sábado, 18 de abril de 2015

Aproximação ao Apocalipse (51)- A Mensagem dos Três Anjos.

Aproximação ao Apocalipse ( 51 )

A MENSAGEM

 DOS TRÊS ANJOS


E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo”. Ap. 14:6.

Considerações de crítica textual

Irmãos, vamos estudar a palavra do Senhor. Abrimos o livro do Apocalipse no capítulo 14. Hoje chegamos a considerar, com a ajuda do Senhor, a passagem que vai do versículo 6 até o versículo 13: A mensagem dos três anjos. Essa seria, com a ajuda do Senhor, a porção que estaremos considerando nesta noite. A mensagem dos três anjos. Apocalipse 14:6-13. vou fazer, como de costume, a leitura desta versão Reina-Valera de 1960, examinando sua tradução à luz dos manuscritos mais antigos, e da maioria dos manuscritos, para obter o texto mais autêntico:

“E”; sempre essa palavra “kai”;  a tudo está relacionado: “6  E vi outro anjo voando pelo meio do céu”; alguns poucos manuscritos não dizem a palavra “outro”, mas os mais antigos e a maioria dos manuscritos dizem: “outro anjo”, porque resulta que a palavra “outro” no grego é “alou”, e a palavra “anjo”, “angelou”; o final é parecido; por isso alguns às vezes, sem perceberem, o omitem. “6 E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno”; o artigo “o” não aparece no grego; “outro anjo que tinha evangelho eterno para evangelizar (aqui não é somente pregar, é evangelizar, é a mesma raiz do verbo evangelizar) aos assentados sobre a terra* e sobre toda nação, e tribo, e língua, e povo”; isso não é somente uma vírgula, é uma palavra de três letras: “kai”, isto, isto e isto, que palavra tremenda.

“6 E vi voar pelo meio do céu outro anjo, que tinha evangelho eterno para evangelizar aos assentados sobre a terra, (epi tês gêa) e sobre toda nação, (ou etnia; a palavra nação é etnia; não se refere aos países, mas aos grupos étnicos) e tribo, e língua e povo, (a palavra “toda”, qualifica não somente a etnia, mas também à tribo, à língua e ao povo) “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 8 ​Seguiu-se outro ( segundo)  anjo...”; aqui aparece a palavra “deutero”; não tem na Reina Valera porque essa tradução se apoiou no Textus Receptus, que se apóia em manuscritos mais tardios; especialmente Erasmo ( compilador do Textus Receptus) só tinha o códice 1, e a palavra “deutero” foi pulada, mas os manuscritos mais antigos e a maioria dos manuscritos diz a palavra “segundo”. Arcadio tem a versão do Harper Caribe, onde no rodapé da página tem muitas dessas citações relacionadas com a critica textual; se conseguirem essa versão do Harper, vão ter as notas sobre manuscritos ao pé da página.

“8 ​Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, (a palavra “polis”, cidade, não está no grego; foi uma paráfrase do tradutor) que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”. Não é “porque tem dado”, mas “que tem dado”; “a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”. Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro: “e outro anjo, terceiro”, é o que diz mais exatamente o grego: “9 ​Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10 ​também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 ​A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. 12 ​Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. 13 ​Então, ouvi uma voz do céu, dizendo:

" Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. Alguns poucos manuscritos pulam a palavra: sim, “nai”, mas João costuma falar desta maneira,  e a maioria dos eruditos considerou que era original. Quase sempre os textos mais curtos são os originais; porque a tendência dos escribas é parafraseá-los, embelezá-los; mas às vezes o estilo do autor é bem conhecido; então João está acostumado a usar esta expressão, e os eruditos deixaram ali: “Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.”. Que tremenda passagem!

Esta passagem é muito Formosa! Esta passagem é o espírito, a tónica dos últimos tempos, dos tempos finais; esta passagem é para precisamente o período mais ao fim. Diz: “a hora de seu julgamento chegou”; ou seja, esta ênfase, a mensagem do Espírito é para a hora do juízo, para os princípios de dores, e especialmente as dores da grande tribulação.

As ênfases históricas do Espírito

Às vezes na história da Igreja, o Espírito seguiu tocando teclas diferentes em uma ordem, segundo a necessidade da edificação. Por exemplo, no início da historia  da Igreja, a ênfase do Espírito era reconhecer quem era Jesus; bom, é o Messias, OK; e o Messias que relação tem com Deus? bom, é Deus também com o Pai; e bom, e Ele, se for Deus, como também é homem? Sim é Deus e também homem, tem duas naturezas em Sua mesma pessoa; ou seja, primeiro o Espírito se deteve na tónica do fundamento. Quem é Cristo em relação com Deus? Ele é também Deus com o Pai e é também homem com os homens? Sim. Logo, quando foi avançando a edificação da Igreja, a ênfase do Espírito Santo foi esclarecer a humanidade, não só a do Senhor Jesus, mas também também a condição humana da Igreja. Foi a época do pelagianismo e do agostinianismo combatendo com o pelagianismo, que dizia que o homem por si só e por sua própria vontade podia agradar a Deus, sem necessidade da graça; em troca, Agostinho de Hipona ensinava com  Paulo que o homem está caído e necessita da graça do Senhor para poder fazer. Nem sempre nas épocas a mensagem que o Espírito acentuava era a mesma; mas, como é uma edificação do Senhor, primeiro Ele põe o fundamento de Cristo, logo depois da obra de Cristo.

Já chegando à idade média, a ênfase do Espírito foi a expiação. Já sabemos quem é Cristo, já sabemos o que fez Cristo, então agora vem a época da Reforma; de modo que nesse momento histórico a tónica do Espírito foi a salvação pela fé, a justificação por fé. Não estaria clara a justificação por fé sem a expiação, nem a expiação sem Cristo; então primeiro o Espírito esclareceu na história da Igreja quem é Cristo (cristologia). Quando você lê os escritos da Igreja primitiva essa era a ênfase. Logo na época medieval, a ênfase foi trocada pelo Espírito, porque está edificando. Na época da Reforma, a ênfase foi diferente (soteriologia). Logo, depois de vir Sardes, chega Filadélfia. Aqui a ênfase começa a ser a Igreja, e nos últimos tempos, a escatologia.

Primícias, colheita e vindima

Irmãos, aqui aparece no capítulo 14, que não é o capítulo final, e isto está imbutido entre as primícias, a colheita e a vindima. Este capítulo 14 não podemos separá-lo, porque todas estas coisas estão relacionadas. As primícias relativas Aos 144.000 do Israel, a colheita dos gentis e a colheita de uvas dos que fazem que Deus pise nas uvas da ira e o sangue suba até os freios dos cavalos; a colheita de uvas. Então existem as primícias, a colheita e a vindima; e nesse contexto aparece a mensagem dos três anjos. Não podemos pegar esta passagem separada do contexto, nem tampouco podemos pegar o capítulo 14 de Apocalipse separado do 7. Se vocês se fixarem no capítulo 7:1-8, ali aparecem os cento e quarenta e quatro mil, e logo em 7:9-17, aparecem a multidão que veio da grande tribulação e foram salvos pelo sangue do Cordeiro; foi uma grande multidão recolhida pelo Senhor sobre a qual Ele estende seu pavilhão. Primeiro começa pelo primogênito, que é Israel, cabeça das nações (7:1-8), os cento e quarenta e quatro mil das doze tribos de  Israel; mas não somente o Senhor salva; depois aparece uma grande multidão  de toda tribo, língua e nação; não só de Israel, mas também de toda tribo; e é uma grande multidão que ninguém pode contar; e aparecem salvos, aparecem limpos pelo sangue do Cordeiro, acolhidos pelo Senhor, apascentados pelo Senhor. Então isto foi profetizado na primeira parte do livro.

Determinando as perícopas

A segunda parte do livro vai de Apocalipse 12 aos 20. Disse- o anjo a João: “É necessário que profetize outra vez”; ou seja, que ele volte a profetizar sobre coisas introduzidas na primeira parte, mas que têm que ser completadas na segunda parte; não há uma continuidade cronológica da primeira parte com a segunda, porque o final da primeira parte no capítulo 11 é a sétima trombeta com a qual se consuma o mistério de Deus. Agora volta a profetizar e começa a mencionar coisas que já tinha mencionado na primeira parte. Já na primeira parte tinha tratado dos cento e quarenta e quatro mil e tinha tratado dos gentios salvos e o tinha tratado no contexto do sexto selo. Há pessoas que querem usar a palavra parêntese. Eu não me atrevo a utilizar a palavra parêntese porque vejo que são perícopas completas; cada selo é uma perícopa completa, cada trombeta é uma perícopa completa, cada taça é uma perícopa completa, de maneira que o capítulo 7 pertence a perícopa do sexto selo. Então logo vem o sétimo selo que é o que termina o livro, termina o mistério de Deus. Bom, agora é necessário voltar a profetizar; profetiza outra vez; de maneira que o que se diz desde o capítulo 12 é contando o que já tinha sido dito antes, mas completando-o, complementando-o.

Por exemplo, em Gênesis 1, Deus disse: “26 Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. 27 E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; varão e fêmea os criou”. Aí contou a criação do homem; mas no capítulo 2 volta e o conta, porém com mais detalhe; no princípio contou em geral, a visão panorâmica, mas sem os detalhes; já na segunda vez que contou a mesma coisa, a criação do homem, varão e fêmea, já pôs detalhes. Quando Deus deu o sonho a Nabucodonosor e a interpretação de Daniel, aí, no capítulo 2, deu-lhe uma panorâmica da história universal; logo voltou a falar da mesma coisa na visão do capítulo 7, mas com mais detalhe; e ainda acrescentou mais detalhes no capítulo 8; e ainda mais no 9; e por fim na visão final de Daniel nos capítulos 10, 11 e 12, está cheia de imensos detalhes, mas esses detalhes se colocavam sobre as capas anteriores. Então a primeira capa é a primeira parte de Apocalipse; sobre isso vem a segunda parte do 11 aos 22, para lhe acrescentar mais detalhe. Não se trata de coisas distintas, mas as mesmas coisas de que tinha falado antes, as acrescentando. Os cento e quarenta e quatro mil e a multidão de nações salvas que respondem a pergunta final do capítulo 6, que é, quem poderá estar em pé diante do Senhor em Sua vinda? Porque está em pleno sexto selo, e assim termina o capítulo 6: “17 Porque o grande dia de sua ira chegou; e quem poderá sustentar-se em pé?” E a resposta é o capítulo 7, os cento e quarenta e quatro mil e aquela multidão incontável de pessoas salvas por Seu sangue; estes poderão estar em pé em Sua vinda.

Mas então agora chegamos ao capítulo 14. Lá nos contou primeiro o assunto da mulher lutando com a serpente; logo desenvolveu o assunto da besta; porque a serpente é o assunto espiritual, mas o dragão utiliza um instrumento político, uma espécie de civilização maligna, draconiana, que é seu instrumento, o instrumento de Satanás, o mundo; então aí declara a besta, e logo a outra besta aliada com a primeira, e a imagem da besta. Com isso mostra a situação política mundial final. Sempre terá se levar em conta os acontecimentos à luz da Bíblia. Não podemos interpretar os acontecimentos sem a Bíblia, nem a Bíblia sem os acontecimentos, porque o que foi dito a Daniel? Daniel, estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim; ou seja que até que as coisas se cumpram é que a palavra tem mais sentido.

Uma ordem de prioridades

Agora, Apocalipse, como é para o tempo do fim, não tem que ser selado, porque já é a última besta de Roma para cá; já é Apocalipse, é o cumprimento dos tempos da vinda de Cristo; então não tem que selá-lo. Então aqui aparece o capítulo 14 como se fora o complemento do capítulo 7; no 7 apresentou os cento e quarenta e quatro mil e as nações; agora volta a falar outra vez, porque é: profetiza outra vez, volta a falar do mesmo assunto, complementando-o. Nos versos 1-5 falou dos cento e quarenta e quatro mil como primícias; fizemos o seguimento das primícias; e agora vai falar da mensagem de três anjos; esta mensagem é extremamente importante porque, como lhes disse, é a tónica da mensagem do Espírito dos últimos tempos. Qual é a ênfase, qual é a voz, a insistência do Espírito no tempo final? Está sintetizado nestes três anjos, em uma ordem de prioridades; por isso no original assim diz: primeiro, segundo anjo, terceiro anjo; não só outro, como se pudesse ser de qualquer forma, não; Deus não podia começar com a justificação por fé, sem tratar a expiação; não se podia tratar a expiação sem tratar a Cristologia, e a Cristologia sem tratar a Trindade; primeiro era a Trindade, depois  a Cristologia, então a antropologia, então a soteriologia, então a eclesiologia, então a escatologia, não é verdade?

Então deste modo aparecem aqui três anjos: primeiro um, enfatizando: qual é a primeira ênfase do Espírito? Qual é a mensagem final, qual é a insistência do céu? três coisas: 1) o evangelho eterno; 2) depois como contraste, como cortina de fundo, a queda de Babilônia, e 3) então a advertência para não cair sob a idolatria da besta e da imagem da besta, que seria idolatria do diabo e do dragão. Aparecem, pois, três mensagens, ou seja, a tónica tripla do Espírito nos últimos tempos. É chamada “a mensagem dos três anjos”; o céu quer que na terra se tenham presente estas três coisas. Estas são as três coisas principais que terá que ter presentes nos últimos tempos, na hora do juízo. Analisemos.

O evangelho eterno

Primeiro: o evangelho eterno; não pode começar por outro lado. “E”; enfatizamos esse “e”; por isso quero enfatizar o grego, pois não é uma passagem isolada, é uma passagem no contexto das primícias, a colheita e a vindima. “6 E vi voar pelo meio do céu outro anjo, (porque já havia outros que tinham dito sua mensagem, mas agora estamos na hora do juízo) que tinha evangelho eterno para evangelizar aos assentados sobre a terra e sobre toda etnia, e tribo, e língua, e povo”. Nessa primeira parte, a ênfase, a mensagem do Espírito, a insistência do Espírito, no contexto do fim, da hora do juízo da grande tribulação, da presença da besta com suas exigências, do falso profeta com seus enganos, da imagem da besta com suas exigências de adoração, é o evangelho eterno; então claro, como não vai ser prioridade o evangelho eterno?

Irmãos, a primeira prioridade, a primeira necessidade do mundo, é o evangelho eterno; e aqui preciso fazer um comentário. Alguns pensaram que o evangelho eterno é outro livro. Orígenes, por exemplo, foi um grande homem de Deus, mas ele especulou que ao final haveria outro livro além da Bíblia; mas o próprio Apocalipse já fecha; ninguém pode lhe tirar nem adicionar. Alguns outros dizem que o evangelho eterno é diferente do evangelho da graça porque é somente para os que ficam na grande tribulação; e assim fazem um evangelho para os judeus, outro para os gentios e outro para os que ficam na grande tribulação; mas, irmãos, a Bíblia diz que não há outro a não ser um só evangelho.

São Paulo diz: não há outro evangelho, o evangelho de Deus é um só; e por isso lhe chama “eterno”, porque não muda com as dispensações, é o mesmo; já inclusive desde Gênesiss 3:15, que foi o primeiro versículo onde se anunciou o evangelho e por isso lhe chama o próto evangelho, diz que a semente da mulher esmagará a cabeça da serpente, e que será ferida no calcanhar; aí está sintetizado o evangelho. Cristo que nasceu da virgem María, foi ferido no calcanhar, morrendo na cruz, mas venceu a Satanás, venceu a morte, venceu o mundo, venceu o pecado, venceu tudo que o diabo introduziu; em um versículo pequeno, no próto-evangelho de Gênesis 3:15, já está introduzido o evangelho.

Todos os dados do evangelho que apareceram no Novo Testamento, já estavam escondidos no Antigo; por isso, São Paulo tinha a liberdade de dizer: não dizendo nada fora das coisas que já estavam escritas, anunciadas pelos profetas; e logo no final da epístola aos Romanos, ele diz que por mandato do Deus eterno ele tem que anunciar o evangelho mediante as Escrituras do Antigo Testamento; ou seja que o evangelho estava escondido e veio à plena luz no Novo Testamento, e se fechou já. A fé foi dada uma só vez aos Santos quando concluiu a primeira geração apostólica; a verdade já foi anunciada, uma só vez foi dada aos Santos; ninguém pode mudar esta mensagem, ninguém pode mudar os apóstolos e rechaçá-los; diz que os que nos ouvem, esses têm o Espírito da verdade; os que não nos ouve, os que não ouvem os apóstolos de Cristo, a Pedro, a Tiago, a João, a Judas e depois também aos outros, a Paulo, o que não nos ouve, não é de Deus; “e este é o espírito do anticristo, o qual vós ouvistes que vem, e que agora já está no mundo” (1 Jo. 4:3); disse claramente o apóstolo São João.

Irmãos, há um só evangelho; não há um evangelho para os judeus, outro para os cristãos, e outro para os que ficam na tribulação. Alguns dizem que na tribulação já não vai se ser salvo pelo sangue de Cristo, mas sim por seu próprio sangue; que têm que cortarem-lhe a cabeça para serem salvos; ou seja, são salvos não pela morte de Cristo, mas sim pela decapitação; isso não é verdade; o evangelho é um só. Um judeu se salva como um gentio; e alguém que morre antes da tribulação se salva igual àquele que passa pela tribulação; igualmente aquele que é ressuscitado ou arrebatado sem morrer; é o mesmo evangelho. Há um só evangelho, o evangelho eterno. Então o evangelho eterno, em toda sua riqueza, ou seja, de eternidade a eternidade, o único e imutável evangelho, é a principal necessidade do tempo do fim, a única saída e a primeira ênfase, a primeira mensagem do Espírito, a tónica do Espírito; quer dizer, o céu está interessado em que à toda tribo, língua, povo e nação lhes sejam ensinado o evangelho eterno.

Já em Mateus 24, que é chamado o Pequeno Apocalipse Sinótico que deixou o Senhor Jesus, aí fala de guerras, de rumores de guerra, fala da abominação desoladora, mas diz: “6 E ouvirão de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário que tudo isto aconteça; mas ainda não é o fim. 11 E muitos falsos profetas se levantarão, e enganarão a muitos. 14 E será pregado este evangelho do reino em todo mundo, para testemunho a todas as nações; e então virá o fim”. Ainda não vão; esse não é, esse não é ainda; mas o que? será pregado este evangelho do reino em todas as nações e então virá o fim. Qual foi o primeiro cavalo que saiu a cavalgar quando o Cordeiro abriu os selos? O cavalo branco, o cavalo do evangelho, que saiu vencendo e para vencer; isso é primeiro; já depois vêm as guerras e as fomes, mas primeiro vem o evangelho; então a primeira ênfase, a tónica do Espírito, digamos a responsabilidade que o céu nos coloca é o evangelho eterno; primeiro que tudo, o evangelho eterno.

Temei a Deus

“6 E vi voar pelo meio do céu outro anjo, que tinha o evangelho eterno para evangelizar (essa é a palavra exata no grego, “evangelizar) aos assentados sobre a terra e sobre toda etnia, e tribo, e língua, e povo”. Agora, é lógico, qual é o efeito do evangelho eterno? O que produz o evangelho eterno? Pois o evangelho eterno produz glória para Deus; tudo é para a glória de Deus; porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. “7 Dizendo a grande voz: Temei a Deus”; porque essa é uma época quando vamos querer ter outra coisa; as pessoas adorarão ao dragão e dirão: mas quem é como a besta? quem poderá lutar contra ela? E as pessoas vão temer ao homem; e o temente ao homem mais que a Deus, peca contra Deus. São Paulo aos Gálatas dizia: “se ainda agradasse aos homens, não seria servo de Cristo” (Gl. 1:10). Que ênfase farão quando a pressão da economia, quando a pressão da religião ecumênica, da nova era, quando a pressão da política e dos exércitos? É que todo mundo adore à besta e à sua imagem, e assim ao dragão. Então como não vai se dizer: “Temei a Deus”? Como não vai se dizer: não temam nem a uma besta, nem à outra besta, nem à imagem da besta, nem ao diabo? “Temei a Deus. e lhe dai glória, porque a hora de seu juízo chegou”. Não pensem que essa pressão final é grande coisa, não, não, não; isso não é mais que pouco tempo,  breve tempo, e esse sistema será totalmente destruído; esse é o juízo de Deus em cima. “Temei a Deus e Dai-lhe glória, porque a hora de seu juízo chegou; e adorem (a quem? Não à besta, não à sua imagem) Àquele que fez o céu e a terra, o mar e as fontes das águas”.

Quando no tempo de João e dos mártires da igreja primitiva, os imperadores faziam os bustos, as imagens deles, seus ídolos para estabelecer o culto ao imperador e adorar ao imperador; isso era o que exigiam a todos os cristãos. Se Você lê as atas dos mártires, tudo o que lhe pediam era fazer uma comemoração ao César romano, adorar a imagem de César; isso já era um primeiro indício de que no final seria pior que tudo; mas já estava sendo introduzido, e foi terrível. Irmão, quando você vê a historia, vê que muitos deram suas vidas pelo Senhor, e morreram com uma valentia tremenda, quando você lê as atas dos mártires fica maravilhado dessa integridade do Senhor; porque quando o povo do Senhor está em prova, o Espírito de glória repousa sobre ele, e diz: não se preocupem do que responderão, porque naquela hora lhes será dada palavra que não podem resistir; e por isso eu gosto de ler sobre o martírios dos Santos, porque nessa hora é o Espírito do Pai falando pelos irmãos mais singelos e deixando calados ou emudecidos os perseguidores; e entretanto, não podemos negar que também na história da igreja muitos apostataram; muitos querendo guardar sua vida, negaram ao Senhor, fizeram um arranjo para tratar de fugir, e depois não puderam fugir nem de sua consciência, nem da perseguição; igual foram destruídos.

Vocês recordam aquela anedota que já é muito conhecida, daqueles soldados russos que chegavam onde estava um grupo de irmãos reunidos clandestinamente, e lhes diziam: bom, os que são cristãos, ficam para cá, os outros, os que não queiram morrer por causa de Cristo, vão-se; e saíram muitos; e aos que ficaram, disseram-lhes: vocês são os verdadeiros cristãos; tiraram-se as armas e disseram: agora vamos orar com vocês; ou seja, oraram com os que de coração sincero estavam pelo Senhor.

Irmãos, essa é a hora final; o mundo cada vez nos faz as coisas mais difíceis. Em outra ocasião vimos como o mundo vai tomando decisões, vai passando por cima de nós, e nós vamos aceitando sua conquista. Diz que o anticristo conquistará rapidamente; diz: sem tempo, quer dizer, virtualmente por surpresa; e a gente vai ter que sobreviver, adorando-o; por isso é que não querem que você possa sobreviver, porque então não vais ser obrigado a adorar; mas a razão de todo esse controle mundial é para forçar uma adoração à Satanás e à seus instrumentos: a besta e sua imagem. Então, irmãos, como não vai ser uma tecla, uma tónica, uma mensagem do Espírito através dos anjos, para a terra: adorem a Deus, temei a Deus, não ao homem, dêem glória a Deus, não ao homem? “Adorem Àquele que fez o céu”; nenhum outro  destes tem feito o céu; quando eles nasceram o céu já existia; quando viemos, tudo já existia. “adorem Àquele que fez o céu e a terra, o mar e as fontes dessas águas é a principal ênfase do Espírito; claro, não somente terá que se dizer a verdade, também terá que se defendê-la.

A queda de Babilônia

Vocês recordam que Paulo fala de pregar o evangelho, de ensinar o evangelho, mas também fala de defendê-lo e de confirmá-lo. Por uma parte temos que dizer qual é a verdade, mas por outro lado temos que mostrar a mentira; mas primeiro mostrar a verdade, para que com os elementos de juízo da verdade, possamos medir a mentira com todos seus encantos, e mostrar que são fraudulentos. Então, em segundo lugar, não em primeiro lugar, depois do evangelho eterno, agora vem o contraste. Quem era a que pretendia ser a senhora? Como diz a Babilônia, a grande prostitua: estou sentada como rainha e não verei mau. Não, sim verá mau, e a Bíblia diz: deem a ela como ela lhes deu, no cálice  em que ela preparou bebida, preparem-na o dobro; então esta é a segunda mensagem, mas não a primeira,mas a segunda.

“8 E outro anjo, segundo, (deutero dizem os manuscritos) seguiu-lhe, dizendo: caiu, (ah!  quando o evangelho é claro, a mentira é exposta, e depois inclusive até os próprios chifres da besta aborrecerão à prostituta e a queimarão com fogo; o mundo inteiro aborrecerá a religião que viveu em deleites e que se fez a si mesma senhora, e embebedou às pessoas) caiu Babilônia a grande”; a Palavra não diz cidade, porque não se refere somente à cidade física de Roma, mas ao sistema de religião falsa que no final será um ecumenismo onde todas as coisas negativas já estão juntas. Irmãos, não pensem que isto é muito futuro, já o B’nai B’rith, que é um braço direito da sociedade luciferiana dos iluminati, financiou o ecumenismo, e a nova era e toda esta viagem do Papa João Paulo II com os famosos rabinos e até bruxos do Togo e sacerdotisas da deusa Shiva da destruição, de pastores protestantes, gente de todas as religiões; foram a Assis. Lá estava o Dalai Lama do Tibete; diz que vão adorar a Deus. No altar da missa, onde está o que os católicos chamam de o santuário e a custódia ( artefato católico), tiraram-no e puseram a imagem de buda, e o Papa aceitou que a sacerdotisa da deusa Shiva da destruição colocasse uma marca em sua fronte, e o ungisse como adorador de Shiva, com esse pontinho na frente; eu tenho as fotos e o texto. E logo no livro “Signo de contradição”, diz o Papa João Paulo II  que todo homem, queira ou não queira, saiba ou não saiba, creia ou não, nasce em um estado efetivo de redenção; como quem diz, como Cristo morreu por todos, então todos são salvos, embora não queiram, nem saibam, nem creiam. Isso é um engano. Vemos, pois, que estão validando todas as religiões e mesclando tudo; isso é pura Babilônia, e é a instância do Vaticano com a ajuda do B’nai B’rith, que reúne as internacionais judaicas; mas eles estão dirigindo estas coisas, o ecumenismo mundial. Os interesses do governo mundial necessitam de um sacerdócio que sirva à causa deles, e o terá; chegará a ter um líder, um falso profeta que fará grandes milagres, adorando à besta, e não só religiosa, mas também também uma besta, um falso profeta no religioso, mas todo um império respaldando a política de integração começando no Ocidente; a aliança ocidental com chifres de cordeiro servindo ao ecumenismo mundial, à globalização e a adoração a Satanás.

Irmãos, o contraste, a cortina de fundo do evangelho é a ruína de Babilônia; essa é a segunda mensagem. “Caiu, Caiu Babilônia, a grande”. Jerusalém é a Santa, porque para Deus o que importa é que seja Santa; porém Babilônia, é a grande, porque nela cabe todo espírito imundo, porque ela não é um templo santo, e sim uma guarida de aves imundas, de todos os espíritos; todas as coisas cabem aí; os humanistas, e mistura todas as coisas na panela; então qual é a seguinte mensagem? O céu quer que toda a terra ouça: “Caiu, caiu Babilônia, a grande”. Não Jerusalém a Santa, não a mulher com o menino, mas o dragão com suas cabeças, a besta com suas cabeças e a prostituta sobre a besta, e a outra besta  com seus chifres e a imagem da besta; mas começa primeiro com Babilônia; porque primeiro é a religião. Deus fala com os seus; logo aos que dizem ser seus sem sê-lo, e depois sim, fala com o mundo que diz ser diretamente de Satanás, ou ateus; porque o anticristo também se levantará contra o povo de Deus; então aceitarão uma divindade humanística, algo político, algo sociológico; ou podem ser parapsicológicos.

Leiamos Jeremias 51:7, que se relaciona aqui com a mensagem do segundo anjo. Aqui está falando Jeová pela boca do profeta Jeremias. “A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso, enlouqueceram”. Babilônia é o instrumento para tontear a todos os povos; mas diz o outro anjo, o segundo, que caiu; já depois, mais adiante explica com mais detalhe; porque aqui disse mas apenas em síntese; já os detalhes mais minuciosos estão em Apocalipse 17 e 18; ali está quando se profetiza outra vez os detalhes que aqui são introduzidos; mas antes já se falou de Babilônia.

Proibição de adorar à besta e à sua imagem

Passamos ao terceiro anjo: “9 E outro anjo, terceiro”; diz assim: “trítos”, terceiro; essa palavra “terceiro ” está nos manuscritos mais antigos; somente em uns pouquinhos manuscritos não está, por algum engano, ou pareceu supérfluo a algum escriba; mas todos os antigos dizem: “E outro anjo”, outro, diz outra vez: alos, Angelo, trítos; “kai alos Angelo trítos”. “9 E outro anjo, terceiro, (essa é a ordem de prioridades, terceiro) seguiu-lhes, dizendo a grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber marca (karagma) sobre sua frente ou sobre sua mão, (é “epi”, sobre, não “em”) 10 ele também beberá do vinho da ira de Deus, que foi preparado sem mistura”; essa palavra que diz “puro”, ou seja “sem diluir”, “sem mistura”, porque antigamente as bebidas fortes eram diluídas com água, ou com soda, ou com outra bebida; mas o cálice da ira de Deus, que são as sete taças, sete goles amargos para o mundo, é sem diluir. por que? porque é a consumação da iniquidade; o mundo inteiro unido em unidade, adorando a Satanás, rechaçando a Deus, mantendo controle absoluto sobre as mentes, sobre os estômagos, sobre os bolsos de todo o mundo, essa é a consumação da iniquidade, pela que vem a consumação da ira; então por isso diz a terceira mensagem: “Se alguém adorar a besta e a sua imagem”. Do evangelho passou à Babilônia, a grande prostituta, e daí  passa sobre a quem ela cavalga, a besta e sua imagem. Aqui fala de adorar não só o sistema, mas também também a pessoa que o encarna, e também o sistema que o representa, e também a imagem que o representa.

Os imperadores eram os personagens do império romano, mas havia estátuas que tinham que ser adoradas; assim quando olhamos esse assunto da besta, da outra besta, da imagem, temos que ver esses distintos aspectos. Primeiro o aspecto do império, quando diz uma besta com sete cabeças e dez chifres; lógico que essa não é uma pessoa, mas claro que ao final é encarnada por uma pessoa.

Quando fala da outra besta com chifres de cordeiro, como é besta, tem que interpretar-se como todas as bestas; e como todas as bestas são impérios, essa outra besta com chifres de cordeiro é o império final, é o império que dirige o mundo à globalização, que dirige o mundo para a economia unificada, que faz que às pessoas estejam marcada com o 666; que não possa comprar nem vender sem esse sistema; é um todo; um império que se diz cristão, mas não é cristão; é o império dos últimos tempos. Como podia faltar os Estados Unidos da América e Inglaterra entre os mapas da Bíblia, se já estiver o Egito, está Assíria, está Babilônia, está Média, está Pérsia, está a Grécia, está Roma? Agora está a situação atual do mundo dividido em alianças e de uma vez unido; como vai faltar um império tão importante como os Estados Unidos com seu aliado Grã-Bretanha? qual foi o império que veio depois de que a hegemonia estava na Europa? não passou acaso aos Estados Unidos? Acaso não é os Estados Unidos uma besta com chifres de cordeiro, igualmente com a Inglaterra? O império anglo-americano é uma besta também; não podemos interpretar essa besta só como uma pessoa; é um império; mas ao fim, claro, será representado em um falso profeta final que dirigirá a religião em função da política e a economia, para adorar a Satanás; então esta imagem temos também que interpretá-la nesses dois planos: no plano físico e no plano espiritual de um sistema.

Agora, como está hoje a tecnologia? Que facilmente pode projetar uma imagem virtual do anticristo e aparecer aqui no nosso meio e em todos os lares. Isso já se pode fazer através, simplesmente, dos sistemas virtuais de computação; podem projetar essa pessoa, aparecer aqui. Já inclusive há filmes onde essas coisas estão sendo promovidas para que as pessoas vão se acostumando; de repente estão os espiões, digamos de uma determinada elite, e aparece o chefe entre eles falando, e logo se desaparece; parecia que estava aí, mas era uma projeção virtual. O mundo está avançando até um ponto que vai querer controlar tudo o possível, até a própria consciência da gente; ou seja que uma imagem que fala e que se faz adorar, é certamente um império mundial que está sintetizado em um sistema mundial, mas encarnado em um personagem que usa seus métodos; assim devemos deixar aberta a interpretação destas palavras à situação final; porque as coisas como vão se apresentar ao final são as que darão o cumprimento final, e até cumprimentos anteriores que eram apenas primeiras projeções; mas a coisa como está agora vai ser terrível, tanto que não haverá mais terrível que esta, porque já vem o Senhor.

Cálice da ira sem mistura

Por isso a terceira mensagem é uma reclamação ás pessoas e uma advertência: “Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber a marca sobre sua frente ou sobre sua mão, (tudo está sendo organizado para que ninguém possa comprar nem vender, mas sim como o têm eles classificado para controle total) 10 também esse...”; e quando diz “também” é que está falando com alguns que loucamente estão, como já na vez passada saiu o primeiro, como nos diz todo mundo, comprando no supermercado com sua mão marcada; já o primeiro o fez; “também esse”; estão os que certamente o farão, mas quando diz: “também esse”, é como quem diz, havia outros que não deviam ter caído mas caíram; “também esse beberá do vinho da ira de Deus, (ai Senhor! olhem essa palavra) que foi preparado sem mistura no cálice de sua ira”.

Vejamos outros versículos que nos falam deste cálice. Depois veremos as taças com mais detalhe, mas para introduzir olhemos primeiro um pouquinho em Jr. 25:15, onde há uma expressão extremamente significativa: “Toma da minha mão este cálice do vinho do meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais eu te enviar”; e aqui começa A descrever todas as nações, e começou por Jerusalém, os das cidades de Judá, logo passa ao Egito, passa A Uz, A Filisteia, A Gaza, A Ecrom, Edom, Moabe, Tiro, Sidom e logo os reis das costas que estão desse lado do mar; e logo segue a Arábia, Zimri, Elão, Média,

“26 ​a todos os reis do Norte, os de perto e os de longe, um após outro, e a todos os reinos do mundo sobre a face da terra; e, depois de todos eles, ao rei da Babilônia.”.
O Senhor dá de beber o cálice da ira a todos, aos próximos, e começou por Jerusalém; e os longínquos; nenhuma nação ficará sem beber das taças da ira, do cálice da ira do Senhor sem mistura; por que? porque todos se submeteram; disseram: quem é como a besta, quem poderá lutar contra ela? E lhe foi dado autoridade sobre toda tribo, língua e nação e se submeteram todos, exceto os Santos do altíssimo e os israelitas convertidos que são destruídos à morte, mortos. Nos diz que o anticristo vencerá os Santos e os matará; então descansam; é o que vem a seguir em Apocalipse. Mas antes de falar do descanso dos Santos fala da falta de repouso, como contraste dos que não acreditam; porque é um contraste. Primeiro fala dos que adoram; mas segue dizendo o verso 10: “e será atormentado com fogo e enxofre diante dos Santos anjos e diante do Cordeiro”; diante dos anjos Santos e diante, volta a dizer, diante do Cordeiro; é diferente; não em um mesmo plano; “diante dos Santos anjos e diante do Cordeiro”.

Os que adoram a besta não terão repouso

Este fogo e enxofre aparece várias vezes na Bíblia, especialmente na Geena, no lago de fogo com enxofre; então como vamos dizer que a gente morre e fica inconsciente, que é aniquilada para sempre? Isso não é o que diz a Palavra; uma pessoa aniquilada, pois, estaria repousando. Muitos não se suicidam para deixar de ser? Mas não é isso o que diz a Palavra; diz aqui: “será atormentado com fogo e enxofre, diante dos anjos Santos e diante do Cordeiro; 11 e a fumaça de sua tortura sobe pelos séculos dos séculos. E não têm repouso de dia nem de noite”. Que loucura frenética! Que coisa horripilante! “Não têm repouso de dia nem de noite”; porque o repouso só Deus pode dar, e eles aborreceram ao Pai, ao Filho, ao Espírito e à Igreja; então como vão descansar? Se ninguém pode descansar a não ser em Deus, eles entraram na loucura de Satanás, no pior manicômio que vai existir. “Não têm repouso de dia nem de noite os que adoram à besta e à sua imagem, nem ninguém que receba a marca de seu nome”. Irmãos, então, as pessoas sim sobrevivem à morte de maneira consciente; assim como aquele rico Epulão que caiu ao Hades, falou que estava atormentado nessa chama, e falou desse lugar de tortura, pedindo que fossem à terra e avisassem a seus parentes para que não fossem a esse lugar; esse lugar é só o Hades e é tortura; mas aqui fala de fogo e enxofre, ou seja, da Geena, o lago de fogo e enxofre, onde vão os que ficam no Hades, no lugar de tortura.

A paciência e a fé dos Santos

“12 Aqui”; nesse contexto, em um contexto de testemunho do evangelho, de denúncia da queda de Babilônia, de resistência aberta e clara contra a idolatria satânica, estatal, global. “12 Aqui (assim como no capítulo 13:10, ao final,  quando havia descrito a besta) está a paciência e a fé dos Santos”; onde? “aqui”; ou seja, no meio de um sistema global que está contra Deus e que persegue os Santos; aí é onde está a paciência; é quando as coisas são difíceis. Não diz que os Santos estarão no céu descansando, não, não. “Aqui está a paciência e a fé dos Santos”; aqui no contexto do anticristo; “aqui está a paciência e a fé dos Santos”. “12 Aqui está a paciência dos Santos, (e descreve os Santos; como são os Santos no meio dos outros? Já sabemos como são os outros, mas como são os Santos?) os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”.

Alguns tem dito que os que guardam os mandamentos de Deus se refere aos judeus; e os outros, bom, são os cristãos que ficaram na tribulação; mas isso de guardar os mandamentos de Deus não é só coisa dos judeus. Claro que no Antigo Testamento se fala dos mandamentos de Deus, mas no Novo também; os apóstolos falam conosco de guardar os mandamentos de Deus, não para ser salvos; mas sim porque somos salvos pela fé, somos novas criaturas, feitos para boas obras, então guardamos os mandamentos de Deus; os cristãos, não os judeus somente; os judeus cristãos, mas qualquer cristão de qualquer nação.

vamos ver isso no Novo Testamento. Vamos ao evangelho de João, onde estão palavras próprias do Senhor Jesus registradas pelo apóstolo João 14:15,21. Diz o Senhor Jesus à sua Igreja: “15 Sei me amam, guardem meus mandamentos. 21 Aquele que tem meus mandamentos, e os guarda, esse é o que me ama; e o que me ama, será amado por meu Pai, e eu lhe amarei, e me manifestarei a ele”...; fala com os cristãos.

Passemos a 1 João 5:3: “3 ​Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos”. Por que? “4 ​porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”. É guardar os mandamentos por meio da fé; essa é palavra do Senhor Jesus dita por João; não só palavra de um João meramente humano, não; palavra de Jesus registradas por João, amém? Isso foi dito depois da ressurreição de Jesus e da vinda do Espírito Santo; porque diz aqui: “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1 João 5:5). Fala dos que nasceram de novo; quem é nascido de Deus vence o mundo e guarda os mandamentos do Senhor, que não são penosos.

Agora 2ª João 6: “E este é o amor, (a ver, umas emoções muito bonitas? não; não diz que o amor são só emoções, não; este é o amor) que andemos segundo seus mandamentos (este é o amor). Este é o mandamento: que andem em amor, como vós ouvistes desde o começo”. Esse é o mandamento próprio do Cristianismo, que nos amemos uns aos outros; mas, irmãos, não somente João; falou-nos Jesus por João; agora nos fala João conforme a Jesus; e também Paulo, o grande Paulo que alguns pensam que é distinto que João, não; é o mesmo evangelho. Pedro, Tiago e João deram a mão destra de comunhão a Paulo, amém? É o mesmo evangelho.
Diz Paulo em 1ª aos Coríntios 7:19. Notem, é Paulo que fala: “A circuncisão nada é, e a incircuncisão nada é, (o que importa então?) a não ser o guardar os mandamentos de Deus”. Vemos que Paulo fala igual a João; a circuncisão do judeu nada é; ser gentio não é nada. O que é valioso então? Ter acreditado em Cristo, nascer de novo e poder cumprir seus mandamentos; isto é o que é válido: “o guardar os mandamentos de Deus”.


Bem-aventurados os mortos que morrem em Cristo

Agora passemos ao Ap. 14:13, e com isto termina esta passagem. Recordem que esta passagem está gravada em todo o capítulo 14, que forma uma unidade; porque primícias, colheita e vindima é uma unidade; são distintos aspectos de uma mesma unidade. Então o versículo 13, que aparece como dizemos no coração desta passagem, nos diz algo interessante neste contexto; porque claro, falou sobre a besta, sobre a imagem, da queda da Babilônia e de que há de se temer a Deus; como quem diz, não aos homens; ou seja que não vai ser fácil. O anticristo matará os Santos; haverá uma perseguição das piores. Irmão, se você tiver lido como foram as perseguições dos imperadores romanos, é terrível! Se tiver lido as perseguições nazistas, as perseguições do comunismo, as perseguições da própria inquisição da igreja romana e outras dos muçulmanos, são terríveis; mas isso não é comparável à que vem.

Diz que não haverá pior tribulação como esta que vem. Há irmãos que dizem que o anticristo fará parecer como um bom bebê a Hitler e a Nero, a Stalin e a toda essa gente; porque este é o pior, é a consumação final; chegará a ser o cúmulo que completará o número final dos mártires que têm que serem mortos por causa do Senhor. É nesse contexto que diz: “13 E ouvi uma voz que do céu me dizia (Aleluia! Quando na grande tribulação as outras pessoas vão querer morrer e não poderão, os mártires terão o privilégio de serem mártires para descansar): Escreve: Bem-aventurados daqui em diante (nesse tempo final, desde que a hora do julgamento está começando e avançando até o final) os mortos que morrem no Senhor”. Os outros querem morrer e não podem; os que não têm o selo do Deus vivo, querem morrer e não podem, mas estes são bem-aventurados. Quem serão os bem-aventurados do final?

Os mortos que morrem no Senhor. Sim”; o repete, já o disse o céu e agora o diz o Espírito na terra, “Sim”, como quem diz: amém; as promessas de Deus são sim e amém. “Sim, diz o Espírito, para que descansem de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”. Esta preciosa bem-aventurança é a segunda bem-aventurança das sete bem-aventuranças do Apocalipse. “Estimada é aos olhos de Jeová a morte de seu Santos” (Sl. 116:15). Vocês sabem que há as sete bem-aventuranças de Mateus 5, as bem-aventuranças que disse o Senhor no Sermão do Monte; mas há outras bem-aventuranças também do Senhor no Apocalipse, e esta é a segunda; e terminamos citando essas sete bem-aventuranças. Não vamos explicar. Qual é a primeira bem-aventurança do Apocalipse? Ap. 1:3:

“Bem-aventurado o que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, (agora estamos sendo bem-aventurados, mas sobre tudo) e guardam as coisas nela escritas; não podemos deixar se perder, devemos guardar) porque o tempo está perto”. Esta é a primeira bem-aventurança.

A segunda é 14:13: “Bem-aventurados daqui em diante são os mortos que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”.
A terceira bem-aventurança está em 16:15: “Eis aqui, eu venho como ladrão (diz ainda em plena sexta taça; em plena sexta taça ainda está anunciando a vinda como ladrão; em plena sexta taça é derramada a ira; em plena tribulação; ainda anuncia que vai vir como ladrão). Bem-aventurado o que vela, e guarda suas roupas, (porque estes são tempos de sujar) para que não ande nu, (como os laodicenses) e vejam sua vergonha”.

A quarta bem-aventurança está em 19:9: “Bem-aventurados os que são chamados às bodas do Cordeiro”.

A quinta bem-aventurança; 20:6: “Bem-aventurado e santo o que tem parte na primeira ressurreição; a segunda morte não tem poder sobre estes, mas, serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”.

A sexta bem-aventurança está no 22:7: “​Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro era o que lê e o que ouve e guarda; no final é o que guarda, porque claro, se chegar no final, já teve que ter lido e ouvido. Então, a primeira bem-aventurança é para meter-se na coisa; a sexta é para guardá-la.

A sétima é a do Ap. 22:14: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas é a sétima bem-aventurança.

“Bem-aventurados os que lavam suas vestiduras, para ter direito à árvore da vida, e para entrar pelas portas na cidade”.


Então, irmãos, essa segunda bem-aventurança que vimos no final da mensagem dos três anjos, está no contexto destas sete bem-aventuranças do Apocalipse. vamos parar aqui. Vamos dar graças ao Senhor ?
*( tradução de Reina e Valera para o português)

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