sábado, 18 de abril de 2015

Aproximação ao Apocalipse (51)- A Mensagem dos Três Anjos.

Aproximação ao Apocalipse ( 51 )

A MENSAGEM

 DOS TRÊS ANJOS


E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo”. Ap. 14:6.

Considerações de crítica textual

Irmãos, vamos estudar a palavra do Senhor. Abrimos o livro do Apocalipse no capítulo 14. Hoje chegamos a considerar, com a ajuda do Senhor, a passagem que vai do versículo 6 até o versículo 13: A mensagem dos três anjos. Essa seria, com a ajuda do Senhor, a porção que estaremos considerando nesta noite. A mensagem dos três anjos. Apocalipse 14:6-13. vou fazer, como de costume, a leitura desta versão Reina-Valera de 1960, examinando sua tradução à luz dos manuscritos mais antigos, e da maioria dos manuscritos, para obter o texto mais autêntico:

“E”; sempre essa palavra “kai”;  a tudo está relacionado: “6  E vi outro anjo voando pelo meio do céu”; alguns poucos manuscritos não dizem a palavra “outro”, mas os mais antigos e a maioria dos manuscritos dizem: “outro anjo”, porque resulta que a palavra “outro” no grego é “alou”, e a palavra “anjo”, “angelou”; o final é parecido; por isso alguns às vezes, sem perceberem, o omitem. “6 E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno”; o artigo “o” não aparece no grego; “outro anjo que tinha evangelho eterno para evangelizar (aqui não é somente pregar, é evangelizar, é a mesma raiz do verbo evangelizar) aos assentados sobre a terra* e sobre toda nação, e tribo, e língua, e povo”; isso não é somente uma vírgula, é uma palavra de três letras: “kai”, isto, isto e isto, que palavra tremenda.

“6 E vi voar pelo meio do céu outro anjo, que tinha evangelho eterno para evangelizar aos assentados sobre a terra, (epi tês gêa) e sobre toda nação, (ou etnia; a palavra nação é etnia; não se refere aos países, mas aos grupos étnicos) e tribo, e língua e povo, (a palavra “toda”, qualifica não somente a etnia, mas também à tribo, à língua e ao povo) “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 8 ​Seguiu-se outro ( segundo)  anjo...”; aqui aparece a palavra “deutero”; não tem na Reina Valera porque essa tradução se apoiou no Textus Receptus, que se apóia em manuscritos mais tardios; especialmente Erasmo ( compilador do Textus Receptus) só tinha o códice 1, e a palavra “deutero” foi pulada, mas os manuscritos mais antigos e a maioria dos manuscritos diz a palavra “segundo”. Arcadio tem a versão do Harper Caribe, onde no rodapé da página tem muitas dessas citações relacionadas com a critica textual; se conseguirem essa versão do Harper, vão ter as notas sobre manuscritos ao pé da página.

“8 ​Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, (a palavra “polis”, cidade, não está no grego; foi uma paráfrase do tradutor) que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”. Não é “porque tem dado”, mas “que tem dado”; “a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”. Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro: “e outro anjo, terceiro”, é o que diz mais exatamente o grego: “9 ​Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10 ​também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 ​A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. 12 ​Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. 13 ​Então, ouvi uma voz do céu, dizendo:

" Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. Alguns poucos manuscritos pulam a palavra: sim, “nai”, mas João costuma falar desta maneira,  e a maioria dos eruditos considerou que era original. Quase sempre os textos mais curtos são os originais; porque a tendência dos escribas é parafraseá-los, embelezá-los; mas às vezes o estilo do autor é bem conhecido; então João está acostumado a usar esta expressão, e os eruditos deixaram ali: “Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.”. Que tremenda passagem!

Esta passagem é muito Formosa! Esta passagem é o espírito, a tónica dos últimos tempos, dos tempos finais; esta passagem é para precisamente o período mais ao fim. Diz: “a hora de seu julgamento chegou”; ou seja, esta ênfase, a mensagem do Espírito é para a hora do juízo, para os princípios de dores, e especialmente as dores da grande tribulação.

As ênfases históricas do Espírito

Às vezes na história da Igreja, o Espírito seguiu tocando teclas diferentes em uma ordem, segundo a necessidade da edificação. Por exemplo, no início da historia  da Igreja, a ênfase do Espírito era reconhecer quem era Jesus; bom, é o Messias, OK; e o Messias que relação tem com Deus? bom, é Deus também com o Pai; e bom, e Ele, se for Deus, como também é homem? Sim é Deus e também homem, tem duas naturezas em Sua mesma pessoa; ou seja, primeiro o Espírito se deteve na tónica do fundamento. Quem é Cristo em relação com Deus? Ele é também Deus com o Pai e é também homem com os homens? Sim. Logo, quando foi avançando a edificação da Igreja, a ênfase do Espírito Santo foi esclarecer a humanidade, não só a do Senhor Jesus, mas também também a condição humana da Igreja. Foi a época do pelagianismo e do agostinianismo combatendo com o pelagianismo, que dizia que o homem por si só e por sua própria vontade podia agradar a Deus, sem necessidade da graça; em troca, Agostinho de Hipona ensinava com  Paulo que o homem está caído e necessita da graça do Senhor para poder fazer. Nem sempre nas épocas a mensagem que o Espírito acentuava era a mesma; mas, como é uma edificação do Senhor, primeiro Ele põe o fundamento de Cristo, logo depois da obra de Cristo.

Já chegando à idade média, a ênfase do Espírito foi a expiação. Já sabemos quem é Cristo, já sabemos o que fez Cristo, então agora vem a época da Reforma; de modo que nesse momento histórico a tónica do Espírito foi a salvação pela fé, a justificação por fé. Não estaria clara a justificação por fé sem a expiação, nem a expiação sem Cristo; então primeiro o Espírito esclareceu na história da Igreja quem é Cristo (cristologia). Quando você lê os escritos da Igreja primitiva essa era a ênfase. Logo na época medieval, a ênfase foi trocada pelo Espírito, porque está edificando. Na época da Reforma, a ênfase foi diferente (soteriologia). Logo, depois de vir Sardes, chega Filadélfia. Aqui a ênfase começa a ser a Igreja, e nos últimos tempos, a escatologia.

Primícias, colheita e vindima

Irmãos, aqui aparece no capítulo 14, que não é o capítulo final, e isto está imbutido entre as primícias, a colheita e a vindima. Este capítulo 14 não podemos separá-lo, porque todas estas coisas estão relacionadas. As primícias relativas Aos 144.000 do Israel, a colheita dos gentis e a colheita de uvas dos que fazem que Deus pise nas uvas da ira e o sangue suba até os freios dos cavalos; a colheita de uvas. Então existem as primícias, a colheita e a vindima; e nesse contexto aparece a mensagem dos três anjos. Não podemos pegar esta passagem separada do contexto, nem tampouco podemos pegar o capítulo 14 de Apocalipse separado do 7. Se vocês se fixarem no capítulo 7:1-8, ali aparecem os cento e quarenta e quatro mil, e logo em 7:9-17, aparecem a multidão que veio da grande tribulação e foram salvos pelo sangue do Cordeiro; foi uma grande multidão recolhida pelo Senhor sobre a qual Ele estende seu pavilhão. Primeiro começa pelo primogênito, que é Israel, cabeça das nações (7:1-8), os cento e quarenta e quatro mil das doze tribos de  Israel; mas não somente o Senhor salva; depois aparece uma grande multidão  de toda tribo, língua e nação; não só de Israel, mas também de toda tribo; e é uma grande multidão que ninguém pode contar; e aparecem salvos, aparecem limpos pelo sangue do Cordeiro, acolhidos pelo Senhor, apascentados pelo Senhor. Então isto foi profetizado na primeira parte do livro.

Determinando as perícopas

A segunda parte do livro vai de Apocalipse 12 aos 20. Disse- o anjo a João: “É necessário que profetize outra vez”; ou seja, que ele volte a profetizar sobre coisas introduzidas na primeira parte, mas que têm que ser completadas na segunda parte; não há uma continuidade cronológica da primeira parte com a segunda, porque o final da primeira parte no capítulo 11 é a sétima trombeta com a qual se consuma o mistério de Deus. Agora volta a profetizar e começa a mencionar coisas que já tinha mencionado na primeira parte. Já na primeira parte tinha tratado dos cento e quarenta e quatro mil e tinha tratado dos gentios salvos e o tinha tratado no contexto do sexto selo. Há pessoas que querem usar a palavra parêntese. Eu não me atrevo a utilizar a palavra parêntese porque vejo que são perícopas completas; cada selo é uma perícopa completa, cada trombeta é uma perícopa completa, cada taça é uma perícopa completa, de maneira que o capítulo 7 pertence a perícopa do sexto selo. Então logo vem o sétimo selo que é o que termina o livro, termina o mistério de Deus. Bom, agora é necessário voltar a profetizar; profetiza outra vez; de maneira que o que se diz desde o capítulo 12 é contando o que já tinha sido dito antes, mas completando-o, complementando-o.

Por exemplo, em Gênesis 1, Deus disse: “26 Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. 27 E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; varão e fêmea os criou”. Aí contou a criação do homem; mas no capítulo 2 volta e o conta, porém com mais detalhe; no princípio contou em geral, a visão panorâmica, mas sem os detalhes; já na segunda vez que contou a mesma coisa, a criação do homem, varão e fêmea, já pôs detalhes. Quando Deus deu o sonho a Nabucodonosor e a interpretação de Daniel, aí, no capítulo 2, deu-lhe uma panorâmica da história universal; logo voltou a falar da mesma coisa na visão do capítulo 7, mas com mais detalhe; e ainda acrescentou mais detalhes no capítulo 8; e ainda mais no 9; e por fim na visão final de Daniel nos capítulos 10, 11 e 12, está cheia de imensos detalhes, mas esses detalhes se colocavam sobre as capas anteriores. Então a primeira capa é a primeira parte de Apocalipse; sobre isso vem a segunda parte do 11 aos 22, para lhe acrescentar mais detalhe. Não se trata de coisas distintas, mas as mesmas coisas de que tinha falado antes, as acrescentando. Os cento e quarenta e quatro mil e a multidão de nações salvas que respondem a pergunta final do capítulo 6, que é, quem poderá estar em pé diante do Senhor em Sua vinda? Porque está em pleno sexto selo, e assim termina o capítulo 6: “17 Porque o grande dia de sua ira chegou; e quem poderá sustentar-se em pé?” E a resposta é o capítulo 7, os cento e quarenta e quatro mil e aquela multidão incontável de pessoas salvas por Seu sangue; estes poderão estar em pé em Sua vinda.

Mas então agora chegamos ao capítulo 14. Lá nos contou primeiro o assunto da mulher lutando com a serpente; logo desenvolveu o assunto da besta; porque a serpente é o assunto espiritual, mas o dragão utiliza um instrumento político, uma espécie de civilização maligna, draconiana, que é seu instrumento, o instrumento de Satanás, o mundo; então aí declara a besta, e logo a outra besta aliada com a primeira, e a imagem da besta. Com isso mostra a situação política mundial final. Sempre terá se levar em conta os acontecimentos à luz da Bíblia. Não podemos interpretar os acontecimentos sem a Bíblia, nem a Bíblia sem os acontecimentos, porque o que foi dito a Daniel? Daniel, estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim; ou seja que até que as coisas se cumpram é que a palavra tem mais sentido.

Uma ordem de prioridades

Agora, Apocalipse, como é para o tempo do fim, não tem que ser selado, porque já é a última besta de Roma para cá; já é Apocalipse, é o cumprimento dos tempos da vinda de Cristo; então não tem que selá-lo. Então aqui aparece o capítulo 14 como se fora o complemento do capítulo 7; no 7 apresentou os cento e quarenta e quatro mil e as nações; agora volta a falar outra vez, porque é: profetiza outra vez, volta a falar do mesmo assunto, complementando-o. Nos versos 1-5 falou dos cento e quarenta e quatro mil como primícias; fizemos o seguimento das primícias; e agora vai falar da mensagem de três anjos; esta mensagem é extremamente importante porque, como lhes disse, é a tónica da mensagem do Espírito dos últimos tempos. Qual é a ênfase, qual é a voz, a insistência do Espírito no tempo final? Está sintetizado nestes três anjos, em uma ordem de prioridades; por isso no original assim diz: primeiro, segundo anjo, terceiro anjo; não só outro, como se pudesse ser de qualquer forma, não; Deus não podia começar com a justificação por fé, sem tratar a expiação; não se podia tratar a expiação sem tratar a Cristologia, e a Cristologia sem tratar a Trindade; primeiro era a Trindade, depois  a Cristologia, então a antropologia, então a soteriologia, então a eclesiologia, então a escatologia, não é verdade?

Então deste modo aparecem aqui três anjos: primeiro um, enfatizando: qual é a primeira ênfase do Espírito? Qual é a mensagem final, qual é a insistência do céu? três coisas: 1) o evangelho eterno; 2) depois como contraste, como cortina de fundo, a queda de Babilônia, e 3) então a advertência para não cair sob a idolatria da besta e da imagem da besta, que seria idolatria do diabo e do dragão. Aparecem, pois, três mensagens, ou seja, a tónica tripla do Espírito nos últimos tempos. É chamada “a mensagem dos três anjos”; o céu quer que na terra se tenham presente estas três coisas. Estas são as três coisas principais que terá que ter presentes nos últimos tempos, na hora do juízo. Analisemos.

O evangelho eterno

Primeiro: o evangelho eterno; não pode começar por outro lado. “E”; enfatizamos esse “e”; por isso quero enfatizar o grego, pois não é uma passagem isolada, é uma passagem no contexto das primícias, a colheita e a vindima. “6 E vi voar pelo meio do céu outro anjo, (porque já havia outros que tinham dito sua mensagem, mas agora estamos na hora do juízo) que tinha evangelho eterno para evangelizar aos assentados sobre a terra e sobre toda etnia, e tribo, e língua, e povo”. Nessa primeira parte, a ênfase, a mensagem do Espírito, a insistência do Espírito, no contexto do fim, da hora do juízo da grande tribulação, da presença da besta com suas exigências, do falso profeta com seus enganos, da imagem da besta com suas exigências de adoração, é o evangelho eterno; então claro, como não vai ser prioridade o evangelho eterno?

Irmãos, a primeira prioridade, a primeira necessidade do mundo, é o evangelho eterno; e aqui preciso fazer um comentário. Alguns pensaram que o evangelho eterno é outro livro. Orígenes, por exemplo, foi um grande homem de Deus, mas ele especulou que ao final haveria outro livro além da Bíblia; mas o próprio Apocalipse já fecha; ninguém pode lhe tirar nem adicionar. Alguns outros dizem que o evangelho eterno é diferente do evangelho da graça porque é somente para os que ficam na grande tribulação; e assim fazem um evangelho para os judeus, outro para os gentios e outro para os que ficam na grande tribulação; mas, irmãos, a Bíblia diz que não há outro a não ser um só evangelho.

São Paulo diz: não há outro evangelho, o evangelho de Deus é um só; e por isso lhe chama “eterno”, porque não muda com as dispensações, é o mesmo; já inclusive desde Gênesiss 3:15, que foi o primeiro versículo onde se anunciou o evangelho e por isso lhe chama o próto evangelho, diz que a semente da mulher esmagará a cabeça da serpente, e que será ferida no calcanhar; aí está sintetizado o evangelho. Cristo que nasceu da virgem María, foi ferido no calcanhar, morrendo na cruz, mas venceu a Satanás, venceu a morte, venceu o mundo, venceu o pecado, venceu tudo que o diabo introduziu; em um versículo pequeno, no próto-evangelho de Gênesis 3:15, já está introduzido o evangelho.

Todos os dados do evangelho que apareceram no Novo Testamento, já estavam escondidos no Antigo; por isso, São Paulo tinha a liberdade de dizer: não dizendo nada fora das coisas que já estavam escritas, anunciadas pelos profetas; e logo no final da epístola aos Romanos, ele diz que por mandato do Deus eterno ele tem que anunciar o evangelho mediante as Escrituras do Antigo Testamento; ou seja que o evangelho estava escondido e veio à plena luz no Novo Testamento, e se fechou já. A fé foi dada uma só vez aos Santos quando concluiu a primeira geração apostólica; a verdade já foi anunciada, uma só vez foi dada aos Santos; ninguém pode mudar esta mensagem, ninguém pode mudar os apóstolos e rechaçá-los; diz que os que nos ouvem, esses têm o Espírito da verdade; os que não nos ouve, os que não ouvem os apóstolos de Cristo, a Pedro, a Tiago, a João, a Judas e depois também aos outros, a Paulo, o que não nos ouve, não é de Deus; “e este é o espírito do anticristo, o qual vós ouvistes que vem, e que agora já está no mundo” (1 Jo. 4:3); disse claramente o apóstolo São João.

Irmãos, há um só evangelho; não há um evangelho para os judeus, outro para os cristãos, e outro para os que ficam na tribulação. Alguns dizem que na tribulação já não vai se ser salvo pelo sangue de Cristo, mas sim por seu próprio sangue; que têm que cortarem-lhe a cabeça para serem salvos; ou seja, são salvos não pela morte de Cristo, mas sim pela decapitação; isso não é verdade; o evangelho é um só. Um judeu se salva como um gentio; e alguém que morre antes da tribulação se salva igual àquele que passa pela tribulação; igualmente aquele que é ressuscitado ou arrebatado sem morrer; é o mesmo evangelho. Há um só evangelho, o evangelho eterno. Então o evangelho eterno, em toda sua riqueza, ou seja, de eternidade a eternidade, o único e imutável evangelho, é a principal necessidade do tempo do fim, a única saída e a primeira ênfase, a primeira mensagem do Espírito, a tónica do Espírito; quer dizer, o céu está interessado em que à toda tribo, língua, povo e nação lhes sejam ensinado o evangelho eterno.

Já em Mateus 24, que é chamado o Pequeno Apocalipse Sinótico que deixou o Senhor Jesus, aí fala de guerras, de rumores de guerra, fala da abominação desoladora, mas diz: “6 E ouvirão de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário que tudo isto aconteça; mas ainda não é o fim. 11 E muitos falsos profetas se levantarão, e enganarão a muitos. 14 E será pregado este evangelho do reino em todo mundo, para testemunho a todas as nações; e então virá o fim”. Ainda não vão; esse não é, esse não é ainda; mas o que? será pregado este evangelho do reino em todas as nações e então virá o fim. Qual foi o primeiro cavalo que saiu a cavalgar quando o Cordeiro abriu os selos? O cavalo branco, o cavalo do evangelho, que saiu vencendo e para vencer; isso é primeiro; já depois vêm as guerras e as fomes, mas primeiro vem o evangelho; então a primeira ênfase, a tónica do Espírito, digamos a responsabilidade que o céu nos coloca é o evangelho eterno; primeiro que tudo, o evangelho eterno.

Temei a Deus

“6 E vi voar pelo meio do céu outro anjo, que tinha o evangelho eterno para evangelizar (essa é a palavra exata no grego, “evangelizar) aos assentados sobre a terra e sobre toda etnia, e tribo, e língua, e povo”. Agora, é lógico, qual é o efeito do evangelho eterno? O que produz o evangelho eterno? Pois o evangelho eterno produz glória para Deus; tudo é para a glória de Deus; porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. “7 Dizendo a grande voz: Temei a Deus”; porque essa é uma época quando vamos querer ter outra coisa; as pessoas adorarão ao dragão e dirão: mas quem é como a besta? quem poderá lutar contra ela? E as pessoas vão temer ao homem; e o temente ao homem mais que a Deus, peca contra Deus. São Paulo aos Gálatas dizia: “se ainda agradasse aos homens, não seria servo de Cristo” (Gl. 1:10). Que ênfase farão quando a pressão da economia, quando a pressão da religião ecumênica, da nova era, quando a pressão da política e dos exércitos? É que todo mundo adore à besta e à sua imagem, e assim ao dragão. Então como não vai se dizer: “Temei a Deus”? Como não vai se dizer: não temam nem a uma besta, nem à outra besta, nem à imagem da besta, nem ao diabo? “Temei a Deus. e lhe dai glória, porque a hora de seu juízo chegou”. Não pensem que essa pressão final é grande coisa, não, não, não; isso não é mais que pouco tempo,  breve tempo, e esse sistema será totalmente destruído; esse é o juízo de Deus em cima. “Temei a Deus e Dai-lhe glória, porque a hora de seu juízo chegou; e adorem (a quem? Não à besta, não à sua imagem) Àquele que fez o céu e a terra, o mar e as fontes das águas”.

Quando no tempo de João e dos mártires da igreja primitiva, os imperadores faziam os bustos, as imagens deles, seus ídolos para estabelecer o culto ao imperador e adorar ao imperador; isso era o que exigiam a todos os cristãos. Se Você lê as atas dos mártires, tudo o que lhe pediam era fazer uma comemoração ao César romano, adorar a imagem de César; isso já era um primeiro indício de que no final seria pior que tudo; mas já estava sendo introduzido, e foi terrível. Irmão, quando você vê a historia, vê que muitos deram suas vidas pelo Senhor, e morreram com uma valentia tremenda, quando você lê as atas dos mártires fica maravilhado dessa integridade do Senhor; porque quando o povo do Senhor está em prova, o Espírito de glória repousa sobre ele, e diz: não se preocupem do que responderão, porque naquela hora lhes será dada palavra que não podem resistir; e por isso eu gosto de ler sobre o martírios dos Santos, porque nessa hora é o Espírito do Pai falando pelos irmãos mais singelos e deixando calados ou emudecidos os perseguidores; e entretanto, não podemos negar que também na história da igreja muitos apostataram; muitos querendo guardar sua vida, negaram ao Senhor, fizeram um arranjo para tratar de fugir, e depois não puderam fugir nem de sua consciência, nem da perseguição; igual foram destruídos.

Vocês recordam aquela anedota que já é muito conhecida, daqueles soldados russos que chegavam onde estava um grupo de irmãos reunidos clandestinamente, e lhes diziam: bom, os que são cristãos, ficam para cá, os outros, os que não queiram morrer por causa de Cristo, vão-se; e saíram muitos; e aos que ficaram, disseram-lhes: vocês são os verdadeiros cristãos; tiraram-se as armas e disseram: agora vamos orar com vocês; ou seja, oraram com os que de coração sincero estavam pelo Senhor.

Irmãos, essa é a hora final; o mundo cada vez nos faz as coisas mais difíceis. Em outra ocasião vimos como o mundo vai tomando decisões, vai passando por cima de nós, e nós vamos aceitando sua conquista. Diz que o anticristo conquistará rapidamente; diz: sem tempo, quer dizer, virtualmente por surpresa; e a gente vai ter que sobreviver, adorando-o; por isso é que não querem que você possa sobreviver, porque então não vais ser obrigado a adorar; mas a razão de todo esse controle mundial é para forçar uma adoração à Satanás e à seus instrumentos: a besta e sua imagem. Então, irmãos, como não vai ser uma tecla, uma tónica, uma mensagem do Espírito através dos anjos, para a terra: adorem a Deus, temei a Deus, não ao homem, dêem glória a Deus, não ao homem? “Adorem Àquele que fez o céu”; nenhum outro  destes tem feito o céu; quando eles nasceram o céu já existia; quando viemos, tudo já existia. “adorem Àquele que fez o céu e a terra, o mar e as fontes dessas águas é a principal ênfase do Espírito; claro, não somente terá que se dizer a verdade, também terá que se defendê-la.

A queda de Babilônia

Vocês recordam que Paulo fala de pregar o evangelho, de ensinar o evangelho, mas também fala de defendê-lo e de confirmá-lo. Por uma parte temos que dizer qual é a verdade, mas por outro lado temos que mostrar a mentira; mas primeiro mostrar a verdade, para que com os elementos de juízo da verdade, possamos medir a mentira com todos seus encantos, e mostrar que são fraudulentos. Então, em segundo lugar, não em primeiro lugar, depois do evangelho eterno, agora vem o contraste. Quem era a que pretendia ser a senhora? Como diz a Babilônia, a grande prostitua: estou sentada como rainha e não verei mau. Não, sim verá mau, e a Bíblia diz: deem a ela como ela lhes deu, no cálice  em que ela preparou bebida, preparem-na o dobro; então esta é a segunda mensagem, mas não a primeira,mas a segunda.

“8 E outro anjo, segundo, (deutero dizem os manuscritos) seguiu-lhe, dizendo: caiu, (ah!  quando o evangelho é claro, a mentira é exposta, e depois inclusive até os próprios chifres da besta aborrecerão à prostituta e a queimarão com fogo; o mundo inteiro aborrecerá a religião que viveu em deleites e que se fez a si mesma senhora, e embebedou às pessoas) caiu Babilônia a grande”; a Palavra não diz cidade, porque não se refere somente à cidade física de Roma, mas ao sistema de religião falsa que no final será um ecumenismo onde todas as coisas negativas já estão juntas. Irmãos, não pensem que isto é muito futuro, já o B’nai B’rith, que é um braço direito da sociedade luciferiana dos iluminati, financiou o ecumenismo, e a nova era e toda esta viagem do Papa João Paulo II com os famosos rabinos e até bruxos do Togo e sacerdotisas da deusa Shiva da destruição, de pastores protestantes, gente de todas as religiões; foram a Assis. Lá estava o Dalai Lama do Tibete; diz que vão adorar a Deus. No altar da missa, onde está o que os católicos chamam de o santuário e a custódia ( artefato católico), tiraram-no e puseram a imagem de buda, e o Papa aceitou que a sacerdotisa da deusa Shiva da destruição colocasse uma marca em sua fronte, e o ungisse como adorador de Shiva, com esse pontinho na frente; eu tenho as fotos e o texto. E logo no livro “Signo de contradição”, diz o Papa João Paulo II  que todo homem, queira ou não queira, saiba ou não saiba, creia ou não, nasce em um estado efetivo de redenção; como quem diz, como Cristo morreu por todos, então todos são salvos, embora não queiram, nem saibam, nem creiam. Isso é um engano. Vemos, pois, que estão validando todas as religiões e mesclando tudo; isso é pura Babilônia, e é a instância do Vaticano com a ajuda do B’nai B’rith, que reúne as internacionais judaicas; mas eles estão dirigindo estas coisas, o ecumenismo mundial. Os interesses do governo mundial necessitam de um sacerdócio que sirva à causa deles, e o terá; chegará a ter um líder, um falso profeta que fará grandes milagres, adorando à besta, e não só religiosa, mas também também uma besta, um falso profeta no religioso, mas todo um império respaldando a política de integração começando no Ocidente; a aliança ocidental com chifres de cordeiro servindo ao ecumenismo mundial, à globalização e a adoração a Satanás.

Irmãos, o contraste, a cortina de fundo do evangelho é a ruína de Babilônia; essa é a segunda mensagem. “Caiu, Caiu Babilônia, a grande”. Jerusalém é a Santa, porque para Deus o que importa é que seja Santa; porém Babilônia, é a grande, porque nela cabe todo espírito imundo, porque ela não é um templo santo, e sim uma guarida de aves imundas, de todos os espíritos; todas as coisas cabem aí; os humanistas, e mistura todas as coisas na panela; então qual é a seguinte mensagem? O céu quer que toda a terra ouça: “Caiu, caiu Babilônia, a grande”. Não Jerusalém a Santa, não a mulher com o menino, mas o dragão com suas cabeças, a besta com suas cabeças e a prostituta sobre a besta, e a outra besta  com seus chifres e a imagem da besta; mas começa primeiro com Babilônia; porque primeiro é a religião. Deus fala com os seus; logo aos que dizem ser seus sem sê-lo, e depois sim, fala com o mundo que diz ser diretamente de Satanás, ou ateus; porque o anticristo também se levantará contra o povo de Deus; então aceitarão uma divindade humanística, algo político, algo sociológico; ou podem ser parapsicológicos.

Leiamos Jeremias 51:7, que se relaciona aqui com a mensagem do segundo anjo. Aqui está falando Jeová pela boca do profeta Jeremias. “A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso, enlouqueceram”. Babilônia é o instrumento para tontear a todos os povos; mas diz o outro anjo, o segundo, que caiu; já depois, mais adiante explica com mais detalhe; porque aqui disse mas apenas em síntese; já os detalhes mais minuciosos estão em Apocalipse 17 e 18; ali está quando se profetiza outra vez os detalhes que aqui são introduzidos; mas antes já se falou de Babilônia.

Proibição de adorar à besta e à sua imagem

Passamos ao terceiro anjo: “9 E outro anjo, terceiro”; diz assim: “trítos”, terceiro; essa palavra “terceiro ” está nos manuscritos mais antigos; somente em uns pouquinhos manuscritos não está, por algum engano, ou pareceu supérfluo a algum escriba; mas todos os antigos dizem: “E outro anjo”, outro, diz outra vez: alos, Angelo, trítos; “kai alos Angelo trítos”. “9 E outro anjo, terceiro, (essa é a ordem de prioridades, terceiro) seguiu-lhes, dizendo a grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber marca (karagma) sobre sua frente ou sobre sua mão, (é “epi”, sobre, não “em”) 10 ele também beberá do vinho da ira de Deus, que foi preparado sem mistura”; essa palavra que diz “puro”, ou seja “sem diluir”, “sem mistura”, porque antigamente as bebidas fortes eram diluídas com água, ou com soda, ou com outra bebida; mas o cálice da ira de Deus, que são as sete taças, sete goles amargos para o mundo, é sem diluir. por que? porque é a consumação da iniquidade; o mundo inteiro unido em unidade, adorando a Satanás, rechaçando a Deus, mantendo controle absoluto sobre as mentes, sobre os estômagos, sobre os bolsos de todo o mundo, essa é a consumação da iniquidade, pela que vem a consumação da ira; então por isso diz a terceira mensagem: “Se alguém adorar a besta e a sua imagem”. Do evangelho passou à Babilônia, a grande prostituta, e daí  passa sobre a quem ela cavalga, a besta e sua imagem. Aqui fala de adorar não só o sistema, mas também também a pessoa que o encarna, e também o sistema que o representa, e também a imagem que o representa.

Os imperadores eram os personagens do império romano, mas havia estátuas que tinham que ser adoradas; assim quando olhamos esse assunto da besta, da outra besta, da imagem, temos que ver esses distintos aspectos. Primeiro o aspecto do império, quando diz uma besta com sete cabeças e dez chifres; lógico que essa não é uma pessoa, mas claro que ao final é encarnada por uma pessoa.

Quando fala da outra besta com chifres de cordeiro, como é besta, tem que interpretar-se como todas as bestas; e como todas as bestas são impérios, essa outra besta com chifres de cordeiro é o império final, é o império que dirige o mundo à globalização, que dirige o mundo para a economia unificada, que faz que às pessoas estejam marcada com o 666; que não possa comprar nem vender sem esse sistema; é um todo; um império que se diz cristão, mas não é cristão; é o império dos últimos tempos. Como podia faltar os Estados Unidos da América e Inglaterra entre os mapas da Bíblia, se já estiver o Egito, está Assíria, está Babilônia, está Média, está Pérsia, está a Grécia, está Roma? Agora está a situação atual do mundo dividido em alianças e de uma vez unido; como vai faltar um império tão importante como os Estados Unidos com seu aliado Grã-Bretanha? qual foi o império que veio depois de que a hegemonia estava na Europa? não passou acaso aos Estados Unidos? Acaso não é os Estados Unidos uma besta com chifres de cordeiro, igualmente com a Inglaterra? O império anglo-americano é uma besta também; não podemos interpretar essa besta só como uma pessoa; é um império; mas ao fim, claro, será representado em um falso profeta final que dirigirá a religião em função da política e a economia, para adorar a Satanás; então esta imagem temos também que interpretá-la nesses dois planos: no plano físico e no plano espiritual de um sistema.

Agora, como está hoje a tecnologia? Que facilmente pode projetar uma imagem virtual do anticristo e aparecer aqui no nosso meio e em todos os lares. Isso já se pode fazer através, simplesmente, dos sistemas virtuais de computação; podem projetar essa pessoa, aparecer aqui. Já inclusive há filmes onde essas coisas estão sendo promovidas para que as pessoas vão se acostumando; de repente estão os espiões, digamos de uma determinada elite, e aparece o chefe entre eles falando, e logo se desaparece; parecia que estava aí, mas era uma projeção virtual. O mundo está avançando até um ponto que vai querer controlar tudo o possível, até a própria consciência da gente; ou seja que uma imagem que fala e que se faz adorar, é certamente um império mundial que está sintetizado em um sistema mundial, mas encarnado em um personagem que usa seus métodos; assim devemos deixar aberta a interpretação destas palavras à situação final; porque as coisas como vão se apresentar ao final são as que darão o cumprimento final, e até cumprimentos anteriores que eram apenas primeiras projeções; mas a coisa como está agora vai ser terrível, tanto que não haverá mais terrível que esta, porque já vem o Senhor.

Cálice da ira sem mistura

Por isso a terceira mensagem é uma reclamação ás pessoas e uma advertência: “Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber a marca sobre sua frente ou sobre sua mão, (tudo está sendo organizado para que ninguém possa comprar nem vender, mas sim como o têm eles classificado para controle total) 10 também esse...”; e quando diz “também” é que está falando com alguns que loucamente estão, como já na vez passada saiu o primeiro, como nos diz todo mundo, comprando no supermercado com sua mão marcada; já o primeiro o fez; “também esse”; estão os que certamente o farão, mas quando diz: “também esse”, é como quem diz, havia outros que não deviam ter caído mas caíram; “também esse beberá do vinho da ira de Deus, (ai Senhor! olhem essa palavra) que foi preparado sem mistura no cálice de sua ira”.

Vejamos outros versículos que nos falam deste cálice. Depois veremos as taças com mais detalhe, mas para introduzir olhemos primeiro um pouquinho em Jr. 25:15, onde há uma expressão extremamente significativa: “Toma da minha mão este cálice do vinho do meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais eu te enviar”; e aqui começa A descrever todas as nações, e começou por Jerusalém, os das cidades de Judá, logo passa ao Egito, passa A Uz, A Filisteia, A Gaza, A Ecrom, Edom, Moabe, Tiro, Sidom e logo os reis das costas que estão desse lado do mar; e logo segue a Arábia, Zimri, Elão, Média,

“26 ​a todos os reis do Norte, os de perto e os de longe, um após outro, e a todos os reinos do mundo sobre a face da terra; e, depois de todos eles, ao rei da Babilônia.”.
O Senhor dá de beber o cálice da ira a todos, aos próximos, e começou por Jerusalém; e os longínquos; nenhuma nação ficará sem beber das taças da ira, do cálice da ira do Senhor sem mistura; por que? porque todos se submeteram; disseram: quem é como a besta, quem poderá lutar contra ela? E lhe foi dado autoridade sobre toda tribo, língua e nação e se submeteram todos, exceto os Santos do altíssimo e os israelitas convertidos que são destruídos à morte, mortos. Nos diz que o anticristo vencerá os Santos e os matará; então descansam; é o que vem a seguir em Apocalipse. Mas antes de falar do descanso dos Santos fala da falta de repouso, como contraste dos que não acreditam; porque é um contraste. Primeiro fala dos que adoram; mas segue dizendo o verso 10: “e será atormentado com fogo e enxofre diante dos Santos anjos e diante do Cordeiro”; diante dos anjos Santos e diante, volta a dizer, diante do Cordeiro; é diferente; não em um mesmo plano; “diante dos Santos anjos e diante do Cordeiro”.

Os que adoram a besta não terão repouso

Este fogo e enxofre aparece várias vezes na Bíblia, especialmente na Geena, no lago de fogo com enxofre; então como vamos dizer que a gente morre e fica inconsciente, que é aniquilada para sempre? Isso não é o que diz a Palavra; uma pessoa aniquilada, pois, estaria repousando. Muitos não se suicidam para deixar de ser? Mas não é isso o que diz a Palavra; diz aqui: “será atormentado com fogo e enxofre, diante dos anjos Santos e diante do Cordeiro; 11 e a fumaça de sua tortura sobe pelos séculos dos séculos. E não têm repouso de dia nem de noite”. Que loucura frenética! Que coisa horripilante! “Não têm repouso de dia nem de noite”; porque o repouso só Deus pode dar, e eles aborreceram ao Pai, ao Filho, ao Espírito e à Igreja; então como vão descansar? Se ninguém pode descansar a não ser em Deus, eles entraram na loucura de Satanás, no pior manicômio que vai existir. “Não têm repouso de dia nem de noite os que adoram à besta e à sua imagem, nem ninguém que receba a marca de seu nome”. Irmãos, então, as pessoas sim sobrevivem à morte de maneira consciente; assim como aquele rico Epulão que caiu ao Hades, falou que estava atormentado nessa chama, e falou desse lugar de tortura, pedindo que fossem à terra e avisassem a seus parentes para que não fossem a esse lugar; esse lugar é só o Hades e é tortura; mas aqui fala de fogo e enxofre, ou seja, da Geena, o lago de fogo e enxofre, onde vão os que ficam no Hades, no lugar de tortura.

A paciência e a fé dos Santos

“12 Aqui”; nesse contexto, em um contexto de testemunho do evangelho, de denúncia da queda de Babilônia, de resistência aberta e clara contra a idolatria satânica, estatal, global. “12 Aqui (assim como no capítulo 13:10, ao final,  quando havia descrito a besta) está a paciência e a fé dos Santos”; onde? “aqui”; ou seja, no meio de um sistema global que está contra Deus e que persegue os Santos; aí é onde está a paciência; é quando as coisas são difíceis. Não diz que os Santos estarão no céu descansando, não, não. “Aqui está a paciência e a fé dos Santos”; aqui no contexto do anticristo; “aqui está a paciência e a fé dos Santos”. “12 Aqui está a paciência dos Santos, (e descreve os Santos; como são os Santos no meio dos outros? Já sabemos como são os outros, mas como são os Santos?) os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”.

Alguns tem dito que os que guardam os mandamentos de Deus se refere aos judeus; e os outros, bom, são os cristãos que ficaram na tribulação; mas isso de guardar os mandamentos de Deus não é só coisa dos judeus. Claro que no Antigo Testamento se fala dos mandamentos de Deus, mas no Novo também; os apóstolos falam conosco de guardar os mandamentos de Deus, não para ser salvos; mas sim porque somos salvos pela fé, somos novas criaturas, feitos para boas obras, então guardamos os mandamentos de Deus; os cristãos, não os judeus somente; os judeus cristãos, mas qualquer cristão de qualquer nação.

vamos ver isso no Novo Testamento. Vamos ao evangelho de João, onde estão palavras próprias do Senhor Jesus registradas pelo apóstolo João 14:15,21. Diz o Senhor Jesus à sua Igreja: “15 Sei me amam, guardem meus mandamentos. 21 Aquele que tem meus mandamentos, e os guarda, esse é o que me ama; e o que me ama, será amado por meu Pai, e eu lhe amarei, e me manifestarei a ele”...; fala com os cristãos.

Passemos a 1 João 5:3: “3 ​Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos”. Por que? “4 ​porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”. É guardar os mandamentos por meio da fé; essa é palavra do Senhor Jesus dita por João; não só palavra de um João meramente humano, não; palavra de Jesus registradas por João, amém? Isso foi dito depois da ressurreição de Jesus e da vinda do Espírito Santo; porque diz aqui: “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1 João 5:5). Fala dos que nasceram de novo; quem é nascido de Deus vence o mundo e guarda os mandamentos do Senhor, que não são penosos.

Agora 2ª João 6: “E este é o amor, (a ver, umas emoções muito bonitas? não; não diz que o amor são só emoções, não; este é o amor) que andemos segundo seus mandamentos (este é o amor). Este é o mandamento: que andem em amor, como vós ouvistes desde o começo”. Esse é o mandamento próprio do Cristianismo, que nos amemos uns aos outros; mas, irmãos, não somente João; falou-nos Jesus por João; agora nos fala João conforme a Jesus; e também Paulo, o grande Paulo que alguns pensam que é distinto que João, não; é o mesmo evangelho. Pedro, Tiago e João deram a mão destra de comunhão a Paulo, amém? É o mesmo evangelho.
Diz Paulo em 1ª aos Coríntios 7:19. Notem, é Paulo que fala: “A circuncisão nada é, e a incircuncisão nada é, (o que importa então?) a não ser o guardar os mandamentos de Deus”. Vemos que Paulo fala igual a João; a circuncisão do judeu nada é; ser gentio não é nada. O que é valioso então? Ter acreditado em Cristo, nascer de novo e poder cumprir seus mandamentos; isto é o que é válido: “o guardar os mandamentos de Deus”.


Bem-aventurados os mortos que morrem em Cristo

Agora passemos ao Ap. 14:13, e com isto termina esta passagem. Recordem que esta passagem está gravada em todo o capítulo 14, que forma uma unidade; porque primícias, colheita e vindima é uma unidade; são distintos aspectos de uma mesma unidade. Então o versículo 13, que aparece como dizemos no coração desta passagem, nos diz algo interessante neste contexto; porque claro, falou sobre a besta, sobre a imagem, da queda da Babilônia e de que há de se temer a Deus; como quem diz, não aos homens; ou seja que não vai ser fácil. O anticristo matará os Santos; haverá uma perseguição das piores. Irmão, se você tiver lido como foram as perseguições dos imperadores romanos, é terrível! Se tiver lido as perseguições nazistas, as perseguições do comunismo, as perseguições da própria inquisição da igreja romana e outras dos muçulmanos, são terríveis; mas isso não é comparável à que vem.

Diz que não haverá pior tribulação como esta que vem. Há irmãos que dizem que o anticristo fará parecer como um bom bebê a Hitler e a Nero, a Stalin e a toda essa gente; porque este é o pior, é a consumação final; chegará a ser o cúmulo que completará o número final dos mártires que têm que serem mortos por causa do Senhor. É nesse contexto que diz: “13 E ouvi uma voz que do céu me dizia (Aleluia! Quando na grande tribulação as outras pessoas vão querer morrer e não poderão, os mártires terão o privilégio de serem mártires para descansar): Escreve: Bem-aventurados daqui em diante (nesse tempo final, desde que a hora do julgamento está começando e avançando até o final) os mortos que morrem no Senhor”. Os outros querem morrer e não podem; os que não têm o selo do Deus vivo, querem morrer e não podem, mas estes são bem-aventurados. Quem serão os bem-aventurados do final?

Os mortos que morrem no Senhor. Sim”; o repete, já o disse o céu e agora o diz o Espírito na terra, “Sim”, como quem diz: amém; as promessas de Deus são sim e amém. “Sim, diz o Espírito, para que descansem de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”. Esta preciosa bem-aventurança é a segunda bem-aventurança das sete bem-aventuranças do Apocalipse. “Estimada é aos olhos de Jeová a morte de seu Santos” (Sl. 116:15). Vocês sabem que há as sete bem-aventuranças de Mateus 5, as bem-aventuranças que disse o Senhor no Sermão do Monte; mas há outras bem-aventuranças também do Senhor no Apocalipse, e esta é a segunda; e terminamos citando essas sete bem-aventuranças. Não vamos explicar. Qual é a primeira bem-aventurança do Apocalipse? Ap. 1:3:

“Bem-aventurado o que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, (agora estamos sendo bem-aventurados, mas sobre tudo) e guardam as coisas nela escritas; não podemos deixar se perder, devemos guardar) porque o tempo está perto”. Esta é a primeira bem-aventurança.

A segunda é 14:13: “Bem-aventurados daqui em diante são os mortos que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”.
A terceira bem-aventurança está em 16:15: “Eis aqui, eu venho como ladrão (diz ainda em plena sexta taça; em plena sexta taça ainda está anunciando a vinda como ladrão; em plena sexta taça é derramada a ira; em plena tribulação; ainda anuncia que vai vir como ladrão). Bem-aventurado o que vela, e guarda suas roupas, (porque estes são tempos de sujar) para que não ande nu, (como os laodicenses) e vejam sua vergonha”.

A quarta bem-aventurança está em 19:9: “Bem-aventurados os que são chamados às bodas do Cordeiro”.

A quinta bem-aventurança; 20:6: “Bem-aventurado e santo o que tem parte na primeira ressurreição; a segunda morte não tem poder sobre estes, mas, serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”.

A sexta bem-aventurança está no 22:7: “​Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro era o que lê e o que ouve e guarda; no final é o que guarda, porque claro, se chegar no final, já teve que ter lido e ouvido. Então, a primeira bem-aventurança é para meter-se na coisa; a sexta é para guardá-la.

A sétima é a do Ap. 22:14: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas é a sétima bem-aventurança.

“Bem-aventurados os que lavam suas vestiduras, para ter direito à árvore da vida, e para entrar pelas portas na cidade”.


Então, irmãos, essa segunda bem-aventurança que vimos no final da mensagem dos três anjos, está no contexto destas sete bem-aventuranças do Apocalipse. vamos parar aqui. Vamos dar graças ao Senhor ?
*( tradução de Reina e Valera para o português)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Aproximação ao Apocalipse (50) As Primícias

Aproximação ao Apocalipse ( 50 )

As Primícias


Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro.”. Ap. 14:4.

Comentários de crítica textual

Irmãos, vamos estudar a palavra do Senhor. vamos continuar com esta aproximação ao Apocalipse, e estamos chegando hoje ao capítulo 14. No dia de hoje vamos considerar, com a graça de Deus, dos versos  1 ao 5, e algumas concomitâncias, ou as relações desta passagem. Apocalipse 14:1-5. Como costumamos fazer, vou ler esta versão de Reina-valera 1960, que a maioria temos, e vamos fazer os comentários de crítica textual; ou seja, examinando esta tradução à luz dos manuscritos gregos mais antigos.

“E olhei”; no grego kai, “e”, vi ou olhei; a palavra mais exata é “vi”. “1 E vi, e eis aqui o Cordeiro que estava em pé sobre o monte do Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que tinham o nome dele e o nome de seu Pai escrito na frente (a frase “o nome” se repete duas vezes; não é somente o nome do Cordeiro e o Pai, e sim, o nome do Cordeiro e o nome, outra vez; “onoma” aparece duas vezes no verso 1). 2 E ouvi uma voz do céu como estrondo de muitas águas, e como som de um grande trovão; e a voz que ouvi era como harpistas que tocavam suas cítaras (a palavra é “cítara” mais que harpa; é literal, “cítara”; o original usa citareavam e cítara). 3 E cantavam como (aqui aparece a palavra “jos”, como se, como que, entre a palavra cantavam e um cântico) um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes, e dos anciões; e ninguém podia aprender o cântico a não ser aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos dentre os da terra. 4 Estes são os que não se poluíram com mulheres, pois são virgens. Estes são os que seguem ao Cordeiro por onde quer vá. Estes foram redimidos dentre os homens como primícias para Deus e para o Cordeiro; 5 e em suas bocas não foi achada mentira; e são sem mancha”. A expressão “pois” está adicionada pelo tradutor, igualmente a parte “diante do trono de Deus”; somente aparece em dois manuscritos gregos tardios. Dos 300 manuscritos gregos do Apocalipse, em nenhum, a não ser em dois tardios, foi acrescentado esta parte: diante do trono de Deus; em alguns outros foram acrescentados outra coisa, mas a maioria e os manuscritos mais antigos terminam onde diz: “e são sem mancha”.

De maneira, pois, que se nenhum dos manuscritos mais antigos, a não ser dois muito tardios têm essa frase, então significa que é um acréscimo de algum escriba; porque como pode faltar em quase 300 manuscritos dos antigos, e somente dois manuscritos tardios em que aparece, dentre os 300? Além disso, como o Textus Receptus se apoiou nestes dois tardios, incluiu-o; e como Reina-valera se apoiou no Textus Receptus, por isso Reina-valera os inclui. Então estamos fazendo o exame da tradução de Reina-valera à luz dos manuscritos mais antigos, e também mais numerosos. Bom, irmãos, isto era apenas o comentário de crítica textual a respeito desta passagem de Apocalipse 14:1-5. Vamos, então, voltar sobre nossos passos e analisar verso por verso isto que estamos lendo.

Enfatizando entre as duas partes da mesma profecia

Em primeiro lugar, reparem onde aparece o capítulo da passagem; está na segunda parte do Apocalipse. Já no capítulo 10 vimos de que o Apocalipse está dividido em duas grandes partes: A primeira parte que vai do capítulo 1 ao 11, e a segunda parte que é quando se volta  a profetizar outra vez. Ali, terminando o capítulo 10, o anjo diz a João: Olhe, João, é necessário que profetize outra vez sobre as tribos, línguas, nações, povos, reis, etc. Profetiza outra vez. O que quer dizer isso? que a segunda parte, ou seja, do capítulo 12 até o 22, corresponde a esse  profetizar outra vez. Pelo seguinte, irmãos, é necessário ter em conta outra vez essa frase, para interpretar esta passagem de Apocalipse 14-. Não podemos dar uma continuidade cronológica entre a primeira e a segunda parte de Apocalipse, porque a primeira parte termina com a sétima trombeta, e a sétima trombeta consuma o mistério de Deus; portanto, depois da sétima trombeta, ou seja do capítulo 12 até o 22, não há continuidade cronológica com o capítulo 11, porque o capítulo 11 termina, consuma o mistério. O anjo disse à João: profetiza outra vez; é necessário que profetize outra vez; ou seja, volta a profetizar. Já tratou uns assuntos aqui, agora é necessário que volte  a tratá-los outra vez. Não é uma profecia em continuidade, mas é profetizando outra vez sobre o passado.

Identificação dos 144.000 selados dos capítulos 7 e 14

É por isso que não podemos interpretar os 144.000 do capítulo 14 como se fossem outros diferentes dos do capítulo 7, porque a profecia do capítulo 14 é voltar a falar outra vez do que já tinha falado antes. O que tinha falado antes dos 144.000? no capítulo 7 tinha falado que o Senhor disse que fossem selados seus servos das doze tribos de Israel, recordam? E daí vieram esses 144.000. Um princípio de hermenêutica é que não se pode fazer doutrina com um só verso. Deus mesmo se sujeita à suas próprias leis.

Diz Ele em sua palavra, Através de seus servos, que em boca de duas ou três testemunhas conste todo negócio; ou seja, que caso se faça uma doutrina sobre os 144.000, tem que haver, pelo menos, outro versículo que fale do mesmo para que se possa cumprir essa regra hermenêutica. Não se pode fazer doutrina de um versículo; tem que haver outra passagem paralela que fale do mesmo; possivelmente com outros termos, mas mais ou menos do mesmo, para que a gente confirme ao outro e o outro confirme ao um.

Então estes 144.000 de Apocalipse 14:1-5, considero sinceramente que são os mesmos de Apocalipse capítulo 7; porque então onde estaria confirmado o do capítulo 7 se fossem outros os do 14? e se os do 14 fossem uns, onde estariam confirmados os do 14, a não ser com os do 7? Essa cifra se confirma no 7 com o 14, e o 14 com o 7. Além disso vamos ver outras coisas que os identificam.

Significado espiritual do monte Sião

Primeiro, vejam o primeiro verso: “E vi, e eis aqui o Cordeiro estava em pé sobre o monte Sião”. Aqui estes 144.000 aparecem no monte Sião; temos que tomar todos os outros versículos da Bíblia que se referem ao monte Sião para ver e entender a que se refere este monte Sião. O monte Sião é uma palavra espiritual; é uma palavra que abrange algo muito grande; não é somente o monte físico de Jerusalém onde está uma parte da cidade de Jerusalém, a parte mais sagrada onde está o templo, mas a Bíblia chama o monte Sião de monte do reino, no futuro.

Por exemplo, há profecias que falam do monte Sião em Isaías 11, em Miquéias. Olhemos, por exemplo, Miquéias capítulo 4, onde aparece uma entrevista típica sobre o monte Sião. Miquéias 4:1 em diante: “1 Mas nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido como o mais alto dos montes, e se exalçará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos. 2 E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, de sorte que andemos nas suas veredas; porque de Sião (este Sião é o monte Sião) sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. 3 E julgará entre muitos povos, e arbitrará entre nações poderosas e longínquas; e converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. 4 Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do Senhor dos exércitos o disse.”. Vemos que o monte Sião se refere ao reino dos céus. Há uma parte na era da igreja e uma parte na era do Milênio. Por isso vimos em Miquéias, uma parte é no Milênio.

Se vocês tomarem os capítulos do 41 aos 46 do profeta Isaías, ele fala do monte do Sião; ele esclarece tudo o relativo ao monte Sião; e estamos vendo que o monte Sião é o cumprimento do reino; entretanto, há uma parte espiritual durante a época da Igreja que se refere também ao monte Sião, falando do monte Sião como dos céus em um certo sentido.

A cidade do Deus vivo

vamos ver isso em Hebreus 12:22: “Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; 23 à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; 24 e a Jesus, o mediador de um novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.”. Então neste contexto diz que os israelitas se aproximaram do monte Sinai com trovões e tiveram temor; mas agora não; agora nos aproximamos do monte Sião; embora esta carta está dirigida aos hebreus, aplica-se também à Igreja, porque agora não há judeu nem gentio em Cristo. “Mas tendes chegado ao monte Sião”; mas qual é este monte Sião de Hebreus 12:22? A cidade do Deus vivo, Jerusalém a celestial. Jerusalém a celestial é a esposa do Cordeiro; somente que antes que Ele desça ela está nos céus; é depois do Milênio quando a Nova Jerusalém desce dos céus à terra; enquanto isso está nos céus.

Haverá um reino no Milênio, e também a Nova Jerusalém descerá dos céus à terra. Aqui a palavra monte Sião está se referindo à cidade do Deus vivo, Jerusalém a celestial; é um significado espiritual; portanto aqui no capítulo 14 de Apocalipse aparece o Cordeiro estando em pé sobre o monte Sião, e com Ele 144.000 que tinham o nome Dele e o nome de Seu Pai escrito na frente.

Os 144.000 de Apocalipse 7 foram selados também na frente com o selo do Deus vivo; esse é o Espírito Santo. O Espírito Santo se refere aos que acreditaram em Cristo; estes 144.000 de Apocalipse 7, que são das tribos de Israel, que são israelitas no natural, são o remanescente de Israel que Deus tinha prometido que seria salvo; porque Deus prometeu a Israel o reino.

O remanescente de Israel

Diz Romanos capítulo 11, que já o mencionamos em outra ocasião, mas agora vale a pena voltá-lo para considerar, ali diz que há um remanescente em Israel que será salvo. “25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte, (em parte, não é total. Alguns pensam que o endurecimento de Israel foi total, não; foi parcial e é temporário) sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado”. Isso é quando dos gentios tinham que formar povo para Seu nome, quando já tiverem entrado; então é a hora do Senhor voltar-se para Israel e tomar Israel e salvar Israel; não quer dizer a cada israelita, mas a nação de Israel representada nas doze tribos, em doze mil de cada tribo. Esses 144.000 são o Israel que receberá a Cristo no tempo final.

O remanescente de Israel será de crentes

Seguimos com Romanos 11: “26 e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; 27 e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados. 28 Quanto ao evangelho, eles na verdade, são inimigos por causa de vós; (por agora os judeus que não recebem a Cristo) mas quanto à eleição, (Deus escolheu Israel) são amados por causa dos pais. 29 Porque os dons e a vocação de Deus são irretratáveis”. Deus chamou Israel e Deus considerou Israel seu primogênito e suas primícias; portanto, embora os Israelitas se apartaram do Senhor, Ele salvará um remanescente. Então não somente se trata de judeus individuais, e sim as doze tribos; 12.000 de cada tribo formarão o Israel, o remanescente de Israel que cumprirá as promessas feitas Por Deus a Israel; mas eles receberão a Cristo, porque têm o nome de Deus e do Cordeiro escrito em sua frente; isso significa que receberão ao Senhor; por isso diz que todo o Israel será salvo. Quando diz que todo o Israel, refere-se à nação, não se refere aos israelitas individuais. Se um israelita pessoal não receber a Cristo, vai ao inferno; se receber a Cristo se salva; mas Deus fez promessas não só às pessoas, mas também à nação de Israel; e por isso Ele reservou 144.000 selados, escolhidos por graça, que receberiam ao Senhor e seriam selados com o selo do Deus vivo em suas frentes, que é o Espírito Santo, e com o nome do Cordeiro; ou seja, seriam cristãos; daí o nome de Deus e do Cordeiro.

Vamos ver outras passagens onde, embora sem mencionar o nome, nos fala do remanescente de Israel; e vejam como fala deles com linguagem similar a leste do capítulo 14 de Apocalipse. Olhemos em Sofonias 3:13; entretanto, quero que vejamos o contexto geral do capítulo 3 de Sofonias. “13 O remanescente de Israel (esses são os 144.000) não cometerá iniquidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; pois serão apascentados, e se deitarão, e não haverá quem os espante. 14 Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te, e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém. 15 O Senhor afastou os juízos que havia contra ti, lançou fora o teu inimigo; o Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; não temerás daqui em diante mal algum. 16 Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião; não se enfraqueçam as tuas mãos. 17 O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. 18 Os que em tristeza suspiram pela assembléia solene, os quais te pertenciam, eu os congregarei; esses para os quais era um opróbrio o peso que estava sobre ela”.

Teus foram. Que coisa!  “19 Eis que naquele tempo procederei contra todos os que te afligem; e salvarei a que coxeia, e recolherei a que foi expulsa; e deles farei um louvor e um nome em toda a terra em que têm sido envergonhados. 20 Naquele tempo vos trarei, naquele tempo vos recolherei; porque farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando eu tornar o vosso cativeiro diante dos vossos olhos, diz o Senhor”.

Israel, primogênito e primícias de Deus

Com toda clareza, irmãos, a Palavra do Senhor nos mostra que Deus restaurará Sião; e Romanos 11 vinha dizendo isso, que quando tiver chegado a plenitude dos gentios, todo o Israel, ou seja, a nação como nação, os 144.000 que representarão a nação, serão salvos; e aqui em Sofonias o que diz deste remanescente? “O remanescente de Israel não cometerá iniquidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa”. O que diz em Apocalipse 14:4?: “4 Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são castos. Estes são os seguidores do Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem primícias para Deus e para o Cordeiro. 5 E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis.”. Exatamente o que se profetizava do remanescente de Israel, está profetizado destes 144.000. por que o Senhor, além de escolher das demais nações uma multidão que ninguém pode contar, das doze tribos de Israel escolheu 12.000 de cada tribo? Porque Deus também tem primogênito.

Vamos ver aqui que a palavra “primícias” se relaciona com a palavra “primogênito”. Deus diz que Israel é Seu primogênito, são Suas primícias; portanto, de todas as nações, tribos, línguas e povos haverá gente salva; mas qual é o filho primogênito de Deus quanto aos povos? É Israel; por isso aparecem estes 144.000, também chamados primícias.

Vamos ler isso em Jeremias 2:3. Então Israel era santo para o Senhor, primícias da sua novidade; todos os que o devoravam eram tidos por culpados; o mal vinha sobre eles, diz o Senhor.”. Aqui Deus, falando pelo profeta Jeremias, está dizendo que Israel era suas primícias; Deus o diz claramente, amém?

Vamos olhar outros versículos que falam disto. Em Romanos 11:16 podemos ver uma expressão interessante: “Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são.”. Estas primícias de Romanos 11:16 se refere a Israel primitivo, que depois, passado o tempo, rebelou-se, e Deus os castigou; temporariamente os pôs de lado; temporariamente, parcialmente foram endurecidos; enquanto isso trabalhou com os gentios; mas Deus vai voltar a trabalhar com eles; de fato à Israel e a Jerusalém foi dado 70 septenários ou semanas de anos, na profecia de Daniel 9: 69 dessas semanas se cumpriram com Cristo; na cruz de Cristo a bênção de Deus passou aos gentios, e o tempo dos gentios foi todos estes 2000 anos de história; mas no final, Deus restaurará Israel; portanto, haverá 144.000 que receberão ao Messias, que serão desse remanescente, que cumprirão todas estas profecias que falam do remanescente de Israel dos últimos tempos; e esse remanescente é chamado de “as primícias”. Os patriarcas do Israel primitivo foram chamados “primícias”; aqui em Romanos 11:16 lemos: “Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são.” por isso, aos 144.000 do fim são chamados também “primícias para Deus e para o Cordeiro”.

Vamos olhar outros versículos interessantes aqui. Joel 2:32. No versículo 32, falando do final, do tempo do fim, já para a vinda do Senhor, diz: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar.
O remanescente ao qual Deus chamou, isto é o contexto do tempo do fim; há um remanescente, há um monte Sião.

O capítulo 14 de Apocalipse nos mostra, em contraste com o capítulo 13, Aos adoradores de Deus e o Cordeiro. O capítulo 13 mostrou os adoradores do dragão e da besta; o 14 mostra os adoradores de Deus e do Cordeiro; é um contraste, amém?

Israel, cabeça das nações

Olhemos outros versículos interessantes para confirmar esta qualidade da nação de Israel, por amor à Abraão, a Isaac, a Jacó, a Davi, Aos profetas. Êxodo 4:22. Olhem como o próprio Deus fala aqui: “Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito”.

Entre as nações da terra, o primogênito de Deus é a nação de Israel; das demais nações, de toda tribo, língua, povo e nação, o Senhor terá escolhidos, mas Israel é o primogênito, são as primícias, é o primeiro que menciona. Em Apocalipse 7 mencionou primeiro os 144.000 e logo uma multidão de todas as demais tribos; o mesmo ocorre no princípio de Isaías 14. Os cinco primeiros versos de Apocalipse 14 falam de Israel; agora olhem o que dizem os seguintes versos. “6 E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo”. Vemos que depois de mencionar Israel, menciona a toda nação, tribo, língua e povo; da mesma forma que fez em Apocalipse 7, fez em Apocalipse 14, amém, irmãos?

Vamos ver outro verso em relação a isto que estamos vendo aqui. Jeremias 31:7: “Porque assim diz o SENHOR: Cantai com alegria a Jacó, exultai por causa da cabeça das nações; (olhem como chama Israel: cabeça das nações) proclamai, cantai louvores e dizei: Salva, SENHOR, o teu povo, o restante  de Israel. (para que vejam que é o contexto do fim, vejam o verso seguinte). ​Eis que os trarei da terra do Norte e os congregarei das extremidades da terra; e, entre eles, também os cegos e aleijados, as mulheres grávidas e as de parto; em grande congregação, voltarão para aqui” ( versão ACF). Aqui chama claramente Israel de, “cabeças das nações”, lhe chama “o primogênito,” lhe chama “as primícias”.

Então não podemos interpretá-lo de forma diferente à exegese que estamos expondo; pelo menos eu de minha parte não me atrevo. O irmão John Nelson Darby põe estes israelitas na terra e põe a Igreja nos céus; mas aqui aparecem eles no monte Sião, que é ou o Milênio, ou por hora o céu. Será que durante a perseguição do anticristo vão ser sacrificados, como também muitos cristãos de toda tribo, povo e nação? e morrer com Cristo é ser bem-aventurado; o fato é que aqui aparecem no monte Sião e o Cordeiro com eles.

Harpistas que tangem suas harpas

Voltemos para Apocalipse 14:2: “​Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa”. Estes harpistas que tocavam suas harpas não são os 144.000; são celestiais, mas o que o céu canta, só o podem aprender estes 144.000; ou seja, estes, ou seja, pessoas mais preciosas dentre os seres humanos, redimidos de entre os homens, são também cristãos, mas são do remanescente de Israel agora cristãos, que lideram e aprendem o que outros não podem aprender; não são eles só os que cantam, não; só eles podem aprender. Se eles aprenderem, é porque que o canto existia no céu antes deles aprenderem. Olhem o que diz: “2 Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. 3 ​Entoavam como (essa palavra, “como”, porque é que João não o diz com toda clareza: cantavam um cântico; ele diz a palavra grega “jos”, “como”, ou seja, ele tentava explicar e não conseguia explicar) novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico (ninguém estava tão em sintonia na terra com o céu como estes 144.000) senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.

São Castos

Agora, se forem os mesmos de Apocalipse 7, são das tribos de Israel, são israelitas e são varões; porque aqui no versículo 4 diz:

“4 São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos”. Não se trata de homens casados que não adulteraram, não; porque um casado não é virgem, embora não adultere; são varões, cento e quarenta e quatro mil que não se poluíram com mulheres; significa que são celibatários para o Senhor; gente do tempo do fim que conhece o que vai acontecer com as mulheres, com as crianças em Israel, que vai haver tempo de angústia, que lançarão as crianças contra as pedras e violarão as mulheres, mas se mantiveram celibatários para o Senhor no tempo do fim. Diz: “não se macularam com mulheres”. Não quer dizer que ter relações dentro do matrimônio seja pecado; mas deles diz: “são castos”, isso significa que são celibatários; e diz mais:

São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá”. Ou seja, de entre todos os da terra, o Senhor reservou a estas primícias dentre os homens, cento e quarenta e quatro mil das tribos de Israel. “São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; 5 ​e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula”.

Aspecto gramático-histórico de primícias

Agora quero me deter um pouquinho na palavra “primícias”; porque isto foi a causa de várias interpretações; então terá que se estudar bem o relativo às primícias, do começo até o fim.

Primeiro, teremos que ver o aspecto gramático-histórico das primícias literais, das festas físicas de Israel; mas Colossenses 2:16 nos diz que aquelas festas, junto com os sábados, comidas, bebidas, luas novas, eram sombra do que tinha que vir, ou seja, de Cristo.

Certamente aquelas festas foram históricas, mas de uma vez projetam uma sombra a respeito de Cristo. A páscoa fala de Cristo crucificado; os ázimos falam de Cristo compartilhado como um pão; as primícias falam de Cristo ressuscitado; Pentecostes fala de Cristo derramando seu Espírito: não vos deixarei órfãos, virei outra vez; esse aspecto de Cristo é Pentecostes; trombetas é Cristo anunciado; expiação Cristo advogado, porque já houve a páscoa, mas baseado ao sacrifício da páscoa há expiação, há propiciação. Se tiverem pecado, filhinhos, advogado temos; Ele é a propiciação; a sexta festa, da propiciação fala de Cristo advogado; e a dos tabernáculos, no final do ano, Cristo esperado, quando Ele volta e começa o reino, o Milênio; essa é a festa dos tabernáculos.

Essas festas eram figura de Cristo; entre essas festas estava a festa das primícias. Aqui em Apocalipse fala das primícias, e aparecem como primícias os cento e quarenta e quatro mil; mas na Bíblia aparecem três classes de primícias. As primícias do Novo Testamento são: Cristo as primícias dos ressuscitados dos mortos; os cento e quarenta e quatro mil as primícias dos redimidos dentre os homens, e os cristãos em geral que têm as primícias do Espírito, que diz Romanos 8, que são primícias de suas criaturas, como diz Tiago. Então temos três níveis de primícias:

1. Cristo: as primícias dos ressuscitados entre os mortos;

2. Os cento e quarenta e quatro mil: primícias dos redimidos entre os homens; e

3. A igreja, os cristãos, os que temos o Espírito: primícias das criaturas. Vamos, pois, ver esses três níveis nos distintos versículos. o dos cento e quarenta e quatro mil já o vimos.

Cristo, primícias dos que dormem

Olhemos para Cristo, que é muito importante. por que é importante olhar Cristo como primícias? Para que quando lermos a tipologia das primícias, não apliquemos à Igreja o que é de Cristo; porque alguns dizem que algumas primícias eram antes tomadas ao céu e as outras eram depois, e então dizem que as que eram antes se referem a uns irmãos mais perfeitos que outros que são arrebatados primeiro, e outros que são deixados para depois; mas devemos atentar à interpretação da tipologia com base no Novo Testamento.

Olhemos 1ª Coríntios 15:20: “​Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”. Aqui aparece Cristo como primícias; por isso a terceira festa das sete de Israel era a festa das primícias; e todas essas festas são figura de Cristo; portanto, a festa das primícias significa a ressurreição e ascensão de Cristo para apresentar-se como um feixe movido antes dos demais. De maneira, pois, que Cristo é a festa das primícias, e as primícias é Cristo. Por isso em Apocalipse 12, o varão que é arrebatado é Cristo, e as primícias são Cristo. Diz 1ª Corintios 15:23: “​Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias”. Se refere à ordem da vivificação em Cristo; o verso 22 dizia: “Porque assim como em Adão todos morrem, também em Cristo todos serão vivificados”. Como? Como vai ser a vivificação? Diz: “cada “​Cada um, porém, por sua própria ordem:”. Notem, qual é a devida ordem que o Espírito deu ao apóstolo? Esta é a devida ordem; não há outra ordem; esta é a devida ordem: “Cristo, as primícias”. Alguns leem assim: Cristo "vírgula", como se fosse um, as primícias como se fossem outros; mas não podemos interpretar Cristo um e as primícias outros; porque no verso 20 havia dito: “​Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”; ou seja, Cristo é as primícias. Então quando diz: Cristo as primícias, quer dizer que as primícias é Cristo; Ele é o primeiro feixe, o primeiro que ressuscitou dentre os mortos, que ascendeu e foi apresentado ante Deus.

A ordem da ressurreição

Cinqüenta dias depois veio o Espírito Santo e veio sobre a Igreja; agora sim, a Igreja chegou a ser primícias de suas criaturas por ter as primícias do Espírito; mas antes é primeiro Cristo. Cristo as primícias primeiras, que tem a preeminência em todas as coisas; então o verso 23 tem que se interpretar em relação com o verso 20 e em relação com Colossenses 2:16. Estas primícias do verso 23, é Cristo. Então a ordem: “Cristo, as primícias; logo os que são de Cristo, em sua vinda”. Se essas primícias fosse distinta, diria assim: Cristo, logo as primícias, logo os que são de Cristo, logo o fim; mas não, Cristo as primícias; essa é a ordem: Cristo é as primícias, logo os que são de Cristo, em sua vinda; aqui esta é a ordem do Espírito Santo por Paulo, os que são de Cristo em sua vinda; aqui não faz divisões de arrebatamentos parciais, não; os que são de Cristo em sua vinda.

“24  ​E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, (o Milênio, porque quando Ele vem, estabelece o Milênio e logo entrega o reino) quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.”. Vemos que mesmo que o Senhor entregue o reino, ou seja, ao final do Milênio, outros mortos ressuscitam e vão ao julgamento do grande trono branco. Essa é a ordem da ressurreição. Primeiro foi Cristo, logo os que são de Cristo em sua vinda, e logo outros, quando entregar o reino ao Deus e Pai, ou seja depois do Milênio; essa é a ordem. Então aqui aparece: Cristo as primícias; em 1ª Coríntios 15:20,23, e em Colossenses 2:16.

A Igreja tem as primícias do Espírito

Continuamos o desenvolvimento da consideração das primícias em Romanos 8:23 e Tiago 1:18. Romanos 8:23 diz: “23 ​E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”. Agora fala das primícias do Espírito. O que aconteceu? Vamos ver agora na tipologia que depois de que se oferecia o primeiro feixe, cinqüenta dias depois, por isso é chamado Pentecostes, porque eram sete semanas, e o seguinte dia, ou seja, no dia cinqüenta, ofereciam-se as outras primícias; e justo no dia do Pentecostes, cinqüenta dias depois da ascensão do Senhor, vem o Espírito Santo com as primícias do Espírito e nos faz primícias de suas criaturas. Então diz aqui no verso 23: “... também nós mesmos, que temos as primícias do Espírito”. As primícias do Espírito se refere às outras primícias que são depois dos cinqüenta dias, do qual vamos ver agora a tipologia; mas não podemos interpretar a tipologia sem o Novo Testamento; porque se formos ler a tipologia desvinculada dos versos do Novo Testamento, podemos interpretá-la de outra maneira. Por isso li primeiro o Novo Testamento para que controle nossa leitura tipológica do Antigo, amém?

Tiago, o irmão do Senhor Jesus, diz em 1:18: “​Pois, (ou seja Deus, o Pai de todas as luzes) segundo o seu querer (sua vontade), (como disse João: não por vontade de carne, nem vontade de homem, mas sim de Deus) ele nos gerou (esta é a regeneração) pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”. Então a quem Tiago está chamando de primícias de Suas criaturas? A todos os regenerados. Quando recebemos as primícias do Espírito, nascemos do Espírito, e nos convertemos, por ter as primícias do Espírito, em primícias de suas criaturas, amém?

Agora sim vamos passar a olhar a tipologia das primícias. Primeiro, nos lembremos de que eram umas ordens físicas; Israel tinha que dar primícias de tudo o que colhia; mas aquilo também tinha um sentido espiritual, como acabamos de ver no Novo Testamento, amém?

As primícias são para Deus

Passemos agora a olhar Êxodo 22:29, onde começa a primeira menção de toda a Bíblia, a respeito das primícias. antes de Êxodo 22 não há nenhuma outra menção a respeito das primícias; esta é a primeira menção a respeito das primícias que há em toda a Bíblia. Diz Êxodo 22:29: “As tuas primícias e os teus licores não retardarás; o primogênito de teus filhos me darás”. Como se vai explicar depois, Deus queria que de tudo que se colhesse, o melhor e o primeiro seria dado ao Senhor. Por isso diz em Provérbios 3:9: “Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda”. Quando colhemos, não as primícias que se apresentam antes das sete semanas, a não ser as de depois, de tudo o que se colhe, das colheitas, dos produtos do trigo, da cevada, apresenta-se ao Senhor as primícias, É dado ao Senhor; o Senhor disse: minha são as primícias. Quando em Malaquias Deus fala de que me roubastes, não diz, em seus dízimos e ofertas, mas sim, diz, em seus dízimos e primícias; porque as ofertas são voluntárias; porém as primícias Deus disse: são minhas. Cada primogênito é meu; os primeiros frutos são meus, dará-me isso . Então por isso diz: “As tuas primícias e os teus licores não retardarás”; e no 23:19 explica a que classe de primícias se referia:

As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus.”.

A festa das primícias

Passemos a Êxodo 34:22: “​Também guardarás a Festa das Semanas”; desde quando se oferecia o primeiro feixe, desde esse dia se começava a contar sete semanas, ou seja, quarenta e nove dias; e no seguinte dia, ou seja, no dia cinqüenta, oferecia-se outra vez as primícias. Há umas primícias antes dos cinqüenta dias e outras depois. Então prestemos atenção à tipologia aonde aparece a festa das primícias. Êxodo 34:22: “Também (por que também? Porque as outras também, a páscoa também, os ázimos também, as trombetas também, a expiação também, tabernáculos também, mas esta, a das primícias e a das semanas) guardarás a festa das semanas”; e logo a festa das semanas se divide em duas partes: o que começa as semanas e o que termina. Olhem o verso 22: “Também guardarás a festa das semanas, (primeira parte) que é a das primícias da sega do trigo, (segunda parte) e a Festa da Colheita no fim do ano”; ou seja, na festa das semanas, começavam as semanas com o primeiro feixe, que é figura de Cristo, e logo a outra parte, “a colheita no fim do ano”, que é depois das sete semanas. Essa é a parte que corresponde com o povo de Deus, com a Igreja: judeus e gentios.

Êxodo 34:26: “As As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR”. Isso se refere à de depois, ou seja, depois dos quarenta e nove dias.
                           
As primícias levedadas

Levítico 2:11,12. Vem falando de que não se deve oferecer ao Senhor nada levedado; somente como oferenda de primícias. Deve-se levar conta que o feixe que se apresentava antes representa a Cristo, é totalmente puro; mas vamos ver agora mais adiante, que as primícias que se apresentam depois das semanas, eram com levedura, porque a igreja tem pecado; então por isso sim eram com levedura; por isso diz aqui nos versos 11 e 12: “11 ​Nenhuma oferta de manjares, que fizerdes ao SENHOR, se fará com fermento; porque de nenhum fermento e de mel nenhum queimareis por oferta ao SENHOR.

12 Deles, trareis ao SENHOR por oferta das primícias; todavia, não se porão sobre o altar como aroma agradável”. As primícias, não as de antes das semanas, mas as de depois, tinham levedura, porque se refere à Igreja, e na Igreja pecou, e o Senhor representou o pecado do povo de Deus na levedura das primícias depois dos cinqüenta dias. Passemos agora ao verso 14: “​Se trouxeres ao SENHOR oferta de manjares das primícias, farás a oferta de manjares das tuas primícias de espigas verdes, tostadas ao fogo, isto é, os grãos esmagados de espigas verdes.”.

As primícias da ceifa

Passemos ao capítulo 23 de Levítico, que é extremamente importante. Levítico 23 é a principal tipologia. No capítulo 2 estavam sendo introduzidas as primícias e a festa das primícias; mas onde explica a tipologia é aqui em Levítico 23 do versículo 9: “9 Disse mais o SENHOR a Moisés: (vamos ver com cuidado a tipologia) ​Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe...”; aqui não diz trigo; geralmente o primeiro que se recolhia da colheita era a cevada, porque o trigo representa a morte de Cristo, a cevada representa a resurreição  de Cristo, por ser o grão das primícias; já não diz trigo, diz colheita, messe: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote”. Este feixe representa a Cristo, as primícias, o primeiro dos ressuscitados. O que aconteceu? Cristo ressuscitou, e para que soubessem que tinha que apresentar-se ao Pai como primícias, apareceu à María Madalena, e quando ela o ia abraçar, Lhe disse: Não me toque, porque ainda não subi a meu Pai. María não o pôde tocar antes de que se apresentasse como primícias ao Pai; depois Ele se apresentou, porque enquanto Ele desaparecia, apresentou-se ao Pai em segredo, como primícias; depois apareceu outra vez e pôde abraçar María Madalena, e o puderam tocar; mas primeiro se apresentou ao Pai sem que ninguém o tocasse. por que? porque era primícias para o Pai.

Cristo, o feixe por primícia

Por isso diz: “trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote (este é Cristo apresentando-se em ressurreição e ascensão a Deus) dos primeiros frutos de sua ceifa. 11 E ​este moverá o molho perante o SENHOR, para que sejais aceitos; 12 ​no dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá”. O dia de repouso era na sábado; o dia seguinte é no domingo, porque Cristo ressuscitou no domingo; por isso é que o dia seguinte ao dia de repouso, ou seja, no domingo, terei que apresentar a Deus esse feixe, esse é Cristo, as primícias dos ressuscitados dentre os mortos. “12 No dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR”. Significa que Cristo ia apresentar o sacrifício que Ele fez por nós; holocausto, ou seja, para que a glória, a santidade e a justiça de Deus fossem vindicadas. A expiação é para nós; o holocausto é para Deus.

A morte de Cristo é para Deus; uma parte, para vindicar Sua justiça que foi ofendida, Sua glória que foi ofendida, Sua santidade que foi ofendida; por isso o holocausto é um aspecto da obra de Cristo. A expiação é outro aspecto; essa é para o Senhor te perdoar; a oferenda de paz é para te reconciliar, mas o holocausto é para agradar a Deus; o outro é para salvar a mim. Cristo morreu para reconciliar aos dois, para que Deus fora vindicado e satisfeito e nós fôssemos perdoados. O aspecto de holocausto é o que devemos a Deus; o aspecto de expiação, de oferenda de paz, é o que recebemos nós da obra  de Cristo na cruz; por isso quando se apresentava o feixe tinha que apresentar, junto com o feixe, o cordeiro para holocausto, sem defeito.

Continuemos lendo em Levítico 23:13: “Sua oferenda A sua oferta de manjares serão duas dízimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, (Cristo foi moído por nossos pecados; por isso foi amassado com azeite) para oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR, e a sua libação será de vinho, a quarta parte de um him”. Sobre este holocausto se derramava vinho, que representa que Cristo deu sua vida por nós; ou seja que junto com o feixe se apresentava tudo isto, porque Cristo se apresentou como advogado, pagando o preço de nossos pecados.

Olhem o que diz Deus no verso 14: “​Não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até ao dia em que trouxerdes a oferta ao vosso Deus; é estatuto perpétuo por vossas gerações, em todas as vossas moradas.”. Quer dizer que ninguém podia comer nada até que se oferecesse o feixe das primícias; ou seja que até que Cristo não ressuscitasse, ascendesse e se apresentasse por nós, não podíamos comer; não tínhamos direito a viver, somente depois de que Ele pagasse o preço de nossos pecados e se apresentasse diante de Deus.

Esta é a primeira parte das primícias. Cristo as primícias; Cristo primícias dos que dormiram é feito; primeiro em ressuscitar glorificado para nunca mais morrer. Antes ressuscitaram outros: quando Eliseu e outros, mas viveram e morreram de volta; Cristo é o primeiro em ressuscitar glorificado para nunca mais morrer.

Pentecostes: A Igreja é o novo grão

Agora, qual é o lugar da Igreja? Então agora nos toca . “15 Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão”. É no domingo; começa-se a contar sete semanas; quando chegam os cinqüenta dias; porque diz: “16 Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ( grãos, cereais) ao SENHOR”. Cristo foi o primogênito mas entre muitos irmãos. Primeiro se apresentou Ele; mas depois dos cinqüenta dias, agora vem o novo grão. depois das sete idades da Igreja, o Senhor recolhe á Sua Igreja: judeus e gentios para Ele, mas depois das sete idades da Igreja; por isso, na tipologia depois do dia das primícias, cinqüenta dias depois é o Pentecostes. Cristo subiu no dia das primícias, e logo cinqüenta dias depois, justo no dia dos cinqüenta dias, Pentecostes, esse dia veio o Espírito Santo à Igreja; ou seja que o novo grão é a Igreja; mas a Igreja está formada por judeus e gentios; porque olhem o que diz aqui no verso 16: “Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então, oferecereis nova oferta de manjares ao SENHOR”. Significa que desde dia do Pentecostes há a Igreja; essa foi as primícias do Espírito, mas em ressurreição e ascensão depois das sete eras da Igreja, ao fim, amém? O sétimo depois de Adão foi Enoque, que foi arrebatado como figura do arrebatamento da Igreja depois das sete eras da Igreja.

Dois pães: judeus e gentios

Então diz no verso 17: “Das vossas moradas trareis dois pães para serem movidos; de duas dízimas de um efa de farinha serão; levedados se cozerão; são primícias ao SENHOR.”. Aqui estão as outras primícias; estas outras primícias são dois pães, os gentios e Israel na Igreja. Como eram dois candeeiros, duas oliveiras, então são dois pães: os gentios e Israel. Vemos os cento e quarenta e quatro mil como primícias e vemos a Igreja em geral como primícias; e aqui aparecem depois dos cinqüenta dias dois pães de primícias, número de testemunho, porque há duas testemunhas que Deus tem na terra: Israel e a Igreja, que depois se juntam e dão um mesmo testemunho; dois pães. Então diz: “17 ​Das vossas moradas”; por que diz: de suas moradas? Porque já não é esta primícia a do feixe que se apresentou antes dos cinqüenta dias, não; esta é a do povo de Deus; esse é povo de Deus que também será chamado “primícias”. Tiago nos chama “primícias de suas criaturas”; os cento e quarenta e quatro mil, primícias dos redimidos de entre os homens; Israel é uma testemunha, um castiçal; a Igreja é outra testemunha, é outro castiçal. São duas oliveiras: uma oliveira é Israel e a outra oliveira é a Igreja.

Então diz: “De suas moradas”; já todo o Israel; mas o Senhor tomou aos primogênitos em nome de Israel; logo tomou aos levitas em nome dos primogênitos; e o mesmo aparece aqui: “De suas habitações”; tirem dois primeiros frutos; não aquele primeiro, mas o que veio depois, o grão novo. Então diz no verso 18: “18 Com o pão oferecereis (já não é um) sete cordeiros (porque é todo o período das sete eras da Igreja cobertas por Cristo) sem defeito de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao SENHOR, (primeiro é holocausto) com a sua oferta de manjares e as suas libações, por oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR. 19 Também oferecereis (porque não só terá que satisfazer ao Senhor, mas também nós devemos ser expiados) um bode, para oferta pelo pecado, e dois cordeiros de um ano, por oferta pacífica”. Tudo representa o que fez Cristo; primeiro o que fez para o Pai, holocausto; o que fez para nos perdoar, expiação; o que fez para nos reconciliar, oferta de paz. Então diz: “20 ​Então, o sacerdote os moverá, com o pão das primícias, por oferta movida perante o SENHOR, com os dois cordeiros; santos serão ao SENHOR, para o uso do sacerdote. Vemos, pois, que Levítico 23 é uma tipologia perfeita do assunto das primícias. Não se podem tomar as primeiras primícias como os arrebatados antes do resto da Igreja, porque o primeiro feixe é Cristo ressuscitado no primeiro dia da semana, antes da era da Igreja. Levíticos 23:22 fala de uma última colheita que tipologicamente se refere aos que são recolhidos no milênio das nações sobreviventes.

O sacerdócio participa das primícias

Passemos à Números 15:21, onde, para completar, diz algo sobre as primícias: “Das primícias da vossa massa (aqui já se refere à Igreja) dareis ao Senhor oferta alçada durante as vossas gerações”. Este já não é o feixe, e sim o grão novo com que fazemos pão para nós, e, bom, os primeiros e principais pães são primícias para o Senhor. Números 18:2,13, diz: “Faze, pois, chegar contigo também teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho”. O verso 2 nos diz o que eles tinham que fazer; logo dizem os versos 12 e 13:  “12 Tudo o que do azeite há de melhor, e tudo o que do mosto e do grão há de melhor, as primícias destes que eles derem ao Senhor, a ti as tenho dado. 13 Os primeiros frutos de tudo o que houver na sua terra, que trouxerem ao Senhor, serão teus. Todo o que na tua casa estiver limpo comerá deles”. Significa que Deus determinou que o sacerdócio comesse das primícias que o povo dava a Deus.

Números 28:26. Estamos estudando de tudo o que tem  primícias para que isto fique bem claro. “26 Semelhantemente tereis santa convocação no dia das primícias, quando fizerdes ao Senhor oferta nova de cereais na vossa festa de semanas, (esse é o grão novo, esse é da Igreja) nenhum trabalho servil fareis”. Aqui quando diz: o dia das primícias, quando apresentarem oferta nova ao Senhor em suas semanas, isso é depois das quarenta e nove; por isso é uma oferta nova; então, “terão Santa convocação”; é um dia especial, é um dia do recolhimento.

No lugar escolhido Por Deus

Deuteronômio 12:6,17: “A esse lugar trareis os vossos holocaustos, (ao santuário único; ali é onde se celebram as primícias, na casa, ou seja na comunhão do corpo de Cristo, é ali; as primícias é no corpo de Cristo) e sacrifícios, e os vossos dízimos e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos e ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e ovelhas. Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, nem qualquer das tuas ofertas votivas, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão; (então onde há o que comer?) 18 mas os comerás perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher”; ou seja, em Cristo, no Espírito e no corpo de Cristo; esse é o santuário único; representa a Cristo, ao Espírito e  ao corpo de Cristo; habitar em Cristo, habitar no Espírito e habitar na comunhão do corpo de Cristo; ali é onde se apresentam as primícias e se vive o gozo das primícias.

Passemos à Deuteronômio 14:23: “E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias”. Todo o resto se comia de maneira secular, em sua casa, mas o Senhor dizia que o primeiro, o melhor, comem-no em minha presença, comem-no comigo; isso quer dizer que Deus tem o primeiro lugar e Cristo tem a preeminência em todas as coisas.

Passemos a Deuteronômio 18:4: “Ao sacerdote darás as primícias do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e as primícias da tosquia das tuas ovelhas.”. A quem? Aos levita e aos sacerdotes. Deuteronômio 26:2,10: “tomarás das primícias de todos os frutos do solo que trouxeres da terra que o senhor teu Deus te dá, e as porás num cesto, e irás ao lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali fazer habitar o seu nome. 3 E irás ao sacerdote que naqueles dias estiver de serviço, e lhe dirás: (e aí começa a dizer tudo o que dizia e chegamos ao verso 10) E eis que agora te trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então as porás perante o Senhor teu Deus” Este é um caso normal; Às vezes havia casos pervertidos.

Primícias de anátemas

Olhemos 1 Samuel 15:21. Vemos que eles quiseram oferecer primícias do anátema, e essas Deus não as recebe. Quando Saul foi e perdoou o anátema, e o povo perdoou o anátema, e vieram apresentar à Deus coisas imundas, o que acontece? Deus não as recebe. Por exemplo, uma prostituta vai e vende seu corpo e quer dizimar do que ganhou de seus clientes; ou alguém por lá vai e faz negócios de narcotráfico e ganha dinheiro, e logo quer ajudar a construir um templo com o que ganhou do narcotráfico; essas coisas são anátema, isso Deus não recebe . “mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do anátema, para o sacrificar ao Senhor teu Deus em Gilgal.”. Devido a isso veio o julgamento de Deus, e por isso teve que vir Samuel e fazer o que não quis fazer Saul.

Passemos à 2 Reis 4:42. Aqui estamos no tempo do Eliseu. “Um homem veio de Baal-Salisa, trazendo ao homem de Deus pães das primícias, vinte pães de cevada, e espigas verdes no seu alforje. Eliseu disse: Dá ao povo, para que coma. Aqui temos um exemplo de dar as primícias.

Primícias em tempos de restauração

2 Crônicas 31:5,12. Aqui está a época de reforma, de restauração na época de Ezequias. Houve um tempo de restauração com Ezequias e outro tempo de restauração com o Neemias. Sempre que havia restauração, o povo dava as primícias; quando não havia restauração o povo se esquecia das coisas de Deus e abandonava o serviço à Deus. Aqui era tempo de restauração. 31:4: “4 Além disso ordenou ao povo que morava em Jerusalém que desse a porção pertencente aos sacerdotes e aos levitas, para que eles se dedicassem à lei do Senhor. 5 Logo que esta ordem se divulgou, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias de trigo, mosto, azeite, mel e todo produto do campo; também trouxeram em abundância o dízimo de tudo. 12 Ali (naquelas câmaras que foram preparadas) recolheram fielmente as ofertas, os dízimos e as coisas dedicadas; e tinha o cargo disto o levita Conanias, e depois dele Simei, seu irmão”.

O outro exemplo de período de restauração onde volta a haver dízimos e primícias está no Neemias 10:35,37. É um pouco parecido ao que dizia no tempo de Ezequias. “35 Também nos obrigamos a trazer de ano em ano à casa do Senhor as primícias de todos os frutos de todas as árvores. e as primícias da nossa mas, e as nossas ofertas alçadas, e o fruto de toda sorte de árvores, para as câmaras da casa de nosso Deus; e os dízimos da nossa terra aos levitas; pois eles, os levitas, recebem os dízimos em todas as cidades por onde temos lavoura”. Segue,  Neemias 12:44: “No mesmo dia foram nomeados homens sobre as câmaras do tesouro para as ofertas alçadas, as primícias e os dízimos, para nelas recolherem, dos campos, das cidades, os quinhões designados pela lei para os sacerdotes e para os levitas; pois Judá se alegrava por estarem os sacerdotes e os levitas no seu posto”.

Ainda seguimos em Neemias 13:30-31: “30 Assim os purifiquei de tudo que era estrangeiro, e determinei os cargos para os sacerdotes e para os levitas, cada um na sua função; 31 como também o que diz respeito à oferta da lenha em tempos determinados, e bem assim às primícias. Lembra-te de mim, Deus meu, para o meu bem”. Aí termina Neemias.

Estamos fazendo o seguimento exaustivo de todos os versículos que falam das primícias para que este assunto fique claro de uma vez por todas; se Deus o permitir. Passemos aos Salmos; ali vemos como Deus chama aos primogênitos de, primícias de Israel.

Primogênitos, primícias do Israel

Salmo 78:51: “Feriu todo primogênito no Egito, primícias da força deles nas tendas de Cão”. Então os primogênitos eram considerados as primícias; como Israel é seu primogênito, é as primícias. Passamos ao Salmo 105:36: “Feriu também todos os primogênitos da terra deles, as primícias de toda a sua força”.

Logo vem a menção das primícias em Provérbios 3:9. Muitos já sabem de cor. Provérbios 3:9 diz: “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda”.

Passemos ao profeta Ezequiel 20:40. Isto já é para o tempo do fim: “Pois no meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o Senhor Deus, ali me servirá toda a casa de Israel, toda ela, na terra; ali vos aceitarei, e ali requererei as vossas ofertas, e as primícias das vossas oblações, com todas as vossas coisas santas”. continuamos fazendo o seguimento do assunto das primícias em toda a Bíblia.

Ezequiel 44:30: “Igualmente as primícias de todos os primeiros frutos de tudo, e toda oblação de tudo, de todas as vossas oblações, serão para os sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para fazer repousar uma bênção sobre a vossa casa”. Ezequiel 48:14: “E não venderão nada disto, (das coisas santas, da terra reservada para Deus) nem o trocarão, nem transferirão as primícias da terra, porque é santo ao Senhor”. O que quer dizer que não se pode transferir as primícias? Que os primeiros frutos pertencem a Deus e não se podem usar para outra coisa, só para Deus; não se transferirão. Até aqui são todas as menções a respeito das primícias que há na Bíblia; depois vêm as que vimos no Novo Testamento de Romanos, de Tiago e as de Apocalipse; isso é tudo o que há sobre primícias na Bíblia, assim não podemos interpretar de outra maneira.

Lembremos: antes dos 50 dias, o primeiro feixe, figura de Cristo primícias dos que dormem é feito; Cristo as primícias em sua devida ordem, logo os que são de Cristo em sua vinda; ou seja, depois das sete semanas se traz as primícias de toda a terra, já das que nós podemos comer; disso o melhor, o primeiro, é dado ao Senhor, e da massa se fazem dois pães; mas esses dois pães representam o testemunho diante de Deus que são suas primícias; e Ele tem duas testemunhas na terra que são: Israel, que serão os cento e quarenta e quatro mil, primícias dentre os homens redimidos para o Senhor, e a Igreja, os filhos de Deus que têm as primícias do Espírito e são primícias de suas criaturas. Então, irmãos, até aqui o relativo às primícias. Esse é o tema de hoje. “As primícias”. Oremos...