. Por que o Espírito Santo calou dizendo que estas imagens não podiam falar? Porque à imagem da besta foi dado poder para falar e para fazer matar a tudo o que não a adorasse; então por isso o Espírito Santo não disse que não podiam falar, porque vai dar permissão, como vamos ver depois, à imagem da besta para que fale; por isso é que aqui diz em plena tribulação: “não podem ver, nem ouvir, nem andar”, mas não diz nada de falar, porque aí sim vão falar; a imagem da besta vai falar; por isso aqui não diz que não vai falar; essa é a diferença.

AS DROGAS E O SATANISMO

Logo diz o versículo 21: “nem ainda se arrependeram dos seus assassínios”. Tão comum que se há voltado a matar, especialmente aqui na Colômbia, que é o país mais violento do mundo, tão fácil que é matar. Lá na região de Urabá, Antioquia, há umas histórias terríveis: A cinco moços porque tinham brincos os paramilitares os mataram; por algo se mata; com que facilidade se mata, e a gente atua como se isso fora o normal. “21 nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, (o que estava procurando Deus com todo este Armagedom que foi iniciado aqui? que se arrependessem) nem das suas feitiçarias”; mas a palavra “feitiçaria” é tradução do grego pharmacón, de onde vem a palavra: farmácia ou drogas. Antigamente a palavra pharmacón ou farmácia se usava em relação aos encantamentos; mas para fazer encantamentos se faziam poções com plantas e com coisas, então aí começou a surgir a farmácia, e os curandeiros usavam as poções junto com espiritismo ou espiritualismo, invocando espíritos e fazendo bebedeiras.

Depois pouco a pouco se foi separando a parte do conhecimento químico das propriedades das plantas; entretanto, notem que em Pérgamo existia a adoração ao deus Esculápio, que era uma serpente, e essa serpente é a que aparece nos escudos dos homens que estudam farmácia e também os que estudam medicina; é uma serpente; e outros têm dois, referindo-se a Esculápio; e fixem-se em como no tempo do fim haverá feitiçaria, satanismo por toda parte, utilizando também droga e planta. Por exemplo, um dos grupos satânicos é o grupo Wicca, e eles utilizam plantas; e agora aqui em Remará circula esse livro pelas casas; o oferecem em sua casa, o livro das plantas Wicca; quer dizer, para fazer feitiçarias, para reter amores, para fazer mal a pessoas através da ecologia, das plantas, da mãe terra, etc. Estão levando às pessoas à feitiçaria, ao uso das drogas, dos poderes das plantas, para manter às pessoas submetidas ou para fazer malefícios. Isso é terrível. Recorde, por exemplo, o caso da escopolamina tomada da burundanga.

Estava vendo em um programa que apresentavam Pacheco, Adriana e o irmão de Margarida Rosa do Francisco na televisão, e estava ela trazendo para uma dançarina de danças hindus, e lhe estava ensinando a dança hindu, invocando a todos os deuses, dizendo que essa dança era para todos os deuses e todas as divindades; ou seja que diretamente estão colocando o politeísmo através da televisão, e eles não se dão conta; os mesmos que faziam o programa não entendiam o que estavam fazendo, dirigido às divindades. Damo-nos conta de como a nova era está colocando a feitiçaria, e como se está usando as drogas para a feitiçaria.

A CEGUEIRA DOS HOMENS

Diz o verso 21: “nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, (generalizando todas suas variedades; vemos que no último tempo, até o final da tribulação, haveria ainda feitiçaria; quem pensaria? uma sociedade que se diz moderna, inclusive alguns que se dizem ateus, e entretanto, praticando feitiçaria) nem da sua prostituição, (isso é o comum agora) nem dos seus furtos”.

Então nos fixemos em quais são as coisas de que Deus esperava que se arrependessem: Primeiro, as obras de suas mãos, ou seja, de fazer ídolos e o mal em geral; não deixaram de adorar aos demônios, nem aos ídolos; aqui a palavra: “imagens” são ídolos, ou seja, a idolatria. Segundo, fala então do homicídio; terceiro, a feitiçaria, a fornicação e os furtos; ou seja, isto era o que Deus procurava que parasse através deste início do Armagedom, que é a sexta trombeta, que é o segundo ai.

Aqui no versículo 21 não termina o segundo ai, nem a sexta trombeta. Tenhamos em conta que a sétima trombeta começa em Apocalipse 11:15; quer dizer que a sexta trombeta vai até o verso 14. Recordemos que a trombeta e o ai são equivalentes. Isso significa que na sexta trombeta até está incluído o capítulo 10, onde acontece o anúncio da consumação que tem que fazer-se antes da sétima trombeta. A sétima trombeta é a consumação, mas antes se anuncia que o fim está já em cima; anuncia-se justamente no meio do Armagedom, em meio da sexta trombeta, no meio do segundo ai; e logo aparece o capítulo 11 onde continua descrevendo o que vai passar em Jerusalém, como a cidade foi entregue e somente foi reservada uma parte do templo; isso continua no Armagedom; e aparece a descrição dos dois profetas que também pregarão durante esse período. Vemos, pois, que a sexta trombeta corresponde a grande tribulação, à segunda metade da semana setenta; e inclui não só o que acabamos de ver hoje até o verso 21, mas também todo o capítulo 10, o capítulo 11 até o versículo 14. Como isto é bastante amplo e vale a pena considerá-lo melhor, vamos depois a considerar esta segunda e terceira parte do segundo ai da sexta trombeta. Por hoje vamos parar aqui. Vamos dar graças a Deus. Amém.

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