sábado, 2 de maio de 2015

Aproximação ao Apocalipse 53- Prévia cena celestial às sete taças da ira

Aproximação ao Apocalipse ( 53 )


PRÉVIA CENA CELESTIAL

ÀS SETE TAÇAS DA IRA


“Vi no céu outro sinal, grande e admirável; sete anjos que tinham as sete últimas pragas; porque nelas se consumava a ira de Deus”. Ap. 15:1.

Considerações de crítica textual

Vamos continuar com a aproximação ao livro do Apocalipse. Hoje chegamos no capítulo 15, que é a cena celestial que precede as taças da ira. Apocalipse 15:1-8. vamos fazer, como costumamos, uma leitura de crítica textual para que possamos examinar esta tradução que a maioria de nós temos aqui, que é a Reina-valera, revisão de 1960; e vamos ler e compará-la com o idioma original, com o grego, com os manuscritos mais antigos, no possível. Apocalipse 15:1, começa com a conjunção “E”, kai. O tradutor não a pôs ali para ficar mais bonito, mas essa conjunção indica continuidade.

“1 E vi no céu outro sinal, grande e admirável: sete anjos que tinham as sete últimas pragas; porque nelas se consumava a ira de Deus. 2 Vi também um como mar vidro misturado com fogo; e aos que tinham vencido a besta e à sua imagem, e ao número de seu nome, em pé sobre o mar de vidro, com aspas de Deus”. Tenho feito a correção para adaptá-la um pouco mais ao original grego; a palavra que diz ali “e sua marca” foi acrescentada por alguns escribas posteriores em alguns manuscritos tardios; os manuscritos mais antigos não dizem isso; claro que como no 13 e no 14 foi falado da marca, possivelmente algum escriba se sentiu movido a inclui-lo também; mas nesta passagem os manuscritos mais antigos dizem: “e aos que tinham vencido  (ek, é a palavra grega) a besta e à imagem, e ao número de seu nome”; a palavra “marca” é somente um acréscimo de um escriba posterior em uns poucos manuscritos tardios; o Textus Receptus o incluiu, mas não está incluído nos mais antigos. Onde diz: “harpas”, a palavra grega é “kítaras”, ou seja, “cítaras”.

“3 E cantam o cântico de Moisés servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas suas obras, (o verbo são foi, pois, posto pelo tradutor, não está no original) Senhor Deus Todo-poderoso; justos e verdadeiros teus caminhos, o Rei das nações”. A palavra é “etnias”, não ágios; quase todos os manuscritos antigos dizem etnias, ou seja, as nações; só alguns poucos tardios dizem: “Santos”, que é a que se apoiou o Textus Receptus, que é no que se apoiou Reina-valera; mas os manuscritos mais antigos dizem: “Rei das nações”, e essa tradução concorda mais com o contexto, porque a seguir diz: “4 Quem não lhe temerá, (esse “lhe” também foi acrescentado por alguns poucos; não está na maioria nem nos mais antigos manuscritos) OH Senhor, e glorificará seu nome? Pois só tu és santo; pelo qual todas as nações virão e lhe adorarão, porque seus juízos se manifestaram. 5 Depois destas coisas olhei, e eis que foi aberto no céu o templo do tabernáculo do testemunho; 6 e do templo saíram os sete anjos que tinham as sete pragas, vestidos de linho limpo e resplandecente, (alguns manuscritos não dizem linho, mas lito, ou seja, pedras; mas realmente é algo estranho; são uns poucos tardios; a generalidade e os antigos dizem “linho limpo e resplandecente”) e cingido ao redor do peito com cintos de ouro. 7 E um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive pelos séculos dos séculos. 8 E o templo se encheu de fumaça pela glória de Deus, e por seu poder; e ninguém podia entrar no templo até que se cumpriram as sete pragas dos sete dos anjos, então, é o texto mais próximo possível ao original grego.

Cena preliminar

Agora voltemos a examinar o texto que acabamos de ler. Em primeiro lugar, chamo a atenção a uma coisa, sempre que vai acontecer uma série, seja dos selos, das trombetas, ou das taças, essa série é precedida por uma cena celestial. Notem comigo, recordando os capítulos 4 e 5 de Apocalipse; essa é a cena em que se emoldura a abertura dos sete selos; nos mostra o trono, mostra o nosso Deus no trono, os seres viventes, os anciões, as criaturas adorando-Lhe por Sua criação; depois nos apresenta o Cordeiro sendo adorado pela redenção, e então abrindo o livro para abrir os setes selos; ou seja, os capítulos 4 e 5 são a cena que precede à abertura dos sete selos. Também no capítulo 8, antes de começar a série das sete trombetas, vemos uma cena celestial que precede ao toque das sete trombetas. Diz do verso 2 do capítulo 8: “E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus; e lhes deram sete trombetas”. Ou seja, não aparece o Cordeiro abrindo os selos, sem primeiro aparecer o Pai, sem que primeiro o Pai faça uma pergunta: Quem é digno? E sem primeiro aparecer o Cordeiro como digno; e daí sim, Ele pode abrir os selos. Tampouco aparecem os anjos tocando trombetas derrepente, como que se ocorreu aos anjos tocar trombetas e logo começaram a tocar trombetas; o céu não se move sem a direção de Deus; e até o que acontece na terra é presidido pelo céu. Por isso estes capítulos 4 e 5 aparecem presidindo a abertura dos selos, este início do capítulo 8 onde aparecem as orações, o incensário atirado à terra, e então agora sim as sete trombetas. O mesmo acontece aqui precedendo ao derramamento das sete taças. As sete taças não se derramam sem uma ordem especial do céu; nada acontece na terra que o céu não controle.

O céu preside os acontecimentos da terra

Nós aqui na Colômbia, que estamos vendo tempos difíceis, acidente, atentados e problemas, devemos guardar na memória que o céu governa na terra, e que nem sequer uma folha de uma árvore se move sem a vontade de Deus. A palavra do Senhor diz em Amós 3:6: “Haverá algum mal na cidade, ao qual Jeová não tenha feito?” Olhem o que pergunta! Será que alguém pôde ter feito algum mal e escapou a Deus? Quantos males foram detidos Por Deus! Somos testemunhas de como Deus muitas vezes impediu muitas coisas; mas às vezes não impede certas coisas e as permite; então por isso diz: “Haverá algum mal na cidade, o qual Jeová não tenha feito?” Isso Deus diz claramente pelo profeta Amós; e também em Lamentações 3:37-38 diz assim: “37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor não ordena?  38 Porventura da boca do Altíssimo não sai o mal e o bem?” Não que de Deus saia o mal, mas o que acontece, o que nos passa, como uma coisa que tomamos como má. “da boca do Altíssimo não sai o mal e o bem? 39 De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.”; não do que acontece na cidade. “Lamente o homem em seu pecado”; se o homem tem que lamentar de algo,deve ser lamentar porque é mau e pecaminoso; mas Deus está administrando bem os acontecimentos em vista do pecado do homem e em vista da economia divina.

O céu sempre preside os acontecimentos da terra; não há nada que esteja acontecendo na terra que o Senhor não esteja conhecendo e não esteja controlando; há coisas que Ele permite e há coisas que não permite; e estes capítulos 4 e 5 nos mostram a presidência do céu quanto à abertura dos selos, onde Deus mostra de que maneira Ele vai submeter à Seu Filho todas as coisas, para que Seu Filho submeta também à Ele, por sua vez, todas as coisas. O mesmo vemos que acontece no céu. Houve umas orações dos Santos, e houve um começo de resposta à essas orações dos Santos, e se introduziu o juízo com as trombetas. Não vieram as trombetas sem ordem do céu; o mesmo acontece aqui neste capítulo 15; o capítulo 15 de Apocalipse é também uma cena celestial que precede e preside o derramamento das sete taças da ira de Deus. Então, irmãos, embora seja terrível o que veremos nessas taças, nos lembremos de que a ordem vem do céu; o homem não deve lamentar-se pelas taças da ira; o homem deve lamentar-se por seu pecado, que fez necessário que Deus derrame as taças da ira.

Então nesse contexto diz: “E vi no céu outro sinal, grande e admirável...”; este já é o terceiro sinal, porque já tinha falado primeiro de um sinal grande (12:1,2), e era uma mulher que estava para dar à luz um menino varão, e gemia com a angústia de parto para dar à luz esse menino; esse era um grande sinal; não diz admirável. Logo diz em Apocalipse 12:3: “Também apareceu outro sinal no céu”; esse já não é grande nem admirável, somente sinal; um dragão com sete cabeças e dez chifres e uma cauda terrível que arrastava a terceira parte dos anjos; recordam? E preparado para devorar o menino tão logo nascesse; entretanto o Senhor o livrou. Esses são os dois primeiros sinais que estão a primeira no 12:1,2, e a segunda no verso 3-4; mas aqui diz: “Vi no céu outro sinal...”. O primeiro sinal mostrou a mulher para dar luz o menino; essa é a parte positiva; o segundo sinal, não grande nem admirável, mostrou a parte negativa.

As sete últimas pragas

Este terceiro sinal (15:1), que é a que conclui, e a que permite que o reino seja estabelecido, esta sim é chamada “grande e admirável”; por que? porque nela Deus varre todo o negativo na terra e fica livre o caminho para o estabelecimento do reino do Senhor.

Então aqui este sinal não é somente grande, também é “admirável”. Qual é esse terceiro sinal? “Sete anjos que tinham as sete últimas pragas”; esta palavra “últimas” faz contraste com as trombetas.

Certamente que quando vemos o início do julgamento com as sete trombetas, esses são julgamentos de Deus, mas as trombetas somente estão iniciando o julgamento; mas mais adiante, quando compararmos minuciosamente as taças com as trombetas, vamos dar conta de que as trombetas simplesmente introduzem o julgamento; as que consumam esse julgamento são as taças; e por isso estas pragas são chamadas “as últimas”, “sete últimas pragas”; vão além das trombetas; e por que últimas? “Porque nelas se consumava a ira de Deus”. Aqui nesta expressão das sete últimas pragas das sete taças que derramam os sete anjos, que nelas se consuma a ira de Deus, aí nos damos conta de que estas sete taças pertencem à sétima trombeta.

Consumação da ira nas sete taças

Recordem que na sétima trombeta, o mistério de Deus é consumado. Recordemos o texto de Apocalipse 11:15-19; diz o versículo 18: “E se iraram as nações, e sua ira veio, e o tempo de julgar aos mortos e de dar o galardão à  seus servos os profetas, aos Santos, e aos que temem seu nome, aos pequenos e aos grandes, e de destruir aos que destroem a terra”. Vemos que a sétima trombeta, que consuma o mistério de Deus, abrange várias coisas; uma dessas coisas é Armagedom: “E se iraram as nações é uma das coisas que está incluída na sétima trombeta; a outra é “e sua ira veio”. A ira da sétima trombeta é a consumação da ira; já na primeira trombeta houve julgamento, na segunda, na terceira, na quarta, na quinta, na sexta, houve julgamento; entretanto, era apenas uma introdução do julgamento; inclusive antes do sétimo selo, que inclui as sete trombetas, já no sexto selo se introduz a grande tribulação; mas quando diz aqui na sétima trombeta, “e sua ira veio”, refere-se à consumação da ira nas sete taças; ou seja, as sete taças da ira pertencem à sétima trombeta, e são o terceiro ai; o primeiro ai é a quinta trombeta; o segundo ai é a sexta trombeta; e o terceiro ai está incluído em toda a parte do julgamento da sétima trombeta, que é a que consuma o mistério de Deus até o final; mas logicamente que uma parte é o julgamento de Deus, tanto o final, como o milenar, como o da grande tribulação. Agora, quando diz aqui que consuma a ira de Deus, refere-se à parte da  grande tribulação, e se refere à expressão que Daniel, no capítulo 9 das setenta semanas, nos fala dessa consumação, da ira referida não ao inferno, nem ao lago de fogo, a não ser referida à grande tribulação.

A septuagésima semana de Daniel

Vamos a Daniel 9:27, onde nos fala das setenta semanas. Falando da semana setenta ou septuagésima, diz: “E por outra semana confirmará o pacto com muitos; Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferenda. Depois (a partir da segunda metade da semana setenta da profecia das setenta semanas de Daniel) com a multidão das abominações virá o desolador, (esse é o reino do anticristo) até que venha a consumação, (esta consumação se refere a isto que diz adiante) e o que está determinado se derrame sobre o desolador”. O que é o que se derramaria sobre o desolador, sobre o reino do anticristo? As sete taças da ira, que são as que consumam a ira de Deus, para as pessoas do Armagedom, para as pessoas da grande tribulação, para o reino do anticristo. Então, nesse contexto se cumpre a profecia de Daniel, porque nelas, as sete últimas pragas, “consumava-se a ira de Deus”; não é ainda o julgamento das nações no Milênio, não é ainda o julgamento do trono branco antes do novo céu e a nova terra , mas é a ira em relação com as pessoas da grande tribulação; porque quando você vê as sete taças, nem sequer se menciona o julgamento do trono branco nelas; por isso esta consumação da ira de Deus é restringida A grande tribulação, o julgamento que Deus determinou que sobre o reino do anticristo houvesse ao fim dos tempos.

Apocalipse 15:2: “E vi também como um mar (essa palavra “como” está tratando de dizer que é algo espiritual, algo sobrenatural; então o está assemelhando) de vidro misturado com fogo; e aos que tinham vencido a besta e a sua imagem, e o número de seu nome, (claro que ali está tacitamente incluída a marca) em pé sobre o mar de vidro, com cítaras de Deus”. É interessante ver aqui este grupo de pessoas adorando ao Senhor. O que havia dito no capítulo 14? Tinha apresentado as primícias, e tinha apresentado a ceifa, e tinha apresentado a vindima; ou seja que no capítulo 14 se vê que o Senhor recolheria no tempo da tribulação um grande número de Santos. Os cento e quarenta e quatro mil aparecem no monte Sião. Se vocês recordarem, esse monte Sião está referido, como diz em Hebreus, ao Sião celestial. Recordamo-lo em Hebreus 12:22: “22 Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos”.

Os vencedores da grande tribulação

No tempo, enquanto a Igreja está na terra, entretanto, pela fé nos aproximamos do Senhor; aproximamo-nos de Jesus o mediador, ao sangue do pacto que fala mais que o de Abel, como diz no contexto, aos espíritos dos justos feitos perfeitos, à Sião a celestial. Este monte de Sião se refere ao céu neste contexto de Hebreus; portanto, no tempo da grande tribulação, diz a Palavra do Senhor que os Santos seriam perseguidos e vencidos pelo anticristo; não vencidos no assunto da fé,  e sim mortos; não poderão desenvolver mais sua vida cristã; cada vez a hostilidade contra tudo o que é de Cristo e tudo o que é cristão será maior; de tal maneira que, como disse o Senhor Jesus, enquanto temos luz aproveitemos, porque a noite vem quando ninguém pode trabalhar; a hostilidade será tão grande, como já aconteceu em ocasiões anteriores, que nem sequer os irmãos podem cantar em voz alta; com a incursão do comunismo, os irmãos na China tinham que reunir-se e cantar em voz baixa porque até o que cantava a Deus era açoitado até morte; cada vez a hostilidade será mais terrível.

Então diz que o anticristo e os povos perseguirão a Igreja no tempo do fim; os cristãos, tanto os dos cento e quarenta e quatro mil das tribos de Israel que aparecem em Apocalipse 7, como junto com  os gentios de toda tribo, língua e povo que saíram da grande tribulação; estes, os 144.000, estão no monte Sião; só podem estar no monte Sião depois de terem sido sacrificados; o mesmo acontece com outros Santos que são também sacrificados; grande quantidade de cristãos que são sacrificados; ou seja, são martirizados, alguns a quem o Senhor concede que morram antes de que venham outras coisas piores. Uma das bem-aventuranças do Apocalipse, a segunda, diz: “Bem-aventurados daqui em diante os que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansarão de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”; quer dizer que no tempo final haverá uma perseguição e uma matança de cristãos como nunca houve, e já houve milhões de cristãos sacrificados; o tempo do fim será o pior, e por isso vemos aqui os cento e quarenta e quatro mil no monte Sião, ou seja, na presença de Deus esperando o dia da ressurreição; e vemos aqui estes que alcançaram a vitória, ou seja, os vencedores; são os mesmos que aparecem no capítulo 20 e que são a primeira ressurreição; antes destes não houve outra ressurreição, e a primeira ressurreição vai junto com o arrebatamento; o arrebatamento é junto com a primeira ressurreição.

Diz 1ª Coríntios 15 e 1ª Tessalonicenses 4 que na última trombeta os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, logo nós os que ficamos seremos arrebatados junto com eles; quando? Na última trombeta; a última trombeta, que é a sétima, é o tempo de dar o galardão a seus servos os profetas, o tempo da ressurreição, é o tempo da transformação; portanto, estes irmãos que aparecem aqui no capítulo 15 são os cristãos que foram martirizados no tempo do anticristo e da grande tribulação e são os que em Apocalipse 20 aparecem quase com a mesma linguagem que aqui aparece, ressuscitando na primeira ressurreição. Não há outra ressurreição anterior; ou se não, esta não seria a primeira; e tampouco há um arrebatamento que preceda à ressurreição dos mortos, porque Paulo disse: “não precederemos aos que dormem”; o que o Espírito ensinou por Paulo é que não precederíamos aos que dormiram.

Mar de vidro misturado com fogo

Então voltemos para Apocalipse 15:2: “Vi também como um mar de vidro misturado com fogo” representa que passaram pelo julgamento de Deus. Lembrem-se de que no capítulo 4 nos descreve o trono, os sete espíritos com os vinte e quatro anciãos e o mar de vidro, o mar de cristal; mas ainda não está misturado com fogo; essa é a cena celestial antes de que se abrisse os selos, essa é a cena celestial que vem da eternidade; mas à Moisés foi dito que fizesse as coisas conforme ao modelo que foi mostrado no monte; aqui fala do templo do céu, do templo do tabernáculo do testemunho que está no céu; esse foi o que viu Moisés, e desse foi que ele fez um modelo na terra. O que havia? Estava a arca; a arca se corresponde com o trono; estava o candeeiro, que se corresponde com os sete Espíritos de Deus; mas estava a bacia de bronze, que chamavam também de o mar de bronze, que era onde se fazia o exame pelo pecado, que estava feito com os espelhos das mulheres de Israel; com os espelhos as pessoas reconhecem a si mesmas. antes de poder entrar em ter comunhão com Deus, os sacerdotes tinham que se limpar, ou seja, verem-se a si mesmos, julgarem-se a si mesmos, serem desencardidos pelas águas do mar de bronze; então sim podiam oferecer o sacrifício e entrar para ministrar na presença do Senhor; não podiam entrar na presença do Senhor sem entrar primeiro pelo mar de bronze.

Julgamento de Deus ao pecado

O Senhor sempre estabelece primeiro o julgamento do pecado antes da comunhão com Ele. Se nós, antes, não julgarmos nossos pecados, não podemos pretender vir à presença do Senhor. Enquanto Adão e Eva, e os homens, não se arrependessem, há uma espada flamejante com querubins impedindo o caminho à árvore da vida. Uma pessoa que está em pecado e pretende aproximar-se de Deus, vai se encontrar com essa espada revolvendo-se por dentro, e até pode ficar muito mal; não pode se aproximar de Deus sem arrepender-se, sem passar pelo julgamento, sem passar pela bacia de bronze; no mundo teve que passar o dilúvio, Moisés teve que passar o povo de Israel através do Mar Vermelho; e assim este mar de vidro misturado com fogo representa o julgamento de Deus; mas estas pessoas foram vencedores, não estão colocados dentro do julgamento; agora estão em cima, estão em pé. Por isso diz: “Vi também um mar vidro misturado com fogo”; temos que fazer a analogia desse mar de vidro misturado com fogo que estava no lugar da bacia,  assim como estava o Mar Vermelho, como esteve o dilúvio; ou seja, passa-se pelo julgamento de Deus. Noé passou Através do dilúvio e saiu ao outro lado da barco. Moisés passou com Israel através do Mar Vermelho e saiu ao outro lado; por isso, quando Moisés saiu ao outro lado, cantou o cântico de Moisés; e agora estes estão já não dentro, a não ser em pé sobre o mar de vidro misturado com fogo, e cantam o cântico de Moisés, que passou com Israel pelo julgamento do mar, pelo batismo de águas, e também o cântico do Cordeiro, que foi também o que nos introduziu no julgamento.

As almas dos decapitados

Quando somos batizados em Cristo é como quando nos metemos na arca. Diz Pedro que a arca de Noé é figura do batismo em Cristo; nós somos julgados em Cristo e passamos, no batismo, através do julgamento das águas que tipificava o dilúvio. Então essa mesma analogia se aplica aqui neste mar de vidro misturado com fogo; já não é só mar de vidro; agora é misturado com fogo; esse é fogo de Deus, do julgamento de Deus; mas diz: “2 Vi também como um mar de vidro misturado com fogo; (mas a quem mais viu?) e aos que tinham vencido a besta, a sua imagem, (claro, ao dizer a besta e sua imagem está incluída a marca) e o número de seu nome, (onde estavam estes?) em pé sobre o mar de vidro, com cítaras de Deus, são os Santos, os crentes mártires que morreram e agora estão na presença de Deus; passaram pelo julgamento, Talvez foram decapitados; deles, com esta mesma linguagem que diz aqui: “os que tinham alcançado a vitória, ou tinham vencido a besta e a sua imagem, e o seu número”, diz também no capítulo 20.

Em Apocalipse 20:4 nos fala destes que tinham alcançado a vitória: “E vi tronos, e se sentaram sobre eles os que receberam faculdade de julgar; (quais foram?) e vi as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, os que não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e que não receberam a marca em suas frentes nem em suas mãos” Esses são os vencedores do anticristo, os vencedores da besta, do falso profeta, da imagem da besta, da marca da besta, do número da besta; venceram, até pondo suas vidas; foram decapitados, mas são vencedores, e estes são a primeira ressurreição, e não há outros antes destes; e não precederemos aos que dormem; estes são os primeiros; claro, os cento e quarenta e quatro mil  das tribos de Israel estão também no monte Sião, na presença de Deus, mas ainda não veio o Senhor em glória; isso é no capítulo 19; aqui no 15 são os Santos na presença de Deus antes da volta gloriosa do Senhor com todos os Santos.

O cântico do Moisés

Voltemos para capítulo 15; aqui há um assunto interessante; diz no verso 3: “E cantam o cântico de Moisés servo de Deus”; esse cântico se cantou depois dos israelitas atravessarem o Mar Vermelho. Vamos ler  isso em Êxodo 15, porque ali nos mostra o espírito de vitória, depois da grande perseguição. Diz:

Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR; e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque sumamente se exaltou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. 2 O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei. 3 O SENHOR é varão de guerra; SENHOR é o seu nome.
4 Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no mar Vermelho. 5 Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra. 6 A tua destra, ó SENHOR, se tem glorificado em potência; a tua destra, ó SENHOR, tem despedaçado o inimigo”.

Isto que aconteceu é uma tipologia; agora é uma nova vitória, é o novo Êxodo que fará o Senhor nos tempos do fim e que já vimos em ocasiões passadas.

7 e, com a grandeza da tua excelência, derribaste os que se levantaram contra ti; enviaste o teu furor, que os consumiu como restolho. 8 E, com o sopro dos teus narizes, amontoaram-se as águas; as correntes pararam como montão; os abismos coalharam-se no coração do mar. 9 O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; fartar-se-á a minha alma deles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá. 10 Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em veementes águas. 11 Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas? 12 Estendeste a tua mão direita; a terra os tragou. 13 Tu, com a tua beneficência, guiaste este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade. 14 Os povos o ouvirão, eles estremecerão; apoderar-se-á uma dor dos habitantes da Filisteia. 15 Então, os príncipes de Edom se pasmarão, dos poderosos dos moabitas apoderar-se-á um tremor, derreter-se-ão todos os habitantes de Canaã. 16 Espanto e pavor cairá sobre eles; pela grandeza do teu braço emudecerão como pedra; até que o teu povo haja passado, ó SENHOR, até que passe este povo que adquiriste. 17 Tu os introduzirás e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó SENHOR, aparelhaste para a tua habitação; no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. 18 O SENHOR reinará eterna e perpetuamente.
”.

Este é o cântico de Moisés, cântico de vitória, de gratidão, por ter conduzido seu povo através do mar e livrando-os de seus inimigos. Bem-aventurados daqui em diante, no tempo da grande tribulação, os que morrem no Senhor, porque descansam de seus trabalhos e suas obras com eles seguem. Diz o Salmo 116:15 que “estimada é aos olhos de Jeová a morte de seu Santos”. Vemos aqui os problemas e as perseguições, mas o Senhor está falando com Seu povo em pé sobre o mar de vidro, e às Suas primícias no monte Sião com o Cordeiro; amém, irmãos? Então não temos que nos assustar do que acontecerá aqui; temos que saber para onde vamos; amém, irmãos? O Senhor conduz à Sua presença gloriosa através da morte, nos livrando de nossos inimigos. O passado do Mar Vermelho também foi um batismo, como diz em 1 CO. 10:2, tal como o Dilúvio foi um batismo, e como a perseguição até a morte é ser batizados com o batismo com que Jesus foi batizado, não só no Jordão, mas também na cruz.

O cântico do Cordeiro

Segue dizendo Apocalipse 15:3: “e o cântico do Cordeiro”. A única vez em que se menciona um cântico de Jesus Cristo é no dia da Santa ceia; dizem os evangelhos que quando o Senhor partiu o pão, então cantaram um hino e saíram; daí foram ao monte das Oliveiras; esse é o único cântico de Cristo que aparece na Bíblia; é o da Ceia do Senhor. Por meio da morte do Senhor é que nós somos livrados e somos introduzidos em Sua graça e em Seu reino. Então aqui estes dois cânticos têm uma identidade: identidade de livramento e de introdução no reino, Apesar de que tenha havido opressão e perseguição; isso é temporal para nós. Os opressores serão castigados eternamente, mas o povo sofre só temporariamente, e é eternamente consolado. Então diz aqui: “3 E cantam (estes vencedores da primeira ressurreição) o cântico do Moisés servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: (aqui está uma síntese do espírito desses dois cânticos, o do Moisés, que lemos em Êxodo, e o do Cordeiro) Grandes e maravilhosas são suas obras, Senhor Deus Todo-poderoso; (aqui está como aconteceu com Israel, Senhor: passou-nos por meio dos abismos; agora eles estão em pé sobre o mar de vidro misturado com fogo; não estão sofrendo, estão adorando, estão com as cítaras de Deus, estão na presença do Senhor) justos e verdadeiros teus caminhos, o Rei das nações”.

Aqui vemos todo esse montão de redimidos. Porque no capítulo 14 tinha apresentado as primícias no monte do Sião; logo tinha dado umas mensagens, e logo vemos que houve uma ceifa e uma vindima; mas e onde aparecem? Pois aqui aparecem, no capítulo 15, sobre o mar de vidro misturado com fogo, com as cítaras de Deus e com esta confissão: “4 Quem não temerá, OH Senhor, e glorificará seu nome? pois só tu és santo; (o mesmo quase que dizia Moisés com muitas palavras; aqui está a essência) pelo qual (por Sua santidade) todas as nações virão e lhe adorarão”; estas nações de que se fala aqui, serão as sobreviventes do julgamento e que entrarão no Milênio, sobre as quais reinarão os vencedores. Por isso, eles já estão adorando, mas falta ainda que essas nações entrem pra adorar. Então diz: “todas as nações virão e lhe adorarão, porque seus julgamentos se manifestaram”. Eles têm consciência do que está passando no céu; eles falam quase como no futuro; notem que apenas a partir do verso 5 é que são dadas as taças aos anjos, mas já no verso 1 dá a impressão de que eles já tivessem; o sinal, sete anjos que tinham as sete pragas. João está vendo já o futuro; agora começa a desenvolvê-lo temporalmente, por cenas, por etapas.

O tabernáculo do testemunho do templo celestial

“5 Depois destas coisas olhei, e eis que foi aberto no céu o templo do tabernáculo do testemunho”. Esta passagem nos identifica com a sétima trombeta; esta passagem é característica da sétima trombeta. Olhemos a sétima trombeta em 11:19: “E o templo de Deus foi aberto no céu, e o arca de seu pacto se via no templo” esse é o templo do céu de que fala Hebreus; que fala aqui no 11:19, é o mesmo que fala em 15:5-6,8.

Olhemos um versículo antes de continuar. Vamos em Jeremias 10:7; vamos olhar ali umas palavra semelhantes a Apocalipse 5:4. “Quem não te temerá, OH Rei das nações? Porque a ti é devido o temor; porque entre todos os sábios das nações e em todos seus reino, não há semelhante a ti”. Apocalipse tem todos as terminais da Bíblia; isso que Jeremias proclamou, agora é proclamado por todos; primeiro foi por Jeremias, verdade? Agora é por todos estes Santos.

Olhemos também o Salmo 86:9-10; diz: “9 Todas as nações que fizestes virão e adorarão diante de ti, Senhor, e glorificarão seu nome. 10 Porque tu és grande, e operas maravilhas; só tu és Deus Essa é a proclamação do Espírito também por meio de Davi. Primeiro Davi, depois Jeremias, e agora todos estes Santos que vencem a besta e a sua imagem, etc. na grande tribulação.

Agora  sim chegamos aqui no verso 5: “depois destas coisas olhei, e eis que foi aberto no céu o templo do tabernáculo do testemunho”; a palavra aqui é naves; refere-se ao edifício do templo; o tabernáculo tinha Lugar santíssimo, lugar santo e átrio; mas a parte do lugar santo e do santíssimo, não incluindo o átrio, só o lugar santo e o santíssimo, chamava-se “Naves”, ou o santuário; então é o que diz aqui “o templo do tabernáculo”; é uma expressão estranha, porque diz como? O templo é uma coisa, o tabernáculo é outra; aqui se refere é ao Lugar santíssimo; mas notem que aqui fala do tabernáculo; por que fala do tabernáculo? O tabernáculo é móvel, o tabernáculo é passageiro; depois fica o templo definitivo; este templo do tabernáculo se refere ao Lugar santíssimo, mas não ainda a Nova Jerusalém; na Nova Jerusalém não há templo porque Deus e o Cordeiro é o templo dela. Mas lá então esse é o definitivo; aqui ainda não é o definitivo, necessita-se ainda que se aplique a ira, e logo que vier o Milênio, e logo o julgamento do trono branco, e ai sim o novo céu e a nova terra; por isso usa a palavra tabernáculo, que é de peregrinação; ainda está na fase de peregrinação; ou seja que Deus ainda não terminou Seu trabalho no céu; por isso usa a palavra tabernáculo; “foi aberto no céu o templo do tabernáculo do testemunho”. Isto nos identifica que estamos, como dizia em 11:19, em plena sétima trombeta, que inclui a consumação da ira.

Sacerdócio angélico transitório

“6 E do templo (esse se refere ao templo do céu, que já mencionamos em outros lugares; não é a Igreja ainda, é o templo do céu de que fala Hebreus, de que fala Apocalipse) saíram os sete anjos que tinham as sete pragas, vestidos de linho limpo e resplandecente, e rodeados ao redor do peito com cintos de ouro”. antes de se estabelecer definitivamente o século vindouro, antes do século vindouro o sacerdócio é exercido por seres angélicos; os vinte e quatro anciãos que aparecem ali ao redor do trono, são seres angélicos; estes anjos que estão com eles são seres angélicos; eles tinham um sacerdócio também antes; assim se fala do tabernáculo como de algo provisório que será por fim substituído pelo templo definitivo que será Deus e o Cordeiro na Nova Jerusalém; mas aqui estes anjos aparecem vestidos de linho fino e rodeados ao redor do peito com cintos de ouro; isso é típico do sacerdócio; esse é o sacerdócio antigo ainda em vigência antes de que comece o novo; ainda ninguém pode entrar em templo de Deus, o celestial, ninguém pode ser arrebatado à presença de Cristo que está à destra do Pai, antes de que se cumpram as sete taças da ira.

Só depois que se cumprir as sete taças da ira, troca-se definitivamente o sacerdócio angélico, porque Deus não sujeitou o mundo vindouro aos anjos, mas à semente de Abraão, que são os membros de Cristo; então aqui vemos um momento de transição.

“7 E um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos”; os anjos não fazem nada por si mesmos; não há problema na terra sem que estes anjos se movam, mas estes anjos não se movem sem uma ordem do céu. Quando vemos algo acontecendo é porque o céu deu uma palavra. “E um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive pelos séculos dos séculos”. Vejam que eles não atuam sem ordem do céu. Esta passagem é semelhante à de Ezequiel capítulos 9 e 10; antes aquele varão vestido de linho, que é um ser angélico, selou na frente aos que lamentavam pelas abominações que aconteciam na cidade; recordam dessa passagem que está no capítulo 9 de Ezequiel, daquele tabelião que tinha um tinteiro? Notem que este tabelião selou aos que eram de Deus, que não participavam do mal e reprovavam às abominações em Jerusalém. Então Ezequiel 10:1: “1 Depois, olhei, e eis que no firmamento, que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles como uma pedra de safira, como o aspecto da semelhança de um trono. 2 E falou (quem falou? Falou o trono, o trono deu a ordem) ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas, até debaixo do querubim, e enche as mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista.” antes de que este varão vestido de linho tivesse espalhado juízos sobre a cidade, ele tinha que receber da mão dos querubins por ordem do trono; o mesmo acontece aqui no capítulo 15 de Apocalipse.

“7 E um dos quatro seres viventes (só que aqui em Apocalipse é um juízo definitivo; lá em Ezequiel o juízo era sobre a cidade e foram passageiros. Agora..) deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive pelos séculos dos séculos” Este é um dos muitos versículos que me fazem pensar que a igreja passará pela grande tribulação, porque diz aqui no verso 8: “8 E o templo se encheu de fumaça pela glória de Deus, e por seu poder; e ninguém podia entrar no templo até que se cumpriram as sete pragas dos sete anjos”. Ninguém podia entrar no templo; o Senhor prometeu aos vencedores de Filadélfia que Ele os faria colunas no templo, mas nem sequer os vencedores de Filadélfia podem entrar no templo até que se cumpram as sete taças da ira de Deus. Os 144.000 estão no Monte Sião, e os vencedores da besta no átrio, no mar de cristal, mas não diz na “naves” ou lugar santíssimo.

Se vocês virem comigo na sexta taça, no capítulo 16, estamos lendo em plena sexta taça, olhem o  que diz o verso 12: “O sexto anjo derramou suas taças sobre o grande rio Eufrates”; lá no Iraque; algo está se aproximando, estamos lendo em plena sexta taça, mas a sétima começa no 17; mas no verso 15 do capítulo 16, diz: “Eis que, eu venho como ladrão”. O vêem, irmãos? Ainda está em plena sexta taça e ainda não veio como ladrão. “Eis que, eu venho como ladrão. Bem-aventurado o que vela, e guarda suas roupas, para que não ande nu, e vejam sua vergonha” Essa é a terceira bem-aventurança do Apocalipse; ou seja, que ainda na sexta taça o Senhor não veio como ladrão. Passou a primeira taça, a segunda taça, é o juízo, a grande tribulação, a quinta taça, você vê que aí fala do trono da besta, na quinta taça já está o trono da besta, essa é a grande tribulação, esse é o anticristo, e ainda o Senhor não veio, e diz: “Eis aqui eu venho como ladrão”; a vinda que Ele anunciou a Seus discípulos, A Seus apóstolos, que o esperassem como um ladrão, essa é a vinda que Ele anunciou; ainda não acontece na sexta taça e tem que passar ainda a sétima, porque, como diz 2ª Tessalonicenses 2:3, “3 não virá sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem de pecado, o filho de perdição, 4 o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto; tanto que se senta no templo de Deus como Deus, fazendo-se passar Por Deus..... 8 E então se manifestará aquele iníquo, a quem o Senhor matará com o sopro de sua boca, e destruirá com o resplendor de sua vinda”. É o Senhor que destrói o anticristo quando retorna; e essa vinda é a vinda como ladrão que está sendo anunciada durante a sexta taça, tendo passado já as seis trombetas; estamos lendo já em plena sétima trombeta, que é a última e ainda não veio, mas quase. Então, nem os vencedores de Filadélfia, cuja promessa para eles é que se vencerem serão colunas no templo de Deus, nem sequer eles, ninguém, ninguém podia entrar no templo até que se cumprissem as sete, não cinco, nem seis, mas as sete pragas dos sete anjos.

A nuvem cobre o tabernáculo

Irmãos, este temor de Deus, esta reverência santíssima pela vindicação da glória de Deus, já tinha sido tipificado antes. Olhem comigo Lamentações 3:44; ali há uma frase supremamente séria.

Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração.”; como quem diz, já não é hora de seguir prolongando a misericórdia, já é hora de consumar minha ira. “Cobriu-te de nuvem para que não passasse nossa oração”. No tempo do juízo, Deus diz: como você não me ouviu quando eu falei, agora tampouco eu te ouço quando você clama; isso é o julgamento de Deus para com o mundo.

Passemos a Êxodo 40:34-35, quando Moisés terminou de edificar o tabernáculo. Notem, a edificação do tabernáculo é tipologia da edificação do corpo de Cristo. O que passou quando se edificou o tabernáculo? A nuvem de glória o encheu; o mesmo no tempo do Salomão; fez-se o templo e a nuvem de glória o encheu. “34 Então uma nuvem cobriu o tabernáculo da congregação, e a glória de Jeová encheu o tabernáculo. 35 |E não podia Moisés (nem sequer Moisés) entrar no tabernáculo da congregação, porque a nuvem estava sobre ele, e a glória de Jeová o enchia”. Significa que quando o Senhor enche o templo ninguém pode entrar nele.

Algo semelhante encontramos também no tempo do Salomão. Vamos a 1ª Reis 8:10-11: “10 E quando os sacerdotes saíram do santuário, a nuvem encheu a casa de Senhor. 11 E os sacerdotes não puderam permanecer para ministrar por causa da nuvem, porque a glória de Senhor tinha enchido a casa do Senhor”. Nem os próprios sacerdotes que tinham introduzido a arca, não puderam permanecer, e tiveram que sair.

Quando Isaías viu o Senhor em Sua glória e que Suas saias enchiam o templo, sentiu-se como morto. Quando João viu o Senhor em cujo peito ele se recostou, mas o viu em glória, caiu como morto. Irmãos, quando Deus está aplicando julgamento é para calar a boca, e tremer. Moisés mesmo, que foi convidado, estava tremendo na presença do Senhor.

Então, irmãos, isto mesmo se diz em 2 Crônicas 5:13-14; duas vezes quis o Senhor que isto se registrasse: “13 Quando soavam, pois, as trombetas, e cantavam todos a uma (vejam isso, tocavam as trombetas, e depois de tocar as trombetas vem o cântico dos sacerdotes, assim como aqueles depois das seis trombetas, agora estão na sétima e estão cantando na presença do Senhor) para louvar e dar graças ao Senhor, e à medida que elevavam a voz com trombetas e címbalos e outros instrumentos de música, e louvavam ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque sua misericórdia é para sempre; então a casa se encheu de uma nuvem, a casa do Senhor.

14 E não podiam os sacerdotes estar ali para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do Senhor tinha enchido a casa de Deus”.
Agora estamos lendo aqui em Apocalipse 15 o tempo do fim. “8 E o templo se encheu de fumaça (isso é no céu, isso é antes de derramar as taças, isso é antes da vinda gloriosa de Cristo) pela glória de Deus, (olhem a mesma frase: a glória de Deus) e por seu poder; (Ele pode mudar a face da terra, dar volta às coisas, e como diz a sétima trombeta, tomaste seu grande poder e reinaste, sua ira veio) e ninguém podia entrar no templo”; ninguém, é absolutamente ninguém, é a ira de Deus; até aqui ele tinha calado, mas agora Deus está julgando; “e ninguém podia entrar no templo”; não sei então onde estariam os primeiros que dizem que vão ser arrebatados antes da tribulação; mas não vai ser no templo; “ninguém podia entrar no templo até que se cumpriram as sete pragas dos sete anjos”. E o verso 1 do capítulo 16: “Ouvi uma grande voz que dizia do templo aos sete anjos: Vão e derramem sobre a terra as sete taças da ira de Deus”.

Isto que temos lido, o capítulo 15 e o verso 1 do capítulo 16, são a cena celestial que precede e preside as taças da ira de Deus. O céu governa todos os acontecimentos, e esta é a cena que está muito perto de acontecer. vamos terminar aqui e vamos dar graças ao Senhor.



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