sexta-feira, 30 de outubro de 2009

43. O Anjo do Pacto e o Livro Aberto

Aproximação ao Apocalipse (43)

O ANJO DO PACTO E O LIVRO ABERTO



“E Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo”. Apocalipse 10:1.

LOCALIZAÇÃO DAS PERÍCOPAS

Vamos continuar estudando o livro do Apocalipse. A sexta trombeta, que é o segundo ai, vai do capítulo 9 versículo 13 até o capítulo 11 versículo 14; ou seja que a perícopa é o segundo ai. O segundo ai abrange do versículo 13 aos 21 do capítulo 9, abrange todo o capítulo 10 e o capítulo 11 do versículo 1 até o 14. No verso 14 diz: “Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai”. O primeiro ai vai do 9:1 aos 9:12, aí está uma perícopa; o primeiro ai é uma perícopa, é uma numeração natural, é uma divisão natural; a segunda divisão é o segundo ai. O segundo ai vai do 9:13 até o 11:14 onde diz: “Passou o segundo ai”. Este capítulo 10 que vamos considerar hoje está localizado no contexto do segundo ai, que é o contexto da sexta trombeta. A sexta trombeta é o início do Armagedom; a culminação do Armagedom se dá na sétima trombeta, mas o início já se dá na sexta, portanto, esta profecia que vamos estudar hoje se dá no contexto da grande tribulação, no contexto da sexta trombeta, no contexto do segundo ai. É nesse contexto quando aparece uma promessa juramentada de parte do Senhor a respeito de que o tempo não seria mais; como quem diz, estamos na sexta trombeta e os anúncios que o próximo passo é a terminação de tudo. Quando o sétimo anjo começar a tocar a trombeta, o mistério se consumará; não havia lugar mais apropriado para fazer essa proclamação que aqui na sexta trombeta anunciando precisamente o fim na sétima trombeta. Então queria dizer isto para que nos localizemos no contexto desta passagem. Alguns irmãos o chamaram parêntese porque põem muita atenção à numeração externa à Bíblia que são os capítulos e os versículos; mas a divisão natural é as perícopas. O primeiro ai é uma perícopa, o segundo ai é outra perícopa; cada trombeta é uma perícopa, então esta perícopa do segundo ai inclui o capítulo 10 que vamos considerar agora.

COMENTÁRIO DE CRÍTICA TEXTUAL

Primeiro vamos fazer uma leitura da passagem, fazendo como estamos acostumados a fazer o comentário de crítica textual; ou seja, revisamos cuidadosamente esta tradução comparada com os manuscritos mais antigos, com as edições críticas, e queremos aproximar dos irmãos à versão mais próxima ao original; por isso faço sempre antes da exegese este comentário de crítica textual. Comecemos do 10:1 de Apocalipse; ali começa outra vez com a palavra grega “kai”, ou seja com a letra “e” que aqui faz falta: “1E vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo”. Esta tradução está realmente próxima ao original; há alguns manuscritos, poucos e tardios, que omitem a palavra “outro” onde diz “outro anjo”; alguns manuscritos não têm a palavra “outro”, nem a palavra “o”, “com o arco íris”; a palavra “outro” e a palavra “o” é omitida em alguns poucos manuscritos, quase todos tardios; mas na maioria dos manuscritos está como está nesta tradução. Quando diz “o arco íris”, realmente no grego é somente “a íris”, mas incluíram a palavra “arco” no entendimento.

O verso 2 começa também com a “e”: “2 e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra,
3 e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os, (aqui aparece de maneira definida o artigo “os”) sete trovões as suas próprias vozes”. Não diz somente: “sete trovões”. O códice 1, que é tardio, no qual se apóia o Textus Receptus, de onde se traduziu Reina-valera, não tem este artigo; mas outros códices, os mais antigos, a maioria o têm. Então quando diz: “quando bradou, desferiram”, terá que lhe acrescentar o artigo “os”; quer dizer, são sete trovões que João os tinha bem definidos, não são qualquer trovão, são aqueles específicos, “os sete trovões as suas próprias vozes”. ( Nas versões RA e RC existe o artigo “ os”)

O verso 4 começa também com a “e” que falta nesta tradução de Reina-valera de 1960: “4 E Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas 5 Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita...”; a palavra “direita” aparece na maioria dos manuscritos; aí falta a palavra “direita” nesta tradução; “levantou a mão direita para o céu 6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora”. A alguns manuscritos os falta a frase “e o mar e as coisas que estão nele”; a maioria e os mais antigos contêm essa frase, mas como a terminação é muito semelhante, pode ser que alguns escribas ao dizer: “a terra e as coisas que estão nela, e o mar e as coisas que estão nele,” pensassem que já tinham escrito a frase, e por isso a alguns manuscritos os falta essa frase: “e o mar e as coisas que estão nele”; não é a todos os manuscritos nem aos mais antigos; ou seja, esta versão inclui esse versículo que devemos incluir.

“7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver...”; aqui a palavra “estiver” se traduz mais exatamente: “quando ele vá tocar a trombeta, o mistério de Deus se consumou, como ele anunciou a seus próprios servos os profetas”. Aqui não é simplesmente “seus servos”, mas sim está enfatizado: “seus próprios servos os profetas.” Alguns manuscritos dizem: “seus servos e os profetas”, mas os mais antigos e a maioria também o dizem como diz aqui: “seus próprios servos os profetas”; são as mesmas pessoas; não uns os servos e outros os profetas, a não ser seus “próprios servos os profetas”; são as mesmas pessoas.

“8 A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro”; no grego já não o diz em diminutivo, bibliariyon, livrinho, a não ser normal: biblion, livro. Aqui no verso 8 nos diz o grego: “livro”: “Vai e tomada o livro”; mas claro, os tradutores, como nas outras partes dizia: “livrinho”, puseram aqui um livrinho também, mas o grego diz “livro”. Em Apocalipse temos que ser muito suscetíveis com isto porque diz que o que lhe tirar ou lhe adicionar, terá problemas, por isso temos que ir minuciosamente ao original grego: “8 Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.9 Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. (Agora sim “livrinho”, bibliariyon) Ele, então, me falou: Toma isso” não somente “come-o”, porque a palavra “comer” é uma palavra mais suave que a palavra “comer inteiro” ou seja “tragar”: “Toma, e coma isso devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. 10 Tomei o livrinho”. Aqui os manuscritos diferem; uns dizem: “livrinho” e outros dizem: “livro”, mas a maioria diz: “livrinho”, então deixemos o “livrinho”. “10 Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo”.

No versículo 11, à primeira frase terá que lhe fazer uma modificação, porque aqui aparece em singular, mas em grego o verbo está em plural; não diz: “ ele me disse”, a não ser “me disseram”; ou seja, quem fala é a voz do céu com o anjo que está falando; não fala em singular, o verbo é plural: “11 Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”. Aqui em vez de dizer: tribos, disse: reis. Quase sempre diz: povos, nações, línguas e tribos; aqui disse: povos, nações, línguas e reis, porque as profecias próximas incluem reis como as anteriores. Então, irmãos, este é o comentário de crítica textual; agora sim vamos à exegese dos versos e voltemos sobre nossos passos.

EXEGESE DA PALAVRA ANJO

Neste contexto da sexta trombeta e o segundo ai diz: “E vi outro anjo forte descendo do céu”; aqui há algo a se aprender, aqui aparece a palavra “anjo”; temos que ter em conta que a palavra “anjo” é um substantivo não de natureza, mas sim de ofício; ou seja “anjo” significa o oficio de mensageiro; não se refere à natureza Angélica dos anjos celestiais, a não ser ao ofício de mensageiro. A palavra anjo pode se aplicar à pessoa divina do Verbo de Deus, porque Ele é mensageiro, embora Ele não é um anjo criado; o Senhor Jesus não é criado, o verbo de Deus não é criado, mas na Bíblia lhe chama “o anjo de sua face” como vamos ver em uns versos. Então a palavra “anjo” é uma palavra que designa um ofício; às vezes aplica-se aos homens. Se você for ao original grego, quando o Senhor mandou aos apóstolos, diz: “E enviou mensageiros (anjos) diante dele... (aos samaritanos)”, esses apóstolos enviados são chamados anjos também na Bíblia; ou seja que a palavra “anjo” não se refere somente a pessoas celestiais, a não ser a mensageiros; é um nome que denota o ofício de mensageiro. Pode aplicar-se a homens, ou pode aplicar-se a anjos, arcanjos, a serafins, a querubins; pode aplicar-se ao próprio Filho de Deus; de fato se aplica ao Filho de Deus. Temos que ter em conta estas amplas aplicações à palavra “anjo” para poder interpretar um pouquinho este versículo. Anjos se aplica a homens em Jó 1:14; 1 Sm. 11:3; Ag. 1:13; Ml. 2:7; 3:1; MT. 11:10; Mc. 1:2; Lc. 7:24; 9:52; Gl. 4:14.

O ANJO DE YAHVEH

Vamos ver uns versículos onde aparece a palavra “anjo” referida ao próprio Deus, ou seja ao Filho de Deus, ao Verbo de Deus, que não é um anjo criado, mas sim é o Criador. O Pai criou por meio do Filho, entretanto, lhe chama “anjo”. Vamos ver uns versículos, por exemplo, no livro de Êxodo. Vamos ao livro do Êxodo; no capítulo 3 de Êxodo é onde aparece com uma conotação muito clara que a palavra “anjo” não se restringe a criaturas celestiais; aplica-se a criaturas materiais e se aplica ao próprio Filho de Deus. Êxodo 3:1: “1 Apacentando Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. 2 Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. 3 Então, disse consigo mesmo: (aqui aparece tudo o que vinham dizendo Moisés e Deus, então Deus disse) 5 Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai”. Notem como fala o Anjo do Senhor; este não é um anjo criado, se dão conta? Esta é uma teofania de Deus, uma manifestação visível de Deus nas aparições do Antigo Testamento; isso é o que quer dizer “teofania”, uma aparição de Deus; sempre que Deus aparecia não se aparecia em toda sua glória, mas sim de maneira limitada; mas o que apareceu a Moisés era seu Verbo, seu Filho; por isso diz aqui: “Eu sou o Deus de seu pai, Deus do Abraão”. Um anjo criado não pode dizer: “Eu sou Deus”, mas o Anjo do Senhor, que apareceu na sarça, como é o Filho, o Verbo antes da encarnação, Ele sim pode dizer: “Eu sou o Deus de seu pai, Deus de Abraão, Deus do Isaque, e Deus de Jacó”.

O ANJO DO SENHOR É O PRÓPRIO VERBO DE DEUS

“7 Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; 8 por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios”. Este desci, logicamente que é no aspecto econômico; no aspecto essencial Deus é onipresente, está em todas partes; mas no aspecto administrativo há um mover especial de Deus. No verso 14 diz: “14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros”; então vemos que este Eu sou se refere ao Anjo do Senhor, e deste modo diz ser o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó. Aqui diz três vezes a palavra Deus; quem o diz? O Anjo do Senhor; ou seja aqui a palavra “anjo” não é uma palavra que se restrinja a uma natureza de anjos criados, a não ser ao ofício de mensageiro que tem o Filho de Deus; o Filho é o mensageiro do Pai.

Podemos ver outros versículos também aqui em Êxodo 23:20. Deus o Pai está falando aqui com Israel por Moisés, e lhe diz: “20 Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado.21 Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não te rebeles contra ele, porque não perdoará a vossa transgressão; pois nele está o meu nome”. Vemos que o nome do Pai está no Filho; se dão conta? Meu nome está no Anjo que eu envio. Diz Paulo em 1 Coríntios 10 que este anjo se refere a Cristo. Podem ver em 1 Coríntios 10:4: “e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”; esse era o anjo que enviarei para te introduzir; “uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”. Cristo é a expressão de Deus. Deus o Pai é invisível mas o unigênito Filho, que está no seio do Pai, lhe deu a conhecer. Todas as revelações de Deus, toda vez que apareceu Deus, que apareceu a Abraão, que apareceu a Jacó, que apareceu a Jó, que apareceu a Agar, que apareceu a Moisés, e Moisés falava cara a cara com ele, era o Anjo do Senhor, ou seja, o Verbo de Deus, o Filho de Deus, não criado, gerado pelo Pai mas não criado, sem princípio; porque Deus não tem princípio. Como o Pai é Deus é também o Filho e é também o Espírito.

Vamos ver outros versículos no Malaquias; para ver a palavra “anjo” aplicada ao Senhor Jesus. Malaquias 3:1. Lembrem-se de que esta é uma profecia a respeito de João o Batista, que seria precursor do Senhor; e olhem como diz a profecia: “Eis que eu envio o meu mensageiro”; esse mensageiro é João o Batista; assim o diz: Mateus 11:10, Marcos 1:2, Lucas 1:76 e 7:27. “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim: (Quem viria atrás de João o Batista? O próprio Deus) de repente, virá ao seu templo o Senhor (por isso Ele chegou e inclusive teve que limpar o templo com açoites, verdade?) a quem vós buscais, o Anjo da Aliança”. Notem essa expressão com que se refere ao Senhor. Quem viria atrás de João? O Senhor, e quem mais? Quem é a não ser o Senhor mesmo? Outro nome Dele? O anjo do pacto; porque temos que ter em conta que o Senhor é cabeça sobre todas as coisas; cabeça da Igreja, cabeça de todo varão, mas também como diz Colossenses, cabeça de todo principado e potestade.

Por isso a Ele também se lhe dá o nome de Anjo, embora não é um anjo criado, é um mensageiro; inclusive se lhe dá o nome de arcanjo, embora não é um arcanjo criado. Quando lhe chamam arcanjo? Quando 1Tessalonicenses diz da segunda vinda do Senhor, que Ele vem com voz de comando, com voz de arcanjo e com trombeta de Deus. Por que diz que ele vem com voz de arcanjo? Porque Ele é chefe de anjos. Se houver arcanjos que são criados, quanto mais o Criador dos anjos é chefe de anjos; então ele é cabeça de todo varão, cabeça de todo principado e potestade; Ele não é somente cabeça dos homens, Ele é cabeça dos principados e potestades; Ele também governa aos anjos e também é cabeça sobre todas as coisas; Ele é Senhor em todas as famílias da terra, em todas as espécies de criaturas, amém? Estamos vendo que em Malaquias 3:1 lhe chama: “o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”.

O FILHO DÁ A CONHECER O PAI

Em Isaías 63:9 há também uma profecia similar; vamos ali; diz assim o Senhor por Isaías: “Em toda angústia deles ele foi angustiado, e o Anjo de sua face os salvou”. Assim lhe chama, “o Anjo de sua face”. Diz João 1:18 que Deus é invisível, mas que se faz conhecido através do Filho. “A Deus ninguém viu jamais; o unigênito Filho, que está no seio do Pai, lhe deu a conhecer”. E em Miquéias diz que suas saídas, ou seja, as aparições teofânicas de Deus, são as saídas do Filho antes da encarnação; suas saídas são desde o começo. Cada vez que se diz que se aparecia Deus, era uma manifestação teofânica limitada, não era Deus em toda Sua glória; a Deus ninguém viu jamais; entretanto, Moisés falava cara a cara com Ele; não que o tenha visto na plenitude de Sua glória, a não ser na revelação até onde podia suportar Moisés; ele queria ver toda a glória, e Deus diz: Moisés, “não poderá ver meu rosto; porque não me verá homem, e viverá”. Cada um que pensou ver um pouquinho, ficava como morto; e assim entenderam os pais de Sansão o assunto: agora morreremos porque vimos a Deus cara a cara. O mesmo dizia Agar: o Vivente que me vê, que lhe apareceu no poço.

O ANJO DA FACE DE DEUS

Essas aparições de Deus eram aparições teofânica, esse era o Anjo do Senhor, O Senhor mesmo revelando-se em forma limitada até onde podiam compreendê-lo; mas em Sua glória, glória plena, ninguém o viu nem o pode ver; somente quando Ele vier em Sua glória, aí se manifestará Sua glória, como diz Paulo a Tito: “Aguardando a esperança bem-aventurada e a manifestação gloriosa do grande Deus e Salvador Jesus Cristo”. Mas as aparições de Deus através de Seu Anjo como na sarça ardente a Moisés, como no tabernáculo, como nos patriarcas, como aos profetas, era uma aparição limitada, até a capacidade que os homens podiam receber. Era realmente Deus, mas oculto; por isso diz aqui: “Em toda angústia deles ele foi angustiado, e o anjo de sua face os salvou; (quem foi que salvou? O Anjo da face de Deus; ou seja, que mostra a Deus de maneira teofânica segundo as necessidades) em seu amor e em sua clemência os redimiu”. Quem os redimiu, quem é o que redimiu? O Anjo de Sua face. Estamos vendo quem se refere essa palavra “anjo de sua face”; não a uma criatura criada, a não ser a uma expressão teofânica de Deus: “e os trouxe, e os levantou todos os dias da antigüidade”. Vimos em Malaquias e em Isaías a expressão: “o Anjo de Sua face”.

Voltemos para Apocalipse 10. Estamos nos detendo na identificação deste anjo. Agora fixem-se na humildade do Senhor, o Senhor sendo em forma de Deus, diz Filipenses capítulo 2, não estimou o ser igual a Deus como coisa a que aferrar-se, mas sim tomou forma de servo, humilhou-se, tomou forma de homem, e fixem-se em que quanto a nós, o Senhor se fez homem, quanto a Seus anjos Ele é também chamado um Anjo forte, como um anjo; não é a única vez que aparece esta frase: “anjo forte”; temos que ver as outras vezes que aparece no próprio Apocalipse a frase: “anjo forte”.

Diz aqui no verso 1 de Apocalipse 10: “Vi descender do céu a outro anjo forte”; ou seja que há vários anjos fortes; entre eles, a gente é este de Apocalipse 10 que aparece como o Anjo de Sua face, mas há outros a quem lhes chama também “anjo forte”, e aqui este anjo aparece como um deles, assim como entre nós é Seu nome entre os homens, então de outro anjo forte podemos ler em outros versículos.

Vamos a Apocalipse 5:2, quando se vai abrir o livro dos sete selos. “E vi um anjo forte que apregoava a grande voz: Quem é digno de abrir o livro e desatar seus selos?” Não é Cristo; por isso diz: “outro anjo forte”; este era um anjo forte que apregoava a grande voz, ou seja, um mensageiro forte. Qual é o mais forte de todos? Cristo. “Um anjo forte que apregoava a grande voz: Quem é digno de abrir o livro e desatar seus selos?”

O ANJO FORTE

Outra expressão semelhante está em Apocalipse 18:21; ali diz: “E um anjo poderoso tomou uma pedra”; a palavra que aqui se traduz: “poderoso”, é a mesma palavra grega que nos outros versos do capítulo 5 e do capítulo 10 se traduziu “forte”, e que aqui se traduziu “poderoso”; mas é “iskhuros”, a mesma palavra grega para poderoso e forte. Este é o anjo que ata a Satanás; diz 18:21: “E um anjo forte tomou uma pedra, como uma grande pedra de moinho, e a jogou no mar, dizendo: Com o mesmo ímpeto será derrubada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada”. Irmãos, temos que ser sinceros; a mesma expressão “anjo forte” aparece aplicada àquele anjo que apregoa na abertura dos selos em Apocalipse 5:2, e aqui, no capítulo 18, aparece lançando a Babilônia; e aqui no contexto do capítulo 10, vamos ver pelo resto de coisas, que este anjo forte expressa ao Anjo mesmo do Pacto, ao Anjo de Sua face; porque olham os detalhes que diz ali no capítulo 10:1: “envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça”. O arco íris tem o significado do pacto. A primeira vez que apareceu o arco íris foi quando Deus fez pacto com toda a humanidade, dizendo: nunca mais vou trazer um dilúvio sobre a terra; cada vez que verem esse arco do pacto se lembram de minha promessa. Deus é um Deus fiel, Ele é um Deus que cumpre sua palavra; e aqui este anjo forte aparece como um anjo forte entre outros anjos fortes, porque é outro entre vários; entretanto, esta é a diferença dos outros, tem o arco íris sobre sua cabeça. No trono, o arco íris estava ao redor Dele, mas agora esse arco íris que fala da fidelidade de Deus ao pacto, aparece sobre a cabeça deste anjo como dizendo, este anjo é o Anjo do Pacto; e tem outras coisas que o assemelham a ele.

“E seu rosto era como o sol”. Quando se descreveu ao Filho do Homem glorificado aqui mesmo no capítulo 1 de Apocalipse, aparecia Seu rosto como o sol, recordam? No capítulo 1 aparece que Seu rosto era como o sol, onde estava o Senhor em meio dos candeeiros, recordam? No versículo 16 diz: “Tinha em sua mão direita sete estrelas; de sua boca saía uma espada aguda de dois fios; e seu rosto era como o sol quando resplandece em sua força”. O sol da justiça é o Senhor, e agora aparece este Anjo do Pacto, o anjo que mostra o pacto, o anjo que está coroado pelo pacto, aparece aqui no capítulo 10:1: “e seu rosto era como o sol, e seus pés como colunas de fogo”. Aqui volta a aparecer o Senhor com os pés como bronze brunido; a palavra que aqui se traduz “pés”, pode-se traduzir também “pernas”, e de fato se traduz assim “pernas” em algumas das escrituras dos poetas antigos como em Homero, como em Hesíodo; a mesma palavra que se traduz pés, pode se traduzir em sentido analógico “pernas”. Vamos ver que mais adiante aparece fazendo um juramento similarmente como no Apocalipse do Antigo Testamento que é Daniel, aparece também fazendo um juramento para o tempo do fim. Como o Antigo Testamento tem um juramento angélico, tem-no também o Novo Testamento.

UM LIVRO ABERTO

“2Y tinha em sua mão um livrinho aberto”. Agora este livro está aberto. Quando o Cordeiro começou a abrir os selos, o livro estava fechado; mas o livro fechado começou a ser aberto pelo Cordeiro a partir da ascensão; Ele ascendeu, e diz que o Filho do Homem foi levado sobre as nuvens, não vindo sobre as nuvens. Em Daniel 7 o Filho do Homem sobe sobre as nuvens; não vem sobre a terra, a não ser nas nuvens sobe e é apresentado ao trono; refere-se à ascensão; o Senhor ascendeu e foi levado por uma nuvem à presença de Deus, ao Trono; ali é onde Ele recebe toda autoridade, toda potestade lhe é dada nos céus e na terra, e ali começa a abrir o livro, ou seja, a revelar o plano de Deus para submeter todas as coisas sob a planta de Seus pés; aí começa o primeiro selo, o segundo selo, o terceiro selo, o quarto selo, o quinto selo, o sexto selo; e agora que estamos na sexta trombeta estamos no sétimo selo, porque o sétimo selo é o que termina todo o livro; mas resulta que o sétimo selo corresponde às sete trombetas e a sétima trombeta abrange as sete taças; de maneira que no sétimo selo termina toda a Bíblia. Todo o programa de Deus se termina com o sétimo selo, mas esse mesmo selo inclui as trombetas. Agora estamos na sexta trombeta, a ponto de ser tocada a sétima trombeta, que é a que consuma tudo.

Quando se toca a sétima trombeta diz: Os reinos do mundo vieram a ser do Senhor e de seu Cristo, só que a sétima trombeta dura vários dias. Por isso diz aqui no verso 7: “nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele tocar a trombeta, o mistério de Deus será consumado”. Significa que o sétimo anjo abrange vários dias e inclui várias coisas; mas com a sétima trombeta se culmina o que dizia o sétimo selo; só que a sétima trombeta diz: Sua ira chegou; e essa ira são sete taças; ou seja, as sete taças estão na sétima trombeta, e as sete trombetas estão no sétimo selo. Por isso quando vai começar a abrir o livro aparece fechado, mas agora vai proclamar que as coisas serão cumpridas; quando começar a tocar a sétima trombeta o anjo, o mistério será consumado; então o livro já não pode estar fechado, agora o livro é aberto; esse livro é o livro que completa a profecia; esse livrinho é o que diz ao João que o coma para que profetize, assim como a Ezequiel lhe disse que o coma para que profetize, e a Jeremias; ele tomou o livro, o comeu e profetizou; agora diz ao João. Agora, João, tem que comer este livrinho aberto; esse livrinho aberto é a consumação da palavra de Deus, é o resto de Apocalipse. É quando ele volta a profetizar, e então essa é a profecia que ele comeu. Para ele poder profetizar tinha que comer a revelação que culmina toda a Bíblia.

DEVE TOMAR POSSE

A Bíblia, se não tivesse Apocalipse, ficaria sem conclusão. A conclusão da Bíblia está em Apocalipse, e a conclusão de Apocalipse está neste livrinho, porque este livrinho que João come é o que ele vai profetizar daí em diante. Significa que este livrinho se refere à sétima trombeta, que inclui as sete taças, que inclui toda a conclusão do plano de Deus. Este livrinho é a revelação final. João, já tinha profetizado antes, mas tem que profetizar outra vez, e para poder profetizar tem que comer este livrinho; assim como quando Ezequiel ia profetizar se tinha que comer o livro; como quando Jeremias comeu o livro foi que profetizou; assim também João para profetizar o resto de Apocalipse tinha que comer o livrinho. Então o que é este livrinho? É o resto de Apocalipse que culmina a revelação total da Bíblia. Chama-lhe livrinho porque o livro abrange todos os selos, mas aqui é sozinho, uma parte; então tem que designar-se que não é o tudo; é o mesmo livro, por isso lhe chama também livro, mas lhe chama livrinho, porque é a última parte.

“e tinha na mão um livrinho aberto”. Agora sim é aberto, porque isto é para terminar, isto é para introduzir a sétima trombeta, que é a última, é a final. Na final trombeta é que há a ressurreição, é que há a transformação, é que há o arrebatamento; terá que receber ao Senhor, começa o Milênio, começa o dia do Senhor; então a sétima trombeta é a que culmina. Como estamos na sexta trombeta, o segundo ai, nesse contexto, Deus diz: Bom, não é mais que comece o outro e tudo é consumado; então por isso o livrinho já não está fechado; estava fechado quando ele ia começar a pregar, mas agora já estamos a ponto de concluir; portanto, é o Senhor trazendo a revelação final para introduzir o fim. Contínua dizendo: “e pôs seu pé direito sobre o mar; e o esquerdo sobre a terra”. Claro, porque a sétima trombeta o que vai dizer?: Os reinos do mundo vieram a ser do Senhor. Até antes da sétima trombeta o diabo estava sobre a terra, não tinha sido jogado ao fogo; os homens do anticristo faziam o que lhes dava a vontade; ainda durante a tribulação, durante o Armagedom haverá guerra, o anticristo estará; mas quando vier o Senhor, Ele deverá tomar posse.

Por isso aparece aqui o anjo forte pondo seus pés sobre o mar e sobre a terra; isso quer dizer, o Senhor anunciando que Ele vai tomar posse, que já Ele não vai tolerar mais; já estamos no Armagedom, bom, já não vai haver dois, três, cinqüenta Armagedons, não; este é o último, o próximo é a tomada de posse definitiva. Por isso Ele baixa para pôr os pés: um sobre o mar e outro sobre a terra. O que disse o Senhor? Todo lugar que pisar a planta de seus pés, será seu; então onde nós pomos os pés é onde tomamos posse. Agora Ele deve tomar posse. Quando anuncia que vai tomar posse? Quando vai iniciar a final trombeta, é a tomada de posse; essa é a sétima trombeta; mas claro, tem que ser anunciado primeiro. Antes que as coisas aconteçam no natural, têm que ser decretadas no espiritual. Por exemplo, em Daniel 10, tinha que cair o príncipe da Pérsia no espiritual para que caísse o príncipe da Pérsia no natural; tinha que cair o príncipe da Grécia no espiritual para que caísse o príncipe do Império Grego; assim também o Senhor tem que tomar posse espiritualmente para que então aconteça naturalmente. Aparece aqui: “pôs seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra”; como quem diz: eu devo tomar posse.

O REI RUGE COMO LEÃO

“3 e bradou em grande voz”. Antes, diz o Senhor: estive calado, mas clamarei como a que está de parto; ou seja, ao final será o clamor do Senhor, e agora isto é para o final. “3 e bradou em grande voz, como ruge um leão”. A Bíblia diz que o rugido do leão é quando toma a presa.

Vamos ver isso. Vamos olhar algumas passagens em Provérbios. Provérbios 19:12: “Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei, (ali vai introduzir a culminação do Armagedom) mas seu favor é como o orvalho sobre a erva”. Aí vão as duas coisas: para uns é favor e para outros é ira. Para os crentes é favor, para os ímpios é a ira. “Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei”. Provérbios 20:2: “Como o bramido do leão, é o terror do rei; o que lhe provoca a ira peca contra a sua própria vida”; e agora diz aqui em Apocalipse 10 versículo 3: “e clamou a grande voz, como ruge um leão”. Que leão é este? Este não é o diabo que anda como leão; ele anda como leão, mas não é leão. O verdadeiro leão é o leão da tribo do Judá, é o Senhor Jesus. Então diz: “e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram (não os outros trovões, a não ser os específicos, os finais, ou seja, os que consumam o plano de Deus) os sete trovões as suas próprias vozes”. Irmãos, a palavra do Senhor nos fala que os trovões se referem à voz de Deus; os trovões falam da voz de Deus. Vamos comprovar em vários versos.

Vamos primeiro a 1 Samuel 12:17. Diz Samuel ao Israel: “17 Não é, agora, o tempo da sega do trigo?” Durante a ceifa não troveja, porque se chover durante a ceifa se danifica a ceifa; não é normal que chova na ceifa. Então diz Samuel a Israel: “17 Não é, agora, o tempo da sega do trigo? Clamarei, pois, ao SENHOR, e dará trovões e chuva; e sabereis (para que são estes trovões e chuvas?) e vereis que é grande a vossa maldade, que tendes praticado perante o SENHOR, pedindo para vós outros um rei.” Vejamos também no capítulo 2:10. Ali está o cântico da Ana: “Os que contendem com o SENHOR são quebrantados; dos céus troveja contra eles. O SENHOR julga as extremidades da terra, dá força ao seu rei e exalta o poder do seu ungido”. Fixem-se em que quando o Senhor está a ponto de tomar o reino é que aparecem os trovões.

A VOZ DE TROVÃO DE DEUS

Vejamos outras passagens também em 1 Samuel 7:10: “Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel. (Não é isso o que vai passar ao final, quando todas as nações vierem contra Israel? o que acontecerá?) mas trovejou o SENHOR aquele dia com grande estampido sobre os filisteus e os aterrou de tal modo, que foram derrotados diante dos filhos de Israel” Estas são como figuras, como pré-anúncios, como analogias. Vejamos outra passagem também em 2 Samuel 22:14: “Trovejou o SENHOR desde os céus; o Altíssimo levantou a sua voz”. Aqui nos damos conta de que os trovões se referem à própria palavra do Senhor.

Passemos ao livro de Jó 26:14. Diz ali: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele! Mas o trovão do seu poder, quem o entenderá?” Por isso não permite a João escrever. “o trovão dos seus grandes feitos, quem o poderá entender?” Está além da compreensão humana, verdade? O Senhor tem Suas razões para que não se escreva.

Passemos a Jó 36:33: “O fragor da tempestade dá notícias a respeito dele, dele que é zeloso na sua ira contra a injustiça”. Estamos em plena tribulação ali neste capítulo da sexta trombeta, o segundo ai; aí está o iníquo, o homem de iniqüidade. Então, “O trovão declara sua indignação, e a tempestade proclama sua ira contra a iniqüidade”.

Vamos a Jó 37:4-5: “4 Depois deste (depois da luz) ruge a sua voz, troveja com o estrondo da sua majestade, e já ele não retém o relâmpago quando lhe ouvem a voz. 5 Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não compreendemos”. Está além do que podemos compreender. Jó 40:9: “Ou tens braço como Deus ou podes trovejar com a voz como ele o faz?” Então nos damos conta do que significam os trovões, verdade, irmãos?

Passemos a outras passagens. Vamos a João 12:29, quando o Senhor Jesus disse a seu Pai: Pai, glorifica seu nome, e então o Pai lhe respondeu: glorifiquei-o e o glorificarei outra vez; a primeira vez o glorificou com Cristo, a segunda vez é com a Igreja, amém?

Leiamos do 27: “27 Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. 28 Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei, (o Pai foi glorificado pelo Senhor Jesus, mas diz:) e ainda o glorificarei”. Agora é necessário que pela Igreja seja glorificado. “29 A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou”. Então vemos em que contexto é que aparecem os trovões.

O PODER DE DEUS NA TEMPESTADE

Vamos ver o Salmo 29. Todo este Salmo tem que ver com isto; podemos ler tudo de maneira rápida, porque é curto: “1 Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. 2 Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade. 3 Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas. 4 A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade. 5 A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR despedaça os cedros do Líbano. 6 Ele os faz saltar como um bezerro; o Líbano (que eram dois tremendos Montes) e o Siriom, como bois selvagens. 7 A voz do SENHOR despede chamas de fogo. 8 A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades. 9 A voz do SENHOR faz dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória!”. Por isso é que em Apocalipse 19, nas bodas do Cordeiro, diz que foi com grandes trovões, aleluia! Porque o Senhor Todo-poderoso reina.

Então diz aqui: “10 O SENHOR preside aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre. 11 O SENHOR dá força ao seu povo, o SENHOR abençoa com paz ao seu povo”.

Agora olhemos as passagens de Apocalipse onde aparecem os trovões. No capítulo 4:5, diz: “Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões”. No 6:1, diz: “Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem”. Logo no 8:5 diz: “E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto”. Trovões, e vozes, e relâmpagos, e um terremoto. E o último versículo é o que acabamos de ver ali no capítulo 10, verso 3.

TROVÕES DA SÉTIMA TAÇA

Vamos ver outros Salmos. Salmo 18:13: “Trovejou, então, o SENHOR, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo” essa é a sétima taça. O mesmo diz o Salmo 29:3, que é o que acabamos de ver acima: “Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas”. Salmo 77:17: “17 Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.18 O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza”. E por último Salmo 81:7, diz assim: “Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi”.

Lembremos-nos de que o livro dos selos estava selado por dentro e por fora também. Os selos de dentro é o conteúdo que se revela, os selos de fora é o que João selou que não escreveu: João, sela o que os sete trovões disseram; ou seja, o que está por fora; o que está por dentro é o que está revelado, mas o que está selado por fora é o que não está dentro. O que é o que está fora? Os sete trovões, porque olhem o que diz em Apocalipse 10:3: “e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes” São os trovões finais; ou seja, estes trovões é como a voz final de Deus, a revelação final, com o que se termina toda a Bíblia; ou seja, o livro aberto; mas está selado, o livro estava selado por dentro. No capítulo 5 estava selado também por fora; o que está dentro é o que está revelado, mas o que está fora é o que não está revelado.

HÁ SEGREDOS QUE O SENHOR RESERVA

Recordem que Deuteronômio 29:29 diz: as coisas reveladas são para nós; isso é o que está escrito por dentro, mas as secretas são só para o Senhor. Então aqui o Senhor não quis que João escrevesse; claro que João ouviu, Deus o revelou em particular a João, mas não permitiu que outros soubessem; assim como quando estavam na mesa do Senhor antes de morrer, a última noite, e João estava perto Dele, e o Senhor revelou algo a João que não revelou a outros.

O que foi o que perguntou João? Senhor, quem é o que vai trair-te? Isso outros não o ouviram, só João. O Senhor lhe disse: Aquele a quem eu o der o pão molhado, esse é; como a João, que era muito próximo ao Senhor, lhe revelou algo que os outros não souberam. Possivelmente o Senhor não quis nos dizer quem ia ser o anticristo, tampouco sabemos quando tem que vir o Senhor. Há segredos que o Senhor se reserva, há coisas que pertencem só a Deus. Diz a Palavra que seus julgamentos são inescrutáveis, quer dizer, que não os podemos esquadrinhar até o fundo, são insondáveis, não os podemos sondar; Sua luz é inacessível, não se pode acessar; Seu nome novo ninguém o conhecia, a não ser Ele mesmo. Há coisas que Deus reserva para si e que às vezes revela em parte para alguns de seus servos, mas lhes proíbe que digam essas coisas. Às vezes Deus atua assim, revela um pouquinho mas manda calar; há coisas que pode dizer e coisas que não pode dizer; as reveladas são para nós, as secretas são para Deus; às vezes essas secretas são reveladas um pouquinho a seus servos, mas não torna público a não ser somente privado.

Voltemos para Apocalipse 10:4: “Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever;” quer dizer que João estava escrevendo porque desde o começo Deus lhe disse: João escreve as coisas que viste, as que são e as que têm que ser depois. As coisas que viste, é a visão de Cristo glorificado; as que são, são as sete Igrejas, e as que têm que ser depois destas é toda esta revelação do futuro, verdade? Então João desde o começo recebeu várias vezes a ordem. Quando ia escrever às sete Igrejas, disse-lhe: João, escreve ao anjo da igreja em Éfeso, escreve, escreve. João escreveu; muitas vezes manda João a escrever. João escreve: Bem-aventurado daqui em diante os que morrem no Senhor; ou seja que João estava vendo e escrevendo. Agora ele ia escrever, mas não lhe permitiu escrever esta parte. Há coisas que Deus mostrou a João, somente a João. João sim ouviu e ia escrever, mas não foi permitido; assim como quando o Senhor lhe revelou quem era o traidor, só soube João, outros não souberam. Só João soube.

Aqui também o Senhor sabe quem é o traidor, o anticristo, etc. Ele sabe tudo. Contínua dizendo o verso 4: “Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas”. Por isso o livro está selado por dentro, que foi o que se abriu, e selado por fora, que é os trovões que foram selados e que ninguém sabe o que disseram; pôr-nos a especular é tolice. Se Deus selou, está selado, amém?

O TEMPO SE ACABOU

“5 Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu 6 e jurou (Ele sim pode jurar porque Ele sim pode fazer brancos ou negros os cabelos; nós não podemos jurar porque não podemos fazer branco nem negro nossos cabelos; não jurem, mas Ele sim pode jurar; O Senhor pode jurar por si mesmo) por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora”. Esta palavra tempo ( demora), é cronos, não é kairos; ou seja, é o tempo normal da história humana comum; outros traduzem: já não haverá mais demora. Estamos em pleno Armagedom, estamos em plena grande tribulação aqui no segundo ai, então o Senhor diz: quando estivermos nisto, já o próximo é o final, não haverá mais tempo.

“7 mas que nos dias (notem-se nesse plural “dias”; ou seja que a sétima trombeta não dura um instante, dura vários dias. Quando virmos a sétima trombeta veremos quantas coisas estão incluídas nas trombetas; inclusive as taças estão incluídas na sétima trombeta) da voz do sétimo anjo”; este anjo se refere aos sete anjos das sete trombetas, ou seja ao anjo da sétima trombeta. O irmão Branham e os branhamistas disseram que este sétimo anjo se referia ao mensageiro da igreja em Laodicéia, e ele (Branham) disse que ele era este anjo; mas este anjo é da série dos sete anjos das sete trombetas, anjos celestiais. “Nos dias da voz do sétimo anjo”; a palavra voz sempre aparece referida a trovões, a revelações, a trombetas; à voz da trombeta lhe chama “voz” foné. “Nos dias da voz do sétimo anjo”; este anjo toca a trombeta durante uns dias; é algo que não é instantâneo, mas sim abrange dias; por isso diz: “Nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele vá tocar a trombeta, o mistério de Deus se consumou, como ele o anunciou a seus servos os profetas”. Este juramento, como o disse faz um momento, é semelhante ao do Apocalipse do Antigo Testamento, que é Daniel.

Vamos a Daniel capítulo 12 e vocês verão ali um fenômeno similar. Lembrem-se de que a visão final do Daniel abrange os capítulos 10, 11 e 12. Para entender o capítulo 12 terá que começar a ler do 10; no 10, a Daniel apareceu um personagem celestial, amém?

VISÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Diz Daniel 10:5: “5 levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; 6 o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente. 7 Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. 8 Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma. 9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra. 10 Eis que certa mão me tocou”. Aqui já não se sabe se for dele ou é de outro, porque havia ali outros anjos com este principal; então aí começam a falar com Daniel; e no capítulo 11 continua esta visão, e no 12.

Quando chegamos ao capítulo 12, diz no verso 4: “4 Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim”. Como quem diz, Daniel, as coisas do fim não vão se entender a não ser quando estiverem nesse tempo; a pessoa vai ler sobre isto, aquilo e não vai entender; mas quando estas coisas se cumprirem no final a pessoa ao final vai entender: “encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos correrão de uma parte para outra”; como agora, há até foguetes, aviões, carros; no século XIX eram só cavalos; Simón Bolívar teve que andar em cavalo até a Bolívia. “Muitos correrão daqui para lá, e a ciência se aumentará. (isso é para o fim, sinal que estamos no fim) 5 E eu, Daniel, olhei, e eis que estavam outros dois (por que outro? Porque estava aquele varão que vem do capítulo 10, mas junto com ele havia outros dois) um desta banda, à beira do rio, e o outro da outra banda, à beira do rio.6 E ele disse ao homem vestido de linho, (aquele que descreveu no capítulo 10) que estava sobre as águas do rio: Que tempo haverá até ao fim das maravilhas?”

Notem que quando vai haver um fim, Deus dá um juramento, há juramento do céu; quando uma coisa vai se terminar se termina porque Deus diz: Juro que isto se acaba; e diz aqui: “Quando será o fim destas maravilhas?” Aqui lhe mostrou a visão; mostra-lhe toda a história até o anticristo e a vinda do Senhor. “Quando será o fim destas maravilhas? 7 E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a sua mão direita e a sua mão esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que depois de um tempo, (esse é um ano) tempos, (dois anos, já vão três) e metade de um tempo”. Ou seja, três anos e meio, porque a grande tribulação é de três anos e meio; aí se termina tudo. Quando será o fim? Jurou, será por tempo, tempos e a metade de um tempo; e notem por que é tão importante que Israel esteja em sua terra e que a Igreja esteja unida: “E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão”.

PROFECIA SELADA ATÉ O TEMPO DO FIM

Que está esperando o Senhor? Que o povo santo deixe de estar disperso, esteja unido, que Israel esteja outra vez em sua terra e que a Igreja esteja esperando ao Senhor como uma Igreja Santa e gloriosa; pura, Santa e gloriosa; porque Ele receberá uma Igreja Santa e gloriosa.

“E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, (o povo santo é Israel e é a Igreja) estas coisas todas se cumprirão. 8 Eu ouvi, porém não entendi; então, eu disse: meu senhor, qual será o fim destas coisas?” Ele não entendeu; por isso Pedro diz que eles administravam para nós estas coisas, não para eles. “9 Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim”. Mas no tempo do fim, que é Apocalipse 10, agora o livro está aberto; quando Daniel profetizou o livro estava fechado, mas agora diz Apocalipse: Não sele as palavras da profecia deste livro. No tempo do fim Apocalipse não está selado, somente os sete trovões, os selos de fora é o que está selado, mas não tudo o que está dentro, a profecia já é revelada em Apocalipse. Daniel está fechado; em Apocalipse é a promessa diferente. O Senhor diz ao Daniel: sela; diz ao João: não sele; por que? porque o tempo do fim é ao abrir, por isso o livro está aberto nas mãos do Anjo do Pacto.

Continua Daniel 12:10: “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”. Para quem é o Apocalipse? Para meus servos, para lhes mostrar as coisas que devem acontecer logo; para os servos; nós estamos nisto agora, os outros estão em outra coisa, o Senhor está mostrando a seus servos as coisas que devem acontecer logo. “11 Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, (a grande tribulação) haverá mil duzentos e noventa dias”. Três anos e meio, e um mês mais, porque não são mil duzentos e sessenta, a não ser mil duzentos e noventa; por que? Porque nesse mês seguinte já Satanás é julgado.

“11 do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias.

12 Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”. Aí já entra no Milênio, aleluia! “13 Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança”. Se deram conta de que uma cena similar é a que acabamos de ler em Apocalipse 10?

Retornemos a Apocalipse 10:5: “5 Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu
6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora,
7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á”; o que é o que se cumprirá? O mistério de Deus. No que consiste a coisa? Na revelação de Deus; é o mistério de Deus.

CONSUMAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

Há muitos mistérios que formam parte do mistério de Deus; os mistérios de Deus são muitos: há o mistério de Deus o Pai: Cristo; há o mistério da piedade, o mistério da vontade divina, o mistério da economia divina, o mistério do evangelho, o mistério da fé, o mistério de Cristo: a Igreja, o mistério do matrimônio, o mistério dos sete candeeiros, o mistério das sete estrelas, o mistério de Babilônia, o mistério da mulher e a besta que a traz, o mistério da última trombeta, o mistério de iniqüidade, o mistério do reino dos céus, mas todos esses mistérios se referem ao mistério de Deus. Os mistérios de Deus são os capítulos do mistério de Deus. Tudo o que acontece é para revelar e dar a Deus.

Quando soar a sétima trombeta, quando se consuma o plano, quem será revelado será Deus; por isso diz: Em vão trabalharam em excesso as nações, diz Habacuque, e para o fogo trabalharam, porque a terra será cheia do conhecimento da glória de Deus; ou seja, quem será revelado e será por fim entendido, vindicado e toda boca se calará e só Ele rugirá, será Deus. Até agora calei, mas depois vou falar eu; como sempre falamos de Jó; 38 capítulos falando Jó e seus amigos, e Deus calado; quando falou Deus se calaram todos; quando ruge o leão se calam até os grilos; enquanto isso todos estão fazendo alvoroço; então o mistério é de Deus; ou seja, se revelará tudo, tudo o que mostre a Deus em plenitude.

Diz ao final de Apocalipse 10:7: “segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas”. Do que era que falavam os profetas? Qual era o tema dos profetas? O tema dos profetas era em relação ao mistério de Deus. Tudo o que os profetas falavam era em relação a isto; e Apocalipse é o que nos mostra a consumação, a última trombeta. Logo diz no verso 8: “A voz que ouvi, vinda do céu”; ou seja a mesma que falou no versículo 4: “ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas”; essa mesma voz do céu fala outra vez; a primeira vez quando lhe disse: sela o que os trovões falaram, mas qual é a segunda vez que fala essa mesma voz? “8 A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro”; agora já não é só o livrinho, é o livro, por quê? Porque a profecia final está em relação com todas as demais: “Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.9 Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o” isso já não é só come-o; o verbo é mais forte que comer, acrescenta-lhe uma raiz que é de tragá-lo inteiro; “traga-o, devora-o”, ou seja, a coisa terá que ser digerida completamente. “devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago”.

Quando o comeu Ezequiel, ao Ezequiel não amargurou o ventre, mas ao João sim, porque são coisas terríveis; falar é muito bonito, mas passar por isso é bem difícil; então diz: “será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. 10 Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo”.

O LIVRO QUE AMARGA O VENTRE

Vamos então ao Ezequiel 2:8; diz Deus a Ezequiel: “8 Tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não te insurjas como a casa rebelde; abre a boca e come o que eu te dou”. Notem, não é que João está copiando literariamente ao Ezequiel, não; sua experiência foi similar, não é uma cópia literária, não; é uma identidade de experiência; são experiências semelhantes, porque alguns dizem que João copiou do estilo de um e outro; não é o estilo, mas sim lhe aconteceu um pouco parecido: “abre sua boca, e come o que eu te dou. 9 Então, vi, e eis que certa mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo de um livro.10 Estendeu-o diante de mim, e estava escrito por dentro e por fora; (o outro estava selado por dentro, mas este estava escrito por dentro e por fora, porque é um cilindro) e tinha escritas nele lamentos e lamentações e ais. 1 Ainda me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, vai e fala à casa de Israel. 2 Então, abri a boca, e ele me deu a comer o rolo. 3 E me disse: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Eu o comi, e na boca me era doce como o mel.4 Disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel e dize-lhe as minhas palavras”.

O cilindro que dá a comer ao João é para capacitá-lo para profetizar; então aqui agora está falando do anjo forte, de que este é virtualmente o fim; jurou que para ouvir a voz do sétimo anjo o mistério será consumado; mas o Senhor sabia que ainda tinha que profetizar os capítulos 11, 12, 13, 14, 15, até o 22; ainda não estava concluída a palavra de Deus. Então João tinha que concluir; por isso lhe deu este livrinho aberto; o livrinho aberto é a revelação completa, a parte que completa a revelação de Deus.

Então por isso diz aqui no capítulo 10:11: “Então, me disseram (isso é plural, fala-lhe a voz do céu e o anjo que tinha que lhe dar o livrinho) É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis;” até aqui foi uma vez; do capítulo 1 até o capítulo 10, é uma vez, mas se termina na sétima trombeta. A sétima trombeta tem as sete taças, tem a culminação total da história. É necessário, João, que volte a profetizar. É como quando Daniel viu uma visão, mas tinha que lhe acrescentar detalhes e voltou a ver outra sobre o mesmo mas com mais detalhe. Depois lhe mostrou outra sobre o mesmo mas com muitos mais detalhes. Agora João já profetizou, está no sétimo selo, está a ponto de tocar a sétima trombeta, então o livro está aberto, mas Deus sabe que João tem que profetizar; então lhe dá a parte final deste livrinho que se come João, que é o resto do Apocalipse até o capítulo 22; assim como o livrinho que comeu Ezequiel são as profecias de Ezequiel. Primeiro ele comeu o cilindro e logo começou a falar as palavras e se completou o livro do Ezequiel; agora João come este livro aberto, a culminação, e começa a profetizar outra vez, ou seja, o resto do Apocalipse. A sétima trombeta culmina tudo, mas já está incluído do 12 até o 22. “É necessário que profetize outra vez sobre muitos povos, nações, línguas e reis”.

Essa profecia é então a que culmina toda a Bíblia e todo o Apocalipse, que é a culminação da Bíblia.

Então, irmãos, isto se dá no contexto da sexta trombeta, em meio das preparações avançadas do Armagedom, durante o segundo ai, para nos preparar para o fim. Obrigado irmãos. Vamos parar aqui.

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