sexta-feira, 30 de outubro de 2009

44. As Duas Testemunhas

Aproximação ao Apocalipse (44)

AS DUAS TESTEMUNHAS




“Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco”. Apocalipse 11:3.

O ANJO DE JESUS CRISTO

Vamos avançar um Pouquinho no estudo deste precioso livro do Apocalipse. Tínhamos chegado então ao capítulo 11; entretanto antes de passar a esse capítulo, algo que não pude dizer por que o tempo se fez muito curto na vez passada, relativo a este anjo do capítulo 10. É necessário deixar uma porta aberta à exegética e hermenêutica, ou seja, de interpretação a respeito de quem pudesse ser este anjo. Como vimos, tem todos os traços característicos de ser o Anjo da Aliança, e assim se chama cristo, mas também Cristo tem Seu próprio anjo; e este livro do Apocalipse é meio pelo anjo de Cristo; desse anjo de Cristo se fala no próprio Apocalipse, no capítulo 1. Como vocês recordarão, diz: “A revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu, para manifestar a seus servos as coisas que devem acontecer logo; e a declarou enviando-a por meio de seu anjo”. Aqui fala de um anjo de Cristo, que certamente tem a mensagem de Cristo, e as mensagens espirituais, como dizia Cecilita, não são meramente palavras ou coisas mentais, são representações espirituais; significa que este anjo de Jesus Cristo certamente tem que ter a autoridade que representa ser, anjo de quem é, verdade? Então este anjo de Cristo é o mediador do Apocalipse; como diz: “A revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu e a declarou enviando-a por meio de seu anjo”. De maneira que este anjo de Jesus Cristo sim seria um anjo criado.

Dele se fala também em Apocalipse 22:16. Depois de que deu todo o Apocalipse, diz: “Eu Jesus enviei meu anjo para dar testemunho destas coisas nas Igrejas”. Vêem que o Senhor enviou a Seu anjo para dar testemunho destas coisas; estas coisas é a profecia do Apocalipse. Na primeira parte do Apocalipse aparece este anjo de Jesus Cristo; no capítulo 10 também aparece como se fora descrito como o anjo de sua face, como o anjo do pacto, com o livro aberto, que é o que virtualmente traz a revelação; ou seja que o mesmo princípio do 1:1 que diz que a revelação é declarada por meio do anjo, no 10 também aparece a revelação de Jesus Cristo declarada por este anjo que parece ser o anjo do pacto, mas que de todas maneiras terá que deixar aberta essa exegese, essa possibilidade de ser o anjo de Jesus Cristo.

Também há uma passagem interessante do apóstolo João, já no capítulo 19. Vocês recordam quando João ia adorar esse anjo; recordam em Apocalipse 19:9-10: “9 Então, me falou o anjo: (é o anjo de Jesus Cristo o que está revelando estas coisas) Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus. 10 Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo (o mesmo João se confundiu a respeito deste anjo; podia ser o próprio anjo da Aliança expresso aqui; ou seja, Jesus Cristo mesmo, e João como que se confundiu e o ia adorar). Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”. Então queria completar esta parte, que pelo tempo não o pude dizer na vez passada, mas agora o completo para que deixemos essa porta aberta quanto à identificação do anjo de Apocalipse 10, amém? Se o mesmo Filho de Deus é o servo por excelência de Deus, quanto mais qualquer anjo por mais alto e elevado que seja; o mesmo anjo do Senhor.

COMENTÁRIO DE CRÍTICA TEXTUAL

Bom, irmãos, chegamos ao capítulo 11. Esta é a terceira parte do segundo ai, que é a sexta trombeta. A sexta trombeta é o segundo ai, e o segundo ai é uma perícopa completa, é uma unidade de revelação que começa no 9:13 e termina no 11:14; então o segundo ai é uma perícopa completa que inclui três partes: O início do Armagedom, que vimos na primeira parte; logo este anúncio em meio de tribulação de que quando o sétimo anjo comece a tocar a trombeta o mistério será consumado, e logo segue outra vez aqui nos descrevendo o ambiente da grande tribulação com a besta exercendo e com os dois profetas de Deus dando testemunho.

Primeiro, como estamos acostumados a fazer, vamos fazer o comentário de crítica textual para examinar a tradução de Reina-valera de 1960 que temos a maioria aqui; e o fazemos à luz dos manuscritos gregos mais antigos e também majoritários. Então vou fazer a leitura de Apocalipse 11:1-14, somente parando nos comentários textuais: “1 Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram”. Neste primeiro versículo, alguns poucos manuscritos posteriores acrescentaram uma frase, onde diz: “me disse”; alguns manuscritos dizem: “E o anjo ficou em pé e me disse.” Em alguns poucos manuscritos posteriores, possivelmente algum escriba quis explicar quem era o que dizia, e ser um pouco mais explícito, e se tomou a liberdade de acrescentar essa frase: “e o anjo ficou em pé e me disse”; mas são posteriores esses manuscritos, e muito poucos, os que dependem dele; mas todos os mais antigos e a maioria dizem como se traduz aqui em Reina Valera. “2 mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, (traduz-se muito mais exato, que “deixa-o à parte”; os verbos que se usam e o advérbio é “deixa-o fora”) porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa”. Também aqui Reina Valera deixa muito correto, embora seja preciso reconhecer que existem diferenças nos manuscritos; a maioria e os mais antigos o dizem como diz aqui: “o pátio que está fora do templo”; outros manuscritos dizem: “o pátio que está dentro”; uns dizem: exoten e outros esoten. Esotén é de onde vem a palavra esotérico, o que está dentro, pois exotérico é o que está fora. Este pátio não é o pátio interior, a não ser o pátio exterior. Alguns manuscritos dizem: esoten, interior, mas a maioria e os mais antigos dizem: exoten, ou seja que se refere ao pátio exterior, ao pátio de fora, ou seja, ao pátio exterior ao átrio de fora, quer dizer, o que se chamava “o átrio dos gentios”; porque quando vocês vêem, tanto o desenho que se pode fazer seguindo a visão do templo tanto de Ezequiel, como o do Salomão, vocês vêem que havia o pátio que se chama dos sacerdotes, verdade? E havia um átrio exterior que era onde podiam chegar os gentios, que não podiam passar daí para adiante; também as mulheres podiam chegar até um certo lugar; então o que é entregue fora é o pátio exterior, exoten; dizem-no os mais antigos manuscritos e também a maioria. Terei que informar aos irmãos que existem essas discrepâncias entre alguns manuscritos, amém?

“2 mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa. 3Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco. 4 São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra”. Não é a palavra “Deus” (como aparece em Reina-valera), a não ser a palavra “Kuryos”, “Senhor”. No códice 1, que é tardio e foi o que usou Erasmo para sua edição crítica do Novo Testamento, base do Textus Receptus, diz: “Deus”, mas é como se tivesse sido uma liberdade que tomou o escriba de inverter Kuryos por Theos; mas realmente a palavra, como o diz a maioria dos manuscritos é: Senhor; então a palavra mais exata é “se acham em pé diante do Senhor da terra. 5 Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer. 6 Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem. 7 Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, 8 e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. 9 Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam (aqui o verbo mais exato que ver é “contemplar”) os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados. 10 Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, (aqui o diz em presente; vocês sabem que João escreveu em um grego sui géneris) realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram (diz assim, em um passado perfeito ou pretérito perfeito) os que moram sobre a terra.
11 Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; 12 e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes (gerúndio): Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram. 13 Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu. 14 Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai”. Por esse verso 14 nos damos conta de que o segundo ai abrange inclusive o período em que está a besta, a grande tribulação: o testemunho dos profetas, a matança dos profetas, sua ressurreição, seu arrebatamento e o terremoto na cidade de Jerusalém; aí logo termina o segundo ai; ou seja que o segundo ai pertence a grande tribulação.

MEDINDO O TEMPLO DE DEUS

Voltemos sobre nossos passos. Vamos fazer uns pequenos comentários; queria também lhes dar alguns versos, que por causa do tempo não vamos alcançar a ler todos, mas os vou citar para que cada um o possa revisar na Bíblia. “1 Então (essa palavra, “então”, é a palavra grega “kai”, e, também) Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito:” Quando se faz o seguimento na Bíblia de medir alguma coisa, pôr uma medida, na Bíblia aparece medir em dois sentidos: às vezes se mede para separar para cuidado, e às vezes se mede para separar para julgamento; toda medida tem dessas finalidades; porque Deus é um Deus que não passa os limites que Ele estabelece. Quando tem que fazer alguma coisa, Ele a faz dentro dos limites; não é que vai a matar um, e mata cinqüenta, não; Ele faz as coisas como têm que ser feitas. Deus não se equivoca; nem sequer um cabelo de nossa cabeça perecerá, ou seja que Deus é exato. Aqui quando se diz: medir, medir algo é separá-lo para um objetivo; na Bíblia esse objetivo às vezes é uma separação para cuidado, para amparo; outras vezes é uma separação para julgamento. Pelo contexto teríamos então que determinar que classe de separação é esta.

“1 Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, (recordam que assim foi em Ezequiel, verdade?) e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram”.

Alguns intérpretes dizem que este é o templo no céu e que o pátio pertence à terra. Watchman Nee, por exemplo, diz isso, posto que ele aceitou a influência dE John Nelson Darby, o arrebatamento antes da tribulação; e Witness Lee seguiu a interpretação de Watcham Nee; então eles dividem este templo em duas partes: um terrestre e outro celestial. Outros intérpretes não podem dizer: ou é terrestre tudo, ou é celestial tudo; mas como vai ser uma parte terrestre e uma parte celestial? Deixemos, pois, assim esta palavra: o templo como templo e o altar como altar. Se este templo for o templo terrestre, então esta é outra profecia que mostra que o terceiro templo de Jerusalém tem que ser restaurado para a grande tribulação.

Lembrem-se de que em Daniel 9, nas setenta semanas diz que será tirado o contínuo sacrifício; pois para que o contínuo sacrifício esteja funcionando, o templo tem que ser restaurado.

Já Israel voltou a ser uma nação em 1948, já Jerusalém foi recuperada em 1967, já foi declarada capital eterna de Israel em 1980, mas ainda não pode restabelecer o exercício do culto porque não há o templo; assim se Daniel disser que o contínuo sacrifício seria tirado e estabelecida a abominação desoladora, quer dizer que o templo teria que ser restaurado. De fato, as informações que temos é que virtualmente está já pré-construído; têm todos os elementos, e o que estão esperando é o momento de armá-lo. Não só têm os elementos materiais, mas também há escolas sacerdotais onde há pessoas já treinadas para exercer outra vez o ministério aarônico; de modo que esta passagem de Apocalipse 11 nos dá a entender também que esse templo foi restaurado para que pudesse ser profanado pelo anticristo.

RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE JERUSALÉM

“1 Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram;
2 mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; (este “não o meças” quer dizer que a primeira medida era de proteção; entretanto, há um questionamento que fazer. Jesus disse: “Quando virem no lugar santo a abominação desoladora de que falou o profeta Daniel, posta onde não deve estar [que lê, entenda], então os que estejam na Judéia fujam aos Montes”. Ele não disse: Lugar Santíssimo, mas disse: Lugar Santo; ou seja que haveria uma abominação posta ali, de maneira que aqui a parte que é entregue para ser pisada, é o átrio de fora, ou seja, o átrio dos gentios) e eles pisarão a cidade Santa quarenta e dois meses”.

Em Lucas 21:24 o Senhor Jesus disse umas palavras que Lucas registrou da seguinte maneira: “Cairão a fio de espada, (vem falando de Israel, que recusou ao Messias) e serão levados cativos para todas as nações; (é o que aconteceu com o Israel, mas agora havia dito o Senhor em outras profecias que voltaria a trazê-los para sua terra; já os trouxe, mas diz mais) e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles”. Já foi pisada no tempo de Tito, mas aqui não diz que seria uma só vez; porque às vezes, quando o Senhor profetiza, dizendo: E estabelecerá a abominação desoladora, destruirão a cidade e o santuário, a gente diz: Bom, como o disse uma vez, acontece uma só vez; mas aconteceram várias vezes; assim quando Ele diz: “Jerusalém será pisada”, não está necessariamente dizendo que será uma só vez; Jerusalém será pisada, pode ser duas vezes, pode ser três vezes, pode ser cinco vezes. Foi com o Antíoco Epífanes, foi com o Pompeu, foi com o Tito, foi na revolução de Bar Cobcha, foi com Saladino, durante as Cruzadas várias vezes, foi ante os turcos, e foi com as próprias Nações Unidas quando a pôs como protetorado da Inglaterra; de modo que quando diz: Jerusalém será pisada, isso se cumpriu muitas vezes; claro que esta frase se diz uma vez, mas não está restringida a ser cumprida uma só vez; pode cumprir-se várias vezes. Diz ali Lucas: “e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se cumpram”; isso é quando o Senhor estabeleça seu reino, verdade?

HUMILHAÇÃO DOS JUDEUS DESCUIDADOS

Voltemos para Apocalipse 11:2; ali diz: “eles pisarão a cidade Santa”; Jerusalém será pisada pelos gentios. Em Isaías capítulo 29, há uma profecia também a respeito disto; ali aparece o nome de Ariel, porque a palavra Ariel significa: Leão de Deus. Se vocês virem o escudo de Jerusalém, tem um leão e duas oliveiras; é o leão da tribo de Judá, a cidade de Davi. Então por isso a Jerusalém lhe chamava Ariel, a cidade do leão de Deus. Então diz Isaías capítulo 29: “1 Ai de Ariel, da cidade de Ariel, em que Davi assentou o seu arraial! Acrescentai ano a ano, e sucedam-se as festas. 2 Contudo, porei a Ariel em aperto, e haverá pranto e tristeza; e ela será para mim como Ariel. 3 Porque te cercarei com o meu arraial, e te sitiarei com baluartes, e levantarei trincheiras contra ti. 4 Então, serás abatida, falarás de debaixo da terra, e a tua fala desde o pó sairá fraca, e será a tua voz debaixo da terra como a de um feiticeiro, e a tua fala assobiará desde o pó. 5 E a multidão dos teus inimigos será como o pó miúdo, e a multidão dos tiranos, como a pragana que passa; em um momento repentino, isso acontecerá. 6 Do SENHOR dos Exércitos serás visitada com trovões, e com terremotos, e grande ruído, e com tufão de vento, e tempestade, e labareda de fogo consumidor”. Assim que o Senhor profetizou realmente um assédio; não um, profetizou assédio terrível contra Jerusalém. É o mesmo que diz Daniel no capítulo 12.

A GRANDE TRIBULAÇÃO EM DANIEL

No capítulo 12, Daniel, já terminando sua profecia no 12, revela-nos algo em relação a isto. Leiamos do 11:31, que é onde se descreve em Daniel a grande tribulação. Em Daniel, a grande tribulação é descrita desde 11:31 até terminar Daniel 12; tudo isso descreve a grande tribulação; e como esse é o contexto do que estamos lendo aqui, diz: “31 Dele sairão forças (do anticristo; deste rei maligno que se vinha descrevendo antes) que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora”. “Profanarão o santuário”; quer dizer que o santuário estaria restaurado; “e a fortaleza”, e o contínuo sacrifício que se celebrava estaria funcionando. Então isso, diz, será profanado. Logo segue falando em todos esses versos deste anticristo, e retomamos a exegese no verso 36: “36 Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus”.

Aqui continua falando do anticristo; segue falando de como vão se juntar os exércitos; porque recordem que estamos na sexta trombeta. Ali na primeira parte da sexta trombeta, vimos essas nações, vimos esses exércitos, verdade? Isto continua neste ambiente aqui.

EXÉRCITOS GENTIOS CONTRA JERUSALÉM

Então diz aqui no versículo 39, falando desse anticristo: “39 Com o auxílio de um deus estranho (este deus estranho é Lúcifer, porque é o dragão o que dá poder à besta; esse é o deus estranho deste reino soberbo, que é o anticristo) agirá contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem, multiplicar-lhes-á a honra, e fá-los-á reinar sobre muitos, e lhes repartirá a terra por prêmio.40 No tempo do fim, o rei do Sul lutará com ele; (é o mundo muçulmano que se levanta contra o Ocidente chamado cristão, mas que realmente é anticristão) e o rei do Norte (é a Rússia e seus aliados) arremeterá contra ele com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará”. Aí é quando começam a confluir os exércitos; já confluem os exércitos ocidentais do anticristo, confluem para Jerusalém os exércitos muçulmanos, confluem os exércitos da Rússia e os aliados, e também menciona os do oriente, ou seja, os que víamos na sexta trombeta, que aparecem mencionados um Pouquinho mais adiante; e vamos ver também a confluência dos exércitos do oriente; ou seja, todos vêm para o Israel; começarão a vir contra Israel e Jerusalém será destruída; quer dizer, haverá terríveis coisas ali.

Então diz o verso 41: “41 Entrará também na terra gloriosa, (aí está, onde era que estavam os dois profetas? Estavam em Jerusalém; ou seja, que este personagem entrará na terra gloriosa) e muitos sucumbirão; (e diz quais escaparão de sua mão) mas do seu poder escaparão estes: Edom, e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom. (O que corresponde a Jordânia, a parte da Transjordânia, o que hoje é o país da Jordânia) 42 Estenderá a mão também contra as terras, e a terra do Egito não escapará. 43 Apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; os líbios e os etíopes o seguirão. 44 Mas, pelos rumores do Oriente e do Norte (aí está, essa é a invasão dos exércitos dos reis do oriente que diz aquela sexta taça, verdade?) será perturbado e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos. 45 Armará as suas tendas palacianas entre os mares contra o glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. Onde armará as tendas de seu palácio? Entre os mares; um é o Mar Grande chamado hoje Mediterrâneo, e o Mar Morto; também está o Mar de Tiberíades; ou seja no puro Israel. Ali Armará as tendas de seu palácio, “entre os mares e o monte glorioso e santo”; não no monte, mas aí perto; “mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra. 1 Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, (isso é a grande tribulação, tempo de angústia para Israel, ao redor de Jerusalém, em Jerusalém e em toda a terra) qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo”. Significa que tudo isso é a descrição da dor de parto máximo para que por fim Israel receba ao Messias, com o terremoto que acontece quando são arrebatados os profetas ressuscitados; aí começam já a dar glória, aí começa a conversão de vários dos israelitas para receberem ao Senhor. Então diz aqui em Daniel 12:1: “mas, naquele tempo, será salvo o teu povo”. Fixem-se em que a liberdade é precedida por uma tremenda angústia.

A DURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Voltemos para Apocalipse 11:2, onde diz que a cidade Santa será pisada. Essa é já a parte final, esta é já a sexta trombeta; não se refere aos cumprimentos tipológicos anteriores, a não ser ao cumprimento final; a cidade Santa será pisada quarenta e dois meses, e no verso seguinte diz: “3 Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco” é o mesmo que quarenta e dois meses.

Há sete versículos que expressam isto com palavras semelhantes ou
diferentes, mas se referem ao mesmo. Vamos à primeira menção deste período de quarenta e dois meses; é o mesmo que mil duzentos e sessenta dias; é o mesmo que tempo, que é um ano, tempos, dois anos, e a metade de um tempo, três anos e meio; é o mesmo que a segunda metade da semana setenta de Daniel; referem-se ao mesmo período.

Então vamos ver em Daniel 7:25, quando aparece pela primeira vez este período mencionado. “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo”. Em Daniel 9, onde está a profecia das setenta semanas, essa palavra semanas não se refere a semanas de dias; a palavra em hebraico é shabua, que se traduz em português septenário: não são sete dias, a não ser sete anos, é um septenário.

Então diz Daniel 9:26: “26 Depois das sessenta e duas semanas (já levavam as sete primeiras, logo essas sessenta e duas, já são sessenta e nove semanas das setenta profetizadas para Israel e Jerusalém) será morto o Ungido e já não estará; (porque ele morreu foi por nós) e o povo de um príncipe que há de vir (Roma) destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim (significa que Roma continua) será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas (aqui temos a série de guerras que houve desde Cristo até hoje). 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana...” É já a última, porque eram setenta, já vão sete primeiras, sessenta e duas depois, já são 69; falta uma, mas essa semana é depois do parêntese do versículo 26, porque a semana 69 termina com a morte do Messias.

Depois das 62 semanas com 7 que levava, são 69. “26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido”. Aí morre o Messias; o Messias morre quando se completa a semana 69; as sete primeiras e estas sessenta e duas depois; e logo o versículo 27 descreve a semana 70; mas o versículo 26 nos diz o que acontece a morte do Messias e o começo da semana número 70; esse período é a história do tempo dos gentios com predomínio de Roma. “e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana (esta é a semana setenta) na metade da semana, fará cessar (é uma semana de anos, é um septenário, não são sete dias, a não ser sete anos; a palavra é shabúa, traduz-se septenario) o sacrifício e a oferta de manjares”. Significa que o sacrifício e a oferenda estavam oferecendo-se, mas é feito cessar na metade da semana. Até aí Israel tinha sido admitido em sua religião, em sua particularidade, mas a partir daqui este anticristo quer ser o governante, e quer ser o deus de to’das as religiões; então já não permite mais que o Israel mantenha sua particularidade, nem os cristãos a sua.

SINAL DO INÍCIO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Então diz que o anticristo “fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares (durante a segunda metade da semana setenta, no último septenário, ou seja, três anos e meio; a metade da semana de sete, é três e meio) sobre a asa das abominações virá o assolador, (já é o período do anticristo mesmo em sua ferocidade) até que a destruição, que está determinada, (quando se derramarem as sete taças da ira) se derrame sobre ele”. As taças da ira são as que concluem a grande tribulação para julgar ao anticristo. Essa é a segunda menção desse período da metade de um septenário, três anos e meio.

É mencionado também em Daniel 12:7, quando aquele anjo que mencionamos na vez passada jurou que já não seria mais o tempo; quer dizer, no tempo do fim, pois o fim chega com esses três anos e meio da grande tribulação. “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, (um tempo é um ano) dois tempos, (já é plural, são dois) e metade de um tempo (três anos e meio). E quando se acabar a dispersão do poder do povo santo, (por isso os israelitas têm que voltar para sua terra e os cristãos têm que estar na unidade do corpo de Cristo) todas estas coisas serão cumpridas”. Cumprir-se-ão quando? Nos três anos e meio finais; será por tempo, tempos e a metade de um tempo; aí está em outra linguagem a mesma coisa que a metade final do septenário da profecia de Daniel.

De maneira, pois, que é este mesmo tempo o que aparece aqui em Apocalipse 11:2-3: “por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa. 3 Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco”. Em Apocalipse 12:14 também se fala do mesmo. “e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”.

Significa que este remanescente será guardado durante estes 42 meses, que é tempo, tempos e a metade de um tempo. Em Apocalipse 13:5 diz que a este anticristo lhe deu boca e falava grandes coisas e blasfêmias, e lhe deu autoridade para atuar quarenta e dois meses.

Então temos a citação de Daniel 7, Daniel 9, Daniel 12, as duas de Apocalipse 11, a de Apocalipse 12 e a de Apocalipse 13; sete menções; no 11 há duas menções; ou seja, são realmente sete menções deste período da grande tribulação.

IDENTIFICAMOS AS DUAS TESTEMUNHAS

Voltemos para Apocalipse 11:3: Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco”. O pano de saco na Bíblia tem um significado; há muitos versos que nos falam do pano de saco, mas que agora não teríamos tempo de ler; assim somente os vou ditar; os que os puderem copiar depois revisem para que façam o seguimento do que significa o pano de saco; significa luto, significa humilhação, significa tribulação. Tomem nota dos seguintes versículos: Jó 16:15; Gênese 37:34; 2 Samuel 3:31; 21:10; 2 Reis 6:30; Jeremias 4:8; 48:37; 49:3, Jonas 3:5; Mateus 11:21, e uma série de Salmos: Salmo 30:11; 35:13; Amós 8:10; Isaías 3:24; 15:3. Isto para resumir os versículos onde se fala do pano de saco de cilício. Se você tomar todos esses versos, entenderá o que significa o pano de saco; então estes dois profetas estarão vestidos de pano de saco. O pano de saco era o luto; ou seja, estarão vestidos de negro, quer dizer, estarão mostrando que Deus tinha razão e que esse é o tempo do julgamento.

Notem que aqui lhes chama “minhas duas testemunhas”. Deus havia dito que por boca de duas ou três testemunhas tem que constar toda palavra. Agora ao final Deus vai estabelecer estas duas testemunhas; estas duas testemunhas vão fazer os milagres que se diz na Bíblia que foram feitos por outros profetas. Por exemplo, Moisés castigou com pragas; eles vão realizar as mesmas pragas que fez Moisés. Elias também fez certos milagres, fechou o céu por três anos e meio; eles também fecharão o céu durante os dias de sua profecia; quer dizer que a pessoa incrédula que não acreditava nos milagres estará vendo estes profetas que falam as mesmas palavras do Antigo e do Novo Testamento, as mesmas palavra da Bíblia, os mesmos milagres acontecendo, inclusive quando os matarem. O Senhor ressuscitou ao terceiro dia e Lázaro já estava podre ao quarto dia; o Senhor disse que eles não o fariam ao terceiro, nem ao quarto, a não ser aos três e meio; ou seja, quando estavam a ponto de começar a apodrecer, quando já os outros haviam dito: olhem já são três dias, diz que Jesus ressuscitou ao terceiro dia, e eles não ressuscitaram; e aos três dias e meio ressuscitam às vistas de todos; como quem diz: vocês não acreditam na ressurreição, pois olhem; e isso até por televisão; porque aqui está profetizada a televisão; porque diz que em todas as nações o verão. Logo não acreditavam na ascensão? Pois vejam; foram arrebatados diante de todo mundo e o viram todas as pessoas. Antes de destruir realmente com as pragas finais, Deus dá testemunho muito claro. Olhem os mesmos milagres que fizeram antes; vocês que não acreditam em milagres, pois os estão vendo; que não acreditavam na ressurreição, estão vendo; que não acreditavam na ascensão nem no arrebatamento, estão vendo, Com isso Deus está dando todo o testemunho necessário para que ninguém fique sem desculpa. É uma coisa do amor de Deus. Graças a Deus, porque alguns depois disso deram glória a Deus.

AS DUAS OLIVEIRAS

Agora diz no verso 4: “São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra”. É interessante que aqui estas duas testemunhas são descritas como duas oliveiras e como dois candeeiros; ou seja que o testemunho deles é o mesmo testemunho da Bíblia, é o testemunho do Antigo e do Novo Testamento. As duas oliveiras aparecem mencionadas pela primeira vez em Zacarias capítulo 4; ali se refere naquela ocasião ao reino e ao sacerdócio; o reino representado em Zorobabel, e o sacerdócio representado em Josué filho do Josadaque, que eram as duas testemunhas.

Em Zacarias capítulo 4 há uma visão daquele candeeiro, que nesse tempo representa a incorporação do Senhor em Seu povo Israel; naquele tempo o candeeiro era Israel. Hoje em dia o candeeiro é a Igreja; ou seja, a Igreja representada na terra, em cada localidade. Em Zacarias capítulo 4, vocês vêem a visão. Diz no versículo 3 que junto ao candeeiro estavam as duas oliveiras. “3 Junto a este, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda”. Logo quando perguntou ao anjo o que é isto? respondeu-lhe: Não sabe o que isto? Então começou a lhe explicar: “6 Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, que diz: Não com exército, nem com força, a não ser com meu Espírito, há dito Senhor dos exércitos”.

Deus vai estabelecer Sua casa, que era o trabalho de Zorobabel, e por isso aparece o candeeiro, e junto a ele as duas oliveiras. Saltamo-nos um Pouquinho relativo a Zorobabel, e mais adiante, no verso 11 diz: “11 Prossegui e lhe perguntei: que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do candelabro?12 Tornando a falar-lhe, perguntei:...” Notem que primeiro perguntou pelas oliveiras em geral, mas logo precisou a pergunta aos ramos de oliveiras, ou filhos de oliveiras, que se pode traduzir também. “12 Tornando a falar-lhe, perguntei: que são aqueles dois raminhos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite dourado?” Este é o testemunho de Deus; o azeite como ouro é o Espírito, verdade? “13 Ele me respondeu: Não sabes que é isto? Eu disse: não, meu senhor. 14 Então, ele disse: São os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra”.

AS DUAS TESTEMUNHAS DE DEUS

Também em Apocalipse diz do Senhor, que são pessoas que vivem na presença de Deus. Naquele tempo a figura era Zorobabel, que era o ungido para o reino, e Josué filho do Josadaque o ungido para o sacerdócio; mas agora resulta que em Romanos 11 aparece uma oliveira representando a Israel, que é a oliveira natural, e a oliveira enxertada na oliveira natural, que é a Igreja. Então vemos que essas oliveiras representam também a essas duas testemunhas no sentido geral que tem o Senhor, que foram Seu povo Israel, testemunha de Deus, e a Igreja cristã, também testemunha de Deus; quer dizer que os dois profetas homens terão o testemunho que deu Israel, e que deu a Igreja.

O testemunho da Bíblia, do Antigo e do Novo Testamento, que sustentou em parte o Israel e em parte a Igreja; será o testemunho destes dois profetas finais. Por isso o Senhor não disse que somente eram profetas, mas sim os comparou com duas oliveiras, e os comparou com os dois candeeiros. Significa que o Senhor diz a Israel: vocês são minhas testemunhas. As demais nações eram politeístas, animistas; mas Israel é a nação testemunha de que Deus é Deus, que há um só Deus; e agora Deus diz a Sua Igreja: vós também dareis testemunho; agora a Igreja também é testemunho de Deus.

Na terra Deus deu testemunho por Israel e pela Igreja, e esse testemunho vai ser confirmado por estes dois profetas; não será um testemunho distinto, não será outra Bíblia; é a mesma palavra de Deus, mas então confirmada, fazendo os mesmos milagres e anunciando as coisas finais. Em Romanos 11 aparece a menção destas duas oliveiras; a respeito disso lemos em Romanos 11:16: “16 E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão. 17 Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, (estas oliveiras bravas se referem a que os gentios receberam a Cristo) foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira,, (esta outra oliveira é Israel, verdade?) 18 não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti.19 Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. 20 Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme. 21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará. 22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
23 Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo. 24 Pois, se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava, (ou seja os gentio) e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira, (esse era Israel, porque nesse tempo Israel era o que tinha o monoteísmo; as nações eram completamente pagãs) quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!” Significa que Israel ao fim receberá ao Senhor.

Então aqui estas duas oliveiras se referem a Israel e à Igreja; por isso quando diz em Apocalipse 11:4: “São estas as duas oliveiras, (o reino sacerdotal) e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra”, quer dizer que o testemunho destes dois profetas, porque são duas pessoas, será o testemunho da Igreja e de Israel; ou seja, o testemunho da Bíblia.

COM O PODER DE MOISÉS E DE ELIAS

Contínua o verso 5: “Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca”. Este fogo, que tipo de fogo é? Vamos ver em Jeremias 5:14, onde nos dá uma expressão para poder entender esta daqui de Apocalipse; ali diz da seguinte maneira: “Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus dos Exércitos: Visto que proferiram eles tais palavras, (qual foi a palavra que disseram? que Deus não fará nenhum mal, que não há palavra de Deus nos profetas, a não ser) eis que converterei em fogo as minhas palavras na tua boca (na de Jeremias) e a este povo, em lenha, e eles serão consumidos”. Este fogo é, pois, o fogo santo do Espírito, o fogo da palavra de Deus.

Apocalipse 11:5: “Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos (quer dizer que durante o tempo que estão dando seu testemunho, enquanto não terminem seu testemunho, ninguém pode tocá-los nem lhes fazer dano) sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer”.

Por exemplo, estão eles pregando na praça e há um franco-atirador que vai disparar neles, pois disparam ao franco-atirador; se alguém preparou a forca para eles, enforcam-no a esse alguém; se alguém lhes puser uma bomba, explodirá por bomba; ou seja, o que quiserem lhe fazer a eles, acontece-lhe a mesma coisa que queira fazê-lo; algo que as pessoas tentem fazer contra estas duas testemunhas, lhes vai acontecer o mesmo. “e se alguém lhes quiser fazer dano, é assim que ele deve ser morto.6 Estes têm o poder de fechar o céu, para que não caia chuva, (o mesmo que fez Elias, mas estes são os dois, já não é somente um) durante os dias da sua profecia; e têm poder de converter as águas em sangue, e de ferir a terra com toda a sorte de pragas todas as vezes que o quiserem”. O mesmo que fez Moisés. Por isso algumas pessoas dizem que será o próprio Elias e o próprio Moisés; outros dizem que serão Elias e Enoque, mas aqui não está dizendo que seja Elias.

Quando se profetizou a respeito de Elias em Malaquias, que o recolhe também o Eclesiástico, entretanto, não foi à própria pessoa de Elias, mas sim foi João o Batista; ou seja que João o Batista veio no espírito e poder de Elias; quer dizer, um ministério semelhante ao de Elias. João o Batista foi realmente Elias quanto ao ministério, mas não quanto à pessoa. Quando disseram a ele: Você é Elias? Ele respondeu: Não sou; porque ele era a pessoa de João, não a pessoa de Elias o tesbita; mas sim veio no poder de Elias.

TERÃO MINISTÉRIO SEMELHANTE AOS DE MOISÉS E ELIAS

Jesus disse: “Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram”. Assim é que estes dois profetas terão os dois juntos o ministério que tiveram Elias e Moisés; não que sejam Elias e Moisés. Aqui não diz que sejam Elias e Moisés; porque Elias fechou o céu, mas aqui os dois o fecharão; Moisés converteu a água em sangue, aqui os dois farão os milagres que fizeram estes dois grandes profetas do Antigo Testamento: Moisés, que representa a lei, e Elias, que representa os profetas; estes dois homens farão estas coisas. Eu não digo que seja o mesmo Elias, nem digo que esse é o mesmo Moisés, porque aqui não o diz; mas seu ministério é semelhante, como o ministério do João o Batista foi semelhante ao ministério de Elias. Agora, se forem, bons, podem sê-lo também, mas não necessariamente o restringe o texto; isso o deixa aberto; podem ser quaisquer dois homens de Deus que cumpram estes requisitos.

“Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem; (o que fez Elias, mas agora são os dois) e têm poder (os dois) também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem.
7 Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar...”, ao final dos três anos e meio; por isso a besta tem 1290 dias, como o diz em Daniel. Até quando durará a abominação desoladora? 1290 dias; mas quando terminarem 1260 dias, ou seja, quando estes terminarem seu testemunho, a besta os mata, e ficam 30 dias à besta, e depois 45 dias; como o diz Daniel, para um total de 1335 dias. Então termina a grande tribulação, logo vem a destruição da besta e o estabelecimento do reino dos céus; são três anos e meio, mas depois há um mês mais e logo 45 dias, quer dizer: 1335; 1260, 1290, mais 45; então quando terminam seu testemunho é quando os mata a besta.

“7 Quando tiverem, então, concluído o testemunho, (quanto profetizarão?, 1260 dias, três anos e meio) que devem dar, a besta que surge do abismo (o anticristo) pelejará contra elas, e as vencerá, e matará”. Não diz só que os matará, mas sim os vencerá; parece que tal será a classe de mentira deste personagem que pretende fazer-se Deus, utilizando toda a alta crítica contra a Bíblia certamente, usando religiões comparadas, usando parapsicologia, que deixará às pessoas calada; como quem diz: não haverá nada mais que dizer.

PODE SER QUE SEJAM CRUCIFICADOS

Também diz em Apocalipse 13:7 que o anticristo vencerá aos Santos. Os Santos já testificaram e creram no Senhor, mas para esse então os argumentos dos outros serão tão poderosos, que as pessoas crerão neles e não no Senhor; os outros simplesmente morrem.

O anticristo “pelejará contra elas, e as vencerá, e matará”. Não são a mesma coisa; são duas coisas “8 e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado”. Onde foi crucificado o Senhor? Em Jerusalém. Agora, o irmão Watchman Nee põe atenção a esta palavra “também”; não diz somente: onde nosso Senhor foi crucificado, a não ser “onde também nosso Senhor foi crucificado”. Nee diz que possivelmente estes dois profetas serão também crucificados, porque não diz somente onde nosso Senhor foi crucificado, a não ser “onde também nosso Senhor foi crucificado”; de maneira que ele entende que possivelmente crucifiquem a eles em Jerusalém. Jesus disse que não há profeta que não morra em Jerusalém.

“9 Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações (aqui está a profecia da televisão; porque não diz os de Jerusalém, os que estão na praça, a não ser os dos povos, tribos, línguas e nações) contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados”. A qualquer homem que morra dá Santa sepultura, mas a estes não; com estes querem gozar-se vendo seus cadáveres, três dias e meio.

“10 Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a terra”; porque eles diziam uma palavra e se cumpria; então imaginem.

Arrependam-se, ou se não, terremoto; arrependam-se, ou se não, gafanhoto; ou seja, estavam atormentados. “11 Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés”. Diz a Palavra que os vivos não precederão aos mortos na vinda do Senhor, e essa é a primeira ressurreição, a ressurreição para incorrupção que é o arrebatamento da Igreja; mas aqui pode ser como Elias foi arrebatado ao céu em seu corpo natural, Enoque foi arrebatado em seu corpo natural, Lázaro também ressuscitou, muitos ressuscitaram; isso quer dizer que esta ressurreição e arrebatamento destes profetas não anula a qualidade de primeira ressurreição já para glória dos Santos; podem ter ressuscitado e Deus pode fazer o que for. Fez-se com o Enoque, se o fez com Elias, pode-o fazer com estes dois; de fato isso diz: “depois de três dias e meio entrou neles o espírito de vida enviado Por Deus, e se levantaram sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram”. Os que estavam vendo o programa ao vivo e direto, assim como quando há uma guerra, todo o dia é anunciado; imaginem, todo mundo pendente.

“as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui.(não diz que só os dois profetas ouviram, não; a gente também) E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram”. O que este dizia, que Jesus Cristo tinha subido em uma nuvem, também estes; que ressuscitou, também estes; ou seja que, irmãos, Deus dá um testemunho tão claro que se já depois disto não acreditam, fica a última trombeta; aqui se acaba o segundo ai; depois já não há nada que fazer.

“13 Naquela hora, houve grande terremoto, (esse terremoto é local; refere-se à cidade de Jerusalém) e ruiu a décima parte da cidade, (tem que ter sido um terremoto muito grande; a metade da cidade da Armênia se derrubou) e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas; (o original grego diz: nomes de homens; não diz só em número, diz pessoas com nome; quer dizer, que os sete mil que morreram, é como dizer, os grandes; aqui diz homens; o grego diz: nomes de homens ou homens com nomes; ou seja, personagens importantes; imaginem se aqui o anticristo faz isto em Jerusalém, e diz que transladaria a tenda de seus palácios até lá, então quantos estarão da classe alta com o anticristo? Todos seus comparsas, verdade?) ao passo que as outras (aleluia!) ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu”. Possivelmente aqui começa a conversão dos judeus, aqui começa, porque estão em Jerusalém. “Deram glória ao Deus do céu”; aqui começam já a acreditar. Aleluia! Glorifica ao Senhor! Já começam a reagir.

“14 Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai.” Essa é já a sétima trombeta. Então vamos parar aqui, irmãos.

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