domingo, 7 de abril de 2013


Aproximação ao Apocalipse ( 48 )

A  B E S T A


“1 Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia” (Almeida RA). Apo. 13:1.
                    
Comentários de crítica textual

Vamos, irmãos, abrir a palavra do Senhor no livro do Apocalipse 13:1-10. Vamos considerar com a ajuda do Senhor os primeiros dez versículos no que corresponde à besta. Como estamos acostumados a fazer, vamos primeiro fazer uma leitura desta tradução que temos aqui a maioria de nós, reina e valera, revisão de 1960, e vamos fazendo os comentários próprios de crítica textual, para que esta leitura se ajuste um pouco mais ao grego. Realmente é pouco o que se terá que dizer desta vez, mas de toda forma vamos dizer. Em Reina-valera começa o capítulo 13 dizendo: “Parei-me sobre a areia do mar”; entretanto, são muito poucos manuscritos e tardios os que dizem: “Parei-me sobre a areia do mar”; e como diz: “Parei-me”, alguns aplicam a João. A maioria dos manuscritos, e os mais antigos dizem: “E parou”, falando do que vinha dizendo o capítulo 12 a respeito do diabo: “E o diabo parou sobre a areia do mar”; como quem diz, ele foi jogado à terra, então ele vai fazer na terra um trabalho. Qual é esse trabalho? Estabelecer o reino do anticristo; ou seja, o dragão dando seu poder e autoridade à besta. Então realmente essa frase, “E parou sobre a areia do mar”, poderíamos dizer que é o verso 18 do capítulo 12. O verso 1 do capítulo 13 começa assim: “1 E vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças; (no grego estão ditos primeiro os dez chifres e logo as sete cabeças) e em seus chifres dez diademas; e sobre sua cabeça, nomes blasfemos”.

Alguns versos dizem: “onoma”, em singular, e outros manuscritos dizem: “onomata”, ou seja, nomes, em plural. Os eruditos não sabem o que foi que aconteceu aqui; por que uns dizem “nome” e outros “nomes”; a maioria se inclinou pelo plural; mas temos que deixar assim porque ainda não há uma razão segura; então o melhor é pôr o “s” entre parêntese. A palavra “um” devemos tirá-la porque não aparece no grego; “onoma” ou “onomata”; as edições críticas põem a terminação “ta”, que é o plural, entre colchetes para indicar  que alguns manuscritos o dizem em plural e outros em singular; é difícil discernir qual dos dois é; é melhor deixá-los assim: “nome[s]”, com o “s” entre colchetes para dizer que diz assim: “nome[s] de blasfêmia”.

“2 A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. 3  Então (em grego não está a palavra “Vi”; não aparece o verbo “ver”; somente a preposição “kai”, ou seja a conjunção copulativa “Então”) vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; 4  e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? 5  Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias (a palavra mais exata é “grandezas”) e blasfêmias; e autoridade para agir quarenta e dois meses;
6  e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu “e” falta em muitos manuscritos antigos; parece que algum escriba pôs esse “e” para fazê-lo mais gramatical, mas não está em todos os manuscritos, a não ser em uns poucos, tardios geralmente. “7 E foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse”. Esta primeira parte do verso 7, que em Reina-valera está bem colocada, falta em alguns manuscritos; mas falta por uma razão que no espanhol não se nota, mas que no grego se nota qual tenha sido a razão; há umas palavras que terminam igual ao princípio e ao final da frase; então certamente quando o copista estava copiando viu o segundo final como se tivesse sido o primeiro final, e continuou desde o segundo final em diante e se saltou o que havia entre o primeiro final e o segundo; então por isso alguns manuscritos não têm essa frase: “Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse”; entretanto, muitos manuscritos antigos o têm, ou seja, que a falta em alguns se explica pelo engano do copista ao ver o final de uma palavra em grego parecida com o outro final, então acreditou ter copiado o que havia entre o primeiro final e o segundo final; isso acontece às vezes entre os copistas. “Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação;
8  e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujo nome não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Vocês se deram conta de que me saltei o “s” de nome; também tem manuscritos que têm o plural, mas os mais antigos o dizem em singular; mas como havia dito “e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra”, o qual é plural, então alguns escribas quiseram adaptá-lo ao plural e lhe puseram “cujos nomes”; mas João o diz personalizado, “cujo nome”, o de cada um, “cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
9  Se alguém tem ouvidos, ouça.

10 Se alguém a cativeiro...”; assim o disse João; a palavra “levar” é um verbo adicionado pelo tradutor e também por alguns copistas, mas não aparece nos manuscritos antigos. “10 Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai; (e fixem-se na frase seguinte que também tem manuscritos que o dizem de outra maneira; há como doze variantes a respeito da segunda frase do verso 10) se algum morto a espada, a espada deve ser morto”. Diz “morto”, não diz “mata”; em Reina-valera diz “se algum mata”; então alguns manuscritos tratam de acomodar “Se alguém morto”, porque o sentido pode ser diferente aqui; então aqui neste verbo sim temos que ter em conta que há versículos que respaldam uma interpretação, e versículos que respaldam a outra.

Dois sentidos de tradução

Por exemplo, em Jeremias 15:2, há uma expressão muito semelhante a que mencionei; “Se algum morto a espada, a espada deve ser este morto, parece estranho, mas olhem o que diz 15:2, que é dessa maneira semelhante: “Quando te perguntarem: Para onde iremos? Dir-lhes-ás: Assim diz o SENHOR: O que é para a morte, para a morte; o que é para a espada, para a espada; o que é para a fome, para a fome; e o que é para o cativeiro, para o cativeiro”. Então, se alguém a cativeiro, a cativeiro; se alguém morto, morto; então, uma interpretação no grego dá o sentido de 15:2; é como quem diz, que merece ir cativo, vai cativo; que merece morrer, morrerá; esse é um sentido, como diz aqui o 15:2 de Jeremias, que a morte, a morte, e logo diz o que a cativeiro, a cativeiro. Mas também há outro sentido, que é o que traduziram aqui em Reina-valera, que é semelhante a Mateus 26:52; vejamo-lo para que possamos saber que os manuscritos se dividem nestes dois sentidos, e é bom saber os dois; são palavras do Senhor Jesus que disse: “Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão”.

Este é outro sentido; se você levar cativo a outra pessoa, você vai ser levado cativo; se você mata com ferro, com ferro morrerá; esse é outro sentido; então Reina-valera o traduziu no sentido de Mateus 26:52, possivelmente vendo o que dizia; mas outros manuscritos, e parece que são a maioria e os mais antigos, dizem de outra maneira, no sentido de Jeremias 15:2: “O que é para a morte, para a morte; o que é para a espada, para a espada; o que é para a fome, para a fome; e o que é para o cativeiro, para o cativeiro”; então vos digo para que os irmãos conheçam que existem essas duas classes de manuscritos; inclusive há alguns que tratam de fazer acerto entre os dois; e eu acredito que se o Senhor deixou assim ambíguo, as duas coisas têm razão: o que tiver que ir em cativeiro vai em cativeiro; que tiver que ir à morte, morrerá; mas também, se alguém matar, a espada deve ser morto; se alguém levar em cativeiro, vai em cativeiro. Isto é aqui o que vamos estar considerando hoje relativo à besta. O que for relativo à “outra besta”, na graça de Deus, consideraremos depois.

A besta do mar

Então vamos voltar sobre nossos passos e vir considerando este personagem e este império. Digo as duas coisas posto que o personagem é cabeça de um império e nos fala das duas coisas, tanto do império como de sua cabeça. O verso 1 começa: “1 Vi emergir do mar uma besta”; a palavra “kai” “E vi subir ( emergir)”, é uma palavra de relação; ou seja, não começa sem a palavra “e”, mas a palavra “e” relaciona o verso 18 do capítulo 12 com o verso 1 do capítulo 13; no verso final havia dito: “E parou (o diabo) sobre a areia do mar”; quer dizer que o capítulo 12 nos deixou uma expectativa: o diabo foi jogado à terra, perseguiu à mulher, a terra ajudou à mulher; O diabo foi fazer guerra contra a descendência dela, ele sabe que tem pouco tempo, e parou sobre a areia do mar; ou seja, ele ao cair sobre a terra tem um trabalho; parou-se sobre a areia do mar.

Alguns intérpretes, como o irmão Watchman Nee e outros com ele, pensam que se refere às praias do Mediterrâneo em frente a Israel; porque no Antigo Testamento, quando se falava da terra, referia-se a Israel; embora estejamos aqui no Novo Testamento; digo-o para o que quiser considerar dessa maneira. Então nesse contexto: “E vi subir do mar...”; em outras passagens diz que o dragão deu seu poder à besta; ou seja, foi um trabalho satânico. É o que o apóstolo  Paulo chama pelo Espírito Santo: o mistério da iniqüidade; este mistério é a operação de Satanás com seus demônios para ir preparando a plataforma de um governo mundial draconiano, satânico; então por isso esse “E”.

O mar são as nações do mundo

1E vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças”; foi nessa ordem que João disse. Isto recorda a Daniel capítulo 7; vamos ver ali essas expressões similares em Daniel. Vocês sabem que este mar de onde surgem as bestas, onde se senta a prostituta, refere-se às nações do mundo; como diz Apocalipse 17:15: “Falou-me ainda: As águas que viste, onde a meretriz está assentada, (recordemos que esta é a prostituta que estava sentada sobre estas águas, e também sobre a besta) são povos, multidões, nações e línguas”. Aí diz que essas águas onde se senta a prostituta são povos, multidões, nações e línguas; mas ao princípio havia dito que a prostituta era trazida pela besta; de maneira, pois, que o mar se refere aos gentios, às nações, aos povos.

Podemos ver isto em em Daniel 7; por isso recomendei aos irmãos que antes de que começássemos o Apocalipse, estudássemos a Daniel, porque especialmente este capítulo 7 de Daniel tem muita relação com o capítulo 13 de Apocalipse. Daniel é supremamente necessário. Daniel 7:2: “2  Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande .Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.”. Aí começa a descrever a primeira besta, que era semelhante, como diz aqui, a um leão com asas de águia; a segunda semelhante a um urso; já vai aparecer o urso; a boca de leão aparece em Apocalipse 13, os pés de urso aparecem em Apocalipse; a terceira, diz: “Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, (o leopardo também aparece em Apocalipse 13) com quatro asas de aves”; se dão conta? Estas bestas representam os impérios; isto interpretou Daniel neste mesmo capítulo; teremos que pôr atenção a isto. Então olhemos a interpretação em Daniel em 7:16:

Quatro grandes impérios mundiais

“16 Cheguei-me a um dos que estavam perto e lhe pedi a verdade acerca de tudo isto. Assim, ele me disse e me fez saber a interpretação das coisas:
 17  Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra.
18  Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade.”. Irmãos, estes dois versículos do capítulo 7 de Daniel, o 17 e o 18, são extremamente importantes para poder interpretar Apocalipse, porque se não interpretarmos Apocalipse nos mesmos termos que Daniel, podemos nos equivocar. Muitas pessoas interpretaram estes reis, estas cabeças e estes chifres pondo nomes pessoais, dizendo: Nero, Domiciano, Tibério, Calígula e qualquer desses imperadores; mas se nós formos interpretar cada chifre ou cada besta como uma pessoa, não vai haver o cumprimento da palavra, porque olhem o que acabamos de ler em Daniel 7:17-18: “17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra.”. Se esta  palavra “reis” significasse quatro pessoas, já teria se cumprido no próprio império babilônico; porque Nabucodonosor foi um, Evil-Merodaque  foi outro, Nabonido foi outro, Belsasar foi outro; então já no tempo de Babilônia já teria vindo o reino de Cristo; mas fixem-se em que Nabucodonosor é o rei de Babilônia, Nabonido segue sendo o rei de Babilônia, Belsasar segue sendo o rei de Babilônia; logo Ciro era o rei da Pérsia, seu filho Cambises era o rei da Pérsia, Smerdis Bardilla, sucessor do Cambises, era o rei da Pérsia, Darío Hispastes era o rei da Pérsia; ou seja que não se pode pôr uma pessoa a não ser um ofício de rei. Por exemplo, se nós dissermos: João Paulo II é o Papa, João Paulo I é o Papa, Paulo VI, João XXIII é o Papa, Pio XII é o Papa; cada um desses homens ocupa uma posição de rei; então não é uma pessoa, a não ser um título de rei ocupado por muitas pessoas que são o mesmo rei.

 Se não interpretarmos dessa maneira, não vai enquadrar Apocalipse, não vai enquadrar Daniel; mas fixem-se no que acabamos de ler: “Estas quatro grandes bestas são quatro reis”; ou seja, que aqui não se refere a quatro pessoas, mas sim cada um destes reis é a cabeça de um império; o império babilônico é um império governado por um rei que em um tempo foi Nabucodonosor, em outro tempo foi Nabonido, em outro tempo Belsasar, enfim, é o reino de Babilônia.

Depois que caiu o império babilônico, veio o império Medo-Pérsa, dirigido por Ciro o Persa, mas Ciro o Persa era rei da Pérsia, e Cambises seu filho era o rei da Pérsia, e Darío Hispastes foi o rei da Pérsia. Depois veio Alexandre o Grande, que era o rei da Grécia, mas logo esse império foi quebrado em quatro, então os generais dele dividiram o reino; por isso não podemos tomar esta palavra “quatro reis” como quatro pessoas, mas sim como quatro impérios. Quais são esses quatro impérios? Primeiro: Babilônia; segundo: medo-persa; terceiro: o império grego; quarto: o império romano, que é o último; e logo diz no verso 18: “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade.”. Significa que este é o Milênio; quer dizer, que a quarta besta, Roma, chega até o final; assim temos que interpretar Apocalipse, conforme Daniel, ou se não, vamos parar quem sabe em outro lugar. Havendo, pois, examinado cuidadosamente Daniel capítulo 7, agora voltemos para Apocalipse.

Roma, a quarta besta

Apocalipse diz que esta besta que subia do mar tinha dez chifres e sete cabeças, e em seus chifres dez diademas; e sobre suas cabeças, nomes de blasfêmia; e no verso 2 descreve esta besta com traços das bestas anteriores; cada uma dessas bestas, seja o leão, seja o urso, seja o leopardo, todas são bestas, mas não são bestas iguais, têm características diferentes. Por exemplo, o urso é uma besta lenta mas esmagadora, em contrapartida o leopardo é uma besta veloz; mas aqui esta última besta, ou seja o quarto reino do Daniel 7, que é Roma, é uma mescla das três bestas anteriores; Recordemos o que havia descrito ali em Daniel 7 que não leremos agora, mas que vocês recordarão, que nessa quarta besta saíram dez chifres, e que de entre esses dez chifres saiu um chifre pequeno que falava basfêmias, que é o anticristo, que é a besta final; ou seja que a última civilização, a civilização de Roma para cá, essa civilização continua com a história do Ocidente e com influência do Ocidente no mundo; é a mesma quarta besta da qual fala Daniel. Daniel diz que são quatro reis, e depois do quarto vem o reino dos Santos do altíssimo. Vemos que esse quarto reino é Roma, que abrange toda a história desde Cristo para cá; porque os Macabeus pediram auxílio a Roma, os romanos venceram aos Selêucidas, aos Antíocos, aos Ptolomeus, e eles dominaram o que era a Palestina, Síria, o norte da África, Europa; chegaram inclusive até a Inglaterra, Espanha. Vários dos imperadores, como Adriano e Tibério, eram espanhóis. Vemos, pois, que o império romano permanece, mudando no final em dez chifres; e logo depois dele, não de outro, mas sim da quarta besta, surge o anticristo; de maneira que não podemos deixar aqui de ver o desenvolvimento da história da chamada civilização ocidental começando na Europa onde esteve o império romano antigo.

O globalismo das civilizações

Então diz Apocalipse 13:2: “2 Esta besta que vi era semelhante a um leopardo”; vimos em Daniel 7 que o leopardo se referia ao império grego; ou seja que a influência da civilização grega, a do leopardo, estaria na besta final, ou seja na civilização do tempo do fim; notem, o pensamento ocidental é o pensamento grego; o pensamento romano absorveu o pensamento grego, a filosofia grega, a mitologia grega; então vemos a influência da Grécia, da filosofia grega. Qual cultura que chamam de a base do ocidente, além disso, do cristianismo? Dizem os historiadores que é a Grécia. Então vemos que o corpo, a besta em geral, era semelhante a um leopardo, “e seus pés como de urso”, ou seja, o que vinha do dualismo persa que era esmagador. Os persas eram dualistas, o masdaísmo de Zoroastro, o bem e o mal mesclados; essa uma mescla do bem e o mal; também aparece nesta besta final; “e sua boca como boca de leão”; o leão corresponde a Babilônia; damo-nos conta de que é a grande Babilônia a que constitui o falar da besta final. Observamos que a civilização final é uma síntese das civilizações anteriores. Babilônia deixou sua influência, Pérsia deixou sua influência, Grécia deixou sua influência, e todas essas influências se vão mesclando; e essas civilizações no passado eram bem definidas, mas ao final é um ecletismo, uma mescla de todas essas influências, um humanismo, um globalismo; tudo aparece misturado nesta civilização final, nesta besta final. Os dez chifres que aparecem ao final, são os que tinha profetizado Daniel. Daniel havia dito que da quarta besta iam sair dez chifres, e que desses dez chifres ia sair o chifre do anticristo. Agora, a besta é todo o império, mas o anticristo é seu personagem governante final; houve outros governantes que trabalharam em função da plataforma do anticristo; o mistério de iniqüidade trabalha para entregar à besta o reino do mundo; o Senhor o permitirá quarenta e dois meses, e depois os reino do mundo serão de Cristo, mas o diabo terá permissão, e a besta terá permissão, foi lhe dado autoridade; ninguém a pode tomar por si só, se o Senhor não a dá. Deus lhe deu permissão; Satanás apresentou outro ponto de vista distinto ao de Deus, e Deus lhe deu permissão para que mostre seu outro ponto de vista, pra ver o que é  que ele tem a oferecer; e olhem o que foi o que ofereceu.

Depois de que Deus lhe permite chegar ao limite, então o julga, mas não o julga sem lhe permitir chegar ao limite. Quando os transgressores chegam ao limite, então o Senhor atua.

Os dez chifres surgem da quarta besta

Aqui diz que esta besta tinha sete cabeças e dez chifres. Significa que o reino mundial final da besta, do anticristo, será um reino globalista, que resumirá ou subsumirá todas as influências das civilizações anteriores de uma maneira eclética, globalista. Quais foram no passado os impérios que estiveram anteriores a João? Analisemos o que diz João em Apocalipse 17, onde volta a falar disto; vejamos o que está dizendo no verso 3: “E me levou no Espírito ao deserto; e vi uma mulher sentada sobre uma besta escarlate cheia de nomes de blasfêmia, (aqui aparece outra vez o plural) que tinha sete cabeças e dez.  Estes chifres são a civilização humana mundial, o globalismo humanista luciferiano, e a todos reunidos em um poder final que tem autoridade sobre toda tribo, língua, povo e nação. Então diz aqui que esta besta tinha sete cabeças e dez chifres, porém mais adiante explica no verso 7: “7 E o anjo me disse: por que te admirastes? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem as sete cabeças e os dez chifres. 8 A besta que vistes, era, (já foi antes de João) e não é; (não era ainda em tempo do João) e está para subir do abismo (isso é já quando o anticristo por fim aparecer) e caminha para a destruição”; logo no verso 9, diz: “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada”. A mulher é Roma. Roma era a cidade que reinava no tempo do João. Em 17:18 diz: “E a mulher que vistes é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”. Quando João estava profetizando, a cidade que reinava sobre os reis da terra era Roma, e Roma é a quarta besta, e da quarta besta é que surgem os dez chifres, e da quarta besta é que surge o anticristo; então é o império romano mas revivido, modificado, recondicionado para o tempo do fim.

Revelando as sete cabeças e os dez chifres

Então aqui nos damos conta de que esta mulher é Roma. “9 Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada”. Há uma cidade no mundo que está construída sobre sete Montes que se chamam os Montes palatinos; cada um tem seu nome próprio, e essa é Roma; um montes desses é o Vaticano. Roma é uma cidade que está se localizada sobre os sete Montes palatinos; mas esses Montes físicos representam também Montes que são impérios. Já uma vez estudamos esses Montes. “10 E são sete reis (são sete Montes e são sete reis). Cinco deles já caíram”; para o tempo de João, cinco impérios já tinham passado, já não eram mais impérios. Quais eram esses impérios anteriores a João? O império egípcio, o império assírio, o império babilônico, o império medo-persa e o império grego; mas agora estava no tempo de João; cinco já caíram, esses são os impérios antes de João; um existe, ou seja, Roma; e o outro ainda não veio. Qual é o outro? É o reino dos dez chifres, o reino dividido. Vocês sabem que à estátua que viu Nabucodonosor em sonhos e Daniel interpretou, das duas pernas, que era o império romano do Oriente e Ocidente, saem-lhe dez dedos, e aos dez dedos lhes chamou um reino dividido, que fariam alianças mas não se juntariam, como hoje vemos que é a Europa e os países sob a influência européia. Que idioma se fala no resto do mundo? Se não o que se falar na Europa. O que se fala na Indonésia? Fala-se também o holandês; como nas Filipinas se fala também o espanhol, e se falam outros idiomas, mas foram colonizados por holandeses.

América foi colonizada por ingleses, por espanhóis, por portugueses, às vezes também por holandeses, um pouco franceses; quase todas as nações da África falam inglês ou francês; ou seja, que a influência da Europa esteve exercendo-se sobre o resto do mundo. Por isso, embora o reino do anticristo comece na Europa, sua influência abrange o mundo, porque lhe foi dado autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação; então começa na Europa.

Da quarta besta de Daniel 7 saem dez chifres, e dentre esses sai o anticristo; e aqui diz  que o que existe é (Roma), cinco caíram (Egito, Assíria, Babilônia, Medo-pérsia e Grécia), e o outro ainda não veio. Qual é este outro? É o dos dez; esse outro reino é o reino dividido; ou seja, o que se chamaria voltar outra vez a reviver a Europa.

Vocês sabem que houve uma Roma pagã que caiu pelos bárbaros, mas se restaurou pelo catolicismo, e o império romano voltou a ser revivido e dominante; é o império romano desde Carlos Magno; e essa civilização ferida voltou a levantar-se; e agora, outra vez a Europa quer voltar a governar. Sabem que está propondo a Europa ao Mercosul? Que a moeda do Mercosul seja o euro; a do Paraguai, do Uruguai, da Argentina, do Chile, do Brasil; que seja o euro. O que quer dizer isso? Que o mundo europeu, onde está a sede da besta, está querendo envolver a todas as nações da terra; estão enviando embaixadores a misturar-se no mundo, e todo o assunto da abertura econômica, todo o assunto da interdependência econômica, todo isso é para unificar o mundo para Satanás e para o anticristo.

Os dez reino do mundo

Segue dizendo Apo. 17:10: “e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.”. Por que? Porque estes dez chifres que saem da besta, que quando vivia João, pêra a época de Roma, mas não estava o reino dividido dos dez chifres; mas eles por uma hora não mais exercerão autoridade pela besta. Se tomarmos um dia por mil anos, uma hora são como quarenta e um dias, ou seja, mês e meio; quer dizer, breve tempo reinarão estes dez chifres que darão seu poder e autoridade à besta; mas olhem o que diz no verso 11: “A besta que era, e não é, é também o oitavo”; ou seja que sai dentre os sete; então esses dez chifres que aparecem aqui em 13:1 que estamos olhando, referem-se aos dez dedos dos pés da estátua, ou aos dez chifres da quarta besta de Daniel 7. A saída dos dez chifres significa que se refere ao estado atual do mundo imediatamente antes do governo do anticristo. Notem que embora a Europa tem muitos países, e agora estão incorporando Eslovênia, Eslováquia, Lituânia, Letônia, Polônia e República Tcheca, são como 25 os que vão ser agora a União Européia; entretanto, só têm dez vice-presidentes; Beneluz é a Bélgica, Holanda e Luxemburgo, mas é só Beneluz; os países bálticos: Estoniana, Letônia, Lituânia, é o báltico; são dez vice-presidentes; mas a coisa não fica na Europa porque o objetivo é o mundo inteiro; porque diz que foi lhe dado autoridade sobre toda tribo, língua, povo e nação.

Os que planejam o governo do mundo o subdividiram já em dez; o mundo inteiro em dez reino; inclusive os chamam reino: o número 1, consideram-no os Estados Unidos com o Canadá; o número 2, a Europa Ocidental; o número 3, Japão e os tigres da Ásia; logo seguem os países da Austrália; logo os países da Europa Oriental, os países da América Latina, os países da África, enfim, agrupando os países em dez blocos, uma federação de dez reino. Já esse é o plano; eu tenho na biblioteca o projeto de constituição do planeta terra onde têm o mundo dividido em dez grandes seções; cada seção agrupa aos países semelhantes, como a América Latina está agrupada em um, certos países da África negra agrupados em outro, os do África Árabe e muçulmana agrupados em outro, e assim são dez grupos de países que eles chamam reino, e que é o plano para o governo mundial. É um documento que circula entre as elites altas, que nós o obtivemos porque nosso irmão Fernando Ns, que é um servo do Senhor, conseguiu trabalho como tradutor na cúpula da terra quando esteve Bush lá, e lá circulou esse documento, que era o projeto de constituição do planeta terra; um mundo único. Ele obteve cópia, e a obtivemos. O mundo dividido em dez. Apesar dos múltiplos países, agora há na Europa dez vice-presidentes, ou seja os dez sub do próximo governante; mas como eles não vão governar só sobre a Europa, a não ser sobre toda língua, tribo, povo e nação, então estamos vendo que esses dez se projetam para toda a humanidade, e já esse projeto existe. Não vão se confundir quando vocês virem 23, 26 países na Europa; os vice-presidentes são só dez, e sua influência é mundial, e o mundo está dividido em dez partes; é uma federação de porções, e essas porções são 10; então aqui aparecem os dez chifres, uma besta que tinha dez chifres. As sete cabeças no passado se referem aos impérios passados, mas todos esses impérios passados têm sua influência eclética no final, e também hoje para o final vemos que são sete os grandes países que dirigem o mundo. Chamam-lhes G-7, os grandes sete; eles estão representando a civilização mundial; ou seja, da influência anterior aparecem sete personagens representativos ali e aparecem sete com um oitavo que é o Presidente da Comissão Européia; mas ele não é de nenhum país. É muito curioso, pois, que até a política atual está com a sombra profética.

O governo da besta

Sigamos lendo no Ap. 13:2b: “E o dragão lhe deu seu poder e seu trono, e grande autoridade”; foi o próprio diabo; isso dizia também Daniel 11, de onde provém o poder desse anticristo. Em Daniel capítulo 11 vocês podem fixar-se em quando começa a descrever o período da grande tribulação, o governo do anticristo, do verso 31,  que diz: “31 E se levantarão de sua parte tropas que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício e porão a abominação desoladora”. Do verso 31 começa a descrição do governo da besta, do anticristo. “32 Con lisonjas seduzirá aos violadores do pacto; mas o povo que conhece seu Deus se esforçará e atuará”. Isso é o que nos toca fazer .

“33 Os sábios entre o povo ensinarão a muitos; todavia, cairão pela espada e pelo fogo, pelo cativeiro e pelo roubo, por algum tempo; o que mais adiante diz: Foi lhe dado permissão de fazer guerra contra os Santos e vencê-los; então diz aqui quatro coisas; terá que estar com o coração preparado para suportar qualquer destas quatro, dois, três ou as quatro juntas. Quais são essas quatro? Espada, fogo, cativeiro e roubo. “34 Ao caírem eles, serão ajudados com pequeno socorro; (diz que à mulher foi dado duas asas da grande águia para fugir ao deserto onde é sustentada por três anos e meio) e muitos se juntarão a eles com lisonjas”. Aí está o perigo. “35 Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado”. São três anos e meio. “36 E o rei (este é o anticristo) fará sua vontade, e se ensoberbecerá, e se engrandecerá sobre todo deus; (assim dizia Paulo também em 2 Ts. 2) e contra o Deus dos deuses falará maravilhas, e prosperará, até que seja consumada a ira; (quer dizer, até que recebam as sete taças da ira) porque o determinado se cumprirá. 37 Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao desejo de mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá. 38 Mas honrará no lugar dos deuses (note a quem) ao deus das fortalezas, deus que seus pais não conheceram; o honrará com ouro e prata, com pedras preciosas e com coisas de grande preço. 39 Com o auxílio de um deus estranho, agirá contra as poderosas fortalezas, (esse deus alheio é o dragão, é Satanás) e aos que o reconhecerem, multiplicar-lhes-á a honra, e fá-los-á reinar sobre muitos, e lhes repartirá a terra por prêmio. Essa é a descrição da besta, do anticristo. Como coincide perfeitamente essa descrição com o que diz aqui em Apocalipse 13!

Com poderes satânicos

Olhemos outras partes de Daniel. Daniel 8:24: “24 Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo”. Como dizem que os Santos não passarão a tribulação se está profetizado que o anticristo perseguirá os Santos na tribulação? “25 Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos (sem aviso, quer dizer, será necessário vigilâcia) e se levantará contra o príncipe dos príncipes, (o que dizia Apocalipse? Que se reúnem contra o Cordeiro) mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.”; ou seja, pelo Senhor. Daniel 7:8,20 fala desse engrandecimento: “8 Enquanto eu contemplava os chifres”; se refere aos dez chifres da quarta besta, que é Roma, ou seja, é a civilização que se desenvolveu depois de Roma, que se unirão em um acordo, o reino dividido para  dar seu poder à besta. “8 Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; (por isso ficam só 7 no final) e eis que neste chifre (o anticristo) havia olhos como de homem, (ou seja, que olhava) e uma boca que falava grandes coisas”. Essa é a característica do anticristo, a jactância, a sabedoria mundana, conhecendo para-psicologia, conhecendo crítica da Bíblia, conhecendo quem sabe quantas coisas; as pessoas ficarão bobas, falará grandes coisas.

Perseguição contra os Santos

O versículo 20 diz: “e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros. Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles”. Se refere à perseguição dos Santos pelo anticristo. Então quando explica aparece no versículo 24: “24 E os dez chifres significam que daquele reino se levantarão dez reis; (da quarta besta, de Roma, levantar-se-ão dez reis, ou seja, os líderes europeus que dirigem a economia mundial) e atrás deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e a três reis derrubará. 25E falará palavras contra o Altíssimo, e aos Santos do Altíssimo quebrantará e pensará em trocar os tempos e a lei; e serão entregues em sua mão até tempo, e tempos, e meio tempo”.

São os três anos e meio, os 42 meses, os 1260 dias da grande tribulação. “26 Mas se assentará o Juiz, (esse é Cristo) e lhe tirarão seu domínio para que seja destruído e arruinado até o fim, 27 e que o reino, e o domínio e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu, seja dado ao povo dos Santos do Altíssimo, (esse é o Milênio, e a nova terra e o novo céu, a Nova Jerusalém) cujo reino é reino eterno, e todos os domínios lhe servirão e obedecerão”. Então vimos em Daniel 7, em Daniel 8 e em Daniel 11 que se fala deste personagem blasfemo. Agora olhemo-lo em 2 Tessalonicenses 2: “1 Mas com respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e nossa reunião com ele, rogamos-lhes, irmãos, 2 que não lhes deixem mover de seu modo de pensar, (não terão que pensar distintamente) nem se turbem, nem por espírito, nem por palavra, nem por carta como se fora nossa (nem por profecias, nem por outras coisas), no sentido de que o dia do Senhor está perto. 3 Ninguém lhes engane de nenhuma maneira”. Aqueles que lhes estão dizendo que não vão sofrer nada, estão vos enganando, estão vos desarmando.

Pedro diz que posto que Cristo padeceu por nós na carne, também nos armemos  do mesmo pensamento; se não estarmos armados com a disposição a sofrer, estamos desarmados; e quando nos diz que não vamos sofrer nada, estão-nos enganando.

 “3 Ninguém vos engane de nenhuma maneira; porque não virá (não virá o Senhor e nossa reunião com o Senhor não ocorrerá) sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho de perdição, (esse é o anticristo) o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto; isso dizia Daniel 7, 8, 11) tanto que se assenta no templo de Deus, fazendo-se passar Por Deus”. O mesmo anticristo que descreve Daniel, descreve-o Paulo em 2 Ts. 2. “5 Não se lembram que quando eu estava ainda com vós, dizia-lhes isto?” Significa que Paulo lhes pregava a respeito das profecias de Daniel.

O tempo da manifestação do homem de pecado

“6 E agora vós sabeis o que o detém”; agora está Roma, e enquanto está Roma não podem vir os dez chifres e o anticristo; agora está Roma, mas Paulo não podia dizer : Roma vai cair, então ele fala em códigos: “vós sabeis o que o detém, (porque conheciam as profecias de Daniel) a fim de que ao seu devido tempo se manifeste”. E então aparecerá ao seu devido tempo, não enquanto está Roma; a Roma têm que sair dez chifres, e depois o chifre blasfemo; enquanto isso está na época Roma. Vocês sabem o que está detendo esse filho de perdição? É que esta na época de Roma.

 Sabem que dizia Tertuliano? Tertuliano dizia: Temos que orar pelo império romano, porque quando ele caia, vem o anticristo; assim lhe dizia Tertuliano aos irmãos.

Continuamos em 2 Tessalonicenses 2:7: “7 Porque já está em ação o mistério da iniqüidade; (já está operando, mas ainda não está revelado o anticristo) só que há quem  o detém, (enquanto está o reino de Roma não podem sair os dez chifres e o outro chifre) até que ele à sua vez seja tirado de no meio”. Quando Roma for tirado de no meio. “8 E então se manifestará aquele iníquo, a quem o Senhor matará com o sopro de sua boca, e destruirá com o resplendor de sua vinda; (vêem? não por mão humana) 9 iníquo cujo advento é por obra de Satanás, com grande poder e sinais e prodígios mentirosos, 10 e com todo engano de iniqüidade (cuidado!) para os que se perdem, por quanto não receberam o amor da verdade para ser salvos. 11 É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, 12 a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça”.

Tempos de apostasia

Então aqui claramente Paulo o descreve: “ninguém vos engane”; surgirá um personagem mundial sinistro; mas já há gente falando da pós-modernidade, do pós cristianismo, a apostasia, inclusive teólogos falando da  morte de Deus, negando a Bíblia, negando o nascimento virginal de Cristo, negando a ressurreição de Cristo; teólogos como Paul Von Buren, como Altizer, como Hamilton, falando da morte de Deus; teólogos dizendo: eu sou episcopal, cristão e ateu; episcopal porque vivem dos dízimos dessa denominação; cristão porque, bom, Jesus mais ou menos teve uma sociologia útil para a sociedade, mas ateu porque não acredita em Deus; confissão de ateísmo. Já a apostasia está campeando, irmãos, a gente vivendo sem Deus; é apostasia, mas não diz só apostasia, diz: “venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho de perdição”; não virá o Senhor e nossa reunião com Ele no alto, sem que antes venha a apostasia; que já veio, mas há algo mais: manifeste-se o homem de pecado, o filho de perdição; esse é o anticristo, essa é a besta, e o diabo é o dragão que dá seu poder à besta, como dizia Daniel, que com um deus alheio se fez das fortalezas mais inexpugnáveis. O diabo está, através do ocultismo, dando autoridade ao governo mundial; é uma coisa bem terrível. De maneira, porque 2 Tessalonicenses concorda com o Daniel e com Apocalipse.

Uma cabeça ferida de morte, e sanada

Voltamos para Apocalipse; já estamos vendo quem é esse personagem; mas agora diz aqui em Apocalipse 13:3: “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte”; não diz que é o anticristo final, não diz que é a pessoa, diz que é uma de suas cabeças; já vimos que essas cabeças são esses impérios que no final estão ecléticos. Notem-se em que o império romano é uma das cabeças da besta; são sete cabeças; já vimos essas sete: Egito uma, Assíria outra, Babilônia outra, Medo-pérsia outra, Grécia outra, Roma outra, o reino dividido outro, o sétimo, do qual sai o oitavo que é dentre os sete, que é o anticristo. Essa cabeça não é o Egito, porque o Egito caiu e está caído; não é Assíria porque caiu já e está caído; não é Babilônia porque caiu e está caído; não é Pérsia que também está caído; não é a Grécia que caiu e está caído. Mas Roma, sim caiu, o Império Romano caiu no tempo da baixa idade Média, quando os reino bárbaros, os vândalos, os hunos, os godos, os visigodos, os ostrogodos e outros grupos de personagens invadiram o império romano; inclusive o próprio imperador já não estava mais em Roma mas em Constantinopla, e o Papa tomou o lugar do governador; e o Papa Leão Magno aplacou aos bárbaros; e depois surgiu de novo o sacro império romano a partir do Carlo Magno, e o papado voltou a ter influência a nível mundial.

Vemos, pois, que o que era a Roma pagã caiu, mas surgiu a Roma sacra; caiu o César mas o substituiu o Papa; a cabeça foi ferida mas voltou a levantar-se outra vez. “Mas sua ferida mortal foi sanada; e se maravilhou toda a terra indo atrás da besta”. Lembrem-se de que Roma é a última, Roma é a quarta besta de Daniel 7; é a Roma de que saem os dez chifres, é de Roma que sai o anticristo; do império romano surgiu o papado e do papado surge depois o governo mundial; o papado é a prostituta; claro que é Roma, cavalga sobre a besta, a política mesclada com a religião. “4 E adoraram ao dragão que tinha dado autoridade à besta, (esse é o mistério da iniqüidade, Satanás trabalhando, governando, a religião mundial, a economia mundial, a política mundial, levando o mundo a um globalismo com um governo do anticristo inspirado por Satanás) e adoraram à besta, dizendo: Quem é como a besta, e quem poderá lutar contra ela?” Olhem, como é a maneira de adorá-lo? Por meio da resignação; a gente diz: Bom, mas este mundo está assim, como podemos viver? temos que  por marca da besta, porque como vamos lhe dar leite a nossos filhos? ou seja, a gente vai começar a se justificar, a ver-se submetidos a esse sistema.

Olhem como a adorarão. Adorar-na-ão, “dizendo: quem é como a besta, e quem poderá lutar contra ela?” Qualquer classe de contemporização, de aceitação, de submissão a esse sistema, é adoração ao dragão e à besta; e o que recebe a marca, não tem parte com o Senhor, diz em Apocalipse 14. Isto quer dizer que não devemos ser bobos ante os enganos atuais; saber aonde vai o mundo, para um governo mundial; temos que estar alertas; é melhor fugir ao deserto sob as asas de nossa grande águia, O Senhor dos exércitos, e não estar tratando de viver do sistema.

O chifre blasfemo

“5 Também lhe deu boca que falava grandes coisas e blasfêmias; (o que acabamos de ler em 2 Tessalonicenses 2, Daniel 7, 9 e 11, é o mesmo personagem) e lhe deu autoridade para atuar quarenta e dois meses”. São os três anos e meio da grande tribulação; o desolador, o anticristo, o homem de pecado, são distintos nomes da besta. “6 E abriu sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar de seu nome, (já lemos em Daniel e em Tessalonicenses, mas não só de Deus blasfema, mas também) de seu tabernáculo, (blasfema do povo de Deus, da Igreja, do Cristianismo e também das coisas celestiais; ele se fará Deus na terra) e dos que moram no céu”. Sim há gente morando no céu, serão sozinho os anjos? Eu acredito que também os que se foram com o Senhor, como Estevão: Senhor, recebe meu espírito; como Paulo: prefiro morrer e estar com Cristo; estarão no céu; deles também blasfemará, ou seja dos Santos, dos apóstolos, dos profetas, dos servos de Deus. “7 E lhe permitiu (notem, Deus lhe dá permissão, por isso diz, a hora para provar o mundo inteiro) fazer guerra contra os Santos, e vencê-los”. Vencerá os Santos, diz também em Daniel.

Apocalipse 12 dizia que o dragão, a serpente, jogou da boca água como um rio para perseguir à mulher, mas não pôde com a mulher; a terra ajudou à mulher; então se foi ao resto da descendência dela; esses são os Santos, outros Santos que ficam. Então diz: “contra os Santos, e vencê-los”; este vencê-los quer dizer: matá-los, decapitá-los, apagá-los. “Também lhe deu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação”. Embora seja uma força que tem sua origem na Europa, dali exerce autoridade sobre o mundo inteiro; por isso esses dez teremos que vê-los de uma maneira mais ampla.

“8 E a adoraram todos os moradores da terra cujo nome (ou de cada um dos homens) não estava escrito no livro da vida do Cordeiro que foi imolado, (notem na maneira em como lerão esta frase; ponham atenção ao tom de voz: cujos nomes não estavam escritos no livro da vida do Cordeiro que foi imolado,) desde o começo do mundo”. Faço um espaço entre imolado e desde; por que? porque aqui não se refere a que os nomes estão escritos; e sim, que o Cordeiro foi imolado desde antes da fundação do mundo. “Cujo nome não estava escrito no livro da vida do Cordeiro que foi imolado”; o nome diz, desde a fundação do mundo, não se refere ao Cordeiro a não ser no nome; que se desde o começo do mundo o nome não estava escrito, isso se interpreta pela passagem paralelo de Apocalipse 17 que podemos olhar ali. Apocalipse 17:8 é a passagem paralela; cada passagem paralela se interpreta mutuamente; não se interpretam um de uma maneira e outro distinto; tem que ser juntos. 17:8 diz: “a besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo (vêem? trata-se dos nomes que não estão escritos desde a fundação do mundo) no livro da vida, assombrar-se-ão vendo a besta que era (os impérios anteriores, mas não era, ainda em tempo do João) e não é, e será”; ou seja o que viria depois. Aí nos damos conta de que terá de se interpretar o 13:8 segundo o 17:8, “cujo nome não estava escrito no livro da vida do Cordeiro que foi imolado, (aí merece uma vírgula) desde o começo do mundo”. Este desde o começo do mundo ou fundação do mundo, refere-se aos nomes.

“9 Se alguém tem ouvido, ouça”. O Senhor sempre usou essas palavras; é ele o que usa isto. “10 Se alguém leva para cativeiro, (ou em cativeiro, porque não aparece verbo ali, nenhum texto tem verbo; o seguinte se pode traduzir também) vai a cautiveiro; se alguém morto a espada, a espada deve ser esse, morto; interpretando-o segundo Jeremias 15:2 ou alguns outros  manuscritos; diz: “se alguém mata, não morto, mas, “mata, a espada deve ser morto”; é interpretando-o à luz de Mateus 26:52. “Aqui está a paciência e a fé dos Santos”. O que disse o Senhor a Filadélfia? guardaste a palavra de minha paciência. Agora diz aqui, quer dizer, no contexto da perseguição do reino do anticristo: aí está a paciência e a fé dos Santos. Assim começou João, seu companheiro na paciência de Jesus Cristo, na tribulação e na fé, amém. “Aqui está a paciência e a fé dos Santos”. antes de terminar aqui vou ver outra passagem no capítulo 14 onde está um pouco parecido. Apocalipse 14:13: “Ouvi uma voz que do céu me dizia: Escreve: Bem-aventurados daqui em diante são mortos morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansarão de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”.

Já depois nos deteremos com mais cuidado em Apocalipse 14; mas ali está dizendo o Senhor que é bem-aventurado morrer, porque assim descansamos e nossas obras nos seguem. os da tribulação quererão morrer; por cinco meses serão atormentados e não poderão morrer; mas os bem-aventurados poderão morrer, e é uma bem-aventurança morrer mártir ou morrer como queira o Senhor. vamos parar aqui, irmãos, e deixamos o relativo à outra besta de Apocalipse 13, para a próxima vez, se Deus o permitir. vamos orar. ?

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